A Iara (também Uiara ou Yara) é uma sedutora criatura do folclore brasileiro, com origens européias. O nome Iara deriva do velho Tupi yîara = y + Iara (água + senhor / senhora), que significa "senhora do lago" ou "rainha das águas". Ela é vista tanto como uma ninfa da água, sirene, ou sereia, dependendo do contexto da história contada sobre ela. Inicialmente era um personagem masculino chamado Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII seu mito foi modificado e ele foi transformado na bela sereia.
Iara nem sempre foi uma sereia. Antes ela era uma belíssima índia, que trabalhava muito e era muito corajosa. Ela se dedicava demais e isto acabava por despertar uma inveja de alguns membros de sua tribo, entre eles, seu próprios irmãos, pois o pai deles era o pajé e à admirava muito. Então os irmãos resolveram se livrar de Iara, e planejaram matá-la. Certa noite foram até a cabana onde ela dormia, e Iara ouviu o que os irmãos pretendiam fazer, e se defendeu, pois era uma habilidosa guerreira. Iara acabou matando os seus irmãos., e desesperada com o desfecho da história, ela resolveu fugir, porém seu pai conduziu uma implacável busca, e quando ela finalmente foi capturada, eles a atiraram no encontro dos rios Negro e Solimões. Os peixes encontraram e trouxeram o corpo de Iara para a superfície, onde ele foi banhado pela luz da lua, e então ela transformou-se numa bela sereia. Desde então ela vem seduzido suas vítimas para o mergulho sem volta.
Dizem que a única forma de resistir ao encantamento da Iara, é fechar os olhos e tapar os ouvidos, de forma que não a enxergue e nem ouça a sua melodia mortal. Existem também alguns relatos sobre um talismã feito de escamas do boto vermelho, que pode ser usado para quebrar o feitiço da Iara.
A lenda da Iara costuma ser uma das explicações usuais para o desaparecimento daqueles que se aventuram sozinhos na selva. A natureza de Iara é similar a várias outras figuras femininas do folclore de outras regiões, como La Llorona do México e sudoeste dos Estados Unidos, as criaturas colombianas Patasola e Tunda e a Mulher-Cervo da América do Norte. Todos são do sexo feminino e às vezes agem como sirenes, guiando os homens para a sua morte.
Na versão em filme do romance Macunaíma, de 1969, o protagonista de mesmo nome encontra seu fim nas mãos de uma Iara. Ele a abraça avidamente e enxerga tarde demais um buraco golpe na parte de trás do pescoço dela, que revela a criatura que ela era de verdade e não a bela mulher que ele pensou que ela fosse. Esta deformidade física marcando uma mulher perfeita é um tema comum entre as figuras sirênicas das Américas, mas é geralmente relacionada aos seus pés. A Mulher-Cervo tem cascos no lugar dos pés, a Patasola e a Tunda tem pés deformados e La Llorona é frequentemente dita não possuir pés por aqueles que a vêem.
Pelo meu conhecimento, Iara jamais foi um deusa para os índios. Na verdade, como é dito na própria postagem, ela tem raízes europeias. Apesar disso, ela provavelmente é inspirada na lenda da Ipupiara, essa sim uma lenda originalmente indígena.
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A Iara pode ser considerada uma "quase deusa" para os índios?
ResponderExcluirPelo meu conhecimento, Iara jamais foi um deusa para os índios. Na verdade, como é dito na própria postagem, ela tem raízes europeias. Apesar disso, ela provavelmente é inspirada na lenda da Ipupiara, essa sim uma lenda originalmente indígena.
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