18 de novembro de 2013

Yatagarasu

۞ ADM Sleipnir



O Yatagarasu (em japonês 八 咫 乌 ou ヤタガラス,"corvo gigante", alternativamente chamado de  Sansokuu,  "corvo de três patas" ou  Kin'u, "corvo dourado") é um mítico corvo de três patas e um dos mais antigos símbolos da mitologia japonesa. O aparecimento de Yatagarasu é interpretado como evidência da vontade do Céu ou da intervenção divina nos assuntos humanos. Aves de três patas (ou " tripedal") são criaturas encontradas em várias mitologias e artes da Ásia, Ásia Menor e do Norte da Africa e acredita-se que elas representam o sol.

De acordo com uma lenda, este pássaro lendário teria sido enviado dos céus pela deusa Amaterasu, com o papel de guiar o imperador Jimmu em sua trajetória até a província de Yamato, onde seria estabelecido o primeiro governo da nação. Devido a essa história, Yatagarasu é conhecido como o animal que dirige a vitória. Foi precisamente por este motivo que foi elegido como o símbolo do futebol japonês. O corvo do escudo da Associação de Futebol estende uma de suas asas e com uma de suas três patas domina uma bola. Ele expressa agilidade e força e as cores que traz consigo(amarelo e vermelho) simbolizam o sol. 


Existe ainda uma outra lenda, onde a deusa Amaterasu é ameaçada por um monstro terrível. As pessoas clamavam por um salvador que fosse capaz de matar a fera. E assim, um grande corvo de três patas veio e derrotou o monstro. A vida de Amaterasu foi salva pelo seu guardião, o corvo Yatagarasu .

É geralmente aceito que Yatagarasu é uma encarnação de Taketsunimi no Mikoto, fundador do clã Kamo-Agatanushi, mas nenhum dos primeiros registros documentais sobreviventes é tão específico sobre essa questão. A deusa Amaterasu também foi dita ser capaz de se transformar em um corvo (ou o corvo se transforma em deusa ) e a adoração à Amaterasu é descrita como " o culto do sol."

O Yatagarasu foi citado inicialmente em duas fontes japonesas, o Nihon Shoki (日本书纪) e o Kojiki (古事记). No entanto, nestas e noutras fontes primárias não há qualquer menção quando ao número de pernas que ele possui. Esta parece ter sido uma adição posterior ao mito, mas não está claro quando isso aconteceu. Yatagarasu pode ser visto em uma série de itens do Japão pré e pós-guerra. No Japão, encontra-se também em vários itens de guerras, como medalhas ao mérito.



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16 de novembro de 2013

Veles

۞ ADM Sleipnir


Veles (Weles, Volos) é um dos principais deuses da mitologia eslava, um deus da terra e da água, associado ao gado, ao comércio, ao submundo, a riqueza e a magia. Ele é também o deus dos druidas, dos segredos e o guardião da passagem do mundo de Yav, o mundo onde nós vivemos, para Prav, ou o superior mundo dos espíritos e Nav, o mundo inferior. Ele é oponente do deus do trovão Perun, e a batalha entre os dois é um dos mitos mais importantes da mitologia eslava. Não existem registros originais sobreviventes, mas reconstruções dos mitos especulam que ele possui aspectos do panteão proto-indo-europeu e que ele pode ter sido imaginado como (pelo menos parcialmente) serpentino, com chifres (de um touro, carneiro ou algum outro herbívoro domesticado), e uma longa barba.

O confronto entre Veles e Perun

Os filólogos russos Vyacheslav Ivanov Vsevolodovich e Vladimir Toporov reconstruiram a batalha mítica de Veles e Perun através de um estudo comparativo das várias mitologias indo-européias e um grande número de histórias e canções folclóricas eslavas. Uma característica unificadora de todas as mitologias indo-européias é uma história sobre uma batalha entre um deus do trovão e uma enorme serpente ou um dragão. Na versão eslava do mito, Perun é um deus do trovão, enquanto Veles age como um dragão que se opõe à ele. 



A razão de inimizade entre os dois deuses é o roubo do filho, da esposa ou, geralmente, do gado de Perun. É também um ato de desafio: Veles, na forma de uma enorme serpente, desliza das cavernas do submundo e se enrola na eslava árvore do mundo, indo em direção ao domínio celeste de Perun. Perun revida e ataca Veles com seus raios. Veles foge, escondendo-se ou transformando-se em árvores, animais ou pessoas. No final, ele é morto por Perun, e nesta morte ritual, tudo o que Veles roubou é liberado de seu corpo maltratado, em forma de chuva caindo do céu. Este mito da tempestade, como é geralmente referido pelos estudiosos de hoje, explicava aos eslavos antigos a mudança das estações ao longo do ano. Os períodos de seca foram interpretados como os resultados caóticos dos roubos de Veles. Tempestades e relâmpagos eram vistos como as batalhas divinas. A seguir, a chuva era o triunfo de Perun sobre Veles e o restabelecimento da ordem mundial.

O mito era cíclico, repetindo-se a cada ano. A morte de Veles nunca era permanente; ele iria se renovar, como uma serpente que abandona a sua velha pele, e iria renascer em um novo corpo. Embora neste mito particular, ele desempenhe um papel negativo como o portador do caos, Veles não era visto como um deus do mal pelos eslavos antigos. A dualidade e conflito de Perun e Veles não representa o confronto dualista entre o bem e mal , mas sim, a oposição dos princípios naturais da terra, água e substância (Veles) contra o céu, fogo e espírito (Perun).


Em tempos antigos, no dia 12 de Fevereiro as mulheres realizavam uma procissão, para afugentar a "praga da Vaca". Após a procissão, elas costumavam fazer uma luta ritual de Veles e Marena (a personificação da morte eslava). Todos torciam por ele, representado por mascarado vestido como Veles, usando a pele de um touro e com uma lança. Nenhum tipo de carne era consumida durante a festa. As pessoas honravam Veles, que os guiava através das dificuldades do inverno. Nesse dia, Veles protegia o gado, afugentava as doenças, e dava às pessoas a força para viverem através das geadas que se aproximavam.

Os ortodoxos russos sincretizam Veles com St. Vlas (Blasius), que se tornou o santo padroeiro dos animais. No dia 12 de fevereiro, dia esse que recebeu o nome do santo, os bovinos são tratados com ração especial. O nome de Veles batizou a cidade de Veles na Macedônia, sobre a qual paira uma colina batizada com o nome do Santo Elias, o Trovão (santo sincretizado com o deus Perun).




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14 de novembro de 2013

Cécrops (Cecrópe)

 ۞ ADM Sleipnir

Cécrops (ou Cécrope, grego: Κεκρωψ) foi um herói cultural e um dos primeiros governantes de um antigo reino conhecido como Ática (também Cecropia), também creditado como o fundador de Atenas. Era um ser autóctone, descrito como um homem da cintura para cima e com uma cauda de serpente no lugar das pernas, nascido da terra (Gaia) ou, segundo as Fábulas de Higino, filho do deus Hefesto. Neste último caso, Cécrops acaba sendo confundido com outro personagem gerado da terra e com seu mito, Erictónio.

Cécrops foi o primeiro homem a oferecer sacrifícios à deusa Atena após seu nascimento da cabeça de Zeus e ele estabeleceu seu antigo santuário na Acrópole. Ele também ensinou aos atenienses sobre o casamento, a literatura, como enterrar corretamente seus mortos e ainda proibiu o sacrifício de criaturas vivas aos deuses.


A disputa entre Atena e Poseidon



Foi durante o reinado de Cécrops que ocorreu a competição entre Atena e Poseidon para decidir quem seria o padroeiro da cidade. Os deuses decidiram resolver a disputa dando presentes divinos para o povo da cidade, e Cécrops deveria escolher qual dos presentes era o melhor. O vencedor da disputa também renomearia a cidade. Poseidon então bateu seu tridente no chão, e da fenda formada começou a jorrar água, formando uma bela fonte. Atena, por sua vez, bateu no chão com seu cajado e uma oliveira surgiu a partir da terra. 

Cécrops tinha que pensar bem sobre qual presente era o melhor e levou um longo tempo para isso. Ele eventualmente bebeu um pouco da água que Poseidon criou, mas ela era salgada, e inútil para o consumo. Depois de provar a água, ele decidiu que o presente de Atena era o melhor. Ele também alegou que a área de Cecrópia tinha muitas fontes, mas não muitas oliveiras. Dessa forma, Atena venceu a disputa e renomeou a cidade como Atenas. Poseidon ficou furioso por ter perdido o concurso e amaldiçoou a cidade, provocando falta de água constante durante toda a sua história.

Descendentes

Cécrops teve três filhas, Aglauro, Herse e Pandroso, também conhecidas como Cecrópidas, e personagens importantes do mito de Erictônio. Cécrops teve também um filho chamado Erisíquion, que morreu antes do pai e não teve filhos.




fontes:


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12 de novembro de 2013

Rusalki

۞ ADM Sleipnir

Arte de Deine Reflexion

Na mitologia eslava, as rusalki (singular: rusalka) são fantasmas de mulheres que morreram afogadas em rios ou lagos. Suas características são semelhantes as ninfas d'água, sereias e súcubos. No meio da noite, as rusalki saem do fundo dos rios e vão para as margens onde dançam e cantam, dentre muitas coisas. Se elas verem homens bonitos, elas irão mantê-los entretidos com canções e danças, depois vão hipnotizá-los, para em seguida, levá-los para o fundo do rio, matando-os afogados.

Origem

Acredita-se que as rusalki sejam os espíritos dos mortos, especialmente de meninas ou mulheres jovens. Essas mulheres seriam aquelas que tiveram uma morte prematura, ou violenta, ou foram amaldiçoadas por seus pais, antes ou depois de sua morte. Algumas tradições também dizem que elas poderiam ser os espíritos de jovens que engravidaram sem serem casadas e que acabaram se suicidando. 

Rusalki também podem surgir através de crianças não batizadas, muitas vezes, aquelas que nasceram fora do casamento e foram afogadas por suas mães por esse motivo. Essas crianças, chamadas de Navkyvagam pela floresta, implorando para serem batizados para que eles possam ter paz. Eles não são, necessariamente, inocentes, e podem atacar um humano tolo o bastante para abordá-los.

Navky

Características

Rusalki muitas vezes aparecem como mulheres com cabelos longos e soltos, das cores castanho claro, dourado ou verde. Sua pele é pele extremamente pálida e translúcida, e seus olhos não tem pupilas visíveis. Geralmente estão nuas, mas quando elas usam roupas, quase sempre são brancas e normalmente é um vestido ou camisa. Ocasionalmente, elas também se vestem com folhas verdes. Por geralmente viverem na água, elas foram descritas, por vezes, como tendo características de peixes ou parecendo sereias, embora fosse mais comum para elas se parecer com seres humanos.

Seus cabelos estão sempre molhados, e de acordo com algumas lendas, e o cabelo de uma rusalka secar, ela morre. Uma rusalka não pode viver por muito tempo em terra firme, mas com o seu pente em mãos, ela está sempre segura, pois ele lhe dá o poder de conjurar água quando ela necessita. 

Arte de belovedo

Como muitos outros seres da mitologia e folclore eslavos, as rusalki têm aspectos positivos e negativos. Elas são belas cantoras e dançarinas, elas trazem umidade e crescimento para as florestas e campos , trazem chuva e ajudam a mover as estações. Mas elas também atraem pessoas inocentes para a morte, seja por cócegas ou por afogamento; elas punem aqueles que pensam terem as ofendido, e enganam e prejudicam pessoas inocentes e desavisadas ​​.

Especificidades relativas às rusalki diferem entre as regiões. Embora na maioria dos contos elas vivam sem homens, na Ucrânia elas são frequentemente associadas com a água, enquanto em Belarus elas estão relacionadas às florestas e campos. Em áreas mais ríspidas da Rússia, elas aparecem como as "amazonas de seios fartos". Às vezes, no norte do país, elas são feias e cobertas de pelos.


A "Semana Rusalka" 

Acreditava-se que as rusalki ficavam mais perigosas durante a Semana Rusalka ( Rusal'naia) no início de junho. Neste momento, elas supostamente deixam as profundezas das águas, a fim de balançar em ramos de bétulas e salgueiros à noite. Nadar durante esta semana era estritamente proibido, pois as rusalki poderiam arrastar o nadador para o fundo do rio. Uma característica comum da celebração da Rusal'naia era o ritual de banimento ou enterro da rusalka no final da semana, que se manteve como entretenimento na Rússia, Belarus e Ucrânia até o ano de 1930.

Arte de Bangbez 239

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10 de novembro de 2013

Vishnu

۞ ADM Sleipnir


Vishnu, conhecido como "o preservador", é uma das três divindades supremas do hinduísmo, ao lado de Brahma e Shiva. O seu nome significa "aquele que tudo penetra", ou "aquele que tudo impregna". O papel de Vishnu é proteger os seres humanos e restaurar a ordem no mundo e sua presença é encontrada em cada objeto e força na criação, e alguns hindus reconhecem-o como o ser divino a partir do qual todas as coisas surgiram. Vishnu aparece em uma série de textos hindus , incluindo o Rig-Veda, o Mahabharata , e o Ramayana.

Nos Vedas, uma coleção de textos sagrados antigos, que inclui o Rig-Veda , Vishnu é apenas um deus menor. Nas duas representações mais comuns de Vishnu, ele aparece flutuando na superfície do oceano primordial no topo de uma serpente de mil cabeças chamado Shesha, que o protege enquanto dorme ou  aparece flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos: uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado. Sua montaria é a águia Garuda.


A concha se chama Pantchdjanya e possui todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om. O disco, ou roda de energia de Vishnu, se chama Sudarshana e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio. O Lótus de Vishnu se chama Padma. É o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão. O cajado de Vishnu se chama Kaumodaki e representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.

O mais famoso feito de Vishnu nos Vedas foi conduzir as três etapas que mediram a extensão do mundo, um ato que foi parte da criação. Algumas histórias de Vishnu o creditam com um papel importante na criação, outros dizem que ele ajudou o deus Indra. Mitos início também retratam Vishnu como um mensageiro entre os seres humanos e os deuses. Com o tempo, o caráter de Vishnu combinou os atributos de um número de heróis e deuses , e ele se tornou um dos mais importantes e populares deuses hindus.

Dashavatara, As Várias Formas de Vishnu


Segundo a mitologia hindu, Vishnu visitou à Terra em uma variedade de formas humanas e animais chamadas avatares. Esses avatares são encarnações do deus que contêm parte de seu espírito divino e poder. Os hindus acreditam que um avatar de Vishnu aparece sempre que o mundo ou os seres humanos estão em perigo , e, desta forma , o deus ajuda a superar o mal, trazer justiça e restaurar a ordem.

Vishnu possui dez avatares principais. O primeiro, Matsya, era um peixe que salvou o primeiro ser humano, Manu, de uma grande enchente, conduzindo o seu barco em segurança. Kurma, o segundo avatar, foi a tartaruga que durante o Samudra Manhtan, a Agitação do Oceano de Leite, auxiliou o processo usando suas costas para apoiar o Monte Mandara em suas costas. Dessa forma foi possível recuperar vários objetos preciosos, além da deusa Lakshmi, a deusa da fortuna e da beleza que havia desaparecido e viria a se tornar sua esposa. 

Vishnu apareceu na Terra pela terceira vez como Varaha, o javali. Varaha livrou o mundo de um gigante demônio chamado Hiranyaksha, que arrastou a terra para o fundo do oceano e o escondeu lá. Depois de uma luta de mil anos, Varaha matou o demônio, resgatou a Terra e trouxe ela para a superfície e preparou ela para que pudesse sustentar a vida, modelando as montanhas e moldando os continentes

O quarto avatar de Vishnu, o homem-leão Narasima, livrou mundo de outro demônio, Hiranyakasipu, que havia proibido o culto aos deuses. Quando o malvado rei Bali ganhou o controle do mundo, Vishnu apareceu na Terra pela quinta vez como Vamana, o anão. Vamana convenceu Bali a dar-lhe qualquer pedaço de terra que ele pudesse cobrir em somente três passos. Vamana conseguiu uma audiência com Bali e foi solicitar-lhe um pedaço de terra para viver. Bali era dono de todo o sistema galáctico e desejou satisfazer o desejo de Vamana, subestimando-o por ele ser um anão. Mas Vishnu ficou gigantesco e com o primeiro passo envolveu toda a Galáxia, com o segundo todo o Universo e indagou onde iria colocar o pé para o terceiro passo. Inteligentemente Bali respondeu: “Sobre a minha cabeça, meu Senhor”.

O sexto avatar de Vishnu foi Parashurama, um jovem guerreiro, exterminador da casta dos guerreiros (xátrias). Para vingar a morte de seu pai, morto injustamente por representantes da casta dos xátrias, Parashurama, dotado de um poder sobre-humano e armado de um machado, destruiu vinte e uma vezes toda a casta dos guerreiros. Só deteve a sua carnificina ante a uma encarnação de Vishnu como xátria e tida como infinitamente mais poderosa que Parashurama, a encarnação de Rama.

Os avatares mais populares e mais conhecidos de Vishnu são Rama e Krishna, os grandes heróis dos épicos Ramayana e Mahabharata. Rama, o sétimo avatar, salvou os seres humanos do rei demônio Ravana, enquanto Krishna livrou o mundo de muitos demônios e participou de uma longa luta contra as forças do mal. 

O nono avatar de Vishnu foi Balarama, irmão mais velho de Krishna. Acredita-se que ele se envolveu em muitas aventuras ao lado de seu irmão. Balarama raramente é adorado de forma independente, mas as histórias sempre se concentram em sua força prodigiosa. Em representações visuais, ele geralmente é mostrado com pele pálida em contraste com a pele azul de Krishna. Em várias versões da mitologia, acredita-se que Buda seja a nona encarnação. No entanto, este foi um acréscimo que veio depois que o conceito de dashavatara já estava estabelecido.

O décimo avatar de Vishnu, Kalki, ainda não chegou na Terra. Segundo o mito, ele virá ao final da era atual (Kali yuga), montado em um cavalo branco e empunhando uma espada de fogo, para supervisionar a destruição final dos ímpios, restaurar a pureza, a renovar a criação e trazer uma nova era de harmonia e ordem.




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8 de novembro de 2013

Toyol

۞ ADM Sleipnir

Arte de Shafi Adam

O Toyol (ou Tuyul) é uma criatura mítica pertencente à mitologia malaia do Sudeste da Ásia, bem similar ao Tiyanak da Indonésia. O Toyol é um bebê morto que é trazido de volta a vida pelas mãos de um Bomoh (um xamã malaio), ou por algum outro usuário de magia negra. É possível comprar um Toyol feito por um Bomoh.

Aparência

Um Toyol se assemelha a um bebê, muitas vezes um bebê recém-nascido, andando nu, e possui uma grande cabeça, mãos pequenas, os olhos vermelhos, orelhas pontudas, e pele geralmente acinzentada ou esverdeada. Mais precisamente, ele se assemelha a um goblin. Pode ser visto a olho nu sem a utilização de mágica, embora seja improvável encontra-los casualmente.


Cuidando de um Toyol

Ao obter um Toyol, é como se você fizesse um pacto com o demônio. Ele possui o temperamento de uma criança e deve ser mantido constantemente feliz, entretido e alimentado. Você deve fazer oferendas a ele, como biscoitos, doces, leite, brinquedos, enfim, tudo o que uma criança pequena gosta.

Ele também deve ser alimentado com algumas gotas de seu sangue todos os dias, geralmente através de seu polegar ou dedão do pé.  Caso você não o faça, ele irá tomar o seu sangue e o de seus familiares à força enquanto dormem. De acordo com outras histórias, toyols devem ser alimentados com o sangue de um galo.

Tarefas

Segundo contos antigos das vilas, as pessoas utilizam os toyols para ganhos egoístas, porém insignificante. Eles usam esses espíritos para roubo, sabotagem e outros crimes menores. Crimes graves , como assassinato, são estão geralmente além da capacidade dos toyols. Uma pessoa que de repente se torna rico sem explicação pode ser suspeito de manter um toyol. O toyol é mantido em um frasco ou uma urna, e escondido em um lugar escuro até que seja necessário.


O que acontece no final do "contrato" não é muito claro. Pode ser que a a urna, seja enterrada em um cemitério (com os rituais relevantes) , e o espírito é, então, colocado para descansar. Um método alternativo consiste em jogá-los no mar. Ou então, um toyol é passado para baixo em uma família através das gerações. Isso parece sugerir que, depois de obter uma toyol, você não só está preso com ele para o resto de sua vida, mas todos os seus descendentes também serão condenados a tê-lo.

Fraquezas

Embora aparentemente astutos, toyols não são supostamente muito inteligentes. Diz-se que eles podem ser facilmente enganados por mármores e areia e cordões de alho pendurados no umbral da porta ou colocados em certas partes da casa. O toyol irá brincar com esses itens até ele se esquecer de sua tarefa na casa da vítima. 

Se dinheiro ou jóias desaparecem misteriosamente de sua casa, um toyol pode ser o responsável. Uma maneira de evitar um toyol é colocar algumas agulhas sob o seu dinheiro, pois os toyols têm medo de serem feridos por agulhas. Se o dinheiro desapareceu e formigas ou cupins são encontrados onde o dinheiro deveria estar, significa que o toyol acabou de cumprir a sua tarefa para seu mestre. Colocar dinheiro sob os espelhos também tem o potencial de afastar os toyols, devido a fobia de verem seu próprio reflexo.


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7 de novembro de 2013

Hipérion

۞ADM Sleipnir


Hipérion (grego Ὑπεριων, "Aquele que observa do alto") é um titã da mitologia grega, associado com a luz e anteriormente um deus solar. É um dos seis filhos de Urano e Gaia. Sua esposa é a titânide Téia, com quem gerou a tríade de deuses das luzes das partes do dia: Helios (o Sol), Eos (a Aurora) e Selene (a Noite). Hipérion não possui uma abordagem profunda na mitologia, sendo conhecido basicamente por sua descendência e pela sua participação na revolta contra o seu pai Urano.

Participação nos mitos

Hipérion se uniu aos titãs Cronos, Jápeto, Crios e Céos em uma conspiração contra seu pai. Quando Urano desceu à terra para se relacionar com Gaia, Hipérion e seus irmãos esperaram-no nos quatro cantos do mundo e o agarraram quando ele desceu. Cronos castra o seu pai com uma foice que tinha sido feita por sua mãe. Os quatro titãs personificam os pilares que nas cosmogonias do Oriente Médio separam o céu da terra e, como pai do Sol, da Lua e da Manhã, Hipérion foi o titã que se posicionou na parte leste do mundo.


Hipérion também participa da Titanomaquia, mas é derrotado junto aos demais titãs, sendo lançados por Zeus no poço do Tártaro. Segundo Píndaro e Ésquilo (em sua peça perdida, "Prometeu Acorrentado") os titãs acabaram sendo posteriormente libertados do poço, através da clemência de Zeus.

Humanidade

Hipérion e seus irmãos eram vistos como deuses antigos que foram responsáveis pela criação do homem, onde cada titã deu uma qualidade sobre a humanidade. Presume-se que Hipérion deu ao homem o dom da visão, baseando-se no fato de que seu nome significa "aquele que vê de cima". A esposa de Hipérion, Téia, era também a titânide da visão, o que reforça a hipótese deles serem os responsáveis por dar a humanidade esse dom.

Cultura Popular

Hipérion é mencionado na série Percy Jackson, onde ele é derrotado por Percy e Grover no Último Olimpiano. Ele também possui um pequeno papel no livro A Casa de Hades, onde ele é morto pela primeira vez por Bob (Jápeto) e, mais tarde, morto novamente por Tártaro.

Arte de Iro Pagis


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6 de novembro de 2013

Churel

۞ ADM Sleipnir


Churel (urdu: چڑيل , devanagari: चुडेल; também conhecido como Churail, Chudail ou Chudel) é de acordo com o folclore do sul e sudeste asiático, o fantasma de uma mulher muito infeliz que acabou morrendo durante o parto, ou quebrou algum tabu religioso, embora em alguns casos possa simplesmente surgir a partir de uma morte natural. Histórias sobre esse fantasma são particularmente populares em Bangladesh, na Índia e no Paquistão.

A Churel costuma se manifestar como uma bruxa incrivelmente feia, com o cabelo despenteado , seios caídos , e uma longa língua negra. Em alguns casos, ela é representada sem boca e seus pés podem estar virados para trás, de forma semelhante ao Curupira. Ela tem sido descrita também usando um vestido vermelho ou branco, representante de qualquer uma viúva ou noiva. Algumas interpretações a ilustram como tendo a cara de um porco, cheia de presas, e possuindo a capacidade de se transformar em uma bela jovem, a fim de encantar e iludir os homens, para no fim sugar o seu sangue.


Na verdade, a qualidade mais notável de uma Churel é o seu desejo por sangue, especialmente de jovens. Começando pelos homens que conheceu em vida, a Churel vai passear, sugando o sangue de todos os homens com que ela se depara. Dizem que ela não drena só o sangue das suas vítimas, mas, em alguns casos, o sêmen também, e mais importante, a sua juventude, transformando-os prematuramente em velhos grisalhos e fracos. Às vezes, a Churel irá capturar os homens com quem ela se depara, deixando-os em cativeiro até a velhice, tratando-os como simples objetos de prazer. A Churel é dita ser vista na maioria das vezes em torno de rios ou fontes, assim como em cemitérios, campos de batalha, e até mesmo sanitários.

Embora existam muitas maneiras de se prevenir e evitar o nascimento de uma Churel, o método mais simples é o de impedir a sua criação. Isso pode ser feito cuidando das mulheres durante o período da gestação. No entanto, se uma mulher tiver morrido nessas condições, como forma de precaução, muitas vezes são tomadas algumas medidas durante o processo de sepultamento. Por exemplo, quatro hastes são colocadas nos quatro cantos da cova onde o cadáver será enterrado, e flores vermelhas são plantadas nas proximidades. Outras táticas para impedir um Churel de sair de seu túmulo incluem amarrar o cadáver e perfurar seu polegar e as partes dianteiras dos demais dedos com pregos. Em casos mais extremos, o local do enterro deve ser exorcizado .


No caso da criação de uma Churel não puder ser evitada, as pessoas podem distrair o fantasma espalhando sementes ao redor do cadáver, pois acredita-se que o fantasma irá se distrair contando-as, e por sua vez, será incapaz de ir atrás de alguém.

Arte de Jonathan Valiente

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