16 de setembro de 2012

Lamashtu

۞ ADM Sleipnir




Lamashtu (conhecida como Dimme na mitologia suméria) era na mitologia mesopotâmica um demônio ou deusa malévola, filha do rei dos deuses Anu e sua consorte Ninhunrsag, que segundo as lendas ameaçava as mulheres durante o parto e, se possível, sequestrava seus filhos enquanto eles eram amamentados, para se alimentar de sua carne e seu sangue. 

Ela é geralmente descrita como um híbrido mitológico, com um corpo peludo, uma cabeça de leoa com dentes de burro e orelhas, dedos longos e unhas, e os pés de um pássaro com garras afiadas. Ela é freqüentemente representada em pé ou ajoelhada sobre um jumento, cuidando de um porco e um cão, e segurando cobras. Ela carrega, portanto, algumas funções e semelhanças com outro demônio mesopotâmico, Lilith.



Mitologia 

Ao contrário dos outros deuses, ela não tinha o amor no coração e gostava de ver o sofrimento de seus súditos, principalmente ver mães perdendo seus filhos, com abortos e outras coisas malévolas. Seu terror e ódio eram infinitos, e por isso Anu teve que expulsa-la do paraíso, lhe amaldiçoando a vagar no mundo, onde seria odiava por todos e esquecida.

Conta-se que enquanto ela vagava pelo mundo dos homens, ela ia matando crianças recém nascida nas noites mais escuras, sugando todo o sangue delas e arrancando seus ossos, para roer durante o dia enquanto se escondia da luz do sol que queimava seus olhos e pele. E mesmo sem alguém Lamashtu deu a luz a sete filhos, pequenos vampiros, que também se criaram bebendo sangue dos mais novos humanos e aterrorizando a todos, iniciando assim um clã de sanguinários vampiros matadores de recém-nascidos. Fala-se que a noite Lamashtu perturbava o sono e os sonhos das pessoas, por onde passava plantas morriam e córregos secavam, quando chegava perto os músculos dos homens perdiam a força e as mulheres gravidas pariam antes da hora. Doenças e pragas chegavam junto com ela, mas não iam embora quando a vampira partia.

Vendo que não podia mais defender as crianças, Anu criou o primeiro caçador de vampiros do mundo, levando a Terra Pazuzu, o deus da fome e da seca, que recebeu o poder para lutar contra Lamashtu e seus descentes, impedindo o assassinato dos pequenos.

Infelizmente, como a religião suméria foi sendo esquecida pela vinda das novas religiões, muito da história de Lamashtu se perdeu. Não se sabe o que aconteceu com ela, se ainda vaga por esse mundo ou quem sabe mesmo acabou sendo derrotada por seu poderoso inimigo Pazuzu, que desceu do paraíso para enfrentá-la. Mas caso Lamashtu ainda vague por essa Terra, mesmo que com menos poder, ela ainda deve sempre atacar a noite fazendo mães perderem seus filhos e homem perderem sua força…


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12 comentários:

  1. Um demônio contra outro demônio...

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    1. Um deus contra outro deus...

      Malditos crentes que demonizam tudo haha
      Se não está dentro de sua crença ou que não é de acordo com o que pensam, é demônio. Bando de lixo mesmo.

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    2. Mais respeito pela religião das outras pessoas.

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  2. Bom dia. Gostaria de saber qual a relação dela com Eva e se vc tem algum material sobre todas as irmã de Eva. Desde ja eu agradeço!

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  3. Que página maravilhosa! Ajudou-me demasiadamente em um livro que estou escrevendo. Agradeço.

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  4. Pazuzu desposou Lamashtu,como forma de controle sobre seu instinto destruidor. Não há menções de "Paraíso" para essas entidades. 😉

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    1. Obrigado pelo comentário Márcio. Como em outras postagens antigas do blog, estarei revisando essa em breve para corrigir possíveis erros e incoerências.

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    2. Acho incoerente chamar de "demônio" uma deusa pagã de uma cultura que não crê em demônios já que estes são da cultura cristã.

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    3. Na verdade demónios existem fora do Cristianismo.

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    4. "Demônio" vem de "daemon" que em grego é "espirito", ou algo parecido. Foi atribuído as entidades malignas da mitologia das religiões abraanicas, posteriormente. Mas mesmo que existam entidades parecidas em outras culturas, como no caso de Lamashtu, não são demônios, são deuses malignos. Já que o conceito de demônio não existe para eles. Espero ter explicado corretamente o que pretendia dizer.

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  5. Desde quando que as religiões" monoteistas" tem respeito pelas outras ? Nunca"

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