1 de junho de 2020

Bolotnik

۞ ADM Sleipnir

Arte de Oleg Rotar

Bolotnik 
(russo: болотник, literalmente "homem do pântano"; em bielorrusso Balotnik, em ucraniano Bolotyanik e em polonês Błotnik) é um espírito dos pântanos pertencente a mitologia eslava. 
Geralmente é retratado como um homem velho e barrigudo, com olhos grandes e semelhantes aos de sapos, uma barba verde e cabelos longos. Seu corpo é coberto de terra, algas e escamas de peixe. Em algumas histórias ele é descrito como tendo braços longos e uma cauda.

Como outros espíritos eslavos (como as Rusalki e os Vodianoi), o Bolotnik é tido como responsável por afogamentos de pessoas e também animais, atraindo-as para a beira do pântano e os arrastando para o fundo d'água. Uma das táticas que ele usa para atrair pessoas é ficar dentro d'água com apenas as suas costas na superfície, dando a impressão de que é uma pedra. Quando alguém pisa em suas costas, o Bolotnik submerge, deixando a pessoa afundar até que se afogue. 


O Bolotnik também pode imitar o som de animais como gansos, patos, vacas ou até mesmo gritos humanos, despertando a curiosidade de seus alvos e os atraindo para perto da água. Ele ainda pode se esconder em meio as ervas do pântano, produzindo fogo-fátuo para fazer com que suas vítimas cheguem perto dele para ver. Uma vez que sua vítima se aproxime dele, ele a agarra pelos pés e a arrasta para o fundo do pântano.

Normalmente, o Bolotnik é tido como um espírito solitário, sem esposa nem filhos. Porém, em algumas lendas, principalmente no norte da Rússia, ele é associado a um espírito aquático feminino chamado Bolotnitsa, cujo modus operandi é o mesmo dele.

Arte de Stepan Gilev

fontes:
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29 de maio de 2020

Chickcharney

۞ ADM Sleipnir



Chickcharney (também Chickcharnie ou Chickcharnee) é uma espécie de criatura mítica que se assemelha a um pássaro, especificamente uma coruja, e dita viver no subarquipélago de Andros, nas Bahamas. Ela possui cerca de um metro de altura, tendo dois braços com três dedos, três garras nas patas ao invés de cinco e grandes e penetrantes olhos vermelhos. Além disso, é coberta por penas tão finas que se assemelham a pelos. Supostamente, possui a capacidade de girar sua cabeça em 360 graus. É freqüentemente mencionado que os Chickcharneis possuem uma cauda preênsil que os ajuda a subirem nas árvores e alcançarem seus ninhos.


Chickcharneis são conhecidos por serem muito travessos e, por vezes, bastante agressivos. Dizem que se um viajante encontrar um Chickcharney, deve tratá-lo com gentileza. Aqueles que tratam bem o Chickcharney e lhe demonstram respeito são recompensados ​​com boa sorte, enquanto aqueles que não o fazem, ou pior ainda, os que zombam da criatura, terão azar e dificuldades. Se o Chickcharney se sentir especialmente ofendido por alguém, diz-se que a criatura torcerá violentamente o pescoço do mesmo. Conta-se que os nativos de Andros eram tão cautelosos com os Chickcharneis que muitas vezes carregavam consigo flores ou pedaços de pano de cores vivas para encantar as criaturas e dissuadi-las de atacar ou causar problemas.

Uma história narrando a ira dos Chickcharnies envolve um ex-primeiro ministro da Inglaterra, Neville Chamberlain. Segundo a história, Chamberlain assumiu a plantação de seu pai nas Bahamas e, ao chegar, promoveu o desmatamento desenfreado na região. Infelizmente para ele, parte da vegetação dizimada abrigava Chickcharnies, que imediatamente buscaram vingança. A plantação de Neville tornou-se um fracasso, gerando um enorme prejuízo financeiro no final, e os habitantes locais atribuíram esse infortúnio aos Chickcharnies. 

Alguns criptozoologistas crêem que os Chickcharneis sejam na verdade os últimos membros de uma espécie de coruja gigante extinta chamada Tyto pollens,que viveu nas Bahamas durante a última Era do Gelo.

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27 de maio de 2020

Banaspati

۞ ADM Sleipnir


Arte de Riki-to
Arte de Riki-to

Banaspati (ou Banaswati; também conhecido como Kemamang) é uma misteriosa entidade pertencente ao folclore da Indonésia, e cujos avistamentos são relatados desde tempos remotos até os dias de hoje. É comumente descrito como uma bola de fogo ou como um crânio/cabeça envolta em chamas e/ou rodeada por bolas de fogo. Algumas histórias o descrevem ainda como um vórtice de fogo ou como um ser humanóide com pele vermelha e chifres - uma descrição bastante semelhante ao Satanás das culturas ocidentais. 

O Banaspati é conhecido por assombrar as florestas e campos durante a noite, aparecendo repentinamente na frente das pessoas. Os relatos sobre suas ações variam bastante. Algumas histórias afirmam que ele dispara bolas de fogo, queimando pessoas e incendiando tudo ao seu redor; outras, que ele age como um vampiro, atacando as pessoas e sugando todo o seu sangue. Há ainda quem diga que ele se alimenta das emoções negativas de suas vítimas, principalmente o medo e a raiva.

Aqueles que encontram com um Banaspati possuem duas opções para escapar. Uma delas é fugir em direção à mushalla (pequena mesquita) mais próxima, rezando enquanto ainda estão correndo. A outra é correr e se atirar em algum rio próximo, já que como é uma entidade de chamas, não conseguirá entrar na água.

Arte de ArtsyFrancis


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25 de maio de 2020

Shug Monkey

۞ ADM Sleipnir


Arte de Willian Barnes
Shug Monkey é uma criatura espectral que de acordo com o folclore do Condado de Cambridge, na Inglaterra, teria assombrado encostas e estradas da região principalmente durante as décadas de 40 e 50. Ela foi descrita como uma criatura com características tanto de um cão como de um macaco, com olhos arregalados e brilhantes, coberta de pelos negros e capaz de andar sob duas ou quatro patas. Segundo relatos, parecia surgir e desaparecer na estrada como bem entendesse. Apesar de assustadores, os supostos encontros e avistamentos relatados não terminaram em nenhum tipo de ataque por parte da criatura.

O escritor e locutor local James Wentworth Day  (21 de abril de 1899 – 5 de janeiro de 1983), relatou as primeiras histórias do Shug Monkey em seu livro Here Are Ghosts and Witches (1954), onde o descreveu como uma curiosa variação de Black Shuck, outro famoso cão espectral do folclore de Cambridge.



Cultura Popular

Acredita-se que Zarude, um dos mais novos monstrinhos da franquia Pokémon, foi baseado no Shug Monkey. O mais recente game da franquia Pokemón (até o momento), Espada e Escudo, traz uma nova região chamada Galar, que de acordo com os criadores foi baseada no Reino Unido. Como é de praxe em Pokémon, muitos dos novos monstrinhos foram inspirados em lendas e no folclore da Grã-Bretanha.


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22 de maio de 2020

Voladoras

۞ ADM Sleipnir


De acordo com a mitologia chilota, as Voladoras são mulheres capazes de se transformarem em pássaros, e que atuam como ajudantes e mensageiras de bruxos e feiticeiros do arquipélago de Chiloé. Geralmente, são filhas de bruxos ou simplesmente mulheres leais a eles, as quais são ensinadas algumas artes mágicas. No entanto, são consideradas uma classe inferior a dos bruxos, e por isso, elas não são autorizadas a participar de todas as atividades relacionadas com a bruxaria, e muitos de seus segredos são vedados a elas.

Para se transformar em um pássaro, as Voladoras precisam passar por um processo secreto e mágico para aliviar seu corpo. Este processo consiste em beber uma poção mágica feita com azeite de lobo-marinho, que tão logo ingerida, faz com que a pessoa vomite suas vísceras. Essas vísceras são depositadas cuidadosamente dentro de um vaso de madeira de ameixa (chamado "lapa") e então são escondidas.



Por fim, o corpo da Voladora se transforma completamente em um pássaro pernalta conhecido como bauda, ​​e ela logo parte para cumprir sua missão. Durante seu voo, as Voladoras produzem um ruído bastante desagradável, considerado um prenúncio de alguma desgraça. Dizem que se um bauda pousa sob uma embarcação, é porque em breve ela terá alguém morto.

Entre as funções desempenhadas por uma Voladora, estão a de transportar mensagens dentro da comunidade de bruxos e também para pessoas relacionadas a eles. Geralmente, anunciam desgraças, levam o Duam (mensagem de vida e morte que os feiticeiros de Chiloé transmitem), e possuem permissão para matar aqueles que não atenderem a qualquer oferta que lhe for feita, desde que a oferta tenha sido feita durante a condução de seus deveres como Voladora.

As Voladoras devem terminar sua missão antes do amanhecer e devem engolir de volta seus intestinos para recuperar sua forma humana. Se por algum motivo uma Voladora for incapaz de recuperar suas entranhas no final da noite, ela ficará presa na forma de pássaro para sempre.



fontes:


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20 de maio de 2020

Dríades

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, as Dríades (do grego Δρυαδες, "carvalho") são as ninfas que habitam bosques e florestas. Devido ao seu nome, elas eram seres associados especificamente aos carvalhos, mas ao longo do tempo elas têm sido associadas às árvores em geral. De acordo com as lendas, cada dríade nasce juntamente com uma árvore, da qual ela se torna responsável por proteger. Além disso, suas vidas são diretamente ligadas com a de suas árvores; se a árvore perecer, a sua dríade morre junto com ela. Se a morte da árvore é causada por um mortal, os deuses o punem por esse ato. As dríades também punem qualquer mortal que de alguma forma faça mal as árvores.

Iconografia


Dríades costumam ser representadas como belas jovens, com cabelos de folhas verdes, olhos límpidos e dourados e o corpo revestido de musgos. Elas geralmente possuem um corpo independente de sua árvore, permitindo que elas se locomovam, mas limitadas ao espaço da árvore ou da floresta em que a árvore cresce. Dentre as habilidades de uma Dríade, estão a capacidade de falar com as plantas e animais e também de camuflar no meio das folhagens quando tímidas ou amedrontadas.


Arte de Tsabo6


Tipos de Dríades

Existem vários tipos de dríades associadas a árvores específicas. Abaixo, os principais:
  • Melíades: eram ninfas dos freixos. Elas nasceram quando Gaia foi impregnada pelo sangue de Urano, após ter sido castrado por Cronos. Elas se uniram aos homens da Idade da Prata - antes da criação da primeira mulher - e delas a humanidade foi descendente.
  • Oréades: eram ninfas das coníferas das montanhas. As mais velhas eram filhas dos cinco Dáctilos (cinco irmãos que viviam no monte Ida e a quem Réia entregou o bebê Zeus) com suas irmãs, as cinco Hecatérides, ninfas das danças rústicas. Gerações subsequentes foram descendentes delas e de seus irmãos, os Sátiros.
  • Hamadríades: eram ninfas de carvalhos e choupos. Um tipo específico de dríade, que eram unidas ao tronco das árvores em que nasciam, árvores estas geralmente localizadas à beira de rios ou em bosques sagrados.
Arte de NataliaSoleil

  • Epimélides: (também hamamelídes ou melídes): eram ninfas de macieiras e outras árvores frutíferas, e também ninfas protetoras de rebanhos, principalmente de ovelhas. A palavra grega melas - da qual deriva seu nome - significa tanto maçã quanto ovelha.
  • Dafnes (Daphnaie): eram ninfas dos loureiros. Um dos tipos mais raros de dríade.
Outros tipos de dríades incluem as Nymphai Aigeiroi (ninfas dos álamos), Ampeloi (ninfas das videiras), Balanis (ninfas do azevinho), Cariátides (ninfas das nogueiras), Kraneiai (de ninfas das cerejeiras), Moreai (ninfas da amoreira), Pteleai (ninfas do olmo) e Sykei (ninfas das figueiras).

Dríades Notórias


As dríades são atemporais e existiram muito antes do homem, e a humanidade interagiu com elas ao longo da história. Algumas ​​foram tomadas como esposas por homens; por exemplo Atlanteia e Febe, que eram esposas de Dánao, rei da Líbia. Deuses e filhos dos deuses também seduziram algumas.

Crisopeléia

Crisopeléia era uma hamadríade, que vivia na região da Arcádia. Um dia, Arcas, filho de Zeus e Calisto, caçava numa floresta da região quando começou uma forte chuva. A força da água era tanta que derrubou árvores e ameaçou o carvalho onde Crisopeléia vivia. A ninfa suplicou a Arcas que a ajudasse de alguma forma, pois sua vida estava atrelada a vida da maior árvore do local. Arcas então construiu rapidamente um dique para desviar a corrente de água que ameaçava o carvalho da ninfa. Em reconhecimento, Crisopeléia uniu-se a ele, dando-lhe dois filhos, Afidas e Elatos.

Dríope

A história de Dríope é confusa, geralmente se misturando com a de outras personagens de mesmo nome. Algumas versões afirmam que ela era uma bela virgem que, após ser violentada por Apolo, transformou-se em um álamo para escapar de sua luxúria. Outras afirmam que ela foi transformada em uma árvore após, sem saber, colher uma lótus que era na verdade outra ninfa, Lótis, também metamorfoseada para fugir de um perseguidor, Priapo.

Eurídice

Eurídice talvez seja a mais famosa das dríades. Apaixonou-se por Orfeu graças a beleza das músicas que tocava para ela. Ela e Orfeu se casaram, e ela era tão bonita que despertou a atenção de Aristeu, filho de Apolo. Aristeu a perseguiu, e na tentativa de fugir dele, Eurídice acabou sendo mordida por uma cobra venenosa e morreu. Orfeu lamentou amargamente sua morte e viajou para o submundo na tentativa de resgatá-la da morte. Com sua lira, fez o guardião do Tártaro Cérbero dormir e convenceu Hades a permitir que Eurídice voltasse com ele para o reino dos vivos. Hades permitiu, mas impôs uma condição. Orfeu não poderia olhar para trás até que ambos tivessem alcançado o mundo superior, ou Eurídice não teria permissão para deixar o submundo. No limiar do mundo dos vivos, Orfeu estava tão feliz que ele olhou de volta para compartilhar o momento com Eurídice. Imediatamente, Eurídice foi tragada de volta ao submundo.

Outras culturas

Os gregos não são a única cultura a associar os espíritos com as árvores. Muitas culturas animistas e pagãs possuem lendas e histórias sobre espíritos das árvores, e também associam árvores específicas com o bem ou o mal. Certas madeiras foram ditas serem mais auspiciosas do que outras para projetos como a construção de casas ou a confecção de bengalas, enquanto outros tipos de madeira eram supostamente amaldiçoadas ou azar de usar. 

Kodama do Japão, Ghillie Dhu da Escócia e Radandar da Suécia são exemplos de seres de outras tradições culturais com funções semelhantes as dríades. Na literatura moderna, uma série de adaptações do mito das dríades podem ser vistas, desde as mulheres de salgueiro em As Crônicas de Nárnia até os Ents de O Senhor dos Anéis.


Arte de scenesbycollen
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Ruby