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23 de setembro de 2021

Pamarindo

۞ ADM Sleipnir

Arte de Tracy Sabin

Pamarindo é um gnomo pertencente ao folclore italiano. Ele é geralmente descrito como um ser pequeno, obeso, preguiçoso e malvado. Normalmente usa um chapéu feito de pele animal e roupas vermelhas manchadas de gordura. Por todas essas características, ele é evitado e hostilizado por outras espécies de gnomos e fadas. 

Sua dieta consiste em se alimentar de animais mortos naturalmente ou pelas mãos dos outros, uma vez que ele é incapaz de matar animais com as próprias mãos. Apesar disso, o Pamarindo é conhecido por provocar a morte de animais correndo atrás deles e fazendo com que corram em direção a penhascos ou a galhos baixos de árvores.

Em parte do folclore do norte da Itália, o Pamarindo não é tratado como um gnomo individual, mas sim uma espécie.

fonte: 
  • Encyclopedia of Fairies in World Folklore and Mythology, de Theresa Bane.
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22 de setembro de 2021

O Homem Cinzento da Ilha de Pawleys

۞ ADM Sleipnir

Arte de Gregbo Watson

O Homem Cinzento da Ilha de Pawleys é um fantasma histórico da Ilha de Pawleys, localizada na costa da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. De acordo com as lendas, ele aparece na ilha pouco antes de algum furacão atingi-la, e seu avistamento servia como um alerta para as pessoas deixarem o local. No passado, antes que a tecnologia moderna tornasse possível o aviso prévio da chegada de furacões, o Homem Cinzento era creditado como o responsável por salvar milhares de vidas.

O Homem Cinzento é descrito como um homem vestindo roupas cinza, um casaco longo, vestido "como um pirata" e, às vezes, sem pernas. Sua identidade é desconhecida; alguns acreditam que ele é o fantasma de Percival Pawley, o primeiro a povoar a ilha e nomeá-la. Outros atribuem sua identidade à Plowden C. J. Weston,  um dos primeiros residentes da ilha. Algumas histórias ainda afirmam que o fantasma se trata de Edward Teach, o famoso pirata conhecido como Barba Negra.

Uma versão dentre as muitas histórias sobre o Homem Cinzento conta que ele é o fantasma de um jovem rapaz do séc XVIII, que teria se apaixonado por sua própria prima. Para por um fim nesse romance, seus pais resolveram mandá-lo para a França. Embora  ele tenha jurado que voltaria um dia e se casaria com a jovem, alguns meses depois ela receberia a noticia de que o o mesmo havia morrido. A jovem foi tomada por uma grande tristeza e por muito tempo manteve-se afastada de todos, até que conheceu um homem que tinha ficado viúvo recentemente. Os dois acabaram se casando, e estabeleceram uma residência em uma fazenda próxima da cidade de Charleston. 

No período de maio à outubro, eles deixavam Charleston para viver na Ilha de Pawleys, onde a brisa do mar afastava os mosquitos, que na época eram responsáveis por espalhar a malária na costa do continente (por isso o período era conhecido como "meses de febre"). Seu marido se uniria ao exército durante a Revolução Americana e, em 1778, esteve fora, lutando com Francis Marion, o "Raposa do Pântano". Enquanto isso, com a chegada dos "meses de febre", a jovem partiu sozinha para a Ilha de Pawleys. Enquanto a jovem estava na ilha, um furacão surgiu e afundou uma embarcação que estava aportada na costa. Acreditava-se que todos que estavam a bordo da embarcação haviam morrido afogados, porém um homem conseguiu chegar à costa e bateu na casa da jovem em busca de abrigo. Quando ela abriu a porta, ficou horrorizada ao ver que o homem era o seu primo, que não havia morrido como haviam lhe dito. 

Por algum motivo (talvez por ter descobrido que a jovem havia se casado), o rapaz fugiu, e mais tarde, acabou contraindo malária e morrendo. A jovem retomou sua vida com o marido, a qual parecia normal em todos os aspectos. Sempre que iam à Ilha de Pawleys, no entanto, ela ficava preocupada com uma figura cinza que espreitava nas dunas da costa, observando-a. Uma vez, ela tomou coragem e se aproximou dele, o suficiente para ver que a figura não tinha um rosto. A aparição logo se tornou visível para os outros e estabeleceu o padrão de aparecimento antes de furacões. Residentes dizem que o Homem Cinzento apareceu antes dos furacões de 1822, 1893, 1916, 1954 e 1955. Seu último avistamento relatado ocorreu em 2018, antes da passagem do furacão Florence. 

Cultura Popular

  • O Weather Channel exibiu em 2014 uma série em 2014 chamada American Supernatural, que apresentou em um episódio o Homem Cinzento da Ilha de Pawleys;
  • O Homem Cinzento também foi apresentado no programa de televisão Unsolved Mysteries, no episódio 7 da 3ª temporada.

fontes:

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21 de setembro de 2021

Vilpoñi

۞ ADM Sleipnir

Arte de highdarktemplar

Vilpoñi ou Vilpoñe (do mapudungun filu, "cobra" e poñi, "papa "), é um animal fantástico presente na mitologia chilota, sendo descrito como sendo uma espécie de réptil semelhante a um enorme e e comprido lagarto. De hábitos noturnos, o Vilpoñi costuma passar o período do dia escondido em galpões ou celeiros de fazendas, saindo somente à noite para se alimentar de pequenos animais como ratos ou aranhas. 

Após ser capturado e domesticado por um bruxo/feiticeiro, um Vilpoñi pode ser usado para extorquir fazendeiros. O bruxo oferece ao fazendeiro sua proteção contra pragas, onde o Vilpoñi irá se alimentar dos animais que causam estrago às plantações, e caso o mesmo se negue a aceitar a oferta, o bruxo enviará o Vilpoñi assim mesmo. O problema é que agora o próprio Vilpoñi também causará danos às plantações. Diz-se que fazendeiros poderiam pagar ao bruxo para que ele enviasse seu Vilpoñi para prejudicar outros fazendeiros.

Arte de Amriel

fontes:
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20 de setembro de 2021

Chedipe

۞ ADM Sleipnir

Arte de Meredith McClaren

Chedipe (literalmente "prostituta") é uma espécie de criatura vampírica ora descrita como uma bruxa, ora como uma morta-viva, presente no folclore indiano, em especial a região ao redor do rio Godavari. Ela é geralmente descrita e representada como uma mulher obscena sentada de pernas abertas em volta de um enorme tigre sob um céu enluarado. 

De acordo com as lendas, uma Chedipe costuma escolher uma casa como alvo e lançar um feitiço de sono sobre a mesma, pondo todos os membros da família sob um profundo transe. Após entrar na residência, ela se alimenta do sangue de todos os homens mordendo os dedos de seus pés. Algumas tradições afirmam que ela se alimenta apenas do homem mais forte da casa. A mordida de uma Chedipe não é mortal, porém ela costuma voltar e atacar a mesma vítima outras vezes, bebendo mais sangue antes que o corpo da mesma consiga restaurar o que já foi consumido. Dessa forma, a pessoa vai ficando fraca e começa a definhar, e caso não busque um tratamento médico/espiritual adequado, acabará morrendo.


Arte de sknurtgpokg

Além de se alimentar do sangue dos homens, muitas vezes a Chedipe também os ataca sexualmente, corrompendo assim a santidade do lar, enfraquecendo os laços matrimoniais e destruindo o amor entre os casais. Toda a dor e tristeza resultantes dos conflitos provocados por ela também a alimentam.

A forma mais segura de colocar um fim nos ataques de uma Chedipe é santificar a residência com a queima de incensos e espalhando imagens sagradas por ela. O incenso deve ser trocado a cada hora, de forma que alguém deve permanecer acordado a noite toda para fazê-lo. A presença de alguém acordado e executando os rituais de proteção irá espantar a Chedipe, fazendo com que busque outra residência para atacar.

Murulupuli

Às vezes, uma Chedipe assume a forma de um tigre com uma perna humana e ataca homens em meio a floresta.  Esta forma é conhecida como Murulupuli ("tigre encantador"). 


fonte:

  • Universo dos Vampiros, de Jonathan Maberry;
  • Wikipédia

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19 de setembro de 2021

Sepa

۞ ADM Sleipnir

Arte de Kaios-0

Sepa ("centopéia", também chamado Sep) é um deus menor egípcio mencionado nos Textos das Pirâmides, e tido como um dos protetores dos mortos, além de proteger os vivos contra a picada de animais peçonhentos e também contra inimigos dos deuses. Ele era às vezes referido como a “centopéia de Hórus”, mas também era intimamente associado a Osíris. O Livro dos Mortos também faz uma conexão entre Sepa e Anúbis:

“Eu sou Anúbis no Dia da Centopéia, Eu sou o Touro que preside o campo. Eu sou Osíris, por quem seu pai e sua mãe selaram um acordo naquele dia para realizar a grande matança; Geb é meu pai e Nut é minha mãe, Eu sou Hórus, o Velho no Dia da Adesão, Eu Sou Anúbis de Sepa, sou o Senhor de Tudo, Eu sou Osíris. ”

Além de seu papel como protetor, Sepa também era associado com a fertilidade, uma vez que as centopéias, assim como as minhocas, melhoram a fertilidade do solo.

Sepa era geralmente representado como uma múmia com as duas antenas (ou chifres) de uma centopéia. Às vezes, recebia uma cabeça de burro, possivelmente para refletir o fato de que estrume de burro era usado para melhorar a fertilidade do solo. Ele foi honrado com um festival do Império Antigo em diante, e teve um templo dedicado a ele na cidade de Heliópolis.


fontes:

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18 de setembro de 2021

Alloces

۞ ADM Sleipnir

Arte de Phu Thieu

Alloces (também chamado AllocenAlocas, Alocer, AllocerAlloien) é de acordo com a demonologia um grande duque do inferno e possui trinta e seis legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 52º dentre os 72 espíritos de Salomão. Ele é geralmente descrito como um cavaleiro com um rosto de leão de aspecto avermelhado e com olhos em chamas, montado sobre um cavalo por vezes representado como tendo pernas de dragão. Quando conjurado, discursa com uma voz grave.

Alloces pode ensinar astronomia e artes liberais, além de ser conhecido por conceder bons familiares ao seu conjurador. Ele também é conhecido por induzir as pessoas à imoralidade.

Selo de Alloces

Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Alloces aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, além de aparecer em Final Fantasy XI online;
  • No game Tactics Ogre, entre os muitos personagens cujos nomes se assemelham aos espíritos goetianos, há um arqueiro recrutável chamado "Alocer";
  • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Alloces é o djinn pertencente ao personagem Darius Leoxses.
Arte de Feig

fontes:

  • https://www.deliriumsrealm.com;
  • The Daemon Tarot, de Ariana Osborne;
  • Encyclopedia of Demons in World Religions and Cultures, de Theresa Bane;

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17 de setembro de 2021

Tupilaq

۞ ADM Sleipnir

Arte de Loneanimator

Tupilaq (também tupilak ou tupilait, ᑐᐱᓚᒃ na silábica inuktitut) era uma espécie de criatura pertencente à mitologia e religião inuíte, criada por praticantes de feitiçaria/xamanismo (angakkuq) a partir de pedaços de vários animais (ossos, pele, cabelo , tendões, etc.) e/ou humanos, geralmente cadáveres de crianças. 

A criação de um Tupilaq era realizada durante a noite em locais isolados e em segredo. O angakkuq vestia seu anorak (espécie de casaco de pele com capuz) com o capuz sobre o rosto e durante dias permanecia recitando cantos ritualísticos enquanto mantinha contato sexual com o material reunido para a sua confecção. Ao final desse ritual, a criatura ganha vida. 


Invisível para todos, exceto para o seu criador, um Tupilaq podia ser enviado para procurar e destruir um inimigo específico. Porém, caso seu alvo fosse alguém com poderes mágicos maiores que o seu criador, ele poderia se voltar contra o mesmo para matá-lo. Em último caso, confessar publicamente ser o criador do Tupilaq faria com que a magia se desfizesse e ele fosse destruído.

Hoje, esculturas representando Tupilaqs são parte importante da arte inuíte, sendo esculpidos de muitas formas e tamanhos diferentes em vários materiais, como presas de morsa e narval, chifres de caribu ou em madeira.


fontes:
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16 de setembro de 2021

Awd Goggie

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Awd Goggie é um bogeyman (bicho-papão) pertencente ao folclore inglês, em particular ao condado de YorkshireConsiderado ora uma fada, ora um demônio, Awd Goggie é descrito como tendo a aparência de uma enorme e peluda lagarta e é dito viver em florestas, principalmente em pomares, onde atua como guardião dos frutos.

Ao avistar crianças andando em seu território sem a supervisão de um adulto, o Awd Goggie irá se mover silenciosamente por entre as árvores acompanhando-as, e no momento em que elas tentarem pegar alguma maçã, ele saltará sobre elas e as devorará, engolindo-as por inteiro. 

Arte de jocarra

fontes:
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15 de setembro de 2021

Sơn Tinh

۞ ADM Sleipnir

Sơn Tinh (ou também Tản Viên Sơn Thánh) é uma divindade pertencente à mitologia vietnamita, descrito como o deus que governa a cordilheira Tan Vien (ou Ba Vì). Ele também é um dos Quatro Imortais, grupo composto por quatro personagens míticos que teriam ajudado figuras históricas vietnamitas ao longo da história, sendo Sơn Tinh geralmente considerado o primeiro deles. Suas representações nas artes geralmente o trazem empunhando um machado.

Sơn Tinh é o protagonista de uma famosa lenda, onde ele disputa a mão de uma princesa com Thủy Tinh, o "Senhor das Águas".

A disputa entre Sơn Tinh e Thủy Tinh

Hùng Vương, o 18º rei da dinastia Hồng Bàng, tinha uma filha muito bela chamada Mỵ Nương. Tão logo ela atingiu a maioridade, o rei começou sua busca para arranjar um bom casamento para ela. Hùng Vương desejava encontrar um genro especial, alguém que fosse bonito, inteligente e habilidoso para se casar com sua amada filha. Para encontrar tal indivíduo, o rei realizou um concurso oficial, onde qualquer um que pudesse provar seu valor, receberia a mão de sua filha. Príncipes, estudiosos, escritores famosos, artistas talentosos, ricos empresários e homens com vários talentos vieram de todas as partes para dar o seu melhor. Entre esses homens estavam dois particularmente extraordinários: Sơn Tinh, o deus da montanha, e Thủy Tinh, o senhor das águas. Quando o rei pediu que eles lhe mostrassem suas habilidades, Sơn Tinh acenou com a mão no ar e árvores cresceram instantaneamente do solo formando uma grande floresta. Ele também fez com que montanhas se erguessem da terra proferindo apenas uma única palavra mágica. Seu rival Thủy Tinh também tinha poderes semelhantes. Ao acenar com a mão, ventos começaram a soprar. Quando ele proferiu uma palavra mágica, fez com que o nível do mar aumentasse. 

Como Sơn Tinh e Thủy Tinh atendiam a todos os critérios exigidos para se tornar marido de Mỵ Nương, era difícil para o rei escolher entre eles. Eventualmente, Hùng Vương decidiu apresentar um desafio final. Os dois deveriam partir em busca de presentes de casamento especialmente selecionados pelo rei, e o primeiro que chegasse com esses presentes no dia seguinte receberia a mão de Mỵ Nương em casamento. Esses presentes de casamento exclusivos incluíam um elefante de nove presas, um galo de nove esporas e um cavalo de nove crinas. Tão logo o sol nasceu no dia seguinte, Sơn Tinh surgiu no horizonte trazendo os presentes requeridos pelo rei, e como prometido, recebeu Mỵ Nương como esposa e a levou para sua morada na montanha Tản Viên.

Thủy Tinh chegou poucos minutos depois, e ao perceber que havia perdido a disputa, ficou extremamente furioso. Ele e seus servos perseguiram Sơn Tinh tentando trazer Mỵ Nuong de volta. Não querendo aceitar a derrota, Thủy Tinh provocou chuvas torrenciais, rajadas de vento, trovões e relâmpagos, e também elevou o nível do mar na tentativa de derrotar Sơn Tinh. No entanto, conforme o nível do mar subia, Sơn Tinh usava sua magia para aumentar o nível das montanhas. Ele também criou diques para proteger as pessoas e suas propriedades, porém não conseguiu evitar que algumas acabassem tendo suas terras, plantações fossem destruídas.

A batalha entre Sơn Tinh e Thủy Tinh durou incontáveis ​​dias, mas eventualmente Thủy Tinh ficou cansado e baixou o nível do mar. Entretanto, ele nunca perdoou Sơn Tinh nem desistiu de seu desejo em ter Mỵ Nuong como esposa. Assim, todos os anos, as pessoas sofrem inundações como consequência do eterno conflito entre o deus da montanha e o senhor do mar.

Arte de Bachzim
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14 de setembro de 2021

Seto taishō

۞ ADM Sleipnir

Arte de aimataro

Seto taishō (japonês 瀬戸大将 ou せとたいしょう, "General Seto", também chamado de "General da Louça") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (japonês 付喪神, "espírito artefato"), tomando a forma de um pequeno guerreiro com uma cabeça e rosto formado por uma garrafa de saquê e um corpo formado por xícaras de chá e pratos quebrados ou rachados, além de diversos utensílios que perderam sua serventia na cozinha, como por exemplo colheres ou panelas velhas como pés e facas e hashis como armas.

Arte de Tsukimusha

Ao contrário do que sua aparência possa indicar, Seto taishō é um yokai bastante agressivo. Ao se manifestar em uma cozinha, ele persegue as pessoas e causa um verdadeiro caos no ambiente. Ocasionalmente ele acaba se chocando contra pares e armários enquanto corre, se espatifando em centenas de pedaços, porém ele logo se recompõe e retoma sua luta.

Origem

Seto taishō aparece no livro Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro (百器徒然袋,"A Bolsa Ilustrada dos Cem Demônios Aleatórios" ou " Uma Horda de Utensílios Assombrados"), ilustrado por Toriyama Sekien, e o 4º livro de sua famosa série. A palavra seto refere-se ao Mar Interior de Seto, região localizada entre as ilhas japonesas de Honshu, Shikoku e Kyushu e famosa por suas louças de barro. No Japão, setomono é um termo coloquial para se referir a essas louças.

Arte de Aichi

fonte:

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9 Anos de Blog!

Hoje, chegamos ao nono ano de vida do blog! Agora é reunir força e disposição para chegar ao décimo. Agradeço a todos que acompanham o trabalho desde sempre, e aos novos leitores que eventualmente o encontram.

Ajudem-me comentando, compartilhando e divulgando o nosso conteúdo. Continuarei me esforçando para trazer conteúdo e ampliar nosso acervo de mitos e lendas, desde que ainda faça alguma diferença para aqueles que o frequentam.

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13 de setembro de 2021

Kalma

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Susanna Haavisto

Kalma (literalmente "morte" ou "cadáver") é a deusa finlandesa da morte e da putrefação de cadáveres, filha dos senhores de Tuonela (o submundo), Tuoni Tuonetar, e irmã das deusas Loviatar (deusa da pragas), Kipu-tyttö (deusa da doença), Kivutar (deusa das enfermidades), e Vammatar (deusa da dor). Como deusa da morte, Kalma preside os cemitérios e túmulos, que também são chamados de Kalman kartanot ("mansões de Kalma").

Algumas fontes afirmam que ela se locomove montada em uma espécie de nuvem de fumaça, composta do odor de cadáveres. Ela é acompanhada e protegida por Surma, uma divindade menor que personifica a morte violenta e aparece em várias formas diferentes, como um homem portando um machado ou como um cão infernal (como o Cérbero grego).

Kalma aparece principalmente em feitiços coletados de antigos xamãs finlandeses (tietäjä), os quais serviam como intermediários entre os vivos e os mortos. Esses xamãs podiam invocar não só os mortos como a própria Kalma, com o objetivo de obter sua ajuda nas mais variadas causas, como o combate à doenças e pragas ou contra xamãs e bruxas inimigos. Em um desses feitiços, Kalma é descrita como tendo dedos, sapatos e orelhas de prata.

Kalma também era o nome dado à doenças transmitidas pelos mortos, seja através do contato com um cadáver ou com os ossos, com o cemitério ou com a água usada para lavar um cadáver. Essas doenças geralmente atacam a pele e os olhos, podendo provocar convulsões e até mesmo a loucura, sendo necessário um xamã muito poderoso para poder curá-las.

Arte de Tero Porthan

fontes:

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12 de setembro de 2021

Ccoa

۞ ADM Sleipnir


Ccoa (ou K'owa, também Cacya ou Chokkechinchay/Choquechinchay) é um mítico espírito climático presente nas lendas dos povos quéchuas/incas. Referido como o "animal de estimação" dos espíritos das montanhas (Apu), dizem que sua morada é a montanha Ausangate, perto da aldeia de Kauri, no distrito de Cuzco, no Peru.

O Ccoa possui a aparência de um felino com o corpo e principalmente a cabeça um pouco maior que a um gato doméstico, com pelos cinzas e listras pretas horizontas ao longo do corpo e um par de olhos fosforescentes, dos quais frequentemente escorrem fragmentos de granizo. Eventualmente, ele assume a forma de um touro com características felinas e com olhos na cor de sangue.

O Ccoa é um espírito de natureza destrutiva, que durante as estações de chuvas costuma emergir das terras altas em forma de nuvens e destruir colheitas. Com sua cauda, ele faz precipitar tempestades, raios e granizo sobre as mesmas, prejudicando-as e trazendo grande prejuízo. Sua fúria pode ser aplacada por oferendas adequadas, que incluem incenso, vinho, ouropel de ouro e prata, sebo de lhama e grãos de cañihua e huairuro, coletados e queimados em terreno elevado. Devido a qualidade das oferendas, geralmente só os ricos conseguem fazê-la, o que torna os pobres mais suscetíveis de terem suas colheitas arrasadas. Feiticeiros também costumam fazer oferendas ao Ccoa, em agradecimento aos poderes que o mesmo pode propiciar a eles ao atingi-los com seus raios. 

Não está claro se o Ccoa age por iniciativa própria ou se apenas segue as ordens de seus mestres Apus mas, de qualquer forma, ele é tratado como uma ameaça malévola que deve ser aplacada. Três coisas em particular fazem com que a fúria do Ccoa se intensifique: oferecer oferendas insuficientes, a morte de crianças que não foram batizadas e por último tentar lutar contra sua chuva de granizo. No caso das crianças não batizadas, acredita-se que após sua morte elas se tornam duendes malignos. Quando essas crianças morrem, elas devem ser levadas para as colinas e queimadas até que se tornem cinzas. Caso essas crianças não batizadas sejam enterradas, o ccoa atingirá o local de seu sepultamento com um raio e a levará para Ausangate, onde ela se tornará sua serva.

Arte de Padraig Campbell


fontes:
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11 de setembro de 2021

Abchanchu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Gabriela Liliana Varela


Abchanchu
(também conhecido como Anchanchu) é uma criatura vampírica e metamorfa oriunda do folclore do povo aymara, estabelecido desde o período pré-colombiano no sul do Peru, na Bolívia, na Argentina e no Chile. Dito habitar em cavernas na região do altiplano andino, ou também próximo a rios ou locais isolados, o Abchanchu 
normalmente aparece diante de suas vítimas como um homem idoso e aparentemente perdido, trajando 
um chapéu prateado de aba larga e roupas antigas bordadas a ouro.Quando a pessoa se aproxima dele para tentar ajudá-lo, ele manifesta sua sede de sangue e a ataca com suas presas, sugando seu sangue. 

Aqueles que não morrem imediatamente, acabam morrendo pouco tempo depois afligidos por doenças estranhas causadas pelo vampiro. Para evitar ser atacado por um Abchanchu, basta portar consigo um amuleto com um pingo de óleo de alho.

Além de aparecer sob a forma de um homem idoso, um Abchanchu pode ainda aparecer sob a forma de um duende ou um anão. Alguns o descrevem como tendo um nariz de porco e chifres de bezerro.

fontes:

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10 de setembro de 2021

Tsemaus

۞ ADM Sleipnir


Tsemaus ("obstáculo", também Narhnarem-Tsemaus, Tsem’aus, Tcamaos, Tca’maos, Tidewalker, Ts’um’os, Tsamaos, Chemouse, Kanem Ktsem’aus, Weegyet, Wi’git) é uma criatura marinha pertencente ao folclore dos povos nativos Tsimshian e Haida, na Colúmbia Britânica, Canadá. Dita habitar nas águas do estuário do rio Skeena, ela é a personificação dos obstáculos de um rio, como troncos flutuantes e outros perigos.

Descrições de sua aparência variam bastante: uma serpente marinha, um leão-marinho, uma baleia assassina ou um híbrido deste com um urso, dentre outros. O que todas essas descrições diferentes tem em comum são as barbatanas afiadas que a criatura trás em suas costas, sendo capaz de cortar tudo e todos em seu caminho. Se enfurecido, nada rio acima despedaçando canoas e outras embarcações, ou provocando ondas enormes para virá-las. Se encontra seres humanos na água, os partem ao meio ou os afogam.


fontes:
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9 de setembro de 2021

Agloolik

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jesse Winchester

Agloolik é um espírito pertencente à mitologia inuíte, dito viver sob o gelo das águas do Ártico e atuar como um guardião das focas. Diz-se que ele fornece ajuda a pescadores e caçadores, os quais oravam ao espírito antes de pescar para que ele os abençoasse com presas. 

Agloolik fornece caça suficiente para que os caçadores e pescadores possam alimentar suas famílias, enquanto mantém o equilíbrio da natureza e garante a sobrevivência e preservação das colônias de focas.

Arte de Madame Thenadier


fonte:

  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklorede Theresa Bane

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8 de setembro de 2021

Besta-fera

۞ ADM Sleipnir

Arte de Douglas Nogueira @oreticolo

Besta-fera é uma criatura maligna pertencente ao folclore brasileiro (mas com origens portuguesas), descrito como sendo um demônio semelhante a um centauro e que cavalga pelas ruas de pequenas cidades e povoados cidades durante noites de lua cheia. Alguns dizem que ela é uma encarnação do próprio diabo, que vem do Inferno para buscar almas penadas e levá-las consigo. Por isso, não causa nenhum mal diretamente aos vivos, a menos que cruzem seu caminho e olhem diretamente para seu rosto. Nesse caso, aquele que o fizer é tomado por um estado de confusão, medo e loucura que pode durar alguns dias.

Arte de Qodaet

Apesar de parecido com um centauro, a Besta-fera anda apoiada sobre as duas patas traseiras, em pé como se fosse um humano. Em algumas versões da lenda, ela é descrita como tendo uma cabeça de lobo, ou mesmo sem cabeça (como a Mula-sem-cabeça).

Durante seu percurso, a Besta-fera costuma ser acompanhada por uma matilha de cães que fazem muito barulho com seus latidos, os quais se misturam com o barulho dos cascos da Besta enquanto cavalga. Ouvir essa barulheira infernal é um sinal para as pessoas se trancarem em suas casas e evitarem o contato com ela. Conta-se que a procissão da Besta-fera termina quando ela chega no cemitério da cidade, onde ela desaparece juntamente com a barulheira produzida pelos cães que a acompanham.

Arte de Gustavo Rinaldi
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7 de setembro de 2021

Kiwig

۞ ADM Sleipnir

Arte de Elartwyne Estole

Kiwig é uma criatura metamórfica pertencente à mitologia filipina. Durante o dia, ela vive entre as pessoas como se fosse um ser humano comum, mas ao anoitecer, ele assume uma forma animal (um cachorro, um gato ou um javali) com olhos flamejantes e pelos emaranhados. Uma vez em sua forma animal, o Kiwig irá sair por aí em busca de um alvo humano para atacar e se alimentar dele. Pulando rapidamente sobre sua vítima, o Kiwig morde o seu pescoço, derrubando-a no chão e a devorando.

Os alvos mais comuns de um Kiwig são mulheres grávidas e também crianças, principalmente aquelas que não param de chorar. Por algum motivo, um Kiwig não ataca pessoas que tenham cabelos longos e soltos (talvez porque estes cubram o pescoço da vítima). Ele também teme alho, sal, cebola, vinagre, gengibre e calamansi (uma espécie de limão nativo das Filipinas), então portar algum desses itens serve como amuleto para repelir seu ataque.

Dizem que uma pessoa pode se tornar um Kiwig caso ela consuma algum alimento que esteja contaminado com a saliva dessa criatura.

Arte de isaiahpaul


fontes:

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6 de setembro de 2021

Kasa-obake

۞ ADM Sleipnir

Arte de Benjamin Widdowson

Kasa-obake (japonês 傘おばけ, também chamado de Karakasa-obake (から傘おばけ), Kasa-bake (傘化け) e Karakasa kozō (唐傘小僧), literalmente "Monstro guarda-chuva feito de papel") é um yokai do folclore japonês, às vezes (mas nem sempre) considerado um tsukumogami (付喪神, "espírito artefato") que se origina de um velho guarda-chuva de papel abandonado. Apesar de não haverem muitos registros de lendas ou histórias acerca deste yokai, ele é bastante popular no Japão, figurando em inúmeros animes, mangás, jogos e outras mídias.

Arte de kebot

Um Kasa-obake é geralmente retratado possuindo um único olho e uma língua comprida e saliente. Pode ou não possuir dois braços, que saem do “chapéu” do guarda-chuva, e o seu cabo é substituído por uma longa perna calçando uma sandália geta (um tipo de sandália japonesa feita de madeira). Algumas ilustrações mais antigas o retratam com um único olho, sem braços, e duas pernas, sem a sandália.

Kasa-obakes não são temíveis ou perigosos como outros yokais, costumando apenas se esgueirar até os humanos e surpreendê-los dando-lhes uma lambida bem oleosa. Apesar de inofensivos, recomenda-se cautela pois existem outros tsukumogamis em forma de guarda-chuva que são particularmente perigosos. Na prefeitura japonesa de Tottori, por exemplo, existe o Yūreigasa (幽 霊 傘, "guarda-chuva fantasma"), que se assemelha a um Kasa-obake na aparência, porém costuma suspender as pessoas bem alto e depois as deixam caírem e morrerem.

Arte de Vianney Spillebout


fontes:

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5 de setembro de 2021

Krahang

۞ ADM Sleipnir


Krahang (tailandês: กระหัง), também conhecido como Phi Krahang (ผี กระหัง) ou Phi Krahaang (ผี กระ หาง), é um espírito noturno e maligno pertencente ao folclore tailandês.  Acredita-se que durante o dia ele se assemelhe a um aldeão comum, mas durante a noite ele sai por ai voando e atacando pessoas (geralmente mulheres) em áreas rurais ou locais isolados. Sua aparência é a de um homem comum, vestindo uma tanga tradicional ou uma calça e utilizando duas grandes cestas conhecidas como Kradong presas em seus braços para voar. Às vezes ele é visto montado em um longo pilão de madeira chamado Sak Tam Khao.

O Krahang costuma ser associado e representando junto à outro espírito maligno chamado Krasue (versão tailandesa do filipino Manananggal / malaio Penanggalan), e dizem que os dois costumam assombrar as mesmas áreas.

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4 de setembro de 2021

Jãs

۞ ADM Sleipnir

Arte de Carlos Martins

Jãs (também chamadas de Jans ou Janas) são uma classe de espíritos ou fadas do lar pertencentes ao folclore português. Acredita-se que se o dono do lar deixar uma meada de linho e um pedaço de bolo próximos à lareira durante a noite, ao amanhecer encontrará um pano ou lençol de linho, fiado com fios tão finos como um fio de cabelo. É um costume pessoas mais velhas dizerem que seus antepassados tinham lençóis fiados por Jãs.

É essencial que não se esqueça de deixar o pedaço de bolo, pois se deixar apenas a meada de linho, o mesmo aparecerá totalmente queimado. Na região do Algarve, ao invés de bolo são ofertados pão e vinho ou até mesmo uma moeda de ouro. 

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3 de setembro de 2021

Mokkurkalfi

۞ ADM Sleipnir

Arte de sergio-quijada

Mokkurkalfi (Mökkurkálfi) é um gigante da mitologia nórdica, mas não um gigante de gelo (jotun) como a maioria. Ele foi moldado através do barro pelos jotuns para que auxiliasse o jotun Hrungnir em seu duelo contra o deus do trovão Thor.

Mokkurkalfi era realmente gigantesco, possuindo de acordo com algumas fontes nove milhas de altura (aproximadamente 14,5 km) e três de largura (aprox. 4,8 km), e por ser tão grande, os jotuns não conseguiram encontrar um coração enorme o suficiente para ele, então colocaram o coração de uma égua comum dentro dele. Apesar de seu tamanho, ao ver Thor ele ficou completamente paralisado de medo, e segundo o conto original descrito no Skáldskaparmál, ele até mesmo "se molhou".

No fim, ele acabou não ajudando Hrungnir em nada, o qual teve seu duelo contra Thor e acabou sendo morto. Quanto a Mokkurkalfi, acabou encontrando seu fim através do servo de Thor, Thialfi, que o derrubou sem maiores dificuldades.

Arte de Partical0

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2 de setembro de 2021

Hanuch

۞ ADM Sleipnir

Hanuch, arte do card game Mitos y Leyendas

Hanuch é uma espécie de criatura mítica pertencente à mitologia e folclore do povo indígena Yagán, habitantes da Terra do Fogo, na extremidade sul da América do Sul. Não se conhece muito sobre essa criatura, exceto o fato de que se assemelha a um ciclope, tendo seu único olho localizado na parte de trás de sua cabeça completamente desprovida de cabelo.

Parece que o termo Hanuch também era utilizado pelos yagán para descrever uma pessoa em um estado mental alterado, ou que vive isolada da tribo em meio a floresta.

fontes:

  • https://es.wikipedia.org/wiki/Hanuch
  • The Races of Man: An Outline of Anthropology and Ethnography, por Joseph Deniker

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Ruby