Na mitologia grega, Prometeu (grego Προμηθεύς, "previdência")foi o titã criador da humanidade, através de água e terra. É filho dos titãs Jápeto e Tétis (outras fontes apontam Climene, filha do titã Oceano, como sua mãe), e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio. É pai de Deucalião. A deusa Atena lhe ensinou arquitetura, astronomia, matemática, navegação, medicina e metalurgia, e ele, por sua vez ensinou aos seres humanos. Zeus, o líder dos deuses gregos, ficou com raiva de Prometeu por tornar as pessoas poderosas, ensinando-lhes todas essas habilidades úteis.
Quando os deuses escolheram Prometeu como árbitro em uma disputa, ele enganou o crédulo Zeus, fazendo-o escolher as piores partes do touro sacrificial, escondendo-as debaixo de uma camada rica em gordura. Para punir Prometeu, Zeus retirou o fogo dos homens. "Deixe-os comer sua carne crua", declarou ele. Em resposta, Prometeu, esgueirou-se até o Monte Olimpo, acendeu uma tocha no sol, e escondeu um pedaço de carvão queimando em um caule oco. Ele fugiu com ele e, assim, restituiu o fogo para a humanidade.
Zeus, como vingança, tentou, sem sucesso, enganar o irmão de Prometeu, Epimeteu, a aceitar a bela mas travessa Pandora como um presente. Epimeteu, consciente do anterior conselho de seu irmão, recusou. Depois de seu truque falhar, e com raiva de todos as trapaças cometidas contra ele, Zeus acorrentou Prometeu em um pilar nas montanhas do Cáucaso, onde todos os dias uma águia pousava sobre ele e se alimentava de seu fígado. Durante o frio noturno da montanha, o seu fígado se regenerava completamente, apenas para ser devorado novamente no dia seguinte.
Assim foi, dia após dia, ano após ano. Epimeteu casou-se com Pandora, em um vão esforço para libertar seu irmão. Pandora - tão maldosa quanto era linda - abriu a famosa caixa em que Prometeu tinha selado todos os males que afligem a humanidade, dentre eles: velhice, trabalho, doenças, insanidade, imoralidade e sofrimento, deixando apenas a esperança dentro dela. Só anos mais tarde, a mando de Héracles (Hércules), Zeus tornou Prometeu livre, com a condição de que outro tomasse o seu lugar no martírio, o que foi feito por Quíron, o rei dos centauros. Segundo Hesíodo, Prometeu foi solto após Héracles abater a ave que o devorava e quebrar as suas correntes.
Os Ifrit ou Efreet (masculino) (árabe:عفريت, plural عفاريت) e Ifritah (feminino), são um classe de jinns (Gênios), da mitologia árabe, famosos por sua astúcia e poder. Eles são citados no Alcorão e descritos nos mitos árabes como criaturas que são mais poderosas do que os homens e os espíritos, mas que estão abaixo dos demônios e dos anjos em poder.
Os Ifrit vivem como tribos do deserto, com chefes e famílias diferentes, e embora muitas vezes fossem casados, poderiam se casar e procriar com seres humanos. Ifrit, ou Ifritah para as mulheres, tinham a opção de serem crentes ou não-crentes do Islão, e eles poderiam ser sábios e úteis ou caprichosos e destrutivos com o seu poder.
São criaturas constituídas de fogo, e podem tomar a forma de cães, fogo, fumaça e também de inofensíveis pessoas. Os Ifrit que eram não-crentes no islão e que podiam se disfarçar, a fim de causar estragos e roubar itens de solos sagrados também podem ser considerados ghouls. Os Ifrit também são fortes, rápidos e orgulhosos de terem sido um dos primeiros seres a serem criados a partir de fogo primordial. Ifrit também podem aparecer como homens e mulheres que se tornaram negros através do fogo, e foi por causa desta lenda que muitos africanos foram referidos como sendo Ifrit por aqueles no Oriente Médio.
Os Ifrit são temidos porque, além de serem mais fortes, mais rápidos e capazes de dominar a magia desde o seu nascimento, eles são imunes a armas e aço. Só a magia, usada corretamente por homens santos, magos, feiticeiros ou bruxos pode prejudicar o Ifrit e, no final, subjugá-lo à vontade dos seres humanos. É somente através da magia que um Ifrit poderia ser vinculado a servidão, mas quando você faz desejos a ele, você tem que ser muito, muito específico, pois o Ifrit costuma seguir mais ao pé da letra do comando que lhe foi dado do que o espírito da coisa. Um mito sobre o Ifrit que surgiu depois de terem sido vilanizados e o limite entre o bom e o mau eliminado, foi o que os Ifrit foram gerados a partir do sangue de vítimas de assassinato, e que para evitar que o Ifrit nasça, você deve jogar um prego sem uso na poça de sangue.
O Ifrit é apenas um tipo de gênio, e apenas um tipo de criatura que preenche os mitos do Oriente Médio. Há também os golems, que eram fortes, rápidos e quase impossíveis de matar, como um Ifrit, mas que foram feitas por rabinos usando a linguagem sagrada para levantar um homem como o Deus os criou a partir do pó. Havia também os Lilim, os filhos de Lilith, que atormentam e roubam os fiéis. Mesmo quando você dorme, existem incubbus e succubus prontos para atacar e estuprar você enquanto tem sonhos satisfeitos. Assim, na perspectiva, não é nenhuma surpresa que o Ifrit são relegados para o seu lugar na mitologia, como apenas um de uma série inteira de coisas horríveis que você pode encontrar, perdido e sozinho nas areias do deserto.
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Brisingamen (sig. "flamejante" ou "brilhante") é um colar pertencente à deusa nórdica da beleza e do amor, Freya. Ele foi criado por quatro anões mestres-ferreiros, com tal arte que ele brilhava como uma constelação no céu noturno. Quando está em torno do belo pescoço de Freya, torna-se o símbolo do céu e frutos. Esse colar podia ser usado tanto no pescoço como também na cintura. Os poucos que o viram juraram que o artefato é o mais bonito sobre o qual já colocaram os olhos.
Lenda
Um dia, enquanto vagava por uma caverna habitada por anões, Freya viu o mais belo colar que ela já tinha visto. Quatro anões, chamados Alfrigg, Berling, Dvalin e Grerr viviam dentro desta caverna e estavam dando os últimos retoques no belo colar. Freya implorou que eles lhe dessem o colar, dizendo que ela pagaria qualquer quantidade de ouro por ele. Os anões se recusaram a vendê-lo, porém eles fizeram uma proposta a Freya. Se ela passasse uma noite com cada um dos quatro anões e transasse com eles, ela poderia ter o colar. Freya concordou e passou as próximas quatro noites com os feiosos anões.
O trapaceiro Loki tinha seguido Freya até Svaralfheim, a casa dos anões, e viu tudo o que tinha acontecido. Loki voltou correndo para Asgard e contou à Odin tudo o que tinha visto. Quando Odin soube da notícia, ele ficou furioso. Ele ordenou que Loki para tirar o colar de Freya e trazê-lo para ele. Loki foi até o palácio de Freya, Sessrumnir, mas ele teve dificuldade para entrar, pois todas as portas e janelas estavam bem fechadas. Mas Loki se transformou em uma pequena mosca e entrou no quarto através de um buraco tão pequeno como o de uma agulha. Loki viu que Freya estava usando o colar em volta do pescoço, com o fecho por baixo dela, e que ele não podia alcançá-lo. Loki então se transformou em uma pulga e mordeu a deusa em sua bochecha.
Ela virou-se inquieta em seu sono e expôs o fecho. Loki rapidamente transformou-se de volta para a sua própria forma, pegou o colar, destrancou a porta, e se arrastou para fora. Quando Freya descobriu que a perda de seu colar, ela correu para Odin e contou sua história, chorando amargamente. Frio e com raiva da história de Freya, cheia de cobiça e luxúria, Odin disse que ele só poderia recuperar o colar se ela concordasse em provocar uma guerra entre dois poderosos chefes em Midgard, a terra. Ele exigiu que deveria haver morte e derramamento de sangue. Depois Freya deveria trazer os heróis mortos de volta à vida.
Freya voluntariamente concordou com os termos, pois, como Odin, ela tinha um desejo de batalhas e heróis. Em seguida, Odin ordenou a Heimdall, o vigia da ponte Bifrost, para ir atrás de Loki e trazer de volta o colar de Freya. Loki se transformou em uma foca e nadou até uma rocha perto de Singastein, mas logo em seguida Heimdall também tornou-se uma foca. Os dois travaram uma batalha feroz. No final, Heimdall prevaleceu, e com o colar em mãos, conduziu Loki para fora da água e retornou para a presença de Odin.
Outra versão
Freya teve o seu colar roubado por Loki. Ele se escondeu em Dreun, lugar onde os mortos ficam e somente os deuses podem ir e depois retornar. Lá escondeu a jóia para que Freya nunca a encontrasse. Hearhden, o poderoso ferreiro dos deuses, ficou muito abalado com toda a história, já que todas as almas partilhavam da tristeza de Freya e a escuridão estava em torno dela. Ele decide ajudá-la. Recuperou a jóia e devolveu a ela. Quando ela foi sair de Dreun, Hulda não deixou. Para que ela pudesse partir, ela teria que dar algo dela para Hulda. Por não querer se livrar da sua tão preciosa jóia, Freyja fez um trato com Loki.
O contrato dizia que o Brisingamen ficaria durante seis meses com Freya e Loki ficaria com ele durante os outros seis meses do ano. Enquanto Loki fica com Brisingamen, Freya fica angustiada e cai novamente em desespero, trazendo mais uma vez a escuridão a sua volta. Para esconder suas lágrimas, toda luz, toda vida e todas as criaturas se juntam a ela em seu terrível destino. Por isso que, na metade da roda do ano, quando Loki está com o Brisingamen, Freyja fica desesperada, a escuridão desce e o mundo torna-se frio e gélido (inverno). Na outra metade do ano, quando Freya recebe novamente sua jóia, não há limites para sua felicidade, então a escuridão é substituída pela Luz e o mundo torna-se quente mais uma vez (verão).
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As Lâmias (do grego Λαμια, "tubarão grande") eram seres da mitologia grega com forma de mulheres belas
e fantasmagóricas, que devoravam crianças ou que, com artifícios sensuais,
atraíam os jovens a seus leitos para devorá-los ou sugar-lhes o sangue.
Presume-se que podiam tomar forma humana, mas supunha-se
que, ao atingir seu objetivo, retornavam à sua forma verdadeira de
mulher-serpente, ou de uma besta quadrúpede e feroz.
Na Alta Idade Média, o termo lâmia referia-se, no folclore
popular, a espíritos que voavam a noite. Depois de 1450, as lâmias começaram a
aparecer em tratados inquisitoriais de feitiçaria, referindo-se a feiticeiras.
Alguns deles derivavam erradamente seu nome do latim laniare ("lanhar"),
porque as bruxas, segundo os autores, devoravam carne humana.
A lenda da Rainha Lâmia
Segundo o mito, Lâmia foi originalmente uma belíssima rainha
da Líbia, filha de Poseidon e amante de Zeus. Hera, mulher de
Zeus, corroída pelos ciúmes, matava os filhos de Lâmia ao nascerem (exceto Cila e Aquileu,
segundo algumas versões), ao final, a transformou em um monstro (em
outras versões Lâmia foi esconder-se em uma caverna isolada e o que a
transformou em um monstro foi seu próprio desespero).
Por fim, para torturá-la ainda mais, Hera a condenou a não
poder fechar os olhos, de forma que sempre estivesse obcecada pela imagem dos
filhos mortos. Zeus amenizou seu sofrimento dando-lhe o poder da profecia e a
capacidade de tirar e pôr os olhos quando quisesse descansar, mas Lâmia passou a
invejar as outras mães e por isso devorava seus filhos.
Mitos de lâmias
Segundo opinião bastante difundida, a Lâmia mitológica
serviu de modelo para as lâmias (Lâmiae em latim), ora
descritas como bruxas canibais, ora como espíritos ou como monstros,
que geralmente tinham forma humana da cintura para cima, mas com caudas de
serpente. As Lâmias atraíam os viajantes expondo os belos seios e emitindo um
agradável cicio, para depois matá-los, sugar seu sangue e devorar seus corpos.
Neste aspecto, as Lâmias constituem um antecedente dos súcubos da Idade
Média e das modernas vampiras.
Na Vida de Apolônio, de Filóstato, conta-se que em
Corinto, uma lâmia tomou a forma de uma fenícia bela e rica, rodeada de servos
e tesouros ilusórios, para seduzir Menipo, discípulo de 25 anos do profeta
pagão Apolônio de Tiana. Na véspera do casamento, Apolônio a reconheceu e a denunciou,
obrigando-a a desfazer seu disfarce e confessar que pretendia devorar o belo
Menipo.
Nas Metamorfoses, de Antoninus Liberalis (século II),
Lâmia, também chamada Síbaris, era uma mulher-serpente que vivia em uma caverna
do monte Crífis e dizimava homens e rebanhos de Delfos, na Fócida, até ser morta
por um herói chamado Euríbaro. Este se apaixonou por um jovem chamado Alcioneu,
que ia ser sacrificado ao monstro e ofereceu-se para ser levado em seu lugar.
Ao chegar à caverna, agarrou Lâmia e a jogou das rochas. Onde ela tombou,
surgiu uma fonte conhecida como Síbaris, que mais tarde deu nome a uma cidade
da Itália.
No folclore da Grécia moderna, Lâmia é uma ogra suja,
estúpida, glutona e antropófaga que vive em uma casa ou torre remota, come
carne humana e tem habilidades mágicas. Nos contos de fadas, o herói precisa
evitá-la, enganá-la ou cair em seu favor para conseguir algum objeto mágico ou
informação crucial. Em alguns contos, a lâmia tem uma filha que também é mágica
e ajuda o herói, eventualmente apaixonando-se por ele.
Em grego moderno, a expressão "της Λάμιας τα
σαρώματα" ("varrida de Lâmia"), refere-se a negligência e
desmazelo e se diz "τό παιδί τό 'πνιξε η Λάμια" ("a criança foi
estrangulada pela Lâmia") para a morte súbita de uma criança no leito.
Na Vulgata, a tradução da Bíblia por São Jerônimo, o
nome de Lilith foi traduzido por Lâmia em uma passagem do
livro de Isaías, 34:14: "Nela (a terra de Edom) se encontrarão cães e
gatos selvagens, e os onocentauros chamarão uns pelos outros; Lâmia frequentará
esses lugares e neles encontrará o seu repouso".
No folclore búlgaro, a lâmia é uma criatura com muitas
cabeças, que crescem outra vez se forem cortadas. Vive em cavernas ou no
subsolo e atormenta os povoados alimentando-se do sangue das pessoas ou matando
mulheres jovens. Em algumas historias tem asas, em outras, sua respiração é de
fogo.
Na mitologia basca, as Lâmias são gênios com pés e
garras de ave e cauda de peixe. Quase sempre femininos e de admirável beleza,
moram nos rios e fontes, onde costumam pentear suas longas
cabeleiras. São em geral amáveis, mas ficam enfurecidas se alguém rouba seus
peixes. Às vezes se apaixonam por mortais e até têm filhos com eles, mas não
podem se casar.
Algumas versões do mito dos vampiros fazem uma descrição das
lâmias como uma personificação dos vampiros, citando-as como vindo de uma espécie
de nascimento vampírico, ou seja, vampiros que nascem de outros vampiros, tendo
assim uma “vida normal” onde crescem, desenvolvem-se e as vezes envelhecem, ao
contrario dos vampiros criados a partir de humanos comuns. Estes sendo os
originais da rasa dando assim origem aos tradicionais vampiros.
Representações das lâmias
É possível que Lâmia fosse originalmente um monstro marinho
semelhante a um tubarão (em grego, a palavra lâmia refere-se também a
um tubarão grande e solitário). Porem nos mitos gregos e medievais, as lâmias
são geralmente representadas como belas mulheres da cintura para cima e
serpentes da cintura para baixo.
No século XVII, as lâmias foram também descritas como seres
quadrúpedes, com garras nas patas da frente, cascos nas patas traseiras,
cobertos de escamas, com cabeça e seios, além de um pênis (embora
fossem fêmeas).
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O Código de Hamurabi (também escrito Hamurábi ou Hammurabi) é um dos mais antigos conjuntos de leis escritas já encontrados, e um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento. Originário da antiga Mesopotâmia, estima-se que tenha sido elaborado pelo rei babilônico Hamurabi por volta de 1700 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901 na região da antiga Mesopotâmia correspondente a cidade de Susa, atual Irã.
É um monumento monolítico talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis dispostas em 3600 linhas. A numeração vai até 282, mas a cláusula 13 foi excluída por superstições da época. As leis dispõem sobre regras e punições para eventos da vida cotidiana. Tinha como objetivo principal unificar o reino através de um código de leis comuns. Para isso, Hamurabi mandou espalhar cópias deste código em várias regiões do reino. A peça tem 2,25 m de altura, 1,50 metro de circunferência na parte superior e 1,90 na base.
As leis apresentam punições para o não cumprimento das regras estabelecidas em várias áreas. As punições ocorriam de acordo com a posição que a pessoa criminosa ocupava na hierarquia social.O código é baseado na antiga Lei de talião, “olho por olho, dente por dente”. Logo, para cada ato fora da lei haveria uma punição, que acreditavam ser proporcional ao crime cometido. A pena de morte é a punição mais comum nas leis do código. Não havia a possibilidade de desculpas ou de desconhecimento das leis.
A sociedade era dividida em três classes, que também pesavam na aplicação do código:
Awilum: Homens livres, proprietários de terras, que não dependiam do palácio e do templo.
Muskênum: Camada intermediária, funcionários públicos, que tinham certas regalias no uso de terras.
Wardum: Escravos, que podiam ser comprados e vendidos até que conseguissem comprar sua liberdade.
Pontos principais do código de Hamurabi:
lei de talião(olho por olho, dente por dente)
falso testemunho
roubo e receptação
estupro
família
escravos
ajuda de fugitivos
Abaixo, um exemplo de uma disposição contida no código:
Art. 25 § 227 - "Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto".
No seu epílogo, Hamurabi afirma que elaborou o conjunto de leis "para que o forte não prejudique o mais fraco, a fim de proteger as viúvas e os órfãos" e "para resolver todas as disputas e sanar quaisquer ofensas".
Durante as diferentes invasões da Babilônia, o código foi deslocado para a cidade de Susa (no Irã atual) por volta de 1200 a.C. Foi nessa cidade que ele foi descoberto, em dezembro de 1901, pela expedição dirigida por Jacques de Morgan. O abade Jean-Vincent Scheil traduziu a totalidade do código após o retorno a Paris, onde hoje ele pode ser admirado no Museu do Louvre, na sala 3 do Departamento de Antiguidades Orientais.
Durante o governo de Hamurabi, no primeiro império babilônico, organizou-se um dos mais conhecido sistema de leis escritas da antiguidade: O Código de Hamurábi. Outros códigos, (Código de Ur-Nammu), haviam surgido entre os sumérios que viveram entre 4.000 anos a.C. a 1900 a.C. na Mesopotâmia. No entanto, o Código de Hamurabi foi o que chegou até nós de forma mais completa - os sumérios viviam em pequenas comunidades autônomas, o que dificultou o conhecimento desses registros.
O Código de Hamurábi ficava inicialmente no templo de Sippar (uma das cidades mais antigas da Mesopotâmia), sendo que diversas cópias suas foram distribuídas pelo reino de Hamurábi. No topo do monólito (monumento construído a partir de um só bloco de rocha) encontra-se uma representação de Hamurábi em frente ao deus sumeriano do sol Shamash.
O código também abrange matérias de ordem, civil, penal e administrativa como, por exemplo, o direito da mulher de escolher outro marido caso o seu seja feito prisioneiro de guerra e não tenha como prover a casa, ou a obrigação do homem de prover o sustento dos filhos mesmo que se separe de sua mulher.
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Lilith (לילית em hebraico) é uma divindade oriunda da mitologia mesopotâmica, e amplamente conhecida por sua presença na crença tradicional judaica e islâmica, onde ela é dita ter sido a primeira mulher do bíblico Adão. Em uma passagem (Patai 81: 455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido.No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, tendo o abandonado e deixado o Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.
De acordo a interpretação da criação humana no Gênesis feita no Alfabeto de Ben-Sira, entre 600 e 1000 d.C, Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria-prima de Adão. Porém ela recusava-se a "ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais". Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal e a primeira feminista.
Segundo este manuscrito milenar, Ben Sira conta a história de Lilith para Nabucodonosor:
“Depois que Deus criou Adão, que estava sozinho, Ele disse: ‘Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Ele então criou uma mulher para Adão, feita da terra assim como Ele havia criado o próprio Adão, e chamou-a de Lilith. Pouco depois Adão e Lilith começaram a brigar.
Lilith disse: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual".
Quando Lilith reclamou de sua condição a Deus, Adão retrucou: "Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior".
Lilith respondeu: "Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra".
Mas ele não a deu ouvidos. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o Nome Inefável de Deus e alçou voo atravessando os céus para fora do Éden. Com medo, Adão permaneceu em oração diante do seu Criador: "Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!". Nesse momento, Deus enviou três anjos para trazê-la de volta.
Os três anjos foram insistir que ela voltasse e ameaçaram afogá-la caso ela recusa-se, porém, sem pensar duas vezes, ela se recusou a voltar e escapou do alcance deles, sendo assim condenada por eles a perder cem filhos por dia.
Nas terras de Nod, Lilith juntou-se aos anjos caídos e se casou com Samael, que por influencia dela, tentou Eva, fazendo-a cometer adultério (o que teria posteriormente dado origem a Cain), comer o fruto da arvore do conhecimento e dá-lo a Adão para que também o comesse. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava ele ter uma segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.
Mais recentemente, esta história, tem sido cada vez mais adotada sendo até discutida se é ou não contada na Bíblia. Porém, além da passagem referida abaixo, esta não é mais referida.
No primeiro capítulo do Livro de Gênesis, versículo 27, está escrito que: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." porém no segundo capítulo versículo 18: '"O Senhor Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada." e é apenas no versículo 22 do segundo capítulo que Eva é criada: "E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem”. É possível que no primeiro capítulo a mulher criada seja Lilith e levando em consideração o versículo 23: "Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada." podemos verificar na expressão de Adão "...esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!...” a afirmativa de existência de outra criatura que não era qualificada como mulher e que não se podia se submeter a ele pois era independente, estava no mesmo nível de criação, a mesma altura de Adão. Em algumas traduções o texto "esta sim..." aparece como "agora sim, esta ..." o que não parece ser um erro de tradução mas uma evidência da afirmação na narrativa.
Uma interpretação possível é de que ela seja a mulher que Caim encontrou depois de ser expulso e, portanto, tendo com ele seu primeiro filho, Enoque e fundando uma cidade de mesmo nome.
Nas bíblias atuais seu nome aparece uma única vez, quando Isaías descreve a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação "E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si." Isaías 34:14. Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilith é substituída por demônio ou bruxa do deserto. Fantasma, na Revista e Atualizada.
Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Versão da Bíblia do Rei James. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que… the screech owl also shall rest there (a coruja também deve descansar lá). É preciso salientar, comparativamente, que em uma renomada versão em língua portuguesa da bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que… os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja, como é frequentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).
A imagem de Lilith ao longo da historia
Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi limada do Velho Testamento. No Gênesis, é costumeira a interpretação de Eva sendo criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão, ela é criada novamente, sendo a primeira criação obviamente a de Lilith na realidade.
No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, por exemplo, para proteger os recém-nascidos dos desejos de vingança de Lilith, seria necessário usar amuletos com o nome dos três anjos que a perseguiram (Snvi, Snsvi e Smnglof), para lembra-la de sua promessa, também era necessário acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.
A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 a.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 a.C.
Ela é também associada a lendas da antiga Mesopotâmia que falam de um demônio feminino da noite. Era associada ao vento, e pensava-se por isso que ela era disseminadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.
Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes à denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Bíblia KJV ou King James Version. Está escrito em Isaías 34:14 que “... the screech owl also shall rest there”. É preciso salientar comparativamente, que na renomada versão em língua portuguesa da bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que... “os animais noturnos ali pousarão”, não havendo menção da coruja, diferente de como é frequentemente e erroneamente, muito citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).
Na Suméria e na Babilônia ao mesmo tempo em que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua, ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos a assimilam a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que viam Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiram as lendas vampíricas, Lilith tinha 100 filhos por dia, alguns eram demônios de sague puro chamados de súcubos quando mulheres, e íncubos quando homens ou criaturas híbridas chamadas simplesmente de lilins. Os demônios se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e/ou de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos à vontade, sendo então os geradores das poluções noturnas. Uma vez possuído por uma súcubos, dificilmente um homem saía com vida.
Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aberto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo em que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.
Pensa-se que o Relevo Burney, um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.
Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A Mulher Escarlate", um demônio que guarda as portas do inferno montada em no enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.
Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith, e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo. Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc. Lilith também é considerada um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.
Lilith na cultura popular
No fictício Livro de Nod, é também conhecida como Deusa da Lua, aquela que ensina a Caim habilidades vampíricas.
Uma história em quadrinhos de Terror nos anos 70, publicada em Krypta número ? reconta o mito de Lilith como ela tendo sido criada por Lúcifer, ao mesmo tempo em que um anjo criava Eva. Adão então se via ante as duas mulheres, e Lilith pedia que ele matasse um coelho para demonstrar seu amor por ela, ao passo que ele recusava e preferia ficar com Eva. Lúcifer logrou então uma desprezada Lilith a beber duma água que a transformou num demônio. Lilith, depois de um pacto, prometeu não fazer mal aos filhos de Adão. A história era narrada por cientistas da atualidade, que chegavam à conclusão, dado que a geração de Adão seria anterior à humanidade que agora existia (que segundo a ficção teria se originado dos símios de acordo com a Teoria da evolução das espécies de Darwin) não estaria protegida contra os ataques de Lilith.
1181 Lilith é um corpo celeste do cinturão de asteroides.
Lilith na Astrologia moderna é o nome de um ponto correspondente ao apogeu da órbita lunar, ou seja, o ponto da órbita da lua aonde ela se encontra mais distante da terra.
Também chamada "Lua Negra". Por ser um ponto vazio e não um astro propriamente dito, muitos astrólogos desconsideram sua interpretação em um mapa astral.
No livro O Sobrinho do Mago e O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, da série As Crônicas de Nárnia, um ser conhecido como Jadis, a Feiticeira Branca diz ser descendente de Lilith, a primeira esposa de Adão.
Aparece também em um dos episódios de Sandman de Neil Gaiman, junto com "outras mulheres de Adão".
Uma personagem do videogame Darkstalkers se chama Lilith Aensland, mas tem pouco (ou nada) a ver com a figura original.
Lilith (Banda), uma banda de rock Colombiana.
Lilith (DC Comics), uma heroína da DC Comics. Apesar do nome, nada tem a ver com a figura mitológica.
Lilith (Marvel Comics), uma vilã inimiga do Motoqueiro Fantasma.
No Anime Neon Genesis Evangelion, Lilith é considerado o 2º Anjo.
Em alguns volumes da série de jogos de videogames Final Fantasy, Lilith é um monstro da família das Lâmias.
Lilith é constantemente citada em jogos de RPG, como Dungeons & Dragons, como uma criatura infernal e maligna.
No seriado de televisão Supernatural, Lilith era um demônio representado por mulheres ou meninas. Ela é também o último dos 66 selos que impedem que Lúcifer escape do (inferno).
Lilith também é o nome de uma república feminina de estudantes da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) criada em 1999, segue o ideal da primeira mulher, aquela que não se submeteu, sendo forte perante a vontade dos homens de subjugá-la.
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Tlaloc ("Aquele que descansa sobre a terra" na língua nauátle) é o deus asteca da chuva, fertilidade e do relâmpago, e um dos mais antigos deuses adorados na Mesoamérica. As primeiras imagens que podem ser identificadas como Tlaloc datam do século I d.C. em vasos de Tlapacoya. Nestas pinturas, Tlaloc está representado criando relâmpagos.
Os astecas retratavam Tlaloc com um jarro de barro ou panela em que ele guardava as águas da chuva. Tlaloc também é representado como olhos arregalados e presas enormes como as de um jaguar - alguns pensam que Tlaloc era parte jaguar, um atributo que pode ter derivado da religião olmeca onde o jaguar-homem era a divindade primária. Seus equivalentes em outras culturas da mesoamérica são Chaac(deus da chuva maia) e Cocijo (deus da chuva Zapoteca).
Acreditava-se que Tlaloc vivia em cavernas nas montanhas onde ele guardava grandes estoques de tesouros. Talvez ligado a isso, estava a sua imagem como um "provedor" para as pessoas através das chuvas. Tlaloc governou a terceira das cinco eras astecas.
Relações
Tlaloc é considerado um dos filhos do casal primordial Ometecuhtli e Omecihuatl. Sua consorte é Chalciuhtlicue, deusa da água, e segundo algumas fontes, sua irmã. Por vezes Tecciztecatl, uma divindade lunar, era considerado filho do casal. Segundo Sahagún, ele também era irmão da deusa Huixtocihuatl. Em algumas histórias, Tlaloc é considerado marido da deusa Xochiquetzal.
Mitos
Os astecas acreditavam que Tlaloc mantinha água em um jarro de barro e quando ele o quebrava, causava as chuvas. Os astecas também acreditavam que ele tinha três outras jarras. A segunda seria causar a doença nos seres humanos e pragas nas lavouras, a terceira, geada, e o a quarta traria destruição completa se ele a esvaziasse ou a quebrasse.
Ao lado de sua consorte Chalchihuitlicue, Tlaloc governou Tlalocan, um reino onde viviam mortais que morreram por ações de Tlaloc - por exemplo, ser atingido por um raio ou afogamento em uma inundação. Ele também governava sobre aqueles que morreram de lepra e outras doenças contagiosas.
Nos primeiros 3 meses do calendário asteca e também durante o festival Hueytozoztli, "A Grande Vigília" (festival para incentivar o crescimento do milho), crianças eram sacrificadas à Tlaloc por afogamento; crianças órfãs eram especialmente procuradas para esse fim. Também eram oferecidos ao deus virgens e crianças de peito. Afogavam as crianças no lago e ingeriam-nas depois de as cozer. Se alguma das mães chorasse durante esta cerimônia toda a assistência se alegrava,uma vez que era sinal de que choveria para que as colheitas crescessem. Com a chegada do cristianismo esta tradição foi substituída por ofertas (que ainda hoje se fazem), que se intensificaram em épocas de falta de água.
Tlaloc possuía um grande templo em Tenochtitlán, que, ao lado do templo de Huitzilopochtli, formava o Hueteocalli ("Grande Templo"), uma dupla pirâmide que era o foco do ritual religioso asteca.
Nidhogg ou Nidogue (antigo nórdico: Níðhöggr; literalmente "percutor de maldições" ou "Aquele que ataca com malícia") é um dragão/serpente pertencente à mitologia nórdica, dito habitar abaixo das árvore do mundo Yggdrasile roer suas raízes constantemente. Suas ações são altamente prejudiciais para a árvore (uma vez que ela sustenta os nove mundos do cosmos) e têm a intenção de trazer o cosmos de volta ao caos. Nidhogg no entanto não atua sozinho nessa tarefa, tendo o auxílio de outros dragões/serpentes menores (e obscuros) chamados Grabak, Grafvolluth, Grafvitnir, Goin, Moin, Ofnir e Svafnir.
Nidhogg é constantemente importunado pelo esquilo Ratatoskr, que passa seu tempo subindo e descendo pelos galhos de Yggdrasil, trazendo insultos proferidos à ele pela águia que vive empoleirada no topo da árvore. Nidhogg por sua vez devolve os insultos, e Ratatoskr os leva até a águia.
Adições posteriores ao mito e influenciadas pelo cristianismo afirmam que Nidhogg presidia uma região de Helheim (o submundo nórdico) chamada Náströnd, “A Costa dos Cadáveres”. Nessa região, mentirosos, assassinos e adúlteros são punidos, servindo como fonte de alimento para o dragão.
Durante os eventos do Ragnarok, Nidhogg deixará as raízes de Yggdrasil e participará do conflito ao lado dos inimigos dos deuses. De acordo com algumas fontes, ele sobreviverá e retornará ao seu papel original, e ainda segundo outras, ele será morto por Magni, um dos filhos do deus do trovão Thor.