7 de julho de 2014

Hemera

۞ ADM Sleipnir

Hemera é uma das divindades primordiais da mitologia grega, a personificação do dia e a primeira divindade a representar o sol. Segundo Hesíodo, ela era filha de Érebo (deus da escuridão) e Nix (a deusa da noite) e irmã das Hespérides e de Éter (o ar puro, respirado somente pelos deuses), que também era o seu consorte. Na mitologia romana, sua correspondente é a deusa Dies.

Os filhos de Hemera e Éter variam de acordo com as fontes. Segundo o poeta Higino, seus filhos são Urano, Gaia e Talassa (deusa primordial do mar). Momentos antes de Hemera conceber Urano e Gaia, ouviram-se grandes estrondos por todo Universo, como se o céu estivesse sendo influenciado pela deusa; isso devido à forte ligação com Éter. Hesíodo lista somente Talassa como sua filhaTambém lhe é atributa a maternidade de vários seres não antropomorfizados, como a Tristeza, a Ira, a Mentira, etc.

Segundo Hesíodo, Hemera e sua mãe habitam além do Oceano, no extremo do Ocidente. Lá, um grande muro separa as portas do Tártaro do mundo visível. Atrás desse muro existe um grande palácio onde ambas residem, porém nunca estão juntas. Todas as manhãs, Hemera deixa o castelo para dispersar as brumas da noite e banhar a terra com luz, e Nix espera até a hora de poder trazer a noite sobre o mundo novamente. Assim que Hemera retorna, ela cruza o muro e cumprimenta sua mãe, que sai para cobrir o mundo com o seu véu.

Hemera e as Hespérides nasceram para ajudar Nix a não se cansar, dando início ao ciclo diário: Hemera trazia o dia e se relacionava com Eos - a aurora. Hélios - o Sol e as Hespérides traziam a tarde e se relacionavam com Selene, a Lua. Nix traria a noite absoluta. Juntas, essas divindades conduziam a dança das horas.

Hemera era intimamente identificada com Hera, a rainha do céu, e Eos, deusa do amanhecer com que costumava ser bastante confundida. Hesíodo parece considerá-la mais como uma substância divina do que uma deusa antropomórfica. Hemera compartilhou um santuário com o deus-Sol Hélios na ilha de Cós, talvez na época helenística, mas a partir do período clássico em diante, seu papel foi totalmente incorporado pela deusa Eos. 


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