24 de fevereiro de 2017

Serápis

۞ ADM Sleipnir

Arte de Seth Fitts

Serápis
(em grego: Σέραπις ou Σάραπις; latim: Serapis) foi uma divindade sincrética criada por Ptolemeu I Sóter (fundador da dinastia ptolemaica). 
Ele era uma combinação dos deuses egípcios Osíris e Ápis (o touro sagrado de Mênfis) com aspectos dos deuses gregos Zeus (o rei dos deuses), Dionísio (o deus grego do vinho), Hélios (a personificação do sol ), Hades (o deus do submundo) e Asclépio (deus da medicina). Linguisticamente, seu nome é o resultado da fusão de Osiris e Apis, e há evidências de que um culto a Osarapis existia antes do Período Ptolemaico, mas a versão ptolemaica era uma concepção muito mais grega.

Serápis personificava a majestade divina e representava o sol, a fertilidade, a cura e a vida após a morte. Sua consorte era Ísis, originalmente a consorte de Osíris e a deusa mais popular durante o Período Ptolemaico.

Iconografia

Serápis era representado como um homem de idade madura e semblante grave, trajando vestes gregas e usando barba e longos cabelos. As imagem gregas mostram-o sentado em um trono e acompanhado do cão de 3 cabeças Cérbero.


O seu atributo é a corbelha sagrada dos mistérios, símbolo da abundância, juntamente com a serpente de Asclépio, uma vez que ele era, igualmente, um deus curandeiro.  

História

O culto a Serápis teria sido introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C., com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcia e helênica.

Ptolomeu Sóter fez diversos esforços para integrar a religião egípcia com a de seus soberanos helênicos. A política de Ptolomeu consistiu em encontrar uma divindade que conquistasse a reverência dos dois grupos étnicos do país, a despeito das maldições imprecadas pelos sacerdotes egípcios contra os deuses dos antigos soberanos estrangeiros (como o deus Seth, que foi louvado pelos hicsos). Alexandre, o Grande havia tentado usar Amon para este propósito, porém este deus era mais cultuado no Alto Egito, e não tinha tanta popularidade entre os habitantes do Baixo Egito, onde havia maior influência grega.

Os gregos tinham pouco respeito por figuras com cabeças de animais, e portanto uma estátua antropomórfica, no estilo grego, foi escolhida como ídolo, e proclamada oficialmente como equivalente o deus egípcio Ápis, extremamente popular. Foi chamado inicialmente, em egípcio, de Aser-hapi (ou seja, Osíris-Ápis), que se tornou Serápis; era tido como sendo o deus Osíris em sua totalidade, e não apenas a sua Ka (força vital).

O Serapeu

Serapeu (em latim Serapeum) era o nome dos templos dedicados ao culto de Serápis. Ptolomeu construiu o Serapeu em Alexandria como o centro de culto do novo deus, e este permaneceu sendo foco de peregrinação até ser destruído pelo Imperador Teodósio I, em torno de 389 d.C. 

Outros santuários e templos menores foram construídos ou adaptados em todo o Egito, e o culto a Serápis até mesmo se espalhou para os territórios romanos. O Serapeu em Saqqara (a casa do touro Ápis) cresceu em popularidade em meio aos gregos graças à conexão com Serápis, mas os nativos egípcios nunca adotaram realmente esta versão helenizada de Osíris.



fontes:
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23 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Mictecacihuatl

۞ ADM Sleipnir

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22 de fevereiro de 2017

Nguruvilú

۞ ADM Sleipnir



Nguruvilú (também Guirivilo, Guruvilu, Ñuruvilu, Ñirivilu, Ñivivilu, Ñirivilo ou Nirivilo, do mapudungun Nguru "raposa" e filu "cobra") é uma criatura originária da mitologia mapuche. Ela é uma estranha criatura aquática, descrita como sendo espécie de raposa com um longo corpo semelhante ao de uma serpente. Ela possui garras na extremidade de sua cauda, que ela usa tanto para agarrar suas presas quanto para provocar redemoinhos.

Nguruvilus vivem em rios, e costumam atacar e matar aqueles que tentam atravessá-los a nado ou a pé. Eles fazem com que determinados pontos do rio pareçam rasos, encorajando suas vítimas a atravessá-lo a pé. Quando a vítima chega no meio do percurso, a criatura cria um redemoinho que acaba arrastando e afogando a mesma. A única maneira segura de cruzar um rio habitado por um Nguruvilu é usando um barco.


A única forma de livrar o rio de um Nguruvilu é obter a ajuda de um machi (xamã mapuche) ou de um kalku (bruxa ou feiticeiro mapuche versado em magia negra) que aceite ajudar. Para obter o auxílio de um Kalku, deve-se oferecer-lhe presentes, que devem ser entregues a ele assim que terminar o serviço. 

O Kalku ou o Machi irá realizar uma cerimônia que envolve andar a pé através do rio até chegar ao redemoinho provocado pelo Nguruvilú, onde ele mergulha. Mais tarde, ele nada até a superfície, trazendo consigo o Nguruvilú capturado com suas habilidades mágicas. Já na superfície, ele ameaçar mutilar a criatura com uma faca longa e afiada, caso ela ataque qualquer outra pessoa que tentar atravessar o rio, para no fim liberar o Nguruvilu de volta para a água.

É importante que tudo seja testemunhado por todos da área. Depois, geralmente é realizada uma grande festa é realizada e ninguém deve ter medo de atravessar o canal novamente. Os redemoinhos irão encolher e por fim desaparecem, e o rio torna-se ainda mais raso, tornando a travessia segura o suficiente até mesmo para o mais frágil idoso ou para a criança mais jovem. Acredita-se que a criatura se mude para outro lugar, provavelmente indo atormentar os povos rio abaixo.


Arte de Traci Shepard

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21 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Odin

۞ ADM Sleipnir

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20 de fevereiro de 2017

Ticê

۞ ADM Sleipnir

Arte de Natalie Duarte

Ticê
é a deusa do submundo na mitologia tupi-guarani, e consorte do deus do submundo Anhangá. De acordo com a lenda, Ticê foi uma feiticeira muito poderosa e temida pelos grandes conhecimentos que possuía e por seu domínio sobre a maldade e a inveja. 

Uma lenda conta que ela usou seus encantos para não ser atingida pela loucura e morte que eram causados pelos olhos de Anhangá. Assim, ambos puderam olhar para os olhos um do outro e acabaram se apaixonando. Anhangá então levou Ticê para reinar ao seu lado no submundo, tornando-a uma deusa.

Arte de Natalie Duarte


fontes:

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17 de fevereiro de 2017

Oomukade

۞ ADM Sleipnir


Oomukade (大百足 ou おおむかで, "centopéia gigante") é um gigantesco yokai em forma de centopéia que de acordo com o folclore japonês habitava o Monte Mikami, localizado próximo ao lago Biwa, o maior lago de água doce do Japão e um dos mais antigos do mundo. Carnívoro e muito feroz, Oomukade atacava e devorava tanto homens quanto animais. Ele possuía um poderoso veneno e também o poder de mudar de forma, aumentando ou diminuindo o comprimento de seu corpo conforme sua vontade. 

Oomukade foi derrotada pelo lendário guerreiro Fujiwara no Hidesato, como é contado na história a seguir: 

Tudo começou quando Hidesato atravessava a ponte Seta-no-Karashi, localizada no Lago Biwa. No meio da ponte, havia um dragão adormecido, obstruindo a passagem. Sem se incomodar, Hidesato passou por cima do rabo do dragão e seguiu seu caminho. Depois que deu alguns passos, ouviu uma voz feminina chamando por ele. O guerreiro virou-se e deparou-se com uma linda donzela que o chamava.

Sou a filha do rei Dragão, que tem um palácio no meio deste lago. Há dias que estou aqui na ponte na forma de um tenebroso dragão, tentando encontrar alguém corajoso que não tenha medo de monstros. Todas as pessoas chegavam até a ponte e, quando me viam, saíam correndo. O senhor foi o único que seguiu seu caminho passando por cima de meu corpo.


Se isso é um elogio, eu agradeço – disse Hidesato.

Queria lhe pedir um grande favor.

Se estiver ao meu alcance, terei prazer em atendê-la.

A pedido de meu pai, estava a procura de um guerreiro corajoso e acho que finalmente o encontrei. Uma centopéia gigante desce do Monte Mikami e está devorando todos os membros da minha família. Um a um estão sendo vitimados pelo monstro, que fez de nós, do palácio de Dragão, seu alimento. Creio que serei a próxima vítima, pois minhas irmãs foram todas devoradas pela criatura gigante.

Hidesato, que nada temia e adorava aventuras, concordou prontamente em ajudá-la. Assim, ele seguiu a donzela e foram para o palácio do rei Dragão.

Ao chegar lá, conheceu o rei Dragão, que havia preparado uma grande festa para lhe dar boas-vindas. Foi um grandioso banquete com muitas iguarias deliciosas, regadas com fino saquê. Todos da corte dançavam e cantavam como não faziam há muito tempo, pois estavam esperançosos de que havia chegado o salvador. Em plena festa, o dia começou a escurecer e uma bateria de trovões ribombou nas nuvens.

Hidesato correu para a varanda do segundo andar com arco e flecha em punho. O Monte Mikami estava irreconhecível. Envolta em neblina, dava para perceber uma forma espiral com mil pernas, enrolando completamente a montanha. A centopéia gigante tinha uma enorme cabeça com duas bolas de fogo no lugar dos olhos.


O guerreiro preparou a flecha no arco e retesou a corda o quanto pôde. A flecha partiu em direção ao brilho dos olhos do monstro e acertou-o no meio da testa. Porém, o gigantesco inseto continuou avançando em direção ao palácio, como se nada tivesse acontecido.

Imediatamente, Hidesato colocou outra flecha no arco e disparou. E mais uma vez nada aconteceu. Só lhe restou uma flecha das três que ele levara para a varanda. A centopéia gigante estava bem perto. A princesa e o rei Dragão estavam apavorados e tremendo de medo. Ao colocar a última flecha no arco, o guerreiro lembrou que as crianças brincavam cuspindo em centopéias, pois diziam que a saliva humana era mortal para esse tipo de inseto. Então, colocou, por um momento, a flecha na sua boca, lubrificou-a com saliva e mirou-a na testa do monstro. Quando atirou a flecha, um grito horrível ecoou no palácio. Trovões ribombaram, relâmpagos cortaram o ar, e o palácio parecia desmoronar. Em seguida, as bolas de fogo apagaram-se e começou a cair uma chuva torrencial.

Todas as pessoas do palácio estavam prostradas no chão, tamanho o susto. A tempestade assustadora atravessou a noite, clareando ao amanhecer.


No dia seguinte, o céu estava claro. O sol brilhou radiante. Na superfície do Lago Biwa, boiava o corpo sem vida da centopéia gigante. O rei Dragão e toda a corte festejaram com euforia o fim do pesadelo. Hidesato foi festejado como o grande herói do Lago Biwa.

Quando Hidesato foi se despedir do rei Dragão para continuar suas andanças pelo Japão, recebeu deste alguns presentes: um saco de arroz, um rolo de seda, dois sinos e uma caçarola.

São lembranças simples, mas de todo o coração.

Uma comitiva liderada pela bela princesa Dragão carregou os presentes até a ponte, onde se despediram do herói.

Quando chegou em casa, Hidesato descobriu que os presentes não eram nada comuns. O rolo de seda, quando se cortava um pedaço para fazer quimonos, aumentava automaticamente na mesma proporção, portanto, nunca acabava. Da mesma forma, o saco de arroz, à medida que era esvaziado, tornava a se encher. Era inesgotável. Então, quando a vizinhança ficou sabendo disso, passaram a chamá-lo de Tawara Touda, ou seja, "Senhor Saco de Arroz".

Por sua vez, a caçarola cozinhava mesmo sem fogo, e os sinos, cujo som ecoava até os limites da província Oomi (atual Shiga), foram doados ao Templo de Mii para serem tocados em horas determinadas, servindo de marcador de horas para toda a população.


fonte:


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Ruby