30 de outubro de 2019

Aderyn y Corph

۞ ADM Sleipnir


Aderyn y Corph (também conhecido como Derwyn Corph, "Pássaro Cadáver") é no folclore galês uma ave cuja aparência era considerada um psicopompo (presságio da morte). A tradição diz que ela gorjeia nas portas das pessoas que estão prestes a morrer. Seu gorjeio soa como a palavra galesa para "venha" (dewch). Na versão mais antiga deste folclore, o Aderyn y Corph não possui penas ou asas, mas ainda possui a capacidade de voar. Quando não está no nosso mundo, Aderyn y Corph é dita viver em Cymri Fu, a "terra da fantasia e da ilusão".

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    28 de outubro de 2019

    El Sombrerón

    ۞ ADM Sleipnir



    El Sombrerón (também conhecido como El DuendeEl Tzitzimite ou El Tzipitio) é um personagem fictício presente no folclore de alguns países latino-americanos, em especial Colômbia, Guatemala e México. Cada um desses países possui uma variação de sua lenda, onde ele apresenta diferentes características e diferentes modos de agir. Abaixo, trazemos as versões mais conhecidas do personagem.

    Versão Colombiana

    De acordo com o folclore colombiano, El Sombrerón é um homem com que se veste de preto e anda com um enorme sombreiro. Ele costuma aparecer sempre cavalgando um cavalo negro e algumas vezes é visto acompanhado de dois cães enormes, também negros, presos por correntes bem grossas. É também descrito como um homem maduro, com um rosto sombrio, que vive em atitude de observação permanente, sendo uma pessoa seca e resignada, que não fala com ninguém, e tampouco faz mal ás pessoas; aparece e desaparece sem se saber como.


    Por mais que se diga que ele já havia morrido, é possível sentir sua presença. Ele costuma aparecer no caminho de viajantes noturnos, bêbados, encrenqueiros, trapaceiros e viciados em jogos para persegui-los. Aproveita os lugares mais ermos, e em noites de lua cheia é fácil confundi-lo com as sombras que os galhos e arbustos projetam. Chega sempre de noite, a todo o galope, acompanhado de um forte vento gelado, e desaparece rapidamente.

    Em 1837, ficou famoso na cidade de Medellín onde, segundo testemunhas, apareceu durante várias sextas-feiras seguidas percorrendo todas as ruas da cidade. Também existem histórias de suas andanças pelos povoados do sudoeste colombiano, como os Andes, Bolívar e Jardín, e pelos povoados á beira dos rios San Juan e Baudó. Em outras regiões colombianas como Tolima, Huila e o oriente do Valle del Cauca, onde também é conhecido como "El Jinete Negro".

    Pelo sudoeste da Antioquia, El Sombrerón é também chamado de "El Jinete sin Zamarros", e o descrevem com características distintas das conhecidas em outras regiões. A forma mais comum  atribuída a ele nessa região é de um homem alto e corpulento, com roupas de luto, revelando ser uma caveira, vestindo um enorme chapéu de abas grandes.


    Versão da Guatemala

    No folclore guatemalteca, El Sombrerón é conhecido como Tzitzimite, e é descrito como sendo um anão usando um enorme chapéu e um violão. Ele viaja montado uma mula e costuma aparecer para as mulheres, para quem costuma cantar serenatas. Quando ele escolhe uma mulher, lhe trança o cabelo, a enlouquece e a leva consigo. Ele adora moças de cabelo longo e olhos grandes. Quando a família de alguma moça que tem essas características observa que ela está sendo rondada pelo Sombrerón, deve-se imediatamente cortar seus cabelos.


    Também contam que ele costuma fazer trança na crina dos cavalos e mulas da região. Ele os cavalga durante toda a madrugada fazendo com que fiquem exaustos, com o pretexto de que podem se tornar hostis aos humanos durante o dia se não trabalharem bastante.

    Uma maneira dos guatemaltecos descobrirem se El Sombrerón ronda o lugar é colocando uma mesa e uma cadeira de pinho recém fabricadas perto de um estábulo ou uma sacada, colocar em cima da mesa um copo e uma garrafa de aguardente, e ao lado um violão, em noites de lua cheia. Todos devem ficar em silêncio para ouvir se ele começa a cantar e tocar.


    Versão Mexicana

    No mito mexicano, mais especificamente no estado de Chiapas, dizem que El Sombrerón veste um charro (vestimenta tradicional de vaqueiros e domadores de cavalos mexicanos) branco, com botões e esporas de prata. Suas aparições vêm precedidas de relâmpagos e sons de gaita. 

    Ele percorre os campos montado em um cavalo branco e tocando sua gaita. Sua música tem um efeito de encantamento nos gados, que os seguem obedientes a todos os celeiros, onde os deixa guardados e vai em bora ao trote de seu cavalo. Os rancheiros sabem que El Sombrerón esteve por lá se encontram uma fogueira apagada, uma bituca de cigarro, além de pegadas de botas e de ferraduras.

    O México é o lugar onde mais se encontra variações da lenda, pois pode muito bem ser contada da maneira tradicional, a qual se conta nos demais países da América Latina, da maneira citada acima, e também há relatos no país de que El Sombrerón na verdade sequestrava crianças, e que em seu enorme chapéu pendurava brinquedos para atraí-las.


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    23 de outubro de 2019

    Leônidas de Esparta

    ۞ ADM Sleipnir



    Leônidas (540-480 a.C., em grego antigo Λεωνίδας, significando "Filho de Leão" ou "Similar a Leão") foi um rei da cidade-estado de Esparta de cerca de 490 a.C. até sua morte na Batalha das Termópilas contra o exército persa em 480 a.C. Embora Leônidas tenha perdido a batalha, sua morte nas Termópilas foi vista como um sacrifício heroico porque ele mandou a maior parte de seu exército para longe quando percebeu que os persas o haviam superado em números. Trezentos de seus companheiros espartanos ficaram ao seu lado para lutar e morrer. Quase tudo o que se sabe sobre Leônidas vem do trabalho do historiador grego Heródoto (484-c. 425 a.C.).

    Treinamento como Hoplita

    Leônidas era filho do rei espartano Anaxandrides (falecido em 520 a.C.) e se tornou rei quando seu meio-irmão mais velho Cleomenes I, também filho de Anaxandrides, morreu sob circunstâncias violentas e misteriosas em 490 a.C., sem ter deixado um herdeiro masculino.

    Como rei, Leônidas era um líder militar e também político. Como todos os cidadãos espartanos do sexo masculino, Leônidas foi treinado mentalmente e fisicamente desde a infância, em preparação para se tornar um guerreiro hoplita. Os hoplitas eram guerreiros armados com um escudo redondo, uma lança e espada curta de ferro. Na batalha, eles utilizavam uma formação chamada falange, na qual filas de hoplitas ficavam próximas uma da outra, de modo que seus escudos se sobrepunham uns aos outros. 


    Durante um ataque frontal, esta parede de escudos fornecia uma proteção significativa aos guerreiros por trás dela. No entanto, se a falange quebrava ou se o inimigo atacasse pelos lados ou pela retaguarda, a formação se tornava vulnerável. Essa fraqueza fatal para a formidável formação das falanges provou ser a ruína de Leônidas contra o exército invasor persa na Batalha das Termópilas em 480 a.C.

    Xerxes e a invasão persa 


    A Grécia Antiga era composta por várias centenas de cidades-estado, dentre as quais Atenas e Esparta eram as maiores e mais poderosas. Embora muitas cidades-estados disputassem entre si pelo controle da terra e dos recursos, também se uniam para se defender de invasões estrangeiras. Por duas vezes no início do quinto século a.C., a Pérsia tentou uma invasão desse tipo. Em 490 a.C. o rei persa Dario I (550-486 a.C.) instigou a tentativa inicial como parte da Primeira Guerra Persa, mas uma força combinada grega fez  o exército persa retroceder na Batalha de Maratona. Dez anos depois, durante a Segunda Guerra Persa, um dos filhos de Dario, Xerxes I (c. 519-465 a.C.), lançou novamente uma invasão contra a Grécia.

    A Batalha das Termópilas

    Sob a liderança de Xerxes I, o exército persa moveu-se para o sul através da Grécia na costa leste, acompanhado pela marinha persa que se deslocava paralelamente à costa. Para chegar ao seu destino em Ática, a região controlada pela cidade-estado de Atenas, os persas precisavam atravessar a passagem costeira das Termópilas (conhecida como “Portões Quentes”, por causa das fontes de enxofre próximas). No final do verão de 480 a.C., Leônidas liderou um exército com cerca de 7000 gregos oriundos de várias cidades-estado, incluindo 300 espartanos, na tentativa de impedir que os persas passassem pelas Termópilas.


    Leônidas estabeleceu seu exército nas Termópilas, esperando que a passagem estreita afunilasse o exército persa em direção ao seu próprio exército. Por dois dias, os gregos resistiram aos ataques determinados de seu inimigo, que era muito mais numeroso. O plano de Leônidas funcionou muito bem no início, mas ele não sabia que havia uma rota sobre as montanhas a oeste das Termópilas, que permitiria ao inimigo ultrapassar sua posição fortificada ao longo da costa. Um pastor local chamado Efialtes contou a Xerxes sobre essa outra rota e conduziu o exército persa através dela, permitindo que eles cercassem os gregos. Leônidas ordenou que os demais combatentes que não fossem espartanos recuassem, e decidiu lutar apenas com os 300 homens de sua guarda. Atacados por todos os lados, Leônidas e seu exército foram massacrados sem piedade. A cabeça de Leônidas foi cortada e empalada e o seu corpo, crucificado.



    Após a Batalha

    O sacrifício de Leônidas e de seus hoplitas espartanos não impediu que os persas descessem da costa grega para a Beócia. Em setembro de 480 a.C., no entanto, a marinha ateniense derrotou os persas na Batalha de Salamina, após a qual os persas voltaram para casa. Não obstante, a ação de Leônidas demonstrou a disposição de Esparta de se sacrificar pela proteção da pólis grega.

    Leônidas alcançou fama duradoura por seu sacrifício pessoal. O culto aos heróis era um costume estabelecido na Grécia antiga do oitavo século a.C. em diante. Heróis mortos eram adorados, geralmente próximo ao local de seu enterro, como intermediários para os deuses. Quarenta anos após a batalha das Termópilas, Esparta recuperou os restos mortais de Leônidas.


    Memorial a Leônidas e aos "300 de Esparta", localizado nas Termópilas
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    21 de outubro de 2019

    Num-si-pode

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Herbert Veras Viana

    Num-si-pode (também Não-se-pode ou Num-se-pode) é uma figura fantasmagórica pertencente ao folclore piauiense. Descrita como uma bela mulher usando uma mortalha branca, trata-se de uma assombração do tipo cresce-míngua, uma categoria de assombração conhecida pela capacidade de aumentar de tamanho de repente. A lenda, popular entre as décadas de 30 e 40, tempos em que Teresina era iluminada por lampiões a gás, possui algumas variações mas é basicamente o que se segue:

    Dizem que a Num-si-pode costuma aparecer nas noites e madrugadas na praça Saraiva da Catedral Nossa Senhora das Dores em Teresina, encostada em um poste. Quando alguém, geralmente um homem, se aproxima dela, a Num-si-pode trata de pedir um cigarro. Caso o  homem resolva perguntar seu nome, ela começa a dizer “não se pode, não se pode…” e começa a crescer, ficando grande o suficiente para alcançar o lampião do poste e acender o cigarro ali mesmo. Aterrorizada, a vítima corre, mas a assombração logo a persegue. Algumas versões da lenda dizem que é a vítima quem sai correndo gritando "Num-se-pode! Num-se-pode!"

    Dizem que essa lenda era contada pelas mães aos seus filhos, para que eles evitassem sair à noite em busca de "aventuras" e assim evitar que adquirissem doenças venéreas.


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    16 de outubro de 2019

    Aswang

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de nonoynonie
    Aswang (Asuang) é um dos conceitos folclóricos mais difundidos na cultura filipina. Em termos de popularidade, é o equivalente filipino dos lobisomens e vampiros ocidentais. É difícil resumir em uma frase o que é um aswang. Em um sentido mais amplo, o termo aswang pode ser usado para descrever toda a variedade de seres malignos no folclore das Filipinas. Em um sentido mais rigoroso, no entanto, o Aswang é um ser humano (um feiticeiro para ser mais específico) com a habilidade de mudar de forma à vontade. Durante o dia, Aswangs parecem e agem como pessoas comuns. Embora geralmente sejam tímidos e um pouco reclusos, eles podem ter empregos, amigos e até famílias.  


    Durante a noite, Aswangs mudam para uma forma mais adequada à caça. Comumente, o Aswang assume uma das seguintes formas:

    Humanóide - Nessa forma, o Aswang assume uma posição vertical, podendo movimentar-se de quatro. Seu corpo pode ser coberto por penas pretas e grossas, quase semelhante a pelos. A cor de sua pele pode ser de preta a cinza pálido. O corpo também pode ser oleoso devido à aplicação de um tipo desconhecido de mistura de graxa ou óleo de coco, geralmente antes de perseguir suas presas. 

    Arte de EVC
    Nessa forma, eles normalmente rastejam pelo chão ou ficam deitados em telhados ou empenas, procurando por algum buraco ou fresta por onde eles possam projetar sua língua e atacar suas vítimas, geralmente crianças, mulheres grávidas e pessoas doentes.


    Canina - Um aswang pode aparecer como um cão grande e ameaçador, com pelos pretos e grossos e olhos vermelhos flamejantes. Eles normalmente espreitam as estradas, mas relatos afirmam que eles vagam pelas cidades ocasionalmente. Cães domésticos normalmente se escondem, uivam ou fogem quando vêem um aswang nesta forma.

    Suína - a forma mais comum assumida por um aswang (a maioria das testemunhas que afirmam terem visto um aswang relatam vê-lo nessa forma), essencialmente apenas um porco possuindo as características básicas das duas primeiras formas de aswang. Sua chegada é anunciada pelo bufo e ranger de dentes característicos de um porco doméstico. Geralmente o seu tamanho, anormal para um porco comum, o denuncia.



    Aviária - Às vezes chamada de Tiktik, essa é uma das formas mais sinistras assumidas pelos aswang. Nesta forma, o aswang se assemelha a um corvo ou abutre, porém possui o tamanho de um ser humano. Além do seu grande tamanho, ele consegue voar baixo e devagar sem precisar bater suas asas, mesmo que não haja vento.

    Felina - uma das formas aswang menos comuns. Um aswang em forma de gato pode variar em tamanho, desde o de um gato siamês até o de um jaguar. 

    Uma forma de se descobrir se um animal ou pessoa é um Aswang, é se aproximar dele e fitá-lo diretamente nos olhos, observando assim sua coloração semelhante a brasas ardentes e suas veias vermelhas. Dizem também que se olhar diretamente nos olhos de um Aswang, seu reflexo aparecerá de cabeça para baixo. Porém, se uma pessoa comum tentar fazer isso é certo de que será morta, pois Aswangs são predadores carnívoros e extremamente ferozes. Após matar suas vítimas, o Aswang leva seus cadáveres para o seu covil, onde devora toda a carne e principalmente o fígado.


    Aswangs possuem vulnerabilidades, sendo a principal delas o medo de alho. Apenas ver uma cabeça de alho é o suficiente para assustá-los e afugentá-los. O cheiro de alho é capaz de deixá-los paralisados e incapazes de usarem seus poderes, e o contato com o suco do alho é fatal. Aswangs também possuem aversão a vários tipos de metais. Viajantes costumam levar moedas no bolso ou mesmo amuletos feitos de metal para mantê-los longe. Aswangs podem também serem mortos por decapitação ou se atingidos por um chicote feito especialmente com a cauda de uma arraia.


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    10 de outubro de 2019

    Malebête

    ۞ ADM Sleipnir



    Os visitantes da cidade de Angles, na Vendéia (região costeira localizada no sul do vale do Loire, oeste da França), são atraídos pela bela igreja de Notre-Dame-des-Anges (Nossa Senhora dos Anjos). Lá, no topo da torre do sino, está um monstruoso urso de pedra olhando para a cidade, e aqueles que visitam a igreja são aconselhados a evitar sua linha de visão.

    Há muito tempo, diz-se que um animal terrível devastou o campo de Angles. Tinha a forma de um grande urso preto, com pelo desgrenhado e emaranhado, e ficou conhecido como o Malebête - a "Besta do Mal" . Esse monstro tinha uma predileção por jovens donzelas, as quais perseguia e devorava. Depois de alimentado, o Malebête se lavava num rio próximo, fazendo com que seus pêlos se amontoassem  e ficassem espetados.

    As depredações dessa criatura demoníaca levaram a uma preocupação crescente. O rio passou a ser vermelho de sangue e a população feminina estava diminuindo. Ninguém se atrevia a abordá-lo, pois sua força era maior que a de qualquer cavaleiro. Como era uma encarnação do próprio diabo, ficou claro que apenas um homem suficientemente santo seria capaz de derrotá-lo. Os abades de Fontaines e Talmont tentaram encarar a besta, mas fugiram aterrorizados quando ela os atacou. Um enviado do papa jejuou por dois dias antes de enfrentar o Malebête, mas mal escapou com vida e jurou nunca mais voltar.

    Uma pergunta pairava no ar: havia alguém santo o suficiente para derrotar o Malebête? A resposta veio na forma do padre Martin, um velho monge do convento de Angles, que passava a maior parte do tempo isolado na contemplação de Deus. Apoiado em uma bengala e vestido apenas com suas vestes eclesiásticas, o padre Martin foi até o local onde o Malebête estava. Para surpresa de todos, a besta baixou o olhar diante do eremita. “Siga-me”, disse-lhe simplesmente o padre, e o Malebête o fez - assim como toda a população de Angles. Eles seguiram o padre Martin até a igreja, onde ele disse ao Malebête para subir na torre do sino. Uma vez no topo, congelou no lugar e virou pedra.


    Apesar da alegria pela derrota do Malebête, ainda havia algumas vozes de dissidência na forma de algumas meninas que provocavam o padre Martin. "Desde quando você é o pastor do diabo?", elas zombaram. O padre Martin apenas sorriu e olhou para o Malebête, dizendo: "A partir de agora, você deve se alimentar apenas da beleza das meninas de Angles". Instantaneamente, todas as mulheres presentes tornaram-se feias e correram para casa envergonhadas. Desde então, as mulheres de Angles evitam passar diante da visão do Malebête. Para adentrar a igreja, por exemplo, usam a porta dos fundos.

    Essa história foi contada pela primeira vez por Benjamin Fillon, um personagem duvidoso que parece ter criado a história com todo o pano, tornando-a um tipo de neo-mito. Por outro lado, a estátua do Malebête é de origem pré-cristã, anterior à sua própria lenda; ela originalmente ficava numa posição sentada, sendo desfigurada em sua forma atual. A história de Malebête também é familiar, ecoando muitos outros contos sobre monstros antropófagos mortos por homens justos.


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    7 de outubro de 2019

    Chedi Bumba

    ۞ ADM Sleipnir

    Arte de Francisco Badilla
    Chedi Bumba é um dos deuses criadores na religião e mitologia do povo bushongo do Congo, país da África Central. Um dos muitos filhos do deus criador Mbombo, Chedi Bumba e seus irmãos foram responsáveis por concluírem a criação do mundo iniciada por seu pai. Como um dos últimos a criarem algo, e na tentativa de criar algo diferente do que seus irmãos haviam criado até então, Chedi Bumba acabou criando um pássaro falante, o papagaio.

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    2 de outubro de 2019

    Shinchū

    ۞ ADM Sleipnir


    Os Shinchū (japonês 神虫 ou しんちゅう, "inseto divino") são deuses insetos que se assemelham a mariposas do bicho-da-seda, porém são maiores que elefantes. Eles possuem olhos largos, uma boca escancarada cheia de dentes afiados, oito pernas, asas enormes e um longo ferrão saindo da parte traseira do abdômen segmentado.

    Shinchū são insetos sagrados. Embora eles possuam uma aparência feroz, eles não atacam seres humanos. Em vez disso, eles se alimentam de demônios e espíritos malignos. Em particular, eles atacam yokais que causam doenças e espalham epidemias. Eles rasgam suas vítimas violentamente enquanto se alimentam, deixando poças de sangue e partes de corpos em seu rastro. Seus apetites são tão grandes quanto seu tamanho. A cada manhã, um shinchū consome três mil demônios, e a cada noite devora mais três mil.

    Os Shinchū são nativos das montanhas na parte sul do continente Enbutai (conhecido em inglês como Jambudvipa) na cosmologia indiana. É o extremo sul dos quatro continentes que cercam Shumisen (Monte Meru), a montanha sagrada no centro do cosmos. Enbutai é uma terra de floresta e é o único continente habitado por seres humanos. É também o único continente a partir do qual é possível alcançar a iluminação através do estudo e meditação como ser humano. Portanto, os shinchū desempenham um papel importante na proteção dos seres humanos dos espíritos malignos que podem tentar interferir no seu desenvolvimento espiritual.


    As mariposas do bicho-da-seda são consideradas criaturas sagradas, e o termo shinchū tem sido usado como um nome poético para esses insetos desde os tempos antigos. Eles eram tidos como criaturas milagrosas, devido à transformação física de larvas em mariposas e à seda preciosa que produziam.

    As raízes dos Shinchū estão nas antigas religiões chinesa e indiana, estando relacionados às divindades coléricas do hinduísmo e do budismo. A representação mais conhecida de um shinchū está em um conjunto de cinco pinturas que representam divindades coléricas que exterminam espíritos malignos, Hekija-e ("Extermínio do Mal"). Um shinchū é representado ao lado de outros quatro deuses protetores: Tenkeisei, o deus do castigo celestial, Sendan Kendatsuba, um deus da música, protetor de crianças e membro das Oito Legiões, Shōki (mais conhecido pelo seu nome chinês, Zhong Kui), o subjugador de demônios, e Bishamonten, líder dos Quatro Reis celestiais. Este conjunto de pinturas é reverenciado como um Tesouro Nacional do Japão.

    Representação do Shinchū no Hekija-e
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    Ruby