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31 de janeiro de 2022

Fulla

۞ ADM Sleipnir

Arte de Alexandra Jury

Fulla (Fyllr, Fylla; possivelmente "abundante" em nórdico antigo) é na mitologia nórdica uma deusa menor que serve à deusa Frigga como uma de suas assistentes, juntamente com Gná Hlín. Ela é descrita no capítulo 35 do Gylfaginning, primeira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturluson, como sendo uma deusa virgem, que usa seu cabelo solto com uma faixa de ouro em volta da cabeça. Ela é responsável por carregar a eski (cesta de madeira) de Frigga, cuidar de seus calçados e guardar os seus segredos.

Alguns estudiosos acreditam que Fulla foi uma antiga deusa da fertilidade, modificada ao longo do tempo e colocada em um papel menor como serva de Frigga.

Outras citações

No capítulo 49, Fulla é uma das divindades que receberam presentes enviados por Balder e Nanna diretamente de Helheim, por intermédio do deus Hermod. Na ocasião, Hermod buscava a libertação de Balder diretamente com a deusa Hel, mas ela impôs a condição de que só o liberaria caso todos os seres vivos chorassem por ele. Hel, entretanto, permitiu que Balder e Nanna enviassem alguns presentes para os vivos: Balder envia a Odin o anel Draupnir (que o mesmo havia colocado em sua pira funerária), e Nanna envia a Frigga um manto de linho e "outros presentes". Destes "outros presentes" enviados, o único item específico mencionado na passagem é um anel de ouro destinado à Fulla. 

No primeiro capítulo do Skáldskaparmál, segunda parte da Edda em ProsaFulla está listada entre as oito deusas que participam de um banquete noturno realizado para Aegir. No capítulo 19, algumas maneiras poéticas de ser referir a deusa Frigga são fornecidas, uma das quais é como "Senhora de Fulla".

fontes:

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28 de janeiro de 2022

Hermafrodito

۞ ADM Sleipnir

Arte de DevaKami

Hermafrodito (grego Ἑρμαφροδιτος, Hermaphroditos; "Hermafrodita" ou "Afeminado") é na mitologia grega o deus dos hermafroditas e afeminados, fruto de uma relação extraconjugal da deusa Afrodite com o deus Hermes (e daí o seu nome, uma junção do nome dos seus pais). Ele é ás vezes contado como um dos Erotes, os deuses alados do amor companheiros de Afrodite. Por ser filho de Hermes e, consequentemente, bisneto de Atlas, às vezes ele é chamado de Atlântida (grego: Ατλαντιάδης). 


O Hermafroditismo

Originalmente, o hermafroditismo era definido como uma condição em que uma pessoa apresentava dois órgãos sexuais, um masculino e um feminino, ao mesmo tempo, condição essa que já era bem evidente no nascimento da mesma. Hoje, após revisões científicas, ficou estabelecido que o hermafroditismo faz com que uma pessoa produza ambos os gametas, femininos e masculinos, funcionais durante sua vida. Segundo a mitologia, Hermafrodito não nasceu com essa condição, tendo nascido plenamente masculino.

Mitologia

De acordo com o poeta Ovídio, após seu nascimento, Hermafrodito foi amamentado e criado por um grupo de náiades que habitavam em cavernas do Monte Ida, uma montanha sagrada na Frígia (atual Turquia). Ao completar quinze anos, Hermafrodito deixou o local e viajou para as cidades de Lícia e Caria. Enquanto andava pelos bosques de Caria, ele encontrou uma fonte onde vivia uma ninfa chamada Salmacis, e a mesma ficou extremamente atraída pela beleza do jovem. Salmacis tentou então seduzir Hermafrodito de todas as formas, mas o jovem resistiu aos seus avanços. 

"Salmace ed ermafrodito" (1708), pintura de Giovanni Antonio Pellegrini (1675–1741)

Mais tarde, achando que a ninfa havia ido embora, Hermafrodito despiu-se e entrou na fonte para se banhar. Salmacis o observava de trás de uma árvore, e não conseguiu ficar só olhando. Ela pulou dentro do lago e partiu para cima de Hermafrodito, agarrando-o a força e tentando fazer com que esse a beijasse e a tocasse. Enquanto Hermafrodito ainda lutava tentando se desvencilhar de Salmacis, ela clamou aos deuses e pediu que não deixassem eles se separarem nunca mais. Os deuses atenderam ao seu desejo, unindo seus corpos em um só. Ao mesmo tempo, sua fonte adquiriu a propriedade de tornar afeminados os homens que se banhavam em suas águas.
Salmacis e Hermafrodito, pintura de Jean Francois de Troy (1679-1752)


Iconografia

Na arte grega, Hermafrodito era retratado como um jovem alado com características tanto masculinas quanto femininas: geralmente coxas, seios e estilo de cabelo feminino, enquanto exibe uma genitália masculina.

Cultura Popular

Nos quadrinhos, Hermafrodito (sob o nome de Atlantiades) aparece como um importante personagem coadjuvante associado à Mulher Maravilha. Ele teve sua estréia na revista Mulher Maravilha Vol 5 #69 (Junho de 2019), e retém as características do deus na mitologia grega. 


fonte:
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27 de janeiro de 2022

Phenex

۞ ADM Sleipnir

Arte de taintedsilence

Phenex (também chamado Phenix, Pheynix, Fênix) é de acordo com a demonologia um anjo caído, anteriormente pertencente à ordem dos Tronos e agora ranqueado como um marquês do inferno, possuindo vinte legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 37° dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando invocado, ele aparece diante de seu invocador como uma ave de fogo (fênix), cantando e falando com uma doce voz infantil. O invocador (e aqueles que ao seu lado possam estar no momento) deve evitar prestar atenção ao seu canto, e solicitar que ele assuma uma forma humana. Uma vez em sua forma humana, Phenex falará e ensinará maravilhosamente sobre todas as ciências. Ele também é um excelente poeta, além de estar disposto a atender os pedidos de seu invocador.

Arte de leefaan

No texto apócrifo Testamento de Salomão, Phenex revela a Salomão que ele espera retornar ao Sétimo Trono após 1.200 anos de sua queda.

Selo de Phenex


Cultura Popular
  • Phenex aparece no game Final Fantasy XI online, sendo mais comum adotarem a grafia Fênix/Phoenix;
  • No mangá e anime Magi: The Labyrinth of Magic, Phenex é um dos djinns de Kouen Ren, primeiro príncipe do Império Kou;
  • No anime High School DxD, o clã Phenex é um dos 32 clãs demoníacos remanescentes dos 72 Pilares;
  • Em Mobile Suit Gundam Unicorn, Phenex batiza a terceira unidade Unicorn;
  • Na trilogia literária The Forsaken Comedy, de Kevin Kauffman, Jesus Cristo desce ao Inferno após sua morte e assume o nome de Phenex. Na obra, Jesus é descrito como um revolucionário não divino agindo contra o Império Romano, e o Inferno como um lugar não para os excessivamente corruptos ou pecadores, mas para aqueles que se rebelam contra a ordem.
Arte de Andre Wahl


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26 de janeiro de 2022

Pating na Pakpakan

۞ ADM Sleipnir

Arte de Leandro Geniston

Os Pating na Pakpakan (também chamados apenas de Tiburones, "tubarões" em espanhol) são tubarões voadores presentes no folclore filipino, em particular na região da península de Bicol. Eles possuem basicamente as mesmas características e natureza dos tubarões comuns, com exceção de um par de asas que os tornam capazes de deixar seus domínios aquáticos e atacar suas presas no ar. 

No épico bicolano Ibalon, um grupo de Pating na Pakpakan é confrontado e derrotado pelo herói guerreiro Handyong e seus companheiros.

Arte de Elartwyne Estole

fonte:

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25 de janeiro de 2022

Vulthoom

۞ ADM Sleipnir

Vulthoom (também conhecido como Gsarthotegga ou O Dorminhoco de Ravormos) é uma entidade fictícia pertencente aos Mitos de Cthullu, aparecendo pela primeira vez no conto de terror de mesmo nome. Escrito por Clark Ashton Smith, o conto foi publicado pela primeira vez em 1935 na revista Weird Tales.

Vulthoom é um dos chamados Grandes Antigos, sendo altamente inteligente e tecnologicamente avançado. Por razões desconhecidas, foi exilado de sua própria realidade por outros de sua espécie, indo parar no planeta Marte há muito tempo atrás. Após ter assumido o controle do planeta (sendo responsável pelo seu estado atual, pois se alimenta de ecossistemas), Vulthoom caiu em um topor milenar, e agora repousa na cidade subterrânea de Ravormos. Lá, ele dorme enquanto sonha com o dia em que despertará e dará início à sua próxima conquista, o planeta Terra.

Ele é cultuado por uma raça de marcianos conhecida como Aihai, embora estes o vejam mais como um equivalente ao Satanás das crenças terrenas. Sua aparência real é desconhecida, mas um homem que entrou em contato com um poderoso alucinógeno vegetal teve uma visão sua como uma enorme planta alienígena. Representações suas comumente se assemelham a uma Alraune, criatura pertencente ao folclore medieval.


fontes:
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24 de janeiro de 2022

Domovoi

۞ ADM Sleipnir

Arte de Mushroom Tea

Domovoi ("dono da casa"; russo: домовoй, ucraniano: домовик; Domovyk, Domovik,; pluralDomoviye ou Domovye) é um espírito guardião dos lares pertencente ao folclore eslavo.  Ele é geralmente descrito como uma figura masculina, sendo normalmente pequeno, barbudo e, às vezes coberto de pelos por todo o corpo. Ocasionalmente é caracterizado com caudas ou pequenos chifres. De acordo com algumas histórias, um Domovoi é capaz de assumir a aparência dos atuais ou dos antigos proprietários da casa. Ele também pode se transformar em animais domésticos como cães e gatos. Apesar das descrições físicas, um Domovoi raramente se permite ser visto pelos humanos, preferindo manifestar sua presença através de pequenas batidas ou gemidos.


Como um espírito do lar

Tradicionalmente, acredita-se que cada casa possua o seu próprio Domovoi, que se aloja atrás de fogões, debaixo da soleira das portas ou em estábulos. Ele auxilia a família nas tarefas domésticas e também no trabalho no campo, além de proteger a casa contra ladrões e outros tipos de incidentes. Porém, para que isso ocorra, é necessário mantê-lo sempre feliz e satisfeito por meio de ofertas diárias como leite, mingau, fumo, pães e biscoitos. 

Negligenciar um Domovoi ou mesmo a própria casa, faz que que ele fique irritado e comece a causar todo o tipo de transtornos, desde fazer barulhos indesejados, quebrar e bagunçar coisas e, em alguns casos, até mesmo sufocar os membros da família enquanto dormem. Em casos extremos, o Domovoi irá abandonar a casa e procurar uma nova para habitar, o que segundo o folclore é uma verdadeira catástrofe, visto que sua benevolência era essencial para a subsistência e o bem-estar da família. 


Em uma casa só pode haver um Domovoi, e caso outro tente se instalar nela, a família deve pedir o auxílio do Domovoi residente para expulsá-lo. Também, caso a família tenha que se mudar para uma nova casa, deve oferecer ofertas de comida ou calçados para convencer o Domovoi a acompanhá-los até a nova moradia.

Como um espírito profético

Além de seu papel como protetores do lar, os Domoviye são tidos como oráculos, cujos comportamentos serviam como meios de prever o futuro. Um domovoi rindo, cantando, brincando ou dançando significa que bons tempos estão para chegar. Se visto dedilhando um pente, significa que um casamento está por vir. Porém, se for ouvido chorando durante à noite, ou se ele se revelar perante a família enquanto chora, é porque um de seus  membros (geralmente o chefe) morreria em breve. 

O seu toque também servia como meio de interpretar o futuro: se ao tocar uma pessoa com suas mãos peludas, a mesma sentir calor ao toque, isso era um sinal de boa sorte; caso contrário, se ela sentir o mesmo congelar, deve se preparar para maus momentos.

Arte de Ruslan Bashirov

Como cuidadores de animais

Domoviye gostam de cuidar de animais, principalmente cavalos. Só que eles só o fazem se o animal for de uma cor que eles gostam. Se um Domovoi gostar da cor de um cavalo, ele irá alimentá-lo e mantê-lo limpo e penteado. Caso seu dono não possa alimentá-lo adequadamente, o Domovoi chega ao extremo de roubar comida em propriedades vizinhas para dá-la ao cavalo. 

Caso a cor do cavalo não seja do seu agrado, o Domovoi fará de tudo para atormentá-lo. Ele o privará de água e comida, além de fazer com que não descanse durante a noite. Para evitar qualquer transtorno, é importante descobrir quais cores um Domovoi prefere antes de adquirir um novo cavalo. 

Relação com a Kikimora

Onde há um Domovoi, certamente há uma Kikimora. Também chamada de Domovikha, a Kikimora é um espírito feminino do lar, tido como consorte do Domovoi e que geralmente habita em adegas ou galinheiros. Ao contrário do Domovoi, a Kikimora é vista como um espírito maligno, porém pode se mostrar benevolente com boas donas de casa, auxiliando-as em suas tarefas. Se irritada, age exatamente como um Domovoi irritado faz.

Kikimora, Arte de Michalina

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21 de janeiro de 2022

Kryžacіk

۞ ADM Sleipnir

Arte de Eugene Kot

Kryžacіk (em russo: Крыжатик; derivado de крыж (kryž), "cruz") é um fantasma pertencente ao folclore da Polésia, região européia que se estende sobre territórios da Bielorrússia, Ucrânia, Polônia e Rússia. Ele dito vagar à noite pelos cemitérios e ter sua movimentação restrita as suas fronteiras. 

Um Kryžacіk pode ser originar quando a lápide de uma pessoa é danificada dentro do período de 40 dias após o seu enterro. Uma vez que o espírito dessa pessoa se converta em um Kryžacіk, ele passa a assombrar o cemitério, atacando aqueles que provocarem qualquer tipo de dano às lápides e lançando-os dentro de covas abertas. Seus alvos mais comuns são bêbados e principalmente ladrões de túmulos.

Um Kryžacіk não possui uma forma particular. Sua presença pode ser notada pelo som do vento percorrendo por entre as árvores ou as lápides do cemitério. Dizem que ele se torna mais forte durante o Radonitsa, feriado ortodoxo onde ocorre a celebração dos mortos, ocasião na qual muitas pessoas costumam visitar os túmulos de seus parentes. Nesse período em particular, o Kryžacіk pode assumir a forma de um corvo cinza e velho, dotado de um bico branco e de olhos humanos. Nessa forma, ele observa os visitantes de perto, para que nenhum dano seja causado por eles. ‌ ‌‌ ‌ ‌ ‌‌‌


fonte:

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20 de janeiro de 2022

Haagenti

۞ ADM Sleipnir

Arte de Izaac Rodriguez

Haagenti (também Hagenit, Hagenith, Hagenti) é de acordo com a demonologia um presidente do inferno e possui trinta e três legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 48° dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando conjurado, Haagenti assume a forma de um búfalo com asas de grifo, assumindo posteriormente uma forma humana caso seja comandado pelo magista. 

Arte de ManoAlada

Ele é capaz de tornar os homens sábios, além de instruí-los em uma ampla variedade de assuntos. Haagenti também é conhecido pelo seu dom de transmutação. Ele pode transmutar qualquer tipo de metal em ouro, além de transformar água em vinho e vice-versa.

Selo de Haagenti


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Haagenti aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também aparece na franquia Bloodstained e em Final Fantasy XI online;
  • No RPG In Nomine, Haagenti é o Príncipe Demônio da Gula;
  • No mangá Shakugan no Shana, Haagenti é um dos Senhores do Reino Carmesim, contratado pelo personagem Alex, afiliado ao Exército Flame Haze.


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19 de janeiro de 2022

Isquelê

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Isquelê é uma assombração presente no folclore de Minas Gerais, em particular na região em torno do rio São Francisco, dita assombrar encruzilhadas e outros lugares onde acredita-se "haver muita energia concentrada".

O Isquelê possui a aparência de um esqueleto (daí o seu nome, uma corruptela do mesmo), e algumas pessoas que alegam já terem esbarrado com a assombração relataram terem visto uma tocha ou vela acesa no topo do seu crânio, além de ouvirem o som de seus ossos rangendo enquanto ele se aproximava.

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

fontes:
  • Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves;
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo.
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18 de janeiro de 2022

Cath Palug

۞ ADM Sleipnir

Cath Palug (também Cath Paluc, Cath Balug, Cath Balwg, Chapalu; "gato com as garras afiadas", "gato que arranha", ou "gato de Palug", entre outros significados possíveisé uma criatura monstruosa presente em contos/poemas galeses e franceses, descrita como sendo uma espécie de gato preto gigante, e às vezes possuindo características de um peixe. 

Ele é dito ser um dos estranhos filhos de uma porca chamada Henwen, cuja gestação era, de acordo com uma profecia, um mau presságio para a ilha da Bretanha. Quando Henwen estava pronta para dar à luz, ela foi perseguida até mergulhar no mar (seus perseguidores variam de acordo com a versão do conto; o mais comum é o rei Arthur) em Penrhyn Awstin, na Cornualha. Ela consegue escapar e acaba chegando no País de Gales, onde começar a dar a luz à sua prole maldita. Cath Palug, em particular, assim que nasceu mergulhou no mar, cruzou o estreito de Menai e foi parar na ilha de Anglesey, onde segundo algumas vertentes da história, foi resgatado e criado pelos filhos de alguém chamado Palug (e daí o seu nome).

Em pouco tempo, Cath Palug cresceu e se tornou uma criatura de proporções gigantescas e uma verdadeira calamidade para a ilha. Confrontado por um exército de guerreiros, ele matou 180 deles antes que fosse finalmente morto (em algumas versões da história por Sir Kay, em outras por Arthur, entre outros oponentes). Em relação a Arthur, alguns acreditam que o conto é uma alegoria do seu conflito com Mordred.

Arte de Peter Diamond

Variações

No poema L'Estoire de Merlin ("A história de Merlin", escrita no século XIII), Arthur enfrenta uma criatura não nomeada mas com as mesmas características do Cath Palug. Nele, um homem pescando no lago Lausanne jura que dedicará a Deus a primeira pesca que fizer, mas não cumpre seu juramento. Ele continua pescando normalmente até que ao lançar sua linha no lago pela terceira vez, ele acaba pescando um gatinho preto. O homem então leva o gato para casa, e em pouco tempo o mesmo cresce de maneira anormal. Agora gigante, o gato mata o pescador, sua família inteira e, subsequentemente, qualquer viajante insensato o suficiente para se aproximar do lago. Eventualmente, ele acaba sendo morto pelo Rei Arthur.

Em uma versão da canção de gesta La Bataille Loquifer, Cath Palug (sob o nome Chapalu) é confrontado pelo herói Rainouart. Aqui, Chapalu era filho de uma fada chamada Brunehold, que enquanto se banhava em uma fonte acabou sendo violenta por um lutin chamado GringaletEmbora Chapalu tenha nascido com a aparência de um humano belo e saudável, Brunehold não suportou a vergonha de tê-lo tido e o amaldiçoou, transformando-o em um monstro horrendo. Ele agora tinha uma cabeça de gato com olhos vermelhos, o corpo de um cavalo, garras de grifo e cauda de leão. A maldição de Chapalu só poderia ser revertida quando ele consumisse algumas gotas do sangue de Rainouart. Assim, o herói foi levado por três fadas até Avalon, e lá Arthur faz com que Chapalu e Rainouart lutem. Durante a batalha, Chapalu derramou um pouco do seu sangue do calcanhar sobre Chapalu, e sua forma humana foi restaurada. 

Cultura Popular

  • No mangá/anime Nanatsu no Taizai, Cath Palug é uma criatura monstruosa nascida da Mãe do Caos, que se apresenta como a companheira do Rei Arthur Pendragon;
  • No jogo Fate/Grand Order, o personagem Fou é revelado como Cath Palug, vinculado à Merlin como seu familiar.
Cath Palug em Nanatsu no Taizai

fontes:

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17 de janeiro de 2022

Shikijirō

۞ ADM Sleipnir

Shikijirō (japonês: 敷次郎 ou しきじろう) é um yokai do folclore japonês, dito assombrar minas que operam há mais de cem anos. Ele é descrito como sendo semelhante a um trabalhador de mina, porém a cor de sua pele é bem mais pálida que a de um humano comum. Conta-se que conforme anda, o Shikijirō reproduz um som semelhante ao de água sendo bombeada ou ao de algo sendo escavado. Antes de sua aparição, os mineradores sentem arrepios e calafrios, além de sentirem dores como se tivessem tendo suas unhas arrancadas. 

Ele não entende a linguagem humana, porém em suas aparições costuma interromper os mineiros e por vezes lhes implora por comida. Se o mineiro se recusa a lhe dar algum alimento, o Shikijirō o morde, e o ferimento causado pela mordida não pode ser curado com remédios comuns. Para curá-lo, é necessário queimar um tapete retirado de um altar budista ou um pedaço da estola de um monge, misturar as cinzas com óleo e depois aplicá-lo na ferida.


fontes:

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14 de janeiro de 2022

Macaugis

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Elartwoyne Estole

Macaugis (também Makaugis ou Makaogis) é uma criatura pertencente ao folclore filipino, descrita como tendo a cabeça e o torso de um macaco e a parte inferior de um cavalo, dando-lhe a aparência de um centauro. De acordo com as histórias, o Macaugis possui o hábito de sequestrar crianças que estejam infestadas por piolhos, capturando-as e levando-as para a sua morada no Monte Miyakarang (provavelmente para se alimentar somente dos piolhos). Embora não tenha asas, o Macaugis percorre todo o trajeto voando.

Arte de Leandro Geniston
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13 de janeiro de 2022

Naberius

۞ ADM Sleipnir

Arte de Felicia Liang

Naberius (também chamado Nebiros, Naburus, NaberusCerbere Cerberus) é de acordo com a demonologia um poderoso e valente marquês do inferno e possui dezenove legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 24° dentre os 72 espíritos de Salomão. O médico, ocultista e demonologista Johann Weyer (1515–1588) foi o primeiro autor a mencioná-lo, em sua obra Pseudomonarchia Daemonum ("Falsa Monarquia dos Demônios")de 1577, onde ele o associou ao monstro grego Cérbero.

Selo de Naberius


Quando conjurado, Naberius assume a forma de uma ave negra (uma garça, um corvo ou um galo, de acordo com alguns autores), podendo também assumir a forma de um cão de três cabeças e com pés de pássaro. Ele possui uma voz rouca, mas apresenta-se de forma expressiva e cordial. 

Naberius torna os homens versados em todas as artes e ciências, especialmente nas artes da lógica e da retórica. Ele também possui o dom de restaurar dignidades, honras e privilégios perdidos.



Cultura Popular
  • Naberius aparece na franquia de jogos Final Fantasy (como um monstro em FFXI online e como uma arma em FFXIII);
  • Nebiroth, penúltimo boss do game Super Ghouls 'n Ghost, foi inspirado em Naberius;
  • No mangá Tarot Cafe, Nebiros é um demônio poderoso que "comprou" um adolescente abusado chamado Aaron, a quem ele eventualmente infligiu a maldição de um lobisomem como punição por deixar seu castelo;
  • No mangá e anime Ao no Exorcist, Naberius é o nome de uma classe de demônios;
  • No mangá Magi: Labyrinth of Magic e no mangá/anime spinoff Sinbad no Bouken, Cerberus/Naberius é o djinn pertencente à Mira Dianus Artemina, ex-rainha de Artemyra;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, um dos professores de Babyls chama-se Naberius Kalego. Além do professor do protagonista Suzuki Iruma, ele também se tornou seu espírito familiar por acidente;
  • No filme Frankenstein: Entre Anjos e Demônios (2014), Naberius é o líder da horda de demônios na Terra.
Naberius Kalego (Mairimashita! Iruma-kun)


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12 de janeiro de 2022

Skadegamutc

۞ ADM Sleipnir

Arte de Giovanni Calore

Skadegamutc ("bruxa fantasma", também Skudakumooch ou Sk i te'kmuj) é uma criatura vampírica originária do folclore das tribos nativo-americanas Mikmaq, Maliseet, Passamaquoddy e Abenaki (conhecidas coletivamente como Wabanaki). De acordo com o folclore, um Skadegamutc é um(a) maligno(a) xamã que após a morte recusa-se a permanecer morto, levantando-se de seu túmulo e passando a vagar pela terra alimentando-se da carne e do sangue daqueles que cruzam o seu caminho.
 
Durante o dia, o Skadegamutc assemelha-se a um típico zumbi, mas durante a noite, ele se transforma em uma bola de luz que percorre a região em busca de presas. 


Seu método preferido de ataque é perseguir grupos de pessoas enquanto voa pelo céu. Ao flagrar uma pessoa se desgarrando de seu grupo e ficando para trás, o Skadegamutch imediatamente desce dos céus sobre sua vítima, atacando-a de maneira rápida e silenciosa. Outro método é atacar pessoas que acabaram de enterrar um ente querido, perseguindo-os e atacando-os assim que estiverem descansando.

Um Skadegamutc é virtualmente impossível de ser repelido, pois armas comuns e outros métodos que geralmente funcionam contra outros vampiros não surtem nenhum efeito nele. A única maneira de destruir um Skadegamutc é atear fogo nele, e depois espalhar suas cinzas aos quatro ventos. Se isso não for feito, certamente ele retomará sua forma e continuará seus ataques.

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11 de janeiro de 2022

Mayahuel

۞ ADM Sleipnir


Mayahuel (também Mayahual, Mayouel) é a deusa asteca do agave (conhecida como octli na língua nauátle), planta usada para produzir pulqueO pulque é uma bebida que era sagrada para os astecas e utilizada em muitos rituais. O agave é uma planta espinhosa, e os sacerdotes astecas usavam esses espinhos para cometer suicídio ritual. Além do agave, Mayahuel é associada com a fertilidade, o parto e a embriaguez. Ela é consorte do deus da cura Patecatl, que também é uma divindade associada ao pulque. 

No calendário asteca, Mayahuel é a governante do oitavo dia, Tochtli (coelho), e da oitava trecena, 1-Malinalli (grama). 

Representações

Mayahuel é normalmente representada como uma jovem mulher emergindo de uma agave, com um anel de jade perfurando o nariz e segurando um octecomatl (uma espécie de taça/jarra contendo pulque). Ás vezes é representada com uma pele de coloração azul com manchas amarelas, outras com o rosto tingido de preto e vermelho. Ela também costuma aparecer vezes representada com muitos seios com os quais, segundo os mitos, alimentava seus filhos, os Centzon Totochin (literalmente "400 coelhos") com pulque. Acreditava-se que os Centzon Totochin eram deuses responsáveis por provocar a embriaguez das pessoas.

Arte de  John-Paul Howard

Mitos

A criação da Agave

O mito mais conhecido sobre Mayahuel conta sobre como surgiu a primeira planta agave. Existem várias versões desse mito, sendo a seguinte uma delas:

Mayahuel vivia no céu com sua vó, uma das Tzitzimime (deusas estelares), e era mantida por ela sob severa vigilância. Um dia, porém, o deus do vento Ehecatl (um aspecto de Quetzalcoatl), vê Mayahuel pela primeira vez, e encantado com sua beleza, se apaixona perdidamente por ela. Percebendo que a única forma dos dois ficarem juntos seria afastar Mayahuel de sua avó, Ehecatl seduz a jovem deusa e a convence a fugir e ir com ele para a terra, onde poderiam ficar juntos.

Arte de mazzertecpatl

Quando a avó de Mayahuel tomou ciência de sua fuga, foi atrás dos dois acompanhada por suas irmãs tzitzimime. Na tentativa de escapar dessa perseguição, Ehecatl transformou a si próprio e Mayahuel em ramos de árvore As Tzitzimime acabaram desvendando o disfarce de Mayahuel, e ainda transformada em um ramo, a mataram despedaçando-a completamente e espalhando seus pedaços pelo chão.

Lamentando o triste fim de sua amada, Ehecatl recolheu os pedaços de Mayahuel e os enterrou. Para sua surpresa e felicidade, no local nasceram ramas de uma nova planta, o agave, e junto com ela, a própria Mayahuel também renasceu. Por esta motivo, acreditava-se que o aguamiel, a seiva doce coletada da agave, era o sangue da deusa.


A invenção do Pulque

Uma outra lenda conta que antes de ser uma deusa, Mayahuel era humana, sendo a modesta esposa de um lavrador chamado Pantecalt. Um dia, enquanto espantava os ratos que constantemente atacavam a plantação do marido, ela notou um deles agindo estranhamente. Ela notou também que no local havia uma planta desconhecida por eles, e que o seu caule estava todo roído. Do caule escorria uma seiva leitosa e ela resolveu coletá-la com uma cabaça e levá-la para casa, onde tentaria encontrar uma utilidade para ela.

Chegando em casa, Mayahuel resolveu provar um pouco da seiva, e tendo achado o sabor muito bom, logo provou mais um pouco. Quando Pantecalt chegou, a viu bebendo e pediu que lhe servisse um pouco também. Logo os dois acabaram com toda a seiva que Mayahuel havia coletado, ficando completamente extasiados e alegres.

Eles decidiram voltar até o local onde Mayahuel havia encontrado a planta, colhendo mais seiva e bebendo ali mesmo. Os dois cantaram e dançaram a noite toda até perderem os sentidos e apagarem. Quando acordaram, se surpreenderam ao descobrir que estavam na presença dos deuses, que queriam saber que bebida eles haviam consumido que os deixaram tão felizes. Mayahuel então ofereceu a eles a cabaça contendo a seiva, e os deuses beberam. Eles gostaram tanto da bebida que a batizaram de "pulque", passando a adotá-la em suas cerimônias. Como prêmio por terem feito a descoberta, Mayahuel e Pantecatl foram integrados ao panteão como deuses. Mayahuel tornou-se a deusa do pulque, enquanto Pantecatl tornou-se Xochipili, deus das flores, da poesia e das festas. 

Arte de Thor Odenson

fontes:
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Ruby