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29 de maio de 2020

Chickcharney

۞ ADM Sleipnir



Chickcharney (também Chickcharnie ou Chickcharnee) é uma espécie de criatura mítica que se assemelha a um pássaro, especificamente uma coruja, e dita viver no subarquipélago de Andros, nas Bahamas. Ela possui cerca de um metro de altura, tendo dois braços com três dedos, três garras nas patas ao invés de cinco e grandes e penetrantes olhos vermelhos. Além disso, é coberta por penas tão finas que se assemelham a pelos. Supostamente, possui a capacidade de girar sua cabeça em 360 graus. É freqüentemente mencionado que os Chickcharneis possuem uma cauda preênsil que os ajuda a subirem nas árvores e alcançarem seus ninhos.


Chickcharneis são conhecidos por serem muito travessos e, por vezes, bastante agressivos. Dizem que se um viajante encontrar um Chickcharney, deve tratá-lo com gentileza. Aqueles que tratam bem o Chickcharney e lhe demonstram respeito são recompensados ​​com boa sorte, enquanto aqueles que não o fazem, ou pior ainda, os que zombam da criatura, terão azar e dificuldades. Se o Chickcharney se sentir especialmente ofendido por alguém, diz-se que a criatura torcerá violentamente o pescoço do mesmo. Conta-se que os nativos de Andros eram tão cautelosos com os Chickcharneis que muitas vezes carregavam consigo flores ou pedaços de pano de cores vivas para encantar as criaturas e dissuadi-las de atacar ou causar problemas.

Uma história narrando a ira dos Chickcharnies envolve um ex-primeiro ministro da Inglaterra, Neville Chamberlain. Segundo a história, Chamberlain assumiu a plantação de seu pai nas Bahamas e, ao chegar, promoveu o desmatamento desenfreado na região. Infelizmente para ele, parte da vegetação dizimada abrigava Chickcharnies, que imediatamente buscaram vingança. A plantação de Neville tornou-se um fracasso, gerando um enorme prejuízo financeiro no final, e os habitantes locais atribuíram esse infortúnio aos Chickcharnies. 

Alguns criptozoologistas crêem que os Chickcharneis sejam na verdade os últimos membros de uma espécie de coruja gigante extinta chamada Tyto pollens,que viveu nas Bahamas durante a última Era do Gelo.

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27 de maio de 2020

Banaspati

۞ ADM Sleipnir

Arte de Riki-to
Arte de Riki-to

Banaspati (ou Banaswati; também conhecido como Kemamang) é uma misteriosa entidade pertencente ao folclore da Indonésia, e cujos avistamentos são relatados desde tempos remotos até os dias de hoje. É comumente descrito como uma bola de fogo ou como um crânio/cabeça envolta em chamas e/ou rodeada por bolas de fogo. Algumas histórias o descrevem ainda como um vórtice de fogo ou como um ser humanóide com pele vermelha e chifres - uma descrição bastante semelhante ao Satanás das culturas ocidentais. 

O Banaspati é conhecido por assombrar as florestas e campos durante a noite, aparecendo repentinamente na frente das pessoas. Os relatos sobre suas ações variam bastante. Algumas histórias afirmam que ele dispara bolas de fogo, queimando pessoas e incendiando tudo ao seu redor; outras, que ele age como um vampiro, atacando as pessoas e sugando todo o seu sangue. Há ainda quem diga que ele se alimenta das emoções negativas de suas vítimas, principalmente o medo e a raiva.

Aqueles que encontram com um Banaspati possuem duas opções para escapar. Uma delas é fugir em direção à mushalla (pequena mesquita) mais próxima, rezando enquanto ainda estão correndo. A outra é correr e se atirar em algum rio próximo, já que como é uma entidade de chamas, não conseguirá entrar na água.

Arte de ArtsyFrancis

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25 de maio de 2020

Shug Monkey

۞ ADM Sleipnir


Arte de Willian Barnes
Shug Monkey é uma criatura espectral que de acordo com o folclore do Condado de Cambridge, na Inglaterra, teria assombrado encostas e estradas da região principalmente durante as décadas de 40 e 50. Ela foi descrita como uma criatura com características tanto de um cão como de um macaco, com olhos arregalados e brilhantes, coberta de pelos negros e capaz de andar sob duas ou quatro patas. Segundo relatos, parecia surgir e desaparecer na estrada como bem entendesse. Apesar de assustadores, os supostos encontros e avistamentos relatados não terminaram em nenhum tipo de ataque por parte da criatura.

O escritor e locutor local James Wentworth Day  (21 de abril de 1899 – 5 de janeiro de 1983), relatou as primeiras histórias do Shug Monkey em seu livro Here Are Ghosts and Witches (1954), onde o descreveu como uma curiosa variação de Black Shuck, outro famoso cão espectral do folclore de Cambridge.



Cultura Popular

Acredita-se que Zarude, um dos mais novos monstrinhos da franquia Pokémon, foi baseado no Shug Monkey. O mais recente game da franquia Pokemón (até o momento), Espada e Escudo, traz uma nova região chamada Galar, que de acordo com os criadores foi baseada no Reino Unido. Como é de praxe em Pokémon, muitos dos novos monstrinhos foram inspirados em lendas e no folclore da Grã-Bretanha.


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22 de maio de 2020

Voladoras

۞ ADM Sleipnir


De acordo com a mitologia chilota, as Voladoras são mulheres capazes de se transformarem em pássaros, e que atuam como ajudantes e mensageiras de bruxos e feiticeiros do arquipélago de Chiloé. Geralmente, são filhas de bruxos ou simplesmente mulheres leais a eles, as quais são ensinadas algumas artes mágicas. No entanto, são consideradas uma classe inferior a dos bruxos, e por isso, elas não são autorizadas a participar de todas as atividades relacionadas com a bruxaria, e muitos de seus segredos são vedados a elas.

Para se transformar em um pássaro, as Voladoras precisam passar por um processo secreto e mágico para aliviar seu corpo. Este processo consiste em beber uma poção mágica feita com azeite de lobo-marinho, que tão logo ingerida, faz com que a pessoa vomite suas vísceras. Essas vísceras são depositadas cuidadosamente dentro de um vaso de madeira de ameixa (chamado "lapa") e então são escondidas.



Por fim, o corpo da Voladora se transforma completamente em um pássaro pernalta conhecido como bauda, ​​e ela logo parte para cumprir sua missão. Durante seu voo, as Voladoras produzem um ruído bastante desagradável, considerado um prenúncio de alguma desgraça. Dizem que se um bauda pousa sob uma embarcação, é porque em breve ela terá alguém morto.

Entre as funções desempenhadas por uma Voladora, estão a de transportar mensagens dentro da comunidade de bruxos e também para pessoas relacionadas a eles. Geralmente, anunciam desgraças, levam o Duam (mensagem de vida e morte que os feiticeiros de Chiloé transmitem), e possuem permissão para matar aqueles que não atenderem a qualquer oferta que lhe for feita, desde que a oferta tenha sido feita durante a condução de seus deveres como Voladora.

As Voladoras devem terminar sua missão antes do amanhecer e devem engolir de volta seus intestinos para recuperar sua forma humana. Se por algum motivo uma Voladora for incapaz de recuperar suas entranhas no final da noite, ela ficará presa na forma de pássaro para sempre.



fontes:
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20 de maio de 2020

Dríades

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, as Dríades (do grego Δρυαδες, "carvalho") são as ninfas que habitam bosques e florestas. Devido ao seu nome, elas eram seres associados especificamente aos carvalhos, mas ao longo do tempo elas têm sido associadas às árvores em geral. De acordo com as lendas, cada dríade nasce juntamente com uma árvore, da qual ela se torna responsável por proteger. Além disso, suas vidas são diretamente ligadas com a de suas árvores; se a árvore perecer, a sua dríade morre junto com ela. Se a morte da árvore é causada por um mortal, os deuses o punem por esse ato. As dríades também punem qualquer mortal que de alguma forma faça mal as árvores.

Iconografia


Dríades costumam ser representadas como belas jovens, com cabelos de folhas verdes, olhos límpidos e dourados e o corpo revestido de musgos. Elas geralmente possuem um corpo independente de sua árvore, permitindo que elas se locomovam, mas limitadas ao espaço da árvore ou da floresta em que a árvore cresce. Dentre as habilidades de uma Dríade, estão a capacidade de falar com as plantas e animais e também de camuflar no meio das folhagens quando tímidas ou amedrontadas.


Arte de Tsabo6


Tipos de Dríades

Existem vários tipos de dríades associadas a árvores específicas. Abaixo, os principais:
  • Melíades: eram ninfas dos freixos. Elas nasceram quando Gaia foi impregnada pelo sangue de Urano, após ter sido castrado por Cronos. Elas se uniram aos homens da Idade da Prata - antes da criação da primeira mulher - e delas a humanidade foi descendente.
  • Oréades: eram ninfas das coníferas das montanhas. As mais velhas eram filhas dos cinco Dáctilos (cinco irmãos que viviam no monte Ida e a quem Réia entregou o bebê Zeus) com suas irmãs, as cinco Hecatérides, ninfas das danças rústicas. Gerações subsequentes foram descendentes delas e de seus irmãos, os Sátiros.
  • Hamadríades: eram ninfas de carvalhos e choupos. Um tipo específico de dríade, que eram unidas ao tronco das árvores em que nasciam, árvores estas geralmente localizadas à beira de rios ou em bosques sagrados.
Arte de NataliaSoleil

  • Epimélides: (também hamamelídes ou melídes): eram ninfas de macieiras e outras árvores frutíferas, e também ninfas protetoras de rebanhos, principalmente de ovelhas. A palavra grega melas - da qual deriva seu nome - significa tanto maçã quanto ovelha.
  • Dafnes (Daphnaie): eram ninfas dos loureiros. Um dos tipos mais raros de dríade.
Outros tipos de dríades incluem as Nymphai Aigeiroi (ninfas dos álamos), Ampeloi (ninfas das videiras), Balanis (ninfas do azevinho), Cariátides (ninfas das nogueiras), Kraneiai (de ninfas das cerejeiras), Moreai (ninfas da amoreira), Pteleai (ninfas do olmo) e Sykei (ninfas das figueiras).

Dríades Notórias


As dríades são atemporais e existiram muito antes do homem, e a humanidade interagiu com elas ao longo da história. Algumas ​​foram tomadas como esposas por homens; por exemplo Atlanteia e Febe, que eram esposas de Dánao, rei da Líbia. Deuses e filhos dos deuses também seduziram algumas.

Crisopeléia

Crisopeléia era uma hamadríade, que vivia na região da Arcádia. Um dia, Arcas, filho de Zeus e Calisto, caçava numa floresta da região quando começou uma forte chuva. A força da água era tanta que derrubou árvores e ameaçou o carvalho onde Crisopeléia vivia. A ninfa suplicou a Arcas que a ajudasse de alguma forma, pois sua vida estava atrelada a vida da maior árvore do local. Arcas então construiu rapidamente um dique para desviar a corrente de água que ameaçava o carvalho da ninfa. Em reconhecimento, Crisopeléia uniu-se a ele, dando-lhe dois filhos, Afidas e Elatos.

Dríope

A história de Dríope é confusa, geralmente se misturando com a de outras personagens de mesmo nome. Algumas versões afirmam que ela era uma bela virgem que, após ser violentada por Apolo, transformou-se em um álamo para escapar de sua luxúria. Outras afirmam que ela foi transformada em uma árvore após, sem saber, colher uma lótus que era na verdade outra ninfa, Lótis, também metamorfoseada para fugir de um perseguidor, Priapo.

Eurídice

Eurídice talvez seja a mais famosa das dríades. Apaixonou-se por Orfeu graças a beleza das músicas que tocava para ela. Ela e Orfeu se casaram, e ela era tão bonita que despertou a atenção de Aristeu, filho de Apolo. Aristeu a perseguiu, e na tentativa de fugir dele, Eurídice acabou sendo mordida por uma cobra venenosa e morreu. Orfeu lamentou amargamente sua morte e viajou para o submundo na tentativa de resgatá-la da morte. Com sua lira, fez o guardião do Tártaro Cérbero dormir e convenceu Hades a permitir que Eurídice voltasse com ele para o reino dos vivos. Hades permitiu, mas impôs uma condição. Orfeu não poderia olhar para trás até que ambos tivessem alcançado o mundo superior, ou Eurídice não teria permissão para deixar o submundo. No limiar do mundo dos vivos, Orfeu estava tão feliz que ele olhou de volta para compartilhar o momento com Eurídice. Imediatamente, Eurídice foi tragada de volta ao submundo.

Outras culturas

Os gregos não são a única cultura a associar os espíritos com as árvores. Muitas culturas animistas e pagãs possuem lendas e histórias sobre espíritos das árvores, e também associam árvores específicas com o bem ou o mal. Certas madeiras foram ditas serem mais auspiciosas do que outras para projetos como a construção de casas ou a confecção de bengalas, enquanto outros tipos de madeira eram supostamente amaldiçoadas ou azar de usar. 

Kodama do Japão, Ghillie Dhu da Escócia e Radandar da Suécia são exemplos de seres de outras tradições culturais com funções semelhantes as dríades. Na literatura moderna, uma série de adaptações do mito das dríades podem ser vistas, desde as mulheres de salgueiro em As Crônicas de Nárnia até os Ents de O Senhor dos Anéis.


Arte de scenesbycollen
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18 de maio de 2020

Ungaikyō

۞ ADM Sleipnir

Arte de orange8331

Ungaikyō (japonês: 雲外鏡 ou うんがいきょう,"espelho além das nuvens"é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (付喪神 - "espírito artefato"). Trata-se de um espelho assombrado que mostra demônios e monstros refletidos em sua superfície. O espírito que assombra esse espelho, assim como os incontáveis ​​espíritos que foram refletidos ao longo dos anos, podem manipular seu reflexo e fazer com que apareça como quiserem. As pessoas que olham para um ungaikyō podem ver refletido nele uma versão monstruosa de si mesmas. Segundo o folclore, elas também podem ser sugestionadas e influenciadas por ele, e até mesmo amaldiçoadas.

Arte de kinKaikii

Um ungaikyō também pode ser usado por humanos para aprisionar yokais. Isso seria feito da seguinte maneira: 
na décima quinta noite do oitavo mês do antigo calendário lunar, deve-se despejar água em um prato de cristal, de forma que este reflita a luz da lua cheia (antigamente, essa era uma maneira popular de admirar o reflexo do céu noturno). Depois, essa água é deve ser utilizada para se pintar a imagem de um yokai em um espelho. Dessa forma, o yokai desenhado passaria a habitar o espelho.

Origem

Ungaikyō aparece no livro Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro (百器徒然袋, "A Bolsa Ilustrada dos Cem Demônios Aleatórios" ou " Uma Horda de Utensílios Assombrados"), ilustrado por Toriyama Sekien, e o 4º livro de sua famosa série. Sekien baseou esse yokai em um espelho de um antigo mito chinês, espelho esse chamado shōmakyō ("espelho revelador de demônios"). Esse espelho possuía a capacidade de expor as verdadeiras formas de demônios disfarçados de humanos quando refletidos no espelho. De acordo com uma versão da lenda, o shōmakyō foi usado pelo rei Zhou da dinastia Shang para revelar que sua amada companheira Da Ji era na verdade uma de nove caudas, com a intenção de comandar seu reino através de suas depravações malignas.


Representação do Ungaikyō no Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro

Mais recentemente, o Ungaikyō tem sido descrito simplesmente como um espelho que, passados cem anos, adquiriu consciência e e transformou em um yokai (algo muito comum entre os tsukumogami). Ele também tem sido retratado como uma das muitas transformações realizadas por um tanuki. Ao sugar grandes quantidades de ar e inflar sua barriga, um tanuki é capaz de exibir uma imagem nela, semelhante a uma tela de televisão. No entanto, essa representação não está enraizada no folclore, mas vem de filmes de yokai feitos no final da década de 60. No entanto, essa representação pegou e continua sendo uma variação popular do ungaikyō em muitas produções.

Cultura Popular

O Ungaikyō aparece em vários mangás e animes japoneses, como Nurarihyon no Mago, GeGeGe no Kitaro e Yo-kai Watch. Em Nurarihyon no Mago, ele é retratado como um ser com cabeça de espelho e um corpo enfumaçado, que anda de bicicleta e é capaz de viajar através de espelhos, prendendo suas vítimas da mesma maneira. Se você olhar no espelho dele, você será morto no seu décimo terceiro aniversário.

Ungaikyō em Nurarihyon no Mago

fonte:
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15 de maio de 2020

Ithaqua

۞ ADM Sleipnir


Arte de Aria Wang
Ithaqua (também conhecido como "Caminhante do Vento" ou "Wendigo") é um criatura fictícia dos Mythos de Cthulhu de H. P. Lovecraft. Ela estreou na história curta "Ithaqua" de August Derleth, baseada no conto de Algernon Blackwood, "O Wendigo".

Ithaqua nos Mythos

Ithaqua é um dos Grandes Antigos e aparece como um horripilante gigante com uma forma grosseiramente humana e olhos vermelhos brilhantes. Ele foi reportado desde o ponto mais ao norte no Ártico até o sub-Ártico, onde os povos nativo-americanos o encontraram pela primeira vez. Acredita-se que ele espreita o lixo do Ártico, caçando viajantes incautos e matando-os de uma maneira horrível. Acredita-se que ele tenha inspirado a lenda nativa americana do Wendigo e possivelmente do Yeti.


Arte de Quest007

O culto de Ithaqua é pequeno, mas ele é muito temido no extremo norte. Temerosos habitantes da Sibéria e do Alasca geralmente deixam sacrifícios para Ithaqua como forma de apaziguamento. Aqueles que se juntam ao seu culto recebem imunidade a temperaturas extremamente baixas. Ithaqua costuma usar Shantaks, uma "raça menor" semelhante a dragões, como servos.

Ithaqua figura com destaque na série de livros de ficção de terror Titus Crow, de Brian Lumley, baseada na obra de Lovecraft, onde governa o mundo gélido de Borea. Nas obras de Lumley, Ithaqua periodicamente percorre os ventos do espaço entre a Terra e Borea. Ele captura suas vítimas indefesas e as leva para Borea, para que estas o adorem.

Ele frequentemente tenta se reproduzir com fêmeas humanóides, na esperança de gerar descendentes que possam superar suas próprias limitações, impostas pelos deuses antigos, e assim ajudar a libertar o resto dos Grandes Antigos. É sugerido que Ithaqua tenha o motivo oculto de desejar que a prole atenue sua amarga solidão, pois ele é o único de sua espécie. Até agora, nenhum de seus filhos sobreviventes o correspondeu, tendo todos eles se voltado contra Ithaqua em algum momento.

Arte de gomro
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13 de maio de 2020

Folkvang

۞ ADM Sleipnir


Folkvang (nórdico antigo Fólkvangr, "Campo do Povo", "Campo dos Exércitos", "Campo dos Anfitriões") é na mitologia nórdica a morada da deusa Freya em Asgard. É uma das quatro moradas pertencentes a deusas, sendo as outras Fensalir (onde Frigga mora), Helheim (morada de Hel) e Thrymheim (a residência de Skadi após a morte de seu pai). É mencionada na Edda Poética, compilada no século XIII a partir das fontes tradicionais mais antigas, e na Edda em Prosa, escrita no mesmo século por Snorri Sturluson. 

Segundo o Grímnismál, Freya leva para Folkvang metade dos Einherjar, os guerreiros mortos em batalha, após suas mortes. A outra metade vai para Valhalla, o famoso salão pertencente ao deus Odin. O poema não diz nada sobre quais critérios são usados ​ para determinar quem vai para Folkvang e quem vai para Valhalla. As fontes nórdicas antigas também não dizem nada sobre como era Folkvang, ou sobre o que os mortos faziam enquanto estavam lá. 

Existem fontes que afirmam que, enquanto Valhalla seria o local para onde vão os guerreiros, Folkvang é para bardos, artesãos e onde amantes separados pela morte se reúnem.


fonte:
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11 de maio de 2020

Badogiak

۞ ADM Sleipnir


Os Badogiak (também conhecidos pelos nomes Padogiyik, Petakiyik, Bed-day-yek, Pa-don-gi-ak, PedogiicKaqtukaq sing: Badogi, "Sete Trovões") são uma família de poderosos espíritos da tempestade pertencentes a mitologia dos povos Wabanaki (Penobscot, Abenaki, Maliseet e Passamaquoddy)Badogiak são guerreiros ferozes, e dizem que os trovões são causados pelo som de suas batalhas, enquanto os raios saem de seus olhos. 

Segundo algumas lendas, eles são um grupo de sete irmãos; de acordo com outras, existe uma tribo inteira deles. Como outros espíritos climáticos presentes na mitologia dos povos Wabanaki, os Badogiak estão associados a pássaros, mas geralmente aparecem em forma humana (como homens com asas de pássaro, às vezes com longos cabelos dourados), e em muitas histórias o clã deles se casa com membros do povo wabanaki.

Arte de windfalcon

fonte:
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8 de maio de 2020

۞ ADM Sleipnir


No folclore escandinavo, um é um espírito guardião de um local ou relevo em particular, bastante similares as ninfas da mitologia grega. Existem diferentes espécies de rå, sendo geralmente distinguidos de acordo com as diferentes esferas da natureza com as quais estão conectados, como Skogsrå ou Huldra (florestas), Sjörå (águas doces) ou Havsrå (águas salgadas) e Bergsrå (montanhas).

De acordo com antigas crenças escandinavas, todos os objetos, plantas e animais possuíam seu próprio Rå. Eles também podem ter poder sobre áreas projetadas por seres humanos, como o Skeppsrået (espírito do navio) e o Gruvrået (espírito da mina). 

Arte de HiperonCraser
Os Rå's não eram apenas conhecidos na cultura escandinava, mas também na cultura Sami, onde eram conhecidos como radie. Embora Rå's específicos, como o Skogsrå e o Bergsrå, fossem normalmente definidos como femininos, os rå's no geral podem ser masculinos e femininos. 

Era muito importante manter um bom relacionamento com eles, uma vez que detinham poder sobre as forças da natureza e sob os animais pertencentes a ela. Aqueles que desrespeitam seu território podiam ser punidos de diversas formas, desde uma maré de azar até mesmo a morte certa.


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6 de maio de 2020

Hatmehit

۞ ADM Sleipnir


Arte de Amelie Pormier
Hatmehit (ou Hatmehyt) era uma deusa-peixe da mitologia egípcia, associada ao 16° nomo do Baixo Egito, e tendo sido cultuada na área ao redor da cidade de Djedet (mais conhecida pelo seu nome grego, Mendes). Seu nome é traduzido como "A Que Está À Frente Dos Peixes" ou "Governante dos Peixes". Hatmehit era originalmente uma deificação do rio Nilo, e como uma deusa da água, representa vida e proteção.

Na antiga arte egípcia, Hatmehit foi retratada como um peixe, ou como uma mulher com um emblema ou coroa de peixe em sua cabeça, ou ainda como uma mulher com cabeça de peixe.



Eventualmente, Hatmehit ficou conhecida como a consorte do deus carneiro Banebdjed (um aspecto de Osíris), que mais tarde usurpou seu papel como a principal divindade de Mendes. Hatmehit também passou a ser conhecida como a forma feminina de seu marido, inclusive os dois as vezes eram fundidos, passando a se chamar Banebdjedet. Eles tiveram um filho chamado Harpócrates (um aspecto de Hórus), e juntos, os três formaram o que é conhecido como a Tríade Mendesiana.

Na Época Baixa do Egito, Hatmehit foi associada ao relato da morte de Osíris, participando nas buscas de partes do corpo deste deus. Consequentemente, foi identificada com a deusa ÍsisHatmehit Também possuía conexões com Hathor, uma das divindades mais antigas do Egito, que também era chamada de Mehet-Weret ("grande inundação"). 


Arte de med-val

fontes:
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4 de maio de 2020

Rhan-Tegoth

۞ ADM Sleipnir

Arte de highdarktemplar para o cardgame Mitos y Leyendas

Rhan-Tegoth (também chamado de "Terror dos Hominídeos" e "O do Trono de Marfim") é uma deidade fictícia presente nos Mitos de Cthullu, aparecendo pela primeira vez no conto "O Horror no Museu" de 1932, de H. P. Lovecraft Hazel Heald. Foi criado por Lovecraft e Hazel, e desenvolvido por Lin Carter; Laurence J. Cornford e Chaosium.

Um dos Grandes Antigos, Rhan-Tegoth é descrito como sendo um enorme inseto medindo cerca de 5 metros de altura, com um tronco em forma de barril de onde saem seis apêndices terminando em pinças semelhantes a garras. Sua cabeça quase esférica é coberta com filamentos ou antenas parecidas com pêlos, um probóscide semelhante a um tentáculo e três olhos pequenos e lustrosos. Dizem que é uma criatura de pouco poder, embora pelos imensos padrões dos Grandes Antigos isso seja certamente uma coisa relativa, e Rhan-Tegoth ainda é muito mais poderoso do que qualquer humano pode imaginar.

Arte de Orm-Z-Gor


História

Originário do planeta Yuggoth, Rhan-Tegoth chegou a Terra há cerca de 3 milhões de anos atrás e se estabeleceu na região do Ártico, onde foi adorado pelos Gnophkeh, uma raça de criaturas canibais que lá habitavam. Eventualmente os gnophkeh se afastam dele e migraram para outras regiões temendo sua influência. Rhan-Tegoth então entrou em um estado de hibernação, tornado-se uma espécie de estátua viva, e assim permaneceu por milhares e milhares de anos.

No ano de 1926, o corpo de Rhan-Tegoth foi encontrado por um homem chamado George Rogers, dono de um museu de cera especializado em esculturas grotescas e perturbadoras, que passou a exibir o corpo do ser como uma de suas exposições. Rogers lentamente começou a perder a cabeça com a influência insidiosa do Grande Antigo, até começar a realizar sacrifícios a ele. No fim, Rhan-Tegoth acabou matando Rogers, e depois desapareceu. Ele foi avistado em Sheffield, Inglaterra, na década de 80 e, novamente, nos Estados Unidos, na década de 90, mas seu paradeiro atual é desconhecido.


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1 de maio de 2020

Mourioche

۞ ADM Sleipnir

Arte de Marcos Morales
O Mourioche é um espírito malicioso originário do folclore da Bretanha, região localizada no extremo noroeste da França. Ele é conhecido por possuir a capacidade de mudar de forma, ou até mesmo possuir o corpo de alguém morto recentemente.

Alguns dizem que o Mourioche já foi uma pessoa versada nas artes das trevas, e que teria vendido sua alma em troca de uma poção mágica; outros acham que essa pessoa foi na verdade atingida por uma maldição semelhante à dos lobisomens, ganhando a capacidade de mudar de forma, porém sem o controle de suas ações. Há ainda quem afirme que o Mourioche é na verdade o próprio diabo.

Conta-se que o Mourioche assombra a Bretanha há séculos, espalhando seu terrível senso de humor ao longo das costas de Côtes-d'Armor e dos lagos de Jugon-les-Lacs. Ele adora usar seus poderes de maneiras criativas para assustar todo o tipo de pessoa que cruza seu caminho. Como um metamorfo, não há fim para as formas que o Mourioche pode assumir. Quando está em terra firme é geralmente visto na forma de um cavalo, porco, vaca ou ovelha, geralmente com um par de braços musculosos no torso, enquanto prefere a forma de cavalo-marinho quando está na água.


O Mourioche possui hábitos noturnos, preferindo atacar viajantes desavisados enquanto caminham tarde da noite. Assim como o Kelpie  e o Each-uisge, ele pode aparecer como um cavalo à beira da estrada, esperando que alguém o monte. Assim que uma pessoa o monta, ela fica presa a ele, que por sua vez galopa até um lago ou o mar, onde afoga aqueles que o montaram, enquanto sua risada aterrorizante ecoa na escuridão. Algumas histórias dizem que o Moriouche pode levar inúmeras pessoas em suas costas, e que sua coluna se estende para dar lugar a quantos forem possíveis carregar.

Em outras ocasiões, o Mourioche prefere lutar com os transeuntes, agarrando suas vítimas e lançando-as em valas cheias de lama. Ele também pode pular nas costas de homens e forçá-los a carregá-lo até que caiam no chão exaustos, e durante a lua nova, quando a escuridão é mais densa, ele segue as pessoas ao longo da estrada, mudando de forma toda vez que elas olham para ele. No entanto, uma das "brincadeiras" mais cruéis que o Mourioche pode fazer é possuir o corpo de alguém recentemente falecido para gritar insultos contra a família do mesmo e correr atrás das crianças presentes no velório para assustá-las.

Apesar de não se conhecerem métodos para prevenir que um Mourioche o ataque, algumas histórias relatam que ele teme aqueles que não tem medo dele e o enfrentam. Uma dessas histórias conta que certa vez um alfaiate montou em suas costas, e então foi conduzido pelo Mourioche até um lago onde seria afogado. Não conseguindo se soltar do Mourioche, o alfaiate ameaçou cortar suas orelhas com uma tesoura. Imediatamente, o Mourioche o devolveu a terra firme e fugiu.

Arte de Book of Creatures

fontes:
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Ruby