Mokosh (também grafada Mokoš, Mokos, Makosh ou Mokosha) é uma divindade da mitologia eslava, conhecida sobretudo por fontes eslavas orientais medievais. Ela é frequentemente interpretada como uma deusa ligada à umidade, à fertilidade, à terra, à água e às atividades femininas, como a fiação, a tecelagem e o cuidado com a lã.
Mokosh ocupa um lugar singular na antiga religião eslava oriental por ser a única divindade feminina mencionada entre os ídolos erguidos por Vladimir, o Grande, em Kiev. Embora seu nome apareça em fontes medievais, essas referências não preservam narrativas completas sobre sua função, culto ou mitologia. Grande parte de sua imagem atual resulta da combinação entre registros medievais, estudos linguísticos, tradições folclóricas posteriores e reconstruções modernas.
O nome Mokosh é geralmente relacionado à raiz protoeslava mok-, associada à umidade, à água e a lugares molhados ou pantanosos. A forma do nome é explicada por alguns estudiosos como derivada dessa raiz com o sufixo -ošь, indicando uma figura caracterizada pela umidade.
Essa interpretação ajuda a explicar sua ligação com a fertilidade, a terra úmida, a chuva e a força geradora da natureza. Por causa dessa relação com a umidade e a terra fértil, Mokosh também é frequentemente aproximada de Mat Syra Zemlya, a “Mãe Terra Úmida” do folclore eslavo oriental. Essa aproximação reforça sua imagem como divindade ligada à continuidade da vida, à fecundidade e aos ciclos naturais.
Fontes medievais
A principal menção a Mokosh aparece na Crônica Primária, texto compilado no início do século XII. Segundo a crônica, Vladimir, o Grande, mandou erguer em Kiev imagens de Perun, Khors, Dazhbog, Stribog, Simargl e Mokosh. Essa passagem indica que ela fazia parte do conjunto de divindades cultuadas oficialmente na Rus’ de Kiev antes da cristianização.
Mokosh também é mencionada em textos cristãos medievais que condenavam práticas consideradas pagãs. Esses textos não explicam sua mitologia, mas mostram que seu nome continuou presente na memória religiosa popular mesmo depois da adoção do cristianismo.
Em documentos confessionais do século XVI, aparece uma pergunta dirigida aos fiéis: “Você foi a Mokusha?”. Essa referência costuma ser entendida como menção a uma curandeira, feiticeira ou mulher procurada para práticas mágicas. O dado mostra que nomes próximos ao de Mokosh continuaram circulando em contextos ligados à religiosidade popular e à magia doméstica.
Fiação, lã e trabalho feminino
Em tradições posteriores, Mokosh foi associada ao trabalho feminino, especialmente à fiação, à tecelagem, ao linho, à lã e ao cuidado com as ovelhas. No norte da Rússia, essa associação aparece em figuras folclóricas chamadas Mokysha, Mokusha ou Mokosha, descritas como espíritos domésticos ligados à fiação noturna e à tosquia dos animais.
Mokusha costuma ser descrita como uma mulher alta, de cabeça grande e braços longos, que aparece durante a noite para fiar, mexer em objetos da casa ou interferir nas tarefas domésticas. Essa tradição aproximou Mokosh do universo da casa, da produção têxtil e das atividades femininas do cotidiano.
A ligação com a fiação também fez com que Mokosh fosse associada, em algumas interpretações, ao destino. Em várias tradições europeias, o ato de fiar é usado como imagem simbólica da vida humana, como se a existência fosse um fio tecido ou cortado ao longo do tempo.
Após a cristianização dos povos eslavos orientais, parte das funções ligadas a Mokosh passou a ser associada a figuras cristãs populares, especialmente Santa Paraskeva, também chamada de Paraskeva Friday. No folclore, Santa Paraskeva aparece relacionada à sexta-feira, à água, à cura, às mulheres e a trabalhos como a fiação e a tecelagem.
Por causa dessas semelhanças, muitos estudiosos veem no culto popular de Paraskeva uma continuação ou transformação de antigos elementos ligados a Mokosh. Em algumas tradições, a Virgem Maria também assumiu funções relacionadas à fertilidade, à proteção das mulheres e à terra.
Representações e símbolos
Mokosh é frequentemente associada à terra fértil, à água, à umidade, à abundância e ao trabalho feminino. Em interpretações modernas, também aparece como protetora das mulheres, da maternidade, dos trabalhos domésticos e da produção têxtil.
Figuras femininas com os braços erguidos, ladeadas por cavalos, aves, veados ou outros animais, aparecem em bordados tradicionais do norte da Rússia e de outras regiões eslavas. Essas imagens são interpretadas por alguns estudiosos como possíveis ecos de antigas divindades femininas da fertilidade, entre elas Mokosh. No entanto, elas pertencem principalmente ao campo da arte popular e da interpretação simbólica posterior.
Toponímia e permanência do nome
O nome de Mokosh também foi associado a nomes de lugares em regiões eslavas, como Mokošín, na atual República Tcheca, e Mokoszyn e Mokosznica, em áreas polonesas. Esses nomes são frequentemente citados como indícios da antiga circulação do nome, embora nem todos possam ser ligados diretamente à deusa.
Sucellus ou Sucellos ("o bom golpeador", derivado do radical gaulês antigo su, "bom" ou "excelente" e de cellos ou cellus, "golpeador" ou "batedor") é o deus da agricultura, das florestas, da prosperidade e também das bebidas alcoólicas na mitologia celta/gaulesa. Representado principalmente em fontes galo-romanas (séculos I-II d.C.), Sucellus era venerado como protetor das comunidades de trabalho—camponeses, artesãos e escravizados—que dependiam da fertilidade da terra.
Iconografia e Atributos
Sucellus é descrito como um homem forte, barbudo e de meia-idade, usando uma túnica simples e frequentemente uma pele de lobo (alusão à proteção de rebanhos contra predadores). É constantemente acompanhado por um cão de caça. Em uma mão, ele carrega um martelo ou malho de cabo longo, símbolo de sua autoridade sobre limites, fertilidade e proteção. Na outra, segura um recipiente (olla, cálice ou barril) contendo bebida, representando a abundância e a hospitalidade da colheita bem-sucedida. Seu martelo era tão importante para sua identificação que, em alguns casos, somente ele, sem qualquer figura humana, servia para representá-lo. Alguns atributos adicionais de Sucellus incluem símbolos solares (círculos e cruzes), reforçando seu papel cósmico.
Relação com Nantosuelta
Sucellus é frequentemente retratado ao lado de sua consorte, Nantosuelta, deusa das águas, da terra e da domesticidade. Juntos aparecem em inscrições e relevos do território dos Mediomatrici (Alsácia-Lorena), particularmente no famoso relevo de Sarrebourg, próximo a Metz (França), datado do final do século I ou início do II d.C. Neste relevo, Nantosuelta, usando vestes longas, segura em sua mão esquerda um pequeno objeto em forma de casa com dois orifícios circulares—possivelmente um pombório—sobre uma longa vara. Sua mão direita derrama líquido de uma patera sobre um altar cilíndrico. Sucellus está ao lado, barbudo, em túnica com capa, segurando seu martelo na mão direita e uma olla na esquerda.
Sincretismo com outras divindades
Em contextos galo-romanos, Sucellus foi frequentemente identificado com o deus romano Silvano, particularmente em inscrições donde ambos os nomes aparecem conjuntamente. Compartilhavam atributos similares: proteção de florestas, campos e rebanhos; guarda de limites territoriais; e devoção especial às populações marginalizadas. No entanto, mantêm identidades distintas em muitas regiões.
Júlio César, em sua obra Commentarii de Bello Gallico (VI:18), afirmou que os gauleses acreditavam descender de Dis Pater, o deus romano da riqueza, das terras férteis e das riquezas minerais subterrâneas. Caesar, utilizando a interpretatio romana, não forneceu o nome gaulês deste deus ancestral, mas muitos estudiosos identificam Sucellus como um candidato plausível, já que sua iconografia (martelo, barril/olla) sugere um deus da abundância e da fertilidade que também poderia ter aspetos ctônicos (infernais). O relevo de Sarrebourg, que mostra um corvo (símbolo psicopompo) sob Sucellus e Nantosuelta, reforça essa interpretação.
Na tradição insular irlandesa, o equivalente mais próximo de Sucellus é o Dagda('o bom deus'), chefe dos Tuatha Dé Danann e deus da terra, da fertilidade e da abundância. Como Sucellus, o Dagda é representado como um homem barbudo e poderoso que carrega um atributo de golpe—neste caso, um grande bastão ou clava—e está associado a um recipiente mágico que nunca esvazia (seu caldeirão). Ambos presidem festejos e abundância, possuem consortes ligadas à terra e à água (Nantosuelta e Boann, respectivamente), e são venerados como "pais de tudo" ou ancestrais dos povos sob sua proteção. O Dagda também carrega o título Allothair (Pai de Todos), paralelo à paternidade que Caesar atribui a Dis Pater.
fontes:
GIENNA MATSON; ROBERTS, J. Celtic mythology A to Z. New York: Chelsea House, 2010;
MONAGHAN, P. The encyclopedia of Celtic mythology and folklore. New York, N.Y.: Checkmark Books, 2008.
Lakshmi (Mahalakshmi, Laxmi ou Lacximi) é a deusa hindu que governa todas as formas de riqueza e sucesso e os caminhos, meios e resultados de todas as formas de prosperidade. Seu nome é derivado do sânscrito laksya que significa "alvo", ou "objetivo". Lakshmi é consorte do deus Vishnu, que cada vez que desce à terra como um avatar, é acompanhado por um avatar dela. Dois desses avatares foram Sita (esposa de Rama) e Radha (amante de Krishna). Lakshmi tem ainda uma irmã chamada Alakshmi, a deusa do infortúnio.
Lakshmi é uma das deusas mais populares da mitologia hindu. É comumente retratada como uma bela mulher, com quatro braços, de pé ou sentada sobre uma flor de lótus. Ela veste um sari vermelho e geralmente há um, ou às vezes dois elefantes atrás dela, ungindo-a com água. Ela aparece segurando flores de lótus nas mãos, e um cântaro que jorra moedas de ouro. Ela também é frequentemente retratada sentada debaixo de Vishnu, massageando seus pés.
O Renascimento de Lakshmi
Uma das histórias mais interessantes na mitologia Hindu é a da agitação do oceano de leite. É a história da disputa entre devas (deuses) e asuras (demônios) para obterem a imortalidade. A história tem como ponto culminante o renascimento de Lakshmi. De acordo com o Vishnu Purana, Lakshmi é a filha de Bhrigu e Khyaati e residia em Swarga, a morada de Indra, o rei dos deuses.
À Indra foi dada a responsabilidade de proteger o mundo da ação dos asuras. Ele cumpriu essa tarefa com excelência por muitos anos, e a presença da deusa Lakshmi garantia o seu sucesso. Um dia, um sábio chamado Durvasa ofereceu à Indra uma guirlanda de flores sagradas. Em sua arrogância, Indra jogou as flores no chão. Segundo a crença hindu, este gesto de arrogância irrita Lakshmi profundamente, e ela acaba deixando o mundo dos deuses e entra no Oceano Lácteo. Sem a presença de Lakshmi, os deuses deixaram de ser abençoados.
A Agitação do Oceano de Leite
O mundo tornou-se mais tenebroso, as pessoas se tornaram gananciosas, e as ofertas deixaram de serem feitas aos deuses. Os deuses começaram a perder o seu poder e os asuras, liderados pelo rei Bali, ganharam o controle do universo. Indra questionou Vishnu sobre o que deveria ser feito, e Vishnu aconselhou os devas a os aconselhou a tratarem os asuras de forma diplomática. Asuras e devas teriam que formar uma aliança e juntos agitarem o Oceano Lácteo (Kshirsagar). Este evento é conhecido como Samudra manthan. Vishnu também conta que o oceano possuía muitos tesouros, e entre esses tesouros estava Amrita, o elixir da vida, que lhes daria a imortalidade. Os asuras ajudam os devas sob a condição de ambos compartilharem do elixir, porém não é o que acontece. Juntos, os asuras e devas agitaram o oceano por cerca de 1000 anos, sem que nada viesse à superfície. Depois de tanto tempo, finalmente os tesouros começaram a surgir na superfície. O último tesouro a surgir foi uma bela mulher, em pé sobre uma flor de lótus. Esta era Lakshmi, que havia retornado ao mundo, e trouxe consigo o elixir. Iniciou-se uma grande batalha entre os devas e os asuras, e no final, os devas consumiram sozinhos o elixir, tornando-se imortais e tendo suas forças restauradas. De posse de Lakshmi e do elixir da vida, os deuses finalmente foram capazes de derrotar os asuras e restaurar a ordem.
Ashta Lakshmi, as Personificações da Deusa
Ashta Lakshmi ("oito Lakshmis") é um grupo de oito personificações secundárias de Lakshmi, que presidem ao longo de oito fontes de riqueza. Essas oito manifestações são sempre retratadas em grupo nos templos. Abaixo as oito formas da deusa:
Veera Lakshmi: Ela dá a força e a coragem que precisamos para enfrentar nossas dificuldades e superá-los;
Gaja Lakshmi: Ela concede poder e autoridade para aqueles que a buscam;
Santhana Lakshmi: Ela concede farta descendência para aqueles que a buscam;.
Vijaya Lakshmi: Simboliza a vitória, e é invocada para ajudar a atingir objetivos e superar os obstáculos em nossas vidas;
Dhanya Lakshmi : Ela é a provedora da riqueza agrícola, por exemplo: o crescimento de um jardim, a construção de uma despensa;
Adhi Lakshmi: Sobre este atributo divino Adhi Lakshmi é uma só com Vishnu, e condece felicidade a humanidade
Dhanas Lakshmi: Provedora de ouro e dinheiro, geralmente em períodos de necessidade;
Aishwarya Lakshmi: Condece a totalidade do conhecimento, tanto material quanto Espiritual.
Diwali, o Festival das Luzes
A Suástica é um símbolo associado à Lakshmi
Lakshmi é reverenciada durante todo o ano em diferentes festivais em cidades e vilas por toda a Índia. Mas o festival mais importante associado a ela é o Diwali, o "festival das luzes", quando ela é invocada para trazer saúde e prosperidade para a casa de seus devotos. Muitos devotos de Lakshmi ficam acordados durante toda a noite com as portas e janelas de suas casas abertas para que Lakshmi entre e os abençoa com a sua presença. Como a deusa está associada à fortuna e à prosperidade, comerciantes reverenciam seus livros caixa nesse dia.
Lakshmi e a Coruja
Em algumas gravuras, Lakshmi aparece voando montada em uma coruja. A coruja é a uma representação simbólica de Indra, e é chamada de Uluka. Nessa forma, Indra personifica a riqueza, o poder e a glória.
Essa associação do Deus Indra a um pássaro que é parcialmente cego à luz do dia adverte sobre a procura secular da riqueza espiritual. Lakshmi, associada ao Indra-coruja torna-se mestra da sabedoria espiritual que dá todo o suporte para a riqueza material.
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Labatut é um monstro antropófago do folclore do sertão nordestino. Conhecido na região da Chapada do Apodi, na divisa entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, o Labatut possui uma forma humanóide com o corpo coberto de pelos, pés redondos, mãos compridas, e cabelos longos e assanhados. Ele possui apenas um olho na testa e seus dentes são similares ao de um elefante. Os nativos da região consideram o Labatut uma criatura pior que o Lobisomem, a Caipora e o Cão-Coxo (Diabo).
A lenda conta que ele vive "no fim do mundo", e que ele percorre as cidades durante a noite,afim de saciar sua fome, que é enorme. O seu caminhar é acompanhado por uma ventania. Ele perambula atento a qualquer som ao seu redor, e se alguém sussurrar, já é o suficiente para o Labatut encontrar e devorar o mesmo. Ele possui ainda a particularidade de devorar crianças, devido ao fato delas terem a carne mais mole que a dos adultos.
Origem da Lenda
A figura do Labatut se originou das horríveis lembranças que os nativos da região tinham da atuação do general francês Pedro Labatut, que esteve no Ceará entre junho de 1832 e abril de 1833 reprimindo a ação de revoltosos contrários a unificação do país, durante a Guerra de Independência do Brasil. Conta-se que esse lendário general era extremamente violento e cruel, e não poupava seus adversários e opositores. Fuzilou muitos homens e mulheres de forma banal, e em virtude de incontrolável crueldade, acabou revoltando até o exército.
General Pedro Labatut. Pouco se sabe sobre a vida de Pedro Labatut antes da sua vinda ao Brasil, a convite de D. Pedro I e José Bonifácio, para formar e comandar o Exército Pacificador durante a Independência do Brasil na Bahia. Veterano do exército napoleônico, existem relatos de sua participação nas guerras de Independência da América Espanhola, quando recebeu a alcunha de “Pirata do Caribe”.
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De acordo com a mitologia e folclore judaicos, os Lilim (sing. Lili) seriam as crias de Lilith, a suposta primeira esposa de Adão, que o abandonou por estar infeliz em submeter-se a ele sexualmente. Após abandonar Adão, Lilith fugiu para uma caverna perto do Mar Vermelho, aonde se juntou com Samael e então se tornou um demônio. Todos os dias ela dava à luz a uma centena de demônios. Os Lilim são geralmente considerados demônios femininos, embora exista uma forma masculina chamada de Lilu e duas formas femininas, Lilitu ou Ardat Lilith para designar esses seres, pois algumas fontes afirmam que todos os seus filhos, independente do sexo, recebem esse nome. Asmodeus, que segundo algumas fontes seria filho de Adão e Lilith, também é considerado um Lili.
Os Lilim são descritos como sendo seres cobertos de pelos por todo o corpo e rosto, exceto em suas cabeças. Eles possuem sede de sangue e se saciam atacando crianças, veados, peixes, mulheres menstruadas, grávidas e homens que fazem sexo com suas esposas enquanto fantasiam sobre outras mulheres.
Eles tambem atormentam recém-nascidos do sexo masculino com até 8 dias de vida ou até serem circuncidados, e recém nascidos do sexo feminino que tenham até 20 dias de vida, chegando até a sequestrá-los e consumi-los se tiverem a oportunidade. Devido a essas ações os Lilim são muito temidos pelas mães. E segundo a lenda, essa ações são uma conseqüência da vingança de Lilith, devido a perda de 100 de suas crias demoníacas por dia, como castigo por ter se recusado a voltar para seu marido Adão, e viver em promiscuidade com os demônios.
Acredita-se que os Lilim são gerados quando Lilith se coloca entre os lençóis da cama de um casal onde eles fizeram amor ou quando ocorre uma violação por parte de um homem ou mulher. Isso ocorre quando gotas de sêmen escapam de ser depositado no útero da mulher, Lilith é capaz de capturar qualquer "faísca" ou energia gerada pela violação e assim produzir sua própria prole, os Lilim. É dito que os Lilim multiplicam-se, comem, bebem e morrer como os humanos.
Segundo as leis judaicas, todas as crianças nascidas fora do casamento ou que foram concebidas em pecado, pertencem à Lilith, pois crianças bastardas não poderiam ser legalmente concebidas.Tais regulamentos foram criados para destruir completamente todo o prazer lascivo e sexual entre marido e mulher e fazer com que a sua união sexual fosse estritamente para procriação.
O cristianismo também teve sua regulamentação, por exemplo, a Igreja Católica frequentemente aconselhava seus fiéis a terem relações sexuais sob o retrato de Jesus ou da Virgem Maria, e a manterem pensamentos religiosos em suas mentes durante o seu clímax mútuo. Não seguir essas recomendações poderia resultar em um filho engendrado com alguma imperfeição física por causa de seu pecado, assim como caindo sob a influência do diabo. Há um ditado que diz que os católicos são influenciados pela Igreja desde o berço até o túmulo, mas o aconselhamento anterior torna pré-berço.
A fim de evitar tal destino trágico, ou o desprazer de Deus, os judeus procuravam o conselho do Zohar. E isso envolvia concentrar-se na santidade de Deus durante a hora da relação sexual, e recitar uma oração especial que termina "Eu segurar o Santo, Envolva-me em santidade do rei." O marido era instruído tambem a cobrir sua cabeça e de sua esposa por uma hora, e continuar fazendo por três dias durante a tentativa de gerar uma criança. Outros relatos dizem que por trinta dias durante a tentativa deveria-se jogar um pouco de água limpa em torno da cama. Atualmente lilim são comumente chamada de incubus e succubus.
Belerofonte era um herói e guerreiro da mitologia grega, filho de Poseidone Eurimedéia, esposa de Glauco. Ele morava em Corinto, até que ele foi forçado a deixar a cidade após matar acidentalmente um homem chamado Belero (que algumas fontes afirmam ser seu irmão). O nome Belerofonte é na verdade uma alcunha que significa "aquele que matou Belero", sendo desconhecido o verdadeiro nome do herói.
Após deixar Corinto, Belerofonte procurou a proteção do rei Proteu de Tirinto, que permitiu que ele ficasse sob o seu teto. A esposa de Proteu, Antéia (também chamada Estenebéia), logo se apaixonou por ele e tentou seduzi-lo, mas Belerofonte resistiu aos seus avanços. Irritada por ter sido rejeitada, Antéia contou ao marido que Belerofonte havia tentado estuprá-la. Proteu ficou furioso, mas não queria matar seu hóspede, temendo ser punido pelos deuses, por isso ele enviou Belerofonte ao pai de Antéia, Ióbates, o rei da Lícia. Ele também enviou uma carta explicando o que tinha acontecido e pedindo para Ióbates matar Belerofonte.
Ióbates abriga Belerofonte durante nove dias em seu castelo, antes de finalmente ler a carta. Ao tomar conhecimento do pedido de Proteu, Ióbates também fica relutante em matar seu hóspede, e então decide enviar Belerofonte em missões perigosas, certo de que elas dariam cabo dele. Primeiro, Ióbates enviou Belerofonte para combater a Quimera, um terrível monstro que aterrorizava a Lícia.
A Domação de Pégaso
Homero, o primeiro a contar a história de Belerofonte, não menciona o famoso cavalo alado da mitologia grega. No entanto, todos os relatos posteriores descrevem a captura e o uso de Pégasopor Belerofonte durante o cumprimento de suas tarefas. Pégaso é um cavalo alado e imortal, que surgiu da cabeça da Medusa quando a mesma foi morta por Perseu. Pégaso também é filho do deus Poseidon.
Antes de entrar em combate contra a Quimera, Belerofonte consultou o vidente Póiido, que o aconselhou a recorrer, se possível, para a luta, ao cavalo Pégaso. Para esse fim, o jovem deveria passar a noite no templo de Minerva. Belerofonte o fez, e a deusa veio a ele em um sonho, mostrando-lhe uma visão de Pégaso bebendi água no poço de Pirene. Ela também trouxe-lhe um freio de ouro e instruiu Belerofonte a sacrificar um touro branco para Poseidon. Quando Belerofonte acordou, encontrou o freio e rapidamente fez o sacrifício. Depois disso, ele foi facilmente capaz de abordar e domar Pégaso, que aceitou de bom grado o freio de ouro.
A Luta contra a Quimera
A Quimera é uma figura mítica caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais e com capacidade de lançar fogo pelas narinas. A quimera pode ter cabeça e corpo de leão, com outras duas cabeças, uma de cabra e outra de serpente; cabeça e corpo de leão, com outras duas cabeças, uma de cabra e outra de dragão; duas cabeças ou até mesmo uma cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.
A batalha contra o terrível monstro foi relativamente fácil. Belerofonte, montado no Pégaso, voou acima das nuvens e não tardou a encontrar a Quimera. Ele lançou um ataque direto dos ares, matando a Quimera com apenas um golpe. Após cumprir sua primeira missão, Belerofonte retornou à presença do rei Ióbates, que logo lhe determina uma nova tarefa.
Segunda e Terceira Tarefas - Os Sólimos e as Amazonas
Depois de derrotar a Quimera, Ióbates enviou Belerofonte para lutar contra a temível tribo dos Sólimos, e depois contra as amazonas, uma raça de mulheres guerreiras. Belerofonte sozinho derrotou a todos. Já sem opções, o rei Ióbates enviou seus melhores guerreiros para emboscar o herói, mas Belerofonte facilmente derrotou todos eles.
Após estas vitórias surpreendentes, Ióbates ficou convencido de que Belerofonte devia ser um semi-deus. Para se redimir, Iobates lhe deu a mão de sua filha, Filonoé. Belerofonte e Filonoé tiveram 3 filhos: Isendro, Hipóloco eLaodamia, que se tornaria a mãe de Sarpedão. O casal viveu feliz durante anos e após a morte de Ióbates, Belerofonte se tornou o novo rei da Lícia. Este seria um bom final para o herói, porém Belerofonte logo descobriria que o orgulho precede a queda.
O Fim de Belerofonte
Após tantos feitos magníficos, Belerofonte acabou deixando o orgulho dominar seu coração, e decidiu voar montado no Pégaso até o Monte Olimpo, morada dos deuses.Irritado com tamanha arrogância,Zeus enviou uma vespa para picar Pégaso, que acabou atirando Belerofonte ao chão. Atena amaciou o chão para que ele não morresse com o impacto, porém Belerofonte acabou ficando aleijado. Belerofonte perde tudo e se torna um mendigo, e passa o resto da vida à procura de Pégaso, mas o mesmo havia sido transformado por Zeus em uma constelação.
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Hone-onna (japonês 骨女 ou ほねおんな, literalmente "mulher de osso") é um yokai do folclore japonês descrito como uma mulher esquelética, que sob o disfarce de uma jovem e bela mulher, vaga por ruas escuras, becos e cemitérios em busca de homens para seduzir e sugar sua energia vital.
Mesmo após sua morte, a Hone-onna ainda retém sentimentos amorosos por seu antigo amante, o que permite que ela continue a querer estar junto do mesmo. Ela deixa sua sepultura durante à noite e vaga até encontrar a casa de seu ex-amante. Sua visão é um grande choque para todos aqueles que acreditavam que ela estava morta. Este choque inicial rapidamente se transforma em alegria, de tal forma que cega à todos para quaisquer indícios de que algo pode estar errado. Até mesmo a Hone-onna não sabe de sua condição, pois ela é impulsionada apenas pelo amor, e só renasce como um fantasma para continuar a viver com o seu amado.
A Hone-onna aparece para o seu amante com a mesma aparência que tinha quando viva - geralmente uma mulher jovem e bela. Somente aqueles não envolvidos pelo amor dela, ou com uma forte fé religiosa são capazes de enxergar através de seu disfarce a sua verdadeira forma: um cadáver pútrido e esquelético retornado do túmulo. Uma vez que sua verdadeira forma não seja descoberta, ela irá passar a noite com o seu amor e irá embora pela manhã, e essa união profana pode continuar por dias ou até semanas, sem que sua real forma seja detectada. A cada relação, ela drena parte da energia vital de seu amante, que vai aos poucos ficando fraco e doente. Sem intervenção, ele acabará morrendo, juntando-se à sua amante para sempre nos braços da morte.
Na maioria dos casos, um amigo ou um servo de seu amante conseguirá enxergar através da sua ilusão e alertá-lo sobre a verdadeira identidade da Hone-onna. Apesar de seu amante rejeitá-la após descobrir a verdade, a Hone-onna não percebe sua condição e continuará a visitá-lo todas as noites. Uma casa pode ser protegia com orações e encantos mágicos contra a entrada de fantasmas, mas eles só funcionam enquanto o dono da casa desejar que eles o façam. Conforme o seu corpo se decompõe, a sua beleza só aumenta, e, eventualmente, a maioria dos homens sucumbem e deixam ela entrar em suas casas uma última vez, sacrificando suas próprias vidas para o fantasma da mulher que amava.
Lendas
A história mais conhecida sobre uma Hone-onna é a contada no Botan Doro (牡丹燈籠, "A Lanterna Peônia"). Essa história fala sobre uma linda mulher chamada Tsuyu, que vendia balões de papel em forma de flores. As gueixas de sua cidade à invejavam por sua beleza, e seu namorado estava sempre arranjando novas dividas. Para pagar algumas delas, ele vende Tsuyu para um bordel. Lá, Tsuyu conhece uma mulher que acabou se tornando sua melhor amiga, Kion.
Após um tempo, as duas planejam fugir, mas para isso precisavam matar o amante de Kion. Elas conseguem matá-lo e depois jogam o seu corpo em um lago. Quando elas iam fugir, alguns homens apareceram e mataram as duas, jogando seus corpos no lago também. Mesmo após morrer, a alma de Tsuyu continuou viva em seu cadáver, e ela passou a andar pela cidade com aparência de uma mulher muito magra, mas mesmo assim muito linda. Durante a noite, ela caminhava pela cidade com uma lanterna de papel em forma de flor e ia até a casa dos homens mais bonitos da cidade. Após sua visita, os homens nunca mais apareciam.
Um dia, um velho muito curioso seguiu a moça até a casa de um jovem samurai, se escondeu e espiou pelas frestas da janela do quarto do rapaz. Quando o fogo da lanterna de papel se ascendeu, o velho quase infartou com o que viu: o jovem samurai estava na cama com um esqueleto, e aos poucos o esqueleto foi tomando a forma de uma mulher, e o samurai se tornando um esqueleto. Na manhã seguinte, só o que foi encontrado na casa do samurai foi um esqueleto na cama e o cadáver de um velho do lado de fora do quarto.
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Taranis (ou Taran, Taranos, Taranuos, Taranucnus, Taranucus, Taranoou, Etirun)é um obscurodeus celta, associado às tempestades e, mais especificamente, aos trovões e relâmpagos associados a elas. Conta-se que ele cruzava os céus em uma carruagem de prata e os relâmpagos são as faíscas produzidas pelos cascos dos cavalos, enquanto o som do trovão é o barulho das rodas da carruagem.
Ele era cultuado essencialmente na Gália, nas Ilhas Britânicas, e também nas regiões de Rhineland e Danúbio, dentre outras. Como uma personificação do trovão, Taranis é frequentemente identificado com deidades semelhantes encontradas em outros panteões indo-europeus, como Thor (nórdico), Júpiter/Zeus (greco-romanos) e Tarhun (hitita).
Taranis foi representado muitas vezes como um homem barbudo e nu, segurando um raio em uma mão e uma roda de biga na outra. A roda simbolizava também as estações do ano, que se sucediam consoante as relações rituais de Taranis com Duir, um espírito feminino representado pela árvore mais sagrada para os Celtas, o carvalho. Estas relações eram simbolizadas pelos raios que atingiam a árvore, unindo o Céu e a Terra, e os pedaços da árvore destruídos pelos raios eram usados pelos celtas como amuletos de proteção.
Taranis foi um dos três deuses mencionados pelo poeta romano Lucano em seu poema épico Farsália, sendo os outros dois Esus ("Senhor") e Teutates ("Deus do Povo"). Segundo os romanos, à essa trindade eram feitos sacrifícios humanos com o intuito de aplacar a sua sede de sangue. Entre estes sacrifícios estavam a queima de uma série de homens ainda num tonel de madeira ou a decapitação dos mesmos, para ofertar suas cabeças aos deuses. O sacrifício pelo fogo parecia ser o mais comum, uma vez que Taranis era o deus do relâmpago.
Cultura Popular:
No campo da música, Taranis dá nome a inúmeras bandas de thrash/groove, power, e black metal;
No jogo mobile Dislyte, o personagem jogável Arthur obtém os poderes de Taranis. É também o primeiro Esper do panteão celta introduzido no jogo;
Na websérie Sociedade Da Virtude, Taranis surge como uma paródia ao Thor da Marvel. Sua aparência foi baseada na do ator norte-americano Terry Crews;
Nos quadrinhos da Marvel, Taranis apareceu pela primeira vez na série solo do Cavaleiro Negro, em 1990. Ele se tornou um personagem recorrente nas páginas do Doutor Estranho, especialmente quando o personagem usava magia da terra e magia natural durante a fase escrita por Warren Ellis.