29 de novembro de 2019

Fideal

۞ ADM Sleipnir

Arte de erinclaireb

Fideal é uma voluptuosa e mortal criatura aquática pertencente ao folclore escocês, e um dos muitos fuath, uma classe de malévolos espíritos e fadas aquáticas ditos habitarem os rios, lagos e mares da Escócia e da Irlanda. 

Ela é a personificação do emaranhado de juncos de um lago, assumindo a forma de uma bela e irresistível mulher. Cantando uma música atraente e encantadora enquanto caminha pelas bordas dos lagos, a Fideal atrai sua presa com um beijo frio e um abraço arrepiante. Dizem que suas vítimas morrem felizes envolvidas em seus braços. Algumas fontes relatam que ela também ataca mulheres e crianças, arrastando-as para o fundo do lago e devorando-as.

Uma história conta que uma Fideal assombrou no passado um lago chamado Loch na Fideil, lago este localizado próximo ao Hotel Loch Maree, na Escócia. Sua última aparição neste local teria ocorrido em um confronto fatal entre ela e um jovem chamado Eoghainn (ou Ewen, conforme a fonte). Em seu conflito, eles mataram um ao outro.


fonte:
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27 de novembro de 2019

Dajoji

۞ ADM Sleipnir

Arte de Mathieu St-Amour

Dajoji é um deus puma associado ao vento oeste e pertencente à mitologia dos iroqueses, povos indígenas da América do Norte. Ele é associado à Gaoh, o espírito dos ventos, e juntos são ditos combaterem as tempestades.

Sempre que uma tempestade violenta se aproxima, Gaoh convoca Dajoji para enfrentá-la. Dizem que seu grito de guerra faz com que todos que o ouvem entrem em pânico, e até mesmo o próprio sol se esconde atrás de uma nuvem. 

Arte de GaudiBuendia

fontes:
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25 de novembro de 2019

Shokuin (Zhulong)

۞ ADM Sleipnir


Shokuin (chinês 燭陰, japonês しょくいん, também chamado Shokuryu, "Dragão Tocha") é um poderosa divindade com a face de um humano e o corpo de um dragão vermelho. Seu corpo é dito ter 1000 ri (cerca de 4000 quilômetros) de comprimento - o que o torna incrivelmente grande. Ele habita no sopé do Monte Shō, perto do mar do norte. Seus olhos brilham como os raios de um farol, e sua respiração é tão forte que muda as estações do ano.

Quando Shokuin abre os olhos, o dia cai sobre a terra. Quando ele os fecha, torna-se noite. Quando ele inspira o ar, torna-se verão. Quando ele expira o ar, torna-se inverno. Shokuin não precisa comer, beber ou respirar para sobreviver, mas quando ele decide respirar, provoca enormes rajadas de vento.



Origem

Shokuin é um personagem originalmente chinês, e seu nome é a pronúncia japonesa dos caracteres que compõem seu nome; na China, ele é conhecido como Zhuyin ou Zhulong. Muitos yokai pertencentes ao folclore japonês foram importados diretamente da China por autores japoneses - alguns idênticos, outros passando por transformações e reinterpretações, dependendo da liberdade que os autores decidiram tomar. 

Imagem de Zhulong presente no Shahanjing


A descrição de Toriyama Sekien sobre Shokuin não sofreu muitas mudanças em relação à sua fonte: o Shanhaijing, uma enciclopédia de criaturas mitológicas e fantásticas chinesas. No entanto, Shokuin aparece em vários outros livros chineses, muitos dos quais contêm declarações contraditórias sobre onde exatamente ele mora, dentre outros detalhes. Não está claro onde exatamente está localizada sua morada no Monte Shō, mas Toriyama Sekien a descreve como estando perto do Oceano Ártico.

Devido ao seu tamanho e aos efeitos que provoca no mundo ao piscar e respirar, Shokuin pode ter sido uma antiga divindade solar ou do fogo chinesa, ou mesmo uma personificação do sol. Também foi sugerido que Shokuin pode ter sido a aurora boreal. Um anitgo nome chinês para as luzes do norte era "espírito vermelho", e a localização de Shokuin, ao norte, apoia ainda mais essa teoria.

Arte de Justin Krasusckas

fonte:
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22 de novembro de 2019

Nasu

۞ ADM Sleipnir

Arte do mobile card game Legend of Cryptids
Nasu (também chamado Druj Nasu, Nasa, Nas, Nasuš) é um demônio (daeva) feminino pertencente ao zoroastrismo, e a manifestação da decadência e contaminação de cadáveres. Nasu aparece em vários textos dentro do Avesta, em particular o Vendidade.

De acordo com os mitos, assim que uma pessoa morre e sua alma deixa seu corpo, e o mesmo é guardado por apenas uma pessoa, Nasu deixa sua morada, a montanha Aresura, e sob a forma de uma mosca ataca o seu cadáver, se alimentando dele e acelerando sua decomposição. Assim que Nasu toca um cadáver, o corpo instantaneamente se torna contaminado. Se alguém entrar em contato com esse cadáver, Nasu emergirá do corpo e o infectará, tornando-o "impuro ... para todo o sempre" (Vendidade. 3:14)



Nasu pode ser repelido com o uso de feitiços sagrados específicos, ou pelo olhar de um "cão amarelo com quatro olhos (com uma mancha escura sobre cada um dos olhos) ou um cão branco com orelhas amarelas". O consumo do corpo por uma ave de rapina ou por um cão também tem ação repelente, fazendo Nasu retornar para Aresura.

A crença em Nasu tem grande influência nos ritos fúnebres e as cerimônias funerárias zoroastrianas, bem como o desprezo geral pela matéria dos cadáveres que é mantido pelos praticantes de zoroastrismo.

Cultura Popular


Nasu aparece na franquia de jogos Megami Tensei, além dos mobile card games Age of Ishtaria, Guardian Cross, Legend of the Cryptids, e Blood Brothers. No anime e mangá Saint Seiya: The Lost Canvas, Nasu é a sapuris do espectro Verônica, a Estrela Celeste da Contemplação.


fontes:
  • The Encyclopedia of Demons & Demonology, de Rosemary Ellen Guiley;
  • Encyclopedia of Demons In World Religions and Cultures, de Theresa Bane.
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20 de novembro de 2019

Cavalo do Pensamento (Cavalum)

۞ ADM Sleipnir


O Cavalo do Pensamento é uma criatura encantada única das lendas portuguesas. Ele é descrito como sendo um cavalo com asas de morcego e capaz de expelir fogo pela boca e pelas narinas. Quando não está por ai voando em alta velocidade pelos céus, ele costuma viver em grutas no alto das montanhas. Ele possui ainda o poder de reunir nuvens e provocar tempestades.

Seu nome, Cavalo do Pensamento, se dá pelo fato de que ele surge diante daqueles que o chamam, o que segundo as histórias pode ser feito pensando-se nele com muita intensidade. Ele não pode ser considerado uma criatura boa ou má, pois existem relatos de que teria destruído alguns povoados com seus poderes, apenas por capricho próprio. 


Cavalum

Na Ilha da Madeira, em Portugal, existe um conjunto de grutas conhecidas como as Furnas do Cavalum. Uma história famosa na região conta que lá está aprisionado um monstro, chamado Cavalum, que possui forma de cavalo, asas de morcego, e expele fogo pelas narinas. .

Segundo a lenda, nos tempos em que o Cavalum andava à solta, ele resolveu bater à porta de uma igreja para falar com Deus. Quando Deus lhe perguntou o motivo, o Cavalum respondeu: "Quero propor um desafio. Destruirei esta igreja e todas as pessoas que vivem na vila, e quero ver se você é capaz de me impedir.

Deus mandou-o embora dizendo-lhe que não tinha paciência para tais brincadeiras. o Cavalum então reuniu o vento e as nuvens e provocou uma grande tempestade sobre o povoado. Do alto do penhasco, o Cavalum relinchava de satisfação perante a aflição das pessoas. Deus não mexeu um único dedo, pensando que o Cavalum logo se cansaria de sua brincadeira, porém a tempestade agravou-se, arrasando casas e campos. O crucifixo da igreja foi pelos ares até ao mar. 

Irritado com a insistência do Cavalum, Deus resolveu agir. Primeiro, fez com que um barco encontrasse o crucifixo. Depois, chamou o sol para afastar a tempestade. Para não ser mais incomodado pelo monstro, Deus decidiu aprisionar o Cavalum nas grutas, onde ainda nos dias de hoje, pode se ouvir os seus protestos em dias de chuva.



fontes:
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18 de novembro de 2019

Pai do Mato

۞ ADM Sleipnir

Arte de Anderson Awvas

O Pai do Mato é uma criatura de tamanho descomunal e defensora das matas, pertencente ao folclore dos estados de Alagoas e Pernambuco, no nordeste brasileiro, mas também conhecido em Rondônia e em Goiás. Sua descrição costuma variar de um estado para o outro.

Em Alagoas, ele é descrito como sendo maior que qualquer árvore das matas, possuindo cabelos enormes e desgrenhados e unhas com cerca de dez metros de comprimento. Em seu umbigo existe uma espécie de anel ou roda, e é o único ponto fraco da criatura, uma vez que todo o resto de seu corpo é invulnerável a qualquer lâmina ou bala. Dizem que ele possui um urro e uma risada tão poderosos que fazem toda a mata estremecer.

Arte de Douglas Nogueira
Já em Pernambuco, o Pai do Mato ganha feições que o assemelham a outros monstros folclóricos regionais, como o Bicho-Homem e o Mapinguari, e ao deus da mitologia grega. Ele é descrito como um ser com pés de cabrito e coberto de pelos, conservando uma barbicha no queixo. Suas mãos parecem as de um macaco, porém anda ereto como um ser humano. Ele possui ainda uma cor escura como a de um porco sujo de lama, e sua urina é azul.

As histórias dizem que o Pai do Mato raramente aparecer diante dos humanos, mas quando o faz, não acaba bem para quem o vê. Dizem que ele devora qualquer um que cruze o seu caminho. 

Arte de Lucas Melo

fontes:
  • As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro, de A.S. Franchini;
  • Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves.

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15 de novembro de 2019

Estige

۞ ADM Sleipnir


Arte de Emanuella Kozas

Estige (em grego Στυξ , "odiar") é na mitologia grega a deusa do rio Estigeque conduz as almas ao submundo. Ela também é a personificação espiritual (daimon) do ódio (stygos). Estige é a mais velha das Oceânides, as ninfas filhas dos titãs Oceano e TétisEra consorte de Palas, um titã associado à guerra, e seus filhos eram Zelos (fúria), Nike (vitória), Cratos (poder) e Bias (força). 

Durante a Titanomaquia Estige foi neutra a maior parte da guerra, assim como seus pais e irmãos, os deuses-rio e as ninfas do oceano. Porém Palas resolveu lutar ao lado de seus irmãos titãs e acabou sendo derrotado. Durante a última batalha da guerra, Estige e seus filhos resolveram apoiar ZeusZeus recompensou seu apoio, dando-lhe uma fonte de água que desaguava no submundo (o rio Estige), e tornando o rio um vínculo sagrado dos juramentos dos deuses.


Arte de LeGrebe

Uma promessa feita ao rio Estige é o voto mais sagrado que pode ser feito, e nem mesmo os deuses ousavam quebrar uma promessa perante esse rio. Há por exemplo 
o caso de Sêmele, uma das amantes de Zeus e mãe de Dioniso. Para se vingar dela, a deusa Hera transformou-se em uma de suas servas e a induziu a pedir a Zeus para fazer uma promessa a ela pelo Rio Estige, como prova de seu amor. Sêmele o fez e, após Zeus jurar ao rio Estige, Sêmele pediu para ver sua forma real. Sem poder quebrar sua promessa, Zeus mostrou a Sêmele sua verdadeira forma, e ela foi instantaneamente fulminada por raios.

O Estige também é conhecido como o Rio da Invulnerabilidade. Segundo a mitologia, aquele que mergulha em suas águas torna-se imortal. Assim como foi no caso de Tétis, que mergulhou seu filho Aquiles no rio, segurando-o pelo calcanhar (a única parte que não foi tocada pelas águas do rio). Daí surgiu o calcanhar de Aquiles, o motivo de sua morte na Guerra de Tróia.



fonte:

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13 de novembro de 2019

Zuttibur

۞ ADM Sleipnir

Arte de Inkyami
Zuttibur (traduzido literalmente como "pinhal sagrado"; também chamado Swiatibor e Świętobor) era um antigo e obscuro espírito ou deus da floresta, adorado pela última vez pelos Sorábios ou Vendos, povos eslavos que viviam perto de assentamentos germânicos durante a idade média. Embora representações visuais do Zuttibur sejam raras, sua aparência é comparada com a de outros espíritos da floresta, como o Leshy.

Sabe-se que Zuttibur possuía ídolos e grandes florestas de carvalho dedicadas a ele, particularmente perto da cidade alemã de Merseburg e do rio Saale, um dos mais antigos assentamentos sobreviventes da Alemanha Central. O primeiro príncipe-bispo católico romano de Merseburg, Wigbertus (1004-1009 d.C.), incendiou a floresta, destruiu os ídolos e uma igreja foi construída em seu lugar por seu sucessor, Thietmar of Walbeck. Apesar de referido como um deus, não se sabe ao certo se Zuttibur se refere a uma entidade/criatura, à própria floresta ou aos ídolos que foram construídos em Merseburg.


fonte do texto: 
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11 de novembro de 2019

Waniguchi

۞ ADM Sleipnir



Waniguchi (japonês 鰐口 ou わにぐち, "boca de crocodilo" ou "sino do santuário") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (付喪神 - "espírito artefato"). Ele surge de sinos circulares, normalmente encontrados na entrada de templos xintoístas, os quais são tocados pelas pessoas ao entrarem. Quando um desses sinos atinge uma idade muito avançada, nascem dele um corpo e uma cauda de um réptil, e o sino se torna a cabeça da criatura, abrindo e fechando como a boca de um crocodilo.

O Waniguchi é ilustrado no Hyakki Yagyō Emaki ("O Pergaminho Ilustrado da Noite dos Cem Demônios") datado do século XVI e no Gazu Hyakki Yakō (鳥山石燕 画図百鬼夜行, "A Ilustrada Parada Noturna de Cem Demônios") publicado em 1776 por Toriyama Sekien.

fonte:
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8 de novembro de 2019

Guiafairo

۞ ADM Sleipnir

Arte de SaeedRamez
O Guiafairo( ou Gina Foiroda língua wolof, significa "medo que voa à noite")  é um criptídeo animal semelhante a um morcego gigante, reportado no Senegal, na África Ocidental. Ele foi mencionado no artigo Os Animais Secretos da Senegâmbia, do criptozoologista britânico Karl Shuker, na edição de novembro de 1998 da revista americana sobre fenômenos paranormais Fate, volume 51.

É dito que o Guiafairo é uma criatura de hábitos noturnos, descansando em árvores ocas e em cavernas durante o dia, e voando durante a noite. Sua presença é acompanhada por um cheiro nauseante que gera um medo sufocante e entorpecedor da mente, mas sua aparência física exata varia de acordo com a testemunha ocular. 

Alguns o descrevem como uma criatura como um morcego gigante com um rosto humano, coberto por um pelo cinza e com pés com garras; outros afirmam que trata-se de um ser fantasmagórico sem uma forma corporal, sendo capaz de se materializar através de portas trancadas e aterrorizar as pessoas. 


fonte:
  • Mysterious Creatures: A Guide to Cryptozoology, por George M. Eberhart.
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6 de novembro de 2019

Andrealphus

۞ ADM Sleipnir



Andrealphus (Andreafos, Androalphus) é, de acordo com a demonologia, um poderoso marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 65° dentre os 72 espíritos de Salomão.

Ao ser conjurado, Andrealphus aparecerá como um pavão fazendo muito barulho, mas, a pedido de seu invocador, assumirá uma forma humana. Ele é conhecido por ensinar astronomia, química, geometria, matemática e todas as ciências que envolvem medições. Andrealphus também possui o poder de transformar um homem tornando-o semelhante a um pássaro em suas qualidades.

Selo de Andrealphus
Cultura Popular

Nos games, Andrealphus aparece como um dos chefes do game Bloodstained: Ritual of the Night. Ele também aparece na franquia Final Fantasy e em vários mobile card games, como o Rage of Bahamut

Nos animes, Andrealphus nomeia um Gundam apresentado no anime Gundam Build Fighters eXceed.

Arte de Kevin Sidharta
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4 de novembro de 2019

Da Ji

۞ ADM Sleipnir

Arte de Xin Xia

Da Ji (ou Daji, em chinês: 妲己, também conhecida como Su Daji) foi a concubina favorita do rei Zhou, o último rei da dinastia Shang na antiga China. De acordo com lendas e romances chineses, ela foi possuída pelo espírito maligno de uma raposa de nove caudas, que aproveitando-se da inigualável beleza de Da Ji e de sua própria perspicácia e malícia, corrompeu o rei Zhou fazendo com que este negligenciasse os assuntos de Estado, levando seu reinado ao declínio.  

Biografia

Da Ji era oriunda de uma família nobre chamada Su (蘇) do estado de Yousu (有 蘇). No ano de 1047 a.C., o rei Zhou invadiu Yousu e levou Da Ji como seu prêmio. De acordo com o romance Feng Shen Yan Yi, ela foi morta por um espírito raposa de mil anos de idade, que possuiu seu corpo antes de se tornar uma das concubinas do rei Zhou.

Zhou se tornou extremamente apaixonado por Da Ji, e começou a negligenciar os assuntos do estado para permanecer sempre em sua companhia. Ele usava qualquer meio necessário para ter a atenção dela e agradá-la. Da Ji gostava de animais, então ele criou um exuberante zoológico com várias espécies raras de pássaros e animais. 


Ele também ordenou aos artistas do reino que compusessem músicas lascivas e coreografassem danças obscenas para satisfazer seu gosto musical. O rei Zhou foi ainda mais além: não poupou recursos para construir um enorme lago (com cerca de 2km em cada direção) cheio de vinho, com uma ilha artificial com uma floresta feita de carne no meio dele. Suas árvores eram feitas de espetos de carne e pedaços grossos de frango assado, carne e porco pendiam dos galhos. O rei podia passar o tempo em sua canoa, tirando vinho do lago abaixo dele e arrancando carne dos galhos que pairavam acima. O rei convidou 3000 pessoas para participarem nuas de uma festa em seu lago de vinho, regada a muita orgia e depravação, com direito a uma espécie de jogo de "gato e rato", onde as pessoas perseguiam e caçavam umas as outras em meio a floresta de carne. Tudo isso foi feito apenas para divertir Da Ji. Quando uma das concubinas do rei Zhou não pôde mais suportar a visão de tal devassidão e protestou, o rei Zhou a executou. Seu pai foi moído em pedaços e sua carne foi servida como alimento para os vassalos do rei Zhou.


Arte de 懒虫的枕头
A maior alegria de Da Ji era ouvir as pessoas chorarem enquanto eram submetidas a algum tormento físico. Uma vez, ela viu um fazendeiro andando descalço no gelo e ordenou que seus pés fossem cortados para que ela pudesse estudá-los e descobrir por que eles eram tão resistentes a baixas temperaturas. Em outra ocasião, ela ordenou que abrissem a barriga de uma mulher grávida para satisfazer sua curiosidade em descobrir o sexo do bebê. Para verificar um antigo ditado chinês, que dizia que "o coração de um bom homem tem sete aberturas", ela ordenou que removessem o coração do ministro Bi Gan (tio do Rei Zhou) e a entregassem para que ela pudesse analisá-lo.

Da Ji era mais conhecida por sua invenção de um método de tortura conhecido como Paolao (炮烙): um cilindro de bronze aquecido como uma fornalha com carvão até os lados ficarem extremamente quentes. A vítima era amarrada ao cilindro e cozida até a morte. A vítima era forçada a dançar e gritar de agonia antes de morrer, enquanto o Rei Zhou e Da Ji riam e se deleitavam com a cena.



Enquanto o rei Zhou estava ocupado em fazer a si e a Da Ji felizes, a tribo Zhou (não confundir com o rei Zhou, que pertence à dinastia Shang) começou a se tornar cada vez mais forte. Seu ódio contra o tirano estava profundamente enraizado. Quando Boyi Kao (filho mais velho de Ji Chang, líder da tribo Zhou) visitou Chao Ge, capital de Shang, ele teve um caso de amor com Da Ji. Ao descobrir o caso dos dois, o rei Zhou matou Kao e triturou seu corpo. Como se não bastasse, Zhou fez Ji Chang beber a sopa da carne de seu filho antes de prendê-lo. Somente depois de muitas tentativas de resgate, incluindo suborno intensivo, Ji Chang foi finalmente libertado dois anos depois. Doze anos após a morte de Ji Chang, seu filho mais novo, Ji Fa, lançou um ataque contra Shang para vingar sua família.

A raiva e o ódio criados pela brutalidade de Zhou e Da Ji contra seu próprio povo tornaram mais fácil para Ji Fa alcançar seu objetivo. Diante do ataque da tribo Zhou, o exército melhor armado e outrora invencível do rei Zhou de Shang cedeu repentinamente, com muitos soldados chegando a virar suas armas contra seu governante tirânico. Vendo sua dinastia condenada, o tirano Zhou cometeu suicídio colocando fogo em si mesmo. Já Da Ji foi morta por Ji Fa, que se tornou o rei da nova dinastia de Zhou.

Historiadores hoje argumentam que nem o rei Zhou de Shang e nem Da Ji cometeram tantas atrocidades quanto as lendas afirmam. Tudo pode ter sido uma manobra de propaganda por parte da tribo Zhou para demonizar o casal, a fim de reunir apoio em sua causa. 

Outra versão 

Numa outra versão da lenda, Da Ji era desde o início uma raposa de mil anos em forma humana, e foi mandada pela deusa Nu Wa para corromper o rei Zhou, fazendo com que seu povo se levantasse contra ele e o derrubasse. Nu Wa teria prometido a Da Ji a imortalidade caso cumprisse sua missão. No entanto, após a queda da dinastia Shang, Nu Wa não cumpriu sua palavra, sentenciando Da Ji a morte. O motivo pelo qual Nu Wa não teria cumprido sua promessa foi o fato de Da Ji ter deixado o povo extremamente furioso com as atrocidades que ela e o rei Zhou cometeram.

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1 de novembro de 2019

Lamassu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Deer-in-headlights

Os Lamassu (também Lammasu, Lamasu ou Shedu
) são divindades protetoras pertencentes à mitologia do Antigo Oriente Médio. Eles são descritos e representados na arte como criaturas híbridas, com o corpo de um touro ou leão (simbolizando força), as asas de uma águia (simbolizando liberdade e velocidade), e a cabeça de um homem barbudo (simbolizando alta inteligência).

Arte de Saeed Jalabi

Como estátuas colossais encontradas nas ruínas das antigas cidades da Babilônia e Assíria, os Lamassu eram posicionados como guardiões das entradas dos palácios reais. Imagens de Lamassu também foram gravadas em tábuas enterradas sob o limiar das portas. As esculturas de Lamassu têm dois aspectos - quando vistas de frente, parecem estar em guarda; quando vistas de lado, parecem estar caminhando para a frente.

Na mitologia mesopotâmica, Lamassu ajudam as pessoas a combaterem o caos e o mal. Todos os dias, eles mantêm os portões do amanhecer abertos para que o deus do sol Shamash possa subir e também ajudam a suportar o peso do disco solar.

Arte de Morteze

fonte:

  • The Mythical Creatures Bible: The Definitive Guide to Legendary Beings, Por Brenda Rosen;
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Ruby