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28 de fevereiro de 2022

Celtchar

۞ ADM Sleipnir

Arte de YunaXD


Celtchar mac Uthidir ("Celtchar filho de Uthidir", comumente chamado somente de Celtchar ou  Celtchair) é um herói irlandês presente em contos do Ciclo de Ulster. Descrito como sendo um guerreiro "cinzento", alto e terrível, Celtchar participou de vários contos famosos como o Mesca Ulad e o Táin Bó Cúailnge, porém ele é mais conhecido por ter sido portador de uma lança mágica, conhecida como Lúin Celtchair.

Segundo algumas histórias, essa lança teria sido feita pelos Tuatha Dé Danann em tempos antigos e acabou sendo perdida durante uma das batalhas de Mag Tuired. A lança era capaz de prever o início de confrontos, esquentando conforme estes estavam prestes a acontecer. Caso ela não fosse logo usada para derramar sangue, ela explodiria em chamas, então Celtchar a mantinha mergulhada dentro de um caldeirão com um líquido que algumas fontes dizem ser veneno, e outras sangue de de animais e druidas. Em batalha, ela era capaz de matar um guerreiro a cada golpe, e se lançada, mataria nove, sendo um deles sempre um líder.

Arte de Casey Cebulski

Mesca Ulad

Celtchar foi um dos homens de Ulster a figurarem no conto Mesca Ulad ("A intoxicação dos homens de Ulster"). Esse conto se passa durante o Samhain e segue os homens de Ulster tentando participar de duas festas que ocorriam na mesma noite. A primeira ocorria em Dún Dá Bhenn (atual condado de Londonderry ) ao norte, e a segunda na fortaleza de Cú Chulainn em Dún Delgan (moderna Dundalk, Co. Louth) ao leste. Os homens ficam embriagados no primeiro banquete e seguiram para o sul em direção a Kerry por acidente. Em Kerry, eles recebem inicialmente a hospitalidade de seus inimigos tradicionais, os homens de Munster, que lhes oferecem um lugar para passarem a noite. O local porém tinha paredes de ferro envoltas por madeira, e tão logo todos os homens de Ulster entraram nele, os homens de Munster atearam fogo. A conclusão dessa história infelizmente se perdeu com o tempo, mas outros contos dão a entender que os homens de Ulster deram um jeito de salvar.

Participação no Táin Bó Cúailnge

O Táin Bó Cúailnge, ou ("Ataque ao Gado de Cooley") é o conto mais famoso da mitologia irlandesa. Ele envolve a história da rainha Medb (Maeve) de Connacht e seu marido Ailill, que planejavam roubar o touro Donn Cuailnge, pertencente a Dáire mac Fiachna. Mebd se aproveitou de uma maldição lançada sobre os homens de Ulster pela deusa Macha, que faria com que os mesmos sentissem dores do parto na hora de sua maior necessidade, para lançar seu ataque e roubar o touro. Seu plano acabou sendo frustrado por Cú Chulainn, que não era natural de Ulster e não foi afetado pela maldição.

Celtchar, juntamente com Conchobar, foram os primeiros guerreiros a conseguirem superarem as dores causadas pela maldição e entrarem em combate contra as tropas de Connacht.  Eles reuniram três mil guerreiros e foram de encontro aos guarda-costas de Ailill e Medb, que haviam capturado oito mulheres de Ulster. Celtchair e Conchobar pessoalmente mataram os captores dessas mulheres e as libertaram.

Aided Cheltchair maic Uthechair (A Morte de Celtchar)

A história começa com um guerreiro/hospitaleiro chamado Blaí Briugu. Ele era um homem rico e querido por todos, porém estava debaixo de um geis (uma espécie de maldição/feitiço) que o obrigava a dormir com todas as mulheres que chegassem em sua hospedaria sem seus maridos. Caso ele não o fizesse, morreria.

Como era muito raro isso acontecer, Blaí Briugu conseguia levar uma vida normal em sua hospedaria. Porém, um dia Brig Brethach, mulher de Celtchar, veio até a hospedaria sem a companhia do mesmo. Blaí a conhecia e conhecia também a Celtchar, e sabia qual seria a reação de Celtchar se ele dormisse com sua esposa. Segundo algumas versões do conto, Brig sabia da maldição de Blaí e teria feito tudo de propósito, pois Celtchar não cumpria com suas obrigações maritais.

Quando Celtchar descobriu, perseguiu Blái até a corte real de Ulster. Lá, o rei Conchobar disputava uma partida de fidchell (um jogo de tabuleiro medieval irlandês) com o herói Cú Chulainn, quando Blái entrou correndo em direção aos dois em busca de sua ajuda. Antes que ele pudesse alcançá-los, Celtchar atirou sua lança, atravessando Blái e cravando-o morto na parede. Uma gota de sangue respingou sobre o tabuleiro, e tanto Conchobar quanto Cú Chulainn consideraram o ato de Celtchar um insulto, além de uma violação à lei da hospitalidade.

"Searing Spear", arte de Chris Rahn

Celtchar fugiu para Munster, enquanto o povo de Ulster estava muito chateado com a situação. Não só haviam perdido Blái, que era querido por todos, como um de seus melhores campeões estava foragido. Para que também não perdessem Celtchar, o povo pediu que Conchobar o trouxesse de volta. O rei concorda, e envia um dos filhos de Celtchar até ele com o pedido para que retorne à Ulster, mas caso ele não retornasse, seu filho seria punido em seu lugar. Diante dessa situação, Celtchar retornou, mas sua transgressão não seria perdoada facilmente. Ele foi informado de que deveria livrar a terra de Ulster de três flagelos. 

O primeiro deles era um homem chamado Conganchnes Mac Dedad, que buscava vingança  pelo assassinato de seu irmão Cú Roí pelos homens de Ulster. Conganchnes possuía uma pele tão dura que nenhuma arma era capaz de perfurá-la. Celtchar fez com que sua filha, Niamh, se casasse com Conganchnes, e descobrisse seu ponto fraco. Um belo dia, Niamh pergunta ao marido se havia alguma forma de matá-lo, e Conganchnes simplesmente lhe revela que a única maneira de fazer isso é enfiar pontas de ferro em brasa na sola de seus pés, que eram a única parte de seu corpo que não eram impenetráveis. Em posse dessa informação, Celtchar prepara um grande banquete para seu genro, com dois enormes espetos assando sobre duas fogueiras enormes. Quando todos estavam satisfeitos, um feitiço de sono é lançado sobre Conganchness. Enquanto ele dormia profundamente, Celtchar pegou os dois espetos e os enfiou nas solas dos pés de Conganchness com uma marreta. Em um ato final, Celtchar corta sua cabeça e a enterra em um monte de pedras.

O segundo flagelo era um cão chamado Luch Donn ("rato marrom"). Ele foi encontrado ainda filhote por uma viúva, que o criou até ficar enorme e incontrolável. Ele acabou matando asas ovelhas e gado da viúva, depois seus filhos e, finalmente, a própria viúva, e depois passou a  devastar um povoado por noite. Para lidar com ele, Celtchar levou um tronco de amieiro do tamanho de seu braço. Ele o esvaziou e depois o ferveu em um banho de ervas, mel e gordura, tornando-o macio e resistente. Celtchar então se dirigiu até o covil do cão, que ao farejar o cheiro do tronco, logo veio até ele. Celtchar jogou o tronco para o cão, que ao mordê-lo ficou com seus dentes presos nele, permitindo que Celtchar se aproximasse dele, e enfiasse o seu braço na cavidade de sua garganta e arrancasse o seu coração.

A essa altura, já havia se passado um ano desde que Celtchar havia enterrado a cabeça de Conganchness embaixo de uma pilha de pedras, e as pessoas que viviam nas proximidades começaram a ouvir gritos e gemidos vindos dela. Quando eles moveram as pedras, encontraram três filhotes de cão: um marrom, um manchado e um preto. O filhote marrom foi dado ao ferreiro Culann; o filhote malhado ao rei de Leinster, Mac Dá Thó e lhe causou muitos problemas; e finalmente o filhote preto foi dado a Celtchar, que o chamou de Dóelchú.

Dóelchú tornou-se um cão feroz e só deixava Celtchar controlá-lo. Um dia, enquanto Celtchar estava ausente, ele se libertou de suas amarras e começou a massacrar os rebanhos na região onde vivia. Como Celtchar estava ausente no momento, nada podia ser feito para impedir que Dóelchú devastasse a terra e se tornasse o terceiro flagelo com que o próprio Celtchar deveria lidar. Celtchar reúne alguns homens e vai até o local onde Dóelchú estava escondido. Após chamá-lo três vezes, o cão finalmente aparece, correndo alegremente em direção ao seu dono e lambendo os seus pés. Relutante, e com muita tristeza em seu coração, Celtchar empunha sua lança e põe um fim à vida de Dóelchú. Após erguer a lança, uma gota de sangue do cão escorreu pelo seu cabo, tocou em Celtchar e o mesmo caiu morto no chão. Algumas fontes dizem que o sangue do cão era venenoso, e outras dizem que a gota literalmente atravessou seu corpo.


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25 de fevereiro de 2022

Ayayema

۞ ADM Sleipnir

Arte de Raul Maldonado

Ayayema é uma espécie de espírito maligno pertencente ao folclore do povo indígena Kawésqar (também conhecido como Alacalufe, Kaweskar, Alacaluf ou Halakwulu), habitantes da região da Patagônia chilena. Ele é tido como a personificação dos infortúnios que acometem a comunidade Kawésqar, como danos causados fortes ventos, doenças, dentre outros incidentes.

Durante o dia, Ayayema habita um pântano chamado "Papi", de onde só sai à noite para vagar pelas florestas e também pela comunidade Kawésqar, impondo sua presença maligna sobre o povo. Sua presença é denunciada pelo cheiro pútrido que o acompanha. Ele convoca fortes ventos e faz com que canoas virem; também faz com que o fogo dentro das cabanas Kawésqar se descontrole, lançando pedaços de carvão na pele dos que dentro delas dormem e também aumentando de tamanho a ponto de por fogo em tudo. Doenças misteriosas se abatem sobre a comunidade, e as caças se tornam infrutíferas. Uma vez que a presença de um Ayayema é detectada, não há nada o que fazer além de mudar o acampamento para outro local.

Ao que parece, embora caótico, esse ser não era tido pelos Kawésqar como um espírito propriamente maligno, passando a ser denotado como tal após o contato e influência com os cristãos espanhóis, que logo estabeleceram uma relação entre suas ações e o diabo.
fontes:
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24 de fevereiro de 2022

Balam

۞ ADM Sleipnir

Arte de iamagri

Balam (também Balaam, Balan, Balamm, Balemm) é de acordo com a demonologia um grande, poderoso e terrível rei (ou duque, segundo algumas fontes) do inferno, e possui quarenta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 51º dentre os 72 espíritos de Salomão. No Pseudomonarchia Daemonum  ("Falsa Monarquia dos Demônios") de Johann Weyer, ele é listado como um anjo caído originalmente pertencente à ordem das Dominações.

Quando invocado, Balam aparece diante de seu invocador como um demônio montado em um urso e trazendo um falcão em seu punho. Ele apresenta três cabeças: a primeira é a de um búfalo, a segunda é humana e a terceira é a de um bode. Balam possui ainda uma serpente como cauda e olhos flamejantes.


Falando com uma voz rouca e áspera, Balam dá ao seu invocador respostas verdadeiras acerca de qualquer pergunta sobre acontecimentos do passado, do presente e também do futuro. Ele também possui o dom de tornar os homens invisíveis e sábios. 

Selo de Balam


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Balam aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei;
  • Em Wild Arms: Alter Code F, há um chefe chamado Balaam, descrito como um monstro com várias faces que habita um espaço mágico contido em um livro das trevas;
  • Em Tome of Magic: Pact, Shadow and True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Balam aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
  • No cardgame Battle Spirits, há um Spirit Card chamado The HellFighter Balam;
  • Uma cerveja artesanal produzida pela empresa canadense Blood Brothers Brewing leva o nome Balam;
  • No filme de fantasia polonês Dzieje Mistrza Twardowskiego (A História do Mestre Twardowski) de 1996, Balam aparece como o Duque do Inferno, e o principal adversário do famoso necromante polonês Twardowski;
  • Na série literária de ficção científica Outlanders, de Mark Ellis, Balam é apresentado como um híbrido humano/alienígena de 1500 anos, o último dos Arcontes, que corresponde aos alienígenas cinzentos de Roswell;
  • Na série literária Women of the Othrworld, de Kelley Armstrong, Balam é o pai de Eve Levine e um Lorde Demônio da Visão;
  • No anime e mangá Fairy Tail, o nome da Aliança das três principais guildas das Trevas (Grimoire Heart, Oración Seis e Tartarus) é chamada de Aliança Balam;
  • No anime e mangá Mairimashita Iruma-kun, um dos professores da escola de demônios Babyls chama-se Balam Shichirou, sendo um poderoso demônio de rank Khet (8);
  • Balam é o principal antagonista em BPRD: Inferno na Terra — O Exorcista e um antagonista coadjuvante em BPRD: O Diabo que Você Conhece - Pandemônio, ambos quadrinhos de Mike Mignola.
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23 de fevereiro de 2022

Cramondongue

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Cramondongue é uma assombração pertencente ao folclore de Minas Gerais, descrita como um carro de bois que surgem de repente e corre sozinho, sem nenhum boi puxando-o e nem há um condutor sobre ele. Uns dizem que ele atropela quem estiver pelo caminho, outros dizem que ele não pode ser perseguido, pois some tão rápido e repente como apareceu. Dizem ainda que ele costuma aparecer em encruzilhadas, especialmente durante o período da Quaresma.

O escritor Guimarães Rosa (1908-1967) o citou em seu livro Saragana, de 1946:
"É a quarta ou quinta vez que ele indica lugares malassombrados. Já sei: todo pau-d’óleo; todas as cruzes; todos os pontos onde os levadores de defunto, por qualquer causa, fizeram estância, depondo o esquife no chão; todas as encruzilhadas — mas somente à meia-noite; todos os caminhos: na quaresma— com os lobisomens e as mulas-sem-cabeça, e o cramondongue, que um carro-de-bois que roda à disparada, sem precisar de boi nenhum para puxar."
Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)


fontes:
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22 de fevereiro de 2022

Umi-bōzu

۞ ADM Sleipnir

Arte de SmokeBoats

Os Umi-bōzu (japonês 海坊主 ou うみぼうず, "monge marinho", também conhecidos como Umi-nyūdō e Umi-hōshi) são misteriosos e gigantescos yokais aquáticos pertencentes ao folclore japonês e conhecidos por causarem o naufrágio de embarcações. Alguns acreditam que eles sejam espíritos de monges que morreram afogados, e devido à natureza horrível de sua morte, tornaram-se yokais. Outros crêem que os Umi-bōzu são monstros marinhos que vivem nas profundezas do Mar Interior de Seto, sendo os progenitores de uma grande variedade de outros yokai aquáticos. 

Aparência

A verdadeira forma dos Umi-bōzu é desconhecida, já que eles só são vistos dos ombros para cima, mas eles parecem ter uma forma quase humanoide, com uma pele preta como tinta e um par de olhos grandes e redondos. Testemunhas oculares relatam uma grande variedade de tamanhos, desde um pouco maior do que um navio, a um tamanho tão inimaginável que apenas o rosto bulboso da criatura é visível acima da água. Sua cabeça é lisa e redonda, e seu corpo é nu e negro como a sombra. 


Comportamento

Umi-bōzu costumam aparecer no mar em noites calmas, quando não há sinal de nada fora do comum. De repente, as ondas e o clima começam a ficar agitados, e em meio ao tumulto surge uma criatura de tamanho colossal. A criatura então se move para destruir a embarcação, seja destruindo-a com um único golpe ou aos poucos, quebrado pedaço por pedaço até que não haja mais nada inteiro.


Alguns raros relatos os fazem parecer mais serpentinos, enquanto outros os fazem parecer mais fantasmagóricos, como uma espécie gigante de funayūrei (yokais na forma de espíritos vingativos marinhos). Neste último caso, da mesma forma que o funayūrei, um Umi-bōzu exige que a tripulação da mesma lhe dê um barril, o qual ele recolhe água do mar e a despeja no convés. Ele repete o ato até que a embarcação fique completamente inundada de água e afunde. Se lhe for dado um barril com o fundo removido, o Umi-bōzu ficará tentando recolher a água do mar sem sucesso, e assim a tripulação poderá ter a chance de escapar.

Em algumas versões, dizem que o Umi-bōzu pergunta aos tripulantes se eles estão com medo. Caso a resposta seja positiva, ou houver hesitação em responder, o yokai arrasta a embarcação e os tripulantes para o fundo do mar. Porém, se a tripulação não demonstrar medo diante do Umi-bōzu, ele perderá parte de seus poderes e recuará de volta para as profundezas do mar. De acordo com contos antigos de comunidades de pescadores, a fraqueza de um Umi-bōzu é a fumaça do tabaco e, caso alguém tenha o azar de encontrar com um, ter tabaco em sua posse pode levá-lo à salvação.


Algumas lendas regionais

Na região de Tōhoku, há o costume de sacrificar aos deuses os primeiros peixes capturados na pesca, e se isso não for seguido, um Umi-bōzu irá aparecer, destruir o barco e ainda sequestrará o dono do barco. Já na província de Nagano, existem Umi-bōzu incomuns que vivem nas águas doces dos rios. Segundo as lendas, eles foram avistados em rios perto de Kaesa, Nakano, e apresentavam corpos gigantes e cabeças pretas que pareciam grandes estátuas de Buda.

Também existem descrições de Umi-bōzu com aparências ainda mais estranhas. Na área de Kesennuma, Ōshima, província de Miyagi, há séculos conta-se histórias desses estranhos seres se transformando em belos humanos, especialmente mulheres, e desafiando outros a participarem de competições de natação. Há também um mito semelhante na prefeitura de Iwate, mas por lá é dito que aqueles que desavisadamente aceitam o desafio, são instantaneamente engolidos pelo yokai. Ainda, em algumas regiões, segundo os relatos, os Umi-bōzu atacariam em grupo. 

Além disso, embora existam muitas lendas que representem os Umi-bōzu atacando os seres humanos, em Uwajima, província de Ehime, existe a crença de que aqueles que virem um Umi-bōzu teriam uma vida longa.

Arte de peyeyo


fontes:
  • http://yokai.com
  • https://en.wikipedia.org
  • https://cacadoresdelendas.com.br

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21 de fevereiro de 2022

Leutogi

۞ ADM Sleipnir

Arte de Kristel (@kristel_inc)

Leutogi (cujo nome completo era Leutgitupa'itea) foi uma deusa polinésia da fertilidade e patrona dos morcegos, outrora adorada nas Ilhas Samoa. De acordo com a lenda, originalmente ela foi uma princesa samoana enviada à ilha vizinha de Tonga com o propósito de se tornar a segunda esposa do então rei de Tonga, como parte de um tratado de paz entre os dois reinos insulares. Porém, desde que chegou em Tonga, ela não foi bem-quista pelo povo.

Certo dia, Leutogi encontrou um bebê morcego ferido e, tendo pena dele, cuidou do mesmo até que ele pudesse ser devolvido à sua família. Os tonganeses mais belicosos acharam a postura de Leutogi ridícula, e passaram a destratá-la ainda mais. Recuperado, o bebê morcego retornou para sua família, que jamais esqueceria do ato de bondade da princesa.

Posteriormente, uma onda de adversidades e má sorte caiu sobre o reinado de Tonga, e todos atribuíram a Leutogi a responsabilidade por tudo. Ela acabou sendo acusada de ser uma feiticeira, e sentenciada a ser queimada viva. Rodeada pelas chamas, sua morte parecia certa, porém milhares de morcegos preencheram o céu sob o local da execução e urinaram sobre a pira, extinguindo as chamas e salvando a vida de Leutogi.

Ainda assim, os tonganeses não desistiram de executá-la. Desta vez, exilaram Leutogi em uma ilha árida e deserta, esperando que ela morresse de fome. Mais uma vez, os morcegos vieram ao seu auxílio, trazendo-lhe diariamente frutas frescas, bagas, nozes e sementes para que ela pudesse se alimentar. Leutogi acabou vivendo na ilha pelo resto de seus dias, enquanto os morcegos colonizaram a ilha e suas muitas cavernas, tornando a ilha fértil novamente. Com o passar das gerações, os samoanos nativos adotaram Leutogi como uma deusa e passaram a venerá-la como uma protetora dos morcegos sagrados e um símbolo de fertilidade.

Arte de SaxtorphArt

fontes:

  • https://en.wikipedia.org;
  • Encyclopedia of Goddesses and Heroines, de Patricia Monaghan.

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18 de fevereiro de 2022

Wa-won-dee-a-megw

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Wa-won-dee-a-megw é uma criatura metamórfica pertencente à mitologia da tribo indígena norte-americana Abenaki. Sua forma original é a de um pequeno caracol com chifres, mas ela pode não só aumentar de tamanho como se transformar em outros animais, geralmente com características reptilianas como serpentes e crocodilos ou ainda assumir uma forma humanóide com o corpo coberto por escamas. 

Um Wa-won-dee-a-megw pode viver na terra ou na água, bem como às vezes residir no tronco de árvores. Segundo as crenças abenaki, seus chifres podem ser transformados em pó com propriedades mágicas ou curativas.

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)
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17 de fevereiro de 2022

Beleth

۞ ADM Sleipnir

Arte de Raul Maldonado

Beleth (também Bileth, Bilet ou Byleth) é de acordo com a demonologia um poderoso e terrível rei do inferno, e possui oitenta e cinco legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 13º dentre os 72 espíritos de Salomão. No Pseudomonarchia Daemonum  ("Falsa Monarquia dos Demônios") de Johann Weyer, ele é listado como um anjo caído originalmente pertencente à ordem das Potestades.

Quando invocado, Beleth aparece diante do seu invocador como um cavaleiro montando um cavalo pálido, e é precedido por uma corte de espíritos tocando trombetas e outros instrumentos musicais. De início, Beleth se mostra bastante furioso, e deve ser imediatamente comandado em um círculo ou triângulo enquanto o invocador aponta uma varinha de avelã para o sudeste. Como um rei, Beleth deve ser tratado com grande cortesia, e enquanto lida com ele, o invocador deve usar um anel de prata no dedo médio da mão esquerda e segurá-lo contra o próprio rosto. Se ele se recusar a cooperar, o invocador deve prosseguir com seus comandos até que finalmente o faça. Se o invocador demonstrar medo enquanto lida com Beleth, o mesmo não terá nenhuma consideração por ele.

Arte de Royal-Flush-Studio

Beleth  é um especialista em assuntos amorosos. Ele possui o poder de conceder todo e qualquer tipo de amor que possa existir entre homens e mulheres. É extremamente poderoso quando o trabalho está ligado à área amorosa e em reatar relacionamentos, sendo capaz de reacender a chama de amor que havia no início de namoro, noivado, ou casamento. Beleth também é especialista em matemática. De acordo com Pseudomonarchia Daemonum, Cam, o filho de Noé, teria sido o primeiro a invoca-lo após o dilúvio, e com sua ajuda escreveu um livro sobre Matemática.

Selo n°1 de Beleth

Selo nº2 de Beleth



Cultura Popular
  • No RPG In Nomine, Beleth é a "Princesa Demônio dos Pesadelos";
  • No jogo Heroes of Might and Magic V (PC), o monarca que governa os demônios é chamado Kha-Beleth;
  • No MMORPG Lineage 2, Beleth é apresentado como um épico Raid Boss encontrado na ilha Hellbound;
  • No cardgame Future Card Buddyfight, há um card de monstro chamado Fallen Angel of Rage, Beleth;
  • Em Heroes of the Storm, Beleth é um Immortal que funciona como o comandante das forças do Inferno nos Campos de Batalha da Eternidade;
  • Na série Marianne (Netflix), a bruxa Marianne faz um pacto com Beleth;
  • Na HQ Ghost (Dark Horse Comics), Beleth é um demônio que fez um acordo com a heroína Ghost para conseguir outro corpo hospedeiro;
  • Nas HQs da Marvel, aparece como um anjo caído, tendo acasalado com Raziel e gerado o personagem Olivier Stoker;
  • Beleth é um grande antagonista na trilogia literária The Forsaken Comedy, de Kevin Kauffman.
Arte de ABeardedArtist


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16 de fevereiro de 2022

Motucu

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Motucu (também chamado Motocu) é uma malévola e misteriosa entidade oriundo das crenças do extinto povo indígena Manaó (ou Manaus), que habitou a região do rio Negro no Amazonas, antes da descoberta do Brasil pelos europeus.

Crido habitar as florestas, o Motucu possui os pés virados para trás assim como o Curupira, porém ao contrário deste, ele é uma criatura demoníaca cujo único propósito é promover a destruição por onde quer que passe, por meio de intensos incêndios que ele provoca enquanto caminha. Dizem que o Motucu é um profundo conhecedor dos atalhos das florestas, e usa esse conhecimento para se movimentar e espalhar suas chamas de um lado ao outro da mesma rapidamente, deixando para trás somente rochas e solos estéreis.

Arte de Vinícius Galhardo


fontes:
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo;
  • Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves.
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15 de fevereiro de 2022

Mebuyan

۞ ADM Sleipnir

Arte de Peter Valadon

Mebuyan é uma deusa da morte e do submundo pertencente à mitologia do povo bagobo, nas Filipinas. Ela é a governante de Banua Mebu'yan ("a cidade de Mebuyan"), para onde vão todas as crianças que morreram ainda na fase de amamentação. Mebuyan cuida de todas essas almas, amamentando-as até elas crescerem e poderem se juntar aos seus finados parentes em Gimokudan, o submundo bagobo. Para amamentar tantas almas, Mebuyan dispõe de um corpo repleto de seios.

De acordo com um mito, antes de ser chamar Mebuyan, ela era conhecida apenas como Tube’ka Lumabat (irmã de Lumabat). Lumabat é o deus bagobo do céu e seu irmão. Ele a convidou a se unir a ele no céu mas ela recusou, e segundo o mito, essa recusa foi o que deu início a mortalidade dos homens. Os irmãos entraram em conflito e assim permaneceram, até que Tube’ka Lumabat decidiu se retirar para Gimokudan, onde tornou-se a líder de Banua Mebu'yan e passou a se chamar Mebuyan. 

Em seu papel como deusa da morte, Mebuyan sacode um limoeiro localizado no submundo, cujo cada limão que cai dele ao ser sacudido representa a morte de alguém na terra. Se o limão cair maduro, uma pessoa velha morrerá  mas se o fruto cair verde, será um jovem que morrerá.

Arte de Kring Demetrio

fontes:
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14 de fevereiro de 2022

Arce

۞ ADM Sleipnir

Arte de Markus Stadlober

Arce (grego Αρκη, Arkê, "rápido" ou "arqueado") era na mitologia grega uma deusa que atuou como mensageira dos titãs durante a Titanomaquia, a guerra travada (e perdida) contra os deuses olímpicos. Ela era filha de Taumante (uma antiga divindade marinha descendente de Pontos e Gaia) com a oceânide/néfele Electra. Sua irmã, Íris, também era uma deusa mensageira, porém atuando ao lado dos deuses olímpicos.

Arce e Íris, Arte de Karen MacKenzie

Com a derrota dos titãs, Arce acabou sendo punida por Zeus por ter se aliado a eles. O rei dos deuses arrancou suas asas, e depois a lançou no Tártaro juntamente com a maioria dos titãs. Mais tarde, suas asas foram dadas a Peleu e Tétis como um presente no dia do casamento, e Tétis posteriormente fixou-as aos pés de seu filho Aquiles (daí vêm um de seus epítetos, Podarkes, “de pés rápidos")

Arce às vezes é associada ao segundo arco-íris, desbotado e às vezes visto na sombra do primeiro.

fonte:

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11 de fevereiro de 2022

Burach Bhadi

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Burach Bhadi (também conhecido como Wizard's Shackle"Manilha de bruxo") é uma espécie de sanguessuga (ou enguia, de acordo com algumas fontes) dita viver em lagos e canais das ilhas ocidentais da Escócia, onde se mantém escondidas e aguardam grandes presas passarem para atacarem e se alimentarem delas. Seus alvos preferidos são cavalos, mas os Burach Bhadi podem atacar ovelhas, cabras e até mesmo humanos.

Arte de @beastpaint

Enquanto sanguessugas comuns atingem cerca de meio metro de comprimento no máximo, um Burach Bhadi pode atingir entre 1,2 e 1,8 metros. Seu corpo é todo de coloração preta, o que os ajuda a se camuflarem no fundo d'água ou se esconder em meio a cardumes de peixes. Além disso, eles possuem nove olhos, que os permitem ter uma visão mais apurada de seus alvos.

Os Burach Bhadi possuem grande força física, sendo capazes de dominar suas vítimas e resistir a qualquer tentativa destas de se livrar do ataque. Suas vítimas, fracas pela quantidade de sangue que perdem e pelo cansaço da luta, acabam muitas vezes morrendo afogadas. Além de sua força, os Burach Bhadi são muito ágeis e velozes, nadando quase sem parar até encontrar sua próxima refeição. Caso não consiga encontrar uma presa para se alimentar, um Burach Badhi pode atacar sua própria espécie.

Embora seu habitat seja naturalmente aquático, um Burachi Bhadi pode visitar a terra firme em dias chuvosos, geralmente buscando migrar para outra fonte d'água ou para fins de acasalamento.

Arte de bell-bird

fontes:
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10 de fevereiro de 2022

Leraje

۞ ADM Sleipnir

Arte de Raul Maldonado

Leraje (também Leraye, LeraieLerajieLeraikhaLerayou, LorayOray) é de acordo com a demonologia um grande marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 14º dentre os 72 espíritos de Salomão.

De acordo com obras clássicas como o Pseudomonarchia daemonum, quando invocado, Leraje aparece diante de seu invocador como um galante arqueiro trajando um manto verde e carregando consigo uma arco e uma aljava. Algumas publicações modernas e relatos de pessoas que disseram tê-lo invocado afirmam que por baixo do manto verde, Leraje se revela tendo a aparência de uma bela mulher de traços egípcios e usando ornamentos de ouro.

Arte de AmonTigris

Sua especialidade é provocar grandes batalhas e conflitos, e ele faz com que os ferimentos causados por flechas apodreçam. Seus poderes de causar conflitos se estendem também a relacionamentos, podendo ser invocado com o propósito de estremecer e romper casamentos.

Alguns autores dizem que Leraje está associado ao signo de Sagitário. 
Selo nº1 de Leraje
Selo nº2 de Leraje


Cultura Popular
    • Assim como outros espíritos goetianos, Leraje aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, aparecendo também na franquia Bloodstained;
    • Leraje é ainda um inimigo presente na franquia Castlevania, aparecendo nos games Portrait of Ruin e Harmony of Despair. Porém, ao invés de portar arco e flechas, ele usa um rifle como arma;
    • Em Tome of Magic: Pact, Shadow e True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Leraje aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
    • No cardgame Yu-Gi-Oh!, há uma carta chamada "Leraje, o Deus da Arquearia";
    • No mangá e anime Chrono Crusade, há um personagem chamado Visconde Leriajie, subordinado do antagonista Aion;
    • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Leraje é um djinn feminino pertencente ao personagem Kouha Ren.


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        9 de fevereiro de 2022

        Casaca-de-ferro

         ۞ ADM Sleipnir

        Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

        O Casaca-de-ferro (ou Casaca de Ferro) é um fantasma presente no folclore de Minas Gerais, dito pertencer a um rico fazendeiro e dono de minas de ouro mineiro do séc XVIII e que após sua morte, passou a vigiar e proteger o tesouro que escondeu em sua propriedade enquanto vivo. Naquele tempo, era costume levar o ouro bruto para casas de fundição para transformá-los em barras, mas a viagem era cara e perigosa, e sem guarda-costas bem pagos e armados, a chance de ser roubado era extremamente alta. Apesar de poder arcar com esses custos, ele os evitava ao máximo, acumulando e escondendo o que podia.

        Além de se precaver contra possíveis roubos, ele também se precavia de ser atacado a qualquer momento em sua propriedade trajando uma espécie de armadura espanhola, ganhando assim a sua alcunha de Casaca-de-ferro. Um descuido, porém, faria com que ele acabasse perdendo a vida.

        Certo dia, dois homens suspeitos apareceram buscando emprego em sua fazenda. Apesar de seu fiel capataz, talvez a única pessoa em quem ele confiava de verdade, ter suspeitado deles e tentado alertá-lo para não recebê-los, o Casaca-de-ferro os admitiu. Passados alguns dias, chegou a festa de São Pedro  e a fazenda estava cheia de gente. Nela existia uma pequena capela, construída ao pé de uma grande figueira, e onde o Casaca-de-Ferro costumava rezar. Naquela noite, enquanto todos se divertiam na festa, ele se dirigiu até a capela para orar. Chegando à capela, ele se despiu de sua armadura e se ajoelhou perante uma imagem de São Pedro.

        Na festa, ouviu-se o estrondo de armas de fogo. Todos correram, e ao chegarem na capela, encontraram o Casaca-de-ferro estirado no chão e agonizando, morrendo poucas horas depois. Os dois homens que ele havia admitido na fazenda desapareceram e nunca mais foram vistos. Após sua morte, começaram os boatos de que seu espírito aparecia nos locais onde escondia seu tesouro, trajando sua armadura e um manto branco, e assustando aqueles que tentassem roubá-los. 

        Arte de Márcio Luiz Quedinho

        fontes:

        • http://www.terrabrasileira.com.br/folclore/f45-casaca.htmlen
        • http://resumos.netsaber.com.br/resumo-94466/lendas-brasileiras--o-casaca-de-ferro--sudeste-

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        8 de fevereiro de 2022

        Khonvoum

        ۞ ADM Sleipnir


        Khonvoum (Chorum, Khonuum, Khonvum, Kmvoum) é o deus supremo e criador pertencente à mitologia dos povos pigmeus de Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão e República do Congo. Ele é a divindade mais importante do panteão, e além  de um deus criador era também um deus da caça, conhecido como "o grande caçador". Ele carrega consigo um arco feito com duas cobras e que para os mortais parecem um arco-íris. 

        Khonvoum não faz contato com os humanos diretamente, mas por meio de um intermediário animal: ou através de um elefante chamado Gor ("O Trovão") ou através de um camaleão.

        A criação dos homens

        Após criar o mundo, Khonvoum baixou os primeiros humanos - os pigmeus - do céu para a Terra. Segundo algumas lendas, ele criou homens negros e brancos respectivamente de barro preto e branco, e os pigmeus do barro vermelho. Existem dez populações distintas de pigmeus na África: Aka, Ake, Baka, Benzele, Bongo, Efe, Gyelli, Mbuti, Tikar e Tswa. Eles tradicionalmente vivem como caçadores-coletores em algumas das florestas mais inóspitas da África. Khonvoum providencia para eles toda a vida animal e a exuberante vegetação da floresta para sustentar suas vidas.

        Renovando o sol

        A tarefa noturna de Khonvoum é a de renovar o Sol para que ele possa nascer novamente no dia seguinte. Para fazer isso, Khonvoum recolhe fragmentos das estrelas e as atira no Sol, revitalizando-o assim sua energia.

        Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

        fontes:
        • A Bíblia da Mitologia, de Sarah Bartlett;
        • African Mythology A to Z, 2ª Edição, de Patricia Ann Lynch e Jeremy Roberts;
        • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russel Coulter e Patricia Turner.
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        Ruby