9 de abril de 2021

As Principais Diferenças entre a Mitologia Nórdica e sua Versão Marvel

۞ ADM Sleipnir


No início da década de 1960, a Marvel deu início às histórias de Thor e de todo o seu universo relacionado, numa tentativa de trazer algo novo e revitalizado para as suas publicações, e também para se diferenciar da DC (Detective Comics), que há pelo menos 20 anos já vinha usando e abusando da mitologia grega em suas histórias. Passados 60 anos, muitas histórias foram contadas, e também houveram muitas adaptações para tornar o material e os personagens mais atrativos para o público. Nessa postagem, trarei as principais diferenças encontradas na mitologia nórdica apresentada pela Marvel e a mitologia original.



Na mitologia nórdica, Thor é descrito e geralmente representado como um homem forte, ruivo e barbudo, enquanto sua versão em quadrinhos e nos cinemas é loira. Enquanto na ficção ele usa seu martelo Mjolnir para se projetar aos céus e voar, na mitologia ele usava uma carruagem puxada por dois bodes, chamados Tannsgrisnir e Tanngnjóstr. Além disso, o Thor mitológico só conseguia utilizar seu martelo graças a um par de luvas chamados Járngreipr e um cinto especial chamado Megingjord, enquanto o dos quadrinhos/cinema precisa apesar ser considerado digno pelo martelo para ser capaz de empunhá-lo. O Thor mitológico também nunca foi punido por Odin e obrigado a viver na Terra por um tempo.



Apesar da versão Marvel de Loki ser apresentada como um ser maligno e perverso na maior parte do tempo, o Loki mitológico é visto mais como um trickster (trapaceiro), cujas ações ora beneficiam, ora prejudicam os deuses. Seus pais são os gigantes de gelo Fárbauti (pai) e Laufey (mãe), porém nas histórias da Marvel, por algum motivo o sexo de seus pais foram trocados, sendo Laufey seu pai e Fárbauti sua mãe. Na mitologia e nos quadrinhos, Loki é pai da deusa da morte Hel/Hela, porém na versão cinematográfica do personagem, foi tomada a decisão de tornar Odin o pai da deusa dos mortos, talvez para não causar um estranhamento ao público que não está acostumado com a mitologia.



O Odin do universo Marvel é um ser sábio, poderoso e amante da paz, que tenta governar Asgard de forma justa e pacífica. Se esse Odin esbarrasse com o Odin mitológico, provavelmente levaria uma surra. O Odin original era um deus da guerra que não dava a mínima para a justiça, a lei ou a paz. Ele ama a guerra e adora começar lutas.

O Odin mitológico era uma divindade tanto amada quanto temida - ele era inconstante, cruel,e traiçoeiro. Trocou seu olho esquerdo por conhecimento e magia, tornando-se um grande seidr (xamã). Já o Odin da Marvel é usuário de um poder vago, porém massivo, chamado Odinforce (Força Odin), a qual ele pode usar para fazer quase tudo que um escritor precisar dele, mas que também precisa ser recarregado de vez em quando com o Sono de Odin - não por acaso, a oportunidade perfeita para o malvado Loki dos quadrinhos agendar a maioria de seus esquemas.



A Sif do universo Marvel é uma personagem bem explorada, sendo uma guerreira, capaz de enfrentar inimigos variados. Ostentando belos cabelos negros, ela é um dos interesses românticos de Thor. Já a Sif mitológica é esposa de Thor, e uma deusa das colheitas e da fertilidade. Porém, a parte da guerreira é inexistente nos mitos. Outra diferença para a sua versão Marvel é que ela possuía cabelos loiros, pelo menos até o dia em que Loki, em uma de suas peças, os cortou. Ela ficou tão deprimida com o ocorrido que fez com que todas as colheitas se tornassem infrutíferas. Thor obrigou Loki a pedir aos anões Brokk e Eitri para fazerem um novo cabelo para ela, feito com fios de ouro.



Balder é na mitologia nórdica o mais belo e gracioso dos deuses, sendo amado por todos, com a exceção de Loki. O deus da trapaça acaba bolando uma trama que termina com a morte do deus, e para que pudesse ser ressuscitado, a deusa Hel exigiu que todos os seres vivos chorassem por ele. Como não deve ser surpresa para ninguém, Loki (disfarçado como uma velha mulher) foi o único que não chorou, selando o destino de Balder e dando partida nos eventos que culminarão no Ragnarok. Nos quadrinhos, Loki realiza o mesmo assassinato, mas Balder é ressuscitado com sucesso. Porém, com o passar dos anos Balder é relegado ao papel de ser uma versão menos importante e poderosa que seu irmão Thor.

Os Gigantes de Gelo


Os jotuns, gigantes de gelo da mitologia nórdica e inimigos dos deuses desde o início da criação, costumam ser retratados nos quadrinhos como seres cruéis mas com inteligência reduzida, quase sempre manipulados por Loki para tentar destruir Asgard. Na mitologia, porém, eles são seres geralmente sábios e poderosos, verdadeiras divindades da natureza. O próprio Loki passou por maus bocados na mão de alguns deles, como Thiazi e Geirrod.



A principal diferença entre o Ragnarok mitológico e o dos quadrinhos é que enquanto um possui consequências definitivas para a maioria dos envolvidos, o outro serve como recurso para resetar as histórias do deus do trovão e começá-las do zero. Nos quadrinhos, o Ragnarok já aconteceu várias vezes. O primeiro Ragnarok ocorreu ainda nos primeiros anos das publicações de Thor, em 1966. Aconteceu novamente nos anos 80, quando Surtur deu as caras nas histórias escritas pelo roterista Walt Simonson, e novamente em 2004, quando Loki criou várias cópias do Mjolnir e montou um exército para destruir Asgard com eles.

Personagens Originais


Dentre muitos personagens adaptados da mitologia nórdica, houveram também varias criações feitas por Stan Lee e outros especialmente para o seu universo, sem serem baseados em nenhum mito nórdico. Os três guerreiros Fandral, Volstagg e Hogun, por exemplo, foram baseados nos Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, com suas aparências sendo inspiradas respectivamente no ator Errol Flynn, no personagem de Shakespeare Falstaff e no ator Charles Bronson. No lado dos vilões, apesar de termos Hela e Surtur, há também vários originais com a Encantor, Skurge, Malekith, Kurse e o Destruidor.


Apoie nosso trabalho! Deixe um comentário, dê sugestões, elogie, critique. Mantenha o blog vivo. Siga-nos também no instagram @portaldosmitos

7 de abril de 2021

Boca-de-Ouro

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Leo Fernandes

O Boca-de-Ouro é uma misteriosa e famosa figura fantasmagórica pertencente ao folclore de Recife, dita assombrar boêmios solitários durante a madrugada. Os primeiros relatos de suas aparições são datados do início do século XX, e até hoje costumam ocorrer. Além disso, apesar de ser uma assombração famosa no Recife, existem relatos de sua aparição em outras cidades brasileiras.

Segundo descrições daqueles que já foram abordados pelo Boca-de-Ouro, trata-se de um ser trajando calças e um paletó brancos, sapatos bem engraxados e um chapéu estilo Panamá. Aparece durante a madrugada caminhando vagarosamente enquanto fuma um cigarro. Ao encontrar um caminhante solitário pelo caminho, pede-lhe fogo para acender um cigarro. Tendo ou não um fósforo ou isqueiro para oferecer, a pessoa acaba tomando um grande susto quando percebe que o misterioso boêmio possui uma face semelhante a de um cadáver apodrecido, além de exalar um forte cheiro de enxofre. Nesse momento, ele solta uma gargalhada medonha, exibindo sua boca repleta de dentes de ouro. 

Imagem da HQ Algumas Assombrações do Recife Velho, de André Balaio e Roberto Beltrão,
baseada na obra de Gilberto Freye, e à venda na Amazon

Semelhante ao clássico vilão da franquia Sexta Feira 13, Jason Voorhees, não tem como fugir da perseguição do Boca-de-Ouro. Sua vítima pode correr o quanto quiser que, assim que ela parar para recuperar o fôlego, se deparará com o Boca-de-Ouro à poucos metros dela, rindo e exibindo seus dentes dourados. Isso se repete esquina após esquina, até que a sua vítima caia exaurida no chão e apague. Ao amanhecer, a vítima é encontrada desmaiada no chão, e ao ser socorrida pelos transeuntes, relata o seu encontro com o Boca-de-Ouro, o que quase nunca é levado à sério pelas pessoas. 

O Boca-de-Ouro parece atormentar somente homens, bêbados ou não, caminhando solitários pela madrugada. Não existem relatos de casais ou grupos maiores de pessoas que tenham encontrado-o. 

fonte:

Apoie nosso trabalho! Deixe um comentário, dê sugestões, elogie, critique. Mantenha o blog vivo. Siga-nos também no instagram @portaldosmitos

5 de abril de 2021

Referências Mitológicas em One Piece - Parte II

 ۞ ADM Sleipnir

Essa postagem é uma continuação das Referências Mitológicas em One Piece, publicada por mim em 2018. A primeira postagem ficou grande demais, e passados três anos desde a sua publicação, muitas novas referências surgiram. Quem acompanha o Arco de Wano vai se identificar mais com essa postagem, pois a maioria das referências foram tiradas dele.

Kurozumi Orochi (Yamata no Orochi)


Kurozumi Orochi é o antagonista secundário do Arco País de Wano e foi o último shogun do país, além de ter sido um aliado de Kaido, um dos Yonkou, até que Kaido o traiu e o "matou" por seu Projeto Nova OnigashimaOrochi comeu a Hebi Hebi no Mi, Modelo: Yamata no Orochi, uma Akuma no Mi do tipo Zoan Mítico que permite que ele se transforme em uma serpente completa de oito cabeças e em uma forma híbrida de serpente e humano com oito cabeças à vontade.  Yamata no Orochi é um lendário dragão de oito cabeças da mitologia japonesa, morto pelo deus das tempestades Susanoo




Tenguyama Hitetsu (Tengu)


Tenguyama Hitetsu é um dos personagens surgidos no arco de Wano. Trata-se de um espadachim, descendente do lendário espadachim Kotetsu, além de ser colecionador de bonecas kokeshi.  Ele mora com Tama nas ruínas da Vila Amigasa na região de Kuri, no País de Wano. 

Seu visual foi inspirado em um Tengu, um tipo de criatura encontrada no folclore japonês que é retratada com características humanas e aviárias, sendo geralmente retratada como tendo asas e narizes anormalmente longos.



Kawamatsu (Kappa)


Kawamatsu, "o Kappa", é um samurai do País de Wano que serviu Kozuki Oden até a morte deste, 20 anos atrás e é um dos Nove Bainhas Vermelhas. O personagem foi inspirado no yokai aquático Kappa. Kappas se assemelham a anfíbios, possuindo baixa estatura, pele  viscosa, cascos de tartaruga e uma espécie de disco ou depressão cheia de água no topo da cabeça. Essa reserva de água é necessária para que o Kappa possa manter seus poderes sobrenaturais quando estiver fora d’água.

Kaido (Oni, Seiryu (Qinglong), Koi e Koi-ryuu)


Kaido, conhecido pelas alcunhas de Kaido das Bestas e a Criatura Mais Forte do Mundo, é o Capitão dos Piratas das Bestas e um dos Yonkou que governam o Novo Mundo. Sua forma normal foi inspirada nos Onis, demônios yokai geralmente retratados como figuras corpulenta nas cores vermelha, azul ou branca, com um ou mais chifres crescendo em suas cabeças e carregando um kanabō (uma espécie de bastão de metal ou madeira).


A Akuma no Mi de Kaido é a Zoan Mítica Fruta do Peixe (Uo Uo no Mi), Modelo Dragão (Seiryu), a qual permite que ele se transforme em um dragão azul serpentino completo e em um híbrido de dragão-humano à vontade. Seiryu é o nome japonês de Qinglong, uma das quatro criaturas mitológicas chinesas que representam as quatro direções cardeais, com Qinglong representando o leste. Já a idéia por trás da fruta foi inspirada na lenda chinesa do Portão do Dragão. De acordo com esta lenda, no Rio Amarelo, tem uma cachoeira denominada "Portão do Dragão", e se as carpas (Koi, em japonês) nadassem contra a correnteza e conseguissem chegar ao topo dessa cachoeira, elas seriam transformadas em dragões (Koi-ryuu, dragão-carpa, em japonês) como recompensa pelos seus esforços.



O Ataque de Kaido, "Kouzanze Ragunaraku" (Ragnarok)


No capítulo 1009 do mangá, Kaidou utiliza contra Luffy um ataque chamado Kouzanze Ragunaraku (降三引奈落, literalmente "Ragnarok de Três mundos"), no qual ele gira seu Kanabo enquanto um monte de trovões negros saem dele antes de atingir o protagonista. O nome do golpe faz referência ao Ragnarok nórdico, onde uma série de eventos culminarão no fim do mundo.

Soru Soru no Mi da Big Mon (Tsukumogamis)

A habilidade da Soru Soru no Mi de Big Mom permite que ela dê vida à objetos inanimados. Além dos seus minions habituais (Zeus e Prometeus, citados na postagem anterior), durante sua presença em Onigashima ela deu vida a inúmeros objetos, todos eles fazendo referências a yokais do folclore japonês. Dentre vários, podemos identificar Bakezōri, Biwa-bokuboku, Boroboroton, Chōchinobake, Kasa-obake e Shamichoro.


Black Maria (Jorō-gumo)


Black Maria é uma integrante do Tobiroppo, esquadrão de elite dos Piratas das Feras abaixo apenas de Kaido e das Três Calamidades, e possui seu próprio bordel em Onigashima, perto da mansão de Kaido. Com o objetivo de capturar Nico Robin para que sirva à Kaido como interprete dos poneglifos, ela atrai Sanji e facilmente o manipula usando-o como isca. 

Black Maria comeu a Kumo Kumo no Mi, Modelo: Rosamygale Grauvogeli, que permite que ela se transforme em uma versão híbrida e completa de aranha. A personagem foi inspirada em Jorō-gumo, uma aranha yokai capaz de se transformar em uma bela mulher a fim de atrair e capturar homens desavisados ​​como presas.




Hihimaru (Hihi)

Hihimaru é o babuíno que Luffy conheceu quando chegou pela primeira vez em Wano Kuni. Ele era propriedade de Holdem, uma das estrelas dos Piratas das Feras e atuava como guarda para eles, antes de ser domesticado por Tama. Hihimaru foi inspirado em Hihi, um yokai macaco originado da mitologia chinesa. Este yokai é conhecido por se alimentar de animais e também de humanos caso tenha a oportunidade. Além disso, eventualmente sequestra mulheres humanas, e segundo a lenda, para escapar dele é necessário fazê-lo rir. O som de sua risada é a origem de seu nome, "hihi".


Kamazo (Shinigami)

Os Shinigamis são deuses ou espíritos sobrenaturais que conduzem os humanos à morte em certos aspectos da religião e cultura japonesas. Quando Killer estava atuando à serviço de Orochi sob o disfarce de Kamazo, ele foi enviado para matar qualquer um que Orochi considerasse um inimigo ou incômodo. “Kama” pode significar “foice” em japonês, e é um símbolo comumente associado aos espíritos da morte, não só os da cultura japonesa mas de todo o mundo.


Orochi Oniwabanshu e Mimawarigumi (Shichi Fukujin)

O Orochi Oniwabanshu é um esquadrão ninja que servia a Kurozumi Orochi, o último shogun de Wano.  Após a aparente morte de Orochi pelas mãos de Kaido, o Orochi Oniwabanshu jurou lealdade a Kaido, efetivamente tornando-se parte dos Piratas das Feras.

Vários dos membros do Orochi Oniwabanshu recebem nomes baseados nos Sete Deuses da Sorte (Shichi Fukujin): Fukurokuju, Daikoku, Bishamon e Jigoku Benten. Ebisu é usado como o nome de uma aldeia Wano Kuni. Já Hotei é o capitão do Mimawarigumi, esquadrão samurai que também servia a Orochi. Ainda existem alguns personagens sem nome no Mimawarigumi, então é provavel que um dos personagens se chamaria Jurōjin e outro possivelmente se chama Kichijōten.


Fujin e Raijin (Fujin e Raijin)

Fujin e Raijin são outros dois personagens que fazem parte do Orochi Oniwabanshu, e como seus nomes sugerem, foram baseados nos deuses xintoístas Fujin e RaijinFujin é o deus  do vento e um dos deuses xintoístas mais antigos, enquanto Raijin é o deus dos raios, trovões e tempestades. Na arte japonesa, Fujin e Raijin são frequentemente retratados juntos.

Assim como o deus Fujin, o personagem Fujin carrega consigo uma bolsa de vento. No caso de Raijin, as bolas de fogo ativas no anel que ele usa se parecem com o anel de tambores taiko que o deus Raijin possui.


Hyogoro (Fudo-Myo)

Hyogoro, conhecido como Hyogoro das Flores, é o ex- chefe da yakuza mais famoso no país de Wano durante o reinado da Família Kozuki. Durante o xogunato de Kurozumi Orochi, ele foi preso nas minas de prisioneiros de Udon até ser libertado por Monkey D. Luffy. Seu visual de 20 anos atrás foi inspirado na deidade budista Acala (Fudo-myo).


Sarahebi (Nure-Onna e Rokurokubi)

Sarahebi é uma dos das Piratas das Feras, e professora na capital das flores, onde ensina as crianças que o Clã Kozuki é malvado e que Orochi é o herói do país de Wano. Ela parece carismática o suficiente para que as crianças aceitem suas palestras. Sarahebi consumiu uma SMILE que lhe deu feições de serpente e poderes que permitem esticar seu pescoço, da mesma forma que o yokai RokurokubiSara-hebi também é outro nome para o yokai Nure-onna.


Komatori (Basan)

Komatori é uma raça gigante de frangos com cristas e papilhas flamejantes, utilizada como montaria em Wano. Kin'emon e Inuarashi foram vistos montando essas aves na execução de Shimotsuki Yasuie. Essas montarias foram baseadas no Basan, uma espécie de frango yokai cuspidor de fogo.


Komashika (Qilin/Kirin)

Um Komashika é uma criatura parecida com um cervo com dentes afiados, chifres largamente curvos, pêlo manchado em suas pernas, além de ter uma crina e sombrancelhas semelhantes à chamas. Basil Hawkins montava um Komashika quando ele confrontou Luffy e Zoro no deserto. Seu visual foi inspirado no Kirin (japonês, Qilin na China), uma criatura quimérica que simboliza bons presságios. 


Komachiyo (Komainu)

Komachiyo é um animal encontrado por Luffy logo em sua chegada ao País de Wano. Na ocasião ele enfrentava o babuíno Hihimaru para proteger Tama. Komachiyo assemelhasse a um enorme cão com um corpo leonino, além de uma cauda e uma crina semelhantes a chamas. Komachiyo foi inspirado em um Komainu, criatura meio leão, meio cão e tida como guardiã dos santuários e templos xintoístas japoneses. Normalmente estátuas de Komainu são colocadas em pares nas entradas dos templos.


Komagitsune (Kitsune)

Um Komagitsune é uma raposa com crina e cauda semelhantes a chamas. O único komagitsune apresentado na obra até então é Onimaru, que foi companheiro do falecido Shimotsuki Ushimaru e mais tarde se tornou um aliado de Kawamatsu. Onimaru é capaz de assumir uma forma humana, na qual ele assume o nome de Gyukimaru. Não se sabe se esta é uma habilidade natural de um komagitsune ou se Onimaru a ganhou por outros meios. 

No folclore japonês, Kitsunes são raposas yokais que, entre outras habilidades, possuem a capacidade de assumir a forma humana.

Ushimitsu Kozo (Nezumi Kozō)

Nezumi Kozō é um ladrão japonês e um herói popular (semelhante a Robin Hood) que viveu durante o período Edo. Nezumi Kozō significa “menino rato”. O personagem Denjiro, sob o pseudônimo de Ushimitsu Kozo desempenhou um papel semelhante em Wano, roubando os ricos e corruptos e distribuindo aos pobres. 



Wanizame (Wani)

Wanizame é um monstro marinho gigante com características de crocodilo e tubarão visto por Luffy enquanto perseguia um tigre e um javali. Jack, um dos Grandes Astros dos Piratas das Feras, usou um Wanizame como montaria quando confrontou Shutenmaru na cidade de Okobore.

A criatura foi baseada em um Wani, monstro marinho da mitologia japonesa similar a um dragão, e com papel na história mitológica da fundação do Japão.



Bunbuku (Tanuki)


Bunbuku era originalmente um bule de propriedade de Tenguyama Hitetsu, mas após  consumir a Inu Inu no Mi, Modelo: Tanuki, ele ganhou vida. O personagem foi baseado na história folclórica japonesa “Bunbuku Chagama”, mas na história era um Tanuki que se transformava em um bule. 


As Espadas Enma e Ame-no-Habakiri (Enma / Ame-no-Habakiri)

Essas duas espadas pertenceram ao antigo shogun de Wano, Kozuki Oden. Hoje, Enma está em posse de Roronoa Zoro, enquanto Ame-no-Habakiri foi deixada como herança o filho de Oden, Kozuki Momonosuke. Enquanto Enma é descrita como sendo capaz de "atravessar o inferno", Ame-no-Habakiri é dita ser capaz de "fatiar o céu".

Ame-no-Habakiri é o nome da lâmina que o deus Susanoo usou para matar Yamata no Orochi, enquanto Enma é o nome do governante do Inferno no budismo.

Ashura Doji (Shuten-dōji)

Ashura Doji era o criminoso mais perigoso da região sem lei de Kuri. Após ser derrotado por Oden, juntou-se a ele para se tornar um dos seus Nove Bainhas Vermelhas. Após a morte de Oden, Ashura Doji voltou a ser um criminoso sob o nome de Shutenmaru e se tornou o líder dos Bandidos do Monte Atama.

Esse personagem foi inspirado em Shuten-dōji, um mítico oni considerado um dos três yokais mais malignos de todo o folclore japonês, e dito habitar o Monte Ōe. Seu nome significa "pequeno bêbado", e seria um descendente da serpente de oito cabeças Yamata no Orochi.


Kozuki Oden (Kintarō)

Kintarō é um herói popular do folclore japonês. Trata-se de uma criança de força sobre-humana e amiga dos animais da montanha, e que na vida adulta ajudou a derrotar Shuten-dōji e pondo fim ao terror que o mesmo impunha na região ao redor do Monte Ōe.

Eichiiro Oda estabeleceu um interessante paralelo entre Kintaro e Kozuki Oden. Oden possuía força sobre-humana desde criança, era amigo de párias e animais (sendo capaz de entender Reis do Mares e animais antigos), e o homem responsável por derrotar Ashura Doji e colocar a região sem lei de Kuri sob seu controle.

Apoie nosso trabalho! Deixe um comentário, dê sugestões, elogie, critique. Mantenha o blog vivo. Siga-nos também no instagram @portaldosmitos
Ruby