29 de fevereiro de 2016
Runa-mula
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26 de fevereiro de 2016
Chalchiutotolin
Chalchiuhtotolin (do náuatle: “Peru de Jade” ou “Ave Preciosa”), também chamado de “Precioso Peru Noturno”, é uma divindade da mitologia asteca associada à pestilência, às doenças, às pragas e ao mistério. Considerado um dos nahuales de Tezcatlipoca, o "Tezcatlipoca Verde", é ao mesmo tempo temido e reverenciado. No calendário asteca, governa a trecena 1-Técpatl (Sílex), dia sagrado ligado ao punhal sacramental usado nos rituais de sacrifício.
Chalchiuhtotolin era visto como um patrono dos guerreiros, sobretudo dos guerreiros jaguar da noite. Acreditava-se que ele podia purificá-los de contaminações, absolvê-los de culpas e ajudá-los a superar o destino. Ao mesmo tempo, era descrito como um poderoso feiticeiro e um enganador: à noite, podia aparecer tocando flauta para desviar os homens de seu caminho, mas quem tivesse coragem de agarrá-lo poderia exigir que realizasse um desejo.
Nos códices astecas, Chalchiuhtotolin aparece frequentemente representado como um peru real ou como um homem vestido em um traje de penas de peru, ricamente adornado com joias e um cocar de plumas verde-esmeralda. No Codex Borbonias, ele surge cercado de símbolos misteriosos, em uma imagem considerada enigmática e até perturbadora.
- Chalchihuihtotolin, the Jewelled Fowl. Disponível em: <https://www.azteccalendar.com/god/Chalchihuihtotolin.html>;
- WIKIPEDIA CONTRIBUTORS. Chalchiuhtotolin. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Chalchiuhtotolin>.
- pre-Columbian Native America – Richard Balthazar. Disponível em: <https://richardbalthazar.com/wp-content/uploads/2017/04/chalchiuhtotolin-with-caption.pdf>.
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24 de fevereiro de 2016
Siduri
Papel na Epopéia de Gilgamesh
Primeiramente, ao ver Gilgamesh se aproximando de sua taberna, Siduri tentou barrar sua entrada, por causa de sua aparência desleixada. Após ele se identificar e contar-lhe sobre sua viagem para encontrar o imortal Utnapishtim, Siduri acaba convidando-o para entrar em sua taberna, onde tenta ela tenta dissuadi-lo de sua busca pela imortalidade, tentando convence-lo a se contentar com os simples prazeres da vida.
Influências

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22 de fevereiro de 2016
Boiúna (Cobra-Grande)

- Em Belém, há uma velha crença de que existe uma cobra-grande adormecida embaixo de parte da cidade, cuja cabeça estaria sob o altar-mor da Basílica de Nazaré e o final da cauda debaixo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Outros já dizem que a tal cobra-grande está com a cabeça debaixo da Igreja da Sé, a Catedral Metropolitana de Belém, e sua cauda debaixo da Basílica de Nazaré: é o percurso da tradicional procissão do Círio de Nazaré, com 3,3 quilômetros de extensão. Os mais antigos dizem que se algum dia a cobra acordar ou mesmo tentar se mexer, a cidade toda poderá desabar. Por isso, em 1970 quando houve um tremor de terra na capital paraense, dizia-se que a tal cobra havia se mexido. Os mais folclóricos iam mais longe: "imagine se ela se acorda e tenta sair de lá!".
- Em Roraima, conta-se que Cunhã Poranga ("índia bela") apaixonou-se pelo rio Branco e, por isso, Muiraquitã ficou com ciúme. Para se vingar, Muiraquitã transformou a bela índia na imensa cobra que todos passaram a chamar de Boiúna. Como ela tinha um bom coração, passou a ter a função de proteger as águas de seu amado rio Branco.
- Entre as populações que habitam as margens dos rios Solimões e Negro, no Amazonas, acredita-se que quando uma mulher engravida de uma visagem, a criança fruto desse terrível cruzamento está predestinada a ser uma cobra-grande.
- Há quem acredite que a cobra-grande pode nascer de um ovo de mutum.
- Segundo uma lenda mais comum no Acre, uma cobra-grande se transforma numa bela morena nas noites de luar do mês de junho, para seduzir os homens durante os arraiais de festas juninas, como se fosse a versão feminina do boto.
- O folclorista Walcyr Monteiro conta que em Barcarena (PA) existe o lugar conhecido como "Buraco da Cobra-Grande", atração turística do local.
- Misabel Pedrosa diz que a Cobra-grande mora debaixo do cemitério do Pacoval, na ilha de Marajó.

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19 de fevereiro de 2016
Os Deuses de Game of Thrones: Parte 3 (Final)

Última postagem da série sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.
Rei Bacalhau

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17 de fevereiro de 2016
Os Deuses de Game of Thrones: Parte 2

Continuação da postagem sobre os deuses cultuados em Game of Thrones.
Grande Garanhão

- Pai, ou Pai Acima, representando o julgamento. É retratado como um homem barbado carregando uma balança e é cultuado pelos que buscam justiça.
- Mãe, ou Mãe Acima, representando a maternidade e piedade. É cultuada pelos que buscam fertilidade ou compaixão, e é retratada sorrindo amorosamente, símbolo de misericórdia e conforto.
- Guerreiro, representando força em combate. É cultuado em busca de coragem e vitória. Carrega uma espada.
- Donzela, representando inocência e castidade. É cultuada pelos que buscam proteger as virtudes das donzelas.
- Ferreiro, representando os dons e o trabalho. É cultuado pelos que querem finalizar trabalhos e buscam por força. Carrega um martelo.
- Velha, representando sabedoria. Carrega uma lanterna e é cultuada pelos que buscam orientação.
- Estranho. Uma exceção às outras faces, o Estranho representa a morte e o desconhecido. Os fiéis raramente procuram o favor do Estranho, mas os renegados algumas vezes se associam a esse deus.
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15 de fevereiro de 2016
Os Deuses de Game of Thrones: Parte 1

Deus Silencioso
O Deus Silencioso é uma divindade honrada em Bravos. Seu templo, as Pedras do Deus Silencioso encontra-se na Ilha dos Deuses.
Deus Tempestade
O Deus Tempestade é um deus dos homens de ferro. Ele é o eterno inimigo do Deus Afogado. Ele vive em um salão nas nuvens e os corvos são seus mensageiros. Há quem diga que foi a ira do Deus Tempestade que tirou Balon Greyjoy de sua torre para atraí-lo à sua morte .
Deuses Antigos (Old Gods)
Os Deuses antigos são espíritos da natureza, incontáveis e sem nome, que são principalmente adorados no Norte embora ainda haja adeptos dessa religião nas regiões do sul. Foram primeiramente adorados pelos crianças da floresta, mas os Primeiros Homens se afastaram das suas crenças anteriores em favor dos espíritos adorados pelas crianças.
Quando os Ândalos (que vieram do leste) conquistaram o sul de Westeros, eles trouxeram com eles a sua Fé dos Sete (fé nos Sete deuses). Os espíritos foram então apelidados de Deuses Antigos e a prática do seu culto tornou-se limitada ao norte de Westeros.
A religião dos Deuses Antigos não tem organização, clero, nem movimentos evangélicos ou os textos sagrados, mas algumas tradições são passadas adiante por seus seguidores. Várias ações, tais como o incesto e o fratricídio, são consideradas ofensivas aos deuses.
Existem bosques sagrados, onde crescem "árvores divinas" chamadas árvores coração. Essas árvores possuem protuberâncias que se assemelham a rostos e olhos esculpidos por onde escorre seiva vermelha. As orações, juramentos e os casamentos são muitas vezes realizadas na floresta sagrada. Acredita-se que os rostos foram esculpidos nas árvores coração pelos Filhos da Floresta, mas o seu significado ou propósito não é completamente compreendido pelos homens.
Antigamente todas as casas nobres tinham um floresta divina com uma árvore de coração em seu centro, mas muitas famílias deixaram de seguir os deuses antigos e converteram suas florestas divinas em jardins seculares. Eddard Stark acredita na floresta divina e frequentemente faz orações aos deuses antigos, assim como Jon Snow.

A Donzela Pálida é uma deusa, cuja estátua em honra a ela está dentro da Casa do Preto e do Branco. Ela é comumente visitada por marinheiros.
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12 de fevereiro de 2016
Thrud

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10 de fevereiro de 2016
Yambe-Akka

- Yambe-Akka. Disponível em: <https://mitographos.blogspot.com/2015/05/yambe-akka.html>.
- JABMIAKKA - the Sámi Goddess of the Dead 🪦 (Sámi mythology). Disponível em: <https://www.godchecker.com/sami-mythology/JABMIAKKA/>.
- Yambe-akka. Disponível em: <https://www.oxfordreference.com/display/10.1093/oi/authority.20110803125245136>.
- MONAGHAN, P. Encyclopedia of Goddesses and Heroines. [s.l.] New World Library, 2014.
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8 de fevereiro de 2016
Óreas

- Atos, uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
- Citerão, grupo montanhoso da Beócia (centro da Grécia).
- Etna, o vulcão da Sicília.
- Hélicon, uma montanha da Beócia que competiu com Citéron.
- Nisa, uma montanha da Beócia que criou Dionísio.
- Olimpo, a morada dos deuses olímpicos e a montanha mais alta da Grécia, situada na Tessália.
- Óreos, deus da montanha Othrys, em Malis (sul da Tessália); a montanha foi usada pelos Titãs na Titanomaquia.
- Parnes, uma montanha da Beócia.
- Parnaso, no centro da Grécia, consagrado a Apolo e morada das Musas.
- Tmolos, uma montanha da Lídia (em Anatólia).

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5 de fevereiro de 2016
Cosmogonia Egípcia

A mitologia egípcia não possuía uma única narrativa de criação do mundo. Diferentes centros religiosos desenvolveram suas próprias cosmogonias, isto é, explicações sobre a origem do universo, dos deuses e da ordem cósmica. Essas tradições não eram necessariamente vistas como contraditórias pelos antigos egípcios; muitas vezes, elas coexistiam e reinterpretavam os mesmos temas a partir da importância local de determinados deuses.
Entre as cosmogonias egípcias mais conhecidas estão as tradições de Heliópolis, Hermópolis e Mênfis.
Cosmogonia de Heliópolis
A cosmogonia de Heliópolis estava centrada na Enéade, nome dado a um grupo de nove divindades. Nesse sistema, antes da criação existiam apenas as águas primordiais de Nun, associadas ao caos anterior ao mundo organizado. De dentro dessas águas surgiu a colina primordial, sobre a qual apareceu Atum, o deus criador.

Atum gerou Shu, deus do ar, e Tefnut, deusa da umidade. Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb, deus da terra, e Nut, deusa do céu. Geb e Nut, por sua vez, geraram Osíris, Ísis, Seth e Néftis. Assim, formava-se a Enéade de Heliópolis, composta por Atum, Shu, Tefnut, Geb, Nut, Osíris, Ísis, Seth e Néftis. A partir dessa sequência divina, o mundo passava do caos primordial para uma ordem estruturada, com céu, terra, ar, umidade e divindades ligadas à vida, à morte, à fertilidade e ao equilíbrio cósmico.

Atum também era associado a Rá, o deus solar. Por isso, em algumas tradições, o criador aparece como Rá-Atum, unindo a ideia do deus primordial ao poder criador do sol.
Cosmogonia de Hermópolis
Em Hermópolis, a criação era explicada por meio da Ogdóade, um grupo de oito divindades primordiais organizadas em quatro casais:
- Nun e Naunet, ligados às águas primordiais;
- Heh e Hauhet, ligados à infinitude;
- Kuk e Kauket, ligados às trevas;
- Amon e Amaunet, ligados ao oculto.
Esses deuses representavam o estado do universo antes da criação: escuro, infinito, oculto e submerso nas águas primordiais. Nas representações egípcias, os deuses masculinos da Ogdóade costumavam aparecer com cabeças de rã, enquanto as deusas femininas eram associadas a serpentes, animais ligados simbolicamente ao ambiente aquático e ao mundo anterior à ordem criada.
A tradição hermopolitana possuía mais de uma versão. Em uma delas, a Ogdóade deu origem a um ovo cósmico, do qual nasceu o deus solar. Em outra versão, uma flor de lótus surgiu das águas primordiais e, ao se abrir, revelou o jovem deus sol. Em ambos os casos, o nascimento da luz marca o início da criação e a passagem do caos para o cosmos ordenado.

Cosmogonia de Mênfis
Na cidade de Mênfis, o principal deus criador era Ptah. Ele formava, com Sekhmet e Nefertum, a tríade menfita. Ptah era associado aos artesãos, aos construtores e ao poder de dar forma às coisas. Na arte egípcia, era frequentemente representado como um homem envolto em vestes justas, semelhante a uma figura mumificada, segurando símbolos de poder e estabilidade.

Na teologia menfita, Ptah cria o mundo por meio do coração e da língua. O coração representava o pensamento, a intenção e a concepção das coisas; a língua representava a palavra criadora. Assim, Ptah primeiro concebia a criação em seu coração e depois a trazia à existência por meio da fala.
Essa tradição não elimina a Enéade de Heliópolis. Em vez disso, coloca Ptah acima dela, como o deus que teria concebido e dado existência aos demais deuses, incluindo Atum. Dessa forma, a cosmogonia de Mênfis reorganiza as tradições anteriores e apresenta Ptah como a inteligência criadora por trás do universo.
Outras tradições cosmogônicas
Além das tradições de Heliópolis, Hermópolis e Mênfis, o Egito antigo também desenvolveu outras explicações locais sobre a origem do mundo. Em Tebas, por exemplo, Amon foi associado ao papel de deus criador, especialmente em sua forma Amon-Rá. Essa tradição ganhou força quando Tebas se tornou um dos principais centros religiosos e políticos do Egito.
Também havia tradições ligadas a Khnum, deus associado ao Nilo, à fertilidade e à criação dos seres vivos. Em alguns textos, Khnum é descrito como um oleiro divino, capaz de moldar os seres humanos no torno com o barro do Nilo. Essa imagem reforça a relação entre a criação da vida, a terra fértil e as águas do rio.
Essas versões mostram que a cosmogonia egípcia não era um sistema único e fechado. Cada grande centro religioso podia destacar seu próprio deus principal como criador, sem necessariamente negar as outras tradições. Por isso, os mitos de criação egípcios devem ser entendidos como explicações complementares, ligadas à religião, à geografia sagrada e à importância política de cada cidade.
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| Arte de Jen Fowler |
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