26 de maio de 2026

Roperite

 ۞ ADM Sleipnir

O Roperite é uma criatura lendária do folclore lenhador norte-americano, associada às regiões montanhosas e aos sopés da Serra Nevada, na Califórnia. Ela é descrita como um animal extremamente veloz e altamente especializado, conhecido principalmente por seu estranho “bico” semelhante a uma corda, utilizado para capturar presas e até seres humanos desavisados. Segundo os relatos folclóricos, o Roperite habitaria áreas cobertas por chaparral e florestas de pinheiros-digger nos contrafortes das Sierras. Sua origem é incerta, sendo alvo de especulações entre lenhadores e habitantes da região. Algumas narrativas sugerem que a criatura nasceria de ovos, enquanto outras afirmam que surgiria espontaneamente de cavernas ocultas nas montanhas. Entre os indígenas da região, existia a crença de que os Roperites eram os espíritos dos antigos fazendeiros espanhóis que ocuparam a região durante os primeiros períodos de colonização.

Fisicamente, o Roperite é descrito como um animal gregário de porte médio, aproximadamente do tamanho de um pônei subnutrido. Seu corpo possui pele coriácea extremamente resistente, capaz de protegê-lo contra espinhos, arbustos densos e rochas afiadas. As pernas, semelhantes a nadadeiras superdesenvolvidas, permitiriam uma forma peculiar de locomoção, frequentemente descrita como uma mistura entre saltos e voo rasante.  A característica mais distintiva do animal é seu bico alongado e flexível, comparado a uma corda ou laço. De acordo com os relatos, o Roperite seria capaz de manipular esse apêndice com extraordinária destreza, utilizando-o para laçar lebres, aves velozes como os papa-léguas e, ocasionalmente, lenhadores desprevenidos. Após capturar suas vítimas, a criatura as arrastaria através do chaparral espinhoso até a morte.

Outra característica frequentemente mencionada é a presença de grandes chocalhos na cauda. Segundo um relato atribuído a A. B. Patterson, de Hot Springs, Califórnia, considerado o último observador confiável da criatura, o Roperite agitava esses chocalhos durante a perseguição de presas, produzindo um som semelhante ao de uma gigantesca cascavel. O efeito psicológico desse ruído sobre os animais perseguidos era descrito como aterrorizante.

O folclore regional afirma que nenhum homem ou animal seria capaz de escapar de um Roperite em campo aberto. A criatura seria capaz de atravessar terrenos acidentados sem reduzir a velocidade, ignorando obstáculos naturais enquanto avança em movimentos rápidos e irregulares. Relatos tradicionais descrevem o animal pisando sobre pequenos corredores do deserto ou chutando-os para fora do caminho sem interromper sua perseguição.

Embora numerosas histórias tenham circulado entre lenhadores da região entre o rio Pitt e o sul da Serra Nevada, os relatos sobre o Roperite tornaram-se progressivamente raros ao longo do século XX. Algumas narrativas afirmam que a criatura existia em manadas nos tempos antigos, mas acabou desaparecendo com a expansão humana nas áreas montanhosas. Em certos relatos tardios, o Roperite já era considerado possivelmente extinto.


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1 de março de 2026

Hugag

۞ ADM Sleipnir


O Hugag é uma criatura lendária do folclore lenhador norte-americano, associada à região dos Grandes Lagos. É descrito como um animal de grande porte, superficialmente semelhante a um alce, porém dotado de características físicas incomuns e fantásticas.

Segundo as descrições folclóricas, o Hugag é um quadrúpede peludo que pode ultrapassar três toneladas de peso. Diferentemente dos alces, possui dedos em vez de cascos e uma cauda longa semelhante à de um cavalo. Sua cabeça é descrita como completamente sem pelos, contrastando com o restante do corpo, que é coberto por uma pelagem espessa. As orelhas são corrugadas, sendo frequentemente comparadas à cauda de uma anhinga, ave aquática da América do Norte. A função dessas características é desconhecida.


O Hugag apresenta um lábio superior anormalmente inchado, que se projeta quase até o solo. De acordo com o folclore, esse lábio é utilizado para raspar agulhas e pequenos galhos de pinheiros. Parte dessas agulhas seria consumida como alimento, enquanto o restante seria usado para revestir o corpo, substituindo os pelos naturais. As agulhas permaneceriam presas graças à resina de pinheiro, que escorreria dos poros do animal.

Uma das características mais distintivas do Hugag é a ausência de articulações nas pernas. Os quatro membros seriam completamente rígidos, impossibilitando qualquer tipo de flexão. Em razão disso, o animal se deslocaria de maneira desajeitada, balançando o corpo de um lado para o outro ao caminhar. De acordo com as narrativas, o Hugag seria incapaz de se levantar caso se deitasse, sendo assim obrigado a dormir em pé, apoiando-se contra árvores, especialmente os pinheiros dos quais se alimenta.

O folclore dos lenhadores também descreve um método específico utilizado para caçar o Hugag. Os caçadores identificariam os pinheiros usados pelo animal para descanso, reconhecíveis pela ausência de agulhas e pelo tronco inclinado. Essas árvores seriam então parcialmente serradas, de modo que permanecessem de pé, porém instáveis. Quando o Hugag voltava a se apoiar nelas, tanto a árvore quanto o animal cairiam ao chão, permitindo que os caçadores o abatessem enquanto estava indefeso.

Arte de Andy Vanderbilt

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17 de fevereiro de 2026

Glawackus

۞ ADM Sleipnir

O Glawackus é uma criatura lendária do folclore lenhador norte-americano. Seu nome é uma combinação de “Glastonbury”, a cidade do estado de Connecticut onde os avistamentos foram relatados, com “wacky” (termo inglês que significa “maluco” ou “excêntrico”), acrescido da terminação latina “-us”, comum na nomeação informal de criaturas fantásticas e pseudocientíficas da época.

A criatura é descrita como feroz e de aparência híbrida, reunindo características de diferentes animais, o que dificulta sua classificação. A maioria dos relatos afirma que o Glawackus possuía o corpo de um grande felino, semelhante a um puma ou pantera, combinado com a cabeça de um cão ou de uma hiena. Também são mencionadas garras e presas afiadas, reforçando sua imagem ameaçadora.

Arte de Dragonix

Avistamentos

Os primeiros avistamentos do Glawackus ocorreram em 1939, especificamente a partir de janeiro de 1939, na região rural de Glastonbury, uma área cercada por montanhas e florestas densas — cenário que favoreceu o surgimento e a disseminação de histórias misteriosas. Moradores locais relataram ataques a gado e outros animais de fazenda, afirmando que a criatura deixava rastros incomuns e trilhas de sangue.

Alguns testemunhos mencionam gritos aterradores vindos da mata durante a noite, o que aumentou o temor da população e levou à organização de buscas pela suposta fera. Um dos relatos mais curiosos descreve o Glawackus como possuidor de uma “força sobre-humana”. Fazendeiros e caçadores experientes chegaram a liderar expedições para capturá-lo, mas nenhuma tentativa teria obtido sucesso, o que contribuiu para consolidar sua reputação lendária.

Teorias

Diversas teorias tentam explicar a origem do Glawackus. Uma das mais recorrentes sugere que se trataria de um animal exótico, como um leão ou outro grande felino, que teria escapado de um zoológico ou de um circo itinerante. Essa hipótese buscaria justificar tanto seu comportamento predatório quanto suas características físicas incomuns.

Outra interpretação, comum no campo da criptozoologia, propõe que o Glawackus seria uma espécie ainda desconhecida da ciência ou mesmo um híbrido de animais, resultado de observações imprecisas em condições adversas.

Há também quem defenda que os relatos se refiram a uma hiena fugitiva, dada a semelhança mencionada por algumas testemunhas quanto à postura e ao formato da cabeça da criatura. Por fim, uma abordagem mais cética sustenta que o Glawackus seja fruto da imaginação coletiva ou de um episódio de histeria em massa, fenômeno relativamente comum em comunidades rurais e isoladas, onde rumores tendem a se espalhar rapidamente.

Evidências questionáveis

A autenticidade de algumas evidências associadas ao Glawackus foi posteriormente colocada em dúvida. Destaca-se o caso de James Rufius Williams, que admitiu ter fabricado pegadas falsas atribuídas à criatura. Essa revelação levantou questionamentos sobre a veracidade de parte dos rastros e indícios físicos apresentados na época, reforçando a hipótese de que o Glawackus possa ter sido, ao menos em parte, um produto de trotes, exageros ou construções folclóricas deliberadas.

Arte de Jonathan Valiente

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22 de maio de 2025

Log Gar

۞ ADM Sleipnir

O Log Gar é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano. Ele é descrito como um peixe grande e voraz, dotado de focinho equipado com dentes afiados e serrilhados, semelhantes a uma serra. Esses dentes permitiam que a criatura cortasse madeira com facilidade, especialmente troncos de árvores. 

De acordo com as lendas, o Log Gar usava essa habilidade para atacar lenhadores que trabalhavam perto de rios ou lagos. Ele serrava os troncos em que os lenhadores estão equilibrados, fazendo com que caíssem na água. Uma vez na água, a vítima era rapidamente dilacerada e feita em pedaços pelos seus dentes afiados. Dizia-se que o Log Gar era tão determinado que cortaria qualquer obstáculo em seu caminho para alcançar uma pessoa que caísse na água.

Arte de MonstrumAmericanum

fontes:
  • LAND, T. Fictional Snakes & Fish | Paul Bunyan Natural History. Disponível em: <http://www.lib.lumberwoods.org/pbnh/fictional-snakes-fish.html>;
  • BANE, T. Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklore. [s.l.] McFarland, 2016.
  • ‌ROSE, C. Giants, monsters, and dragons : an encyclopedia of folklore, legend, and myth. New York: Norton, 2001.

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3 de março de 2025

Come-at-a-Body

۞ ADM Sleipnir

O Come-at-a-Body ("Avança-sobre-o-Corpo", também conhecido como Jump-at-a-Body, "Salta-sobre-o-Corpo", e Quadrupes inprovisus), é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dito habitar as Montanhas Brancas de New Hampshire e o sul do Maine, nos Estados Unidos. Seu primeiro registro conhecido foi feito por Mr. B.B. Bickford, de Gorham, New Hampshire, conforme documentado no livro Fearsome Critters, publicado em 1939.

O Come-at-a-Body é descrito comoum animal pequeno, atarracado e compacto, semelhante a uma marmota, mas com uma pelagem extremamente macia e aveludada, parecida com a de um gatinho. Apesar de sua aparência inofensiva, a criatura é conhecida por seu comportamento peculiar e inesperado: ela emerge repentinamente do mato e corre em alta velocidade diretamente em direção às pessoas. No entanto, ao se aproximar a poucos centímetros da "vítima", o Come-at-a-Body para bruscamente e cospe. Durante esse ato, ele libera um odor forte e pungente, semelhante ao de um visão, antes de fugir rapidamente. Não existem registros de que o Come-at-a-Body tenha causado ferimentos ou ameaçado a vida de humanos. 


Arte do Come-at-a-Body presente no livro Fearsome Critters (1939), de Tryon, H. H..


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6 de março de 2024

Cactus Cat

۞ ADM Sleipnir

Arte de Silver Hammock

Cactus Cat ("gato cacto") é uma espécie de criatura noturna pertencente ao folclore lenhador norte americano, dita ocupar as planícies e cerrados dos estados americanos de Nevada e Arizona até o norte do México. Ela é descrita como tendo uma pelagem espessa e espinhosa, lâminas ósseas afiadas nos antebraços acima das patas dianteiras e uma cauda ramificada. Ela deve seu nome não só à sua aparência, mas também à sua dieta, a seiva do cacto cholla.

Arte de Julian Plum

Os Cactus Cats usam as lâminas dos antebraços para cortar o topo de grandes cactos em diagonal. Um desses percorre um amplo caminho circular, de 1600 metros de comprimento, cortando todos os cactos que encontra. Quando retorna ao primeiro cacto, a seiva que escorre dos cortes já fermentou em mescal (licor). O Cactus Cat lambe avidamente este mescal, e ao final do segundo circuito, ele já está completamente bêbado e cambaleia em um torpor embriagado. Ele mia e raspa suas lâminas ósseas umas contra as outras, emitindo um som que ecoa pela noite do deserto.

A espécie hoje está praticamente extinta, e uma das principais causas é a predileção dos Cactus Cats pelo mescal. Ao seguir um Cactus Cat, era possível coletar o mescal e privar a criatura de seu sustento. No entanto, esta não era uma atividade sem riscos. Ladrões flagrados no ato eram açoitados até a morte com a cauda espinhosa do Cactus Cat, deixando vergões vermelhos que se assemelhavam enganosamente aos efeitos da insolação.

Arte de silverdragon78
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2 de maio de 2023

Funeral Mountain Terrashot

۞ ADM Sleipnir

Arte de Si'yann

Funeral Mountain Terrashot é uma desajeitada criatura pertencente ao folclore lenhador norte americano, descrita como tendo uma concha em forma de caixão com cerca de 1,8~2,4 metros de comprimento e pernas longas e bambas, que fazem com que ela balance de um lado para o outro e para frente e para trás enquanto viaja.


Avistamentos dessa criatura foram relatados pela primeira vez por alguns emigrantes mórmons, que observaram uma peculiar procissão delas entrando no deserto de uma certa cordilheira, que posteriormente seria batizada de Funeral Mountains. Um desses mórmons, instigado pela curiosidade, decidiu investigar e descobrir mais sobre elas. Segundo ele, Funeral Mountain Terrashots vivem em pequenos prados e parques nas partes mais altas da cordilheira, onde gradualmente aumentam em número, até que por um estranho impulso são tomados pelo desejo de emigrar. Elas então partem em uma jornada desastrosa pelo deserto, caminhando em fila indiana. Nenhuma delas sobrevive à jornada, pois não podem suportar o calor do sol. Eventualmente, elas caem e explodem devido ao calor intenso e deixam buracos profundos em forma de sepultura na areia.


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28 de fevereiro de 2023

Luferlang

 ۞ ADM Sleipnir

Luferlang (Spinacaerulea tresarticulosus) é uma criatura pertencente ao folclore norte-americano. Dentre as muitas criaturas existentes no folclore lenhador, ela é uma das mais agressivas e perigosas em temperamento e comportamento, e certamente uma das mais escandalosas não apenas de se encontrar, mas também em aparência física. 

O Luferlang é descrito como um ser semelhante a um cavalo, mas com algumas diferenças importantes. Ele possui uma faixa azul ao longo da espinha, e sua a cauda é espessa, giratória e centrada no meio das costas para afastar as moscas. Também é dito que suas pernas são tri-articuladas, o que faz com que essa criatura se mova rápido em qualquer direção para pegar aqueles que a olham com uma única mordida mortal. O Luferlang tem quatro minúsculos bigodes felinos, barba e sobrancelhas curtas e espessas, cílios longos e dentes constantes e não possui crina. Ele erroneamente costuma ser representado como um cavalo com corpo de aranha.

Um Luferlang ataca e mata tudo que encontra pelo caminho, sejam animais silvestres ou seres humanos, e absolutamente não mostra nenhum remorso por suas ações. Felizmente, seus ataques ocorrem somente durante o verão norte americano, e especificamente no dia 12 de julho. Dizem que vestir roupas verdes de todos os tons e/ou tonalidades deixa o Luferlang com uma fúria incontrolável, e por isso devem ser evitadas nesse dia. Por outro lado, usar um lenço laranja fará com que ele o deixe em paz. Outra forma de evitar seu ataque é segurar um grande espelho ao seu lado. Ao olhar para o seu próprio reflexo, o Luferlang se assustará com a sua horrível aparência e sairá correndo com medo, logo procurando outro alvo para matar. 

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14 de outubro de 2022

Agropelter

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de James Murlin

Agropelter (também conhecido como Argopelter, Anthrocephalus craniofractens) é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte americano, dita habitar árvores ocas das florestas de coníferas do Maine ao Oregon. Uma criatura extremamente territorial, o Agropelter não tolera que ninguém entre em seu domínio ou cruze o seu caminho. Se alguém se aproxima o suficiente, ele arranca lascas de madeira e galhos das árvores e os arremessa contra o intruso. Ele também pode arremessar pinhas, frutas e até mesmo ninhos de pássaros.

Arte de Sherwin Quiambao

Algumas fontes afirmam que seu ataque não é mortal, sendo usado somente para espantar os intrusos e impedi-los de chegarem mais perto. Outras fontes porém afirmam não só que seu ataque é mortal, perfurando ou esmagando seu alvo, como até hoje só ouve um sobrevivente de seu ataque: um homem chamado Big Ole Kittelson, que afirmou somente ter sobrevivido porque o galho atirado pelo Agropelter estava podre e se espatifou assim que atingiu sua cabeça. Aliás, é de Big Ole Kittelson a única descrição obtida da criatura, uma vez que ela é rápida o suficiente em seus ataques, sendo praticamente impossível de ser vista. Ole afirmou que enquanto fugia, virou para ver o que o havia atacado, e conseguiu avistar uma criatura semelhante a um macaco, com um corpo esguio e braços longos como se fossem chicotes.


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5 de janeiro de 2022

Dungavenhooter

۞ ADM Sleipnir

O Dungavenhooter (Crocodilus haurien) é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, sendo originária da região da península superior de Michigan e também presente em histórias do estado americano do Maine. Ela é descrita como sendo semelhante a um crocodilo, porém não possui uma boca e suas narinas são anormalmente grandes. Ela também possui pernas curtas e atarracadas e uma cauda forte e com uma ponta grossa.

De acordo com o folclore, o Dungavenhooter tem por hábito se esconder atrás de arbustos, de onde aguarda a passagem de algum lenhador bêbado. Sua presença é difícil de detectar, pois ele não emite nenhum barulho além de um bufo que pode ser confundido como sendo de qualquer outro animal. Quando o incauto  lenhador estiver próximo de seu alcance, ele é nocauteado e espancado firmemente até que seu corpo se torne uma espécie de gás, o qual o Dungavenhooter inala completamente.

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9 de outubro de 2020

Whintosser

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Whintosser é uma temível e agressiva espécie de criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dita viver em matilhas nas cordilheiras da costa da Califórnia. Sua aparência é bastante bizarra, possuindo um corpo num formato de prisma triangular, com uma cabeça numa base, uma cauda na outra e 2 pares de pernas em cada lateral do corpo, permitindo que a criatura ande de cabeça para baixo, de lado e no chão, além de se  manter estável durante terremotos. Sua cabeça gira para se adequar ao lado cuja as pernas estão tocando o chão.

Whintossers costumam causar problemas frequentes aos homens e são muito difíceis de matar. Qualquer que seja o método, seja atirando ou batendo neles, apenas aumentará sua fúria. A única forma efetiva de matar um Whintosser é forçá-lo a entrar em uma calha de água ativa. Uma vez preso, o Whintosser tentará andar em todas as direções, se despedaçando enquanto tenta escapar.

Histórias sobre os Whintossers surgiram no começo do século XX, em especial no ano de 1906, quando ocorreu o chamado Grande Terremoto de São Francisco.


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27 de julho de 2020

Slide-Rock Bolter

۞ ADM Sleipnir

Arte de Blewzen

Slide-Rock Bolter (literalmente "Parafuso Deslizante", conhecido também pelo nome Macrostoma saxiperrumptusé uma bizarra criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano. Dito nas histórias habitar as montanhas do estado do Colorado, o Slide-Rock Bolter é uma criatura extremamente grande, considerado por alguns como sendo maior que uma baleia azul. Tem uma cabeça enorme, olhos pequenos, uma boca enorme e uma cauda semelhante a de um golfinho, porém com ganchos que ele usa para se pendurar no topo das montanhas. Sua pele possui uma coloração que permite que ele se camufle em meio a paisagem.

Segundo as histórias, o Slide-Rock Bolter espera no alto das montanhas por caminhantes ou lenhadores desavisados ​​passarem na área abaixo delas. Assim que estejam em sua mira, a criatura se desprende da montanha e começa a deslizar ladeira abaixo com sua boca aberta, consumindo qualquer coisa que estiver em sua frente e achatando completamente todas as plantas e árvores em seu caminho. Dizem que um líquido lustroso é liberado dos cantos de sua boca, ajudando-o a deslizar de maneira mais rápida e fácil. 


Devido à inclinação da montanha, que precisa ser superior à 45°, e a força e velocidade de sua descida, o Slider-Rock Bolter consegue ir até a próxima montanha, parando exatamente em seu topo. Dessa forma, é só esperar pela próxima refeição.

O primeiro conto amplamente divulgado a respeito do Slide-Rock Bolter veio de William Thomas Cox, um guarda florestal de Minnesota, que em 1910 publicou um livro intitulado Fearsome Critter of the Lumberwoods, onde relatava histórias de diversas criaturas supostamente avistadas e relatadas por lenhadores.Uma dessas histórias afirma que um determinado guarda florestal inventou um plano brilhante para eliminar o monstro. Ele criou um manequim cheio de pólvora, o fantasiou como um lenhador e o colocou no pé de uma montanha. O manequim acabou atraindo a atenção do Slide-Rock Bolter, que se desprendeu da montanha e veio com tudo em sua direção para devorá-lo. Quando o monstro colidiu com o manequim, desencadeou uma enorme explosão que o matou e arrasou grande parte do local. Embora esse monstro em particular tenha morrido, acredita-se que seus descendentes ainda assombram as montanhas do Colorado.

Aqueles que duvidam da existência do Slide-Rock Bolder afirmam que os lenhadores que circularam as histórias sobre ele apenas confundiram evidências de deslizamentos de rochas ou atividades ilegais de mineração na região com a atividade da criatura. Apesar disso, muitos turistas que visitam as montanhas do Colorado nos tempos atuais, temem que possam ser os próximos a serem engolidos por ele.


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4 de setembro de 2019

Snawfus

۞ ADM Sleipnir


O Snawfus é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dita viver nas florestas dos montes Ozark. Ela é descrita como um cervo branco dotado de asas e um par de chifres enormes. Conta-se que seus chifres são os galhos vivos de uma árvore Cornus florida, e são frequentemente retratados com flores nelas, além de folhas verdes.

A criatura é dita ser capaz de saltar do chão da floresta até a copa das árvores, e pousar sob os galhos mais delgados como se fosse um esquilo. Ela também pula de galho em galho como um macaco, e conforme o faz, emite um som estranho, descrito como "halley-loo!". Durante o outono, Snawfus emite uma névoa azul de sua boca, a qual sobe em direção ao céu formando nuvens azuladas que são distintas dos montes Ozark.

Arte de pepecuack

Há quem diga que o terceiro avistamento do Snawfus é um sinal de que a morte está se aproximando. O Snawfus é, portanto, ao mesmo tempo lindamente pacífico e uma visão tremendamente perturbadora. No folclore de Ozark, o Snawfus é comumente associado a outras criaturas fantásticas da região, como o Gowrow e o Ozark Howler, mas, ao contrário das lendas tradicionais associadas a essas criaturas, as histórias sobre o Snawfus são geralmente contadas de uma forma sarcástica, indicando que sua existência não deve ser aceita como uma verdade literal. 



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