23 de outubro de 2013

Iara

۞ ADM Sleipnir



A Iara (Uiara, Yara) é uma sedutora criatura do folclore brasileiro, com origens européias. O nome Iara deriva do velho Tupi yîara = y + Iara (água + senhor / senhora), que significa "senhora do lago" ou "rainha das águas". Ela é vista tanto como uma ninfa da água, sirene, ou sereia, dependendo do contexto da história contada sobre ela. Inicialmente era um personagem masculino chamado Ipupiara, homem peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII seu mito foi modificado e ele foi transformado na bela sereia.

Iara é descrita como uma linda jovem, de cabelos negros (ou verdes), olhos castanhos e pele parda, e com a parte de baixo da cintura de sereia, e que costuma ficar sentada em uma pedra à beira do rio penteando o cabelo ou cochilando sob o sol. Quando ela sente que um homem esta por perto, ela começa a cantar suavemente para atraí-lo. Uma vez sob o feitiço da Iara, um homem deixa tudo para viver com ela para sempre debaixo d'água, e acaba se afogando e sendo arrastado para o fundo do rio. Em algumas versões do mito, o homem não é morto pela Iara, mas conduzido até seus palácios subaquáticos e utilizando de seus poderes mágicos ela faz com que ele sobreviva embaixo d´água. Outros ainda dizem que vários índios mantiveram um relacionamento amoroso com a sereia, e teriam voltado para contar a história.

Iara nem sempre foi uma sereia. Antes ela era uma belíssima índia, que trabalhava muito e era muito corajosa. Ela se dedicava demais e isto acabava por despertar uma inveja de alguns membros de sua tribo, entre eles, seu próprios irmãos, pois o pai deles era o pajé e à admirava muito. Então os irmãos resolveram se livrar de Iara, e planejaram matá-la. Certa noite foram até a cabana onde ela dormia, e Iara ouviu o que os irmãos pretendiam fazer, e se defendeu, pois era uma habilidosa guerreira. Iara acabou matando os seus irmãos., e desesperada com o desfecho da história, ela resolveu fugir, porém seu pai conduziu uma implacável busca, e quando ela finalmente foi capturada, eles a atiraram no encontro dos rios Negro e Solimões. Os peixes encontraram e trouxeram o corpo de Iara para a superfície, onde ele foi banhado pela luz da lua, e então ela transformou-se numa bela sereia. Desde então ela vem seduzido suas vítimas para o mergulho sem volta. 

Dizem que a única forma de resistir ao encantamento da Iara, é fechar os olhos e tapar os ouvidos, de forma que não a enxergue e nem ouça a sua melodia mortal. Existem também alguns relatos sobre um talismã feito de escamas do boto vermelho, que pode ser usado para quebrar o feitiço da Iara. 



A lenda da Iara costuma ser uma das explicações usuais para o desaparecimento daqueles que se aventuram sozinhos na selvaA natureza de Iara é similar a várias outras figuras femininas do folclore de outras regiões, como La Llorona do México e sudoeste dos Estados Unidos, as criaturas colombianas La Patasola e Tunda e a Mulher-Cervo da América do Norte. Todos são do sexo feminino e às vezes agem como sirenes, guiando os homens para a sua morte.

Na versão em filme do romance Macunaíma, de 1969, o protagonista de mesmo nome encontra seu fim nas mãos de um Iara . Ele a abraça avidamente e enxerga tarde demais o buraco golpe na parte de trás do pescoço dela, que revela a criatura que ela é de verdade e não a bela mulher que ele pensou que ela fosse.

Esta deformidade física marcando uma mulher perfeita é um tema comum entre as figuras sirênicas das Américas, mas é geralmente relacionada aos seus pés. A Mulher-Cervo tem cascos no lugar dos pés, La Patasola e a Tunda tem pés deformados e La Llorona é frequentemente dita não possuir pés por aqueles que a vêem.

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Ruby