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29 de outubro de 2021

Si-Te-Cah

۞ ADM Sleipnir

Os Si-Te-Cah ("comedores de tule" na língua paiute, também chamados Saiduka ou Sai'i) são uma raça de supostos "gigantes" oriunda do folclore do povo indígena Paiute. De acordo com a história oral, ele eram uma tribo de bárbaros ruivos e canibais e eram tão hostis que várias tribos indígenas se uniram e travaram um longo conflito contra eles. O conflito perdurou até que os Si-Te-Cah remanescentes foram encurralados dentro de uma caverna hoje conhecida como Lovelock Cave, no estado de Nevada, EUA. Após recusarem-se a deixar a caverna, os índios jogaram gravetos e arbustos dentro dela, os incendiaram e depois cobriram a entrada, matando os Si-Te-Cah que lá estavam.

Apesar de comumente serem reputados como sendo gigantes, segundo a historiadora/folclorista Adrienne Mayor, essa foi uma interpretação errônea feita por empresários que montaram no passado exposições turísticas na caverna Lovelock, onde exibiam entre outros artefatos, os supostos ossos dos Si-Te-Cah que ali haviam morrido. Acredita-se que tais ossos fossem na verdade pertencentes à mamutes ou outro animal de grande porte. Os remanescentes paiutes que conhecem a história também não os chamam de gigantes.


fontes:

  • https://en.wikipedia.org/wiki/Si-Te-Cah
  • Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane

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27 de outubro de 2021

Hōkō

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer

Hōkō (japonês ほうこう, "senhor perene"; pronuncia-se Houkou) é um yokai pertencente ao folclore japonês, dito ser um espírito da natureza que habita em árvores que atingiram os mil anos de idade. Sua aparência é a de um cachorro preto sem cauda e com um rosto semelhante ao de um ser humano. Por ser um espírito ligado as árvores, o Hōkō é geralmente associado a outros espíritos como o Kodama e o Yamabiko, este último principalmente por ter uma aparência bastante semelhante. 

Yamabiko

Origem chinesa

O Hōkō tem origem na China, onde é conhecido como Penghou (彭侯). Hōkō é a pronúncia japonesa do nome em chinês pois, devido às mudanças graduais nos sistemas de escrita da China e do Japão, os caracteres usados ​​para escrever hōkō não se traduzem perfeitamente em japonês. 

O Penghou tem sua descrição feita no Baize tu (白 澤 圖, "Diagramas do Pântano Branco"), datado do séc III. Já o Soushen Ji (搜神記, "Em Busca do Sobrenatural"), datado do séc IV, traz uma história sobre "O Penghou na Árvore de Cânfora ":

"Durante o Reino Wu (Período dos Três Reinos, 220–280), Jing Shu derrubou uma grande árvore de cânfora. Então a madeira sangrou e dentro havia um animal que era parecido com um cachorro, mas com um rosto humano. Jing Shu disse que este era um Penghou. Então ele cozinhou o animal e o comeu, e o mesmo tinha gosto de carne de cachorro."

Hōkō foi incluído por Toriyama Sekien no Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼拾遺, "Apêndice aos Cem Demônios do Presente e do Passado"), o 3º livro de sua famosa série, onde citou a história contada no Soushen Ji e adicionou a descrição do Penghou existente no Baize tu. Sekien também faz questão de destacar que se trata de um yokai diferente do Yamabiko.

O fake Hōkō

Desde meados da década de 2000, circulam textos e imagens na internet sobre o Hōkō possuir a aparência de um cão branco dotado de cinco caudas, onde cada uma delas possui uma cor representando os elementos fogo, água, vento, terra e raio. Essa descrição se tornou tão recorrente que muitos sites e outros veículos de informação o reproduzem até hoje como sendo verdadeiro, porém não passa de um grande equívoco.


O "fake Hōkō" surgiu na internet numa época onde o anime/mangá Naruto estava em alta, e era fonte de muitas teorias e fanfictions. Uma fanfiction em particular, feita numa época em que nem todos os bijuus ("bestas de cauda") haviam dado as caras na obra, apresentava o bijuu de cinco caudas com o nome de Hōkō e com a aparência descrita acima. Além disso, algumas ilustrações baseadas nesse bijuu começaram a surgir em sites como o Deviantart, muitas vezes sem a informação de que ela era baseada em uma fanfic, e assim ajudando a disseminar a falsa história. O verdadeiro bijuu de cinco caudas, Kokuō, só daria as caras na obra no capítulo 467, lançado em 21/10/2010, e apesar de ser branco e ter 5 caudas, difere completamente da sua versão da fanfic e nada tem haver com o Hōkō genuíno.

Kokuō


fontes:



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25 de outubro de 2021

Ventolines

۞ ADM Sleipnir

Arte de Fabián Rivera

Os Ventolines (singular: Ventolín) são benévolos espíritos do ar presentes na mitologia cantábrica/asturiana. Ditos viverem nas nuvens, eles são descritos como sendo semelhantes a anjos, com grandes asas verdes e olhos brancos como a espuma das ondas quebrando na areia.

Ventolines são responsáveis ​​por ajudar pescadores, principalmente aqueles que já são idosos, que não podem remar ou que estão em perigo no mar. Quando um pescador está cansado demais para remar, eles descem das nuvens e sopram em direção ao barco, provocando uma brisa suave que leva os barcos com segurança até a costa. Eles também os ajudam, protegendo-os do frio com suas asas ou ajudando a carregar os peixes no barco.

Aqueles que se encontram em dificuldade no mar costumam proferir a seguinte oração, buscando seu auxílio:

"Ventolines, ventolines,

ventolines do mar,

este velho está cansado

e não pode mais remar ..."

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22 de outubro de 2021

O Homem Rato de Southend

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard

Homem-Rato de Southend (Ratman of Southend em inglês) é o personagem de uma lenda urbana originária da cidade de Southend-on-Sea, no condado de Essex, Inglaterra. A lenda conta a história de um morador de rua que usava uma passagem subterrânea de pedestres da cidade para passar a noite e se abrigar do frio e da chuva. Certo dia o homem, que já era velho e tinha dificuldades para caminhar, foi abordado e atacado por um grupo de jovens bêbados que passavam pelo local. Não satisfeitos em espancá-lo, os jovens ainda levaram seu cobertor, o qual era a única proteção que ele tinha para resistir ao frio. 

Muito ferido e sem ter como se esquentar ou mesmo se movimentar, o homem sucumbiu a hipotermia e morreu. Seu cadáver, em particular o seu rosto, acabou ainda sendo devorado por uma matilha de ratos famintos. Algum tempo após o ocorrido, os moradores da região passaram a relatarem ruídos estranhos vindo de dentro das passagens subterrâneas, como guinchos agudos e o som de pregos sendo arrastados pelas paredes. Logo, os tais ruídos passaram a ser atribuídos à ação do suposto fantasma do mendigo, que foi apelidado de Homem Rato de Southend. Seu espírito, segundo a lenda urbana, teria permanecido no local para assombrar as passagens subterrâneas e vias de esgoto, assumindo uma forma grotesca de rato e atacando qualquer um que entrasse em seu domínio. 

Uma versão alternativa desta lenda relata outra origem para o Homem Rato. Nessa versão, um antigo prefeito de Southend teve uma relação extraconjugal que acabou resultando em um filho. Por sua infidelidade, ele teria sido amaldiçoado por deus e esse filho teria nascido com deformidades, possuindo um focinho alongado e uma cauda. Conforme a criança cresceu, começou a desenvolver um gosto por carne humana. Buscando uma solução para esse problema, o prefeito mandou construir uma passagem subterrânea, e dentro dela foi construída também uma entrada oculta que levava para uma câmara, dentro da qual sua cria monstruosa vivia. Durante a noite, ela deixa a câmara e se esgueira pela passagem subterrânea, em busca de um alvo para saciar sua fome.

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20 de outubro de 2021

Haldi

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik88

Haldi (também conhecido como Khaldi) era o deus da guerra e a divindade suprema da mitologia dos urartianos, povo pertencente ao antigo reino de Urartu. Urartu ficava localizado na região hoje conhecida como Planalto Armênio (entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e o Cáucaso), existindo durante a idade do Ferro (860 a.C. – 590 a.C.). Ele era geralmente retratado como um homem com ou sem asas, de pé sobre as costas de um leão. Sua consorte era a deusa Arubani e/ou a deusa Bagvarti.

Haldi integrava uma importante tríade de divindades, ao lado de Shivini (um deus solar) e Theispas (divindade associada aos trovões e tempestades), e era o mais importante entre eles. Porém, Haldi só atingiu o status de divindade suprema durante o reinado de Ishpuini (entre 828-810 a.C.). Haldi era tão importante que os urartianos às vezes eram chamados de haldianos/khaldianos ou “filhos de Haldi”. O rei governante era conhecido como o “servo de Haldi” e muitas inscrições terminavam com a frase Haldini ishmasini (“Pela vontade de Haldi”). Sua benção era solicitada pelo rei antes de cada campanha militar, e mesmo em tempos de paz, Haldi permanecia proeminente na mente dos urartianos, com todas as obras públicas (como estradas, canais e palácios) sendo construídas em seu nome.

Arte de Andranik88

Seu principal santuário ficava na antiga cidade uratiana de Ardini (ou Muṣaṣir). Os templos dedicados a Haldi eram adornados com armas como espadas, lanças, arcos e flechas, e escudos pendurados nas paredes e às vezes eram referidos como "a casa das armas". Uma inscrição assíria do reinado de Sargão II (722-705 a.C.), que saqueou a cidade de Ardini em 714 a.C., lista em detalhes a quantidade de armamentos armazenados no templo de Haldi:
"25.212 escudos de bronze , 1514 dardos de bronze… e 305.412 espadas… Uma grande espada, uma arma usada em sua cintura… de ouro ; 96 dardos de prata ... arcos de prata e lanças de prata, incrustados e guarnecidos com ouro; 12 escudos pesados… 33 bigas de prata." 
(citação extraída de The Kingdom of Armenia, de Mack Chahin)

Arte de Andranik88

fontes:

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18 de outubro de 2021

Turan

۞ ADM Sleipnir

Arte de tealines

Turan ("senhora", "ama" ou "amante") era a deusa etrusca do amor, da fertilidade e da vitalidade, e também a padroeira da cidade de Vulci (Velchi em etrusco), uma das mais importantes cidades da antiga Etrúria. Considerada a equivalente etrusca das deusas Vênus e Afrodite, Turan sobrevive no folclore como Turanna, uma espécie de espírito ou fada do amor e da felicidade que ajuda os amantes. 

Nas artes, Turan era frequentemente retratada como uma jovem donzela alada, geralmente vestida com roupas e jóias suntuosas, mas sob a influência da arte helenística durante os séc. II e III d.C., passou a ser retratada nua. Imagens dela foram retratadas em cenas de banheiro de espelhos de bronze etruscos, onde por vezes aparecia ao lado de seu jovem amante Atunis (Adônis para os gregos).

Turan e Atunis em um antigo espelho etrusco

Outras figuras que costumavam aparecer em representações da deusa eram as Lasas, deidades guardiãs na antiga religião etrusca equivalentes aos Lares romanos, que acreditava-se serem sua comitiva. Turan era ainda comumente associada a pássaros como pombos, gansos e principalmente cisnes. 

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15 de outubro de 2021

Dhinnabarrada

۞ ADM Sleipnir

Arte de ABSOLUTEUNIT

Os Dhinnabarrada são uma raça de criaturas humanóides pertencentes ao folclore do povo aborígene Kamilaroi/Gamilaraay da Austrália. Eles são descritos como seres com um corpo humano, com exceção de suas pernas e pés que são de um emu (uma ave endêmica australiana, semelhante a um avestruz).

As fontes sobre essas criaturas são escassas. As poucas que os citam afirmam que eles vivem como uma tribo e que nunca se movem sozinhos de um lugar para outro, sempre reunidos em pelo menos um pequeno grupo. Também se alimentariam basicamente de larvas e utilizam bumerangues feitos com madeira extraída de árvores gidyer.

Arte de John Rozum

fonte:

  • Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane

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13 de outubro de 2021

Ikuchi

۞ ADM Sleipnir

Arte de David Aravena

Ikuchi (japonês イクチ, também chamado Ikuji ou Ayakashi) é uma espécie de yokai marinho pertencente ao folclore japonês, atestado em várias obras datadas do período Edo, como o Tankai de Sōan Tsumura e o Mimibukuro ("Compilação de Contos de Terror") de Negishi Shizumori. 

Descritos geralmente como sendo serpentes de tamanho colossal, os Ikuchi são ditos vagarem pelos mares abertos na costa do Japão, onde se enroscam em embarcações sempre que cruzam com uma. Conforme desliza seu corpo lentamente em torno da embarcação (processo que pode levar horas ou as vezes dias, devido ao seu tamanho quilométrico), um Ikuchi despeja sobre a mesma uma espécie de óleo bastante pegajoso e pesado, o qual a tripulação da embarcação precisa remover do convés e atirar no mar para que a mesma não acabe afundando.


Sob o nome de Ayakashi, um Ikuchi aparece no Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼拾遺, "Apêndice aos Cem Demônios do Presente e do Passado"), de Toriyama SekienO termo Ayakashi é mais comumente usado para criaturas sobrenaturais das águas em geral, e Toriyama parece ter usado para listar essa classe, porém o termo acabou pegando como um nome desse yokai em específico.

Representação do Ikuchi (ayakashi) no Konjaku Hyakki Shūi


fontes:
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11 de outubro de 2021

Avistamento Alien de Cussac

۞ ADM Sleipnir

O Avistamento Alien de Cussac foi um suposto avistamento extraterrestre ocorrido no dia 29 de agosto de 1967, na comuna francesa de Cussac. As testemunhas desse avistamento foram duas crianças, François Delpeuch e Anne-Marie Delpeuch, na época respectivamente com 13 e 9 anos.

De acordo com o relato das crianças à polícia, elas observavam vacas pastando em um campo, quando de repente avistaram uma nave prateada, brilhante e de forma esférica, com cerca de  4 metros e meio de diâmetro. A nave estava pousada sobre o campo, enquanto quatro pequenos seres humanoides estavam ao seu redor. Um dos seres estava curvado, aparentemente ocupado com algo no chão, e outro segurava um objeto parecido com um espelho. Os quatro seres eram completamente negros, e emitiam um brilho que fez François compará-lo ao brilho da seda. As crianças não conseguiram distinguir se a cor deles era de sua pele ou se usavam algum tipo de traje. Seus braços eram um pouco longos e finos, e não pareciam possuir mãos como as mãos humanas. Já suas pernas eram curtas e finas, e suas cabeças pareciam ter proporções normais em relação ao corpo, mas o crânio, o nariz e o queixo eram igualmente pontudos.


Em algum momento, François gritou: "Vocês vieram brincar com a gente?",e os pequenos seres, percebendo que estavam sendo observados, retornaram rapidamente para a sua nave. A esfera brilhante fez alguns movimentos circulares no chão antes de decolar em grande velocidade em direção ao céu. Assustadas e chorando, as crianças correram para casa e alertaram os adultos. Chamada ao local, a polícia notou um forte cheiro de enxofre e as marcas de grama seca onde segundo as crianças a nave havia pousado.

Onze anos após o ocorrido, o Grupo de Estudos e Informações de Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados (Geipan) investigou o local e notou que os relatos não mudaram. Além disso, a descrição feita pelos irmãos bate com depoimento de uma terceira testemunha que também viu a esfera brilhante. Entretanto, apesar de manter sigilo absoluto sobre o ocorrido, em 2007, o órgão liberou na internet esse e outros arquivos oficiais sobre relatos de OVNIS na França. O caso ocorrido em Cussac foi considerado pelo governo francês como “um dos mais surpreendentes já observados no país”.

Publicação do caso no A.P.R.O. Bulletin em 1968

fontes:
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8 de outubro de 2021

Arkan Sonney

۞ ADM Sleipnir

Arte de Emily Oinen

Arkan Sonney ("ouriço sortudo" ou "porquinho farto" na língua manesa) é uma espécie de fada pertencente ao folclore da Ilha de Man. Geralmente descrito como um ouriço de pelagem branca, o Arkan Sonney é descrito na obra "Contos de Fadas da Ilha de Man" (1951), de Dora Broome,  descrito como tendo olhos e orelhas vermelhas, e tendo a capacidade de alterar seu tamanho, mas não sua forma. Muitas vezes, artes da criatura o retratam com um par de asas.

Arkan Sonney evitam o contato com seres humanos, por isso avistá-los é tido como um bom presságio. Dizem que eles trazem boa sorte para aqueles que conseguem capturá-los; além disso, dizem também que o sortudo sempre terá uma moeda de prata em seu bolso.

Arte de Traci Shepard

fontes:

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6 de outubro de 2021

Paoxiao

 ۞ ADM Sleipnir

Paoxiao (Páo xiāo, chinês: 狍鸮) é uma criatura pertencente à mitologia chinesa, descrita no Shan Hai Jing (chinês 山海經, "Clássico das Montanhas e Mares") como sendo semelhante a uma cabra, porém possuindo um rosto e mãos humanas. Em sua boca, o Paoxiao possuí dentes semelhantes aos de um tigre, e seus olhos não estão localizados em seu rosto, mas sim atrás de suas axilas.

Dito habitar o Monte Gouwu, o Paoxiao é uma besta devoradora de homens, e para atraí-los até o seu covil reproduz sons semelhantes aos de um bebê chorando.

Arte de yuyulin

Comparações com o Taotie

O historiador Guo Pu (chinês: 郭璞; 276–324) equiparava o Paoxiao ao Taotie (chinês 饕餮) uma antiga criatura mítica pertencente aos Quatro Perigos (chinês: 四凶, Si Xiong), um grupo de 4 seres malévolos antagonistas aos Quatro Deuses Celestiais. Geralmente representado em vasos de bronze como uma cabeça sem um corpo, o Taotie representa a gula e a ganância, e seu apetite é tão grande que o fez devorar seu próprio corpo. No entanto, as características do Paoxiao diferem das decorações em vasos e esculturas antigas de bronze, que os estudiosos convencionalmente chamam de "máscaras de Taotie", o que torna a equiparação de Guo Pu questionável. 

Taotie


fontes:

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4 de outubro de 2021

Vuokho

۞ ADM Sleipnir

Vuokho é um pássaro-trovão originário do folclore dos povos lapões da Finlândia e da Escandinávia. Descrito como um pássaro monstruoso e de enormes proporções, acreditava-se que o trovões eram produzidos pelo bater de suas asas. Além disso, o Vuokho é visto como uma criatura que possui grande prazer em causar dor à humanidade, o que ele faz espalhando pestes e miséria por onde quer que passe.

Cultura Popular
  • Vuokho serviu para inspiração de um criatura de mesmo nome presente no game Final Fantasy XIV - A Realm Reborn
  • Ele também aparece no game para IOS e Android Guardian Cross, mais fielmente retratado como um pássaro trovão;
  • Uma aeronave presente no jogo Warhammer 40k é batizada com o nome Vuokho;
  • O poeta Samuel Taylor Coleridge (1772-1834) escreveu sobre o Vuokho em seu poema "O Destino das Nações"
Arte de nicili

fontes:
  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane;
  • Imagination in Coleridge, por John Spencer Hill, Samuel Taylor Coleridge.
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1 de outubro de 2021

Maikubi

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Jonathan Hamers

Maikubi ou Mai-kubi (japonês 舞首 ou まいくび, "cabeças dançantes") é um yokai do folclore japonês, mais precisamente do folclore da cidade de Manazuru, na prefeitura de KanagawaEle é descrito como um trio de cabeças decepadas que aparecem flutuando na superfície da Baía de Sagami durante a noite. 

Segundo a lenda contada no quinto volume do  Ehon Hyaku Monogatari (絵本百物語, Livro Ilustrado de Cem Histórias), ilustrado por Takehara Shunsensai, em certa ocasião durante a era Kangen (1243-1247), três samurais chamados Kosanta, Matashige e Akugorō estiveram em Manazuru participando de um festival. Após exagerarem no saquê, os três ficaram completamente bêbados e perderam o controlem, até que começaram a discutir entre si. A discussão ficou tão séria que evoluiu ao ponto deles desembainharem suas espadas e iniciarem um combate.

Akugorō decapitou Kosanta e perseguiu Matashige enquanto este tentava fugir. Durante a perseguição, Akugorō tropeçou. Matashige aproveitou a situação para dar meia-volta e matar seu perseguidor, porém Akugorō levantou a tempo e respondeu ao ataque. Akugorō e Matashige se golpearam ao mesmo tempo decapitando um ao outro. As cabeças dos três samurais rolaram e caíram no mar. No entanto, a morte não resolveu o conflito entre eles. Suas cabeças flutuaram até a superfície do mar e começaram a se morder e cuspir fogo umas nas outras, ficando presas em um combate eterno.

Arte de Fukunaga

Os espíritos vingativos dos três samurais ainda assombram o mar ao redor de Manazuru. À noite, eles podem ser vistos dançando na superfície do mar enquanto cospem fogo uns nos outros. Os moradores de Manazuru temem a área e a chamam de tomoe ga fuchi (“as profundezas de tomoe”). Quando ondas em forma de tomoe um símbolo que se parece com uma grande vírgula - aparecem na superfície, eles evitam se aproximar das águas por medo de desastres marítimos, os quais acreditam serem causados por eles.

Cultura Popular

  • Maikubi é o nome de uma música da banda de Enka metal Onmyo-za;
  • No anime/mangá GeGeGe no Kitarō, as cabeças são individualmente conhecidas como Kaze-Kubi (風 首, lit. "cabeça de vento"), Hi-Kubi (火 首, lit. "cabeça de fogo" ) e Kaminari-Kubi (雷 首, lit. "cabeça de trovão");
  • Supõe-se que as três cabeças que aparecem no filme A Viagem de Chihiro (2001), de Hayao Miyazaki, sejam inspiradas neste yokai.
Maikubi em GeGeGe no Kitarō


fontes:

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Ruby