31 de outubro de 2013

Rasputin

۞ ADM Dama Gótica



Grigoriy Yefimovich Rasputin (em russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин) foi um místico e conselheiro dos Romanovs, a família imperial russa. É uma das pessoas mais misteriosas e sombrias da história da Rússia. Ele exerceu uma influência poderosa sobre o último czar da Rússia Imperial, Nicolau II e sua esposa Aleksandra.

Vida

Sabe-se pouco sobre sua infância. Rasputin nasceu na pequena aldeia de Pokrovskoye, ao longo do rio Tura em Tobolsk guberniya (agora Tyumen Oblast), na imensa planície da Sibéria Ocidental. Durante algum tempo, a data de seu nascimento permaneceu em dúvida. Estimava-se que ele havia nascido entre 1863 e 1873. Mas novos documentos vieram à tona, revelando que Rasputin nasceu em 09 de janeiro de 1869 e foi batizado no dia seguinte, 10 de janeiro, o dia da festa de Gregório de Nissa.

Quando tinha cerca de dezoito anos de idade, Rasputin passou três meses no famoso mosteiro Verkhoturye, talvez como uma penitência por roubo. Não muito longe do mosteiro, Rasputin visitou um homem santo chamado Makariy, cuja cabana estava situado nas proximidades. Makariy teve uma enorme influência sobre Rasputin. Sua experiência lá, combinada com uma suposta visão da Virgem Maria, relatada por ele, o levaram a ter uma vida de um místico religioso e andarilho.

Apesar de pregar a palavra de Deus desde os 11 anos de idade, o jovem ficou conhecido por sua queda por sexo e álcool.

Existem rumores de que Rasputin se uniu à uma seita cristã conhecida como a khlysty (flagelantes), em que seus rituais terminavam com exaustão física, e êxtase religioso. E apesar de não haver nenhuma prova de que ele era um membro dessa seita, esses rumores mancharam sua reputação para o resto de sua vida.

Por volta de 1888 Rasputin casou-se com Praskovia Fyodorovna Dubrovina e eles tiveram três filhos: Dmitri, Varvara e Maria. Em 1901, ele deixou sua casa em Pokrovskoye para então peregrinar pela Grécia e por Jerusalém, desenvolvendo suas próprias doutrinas. 

Em 1903, ao retornar à Rússia e se estabelecer em São Petersburgo, ele já era considerado um staretz – homem santo, adivinho e curandeiro.

A  milagrosa cura de Alexei

Quinto filho do casal real (depois de quatro meninas), Alexei nasceu em 1904. Sua doença hemorrágica mobilizava médicos, místicos e religiosos dentro e fora da Rússia. Percebendo a oportunidade, Rasputin moderou sua vida de libertino e esperou um convite para ir ao palácio real. Em 1905, sob recomendação de uma amiga de Alexandra, Rasputin foi chamado para uma audiência com a czarina durante uma das crises de Alexei. Não se sabe exatamente como, mas ele fez parar o sangramento.

Romanovs, a família imperial russa.
Por volta de 1905, a sua reputação de místico o introduziu no círculo restrito da Corte imperial russa. Rasputin era visto pela czarina e sua família como um santo místico, visionário, curandeiro e profeta, mas por seus inimigos, era visto como péssima influência na corte. Odiado por seus hábitos extravagantes, temido por sua suposta paranormalidade e execrado por ter origem pobre. Boatos diziam que Rasputin estava frequentando a cama de Alexandra e praticando jogos sexuais com as filhas dela. O próprio bruxo alimentava a fama, proclamando suas supostas conquistas durante banquetes regados a vodca. Não demorou para que a polícia secreta russa fizesse chegar aos ouvidos de Nicolau II informações sobre tais fanfarronices. Advertido, Rasputin negou os fatos, atribuindo-os à inveja da sociedade. Não adiantou. Nem mesmo um pedido pessoal de Alexandra ao czar evitou que Rasputin fosse enviado de volta para Pokrovskoye.

Durante a temporada de caça de 1912, os Romanov foram passar férias em Spala, na Polônia, onde Alexei teve outra crise aguda de sua doença. Os médicos da corte desenganaram a criança, Nicolau II chegou a encomendar um funeral. Mas Alexandra, desesperada, enviou um telegrama para Rasputin, que respondeu: “Não se preocupe. O pequenino não morrerá. Não deixe que os médicos o aborreçam”. Dias depois, Alexei estava recuperado. E assim Rasputin retomou assim seu lugar na corte. 

A Primeira Guerra Mundial trouxe novos contornos à atuação de Rasputin, já odiado pelo povo e pelos nobres, que o acusaram de espionagem ao serviço da Alemanha. Escapou de várias tentativas de morte, mas acabou sendo vítima de uma trama de parlamentares e aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais estavam os Yussupov.

Morte

Rasputin também foi conhecido pela sua suposta e curiosa morte: primeiro ele foi envenenado num jantar, porém sua úlcera crônica fê-lo expelir todo o veneno. 

No dia 16 de dezembro de 1916 Rasputin sofreu uma segunda tentativa de envenenamento por cianeto. o príncipe Félix Yussupov convidou Rasputin para um banquete em seu palácio, às margens do canal Moika, em São Petersburgo, dando a entender que, naquela noite, Rasputin poderia desfrutar de sua esposa, a princesa Irina Alexandrovna. Já que Irina era irmã de Nicolau II, ele não deixou passar a oportunidade. O convite era uma cilada.

Durante o banquete, o príncipe Yussopoff e seus amigos ofereceram a Rasputin um pudim contendo cianeto de potássio em quantidade suficiente para matar várias pessoas. Embora Rasputin tenha comido grande quantidade desse pudim, ele não morreu. Por esse motivo, e pelo fato de lhe serem atribuídos poderes satânicos criou-se uma lenda de sobrenaturalidade envolvendo o fato.

A lenda só foi desfeita em 1930, quando foi descoberto que alguns açúcares, como a glicose e a sacarose, se combinados com o cianeto, formam uma substância praticamente sem toxicidade, denominada cianidrina. Posteriormente, Rasputin teria sido fuzilado, sendo atingido por um total de onze tiros, tendo no entanto sobrevivido; foi castrado e continuou vivo, somente quando foi agredido e o atiraram inconsciente no rio Neva ele morreu, não pelos ferimentos, mas por hipotermia. Existe um relato de que, após o seu corpo ter sido recuperado, foi encontrada água nos pulmões, dando apoio à ideia de que ele ainda estava vivo quando jogado no rio parcialmente congelado.



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4 comentários:

  1. demais esse cara, o verdadeiro profeta

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    1. muito boas s historias aqui relatadas amo esse tipo de leitura vcs saõ exelentes todas as lendas todas as imformações foi muito gratificante não vi o tempo passar cada vez lida uma historia minha curiosidade aumentava obrigada . fale um pouco tambem sobre os faráos sera um deleite aprender um pouco mais obrigada paz e luz a toda equipe

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  2. Obrigada pelas informações!

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  3. Muito bom pessoal meus parabéns...

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