21 de agosto de 2017

Amarok

۞ ADM Sleipnir


Amarok (ou Amaroq) é um monstruoso lobo cinzento gigante pertencente a mitologia inuíte, e conhecido por sua incrível força. De acordo com as lendas, ele caça e devora qualquer um que seja estúpido o suficiente para sair para caçar sozinho durante a noite. Ele é as vezes considerado equivalente ao criptídeo Waheela.

O geólogo dinamarquês Hinrich Johannes Rink atestou em seus escritos do século XIX que a palavra amarok era usada pelos inuítes para se referir exclusivamente a este lobo lendário, enquanto outros povos árticos usam o nome para se referir a qualquer tipo de lobo. Em seu livro Eskimoiske eventyr og Sagn ("Contos de fadas e lendas esquimós", 1866), Rink reúne várias lendas populares em que o Amarok aparece. Em uma dessas histórias, um jovem franzino e desprezado pela sua tribo resolve clamar ao "Senhor da Força" para obter força. Um Amarok ouve o chamado, e aparecendo para o jovem, ele o derruba no chão com sua cauda. O golpe fez com que vários ossos pequenos caíssem do corpo do menino, o que, de acordo com o Amarok, impediam que ele crescesse. O Amarok diz então ao jovem para que retornasse até ele diariamente para treinar e aumentar sua força. O menino fez isso e, depois de vários dias de encontro com o Amarok e lutando com ele, ganhou força suficiente para poder vencer três ursos grandes e ganhar o prestígio e a estima de seu povo.


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

18 de agosto de 2017

Zmeu

۞ ADM Sleipnir



O Zmeu (plural: Zmei, feminino: Zmeoaice) é um ser draconiano encontrado no folclore romeno e muitas vezes comparado a outras criaturas sobrenaturais, como o Balaur, um tipo de dragão e o Varcolac, um lobisomem. Algumas traduções inglesas se referem aos zmei como ogros ou gigantes. Devido à semelhança dos nomes, o Zmeu se assemelha aos dragões eslavos, Zmej na sua capacidade de voar e expirar fogo. 

Em muitas das histórias romenas e búlgaras, o Zmeu é um ser feroz conhecido por sua astúcia, inteligência e perigosos níveis destrutivos de ganância e egoísmo. Algumas das histórias contam que ele aparece no céu como um dragão, voando e expirando fogo. Outras histórias fazem menção ao Zmeu com uma pedra preciosa mágica em sua cabeça, que brilha tanto quanto o sol. Além de sua tremenda força sobrenatural, o Zmeu também é capaz de grandes proezas mágicas que lhe permitem até mesmo roubar o sol e a lua do céu.

As histórias também contam que os Zmei podem assumir formas humanas ou se transformar em vários animais diferentes. A forma natural de um Zmeu é a de um dragão, especificamente um homem dragão antropomorfizado. Na Moldávia, conta-se que ele assume a forma de uma chama para adentrar o quarto de uma jovem mulher ou de uma viúva. Uma vez no quarto, a chama torna-se um homem que seduz a mulher.


Como muitos dragões no folclore europeu, o Zmeu gosta particularmente de lindas e jovens donzelas, a quem sequestra e leva para seu reino no outro mundo. E também como em grande parte do folclore europeu, a donzela é muitas vezes resgatada por um valente príncipe ou cavaleiro errante que consegue derrotar o Zmeu.

Muitas histórias romenas representam os Zmei como as forças destrutivas da ganância e do egoísmo encarnadas. O Zmeu vai roubar algo de imenso valor e apenas um jovem herói, geralmente o filho mais novo de um rei (Făt-Frumos) pode recuperar esse objeto valioso através de seus atos de bravura. Muitas vezes, o Zmeu vive em um reino de outro mundo (Celalalt Tarâm) para onde o jovem herói deve viajar para lutar contra o Zmeu.

Arte de Ciprian Tapu 
Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

16 de agosto de 2017

Tako-nyūdō

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer
Tako-nyūdō (jap: 蛸入道, "sacerdote polvo"também chamado tako-bozu) é um yokai do folclore japonês que habita o Mar do Japão, particularmente próximo a Prefeitura de Shimane. Ele é descrito como um polvo com uma vaga aparência humanóide. Sua cabeça é bulbosa semelhante a um polvo, com o rosto de um homem velho e barbudo. Ele possui oito tentáculos e veste roupas humanas. Seu visual lembra bastante um sacerdote velho e calvo, daí o seu nome.


Pouco se sabe sobre o comportamento natural deste yokai. Um famoso pergaminho chamado Bakemono Emaki, pintado em 1666 por Kanō Munenobu, descreve um Tako-nyūdō segurando um peixe acima da cabeça de uma Unagi-hime, uma espécie de yokai enguia. Ele parece querer provocá-la ou talvez seduzi-la, porém nenhuma descrição ou história acompanha a pintura. 

Na prefeitura de Shimane, Tako-nyūdōs são temidos por pescadores que vivem ao longo do Mar do Japão. Conta-se que eles atacam barcos, tirando pescadores deles e arrastando-os para baixo sob as ondas.

Arte de Peyeyo

fonte:
Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

14 de agosto de 2017

Ai Apaec

۞ ADM Sleipnir


Arte de Traci Shepard
Ai Apaec (do mochica Aiapæc, literalmente "Aquele que faz algo"), também chamado de "O Carrasco" ou "O Decapitador", foi a principal deidade da civilização Moche, um povo que dominou a costa norte do Peru mil anos antes da civilização Inca. Ele era adorado como um deus criador e protetor, além do provedor de água, alimentos e triunfos militares.

Ele é frequentemente representado como uma aranha com oito pernas e uma face antropomórfica com presas de jaguar e ás vezes com duas ou mais cobras brotando de sua cabeça, semelhante a medusa grega. Em suas mãos ele traz uma lâmina e uma cabeça decepada, símbolo dos sacrifícios humanos que eram realizados em sua honra. 


Os sacrifícios, muitas vezes prisioneiros tomados pelos moches após batalhas contra tribos vizinhas, tinham suas cabeças decepadas e colocadas nos altares dos templos dedicados ao deus. Esse método de sacrifício lhe fez receber o apelido de "O Carrasco" ou "O Decapitator" de arqueólogos modernos.

Na cultura popular

Ai Apaec figura no Universo Marvel como um vilão. Ele é representado como um ser com o torso de um homem com cabelos de serpente e grandes presas e a parte inferior do corpo de uma enorme aranha. Recrutado por Norman Osborn, ele recebe um soro especial que o transforma em uma versão de seis braços do Homem-Aranha. Nesta forma, ele é um membro da segunda versão de Osborne dos Vingadores Sombrios. Ele apareceu pela primeira vez na revista Osborn # 1 (2011). Ele também faz uma aparição durante a saga Ilha-Aranha.

Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

11 de agosto de 2017

Seshat

۞ ADM Sleipnir

Arte de Mettalic-Feather
Seshat ("Aquela que Escreve", também chamada Sesha, Sesheta ou Safekh-Aubi) era uma deusa egípcia associada à leitura, escrita, aritmética e arquitetura, e vista como o aspecto feminino de Thoth, como sua filha e/ou sua esposa. Ela e Thoth tiveram um filho chamado Hornub, também conhecido como "Hórus dourado"

Seshat era a escriba do faraó, e registrava todas as suas conquistas e triunfos, incluindo seu espólio e até mesmo o número de cativos capturados em batalha. Acreditava-se também que ela registrava as ações de todas as pessoas sobre as folhas da Árvore da Vida, Persea.


Ela era conhecida pelo epíteto de "Senhora da Casa dos Livros", porque ela cuidava da biblioteca dos deuses e era a protetora de todas as bibliotecas terrenas. Ela também foi a protetora de todas as formas de escrita, incluindo contabilidade, auditoria e a tomada de censo. De acordo com um mito, Seshat inventou a escrita, mas foi seu marido Thoth que ensinou os humanos a escrever. É interessante notar que ela é a única personagem feminina na mitologia egípcia que foi realmente retratada escrevendo. Um número de outras mulheres foram retratadas segurando a paleta e o pincel dos escribas, indicando que poderiam escrever, mas não se ocuparam realmente na escrita.

Seshat também recebeu o epíteto de "Senhora da Casa dos Arquitetos" e, pelo menos até a Segunda Dinastia, ela foi associada a um ritual conhecido como pedj shes (literalmente "esticar a corda"), que era realizado durante a colocação do fundamento de edifícios de pedra. A "corda" refere-se à corda utilizada para medir as dimensões do edifício. Ocasionalmente, Seshat era associada com a deusa Néftis. Por exemplo, nos Textos das Pirâmides, Seshat recebe o epíteto de "A Senhora da Casa" (nbt-hwt, Néftis), enquanto Néftis é descrita como "Seshat, A mais importante dos construtores".

Até hoje, nenhum templo dedicado especificamente a ela foi localizado, e não existe nenhuma prova documental de que tenha existido algum. No entanto, sua imagem foi retratada em inúmeros templos dedicados a outras divindades, e sabe-se que ela possuía seus próprios sacerdotes,  porque o príncipe Wep-em-nefret (dinastia IV) foi descrito como "Supervisor dos Escribas Reais" e "Sacerdote de Seshat". No entanto, parece que, conforme Thoth cresceu em importância, ele absorveu seus papéis e seu sacerdócio.

Arte de MadFretsy (Giorgia)
Seshat é descrita como uma mulher usando um vestido de pele de leopardo (a mesma roupa usada pelos sacerdotes egípcios nos ritos funerários) e um cocar composto por uma flor ou estrela de sete pontas no topo de um par de chifres invertidos. Ela era ocasionalmente chamada de Safekh-Aubi (ou Safekh-Abwy que significa "A de dois chifres") por causa deste cocar, embora também seja sugerido que Safekh-Aubi era na verdade uma deusa independente (e bastante obscura por sinal). 

No entanto, outros sugeriram que os chifres eram originalmente uma lua crescente, representando seu marido (ou alter ego) Thoth. Finalmente, às vezes é sugerido que os "chifres", na verdade, representam um arco. Infelizmente não existe nenhuma evidência clara para confirmar qual visão está correta.



Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

9 de agosto de 2017

Decarabia

۞ ADM Sleipnir



Decarabia (ou Carabia) é, de acordo com a demonologia, um marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 69° dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando convocado, aparece inicialmente na forma de uma estrela em um pentagrama. Depois, caso seja solicitado pelo invocador, ele assume feições humanas.


Decarabia conhece todas as virtudes de plantas aromáticas e pedras preciosas, e pode transformar-se em qualquer tipo de pássaro, voando e cantando perante o seu invocador. Em forma de pássaro, ele pode atuar como um espírito familiar.


Selo de Decarabia
Cultura popular

Assim como outros espíritos goetianos, Decarabia aparece nas franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também no jogos Castlevania: Dawn of Sorrow e Castlevania: Order of Ecclesia  onde é retratado como um monstro anfíbio na forma de uma estrela do mar. 

No anime Shakugan no Shana, Decarabia aparece como uma serpente de mar que comanda o exército de Tomogara.

Decarabia em Shakugan no Shana

Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!
Ruby