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31 de outubro de 2022

Púca

۞ ADM Dama Gótica & ADM Sleipnir


O Púca (também chamado de Phooka, Phuca, Pwca, Puka, Pouque, Glashtyn e Gruagach) é uma das criaturas mais sinistras e famosas do folclore irlandês, estando presente também nos folclores celta, galês e germânico. Trata-se de uma espécie de metamorfo, cuja aparência varia de acordo com a geografia e o clima da região. Possivelmente seu nome pode ter se originado da palavra escandinava Pook ou Puke , que significa "espirito da natureza". 

Na maioria de suas descrições, o Púca aparece como um cavalo negro possuidor de olhos, narinas e boca luminescentes; outras vezes, ele é descrito como sendo um coelho, um macaco, um duende marrom, um homem com cabeça de cabra, dentre outras formas esquisitas. Independente de qual seja sua forma ou motivação, o Púca é uma criatura a ser respeitada e temida. Possuidores de um temperamento vil e vingativo, Púcas se deleitam em provocar danos e promover o caos. Eles derrubam cercas, viram carroças de ponta-cabeça, quebram janelas, dispersam o gado, destroem plantações e fazem buracos nas paredes. Ver um Púca é o suficiente para azedar o leite da vaca ainda nas tetas, impossibilitar as galinhas de porem seus ovos e fazer com que cães uivem a noite inteira.

Arte de Nicholas Heazell

Púcas podem ser encontrados em qualquer local rural, pois dizem que cada condado na Irlanda possui seu próprio Púca. Eles gostam de áreas abertas e montanhosas onde possam correr enquanto estão em forma de cavalo. Em algumas casas localizadas na zona rural, é comum encontrar um banco do lado direito da porta ou portão. O lado direito estará sempre sem nada além do banco, enquanto no lado esquerdo haverá um jardim ornamental ou algum tipo de montículo desconfortável, isso porque um "bom" Púca sentará no lado direito, já um Púca travesso ira para o lado direito.

Quando um Púca assume a forma de cavalo, que parece ser a sua transformação mais comum, ele tende a se divertir convidando alguém para cavalgar em suas costas. Eles preferem fazer essas travessuras com pessoas que bebem demais e estão voltando para casa. Assim que começa a cavalgada selvagem, o Púca salta por cercas e rochas desafiando a morte, a noite inteira e sem destino. Então, ao amanhecer, a vitima  é derrubada pelo Púca, que vai embora deixando a pessoa sozinha para encontrar seu caminho de volta pra casa.


Algumas histórias afirmam ser possível evitar ser abordado por um Púca ou, caso já esteja cavalgando um, domá-lo, uma vez que sua vítima esteja usando esporas afiadas.

Poças de Púca

Muitos lagos e nascentes na Irlanda são chamados de Pools Pooka ou Pollaphuca, algo como "Poças de Púca". Alguns destes são encontrados nas fontes dos principais rios irlandeses como o rio Liffey, que atravessa Dublin ou o rio Bann, que é o maior rio da Irlanda do Norte. 

Ao longo dos últimos mil anos, grupos cristãos mudaram o nome de algumas dessas fontes para St. Patrick Wells ("Poços de São Patrício).

Associação com o Samhain

Os Púcas são associados com o Samhain (celebrado em 31 de outubro), já que o dia 01 de novembro é considerado o Dia dos Púcas. Isto coincide com a colheita e os costumes tradicionais que, quando a colheita está sendo trazida, a ceifeira deve deixar algumas hastes para trás. Esta é a chamada "parte do Púca" e devem ser deixadas para apaziguar o Púca. Qualquer coisa que permanecer nos campos é considerado impuro, pois acredita-se que o Púca defeca ou cospe sobre os frutos silvestres tornando-os venenosos e não comestíveis. No entanto, neste dia é o único dia do ano em que pode-se esperar que o Púca comporte-se civilizadamente.

Arte de Hex Sharpe
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28 de outubro de 2022

Lupeux

۞ ADM Sleipnir

Arte de YunaXD

O Lupeux é uma criatura misteriosa e sinistra oriunda do folclore da província de Berry, uma antiga divisão administrativa da França, dividida posteriormente entre os departamentos de Cher, Indre e LoiretEla é geralmente descrita como sendo uma criatura com uma cabeça de lobo, ou como um lobo em si, mas o fato é que suas vítimas não conseguem vê-la, apenas ouvi-la chamando-as e provocando-as, seja com risadas, com fofocas escandalosas sobre elas ou familiares/conhecidos ou com outro tipo de argumento que provoque a curiosidade e o interesse delas. Conta-se que ele chama por suas vítimas três vezes, e caso elas respondam o chamado pela terceira vez, acabam sendo pegas pelo seu feitiço. 

Uma vez pega pelo feitiço do Lupeux, sua vítima não consegue parar de ouvi-lo chamando por ela e acaba perseguindo sua voz. Quando a voz do Lupeux finalmente cessa, sua vítima se encontra diante de um pântano em algum lugar bastante inóspito. Antes que sua vítima possa fazer qualquer coisa, o Lupeux a empurra para dentro do pântano, e a única (e última) visão que sua vítima terá é a do mesmo empoleirado em um galho próximo, observando-a se afogar enquanto ri dela.


fonte:
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27 de outubro de 2022

Marbas

۞ ADM Sleipnir

Arte de LusiaNanami

Marbas (também Barbas) é de acordo com a demonologia um grande presidente do inferno, possuindo trinta e seis legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 5º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando invocado, Marbas aparece diante de seu invocador na forma de um poderoso leão, assumindo uma forma humana caso seja comandado a fazê-lo.

Marbas responde com sinceridade a qualquer pergunta que lhe seja feita sobre a localização de tesouros escondidos ou revelação de segredos. Ele também pode provocar doenças e curá-las, mudar a forma dos homens, torná-los sábios e ainda dar-lhes conhecimento sobre artesanato e artes mecânicas¹.

Selo de Marbas

Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Marbas aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei;
  • Ele aparece como um inimigo no game Bloodstained: Ritual of the Night;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, Marbas March é um professor de artes da tortura da Escola de Demônios Babyls;
  • Em Nokemono-tachi no Yoru, Marbas é um grande demônio que costumava ser temido, mas agora que o número de pessoas que podem ver demônios diminuiu, ele passa seus dias entediado. Ele faz um contrato com Wisteria, uma garota que pode ver demônios, e passa a viver com ela.
Arte de Mitchellnolte

obs ¹: Artes mecânicas são um conceito medieval de práticas ou habilidades ordenadas, muitas vezes justapostas às tradicionais sete artes liberais. Também chamados de "servis" e "vulgares", desde a antiguidade eram considerados impróprias para um homem livre, por atenderem às necessidades mais vis. São normalmente divididas em sete partes: Vestiaria (alfaiataria, tecelagem); Agricultura; Architectura (arquitetura, alvenaria); Militia e Venatoria (vida militar e caça, educação militar e artes marciais); Mercatura (comércio); Coquinaria (culinária e gastronomia) e Metallaria (ferraria, metalurgia).

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26 de outubro de 2022

Cavalo Fantasma

۞ ADM Sleipnir


O Cavalo Fantasma é uma assombração pertencente ao folclore fluminense, em particular ao folclore do município de Angra dos Reis. Trata-se de um cavalo invisível aos olhos humanos, cuja presença pode ser percebida pelo som das suas pisadas que ficam mais fortes conforme ele se aproxima, além do seu vulto, formado por uma luz clara que emana de seu corpo e o desenha.

Dizem que ele costuma passear por certas ruas de Angra dos Reis na calada da noite, e apesar de causar o pavor naqueles que escutam seu trote, ele aparentemente não causa nenhum mal aos humanos. Já os cavalos vivos são afetados por sua presença, ficando zonzos como se estivessem embriagados.

Arte de Jenniferard2050

fontes:
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25 de outubro de 2022

Ungnyeo

۞ ADM Sleipnir

Arte de amm-arth

Ungnyeo (coreano: 웅녀, "mulher urso"; Hanja: 熊女) é uma personagem oriunda do mito de criação da nação coreana. Originalmente uma ursa, ela vivia junto com um tigre em uma caverna, onde todos os dias rezavam para Hwanung (o "Rei Celestial" e filho do deus celeste Hwanin) para que este os tornassem humanos. Um dia, Hwanung ouviu suas preces e deu aos dois vinte dentes de alho e um feixe de artemísia, ordenando que eles se alimentassem apenas disso pelos próximos cem dias, além de evitarem a luz do sol. Se eles obedecessem suas instruções, eles seriam transformados em seres humanos.


A ursa e o tigre concordaram com a ordem de Hwanung e se abrigaram em sua caverna, de onde só deveriam sair após completarem os cem dias da dieta. Porém, passados vinte dias, o tigre já estava faminto e não suportou esperar mais, deixando a caverna para caçar algo para comer. A ursa no entanto permaneceu na caverna, disposta a ir até o fim dos cem dias e obter seu desejo. Felizmente para ela, isso não foi necessário, pois passados vinte e um dias de dieta e reclusão na caverna, a ursa foi transformada por Hwanung em uma bela mulher, que passou a ser chamada de Ungnyeo.

Ungnyeo ficou muito grata por ter seu desejo atendido e honrou Hwanung com oferendas. Com o tempo, porém, ela passou a sentir falta de um companheiro e passou a rezar para Hwanung pedindo para ser abençoada com um filho. Hwanung novamente ouviu suas orações, indo até ela e tomando-a como sua esposa. Logo depois, Ungneyo deu à luz um filho, Dangun, o lendário fundador de Gojoseon, o primeiro reino coreano.

Arte de 1st Recon Lylith
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24 de outubro de 2022

Zin Kibaru

۞ ADM Sleipnir

Arte de Dananayi Muwanigwa

Zin Kibaru (também Zinkibaru ou somente Zin) é um espírito aquático pertence ao folclore do povo Songhai, na região da África Ocidental (Mali, Niger e Benin). Ele era um ser dito habitar o rio Niger, e embora fosse completamente cego, ele detinha o poder de controlar os peixes do rio à vontade através de um instrumento mágico de cordas que possuía. Com esse instrumento, Zin Kibaru podia tocar músicas capazes de encantar os peixes do rio a ponto deles ficarem completamente hipnotizados e assim passassem a seguir suas ordens.

Zin Kibaru perderia o controle sobre os peixes após cruzar o caminho de Fara Maka (ou Faran Maka), herói cultural dos Songhai. Um dia, Zin Kibaru usou sua magia para comandar os peixes do rio a devorarem uma plantação de arroz pertencente à Fara Maka. Furioso, Fara Maka foi até Zin Kibaru e o desafiou para um combate, derrotando-o e reivindicando para si o controle do instrumento mágico.

fontes:
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21 de outubro de 2022

Shennong

۞ ADM Sleipnir


Shennong (ou Shen Nong, chinês: 神農, literalmente "Fazendeiro Divino") é um mítico governante e herói da China Antiga e uma divindade na religião chinesa, à quem são atribuídas a criação da agricultura, a preservação das sementes e a irrigação, bem como a invenção do machado, do poço e da enxada. Ele é considerado o pai da medicina tradicional chinesa, em parte por causa do Shennong Bencaojing (神農 本草 經, "Clássico de Ervas de Shennong") um catálogo detalhado contendo 365 medicamentos botânicos diferentes, cuja autoria é tradicionalmente atribuía a ele.

Shennong também é conhecido como Wugushen (五穀神, "Deus dos Cinco Grãos") ou Wuguxiandì (五穀 先帝, "Primeiro Deus dos Cinco Grãos"), e por vezes considerado o mesmo que Yan Di (炎帝, "Imperador do Fogo"), um dos Três Augustos (reis-deuses ou semi-deuses que usaram seus poderes mágicos para melhorar a vida das pessoas). Além de venerado como um herói cultural na China, Shennong também é conhecido no Vietnã, sob o nome de Thần Nông.

Iconografia

Shennong é geralmente retratado como um homem vestindo uma túnica simples feita de folhas, sentado enquanto mastiga alguma erva. Em algumas representações, ele apresenta chifres de touro ou pequenas saliências em sua cabeça, enquanto em outras ele possui uma cabeça de touro completa. Dizem que ele tinha uma testa dura como bronze, um crânio duro como ferro e um estômago transparente, que possibilitava que ele observasse como as ervas que ingeria afetavam seu corpo.

Família

Shennong é conhecido como filho de uma bela princesa com um dragão, embora os nomes de seus pais não sejam claros. Shennong também é considerado por algumas obras como pai ou um ancestral de Huangdi, o Imperador Amarelo. De acordo com o Lushi ( chinês :路史; lit. 'Grande História'), uma história não oficial da China escrita pelo estudioso da Dinastia Song do Sul Luo Mi, Shennong\Yan Di era o pai de Chiyou, que como ele também tinha uma cabeça de bronze e uma testa de metal.

Vida 

Shennong nasceu na atual província de Shaanxi, nas margens do rio Jiang, a sudoeste das montanhas Qi, por volta de 28 a.C. . Desde seu nascimento, estava claro que havia algo especial nele, pois havia nascido com nasceu com um par de chifres de boi em sua cabeça e com a barriga cristalina, de modo que era possível ver o que se passava dentro de seu estômago. Com apenas três dias de vida já era capaz de falar; com cinco, já andava e com sete, já tinha todos os seus dentes desenvolvidos. Aos três anos de idade, Shennong já conseguia arar campos inteiros sozinho.

Conforme Shennong crescia, ele percebeu que a maioria das pessoas em sua aldeia estava doente, fraca ou morrendo de fome e logo chegou à conclusão de que era porque eles sobreviviam com uma dieta pobre de mariscos, frutas e às vezes de carne. Decidido a ajudá-los, Shennong começou a comer todos os diferentes tipos de plantas ao seu redor, usando seu estômago transparente para experimentar e observar os efeitos dessas em seu corpo. Shennong classificou as plantas em três categorias diferentes: superior (não tóxicas e comestíveis), média (plantas com efeitos nocivos leves, mas com uso medicinal) e inferior (venenosas).

Arte de Hunter x Huang

Após passar um ano experimentando centenas de tipos diferentes de plantas, Shennong compartilhou suas descobertas com seus semelhantes e os ensinou a cultivar, para que tivessem uma fonte estável de alimentos nutritivos. Após aprenderem a cultivar plantas e ervas medicinais, a saúde das pessoas aumentou exponencialmente e elas passaram a compartilhar seus novos conhecimentos com as cidades vizinhas.

Shennong foi ainda creditado com várias invenções, como a enxada, o arado, o machado, a cavação de poços, a irrigação agrícola, a preservação de sementes armazenadas usando urina de cavalo fervida, o mercado semanal de agricultores, o calendário chinês (especialmente a divisão em 24 jieqi ou termos solares), ter refinado a compreensão terapêutica de tomar medidas de pulso, acupuntura e moxabustão, e  por último, ter instituído a cerimônia de ação de graças da colheita (rito de sacrifício zhaji, mais tarde conhecido como o rito laji). 

Todas essas contribuições renderam a Shennong um status divino entre os aldeões. Em algumas interpretações de seu mito, ele viria a ser conhecido como Yan Di, ou o “Imperador do Fogo” (já que o fogo era um símbolo importante para o povo de sua aldeia natal), que é considerado um dos três reis mitológicos da China.

A Morte e Ascensão de Shennong

Shennong acabou falecendo após ingerir a flor amarela de uma erva daninha, a qual era particularmente venenosa e cujos efeitos causaram a ruptura de seu intestino. Seus efeitos foram tão rápidos e severos que Shennong sequer teve tempo de preparar um antídoto para neutralizar esse veneno. Acredita-se que ele morreu num local que hoje é conhecido como a "Caverna Shennong". Como recompensa por seus grandes e valorosos atos durante a vida, Shennong foi premiado pelo Imperador de Jade com um lugar em sua corte celestial.

Cultura popular

Shennong permanece popular nos tempos atuais entre os praticantes da medicina tradicional chinesa e fitoterapeutas, sendo também considerado o deus patrono dos fazendeiros e comerciantes de arroz. Embora seja difícil encontrar um de seus templos em uma cidade, santuários dedicados a Shennong podem ser facilmente encontrados em todo o interior da China.

O aniversário de Shennong é celebrado no dia 26 do quarto mês do calendário lunar com sacrifícios de animais de fazenda como ovelhas, bois e porcos. Na província de Hubei, uma área conhecida por sua riqueza em recursos naturais, plantas raras e agricultura, há uma reserva natural chamada Shennongjia, nomeada em homenagem à Shennong e considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. Há relatos de pessoas que visitaram o local sobre o avistamento de um "homem selvagem" vagando por lá.


fontes:
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20 de outubro de 2022

Botis

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jim Pavelec

Botis (também Otis) é de acordo com a demonologia um grande presidente e um conde do inferno, possuindo sessenta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 17º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando invocado, Botis aparece diante de seu invocador como uma serpente com chifres, mas caso seja comandado a fazê-lo, ele assume uma forma humana com grandes dentes ou chifres e portando uma espada. 

Botis responde com sinceridade a perguntas sobre o passado, presente e futuro. Ele pode reforçar a coragem de um homem, resolver qualquer conflito mundial com sucesso através da guerra, aliviar a tensão no lar, ajudar na tomada de decisões importantes, proteger contra o ódio dos outros e reconciliar amigos que se tornaram inimigos. Ele é um verdadeiro guerreiro e um combatente altamente qualificado.

Selo de Botis



Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Botis aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também aparece na animação Devil Survivor 2 - The Animation, baseada em um dos games da franquia.
  • No cardgame Future Fight Buddyguard há um card de monstro chamado Mediador, Botis, representado como uma espécie de lagarto empunhando espadas;
  • Na webtoon Skeleton Soldier Couldn't Protect the Dungeon, Botis é um dos 16 Lordes Demônios, sendo o Lorde Demônio adorado pela Sociedade Necron;


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19 de outubro de 2022

Anta Esfolada

۞ ADM Sleipnir

Arte de Vinícius Galhardo

A Anta Esfolada é uma criatura pertencente ao folclore do Rio Grande do Norte, e cuja lenda é associada à fundação do município de Nova Cruz. Trata-se de uma anta encantada e sem sua pele, dita percorrer os arredores de casas e fazendas em alta velocidade e roncando bem alto, assustando a todos, principalmente a caçadores. Por onde passa, ela deixa um horrendo rastro de sangue, oriundo de seu corpo esfolado.

Histórias sobre uma anta maligna que traria azar a aquele que a capturava percorriam a região por volta do final do séc. XVIII, época na qual a caça a esse animal era constante devido ao uso do seu couro para a confecção de sandálias e casacos. Certo dia, um caçador resolveu por um fim a essas histórias, capturando a tal anta e arrancando a sua pele. Conta-se que ele atingiu o seu intento, e uma vez que tinha a anta em suas rédeas, tentou esfolá-la como o planejado. Porém, ao dar o primeiro corte em sua pele, a anta deu um pulo e e saiu correndo em disparada, deixando toda a sua pele nas mãos do seu captor.

Arte de Marcos Muller (para o Estadão)

Logo espalhou-se a história de que uma anta esfolada andava pela região assustando aqueles que encontrava pelo caminho. As pessoas passaram a evitar sair de casa ao anoitecer com medo de se depararem com a criatura. Para por um fim a essa história, um padre missionário foi chamado para realizar o exorcismo da anta, pois muitos acreditavam que ela era na verdade o próprio Diabo. Uma vez realizada a cerimônia de exorcismo, uma grande cruz benta foi instalada na entrada da cidade, e o padre instruiu que as pessoas passassem a chamar aquele lugar de Nova Cruz, além de nunca mais fazerem nenhuma menção à Anta Esfolada. Dizem que desde então a Anta Esfolada nunca mais foi vista nas imediações da cidade, graças a intervenção do padre.

Arte de @FubukiiAST

fonte:

  • Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves;
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18 de outubro de 2022

Ngen

 ۞ ADM Sleipnir

Ngenechén, arte de Lucius Blacklung

Ngen (mapudungun, "dono, proprietário") são espíritos primordiais da natureza presentes na mitologia e nas crenças mapuche, e responsáveis por gerenciar, governar e organizar os diferentes aspectos da natureza. Eles foram criados por Pu-am (a representação da alma universal), com o propósito de garantirem a ordem e o cumprimento do admapu (conjunto de leis e preceitos que regem a nação Mapuche). Se um Mapuche precisa obter algo da natureza, deve respeitar e oferecer uma oferenda ao espírito Ngen específico.

Os Ngen assumem formas baseadas em humanos, animais e plantas. Existem dezenas de Ngen específicos, cada um gerenciando um recurso natural diferente, e cada um deles recebe um nome específico. Os principais são:

  • Ngenechen (Ngen-che): espírito ou divindade que governa os seres humanos;
  • Ngen-mapu: donos da terra;
  • Ngen-wingkul: donos das colinas ou vulcões;

Ngen-wingkul, arte de valdescristian

  • Ngen-kütral: donos do fogo;
  • Ngen-ko: donos da água;
  • Ngen-kürüf: donos dos ventos;
  • Ngen-mawida: donos da floresta;
  • Ngen-kulliñ: donos dos animais;
  • Ngen-lawen: donos das ervas medicinais;
  • Ngen-kura: donos das pedras;
  • Ngen-rüpü: donos dos caminhos criados pela natureza ou dos passos de animais selvagens.
Arte de Matus Blstak

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17 de outubro de 2022

Binangenang

۞ ADM Sleipnir

Arte de Leandro Geniston

Binangenang é uma criatura semelhante a um cavalo pertencente ao folclore da ilha de Luzon, nas Filipinas. Dita viver próxima a região do ativo vulcão Pinatubo, o Binangenang pode ser reconhecido pelas chamas que possui no lugar da crina, indo do topo da cabeça até sua cauda. Ele costuma ser retratado como um ser quadrupede, como um cavalo comum, ou como um bípede, o que o assemelha a outra criatura equina do folclore filipino, o Tikbalang.

De acordo com o folclore, ver o Binangenang é um sinal de mau agouro. Dizem que ele traz más notícias, doenças e morte sobre aqueles que o testemunham sua presença.

Arte de NightmareSyrup
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14 de outubro de 2022

Agropelter

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de James Murlin

Agropelter (também conhecido como Argopelter, Anthrocephalus craniofractens) é uma criatura  pertencente ao folclore lenhador norte americano, dita habitar árvores ocas das florestas de coníferas do Maine ao Oregon. Uma criatura extremamente territorial, o Agropelter não tolera que ninguém entre em seu domínio ou cruze o seu caminho. Se alguém se aproxima o suficiente, ele arranca lascas de madeira e galhos das árvores e os arremessa contra o intruso. Ele também pode arremessar pinhas, frutas e até mesmo ninhos de pássaros.

Arte de Sherwin Quiambao

Algumas fontes afirmam que seu ataque não é mortal, sendo usado somente para espantar os intrusos e impedi-los de chegarem mais perto. Outras fontes porém afirmam não só que seu ataque é mortal, perfurando ou esmagando seu alvo, como até hoje só ouve um sobrevivente de seu ataque: um homem chamado Big Ole Kittelson, que afirmou somente ter sobrevivido porque o galho atirado pelo Agropelter estava podre e se espatifou assim que atingiu sua cabeça. Aliás, é de Big Ole Kittelson a única descrição obtida da criatura, uma vez que ela é rápida o suficiente em seus ataques, sendo praticamente impossível de ser vista. Ole afirmou que enquanto fugia, virou para ver o que o havia atacado, e conseguiu avistar uma criatura semelhante a um macaco, com um corpo esguio e braços longos como se fossem chicotes.


fontes:

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13 de outubro de 2022

Vine

۞ ADM Sleipnir

Arte de Mauricio Carrasco

Vine (também Viné, Vinea ou Vin) é de acordo com a demonologia um grande rei e conde do inferno, possuindo trinta e seis (ou dezenove, de acordo com o Dictionaire Infernallegiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 45º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Quando invocado, Vine aparece diante de seu invocador primeiramente como um leão montado em um cavalo preto e trazendo uma víbora em uma das mãos. Posteriormente, ele assumirá uma aparência humana se solicitado por seu invocador.


Vine é invocado por sua capacidade de revelar coisas escondidas, expor bruxas e responder perguntas sobre o passado, presente e futuro. A pedido de seu invocador, ele pode erguer fortalezas, destruir edificações e controlar tempestades no mar.

Selo de Vine



Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Vine aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei;
  • No anime/light novel Shakugan no ShanaVine é um Jaeger da organização Bal Masqué e um subordinado de Bel Peol, cujo verdadeiro nome é "olhos vidrados" (琉眼, Ryūgan) . Ele foi encarregado de impedir a sucessão do "Caçador de Olhos Ardentes de Cabelos Flamejantes", o que ele não conseguiu fazer, custando-lhe a vida.
  • Em Mairimashita! Iruma-kunVine Garson é um estudante do primeiro ano da Escola de Demônios Babyls, e um dos 26 calouros mais bem classificados em seu ano;
Arte de OTL Miu

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12 de outubro de 2022

Fonte do Tambiá

۞ ADM Sleipnir

Fonte do Tambiá é uma fonte localizada no Parque Arruda Câmara (popularmente conhecido como Bica), em João Pessoa, Paraíba. Um dos patrimônios históricos mais importantes da cidade, ela foi construída no ano de 1782 com o objetivo de canalizar as águas a serviço da população, e desde então foi alvo de várias obras de reparo e restauração, sendo talvez uma das mais significativas a ocorrida em 1922, quando a área em torno desta foi transformada no Parque Arruda Câmara, que recebeu seu nome em homenagem ao renomado botânico paraibano. Em 1941, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A origem desta fonte está associada a uma lenda indígena que narra o confronto entre duas tribos rivais: os Cariris e os Tabajaras. Segundo a lenda, certo dia um valente guerreiro cariri chamado Tambiá desceu a Serra da Copaoba (Borborema) rumo ao litoral paraibano, decidido a guerrear contra os Tabajaras. Após um combate violento, Tambiá acabou sendo derrotado, além de ter sido seriamente ferido. Os Tabajaras o levaram ainda vivo para sua aldeia, e lá o cacique da tribo decretou que Tambiá deveria ser executado. Para a surpresa do cacique, sua própria filha (chamada Aipré) havia se apaixonado por Tambiá, e intercedeu em seu favor pedindo repetidamente ao seu pai que a deixasse cuidar de suas feridas.

O cacique tabajara acabou acatando o pedido da filha, mas embora ela tenha dedicado seu tempo e esforço em tratar dos ferimentos de Tambiá, os mesmos eram bastante graves e acabaram levando-o a morte. Aipré chorou e lamentou a morte de seu amado por cinquenta luas, e segundo a lenda, suas lágrimas formaram a fonte que recebeu o nome do valente guerreiro cariri. Dizem que o lamento de Aipré ainda pode ser ouvido no local nos dias de hoje, mas somente por aqueles com os ouvidos mais atentos.

"Lamento de Aipré", Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Variações da lenda

Uma variação da lenda substitui os Tabajaras pelos Potiguaras. Já outra diz que após a batalha, os Tabajaras seguiram uma tradição onde concedem ao inimigo uma "esposa de morte" (uma mulher que irá cuidar do mesmo até o momento de sua breve morte). Aipré foi a escolhida, e embora sua obrigação fosse somente cuidar dos ferimentos do moribundo Tambiá, ela acabou se apaixonando por ele.

fontes:

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11 de outubro de 2022

A Mulher Alada Brilhante do Vietnã

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

A Mulher Alada Brilhante do Vietnã é uma misteriosa criatura humanóide cujo avistamento único foi relatado numa noite de agosto de 1969 por três soldados americanos que serviam no corpo de fuzileiros navais perto de um bunker em Da Nang, uma cidade da costa centro-sul do Vietnã. O caso foi investigado pelo ufólogo americano Don Worley (1921-2018), que entrevistou uma das testemunhas, Earl Morrison, e atestou que ele era um "observador confiável". Essa entrevista ocorreu em 1972, três anos após o ocorrido, e embora Earl ainda se sentisse desconfortável em falar sobre o assunto, acabou relatando a Don todos os detalhes possíveis do que ocorreu naquele dia. 

Earl relatou que ele e seus companheiros fuzileiros estavam sentados em cima do bunker, quando de repente olharam para o céu e viram a estranha criatura voando em sua direção. Ele a descreveu como uma figura feminina, alada e com uma pele negra como breu. Seus cabelos eram escuros e lisos, e suas asas possuíam uma leve pelugem. Seus braços pareciam não ter ossos. A criatura tinha ainda um leve brilho esverdeado ao redor de todo o seu corpo. Earl e seus amigos a observaram sobrevoar o local por um tempo, chegando a cobrir a lua com suas enormes asas, até desaparecer.

Após o ocorrido, eles contaram aos seus superiores e demais colegas sobre o que haviam visto mas ninguém acreditou neles. Alguns inclusive pensaram que eles apenas estivessem sob o efeito de álcool ou drogas. Ainda naquela noite, eles e entraram em contato com um posto próximo e perguntaram se eles haviam visto alguma coisa estranha no céu, mas receberam uma negativa e então decidiram não dizer mais nada sobre o assunto.


fontes:
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10 de outubro de 2022

Sinmara

۞ ADM Sleipnir

Arte de Dilyana Bozhinova

Sinmara é uma giganta da mitologia nórdica, geralmente considerada por alguns estudiosos uma consorte de Surtur, jotunn de fogo e senhor de Muspelheim, enquanto outros teorizam que ela seja esposa do sábio Mimir. Sinmara é atestada apenas no poema Fjölsvinnsmál, onde ela é mencionada ao lado de Surtr em uma estrofe (emendada), e descrita como guardiã da lendária arma Laevateinn em uma passagem posterior. 

O poema Fjölsvinnsmál é uma busca nupcial, na qual o herói Svipdagr finalmente ganha entrada no palácio que abriga sua pretensa noiva Menglöð. Svipdagr (sob o pseudônimo Vindkaldr) faz perguntas ao vigia Fjölsviðr e reúne informações sobre o palácio. Ele descobre que os cães de guarda do mesmo só podem ser distraídos com a carne do galo Vidofnir. Ele também descobre que tal carne só poderia ser obtida através do uso da Laevaeinn, guardada por Sinmara. Fjölsviðr informa a Svipdagr que ele deveria levar uma "foice brilhante" (que nada mais era que uma pena das  asas de Vidofnir) em uma bolsa e entregá-la a "deusa do ouro" (Sinmara). Dessa forma, Svipdagr acabou esbarrando em um paradoxo insuperável, pois a pena de Vidofnir não podia ser obtida sem a Laevateinn, e sem a pena, Sinmara não entregaria a arma a ele.

Arte de Jonathan Stroh

Sinmara = Hel?

O linguista e filósofo norueguês Hjalmar Falk (1859-1928) afirmou que Sinmara provavelmente não é outra senão Hel, filha do deus trapaceiro Loki. Ele chamou atenção ao fato de que Sinmara é especificamente chamada de hin fölva gýgr ("a giganta pálida") no Fjölsvinnsmál, assim como o poeta romano clássico Virgílio fala de Orcus, um deus do submundo na mitologia romana, e que Hel é azul ou meio azul e meio clara como a deusa romana Proserpina, a quem o historiador Saxo Grammaticus iguala a Hel em sua obra Gesta Danorum

Falk observou ainda que Sinmara é referida como aurglasis Eirr, que ele traduziu como "a deusa do anel de ouro", e comparou com Hel sendo chamada de Gjallar sunnu gátt ("portador do colar") na estrofe 9 do poema  Hrafnagaldr Óðins (também conhecido como Forspjallsljóð).

Cultura Popular

Sinmara aparece em Dawn of Ragnarök, expansão do game Assassin's Creed: Valhalla.

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Ruby