24 de setembro de 2012

Cronos (Titã)

۞ ADM Sleipnir


Cronos (em grego: Κρόνος, por vezes confundido com Chronos, Χρόνος), era a divindade suprema da segunda geração de deuses da mitologia grega e titã, correspondente ao deus romano Saturno. Outra suposição é que poderia estar relacionada com "cornos", sugerindo uma possível ligação com o antigo demónio indiano Kroni ou com a divindade levantina ElFilho de Urano, o Céu estrelado, e Gaia, a Terra, é o mais jovem dos titãs. Após a destituição e "aposentadoria" compulsória de Urano (a pedido de sua mãe Cronos acabou castrando o pai com um golpe de foice), ele passou a residir no céu e se tornou o novo "rei dos deuses".

A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro". Uniu-se a uma de suas irmãs, a titânide Réia (gr. Ῥέα), e gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Consta que ele se uniu também à oceânide Fílira e gerou o bondoso centauro Quíron, grande amigo dos mortais, ao contrário dos demais centauros.

Réia era também chamada de mãe dos deuses, talvez porque três de seus filhos (Zeus, Poseidon e Hades) mais tarde controlariam o mundo. Divindade muito antiga, ligada à deusa-mãe, senhora dos animais, e à fertilidade, tem origem provavelmente minóica; seu epíteto é mencionado nas tabuinhas em linear B. Com o intensivo contato dos gregos com as culturas da Ásia Menor, a partir do século -VII, acabou sendo equiparada à deusa frígia Cibele.

O novo déspota


Com o tempo, Cronos se transformou em um déspota tão maligno quanto o pai. Temeroso do poder dos Ciclopes e dos Hecatônquiros, encerrou-os de novo no Tártaro; depois que Urano e Gaia profetizaram que seria destronado por um dos filhos, passou a devorar os filhos imediatamente depois do nascimento. Mas Zeus, o mais novo, conseguiu escapar desse triste destino. Réia enganou o marido com uma pedra envolvida em panos e escondeu o filho em uma gruta do monte Ida (ou do monte Dicte), na Ilha de Creta.

Quando Zeus cresceu, resolveu vingar-se de seu pai, solicitando para esse feito o apoio de Métis - a Prudência - filha do titã Oceano. Esta ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que tinha devorado. Então Zeus tornou-se senhor do céu e divindade suprema da terceira geração de deuses da Mitologia Grega ao banir os tios Titãs para o Tártaro e afastou o pai do trono, e segundo as palavras de Homero prendeu-o com correntes no mundo subterrâneo, onde foi encontrado, após dez anos de luta encarniçada, pelos seus irmãos, os Titãs, que tinham pensado poder reconquistar o poder de Zeus e dos deuses do Olimpo.

Iconografia e culto

Cronos não era, habitualmente, representado; foi cultuado em épocas muito remotas no sopé do Monte Cronion (Élida), perto do Altis de Olímpia. Réia, raramente representada, era cultuada desde o século -V, em vários lugares, sob a forma de Cibele. Com frequência, ao se referir a ela, dizia-se simplesmente a Mãe. Cibele era geralmente mostrada em um trono, portando uma coroa alta e címbalos, ou então dirigindo um carro puxado por leões.


fonte: 

CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

23 de setembro de 2012

Kraken

۞ ADM Sleipnir


O Kraken foi um lendário monstro marinho, em forma de polvo ou lula, que ameaçava e destruía navios nos mares da Noruega e da Islândia. Ao contrário do que muitos pensam, o Kraken não é oriundo da mitologia nórdica, pois não existe nenhum registro de seu aparecimento nos Eddas. O Kraken também é confundido por ser visto na mitologia grega como uma sépia gigante que controlava as tempestades e as profundezas oceânicas e que habitava uma caverna submersa, mas também não existem registros do Kraken na mitologia grega.

O tamanho colossal e a ferocidade fizeram dele o tornaram um mito, conseqüentemente uma criatura muito requisitada em livros de ficção. A lenda pode ter sido originada de visões de lulas gigantes, que podem atingir 13 metros, incluindo os tentáculos; essas criaturas são raras e normalmente vivem nas profundezas, mas podem ter sido vistas na superfície e reportadas atacando pequenas embarcações. Kraken é o plural de krake, uma palavra de origem escandinava designada a algo insalubre. No alemão moderno, krake pode significar polvo, mas não se refere ao lendário Kraken.



Embora o nome Kraken não apareça nas histórias escandinavas, havia monstros similares a ele, como o Hafgufa e o Lyngbakr, ambos descritos em Örvar-Odd's Saga e no texto norueguês de 1250,Konungs skuggsjáNa primeira edição do livro Sistema Natural, do zoologista Carolus Linnaeus, kraken foi classificado como cefalópode e seu nome científico ficou como Microcosmus, porém foi excluído nas edições seguintes. Kraken, por séculos, foi objeto de estudo, Pontoppidan o descreveu como "do tamanho de uma ilha" e afirmou que o perigo não era ele em si, mas sim a redemoinho que se formava após ele mergulhar rapidamente para o fundo do mar, e inspiração para muitos escritores de ficção, como Júlio Verne, em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas ou em filmes, como o mais atual Piratas do Caribe.

Alfred Lord Tennyson, poeta inglês famoso por seus poemas que remetem temas mitológicos, descreveu Kraken da seguinte forma:

"Sob os trovões da superfície, nas profundezas do mar abissal,o kraken dorme sempiterno e sossegado sono sem sonhos.Pálidos reflexos se agitam ao redor de sua forma obscura;vastas esponjas de milenar crescimento e altura se inflam sobre ele,e no fundo da luz enfermiça polvos inumeráveis e enormesagitam com braços gigantescos a verdosa imobilidade desecretas celas e grutas maravilhosas.Jaz ali por séculos e ali continuará adormecido,cevando-se de imensos vermes marinhos,até que o fogo do Juízo Final aqueça o abismo.Então para ser visto por homens e por anjos,rugindo sugirá e morrerá na superfície."

Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

Íncubos & Súcubos

۞ ADM Sleipnir


Íncubos (latim Incubus) e Súcubos (latim Sucubus) são poderosos demônios que costumam atormentar mulheres e homens. Ambos os nomes têm origem latina. Incubus vem do verbo incubare que significa "deitar-se sobre" e Sucubus vem do verbo succubare que significa "deitar-se em baixo de". Assim sendo, Íncubos são demônios machos que visitam mulheres mortais e têm sexo com elas, enquanto Súcubos são as versões femininas e atacam homens.

Existem muitas lendas que relatam acontecimentos ou encontros com estes demônios, cada um influenciado pela sua cultura e contexto sócio-político. Na era medieval acreditava-se que esta terrível criatura sugava a força vital da vitima, o que naqueles tempos representava a alma. Portanto pensava-se que os Súcubos e Íncubos roubavam almas. Mas com o passar dos séculos os hábitos destes seres mudaram muito drasticamente. Começaram a assediar e a consumar atos sexuais, sendo considerado um pecado contra Deus.

Estas lendas medievais provavelmente devem vir do antigo mito grego das Empusas, que eram demônios e filhas da obscura deusa Hécate. Podiam transformar-se em cadelas, vacas ou belas donzelas e deitavam-se com os homens de noite, sugando a sua forca vital até á morte.
Também existe outra versão que afirma que estes demônios são a prole de Lilith. Segundo antigas lendas Hebraicas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada por Deus a partir de sujeira e de lixo antes da criação de Eva. Ela deixou Adão porque durante o ato sexual, ele deitava-se sempre por cima dela e como ela achava-se igual a ele, o ato devia se consumado com ambos deitados de lado. Começou a copular com anjos caídos e teve imensos filhos (demônios). Eram chamados de Lilim, os que seduziam os fracos mortais no silencio da noite. 

Os relatos mais antigos provêm da mitologia grega, quando Zeus seduz Leda transmutado em cisne. Existem também inúmeros mitos célticos que nos falam de fadas do amor. Por exemplo, na Escócia existe uma lenda que conta que outrora existiam criaturas aladas que visitavam frequentemente jovens adolescentes em forma de Súcubos, belas donzelas ou prostitutas. Estas criaturas eram chamadas de Leannain Sith

Também podemos encontrar visitas de Íncubos na religião católica. Esta afirma que Cristo nasceu da Virgem Maria e do anjo que a visitou (o que é interpretando como uma visita de um Íncubos). Também no livro de Enoque existem relatos que afirmam que os anjos chamados de Vigilantes copularam com mulheres e deram a origem a gigantes. 

Antigas lendas inglesas falam-nos de uma criatura chamada Lâmia. Aparecia nos cemitérios como uma bela donzela e atraia jovens incautos para a sua morte. Diz a lenda que se alguém visse uma bela donzela num cemitério deveria chamar por ela, pois as Lâmias não podem falar porque têm língua bífida, como as cobras.

Arte de Jackline Laura

Muitos historiadores afirmam que os Íncubos são anjos caídos em que o seu único proposito é ter filhos mortais. Estes demônios não tinham corpos e para atacarem tinham ou de animar um cadáver ou manipular um pedaço de carne humana e fazer dele o seu corpo. Também é referido noutras lendas que estes demônios podiam assumir a aparência de pessoas que a vitima conhecia bem, como o marido ou um vizinho.

O teólogo Ludovico Maria Sinistrari (1622 – 1701), autor do livro De Daemonialitate et Incubis et Succubis, afirmava existirem dois tipos de pessoas que eram regularmente visitadas por estes seres. Ou eram feiticeiras que conscientemente faziam pactos com demônios ou eram pessoas pobres e simples que eram atacadas.

Podemos concluir estas lendas como normais e como tendo causas plausíveis, se consideramos que a população dos séculos passados era terrivelmente oprimida, especialmente no aspecto da sexualidade. Em geral eram bastante ignorantes e o único conhecimento que recebiam era o que os padres lhes diziam, e esse conhecimento eram superstições usadas para manter a população controlada pelo medo. Inevitavelmente teriam pesadelos que envolviam os seus impulsos sexuais oprimidos e diziam ser assediados por demônios. Toda esta ridícula superstição levou muitas mulheres para a fogueira durante a época da inquisição, acusadas de terem sexo com demônios. Assim como crianças deformadas eram tomadas como filhas de Íncubos e assassinadas junto com suas mães. Mas o mais curioso é que muita gente, nos dias de hoje, acredita ser visitada por Íncubos e Súcubos... e assim o mito persiste.

Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

20 de setembro de 2012

Combustão Humana Espontânea

۞ ADM Sleipnir


A Combustão Humana Espontânea é um fenômeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não sendo provocada por uma fonte externa de ignição. Embora sem explicação científica, alguns estudiosos sugerem como causa uma reação química do corpo. As duas explicações mais comuns para o fenômeno são o chamado ‘Efeito pavio’ (destruição parcial de um corpo humano pelo fogo quando as roupas da vítima ficam encharcadas com a própria gordura e funcionam como um pavio de vela) e um tipo raro de descarga elétrica estática (a carga elétrica num corpo cujos átomos apresentam um desequilíbrio em sua neutralidade).


As características mais comuns encontradas nas vítimas são:
  • A vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência; 
  • os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenômeno ocorrera; 
  • os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis; 
  • o cômodo onde o corpo é encontrado mostra pouco ou nenhum sinal de fogo, salvo algum resíduo na mobília ou nas paredes.
Em alguns casos raros também foram observados que os órgãos internos da vítima permaneciam intactos, enquanto a parte externa era carbonizada e alguns sobreviventes desenvolveram queimaduras estranhas no corpo, sem razão aparente para tal, ou emanaram fumaça sem que existisse fogo por perto.

Trabalhadores recolhem os restos da cadeira
em que a Sra. Mary Reeser, em St. Petersburg,
Flórida, transformou-se numa coluna de
fogo em 1º de julho de 1951

O incidente acontece da seguinte maneira: a vítima, sem nenhuma razão plausível, pega fogo e queima em uma surpreendente chama azul, que reduz o corpo e os ossos a cinzas, mas não incendeia objetos próximos.

Há muito tempo atrás a combustão espontânea foi considerada o castigo pelos vícios, especialmente o da bebida, visto que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis próximos ou mesmo no corpo delas.

A primeira combustão espontânea conhecida foi divulgada pelo dinamarquês Thomas Bartholin, em 1663, que descreveu o caso de uma mulher em Paris, que "foi reduzida a cinzas e fumaça" enquanto dormia e que o colchão de palha onde ela estava deitada não foi danificado pelo fogo.

Uma perna do joelho para baixo, foi o que
sobrou do dr. J. Irving Bentley de Coudersport,
Pensilvânia, em dezembro de 1966

Em 1673, um francês chamado Jonas Dupont publicou um livro chamado "De Incendiis Corporis Humani Spontaneis", no qual relatava centenas de casos de combustão espontânea, cujos relatos falavam de corpos incinerados a mais de 1300° e reduzidos a uma pilha de cinzas sem sinal de material ígneo.

Muitas hipóteses já foram levantadas para explicar os incidentes: a atividade de microondas, distúrbios elétricos, gases inflamáveis.


Na França, treze incêndios de causas desconhecidas chamaram a atenção de cientistas, os quais atribuíram as causa à influência de fiações elétricas subterrâneas.


No Chile, em novembro de 2007, incêndios ainda inexplicados atingiram as localidades de Cumpeo, La Chispa e Temuco.


Em Cumpeo e La Chispa, os incêndios estariam relacionados a presença de uma família. Um caso semelhante aparentemente aconteceu na Rússia em 1987 e os incêndios relacionavam-se a presença de um menino de 13 anos.

Em 2004, um documentário exibido pela Discovery Channel abordou o estranho fenômeno, confira o vídeo.

 

Até o momento não há uma explicação científica comprovada para o fenômeno, alguns acreditam se tratar de poderes psíquicos, céticos porém têm tentado relacionar os casos a problemas com bebidas ou fiações elétricas.
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

19 de setembro de 2012

Dragões

۞ ADM Berserker


 

Dragões são, sem dúvida, uma das figuras mais enigmáticas que supostamente viveram ou vivem nesse planeta. Eles estão presentes em praticamente todas as histórias das civilizações. Existem manuscritos narrando confronto de cidades e seus exércitos nos primeiros séculos contra ataques de dragões. 

Tanto na Europa, quanto na Ásia e nas Américas existem lendas de dragões, mitos que provém de épocas em que essas culturas não tinham entrado em contato. Como pode uma criatura que nunca existiu estar presente em todas as culturas sem ao menos haver a disseminação de uma cultura para outra? 

A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado originalmente para definir grandes serpentes. Eles são representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano, muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo. 


Em vários mitos eles são apresentados literalmente como grandes serpentes, como foram inclusive a maioria dos primeiros dragões mitológicos e em suas formações quiméricas mais comuns. A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de ser uma presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, o mito do dragão assume, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferente, podendo assim fazer esses monstros irem de fontes sobrenaturais de sabedoria e força, até simples feras destruidoras.

Nunca foi encontrado nada além de relatos e historias fantásticas, tão pouco houve algum avistamento registrado de dragões nos tempos modernos, porém sabe-se, que os dragões eram odiados pelos humanos em quase todas as culturas e que eram considerados inimigos dos homens. 

Alguns criptozoologistas sugerem que se eles realmente existiram, foram extintos na Idade Média, entretanto, não há como explicar a ausência completa de evidências. Nenhum fóssil, ossada, carcaça ou qualquer outra grande evidência foi encontrada até hoje, e tudo o que se sabe sobre dragões vem de livros, textos, pinturas, desenhos e manuscritos da antiguidade.



CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTAGENS DA SÉRIE


Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

18 de setembro de 2012

Tifão

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Tifão (também chamado Tifon ou Tifeu) é um monstruoso gigante, filho de Gaia e Tártaro. Escritores helenísticos identificam Tifão com o deus egípcio Seth, e estudiosos religiosos identificam-no com o arcanjo Sandalphon.

Junto à sua esposa Equidna, foi pai de vários dos monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses gregos, como o Leão de Neméia, combatido por Héracles, a Hidra de Lerna ou a Esfinge, na fusão com os mitos nilóticos, dos cães Ortros e Cérbero. Hesíodo descreve-o assim: 
"As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ; muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas."

Descrição

Tifão era o último filho de Gaia, e após a derrota de seus irmãos Gigantes, Gaia pediu-lhe para vingá-los, assim como seus outros irmãos, os Titãs.Tifão é muitas vezes identificado como a personificação do terremoto. Ele morava numa gruta, cuja atmosfera envenenava com vapores tóxicos.

Era tão grande que sua cabeça tocava os astros celestes e suas mãos iam do Oriente ao Ocidente. Seus brilhantes olhos vermelhos levavam o medo aos corações de todos os que olhavam para eles Suas asas abertas podiam tapar o Sol, dos seus ombros saiam dragões, 50 de cada ombro, no total 100. Ele era tão horrendo que todos o rejeitavam, até seus irmãos, os titãs. Sua boca cuspia fogo em torrentes, e lançava rochas incandescentes aos céus.

Na maioria das vezes descrito como o monstro mais terrível e poderoso das lendas, nenhum animal ou demônio era tão temido pelos deuses como Tifão na mitologia grega. 

A Luta contra o Olimpo


A fim de dar cabo à vingança materna, Tifão começou a escalar o Monte Olimpo provocando a fuga dos seus moradores todos; os deuses se metamorfosearam em animais e fugiram para o Egito (razão pela qual, segundo os gregos, esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas). Apolo tornou-se um falcão (Hórus), Hermes um íbis (Thoth), Ares um peixe (Onúris), Ártemis uma gata (Neith ou Bastet), Dioniso um bode (Osíris ou Arsafes), Héracles um cervo, Hefesto um boi (Ptah) e Leto um musaranho (Wadjet). Apenas Atena teve coragem de permanecer no local e na sua forma humana.

Do Egito Zeus veio a se refugiar no Monte Cássio, na Síria, local em que enfrentou o gigantesco inimigo. Dali atingia Tifão com seus raios mas este consegue derrubá-lo e, com uma harpe, cortou-lhe os músculos dos membros e deles fazendo um pacote que guardou numa pele de urso. Os raios e os membros amputados foram confiados a Delfim - um dragão - no antro córciro, na Cilícia.

No ataque Tifão invocara todos os dragões que, tantos eram, escureceram o dia. Tendo perdido seus raios, Zeus propusera a Cadmo que, disfarçando-se em pastor, fizesse uma choupana e, com o som de sua flauta, atraísse o monstro. Nonos assim registra o episódio: 
"Canta, disse-lhe ele, Cadmo; tornarás a dar aos céus a primitiva serenidade. Tifão arrebatou-me o raio; só me resta a égide; mas de que pode valer-me contra as poderosas chamas dos raios? Sê pastor por um dia e sirva a tua flauta para devolver o império ao eterno pastor do mundo. Os teus serviços não ficarão sem prêmio; serás o reparador da harmonia do universo e a bela Harmonia, filha de Marte e de Vênus, será tua esposa."
Atraído pela música, Tifão se aproxima; Cadmo (ou Hermes, conforme a versão do mito) finge estar assustado com os raios e o monstro, para acalmá-lo, deixa os relâmpagos numa caverna onde Zeus, fazendo baixar uma nuvem para não ser percebido, recupera suas armas e músculos.

Após recuperar seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos.

Ainda perseguido, Tifão foge para a Sicília e depois para a Itália onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro, que cai morto sob a terra. Em outra versão, Zeus lança Tifão de volta para o Tártaro, e joga o Monte Etna em cima dele, para sempre prendendo-o sob o seu peso. Sendo um monstro cuspidor de fogo, acreditava-se que ele lutava constantemente para se tornar livre, causando terremotos e erupções vulcânicas cada vez que ele se movia.

Arte de Alberto Guerra

Variação da Lenda

Alguns mitos afirmam que Tifão era filho de Hera, mas a melhor explicação vem de uma história onde Hera, em um acesso de raiva contra Zeus, vai até a presença de Gaia e Tártaro e suplica-los para criarem um deus mais poderoso do que Zeus. Assim, Tifão é criado e Hera recebe um pouco mais do que ela esperava.

Relação com outros mitos 
  • Hades, incomodado com as estranhas agitações do Etna provocadas por Tifão, saiu à superficie para ver o que ocorria, dando início assim ao episódio do rapto de Perséfone;
  • Cadmo, pela ajuda, fora presenteado por Zeus com a noiva Harmonia, para cujas núpcias acorreram vários deuses;
  • As nove filhas de Piero, rei da Macedônia desafiaram as Musas, ridicularizando a fuga dos deuses cobardemente disfarçados em animais, por medo a Tifão.


Descendência

Echidna, sua hedionda companheira, escapou da destruição. Ela era a única criatura que podia suportar a terrível aparência de Tifão, já que outras Titânides e deusas primordiais o rejeitavam. Ela se escondeu em uma caverna, protegendo a descendência de Tifão, e Zeus deixou-os viver, como um desafio para os futuros heróis. Os filhos de Tifão e Echidna são: 
  • Esfinge, monstro que levara terror a Tebas e derrotada por Édipo;
  • Ortros, cão de guarda do rebanho de Gerião, morto por Héracles;
  • Leão de Neméia, também morto por Héracles, foi transformado em constelação;
  • Hidra de Lerna, em cujo sangue Héracles embebeu suas setas para que seus ferimentos fossem incuráveis, após derrotá-la com ajuda de Iolau;
  • Cérbero, guardião da entrada do Submundo;
  • Quimera;
  • Ladon, o dragão que guardava o jardim das Hespérides, também morto por Héracles.

CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

16 de setembro de 2012

Besta de Bladenboro

#ADM Berserker


Muitos anos antes que o fenômeno real ou imaginário do chupacabras alcançasse as manchetes dos jornais sensacionalistas, um animal desconhecido, com as mesmas características, aterrorizou no mês de janeiro de 1954 uma pequena cidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Até hoje a criatura permanece um mistério.

Tudo começou em quatro de janeiro de 1954, quando em Bladenboro, a aproximadamente 60 milhas a oeste de Wilmington, três cães tiveram os maxilares quebrados, seus crânios esmagados e mastigados por um animal desconhecido. A fera, além da violência do ataque, deixou os animais totalmente exangues. O ataque não ficou restrito aos cães. Logo as cabras, os porcos e as vacas, também foram atacados da mesma forma.

A população amedrontada convocou o chefe de policia Roy Fores que foi a caça do animal com três cães da raça coonhound, mas os cães recusaram-se a seguir o rastro.

Täter Shaw que na época tinha 35 anos, e era dono de um posto de gasolina, foi uma testemunha ocular dos acontecimentos, e viu a carnificina em primeira mão. Shaw descreve assim o medo dos habitantes de Bladenboro.

”Todo mundo estava com medo. Todos que tinham uma arma andavam com ela carregada. A irracionalidade começou a dominar, e os locais diziam ter visto o monstro. Um residente ouviu seus cães latindo uma noite, olhou pela janela e viu uma sombra. Pegou a espingarda de caça e saiu apressado. Mirou e atirou de longe. Quando se deu por conta havia acertado a bicicleta de sua filha que estava tombada rente ao chão com os pneus em tiras e o acento dilacerado com um tiro de espingarda de caça”.

Os depoimentos das testemunhas são contraditórios. Dizem que o animal tinha 90 quilos, outros 100, ou até mesmo 150 quilos. Alguns dizem que o animal era negro, ou marrom, ou apenas ”de cor escura”. A maioria concorda que era um felino, mas um veterinário afirmou que poderia ser um cachorro grande. O som do animal é a única coisa em que não há discordância. Descrevem-no como o choro de um bebê ou mulher chorando, só que mais alto, de gelar o sangue.

”De qualquer modo as coisas estavam começando a ficar ruins, estava nos jornais e nas rádios”, disse Shaw, “caçadores vieram de toda parte, quero dizer, caçadores profissionais. No auge da caçada 1000 homens armados de revólveres, escopetas e fuzis dividiram-se em 400 acres do campo. Alguns eram garotos de fraternidades, mas outros eram caçadores profissionais, acostumados a caçar leões e tigres”.

Jabe Frink, outra testemunha ocular, lembra que uma senhora, E.C. Kinlaw, foi perseguida e viu o animal a aproximadamente 20 metros em seis de janeiro. Kinlaw correu para casa e avisou o marido que saiu com uma espingarda, mas não encontrou mais nada. Apenas as pegadas no quintal.

Os piores receios pareciam confirmados. O animal mostrara interesse por seres humanos.

Nesse mesmo dia seis cães foram mortos, incluindo um que foi arrastado para o pântano e nunca mais foi visto. No dia seguinte a contagem subiu para sete.

S. W. Garret, um experiente caçador de Wilmington, alertou as mulheres e as crianças a permanecerem dentro de casa. O mesmo foi pedido em relação aos cães.

As vítimas multiplicavam-se. Então o chefe Fores considerou amarrar alguns cães na floresta como isca, mas foi desaconselhado pelo prefeito W.G. Fussell.

O prefeito encerrou a caçada em nove de janeiro por motivos de segurança. Com tantos caçadores no pântano alguém podia acabar sendo confundido com o “monstro”. Nesse dia o jornal “Morning Star” publicou a seguinte manchete: ”A Besta Vampiro Vence a Batalha de Bladenboro”.

Em 13 de janeiro parecia que o mistério havia chegado ao fim tão rapidamente como começou. Um lince foi capturado em uma armadilha de aço e abatido com um tiro na cabeça. Mesmo assim nem todos se convenceram de que a fera havia sido morta, nem mesmo o prefeito.

No fim a “besta” riu por último. Após novos ataques os jornais estampariam a manchete: “Retorna a ‘Besta’ oculta de Bladenboro”.


Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

Beowulf

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Matias Cabezas Montoya

Beowulf é o protagonista do poema anglo-saxão que leva seu nome, sendo uma das obras mais importantes da literatura em inglês antigo. No poema, ele é apresentado como um herói dos geatas, povo escandinavo geralmente associado ao sul da atual Suécia. Sua fama se baseia principalmente em três combates: contra o monstro Grendel, contra a mãe de Grendel e, já na velhice, contra um dragão que ameaça seu reino.

A narrativa se passa em uma Escandinávia antiga, anterior ao período em que o poema foi registrado por escrito. A primeira parte ocorre na Dinamarca, na corte do rei Hrothgar; a segunda se desenvolve entre os geatas, quando Beowulf já se tornou rei. Embora o cenário seja pagão e heroico, o poema foi preservado em ambiente cristão anglo-saxão, o que explica a presença de referências bíblicas e interpretações morais cristãs ao longo da obra.

Manuscrito e contexto

O poema Beowulf foi escrito em inglês antigo, língua usada na Inglaterra anglo-saxônica antes da conquista normanda de 1066. Ele sobrevive em um único manuscrito medieval, atualmente preservado na British Library, em Londres, com a identificação Cotton MS Vitellius A XV. Esse manuscrito também é conhecido como Nowell Codex, por causa de Laurence Nowell, seu primeiro proprietário registrado no século XVI.

A cópia preservada foi produzida por volta do ano 1000, mas a data exata de composição do poema continua incerta. É possível que partes da história tenham circulado oralmente antes de serem registradas por escrito. O texto combina tradições heroicas germânicas, lembranças de povos escandinavos e uma visão cristã própria do mundo anglo-saxão medieval.

O manuscrito passou posteriormente para a coleção de Sir Robert Cotton e foi danificado em 1731, durante o incêndio da Ashburnham House. Apesar dos danos, o poema permaneceu legível em grande parte e se tornou uma das principais fontes para o estudo da literatura e da cultura anglo-saxônicas.


A corte de Hrothgar e a ameaça de Grendel

A história começa na Dinamarca, governada pelo rei Hrothgar. Depois de alcançar poder e prestígio, Hrothgar manda construir Heorot, um grande salão destinado a banquetes, celebrações e distribuição de presentes aos guerreiros. O salão representa a prosperidade do rei e a força de sua corte.

A alegria de Heorot, porém, desperta o ódio de Grendel, uma criatura monstruosa que vive afastada dos homens, em regiões escuras e pantanosas. O poema associa Grendel à linhagem de Caim, figura bíblica ligada ao primeiro assassinato, reforçando sua condição de ser excluído da comunidade humana e da ordem divina.

Certa noite, Grendel invade Heorot enquanto os guerreiros dormem após a festa. Ele mata trinta homens e leva seus corpos. O ataque dá início a um longo período de medo. Durante doze anos, Grendel continua ameaçando os dinamarqueses, e o grande salão, antes símbolo de alegria e poder, torna-se um lugar evitado.

Arte de Amedeo Mascitti

A chegada de Beowulf

As notícias sobre o sofrimento de Hrothgar chegam à terra dos geatas. Beowulf, conhecido por sua força e por feitos anteriores contra criaturas perigosas, decide atravessar o mar para ajudar o rei dinamarquês. Ele parte com um grupo de companheiros e chega à corte de Hrothgar, onde é recebido com honra. A visita também tem um sentido de retribuição. Hrothgar conhecia a família de Beowulf e, no passado, havia ajudado seu pai. Assim, a viagem do herói não é apenas uma busca por fama, mas também um gesto de lealdade e reconhecimento.

Durante o banquete em Heorot, Beowulf é provocado por Unferth, um guerreiro dinamarquês que questiona sua fama e sua capacidade de enfrentar Grendel. Beowulf responde lembrando seus próprios feitos e afirma que, se Unferth fosse tão valente quanto sugere, o monstro não continuaria aterrorizando os dinamarqueses. 

A luta contra Grendel

Arte de Serban Gabriel

Naquela noite, Beowulf permanece em Heorot à espera de Grendel. Como o monstro não usa armas, o herói decide enfrentá-lo também sem espada. Quando Grendel entra no salão, mata um dos companheiros de Beowulf e tenta atacar o próprio herói. Ao agarrá-lo, porém, percebe que encontrou um adversário mais forte do que qualquer homem que já havia enfrentado.

A luta entre os dois abala o salão. Grendel tenta escapar, mas Beowulf segura seu braço com força. O combate termina quando o membro do monstro é arrancado. Mortalmente ferido, Grendel foge de volta para seu covil, onde morre. O braço decepado é pendurado em Heorot como prova da vitória.

A derrota de Grendel devolve a esperança aos dinamarqueses. Hrothgar recompensa Beowulf com presentes, como era costume na cultura heroica germânica. Heorot volta a ser palco de celebração, e Beowulf é honrado como libertador da corte.

Beowulf ergue sua trompa em admiração ao troféu
ensanguentado pendurado no teto. Arte de Alan Lee (1984)


A vingança da mãe de Grendel

A paz, porém, dura pouco. A mãe de Grendel, ao saber da morte do filho, vai a Heorot durante a noite em busca de vingança. Ela mata Æschere, conselheiro de Hrothgar, e leva consigo o braço de Grendel. 

Hrothgar pede novamente a ajuda de Beowulf. O herói parte com outros guerreiros até o lugar onde a criatura vive. O caminho os leva a uma paisagem sombria, marcada por águas profundas e perigosas. Antes do combate, Unferth entrega a Beowulf sua espada, chamada Hrunting, sinal de que reconhece o valor do herói.

Beowulf mergulha nas águas e é arrastado pela mãe de Grendel até seu covil. Ali, em um espaço subterrâneo onde a água não entra, os dois lutam. Hrunting, apesar de sua fama, não consegue ferir a criatura. Beowulf é derrubado e quase morto, mas sua armadura o protege. Durante a luta, ele percebe uma espada antiga e gigantesca, pesada demais para um homem comum. Com ela, consegue matar a mãe de Grendel. 

Arte de Charles Fisher

Depois da vitória, Beowulf encontra o corpo de Grendel e corta sua cabeça. A lâmina da espada se dissolve ao tocar o sangue do monstro, restando apenas o cabo. Quando retorna à superfície trazendo a cabeça de Grendel e o cabo da arma, seus companheiros o recebem como vencedor. De volta a Heorot, ele é novamente celebrado por Hrothgar. Após esses acontecimentos, Beowulf retorna à terra dos geatas. Com o passar do tempo, torna-se rei de seu povo.


O reinado de Beowulf e o dragão

A última parte do poema ocorre muitos anos depois. Beowulf já governa os geatas há cinquenta anos. Seu reinado é apresentado como longo e próspero, mas a estabilidade do reino é ameaçada quando um antigo tesouro guardado por um dragão é violado.

O conflito começa quando um homem escravizado, fugindo de seu senhor, encontra o esconderijo do tesouro. Para tentar obter perdão, ele retira dali uma taça de ouro. O dragão, que vigiava aquele tesouro havia muito tempo, percebe a falta do objeto e reage com fúria. Durante a noite, passa a sobrevoar as terras dos geatas, cuspindo fogo e destruindo casas.

Mesmo idoso, Beowulf decide enfrentar o dragão pessoalmente. Esse combate tem um peso diferente das lutas de sua juventude. Antes, ele era um guerreiro em busca de honra e reconhecimento; agora, é um rei responsável pela proteção de seu povo. Ele leva alguns homens até o local, mas, diante do perigo, a maioria deles recua.

Arte de Devin Maupin


Wiglaf e a morte do herói

Durante a luta, Beowulf percebe que sua força já não é a mesma. O fogo do dragão atravessa suas defesas, e o combate se torna cada vez mais difícil. Nesse momento, Wiglaf, jovem parente de Beowulf, decide ajudá-lo. Ao contrário dos outros guerreiros, ele permanece ao lado de seu senhor no momento de maior perigo.

Com a ajuda de Wiglaf, Beowulf consegue matar o dragão. A vitória, porém, tem um preço definitivo. O herói é ferido mortalmente. Antes de morrer, pede que Wiglaf lhe mostre o tesouro conquistado, para que possa contemplar aquilo que deixará para seu povo. 

Depois da morte de Beowulf, seu corpo é cremado em uma grande pira funerária. Um túmulo é erguido em um promontório à beira-mar, de modo que possa ser visto pelos navegantes. O poema termina com o lamento dos geatas, que recordam Beowulf como um rei generoso, protetor de seu povo e corajoso diante da morte.


fontes:
✦ Texto revisado Este artigo foi revisado e atualizado pelo Portal dos Mitos em .
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.