14 de março de 2022

Ani-ani

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Elartwyne Estole

Ani-ani (ou Aniani) é uma criatura pertencente ao folclore filipino, mais conhecida na província de Zambales, na região Luzon Central. Ela é descrita como sendo um gigante humanóide com cerca de cinco metros de altura, possuindo uma aparência e características que remetem a outra criatura bem mais famosa do folclore filipino, o Kapre. Um Ani-ani possui um corpo peludo e barbudo, um nariz achatado, uma boca larga e uma pele áspera, e tal como o Kapre, em certas ocasiões pode ser visto fumando um charuto em cima de alguma grande árvore. Ele também é dito possuir um cheiro forte de cabra.

Os Kapres não são os únicos com quem o Ani-ani compartilham características. Assim como outra classe de criaturas filipinas, os Aswang, um Ani-ani também possui o poder de mudar de forma: ele tem a habilidade de assumir várias formas, sendo as mais comuns um carabao, um cavalo, um porco e também uma forma humana. O que diferencia um Ani-ani de um Aswang é o fato deste não se alimentar de sangue. A interação de um Ani-ani com os humanos se dá pelo fato dele geralmente aparecer bloqueando o caminho de viajantes.

Arte de Sherwin Sketch

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11 de março de 2022

Diao Si Gui

۞ ADM Sleipnir

Diao Si Gui (chinês: 吊死鬼; pinyin: Diao sǐ guǐ; literalmente "fantasma enforcado") são, de acordo com o folclore chinês, espíritos de pessoas que cometeram suicídio, foram vítimas de execução ou que sofreram algum acidente no qual morreram enforcadas, e que após suas mortes passam a assombrar os locais onde morreram.

Diao Si Gui são geralmente retratados suspensos em árvores ou no ar (segurando seu próprio nó de forca), exibindo em sua face olhos esbugalhados e longas línguas vermelhas saindo de suas bocas. Eles aparecem diante de pessoas e tentam convencê-las a se unirem a eles na vida após a morte (ou seja, suicídio). Se elas rejeitarem o convite, os Diao Si Gui usam suas longas línguas para tentar estrangulá-las.


SUICÍDIO NÃO É A SOLUÇÃO PARA OS SEUS PROBLEMAS. PROCURE AJUDA!
CVV (CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA): LIGUE 188

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10 de março de 2022

Orobas

۞ ADM Sleipnir

Arte de Cristian Huerta

Orobas (também chamado Orobos) é de acordo com a demonologia um anjo caído, anteriormente pertencente à ordem dos Tronos e agora ranqueado como um grande príncipe do inferno, possuindo vinte legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 55° dentre os 72 espíritos de Salomão.

Quando invocado, Orobas aparece inicialmente diante de seu invocador sob a forma de um belo cavalo, mas posteriormente assume uma forma humana caso seja comandado a fazê-lo.

Arte de Avery Straus

Orobas dá respostas verdadeiras para perguntas sobre o passado, presente e futuro, sobre a criação do mundo e sobre divindade. Ele também concede títulos e honrarias ao seu invocador e o ajuda a obter o favor de amigos e inimigos. Orobas é fiel a quem o invoca e o protege contra espíritos invasores. 


Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Orobas aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele aparece ainda nos jogos Final Fantasy XI online, Bloodstained: Ritual of the NightPersona (3,4 e 5) e Shadow Hears: Covenant;
  • Orobas é o monstro de número 78 da coleção de miniaturas da Mattel Monster in My Pocket. A cópia oficial se refere a ele como um " oráculo " ao invés de um demônio.
  • No filme de terror Adorável Molly (2012), uma visão fantasmagórica de Orobas é apresentada atormentando o personagem central.
  • Em Shakugan no Shana, Orobas é um membro ativo da organização Bal Masqué, lutando ao lado do lorde carmesin Sydonay como sua montaria.



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9 de março de 2022

Capeta Multiplicador

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)


O Capeta Multiplicador é um mito popular da região norte do Brasil, conhecido nos estados do Amapá e do Pará. Esse mito fala sobre um homem que faz um pacto com um demônio que possui o dom de multiplicar todas as ações feitas por ele, e esse homem usufrui desse dom até acabar se dando mal.

Mito

Seu Ozório era um homem triste. Embora tivesse uma grande área de terra, uma esposa e dois filhos com muito boa saúde e disposição para o trabalho, não vivia contente com a vida. O motivo é que queria ter uma casa bonita, dar o maior conforto possível a família, comprar roupas novas e não deixar faltar nada na despensa. Suas terras não eram boas. O milho que plantava crescia de bom tamanho, mas nas primeiras chuvas apodrecia e só servia para alimentar os porcos. Com isso a miséria terminou batendo à sua porta. Rezava todos os dias: era homem muito católico e não perdia uma missa aos domingos, mas não era feliz.

Um belo dia chegou em sua casa um negro pedindo comida e pousada por uma noite. Homem de bem, Ozório deu-lhe um local para dormir e um naco de carne seca, acompanhado com farinha d’água. Pela manhã, antes de partir, o negro agradeceu a hospitalidade e mostrou-se surpreso com o milharal de Ozório, que definhava a olhos vistos. O visitante então, disse-lhe que voltasse a arar a terra, e quando esta estivesse pronta, plantasse apenas um pé de milho e esperasse o resultado. 

Sem saber que estava falando com o tinhoso, Ozório procedeu conforme lhe foi mandado. Para a sua surpresa, quando fez com as mãos o primeiro sulco para jogar a semente, outros milhares de sulcos apareceram na terra, vindos do nada. O mesmo aconteceu quando semeou. Todos os sulcos foram imediatamente semeados e cobertos de terra. Foi aí que o agricultor descobriu ter conversado com o diabo, que mandava os diabinhos multiplicarem por mil vezes qualquer atividade sua. 

Imagem extraída do livro Lendas e Mitos do Amapá, de Joseli Pereira Dias

Daí em diante, cercar o milharal tornou-se brincadeira de criança. Na primeira estaca fincada ao solo por Ozório, as outras foram surgindo e se multiplicando. Colher a primeira safra de milho foi mais fácil ainda. No primeiro saco de grãos, os outros encheram o celeiro. Seu Ozório ficou rico da noite para o dia. O milharal não mais se acabava com as chuvas e ele podia comprar tudo o que quisesse para a mulher. 

Um belo dia a esposa de Ozório engravidou e ele fez uma grande festa para comemorar. A mulher, prestativa, decidiu que faria canjica para servir aos convidados, e partiu para o milharal. Ainda não era época de colheita e as espigas estavam verdes, assim ela resolveu levar. E quebrou uma das espigas. Imediatamente todo o milharal caiu por terra e a mulher ficou desesperada. A produção estava perdida. Sem saber o que fazer, foi contar o ocorrido ao marido, que tomado pela raiva aplicou-lhe um tapa no rosto. Naquele mesmo momento, milhares de diabinhos também agrediram a mulher, que morreu nos braços do marido. Ozório se amaldiçoou por ter feito um trato com o diabo e, desesperado, olhando o milharal destruído e a esposa morta, tentou se recompor batendo com a cabeça em uma das estacas da plantação. Foi o seu último ato. Imediatamente os diabinhos entraram em  ação, matando-o também com milhares de baques na cabeça. O diabo cumpriu a promessa de multiplicar todos os atos de Ozório.


fonte:
  • Mitos e Lendas do Amapá, de Joseli Pereira Dias.


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8 de março de 2022

Tlahuelpuchi

۞ ADM Sleipnir


Tlahuelpuchi é um tipo de criatura vampírica pertencente ao folclore rural mexicano, possuindo raízes nas crenças dos povos indígenas náuatles. De acordo com as lendas, um Tlahuelpuchi é uma pessoa que nasce com essa maldição, que faz com que ela se transforme em uma criatura sugadora de sangue ao atingir a puberdade. Infelizmente para essa pessoa, a maldição não pode ser removida ou evitada de nenhuma forma. Em sua forma transformada, um Tlahuelpuchi assemelhasse a um animal (geralmente  um peru ou abutre, porém existindo relatos de transformações em cães, gatos, pulgas e outros), envolto em uma aura brilhante. A maioria dos Tlahuelpuchi são do sexo feminino, sendo consideradas mais sanguinárias e malignas que os raros espécimes masculinos.

Uma vez estabelecido o seu alvo (geralmente crianças recém nascidas), um Tlahuelpuchi deve realizar um ritual antes de entrar em sua casa. Ele precisa sobrevoar a casa uma vez de norte a sul, e uma vez de leste a oeste, simbolizando assim o formato de uma cruz. Assim, ele fica livre para entrar no local. Ele entra furtivamente na casa como uma névoa, às vezes luminosa, infiltrando-se por baixo de portas e peitoris de janelas, ou por buracos de fechadura, ou rastejando como um inseto. 

Arte de Amanda Todd

Uma vez dentro, o Tlahuelpuchi muda novamente para sua forma animal e hipnotiza os ocupantes, colocando-os em um sono profundo para que assim ele possa realizar seu ataque. Um Tlahuelpuchi deve se alimentar de sangue pelo menos uma vez por mês, caso contrário, acabará morrendo.

É difícil detectar um possível Tlahuelpuchi em uma comunidade, pois sua família faz de tudo para protegê-lo de ser descoberto. Na verdade, a família de um Tlahuelpuchi acaba sendo uma cúmplice relutante de seus atos, pois se revelarem sua identidade, passam a serem alvos dele, e caso alguém da família o mate, os poderes dele passam para o assassino. Além da questão familiar, um Tlahuelpuchi também pode estabelecer pactos com bruxas locais e outras criaturas, de forma que estes não revelem sua identidade para a comunidade. Desse modo, o único jeito de um Tlahuelpuchi ser descoberto é ser pego em flagrante, ocasião na qual deve ser morto para que não torne a atacar ninguém. A tradição popular recomenda alho, cebolas e metal para repeli-los.

Arte de Daniel Parada

fontes:
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7 de março de 2022

Suttungr

۞ ADM Sleipnir


Suttungr (ou Suttung) era um jotun (gigante de gelo) da mitologia nórdica. Ele era filho do jotun Gilling, que juntamente com sua mãe, foi assassinado por Fjalar e Galar, os mesmos anões que também mataram o deus Kvasir e roubaram dele o caldeirão mágico Odrörir, contendo o Hidromel da Poesia.

Suttungr  consegue capturá-los e prendê-los em um recife coberto pela maré alta, deixando-os lá para que morressem afogados. Em troca de suas vidas, os irmãos resolveram oferecer a Suttungr o Odrörir contendo todo o Hidromel da Poesia, e ele acaba aceitando. Suttungr então esconde o Odrörir  dentro de uma montanha chamada Hnitbjorg, e ordena a sua filha Gunnlod para vigiá-lo.

O Roubo do Hidromel por Odin

O hidromel da poesia era um bem precioso, e Suttungr se gabava de tê-lo em sua posse, mas tão logo o sábio deus Odin tomou conhecimento da situação, ele partiu para Jotunheim com a intenção de obter o hidromel para si. Disfarçado como um lavrador, Odin passou a trabalhar para o irmão de Suttungr, Baugi, durante todo um verão. Ao terminar o trabalho, Odin pediu para Baugi lhe dar um copo de hidromel. Baugi tenta convencer Suttungr a ceder uma taça mas não obtém sucesso, então ele decide perfurar um pequeno buraco ao lado da montanha, abrindo uma passagem para a câmara onde o hidromel era mantido. Odin imediatamente transformou-se numa cobra e se esgueirou pelo buraco na câmara onde Gunnlod guardava o hidromel. Retomando a forma de um homem, Odin seduz Gunlod e a convence a lhe dar o hidromel. Durante três noites, Odin bebeu do hidromel, e na terceira noite, ele se transformou em uma águia para poder escapar. 


Suttungr descobriu o roubo, e também transformando-se em uma águia, foi atrás de Odin. Parte do hidromel escapava da boca de Odin enquanto voava, às vezes propositalmente, a fim de distrair Suttungr que estava em seu encalço. Parte do hidromel caiu sobre a terra, onde atingiu alguns dos seres vivos, tornando-os poetas. Quando Odin avistou seu palácio, deu um grito de alerta, e todos os deuses correram com jarros em suas mãos, permitindo que Odin regurgitasse todo o hidromel dentro deles. Quando Suttungr viu o hidromel ser recolhido pelos deuses, se deu por vencido e retornou para sua montanha. O Hidromel agora pertencia aos deuses.

Cultura Popular

Suttungr aparece como um boss no game Assassin's Creed Valhalla, lançado em novembro de 2020 e ambientado na mitologia nórdica.

Suttungr em Assassin's Creed Valhalla


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4 de março de 2022

Akijangsu

۞ ADM Sleipnir

Akijangsu (ou Agijangsu, coreano 아기장수,  "bebê longevo" ou "bebê poderoso") é o personagem de um antigo conto popular coreano, de data de origem desconhecida, mas transmitido de forma oral por toda a península coreana. O conto possui inúmeras versões, mas basicamente seguem a estrutura que contarei a seguir.

Certo dia, um bebê miraculoso nasceu em um pobre vilarejo coreano. Ele era diferente de tudo o que os moradores desse vilarejo já tinham visto na vida, pois esse bebê apresentava um par de asas pequenas, mas funcionais, debaixo de suas axilas. Com pouco tempo de vida, ele já saia por ai usando suas asas para voar pelo céu. Ele também exibia uma grande força fazendo proezas como levantar pedras tão grandes que precisariam de três homens bem fortes para fazer o mesmo. Conta-se que os cinco cavalos sempre o acompanhavam para onde quer que ele fosse. 

Com o passar do tempo, o bebê foi crescendo e se tornando mais forte, tornando-se uma verdadeira divindade guardiã para o vilarejo e seus aldeões, que o chamavam de AkijangsuOs aldeões não sabiam, mas nessa época militares japoneses procuravam uma oportunidade para invadir e assumir o controle do vilarejo. Os boatos de um bebê dotado de força descomunal e capaz de voar acabaram chegando aos ouvidos dos militares japoneses, que temendo que ele pudesse atrapalhar a futura invasão ao vilarejo, resolveram espalhar falsos boatos sobre o mesmo.

“Quando o bebê crescer e se tornar um adulto, ele irá controlar os aldeões como quiser!”

"Se o rei ouvir rumores sobre esse bebê, ele tentará queimar toda a aldeia."

Os rumores acabaram surtindo o efeito desejado. Os aldeões ficaram bastante assustados com a possibilidade de serem subjugados por ele no futuro, ou de serem considerados uma ameaça pelo rei. Então, começaram a pensar no que fazer.

“Se esse bebê crescer mais, poderá nos prejudicar”.

“Temos que matar esse bebê para que nossa aldeia possa sobreviver!”

"Se o rei ouvir rumores sobre esse bebê, ira nos tratar como rebeldes."

"Apressem-se e matem o bebê!"

Como os boatos ruins continuaram a circular, os aldeões não encontraram outra alternativa a não ser matar o bebê. Primeiramente, tentaram colocar uma enorme pedra em cima dele para que não fosse capaz de escapar, porém o bebê conseguiu removê-la com sua força. Os aldeões então colocaram uma pedra ainda maior sobre ele, e para se certificar de que ele não a removeria e sairia voando por aí, resolveram também atear fogo em suas asas. O ferimento causado pelas queimaduras foi brutal e o bebê não resistiu. Os cinco cavalos que sempre o acompanhavam, em luto por sua morte, choraram por ele e depois bateram com suas cabeças nas pedras que prendiam o seu corpo, morrendo também no local.

Assim que a notícia da morte do bebê chegou aos militares japoneses, eles lançaram um ataque contra o vilarejo. Nesse momento, todos se deram conta da tolice que haviam cometido, mas era tarde demais. Os aldeões perderam suas vidas sob a espada do exército japonês.

Como dito no início, a história possui inúmeras variações. Em algumas, o exército que ataca a vila é coreano, e não japonês. Em outras, características e até o nome do bebê mudam. Há ainda versões da história com um final menos nebuloso, com os pais do bebê o escondendo para que não fosse morto pelo rei, ou com o bebê sendo morto a flechadas pelo exército real, mas renascendo no fim. 

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3 de março de 2022

Ronove

۞ ADM Sleipnir


Ronove (também grafado Ronobe, Ronové, Roneve ou Ronwe) é de acordo com a demonologia um grande conde e marquês do inferno e possui dezenove legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 27° dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando invocado, Ronove aparece diante de seu invocador como um ser de aparência monstruosa, carregando consigo um cajado.
 
Dentre as especialidades de Ronove, estão o ensino da arte da retórica e de diversas línguas. Ele também concede ao seu invocador servos bons e leais e ainda o favor de amigos e inimigos.  

Selo de Ronove

 
Cultura Popular
  • Assim como outros espíritos goetianos, Ronove aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei, e também na franquia Final Fantasy (como um monstro em FFXI online);
  • Em Tome of Magic: Pact, Shadow e True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Ronove aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun,conhecemos dois demônios do clã Ronove: Ronove Rosevelt (gerente do Walter Park) e seu filho, Ronove Lomiere;
  • Em Umineko no Naku Koro ni, Ronove é um demônio que serve a personagem Beatrice como seu mordomo;
  • Ronove ainda figura na trilogia literária The Forsaken Comedy, de Kevin Kauffman.



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