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30 de setembro de 2012

Sleipnir

 ۞ ADM Sleipnir


Sleipnir ("esguio" ou "escorregado" em nórdico antigo, às vezes grafado Sleipner) é um lendário cavalo de oito patas presente na mitologia nórdica, conhecido não só por ser a montaria do deus Odin, mas por ser o melhor e o mais rápido dentre todos os cavalos. Ele é capaz de galopar não só sobre a terra, mas também sobre o mar e também sobre o ar, sendo a montaria perfeita para Odin cavalgar durante suas frequentes jornadas pelos Nove Mundos. 

O nascimento de Sleipnir

Sleipnir é filho do deus da trapaça Loki com o cavalo Svadilfari, e a história de como isso aconteceu, narrada no Gylfaginning, é uma das mais divertidas da mitologia nórdica. Os deuses haviam acabando de se estabelecer em Asgard, faltando-lhes apenas uma muralha para protegê-la de eventuais ataques do seus inimigos, os gigantes de gelo (jotuns). Certo dia, um misterioso homem chegou em Asgard e ofereceu seu serviços de construção aos deuses. O homem, que na verdade era um gigante disfarçado, disse que poderia construir a muralha dentro do período de três estações (18 meses no calendário viking), porém o preço que ele exigiu pelo serviço era bem alto: o sol, a lua e também a mão da deusa Freya em casamento.

Não desejando perder os astros e muito menos Freya para o homem, Os deuses se reuniram para discutir a proposta, e chegaram a uma contraproposta: ele deveria completar o serviço em apenas 6 meses, caso contrário não receberia nada por ele. Ele também não poderia receber a ajuda de nenhuma outra pessoa. O homem então solicitou a permissão para usar seu garanhão, Svadilfari, para ajudá-lo no serviço, e antes que qualquer outro deus pudesse fazer uma objeção, Loki o autorizou.


Com o auxílio de Svadilfari, o gigante começou a construção da muralha, e o que era um trabalho para sem realizado em dezoito meses estava se tornando possível de concluir em apenas seis. Além de rápido, Svadilfari era forte e suportava transportar muitas pedras todos os dias. O tempo passou, e restando apenas três dias para o fim do prazo, a muralha estava quase concluída. Os deuses, temendo ter que cumprir seu acordo, responsabilizaram Loki pelo ocorrido, uma vez que sem a ajuda do cavalo, a muralha jamais ficaria pronta no prazo. Eles também deixaram bem claro que se Loki não desse um jeito de resolver a situação, seria torturado por eles até a morte.

Com sua integridade em risco, Loki jura aos deuses que faria com que a obra não fosse concluída em tempo. Naquela noite, enquanto o construtor e Svadilfari vijavam em busca das últimas pedras para concluir a muralha, uma linda égua surgiu de uma floresta próxima. Quando Svadilfari a viu, ficou frenético e se libertou de suas correntes galopando em direção à égua, que por sua vez correu de volta para a floresta.O gigante perseguiu os dois cavalos sem sucesso, e no dia seguinte, sem a ajuda de Svadilfari, percebeu que não poderia terminar o serviço antes do tempo.

Furioso, o gigante revelou sua identidade e começou a descontar sua raiva na muralha, danificando parte do seu trabalho. Os deuses então convocaram Thor, que rapidamente chegou ao local e com apenas um golpe de seu poderoso Mjolnir, esmagou a cabeça do gigante e o matou. Enquanto a Loki, preservou sua integridade mas não sua dignidade, já que algum tempo depois deu à luz Sleipnir, gerado por ele e pelo garanhão Svadilfari enquanto o deus estava metamorfoseado em égua.


A aposta de Odin 

De acordo com o Skáldskaparmál, capítulo 17, certa vez Odin cavalgava Sleipnir por Jotunheim, a terra dos gigantes de gelo, e lá resolveu visitar um gigante chamado Hrungnir. O gigante ficou impressionado com o elmo dourado que Odin usava e também com Sleipnir, que havia visto cavalgando sobre o ar e também sobre as águas. Hrungnir elogiou a montaria de Odin, e o deus disse que apostaria que não havia em Jötunheim um cavalo que fosse tão bom quanto o seu. 

Afrontado, Hrungnir respondeu que era um bom cavalo, mas declarou que ele tinha um cavalo com um ritmo muito melhor que o dele, chamado Gullfaxi ("o de crinas douradas"). Ele então saltou sobre Gullfaxi e galopou atrás de Odin, que rumou direção a Asgard. Derrotado, Hrungnir foi convidado por Odin a participar de um banquete, onde no final o gigante provocou os deuses e terminou sendo morto por Thor. Seu cavalo Gullfaxi foi dado de presente à Magni, filho de Thor.

Arte de carol phillips

Visitando o mundo dos mortos

Quando Balder, filho de Odin e Frigga e considerado o mais belo e amável dos deuses, começou a ter pesadelos que indicavam uma desgraça iminente, Odin montou Sleipnir e foi até Helheim, o reino dos mortos, em busca de respostas para eles. 

Helheim é cercado por um muro bastante alto, de modo a manter os mortos dentro e os vivos fora, porém não era obstáculo para Sleipnir, que trouxe Odin para dentro sem dificuldades. Lá, Odin percebeu Helheim parecia ter sido limpo e bem arrumado, como se estivesse preparado para algum evento. Odin invoca o espírito de uma völva (“bruxa” em algumas traduções) e pergunta a ela o que isso significa. A völva então lhe revela que Helheim está preparado para dar as boas-vindas à alma de Balder, que está para chegar em breve. Ela também pede que Odin retorne para Asgard, pois em breve ele também estaria em Helheim (prenunciando o que ocorreria durante o Ragnarok).

Após uma série de eventos (ver Balder), Balder acaba sendo morto. Todos ficam devastados com sua morte, e a deusa Frigga pede que alguém se oferecesse para ir até Helheim e trazer Balder de volta. Hermod, irmão de Balder, se voluntaria para a missão, e Odin lhe empresta Sleipnir para que ele fosse capaz de cumpri-la. Hermod cavalga por nove noites através até finalmente chegar no rio Gjöll e a sua ponte, Gjallarbrú, que era guardada por Modgud. Ela informa que Hermod não pode entrar em Helheim pois ele era um ser vivo. Hermod se identifica e explica que estava ali para recuperar seu finado irmão, e que precisava falar com Hel pessoalmente. Modgud o deixa passar, e assim como Odin havia feito, Hermod pula sobre os muros de Helheim utilizando as habilidades de Sleipnir.



Grani, descendente de Sleipnir

No capítulo 13 da Saga dos Volsungos, o herói Sigurd seguia em direção a uma floresta quando encontrou um velho homem de barba longa. Ele conta ao velho que ele está indo ao bosque para escolher um cavalo, e pergunta ao mesmo se deseja ir com ele para ajudá-lo a decidir. O velho então sugere que eles devem levar os cavalos ao rio Busiltjörn, e os dois seguem rio adentro. Todos os cavalos retornam a terra, exceto um belo e jovem cavalo cinzento,o qual ninguém nunca havia montado. O velho homem diz a Sigurd que este cavalo é descendente de Sleipnir, e que ele deve ser nutrido cuidadosamente, para que se torne o melhor de todos os cavalos. Em seguida, o velho homem desaparece. Sigurd nomeia o cavalo como Grani, e a narrativa acrescenta que o velho não era outro senão Odin

A morte de Sleipnir

Durante o Ragnarok (série de eventos que irão culminar no fim do mundo) Odin confrontará o lobo gigante Fenrir, e como profetizado, será morto e devorado por ele. Sleipnir não é citado nos relatos acerca do evento, mas como se trata de seu fiel companheiro, acredita-se que ele compartilhará do mesmo destino.


Iconografia

Sleipnir costuma ser representado nas artes em formas variadas. Em relação as suas patas, o mais comum é encontrar representações suas com quatro patas na frente e quatro atrás, porém existem duas variações: uma em que Sleipnir possui somente quatro patas, mas elas se dividem em duas na altura dos joelhos; e outra em que ele possui seis patas na frente e duas atrás. Sua cor também é motivo de dúvida: normalmente é retratado como sendo branco, mas também costuma aparecer nas cores preta, cinza, e castanho/avermelhado.

Simbolismo das oito patas

As oito patas de Sleipnir foram reivindicadas por alguns escritores modernos como sendo resultado de seu nascimento mágico que o deixou deformado, mas os estudiosos rejeitam essa afirmação, observando que provavelmente elas foram imaginadas para transmitir o conceito de velocidade. O estudioso Rudolf Simek, por exemplo, aponta em seu livro A Dictionary of Northern Mythology (2008), páginas 293 e 294, que, "nas pedras de Gotland, as oito patas servem apenas para dar a impressão de velocidade e a tradição pictórica pavimentou o caminho para o cavalo de oito patas na tradição literária"Simek também afirma que a história do nascimento mágico de Sleipnir é provavelmente uma invenção de Snorri Sturluson, autor da Edda em prosa, o qual acrescentou seus próprios toques imaginativos a muitos dos mitos nórdicos.

Odin montado em Sleipnir chega a Valhalla (Pedra Tjängvide)

Também é sugerido que as oito patas simbolizam o equilíbrio cósmico e a transformação, além de sugerirem estabilidade e, embora isso possa ser verdade, a intenção original parece simplesmente sugerir velocidade. Devido aos episódios em que Sleipnir conduziu seus cavaleiros (Odin e Hermod) para dentro do mundo dos mortos, alguns ainda sugerem que Sleipnir seria um simbolismo para quatro homens carregando um caixão.

Influências modernas e Cultura Popular
  • De acordo com folclore islandês, Ásbyrgi (literalmente, "Forte dos Aesir"), um desfiladeiro em forma de ferradura localizado no Parque Nacional Jökulsárgljúfur, ao norte da Islândia, foi formado pelo casco de Sleipnir;
Ásbyrgi
  • Em Wednesbury, na Inglaterra, há uma estátua de aço simbolizando Sleipnir, sendo um dos principais pontos turísticos da cidade;
  • Um navegador de internet chamado Sleipnir foi lançado em 1995 para Windows, estando disponível atualmente para Android e iOS;
  • Em Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), a armadura do guerreiro deus Hagen de Mérak foi baseada em Sleipnir;
  • Em Blue Dragon, Sleipnir dá nome a uma frota de robôs;
  • Na franquia Digimon, Sleipmon é um digimon nivel final e membro dos Royal Knights;
  • Sleipnir também aparece ou é citado em inúmeros jogos, como em Final Fantasy XIILord of Vermilion II, e na franquia Megami Tensei;
  • Na série Sobrenatural, Sleipnir aparece na 13º temporada como um semideus filho de Loki, personificado como um humano e sendo morto pelo arcanjo Gabriel;
  • No filme Thor (2011), Odin aparece cavalgando Sleipnir durante sua ida a Jotunhein para por um fim no conflito entre Thor, Loki e companhia contra os gigantes de gelo;
Arte de Tey Bartolome
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27 de setembro de 2012

Pazuzu

۞ ADM Demon Girl

Arte de Alejandro Rojas

Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento e o deus da fome e da seca. Era filho do deus Hanbi e sob o comando do deus Anu, veio do paraíso para combater a deusa maligna Lamashtu. Pazuzu era irmão de Humbaba, o deus-demônio protetor da Floresta de Cedro que figura na Epopéia de Gilgamesh, onde é morto pelo herói. Os mesopotâmios acreditavam que Pazuzu passou a viver no deserto desde então. A origem de Pazuzu remonta há aproximadamente 1000 anos a.C. na Assíria, Mesopotâmia.

Pazuzu é frequentemente representado por uma criatura de corpo humano, mas com a cabeça de um leão ou cachorro, garras em vez de pés, dois pares de asas, cauda de escorpião e o corpo revestido de escamas. Normalmente essas representações vêm com a mão direita levantada e a esquerda abaixada, representando vida e morte, criação e destruição.

Arte de GHRAY

Pazuzu era conhecido por trazer a estiagem e a fome nas estações secas e as pragas nas estações chuvosas. Apesar de ser considerado uma divindade do mal, Pazuzu era invocado em amuletos para lutar contra a deusa maligna Lamashtu, um demônio feminino que se alimentava das crianças recém-nascidas e que acreditavam ser a responsável por prejudicar a mãe durante o parto.

Pequenos amuletos retratando Pazuzu eram colocados no pescoço de mulheres grávidas a fim de protegê-las do demônio Lamashtu. Tais amuletos eram também colocados na mobília do quarto. Era também invocado como proteção contra doenças trazidas pelos ventos, especialmente pelo vento oeste.

Cultura Popular

Em todas as versões de O Exorcista, a estátua do demônio Pazuzu está presente. Durante escavações arqueológicas realizadas no Iraque, uma antiga estátua é encontrada, libertando um demônio chamado Pazuzu, que gradativamente vai apoderando-se do corpo da jovem Regan MacNeil. A garota vive com sua mãe, uma atriz divorciada, em Georgetown, nos arredores de Washington.


No game Devil May Cry 3: Dante's Awakening, Pazuzu é um monstro enorme e muito poderoso, que odeia profundamente Sparda e quer vingança por esse ter lhe arrancado um olho. Após a edição demo desse jogo, o nome do personagem precisou ser alterado devido à censura, passando a ser conhecido como Beowulf.


No mobile game Marvel Contest of Champions (Marvel Torneio de Campeões), é revelado que a deusa mesopotâmica Ereshkigal criou a primeira versão da espada La Fleur du Mal (pertencente nos tempos atuais à heroína Guillotine) utilizando a espinha dorsal de Pazuzu. Essa versão original da La Fleur du Mal é chamada de Bloodline (Linhagem de Sangue).

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A Foto Amaldiçoada

۞ ADM Dama Gótica


Há dois anos uma foto foi encontrada na memória de uma máquina digital de um rapaz de 18 anos que foi encontrado morto perto de uma fazenda de Minas Gerais. O rapaz estava segurando a máquina fotográfica, os olhos estavam abertos e havia uma pequena marca na sua testa. A princípio o que mais chamou atenção foi um bilhete encontrado num dos bolsos, que continha um texto que vocês poderão ler logo abaixo. 

Texto do bilhete

Não achem que eu sou apenas mais um louco ou alguém que não tem nada de melhor para fazer, pois estou correndo um grande risco de mandar essa mensagem para você.

Olhe, é sua opção acreditar ou não, mas eu sou um visitante de um futuro não tão distante assim. Sim, nós conseguimos visitar o passado, o que é uma coisa realmente incrível. Ver como tudo aconteceu, mas com um olhar diferente.

Para vocês não deve ser difícil de acreditar, mesmo com a tecnologia que possuem. Mas nem tudo é um mar de rosas, existem regras que jamais podem ser quebradas, e eu estou quebrando a principal delas vindo aqui. Nunca se deve conversar com pessoas do passado, e eu vou provavelmente ser morto por quebrar essa regra, mas avisar vocês é mais importante que a minha vida, pois o que vocês passarão é pior que a própria morte. Eu não posso dizer exatamente o que é, contudo eu posso passar uma pequena informação.

Trás para perto de ti aquele sentimento que tinham quando criança sobre aqueles que te observam no escuro.

Observação: Leia a primeira palavra de cada parágrafo do texto do bilhete!
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Lança do Destino

۞ ADM Sleipnir


A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação. A lança só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. 

O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco:

"... Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." João 19:34.

O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.

Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.

Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava a moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.

São Longino
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26 de setembro de 2012

Amaterasu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Genzoman

Amaterasu (japonês 天照,  também conhecida como Amaterasu-Ōmikami (天照大御神 ou  天照大神, "Grande Deusa Augusta que Ilumina o Céu"), Ōhirume-no-Muchi-no-Kami (大日孁貴神, "Grande Mulher do Sol" ou "Mulher de grande espírito"), entre muitos outros) é a kami (deusa) xintoísta do sol e a governante de Takamagahara ("Alto Plano Celestial"), o domínio dos deuses celestes. Ela é considerada por muitos como a divindade mais importante do panteão xintoísta, sendo ainda bastante popular nos dias atuais.

Mitologia

Nascimento 

Amaterasu foi uma das divindades nascidas quando o deus Izanagi retornou de sua tentativa malsucedida de resgatar sua esposa Izanami de Yomi, a terra dos mortos. Ela nasceu quando Izanagi lavava seu olho esquerdo, enquanto seus irmãos Susanoo e Tsukuyomi nasceram respectivamente do nariz e do olho direito do deus. Os três são conhecidos como Mihashira-no-uzu-no-miko (“Os Três Filhos Nobres”). 

A Disputa com Susanoo

Izanagi entregou à Amaterasu suas contas sagradas (Yasakani-no-magatama) e disse a ela que ela governaria o céu, enquanto Susanoo recebeu o governo dos mares. Susanoo não ficou nem um pouco satisfeito com isso, e irritado, prometeu se juntar à sua mãe Izanami no submundo, e por essa ingratidão Izanagi acaba banindo-o dos céus. Porém, ir embora pacificamente iria contra a natureza tempestuosa de Susanoo. Com inveja de sua irmã, Susanoo a desafiou para uma disputa, onde quem fosse capaz de criar mais deuses seria o vencedor. Amaterasu pegou a espada de Susanoo e a quebrou em três pedaços, os quais ela mastigou e depois cuspiu no chão. Uma névoa se formou, e dessa névoa surgiram três deusas: Takiribime (ou Tagorihime), Ichikishimahime, e Tagitsuhime


Susanoo por sua vez arrancou o colar de pérolas de Amaterasu e quebrou cada uma delas com seus dentes, fazendo surgir cinco deuses: Ame-no-oshiho-mimiAme-no-hohiAmatsuhikoneIkutsuhikone KumanokusubiSusanoo se declarou o vencedor da disputa, mas Amaterasu não aceitou a decisão, pois uma vez que os cinco deuses tinham surgido de suas jóias, obviamente, ela era mais forte. 

A Reclusão de Amaterasu

Não aceitando o resultado, e ainda declarando-se o vencedor, Susanoo causou tumultos por toda a Terra. Ele causou estragos destruindo os campos de arroz de sua irmã e até mesmo defecou em seu templo. Por fim, Susanoo esfolou um cavalo vivo, e em seguida, lançou o mesmo em um salão onde Amaterasu estava tecendo com suas assistentes. Uma delas, chamada Wakahiru-me chegou a desmaiar diante da terrível visão (algumas versões da lenda dizem que ela morreu tendo suas partes íntimas perfuradas pela lançadeira do seu tear). Este último ato inconsequente de Susanoo enfureceu Amaterasu de tal forma que ela decidiu recolher-se em uma caverna chamada Ama-no-Iwato (天岩戸, literalmente "caverna de rocha celestial"), de onde estava determinada a nunca mais sair. 

Como consequência do desaparecimento de Amaterasu, o mundo foi lançado na escuridão total e os espíritos malignos se espalharam pela terra. Os deuses tentaram de todas as maneiras persuadir a irritada deusa a deixar a caverna.

Omoikane, o deus da sabedoria e inteligência, sugeriu que galos fossem colocados do fora da caverna, na esperança de que seus cantos fizessem Amaterasu crer que o amanhecer havia chegado. Enquanto isso, outros deuses também decoraram uma grande árvore sakaki (cleyera japonica) posicionada em frente da caverna e a decoraram com joias magatamas,  tecidos finos e no centro dela, puseram um espelho especialmente confeccionado pelos deuses Amatsumara (deus dos ferreiros) e Ishikori-dome (deus dos espelhos). Por último, pediram a Uzume, a mais engraçada das deusas, que os distraísse diante da caverna em que Amaterasu estava. Uzume não usou de meios termos: ela virou uma banheira diante da entrada da caverna e, levantando suas vestimentas, pôs-se a dançar de forma provocativa, exibindo suas partes íntimas e fazendo caretas irresistíveis. 


A cena foi tão divertida e engraçada que todos os deuses presentes caíram na gargalhada. Amaterasu finalmente teve sua curiosidade despertada, e abriu um pouco a entrada da caverna para espiar o que estava acontecendo. Questionada por Amaterasu sobre o motivo de tanta felicidade, Uzume lhe respondeu que eles estavam celebrando porque uma deusa maior que ela havia aparecido. Ainda mais curiosa, Amaterasu deslizou ainda mais a pedra que bloqueava a entrada da caverna e espiando ao redor, deparou-se com o seu reflexo no espelho que havia sido colocado ali. Ela não reconheceu seu reflexo, e pensando se tratar da deusa da qual Uzume havia falado, resolveu se aproximar ainda mais. Nesse momento, o deus Ame-no-Tajikarao surgiu e segurou sua mão, puxando-a para fora da caverna, enquanto um outro deus selou a entrada com uma corda de palha (shimenawa), impedindo-a de voltar para dentro. Assim a luz foi restaurada ao mundo. 

Por todo o transtorno causado, Susanoo foi expulso de Takamagahara pelos outros deuses. Descendo à terra, ele chegou à terra de Izumo, onde matou a monstruosa serpente Yamata no Orochi para resgatar a deusa Kushinadahime, com quem ele acabou se casando. Da carcaça da serpente, Susanoo encontrou a espada Ame-no-Murakumo-no-Tsurugi (天叢雲剣, "Espada das Nuvens do Céu que se Reunem"), também conhecida como Kusanagi-no-Tsurugi (草薙剣 "Espada Cortadora de Grama" ), que ele apresentou a Amaterasu como um presente reconciliador.


Amaterasu e Tsukuyomi: a separação do dia e da noite

Ao contrário de Susanoo, Tsukuyomi tinha um ótimo relacionamento com Amaterasu (inclusive algumas fontes relatam que eles eram de fato marido e mulher, apesar da deusa ser conhecida como uma divindade virginal) porém este acabou sendo arruinado após Tsukuyomi fazer uma visita a Ukemochi, a deusa dos alimentos, a pedido de sua irmã. 

Ukemochi havia preparado um banquete para Amaterasu, e a deusa enviou Tsukuyomi para representá-la. Já no banquete, Tsukuyomi consumiu uma grande quantidade de alimentos, pelo menos até ele perceber como eles eram preparados. Ele notou que, em vez de cozinhar os alimentos, Ukemochi os produzia a partir de si mesma, e de uma variedade de formas, como tossir arroz, vomitar animais, e até mesmo expelir alimentos de vários lugares desagradáveis, incluindo as axilas, ânus e genitália.

Tsukuyomi ficou indignado com as estranhas habilidades culinárias de Ukemochi, e tomado por uma extrema raiva, ele acabou matando a deusa de forma bastante violenta. Seus restos mortais foram espalhados pela Terra e, a partir deles, colheitas e gado começaram a fluir. 

Embora este ato tenha sido muito benéfico para os humanos, Amaterasu ficou muito chateada com Tsukuyomi. Em resposta ao comportamento violento de seu irmão e consorte, Amaterasu se afastou dele, e ordenou que ele se retirasse da sua presença. Esta seria a explicação xintoísta para o fato do dia e a noite nunca estarem juntos.

Tomando o governo do reino terrestre

Ashihara-no-nankatsu-kuni (em japonês 葦原中国, "Terra Central das Planícies de Junco") é o nome dado  ao mundo terrestre, localizado entre o céu (Takamagahara) e o submundo (Yomi). Governado por Ōkuninushi, descendente de Susanoo, era um local de conflitos constantes entre os deuses terrenos. Certo dia, após consultar a divindade primordial Takamimusubi, Amaterasu decidiu que Ashihara-no-nankatsu-kuni  deveria ser pacificada e colocada sobre a jurisdição dos deuses celestes. Amaterasu escolheu Ame-no-oshiho-mimi, (um dos deuses criados durante sua disputa com Susanoo) para descer até o reino terrestre e o reinasse em seu nome. No entanto, quando ele chegou em Ama-no-hashidate, a ponte que ligava o céu à terra, e de lá viu o quão desordeiros eram as divindades terrestres, ele recusou a tarefa. 

Amaterasu consultou novamente Takamimusubi e, conseqüentemente, um conselho de todos os deuses foi convocado. A decisão deste conselho foi a enviar o deus Ama-no-Hoki à terra e avaliar adequadamente a situação. No entanto, passados três anos sem receber nenhum retorno de Ama-no-Hoki, um segundo conselho foi convocado. Desta vez, foi decidido que eles enviariam o deus Ame-no-wakahiko, armado com um arco e flechas divinos para auxiliá-lo em sua missão. Porém, passados oito anos, Ame-no-wakahiko não só ficou sem reportar nada aos deuses, como também se apaixonou por Shitateruhime, filha de Ōkuninushi, com quem se casou. 

Os deuses enviaram o faisão Nanakime para procurar Ame-no-wakahiko, que ao avistar a ave, tomou-o como um mau presságio e disparou uma de suas flechas contra ele. A flecha divina transpassou o faisão e  continuou seu trajeto em direção ao céu, caindo diante dos pés de Takamimusubi. O deus prontamente pegou a flecha do chão e a atirou de volta à terra, atingindo Ame-no-wakahiko no peito e matando-o de imediato.


Esses eventos exigiram a convocação de um terceiro conselho de deuses, onde foi decidido que o deus do trovão Takemikazuchi e o deus guerreiro Futsunushi iriam até o reino terrestre negociar com Ōkuninushi e persuadi-lo a reconhecer a reivindicação de Amaterasu como soberana sobre a céu e também sobre a terra. 

Ōkuninushi, relutante em abrir mão do governo, consultou dois de seus filhos sobre a questão. Seu filho mais velho, Kotoshironushi, o aconselhou a ceder pacificamente, mas seu filho mais novo, Takeminakata, o aconselhou a resistir. O último, inclusive, desafiou e lutou imprudentemente contra Takemikazuchi, sendo facilmente derrotado. Vendo que nada poderia fazer, Ōkuninushi cedeu a soberania à Amaterasu, mas não saiu sem nada, recebendo um castelo para ele e seus 180 filhos viverem. Esse castelo é dito ser o Santuário de Izumo, localizado na província de Shimane. Algumas versões da história dizem que Ōkuninushi na verdade se retirou para o submundo, tornando-se seu governante.

Uma vez que os conflitos haviam cessado, Amaterasu pediu mais uma vez a Ame-no-oshiho-mimi que governasse a terra em seu nome. Pela segunda vez porém, ele se recusou, nomeando seu filho Ninigi-no-Mikoto para que fosse em seu lugar. Amaterasu concordou com isso e entregou a Ninigi três presentes para ajudá-lo em seu caminho. Esses presentes são os chamados Tesouros Sagrados do Japão:

  • Yata-no-Kagami (八咫鏡), o espelho que foi usado para atrair Amaterasu da caverna em que ela havia se escondido;
  • Yasakani-no-Magatama (八坂琼曲玉), o colar de contas curvadas dado à ela por seu pai Izanagi;
  • Kusanagi-no-Tsurugi (草薙の剣), a espada que recebeu de presente do seu irmão Susanoo.

Estes se tornariam os três emblemas do poder de Ninigi  e se tornariam a regalia de seus reputados descendentes, os imperadores do Japão. Na verdade, o primeiro imperador japonês, Jimmu (660-585 a.C.), que fundou o estado em 660 a.C, foi considerado um descendente direto de Amaterasu. Essa crença permitiu que sucessivos imperadores também reivindicassem ancestralidade divina e, assim, exercessem autoridade absoluta.

Jimmu, arte de Feig

Culto

A adoração à deusa do sol Amaterasu sobreviveu por milhares de anos no Japão como parte da fé xintoísta. Seu santuário mais importante, o Santuário Ise, está localizado em Ise, na ilha de Honshu, no Japão. O templo é demolido e reconstruído à cada vinte anos, desde o ano de 690, pois a religião xintoísta enfatiza a pureza e limpeza. Nesse templo, ela é representada por um espelho. Galos, que andam em profusão no solo do templo, são sagrados para ela, pois saúdam o sol a cada manhã.

É o sol nascente, o símbolo de Amaterasu que aparece na bandeira nacional japonesa e o povo a saúda todas as manhãs com orações e palmas. Pipas e flechas celestiais também são seus símbolos. 

Ela é homenageada, todo dia 17 de julho, com procissões de rua por todo o país. Ela também é celebrada no dia 21 de dezembro, no solstício de inverno, pelo o nascimento da luz, quando saiu da  caverna e restituiu o calor e a luz ao mundo.


Cultura Popular
  • No anime/mangá Naruto, Amaterasu é o nome de uma técnica utilizada pelos Uchihas, em especial Uchiha Sasuke e Uchiha Itachi. Esta técnica consiste na evocação de uma chama negra que queima tudo o que é visto pelo autor da técnica. Essas chamas não podem ser extinguidas, até mesmo se o alvo for fogo;
  • No anime/mangá Fairy Tail, Amaterasu é o nome de uma magia utilizada pelos personagens Hades Makarov;
  • Em Sailor Moon R, Amaterasu é um Cardian, técnica de cartas utilizada pelas antagonistas Al e Ann para absorver a energia dos humanos;
  • No anime e card game Cardfight Vanguard, Amaterasu (na verdade chamada de CEO Amaterasu) é representada como um homem;
  • No game Ōkami, ela é banida para a Terra e assume a forma de um lobo branco. Esta forma de Amaterasu aparece em várias adaptações, como nos games Marvel vs. Capcom 3 Super Smash Bros;
  • No game God's Eater, Amaterasu aparece como sendo uma espécie de mulher colada ao corpo de um aragami representada também como uma divindade aragami;
  • No game Persona 4, Amaterasu é o nome da Persona de Yukiko Amagi, um dos protagonistas do jogo, depois de atingir o grau máximo de ligação social;
  • No MOBA Smite, ela é uma das divindades do panteão xintoísta, ao lado de seus irmãos Susanoo e Tsukuyomi;
  • Na música, Amaterasu é o título de um álbum da banda de rock gótico californiana Christian Death.


fontes:
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25 de setembro de 2012

Já Sonhou Com Este Homem?

۞ ADM Dama Gótica


Em janeiro de 2006, o paciente de um psiquiatra desenhou o rosto de um homem que vinha aparecendo sempre em seus sonhos. Em mais de uma vez chegou a dar conselhos sobre sua vida pessoal. Sua mulher jura que nunca conheceram esse homem. O desenho ficou jogado em cima da mesa do tal psiquiatra até que outro paciente também o reconheceu como sendo o sujeito com o qual vinha sonhando e afirmou nunca tê-lo visto, a não ser nos sonhos.

Estranhando o fato, o psiquiatra fez cópias do retrato e os enviou à outros colegas. Em poucos meses, recebeu 4 respostas positivas de pessoas que haviam sonhado também com “este homem”.

De lá para cá, cerca de 2 mil pessoas pelo mundo todo alegaram já ter visto este homem em seus sonhos e todos afirmam nunca tê-lo visto antes. Pelo que se sabe, este homem não existe fora dos sonhos. Pelo menos até agora ninguém, em todo o mundo, foi reconhecido por ser ele.

O caso é estranho e já existem diversas teorias tentando explica-lo, mas nenhuma com dados ou fatos que a comprove.

Acha que é mentira? Já fizeram um site que reúne relatos de pessoas de todos os lugares do mundo que sonharam ou viram o homem. Se você viu também pode mandar seu relato pra lá, eles também já espalharam cartazes em vários lugares no mundo todo em diversas línguas procurando pista.

O endereço do site é http://www.thisman.org


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Behemoth

۞ ADM Sleipnir



Behemoth é o nome de uma criatura fantástica descrita na Bíblia, no Livro de Jó, 40:15-24. No idioma hebraico é transcrito como בהמות, Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe بهيموث (Bahīmūth) ou بهموت (Bahamūt). Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora "Behemot" também seja como os hebreus chamavam os hipopótamos).

Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Em uma outra análise vemos este como um animal pré-histórico muito conhecido como braquiossauro. Os relatos no livro de Jó, capítulo 40 (Bíblia), apontam para este grande herbívoro.
Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.

Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

Segundo a tradição judaica ortodoxa, sua missão é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns como parecida com uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Behemoth será glorificado por cumprir a sua missão.

O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência"). Na tradição judaica ortodoxa, Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Beemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro; então, sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

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24 de setembro de 2012

Chronos (Deus)

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Chronos (em grego antigo Χρόνος, que significa “tempo”; em latim Chronus) era a personificação do tempo segundo se diz nas obras filosóficas pré-socráticas. Também era habitual chamar-lhe Eón ou Aión (em grego Αίών, “tempo eterno”).

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece. Na Teologia cristã, é "o tempo de Deus".

Chronos tem sido frequentemente confundido com o titã Cronos, especialmente durante o período alexandrino e renascentista.


De acordo com os mitos gregos, Chronos era o deus das Idades (desde a Dourada até a de Bronze). Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogênito separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu.

Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sobre a forma de um homem idoso de longos cabelose barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens.

Na tradição órfica, Chronos era filho de Hydros e Thesis. Junto con Ananke, era pai de Caos, Marmarugas, Skotos e Fanes. Outras fontes afirmam que era pai das Horas e, com Melana, de Ama. Nos mosaicos Greco-romanos era representado como um homem girando a roda zodiacal.


fontes: 
  • Wikipédia
  • theoi.com
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Cronos (Titã)

۞ ADM Sleipnir


Cronos (em grego: Κρόνος, por vezes confundido com Chronos, Χρόνος), era a divindade suprema da segunda geração de deuses da mitologia grega e titã, correspondente ao deus romano Saturno. Outra suposição é que poderia estar relacionada com "cornos", sugerindo uma possível ligação com o antigo demónio indiano Kroni ou com a divindade levantina ElFilho de Urano, o Céu estrelado, e Gaia, a Terra, é o mais jovem dos Titãs. Após a destituição e "aposentadoria" compulsória de Urano (a pedido de sua mãe Cronos acabou castrando o pai com um golpe de foice), ele passou a residir no céu e se tornou o novo "rei dos deuses".

A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro". Uniu-se a uma de suas irmãs, a titânide Réia (gr. Ῥέα), e gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Consta que ele se uniu também à oceânide Fílira e gerou o bondoso centauro Quíron, grande amigo dos mortais, ao contrário dos demais centauros.

Réia era também chamada de mãe dos deuses, talvez porque três de seus filhos (Zeus, Poseidon e Hades) iriam controlar, mais tarde, o mundo. Divindade muito antiga, ligada à deusa-mãe, senhora dos animais, e à fertilidade, tem origem provavelmente minóica; seu epíteto é mencionado nas tabuinhas em linear B. Com o intensivo contato dos gregos com as culturas da Ásia Menor, a partir do século -VII, acabou sendo equiparada à deusa frígia Cibele.

O novo déspota


Com o tempo, Crono se transformou em um déspota tão maligno quanto o pai. Temeroso do poder dos ciclopes e dos hecatônquiros, encerrou-os de novo no Tártaro; depois que Urano e Gaia profetizaram que seria destronado por um dos filhos, passou a devorar os filhos imediatamente depois do nascimento. Mas Zeus, o mais novo, conseguiu escapar desse triste destino. Réia enganou o marido com uma pedra envolvida em panos e escondeu o filho em uma gruta do monte Ida (ou do monte Dicte), na Ilha de Creta.

Quando Zeus cresceu, resolveu vingar-se de seu pai, solicitando para esse feito o apoio de Métis - a Prudência - filha do Titã Oceano. Esta ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que tinha devorado. Então Zeus tornou senhor do céu e divindade suprema da terceira geração de deuses da Mitologia Grega ao banir os tios Titãs para o Tártaro e afastou o pai do trono, e segundo as palavras de Homero prendeu-o com correntes no mundo subterrâneo, onde foi encontrado, após dez anos de luta encarniçada, pelos seus irmãos, os Titãs, que tinham pensado poder reconquistar o poder de Zeus e dos deuses do Olimpo.

Iconografia e culto

Cronos não era, habitualmente, representado; foi cultuado em épocas muito remotas no sopé do Monte Cronion (Élida), perto do Altis de Olímpia. Réia, raramente representada, era cultuada desde o século -V, em vários lugares, sob a forma de Cibele. Com frequência, ao se referir a ela, dizia-se simplesmente a Mãe. Cibele era geralmente mostrada em um trono, portando uma coroa alta e címbalos, ou então dirigindo um carro puxado por leões.

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23 de setembro de 2012

Kraken

۞ ADM Sleipnir



O Kraken foi um lendário monstro marinho, em forma de polvo ou lula, que ameaçava e destruía navios nos mares da Noruega e da Islândia. Ao contrário do que muitos pensam, o Kraken não é oriundo da mitologia nórdica, pois não existe nenhum registro de seu aparecimento nos Eddas. O Kraken também é confundido por ser visto na mitologia grega como uma sépia gigante que controlava as tempestades e as profundezas oceânicas e que habitava uma caverna submersa, mas também não existem registros do Kraken na mitologia grega.

O tamanho colossal e a ferocidade fizeram dele o tornaram um mito, conseqüentemente uma criatura muito requisitada em livros de ficção. A lenda pode ter sido originada de visões de lulas gigantes, que podem atingir 13 metros, incluindo os tentáculos; essas criaturas são raras e normalmente vivem nas profundezas, mas podem ter sido vistas na superfície e reportadas atacando pequenas embarcações. Kraken é o plural de krake, uma palavra de origem escandinava designada a algo insalubre. No alemão moderno, krake pode significar polvo, mas não se refere ao lendário Kraken.


Embora o nome Kraken não apareça nas histórias escandinavas, haviam monstros similares a ele, como o Hafgufa e o Lyngbakr, ambos descritos em Örvar-Odd's Saga e no texto norueguês de 1250,Konungs skuggsjáNa primeira edição do livro Sistema Natural, do zoologista Carolus Linnaeus, kraken foi classificado como cefalópode e seu nome científico ficou como Microcosmus, porém foi excluído nas edições seguintes. Kraken, por séculos, foi objeto de estudo, Pontoppidan o descreveu como "do tamanho de uma ilha" e afirmou que o perigo não era ele em si, mas sim a redemoinho que se formava após ele mergulhar rapidamente para o fundo do mar, e inspiração para muitos escritores de ficção, como Júlio Verne, em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas ou em filmes, como o mais atual Piratas do Caribe.

Alfred Lord Tennyson, poeta inglês famoso por seus poemas que remetem temas mitológicos, descreveu Kraken da seguinte forma:

"Sob os trovões da superfície, nas profundezas do mar abissal,o kraken dorme sempiterno e sossegado sono sem sonhos.Pálidos reflexos se agitam ao redor de sua forma obscura;vastas esponjas de milenar crescimento e altura se inflam sobre ele,e no fundo da luz enfermiça polvos inumeráveis e enormesagitam com braços gigantescos a verdosa imobilidade desecretas celas e grutas maravilhosas.Jaz ali por séculos e ali continuará adormecido,cevando-se de imensos vermes marinhos,até que o fogo do Juízo Final aqueça o abismo.Então para ser visto por homens e por anjos,rugindo sugirá e morrerá na superfície."




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Ruby