9 de outubro de 2013

Aegir

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia nórdica, Aegir (Hlér or Gymi) é um deus dos oceanos e mares. Seu nome é derivado da palavra "mar". Seu pai era Mistarblindi (Névoa-Cega), e seus irmãos eram Logi (fogo), e Kari (Ar). Seus servos fiéis são Eldir (fogo aceso) e Fimafeng (prático). Aegir era um dos deuses primordiais, que surgiram antes do panteão nórdico ser formado. Ele aparece muitas vezes na arte como um velho magro, segurando as mãos e os longos cabelos brancos que se assemelham à espuma do mar, embora ele às vezes é ilustrado como um gigante. Casado com a deusa Ran, sua irmã, eles  tiveram nove filhas muito perversas e combativas. Estas filhas, sempre vestidas de branco, e seus nomes eram sinônimos de onda: Kolga, Himingaleva, Hefring, Hunn, Hron, Bilgia, Bara, Duffa e Blodughadda.

Aegir é conhecido pelo entretenimento generoso que ele providenciava aos outros deuses. Os deuses faziam festas regadas a cerveja todos os invernos no seu palácio, uma vez que era Aegir quem fornecia esta bebida para todo o panteão divino. As taças nunca ficavam vazias, enchendo-se através de magia. No entanto, um dia Aegir disse que nunca mais servia cerveja enquanto não lhe trouxessem um recipiente suficientemente grande para fermentar toda a cerveja, e isso levou o deus do trovão, Thor, a passar por inúmeras peripécias para conseguir tal recipiente.



Ao receber os deuses em seu palácio, Aegir colocava ouro no chão para iluminar o ambiente ao invés de acender uma fogueira; por esta razão o ouro era também conhecido como o "fogo de Aegir". O palácio de Aegir era um local sagrado, como se pode verificar pelo episódio em que os deuses se reuniram para lamentar a morte de Balder. Aparece entretanto Loki, incitador da morte de Balder, que insulta inadmissivelmente todos os presentes; mas, como não podia ser cometida nenhuma violência enquanto estivessem na casa de Aegir, nenhum mal lhe foi feito. Loki, enfurecido, ao sair mata Fimafeng, que juntamente com Eldir era um dos ajudantes de Aegir.

Os saxões primitivos ofereciam sacrifícios humanos a um deus do mar, que provavelmente era ou estava relacionado a Aegir. As tempestades causadas pela ira frequente deste deus provocavam o afundamento dos navios e os marinheiros acreditavam que Aegir podia aparecer de repente para arrastar navios e tripulantes em direção aos seus domínios submarinos.

Em algumas partes dos Edda, compilações de contos do século XIII, Aegir aparece não como um deus, mas como um homem conhecedor das artes mágicas e que morava na ilha de Hler. Tinha ido visitar os deuses em Asgard, sítio onde morava a raça divina dos Aesir, e nesta visita ouviu Bragi contar as aventuras dos deuses. 

Alguns intérpretes da mitologia nórdica afirmam ainda que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses, como sua esposa Ran e suas filhas. Ele está mais associado à regência das viagens marítimas e coisas mundanas, do que à essência do mar, do oceano e do princípio da água, pois estes já são regidos por uma divindade vanir, conhecido como Njord. Sendo assim, Aegir ou Ægir seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun, sendo ele quem prepara o Hidromel dos Aesir.






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