14 de agosto de 2019

Serbai

۞ ADM Sleipnir

Arte de Eugene (Arteias)
Serbai (ucraniano Сербай) é a personificação da fome e da pobreza nos folclores bielorrusso e lituano. De acordo com o folclorista lituano Norbertas Vėlius (1938-1996), ele era conhecido apenas em dois distritos vizinhos: Distrito de Ignalina, na Lituânia e Distrito de Braslav, na Bielorrússia. Já o dicionário "Mitologia dos bielorrussos" extende a sua área a alguns outros distritos da região de Hrodna e Minsk.

Descrição


De acordo com o folclore, Serbai aparece e adverte aqueles que desperdiçam alimento, principalmente pão. Os povos do distrito de Braslav consideram que o meio eficiente para afastá-lo era trazer o primeiro feixe de trigo para dentro de casa assim que fosse colhido.

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12 de agosto de 2019

Kudagitsune

۞ ADM Sleipnir


Kuda-gitsune (japonês 管狐 ou くだぎつね, literalmente "raposa cachimbo" ou "raposa tubo") é uma espécie de yokai do tipo tsukimono - um espírito que pode possuir e manipular humanos. Sua lenda originou-se nas tradições xamânicas das montanhas da província de Nagano, mas se espalhou por todas as regiões montanhosas do centro e do leste do Japão. Por causa de sua diversidade, eles são conhecidos por vários outros nomes de região para região, como Izuna ou Kanko.

Kudagitsunes são descritas como sendo raposas minúsculas, magras e mágicas do tamanho de um pequeno roedor, e geralmente são encontrados a serviço de magos e adivinhos. Devido ao seu minúsculo tamanho, eles podem ser convenientemente escondidos, enfiados em uma manga ou bolso, ou transportados dentro de uma caixa de fósforos, cachimbo ou tubo de bambu.
Na natureza, kudagitsunes se comportam como outros pequenos mamíferos, como raposas, arminhos e doninhas, porém procuram se isolar, permanecendo escondidos dos humanos. Raramente um kudagitsune permite ser domesticado e levado a um lar humano, onde serve lealmente como um familiar mágico.

Famílias que possuem kudagitsunes podem prever o futuro, fazer profecias, bem como enviar seus kudagitsunes para assombrar seus inimigos (ou os inimigos de seus clientes), causando doenças e má sorte. Como resultado, essas famílias são frequentemente tratadas com desconfiança ou rejeitadas por seus vizinhos. Famílias com kudagitsunes são conhecidas por vários nomes como kuda mochi, kudaya, kudá tsukai, izuna tsukai e kudashō.


Famílias Kuda mochi são capazes de usar os poderes de um kudagitsune para adquirir quaisquer bens ou móveis que possam querer, muitas vezes tornando-se ricas e poderosas muito rapidamente. No entanto, à medida que essas famílias envelhecem, elas tendem a adquirir mais e mais kudagitsunes, e esses espíritos se reproduzem rapidamente até que haja cerca de 75 deles. Manter muitos kudagitsunes levará a família para a ruína, pois eles iram consumir sua riqueza. Ao mesmo tempo, abatê-los para manter seus números sob controle é arriscado por causa de sua poderosa magia, e dá-los a discípulos ou a outras famílias carrega seus próprios riscos.


fonte:

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11 de agosto de 2019

Comunicado Sobre Nossa Página No Facebook


Vocês que acompanham o Portal dos Mitos sabem que não publicamos pornografia nem nada que possa ser considerado como tal. Tomo cuidado com as imagens que seleciono para as postagens, e no máximo vocês podem encontrar um seio a mostra em uma postagem ou outra antiga, mas nada abusivo ao meu ver. 

O Facebook nos últimos dias começou a notificar meu perfil com supostas violações referentes a publicações de cunho sexual, uma referente a deusa Kali, outra a Baphomet, por conta de seios aparecendo, e inclusive tomei um bloqueio de 24h sem poder postar nada. Nossa página tem 6 anos de atividade, com muito conteúdo publicado por mim e por meus antigos colaboradores, e pra mim é impossível e inviável vasculhar cada publicação pra adivinhar o que o Facebook considera violação ou não. Como já faz um tempo que não uso a página para publicar nada novo, somente os últimos links que o blog publica, peço a vocês, seguidores mais antigos do blog que acompanham nosso trabalho a muito tempo, e também os novos seguidores, a seguir nossa página no Instagram:

ou
@portaldosmitos

O Facebook a tempos sabota nosso trabalho, deixando de levar nosso conteúdo a mais de 90% dos nossos curtidores, e por enquanto o Instagram parece ser uma ferramenta de melhor alcance. Estarei notificando por lá sobre novas publicações no blog, além de imagens e outros assuntos relacionados sempre. A página do Facebook continuará recebendo atualizações somente dos novos links do blog, mas corre sério risco de ser deletada. 

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8 de agosto de 2019

Corvo Arco-íris

۞ ADM Sleipnir


O Corvo Arco-íris é um personagem presente no folclore dos Lenapes (também conhecidos como Lenni Lenape; "povo verdadeiro",  ou Índios do Delaware), um grupo de diversas tribos organizadas de indígenas dos Estados Unidos.

O Corvo Arco-íris era bonito de se ver e ouvir nos tempos em que nunca ficava frio, nos tempos dos Dias Antigos, antes do Espírito da Neve aparecer no mundo. Quando o Espírito da Neve apareceu, todos os animais e pessoas estavam congelando e um mensageiro foi selecionado para subir e falar com “Kijilamuh ka’ong”, O "Criador Que Cria Ao Pensar No Que Vai Ser". A missão do mensageiro era pedir ao Criador que ele pensasse num mundo mais quente, para que eles não gelassem até morrerem.


O Corvo Arco-íris foi escolhido para ir e ele passou três dias voando para o alto. Ele conseguiu a atenção do Criador cantando belamente, mas mesmo tendo implorado para que o Criador tornasse o mundo mais morno, o Criador disse que não podia, pois tinha pensado no frio e não podia desfazer o pensamento. Mas ele pensou no Tindeh (fogo), uma coisa que esquentaria as criaturas mesmo que estivesse frio. E então ele colocou um graveto no Sol até que começasse a pegar fogo e entregou-o ao Corvo Arco-Íris para que este o trouxesse para as criaturas da Terra. O Criador pediu ao Corvo Arco-Íris para que fosse rápido, antes que o graveto queimasse por completo. 

Arte de Christine Ridgway

O Corvo Arco-Íris voou para baixo o mais rápido que pôde. O graveto quente carbonizou todas as suas belas penas até elas ficarem pretas, e como estava carregando um graveto queimado no bico, ele respirou fumaça até sua voz ficar rouca. E então o Corvo Arco-Íris tornou-se preto e ficou com uma terrível voz esganiçada para sempre, mas todas as criaturas o honraram por ter trazido o fogo, para que todos pudessem se esquentar.



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6 de agosto de 2019

Mbaba Mwana Waresa

۞ ADM Sleipnir


Mbaba Mwana Waresa, arte de Genzoman

Mbaba Mwana Waresa ("Senhora Arco Íris") é uma deusa pertencente a mitologia zulu da África Austral, associada ao arco-íris, a chuva, a agricultura e colheita e também a fertilidade. Ela ensinou os zulus a semear e colher e também ensinou-lhes a arte de fazer cerveja. Este último ato em particular a torna uma das deusas mais reverenciadas do seu panteão. Os zulus acreditam que quando um arco-íris surge no céu, é um sinal de Mbaba para começarem a beber.

Mbaba Mwana Waresa é capaz de mudar sua aparência para a de um animal, por isso ela também é chamada de Nomkhubulwane, que significa "Ela que escolhe o estado de um animal".


Mitologia

Mbaba Mwana Waresa é filha do deus do céu Umvelinqangi. Ela vivia nas nuvens, em uma cabana redonda feita de arco-íris, porém era sozinha e infeliz. Ela era incapaz de encontrar um marido entre os deuses, pois estes eram muito guerreiros e viviam envolvidos em batalhas, então ela decidiu procurar um marido entre os mortais. Após vasculhar as terras da África do Sul, ela encontrou em uma aldeia um pastor de gado chamado Thandiwe, que cantava uma música declarando seu verdadeiro amor pela terra. Ao ouvir sua música, Mbaba Mwana Waresa sabia que ela havia encontrado o parceiro perfeito.

A fim de ter certeza de que ele a amava, ela o testou enviando uma bela noiva em seu lugar enquanto se disfarçava como uma mulher velha e feia. Thandiwe não foi enganado, e assim que viu Mbaba disfarçada, a reconheceu. Eles se casaram, e a lenda diz que até hoje os dois vivem no céu em sua casa coberta de arco-íris.

Arte de Sara Richard

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2 de agosto de 2019

Mingusoto

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Mingusoto é uma espécie de fantasma aterrorizante presente no folclore da Paraíba, principalmente na capital João Pessoa. No imaginário popular, não possui uma forma fixa, possuindo várias descrições. É geralmente dito aparecer altas horas da noite como um homem montado em um carro de boi acompanhado por uma procissão de almas lamentosas, mas também é dito aparecer como um galo de ferro ou um leão de bronze, que surgem durante a noite anunciando morte e desgraça a sua volta. Algumas histórias retratam ainda o Mingusoto como uma espécie de bicho-papão, que se alimenta de crianças que não dormem cedo.

Dizem que o Mingusoto é o senhor dos elementos, governando as matas, rios, lagos, mares e até mesmo os lençóis subterrâneos pessoenses.
fontes:

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31 de julho de 2019

Muscaliet

۞ ADM Sleipnir

Arte de Traci Shepard
O Muscaliet é uma criatura que figura em alguns bestiários medievais, em especial o Bestiaire, do autor francês Pierre de Beauvais, compilado no séc XIII. Em sua obra, Pierre inclui uma descrição do Muscaliet, comparando-o em vários aspectos com animais como lebres, esquilos, doninhas, toupeiras e porcos. 

De Beauvais também relata que o Muscaliet costuma fazer seus ninhos debaixo de árvores frutíferas, alimentando-se dos frutos que caem delas. Porém, após algum tempo ele acaba tendo que buscar uma nova árvore, pois seu corpo emite uma enorme temperatura que irradia pela árvore e faz com que a mesma seque completamente e morra. Nos bestiários medievais, o Muscaliet representa o orgulho humano que destrói a alma, representada pela árvore.


fontes:
  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklorede Theresa Bane.
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29 de julho de 2019

Solomonar

۞ ADM Sleipnir


De acordo com a mitologia romena, um Solomonar (plural: Solomonari, também chamados grindinari, hultani, ghețari ou izgonitori de nori) é um mago ou um feiticeiro com o poder de controlar o tempo, além de curar doenças e deter vastos conhecimentos sobre o Universo. 

Solomonari são geralmente descritos como sendo homens altos e ruivos, com olhos grandes e vestindo capas brancas. Eles carregam consigo uma machadinha de ferro encantada, com a qual produzem granizo, mas que também pode atuar como uma espécie de pára-raios, se colocada no limiar de uma casa. Eles também carregam consigo rédeas feitas de casca de bétula (com as quais eles controlam os dragões de nuvens), e o Cartea Solomonăriei, o livro contendo o registro dos seus conhecimentos e poderes.


Os Solomonari vivem como eremitas, e muitos acreditam que eles residem em “outro reino”, à parte do nosso. Eles vêm de seu reino para o nosso de tempos em tempos e visitam aldeias, onde imploram as pessoas por comida (embora eles não necessitem de nada). Se eles não são bem tratados, eles enviam dragões feitos de nuvens (chamados de balaurul grindinii) para trazer tempestades e chuvas de granizo às pessoas e suas plantações.

Acredita-se que os mitos sobre os Solomonari começaram com os sacerdotes dácios chamados Kapnobatai, mas alguns acreditam que os Solomonari são descendentes de São Elias ou do rei Salomão.

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