22 de novembro de 2017

Goemon, o Ladrão Ninja

۞ ADM Sleipnir


Ishigawa Goemon (japonês 石川 五 右衛門, 1558-1594) foi um lendário criminoso japonês, visto pelo povo como um verdadeiro herói, pois roubava ouro e outros objetos de valor e os dava aos pobres, ao melhor estilo Robin Hood. Considerado por muitos um herói, sua história vive na cultura pop japonesa contemporânea.

Existem várias histórias diferentes sobre a vida de Goemon. A mais famosa conta que ele nasceu no ano de 1558, com o nome de Sanada Kuranoshin. Sua família estava a serviço do  poderoso clã de samurais Miyoshi, da província de Iga. Em 1573, seu pai, Ishikawa Akashi, foi morto por homens do xogunato Ashikaga (em algumas versões, sua mãe também é morta). Sanada, então com quinze anos, jurou vingança e começou a treinar ninjutsu na Escola de Iga, sob a tutela de Momochi Sandayu. Ele foi forçado a fugir quando seu professor descobriu um romance entre Sanada e sua esposa, e na fuga, Sanada roubou a espada de seu professor. 

Após a fuga da Escola de Iga, Sanada mudou de nome para Ishikawa Goemon e tornou-se líder de um grupo de ladrões, que roubavam ricos senhores feudais, clérigos e comerciantes, e depois compartilhavam o seu despojo com os pobres.


A primeira menção feita à Ishikawa Goemon aparece na biografia sobre Toyotomi Hideyoshi, publicada em 1642. Nela, Goemon é referido simplesmente como um ladrão. Conforme a lenda de Goemon tornou-se mais popular, ele foi creditado com as façanhas anti-autoritárias mais notáveis ​​na história do Japão. Algumas delas incluem as tentativas de assassinato contra o xogum Oda Nobunaga e contra o seu sucessor Toyotomi Hideyoshi.

Sua morte ressoa nos anais da história por sua crueldade. Após sua tentativa frustrada de assassinar o xogum Toyotomi Hideyoshi, Goemon foi fervido publicamente dentro de um caldeirão. Uma história conta que o motivo de Goemon atentar contra a vida de Hideyoshi foi porque este havia matado sua esposa, Otaki, e sequestrado seu filho, Gobei. Ele entrou escondido no castelo de Hideyoshi, e ao entrar em seu quarto, Goemon esbarrou num sino. O barulho acordou os guardas e Goemon acabou sendo capturado. Ele foi sentenciado até morte em um caldeirão de ferro cheio de óleo fervente juntamente com seu filho. No momento da execução, Goemon, já dentro do caldeirão, segurou seu filho acima de sua cabeça, protegendo-o da morte. Assistindo a cena, Hideyoshi acabou perdoando o filho de Goemon.

Outra história conta que Goemon queria matar Hideyoshi porque ele era um déspota. Quando ele entrou no quarto de Hideyoshi, Goemon foi detectado pela fumaça de incenso místico e capturado pelos guardas. Ele foi executado em 24 de agosto, juntamente com sua família em um caldeirão de óleo fervente. Goemon tentou primeiro salvar seu filho da morte, segurando acima da cabeça. De repente, ele decidiu mergulhar seu filho no óleo para matá-lo o mais rápido possível. Em seguida, ele ficou de pé, suspendendo o corpo do menino acima de sua cabeça, em desafio aos seus inimigos, até que sucumbiu à dor e as lesões e afundou no caldeirão.


Uma lápide em sua memória está localizada no Templo Daiunin em Kyoto.

Cultura popular

  • Goemonburo (Banho de Goemon) é como é chamado o típico banho japonês realizado em uma enorme banheira de ferro;
  • Goemon figura em inúmeros games, sendo o principal a série auto-intitulada "Goemon", da Konami. Ele também dá as caras na franquia Samurai Warriors;
  • Em Naruto, Goemon é o nome de uma técnica do personagem Jiraya, onde o mesmo utiliza óleo e os elementos Katon (fogo) e Fuuton (vento). 

Arte Sábia: Goemon
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

20 de novembro de 2017

Uchchaihshravas

۞ ADM Sleipnir


Uchchaihshravas (em sânscrito: उच्चैःश्रवस्, "Orelhas longas" ou "Aquele que relincha alto") é um cavalo branco de sete cabeças da mitologia hindu, considerado o rei dos cavalos. Ele é frequentemente descrito como um vahana (montaria) de Indra, o deus rei dos céus, mas também é dito ser o cavalo de Bali, o rei dos demônios. 

De acordo com o Bhagavad Purana, Uchchaihshravas surgiu durante o episódio do Samudra Manthan ("a agitação do oceano de leite"), juntamente com outros tesouros como a deusa da fortuna, Lakshmi, consorte do deus Vishnu e Amrita, o elixir da vida. A história também aparece em outras obras védicas, como o Vishnu Purana, RamayanaMahabharataMatsya Purana e Vayu Purana.


O épico Mahabharata menciona uma aposta entre Vinata (mãe de Garuda) e Kadru (mãe das serpentes (nagas)), irmãs e esposas do sábio Kashyapa, a respeito de qual seria a cor de sua cauda. Um dia, enquanto avistavam Uchchaihshravas à distância, Kadru perguntou à irmã sobre qual era a cor dele. Vinata respondeu-lhe que Uchchaihshravas era branco, e Kadru concordou, porém disse a Vinata que a cauda dele era preta, e propôs a ela uma aposta: elas observariam o cavalo de perto e se a cauda dele fosse realmente branca Vinata venceria, caso contrário, Kadru venceria. A perdedora se tornaria escrava da vencedora.

As irmãs decidiram esperar até o dia seguinte, quando observariam o cavalo a uma distância próxima para decidir quem ganhou. Kadru queria ganhar a aposta a qualquer custo, então chamou seus mil filhos serpentes e ordenou que cobrissem a cauda de Uchchaihshravas de modo que ela parecesse ser preta.

Kadru e Vinata passaram a noite inquietas, e assim que amanheceu, foram até o local onde Uchchaihshravas estava passando. Ao se aproximarem, viram que o corpo dele era tão branco quanto a luz da lua, mas sua cauda era preta. Completamente pálida, Vinata aceitou a derrota, e tornou-se escrava de Kadru.

O Devi Bhagavata Purana narra que, uma vez Revanta, filho do deus-sol Surya, foi até a residência do deus Vishnu, montando Uchchaihshravas. Ao ver o cavalo, Lakshmi ficou completamente encantada por ele, tanto que ignorou uma pergunta feita por Vishnu. Vishnu então pune Lakshmi, amaldiçoando-a a renascer como uma égua em sua próxima vida.

Arte de megrar
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

17 de novembro de 2017

Yanagi-baba

۞ ADM Sleipnir



Yanagi-baba (japonês: 柳 婆, "bruxa do salgueiro") é um yokai do folclore japonês, surgido de um salgueiro que viveu por mais de mil anos. Ele se assemelha a uma idosa com cabelos longos e verdes que lembram os ramos de folhas de salgueiro e com uma pele enrugada como uma casca de árvore. Em suas mãos ela carrega uma bengala feita com a madeira do salgueiro e um saco onde ela armazena a seiva da árvore. Seu estômago é conectado às raízes do salgueiro, e leva alimento diretamente a elas.

Embora seja um yokai relativamente inofensivo, Yanagi-baba é conhecida por assediar transeuntes, pegando seus guarda-chuvas e colocando-os em seus cabelos, soprando sobre eles uma espécie névoa através de seu nariz ou cuspindo a seiva da árvore neles.


Yanagi-baba possui um equivalente belo e de aparência mais jovem chamado Yanagi-onna (jap: (柳 の 女, "mulher de salgueiro"). Este yokai aparece no Ehon Hyaku Monogatari, um bestiário yokai publicado em 1841 pelo artista Takehara Shunsen, e que possui um estilo muito parecido com a série Gazu Hyakki Yakõ de Toriyama Sekien. 


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

15 de novembro de 2017

Gloson

۞ ADM Sleipnir


Gloson (também chamado  Gravson ou Gluffsuggan) é um monstro pertencente ao folclore sueco, dito habitar em cemitérios e em suas redondezas. Ele é descrito como um grande porco ou javali com olhos incandescentes e dotado de cerdas afiadas em suas costas e de enormes presas, que ele afia nas lápides dos túmulos.

É uma criatura bastante perigosa e mortal, pois ao ver um ser humano caminhando em seu território, ele corre em sua direção passando por baixo de suas pernas e partindo-o ao meio. Ele também pode derrubá-lo usando seus cascos para golpear o chão e criar um grande tremor de terra.

Alguns historiadores teorizam que o Gloson seja um remanescente folclórico do javali pertencente ao deus nórdico Frey, Gullinbursti.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

13 de novembro de 2017

Panacéia

۞ ADM Sleipnir


Arte de Kathryn

Panacéia
(do grego Πανάκεια, "que tudo cura") era uma deusa da cura da mitologia grega, filha do deus da medicina Asclépio e de Epione, a deusa do alívio das dores.
 
O seu nome é muito utilizado com o significado de "remédio para todos os males". Conta-se que ela possuía um cataplasma ou uma poção capaz de curar todos os tipos de doenças.

Panacéia possuía quatro irmãs que juntamente com ela auxiliavam Asclépio em seu trabalho: Higéia (deusa da saúde), Iaso (deusa da recuperação), Aceso (deusa do processo de cicatrização) e Aglaea ou Aegle (deusa da magnificência e esplendor). Ela também possuía três irmãos: Macaão e Podalírio, que herdaram o dom de cura de Asclépio e  prestaram serviço como médicos do exército grego durante a Guerra de Tróia, e Telésforo, um anão cuja cabeça estava sempre coberta com um capuz e frequentemente acompanhava Higéia. 

A tradição médica fez com que o nome de Panacéia, o de sua irmã Higéia, o de seu pai Asclépio e o de seu avô Apolo figurassem no juramento de Hipócrates, que ainda é formulado por alguns médicos no momento da sua graduação:

“ Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo o meu poder e a minha razão, a promessa que se segue (...) ”

Este juramento, que data do século V antes de Cristo, começou a ser deixado de lado por volta da metade do século XX, porque muitos médicos consideraram que não tinha sentido formular um juramento em que se evoca deuses gregos. No congresso da Associação Médica Mundial, em 1948, estabeleceu-se um juramento alternativo, conhecido como Declaração de Genebra, que vem sendo adotado por um número crescente de países embora outros ainda continuem com o juramento de Hipócrates.




Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

10 de novembro de 2017

Kludde

۞ ADM Sleipnir


O Kludde (também conhecido como Kleure, Klerre, Kledde ou Waterkledde) é uma criatura metamorfa presente no folclore belga, dita assombrar o interior flamengo em busca de viajantes solitários para atacar. Geralmente aparece na forma de um monstruoso cão negro, às vezes alado e que anda sobre as patas traseiras, mas pode assumir a forma de inúmeros animais como gatos, cavalos, serpentes e corvos, e até mesmo de árvores e arbustos. Eventualmente ele pode até mesmo se transformar em um ser humano.

Por vezes, ele foi descrito como uma besta aquática ou goblin, e outras vezes como um demônio fugido do inferno, um lobisomem, ou até mesmo uma manifestação do próprio Diabo.



Como um metamorfo, o Kuddle pode assumir muitas formas diferentes, dependendo do que ele deseja fazer ou de como pretende pregar peças em suas vítimas. Ele pode desaparecer ou reaparecer à vontade para surpreender suas vítimas e é capaz de correr em velocidades sobrenaturais para alcançar qualquer um que tente fugir dele, tornando impossível escapar. Ao atacar, ele pode mudar o seu próprio peso e altura. Independentemente da forma em que se encontra, o Kludde é capaz de falar.

Kludde é um espírito malandro, embora seus truques variem de simples travessuras à assassinatos. Ele se esconde em meio a escuridão da noite, esperando o momento certo para atacar as pessoas. Um sinal de que ele está nas proximidades é o barulho de correntes batendo, que dizem cobrir o seu corpo. Ele também pode ser identificado por chamas azuis que flutuam na frente dele ou ardem em seus olhos.



Em algumas histórias, o Kludde é retratado como uma figura mais "brincalhona" do que como uma ameaça real. Sob a forma de um cavalo desnutrido, o Kludde, assim como um Púca ou um Kelpie, às vezes se oferece aos viajantes para que o montem e uma vez que é montado, dispara em um ritmo alucinante, conduzindo o seu passageiro em um passeio aterrorizante. No fim, ele  derruba suas vítimas em alguma fonte de água e ri de sua desgraça, deixando-as humilhadas e irritadas, porém ilesas. 

Às vezes, ele transforma-se em uma árvore para confundir os viajantes que dependem de pontos de referência, ou em um arbusto no meio do caminho para fazê-los tropeçar e cair. 

O Kludde é mais perigoso sob a forma de um cão preto, pois dessa forma ele é capaz de causar danos reais as suas vítimas. Ele pode caminhar ao lado de pessoas caminhando em uma estrada ou em outro trajeto, antes de saltar sobre suas costas e esmagá-las, assim como outra criatura do folclore belga, o Osschaart. Ele às vezes deixa suas vítimas viverem, ficando satisfeito com o medo que criou e desaparecendo, deixando os transeuntes em estado de choque. Outras vezes, ele fica de pé sob as pernas traseiras, levantando-se até que ele possa rasgar a garganta da vítima. Nessas circunstâncias, apenas o amanhecer ou o som dos sinos de uma igreja podem espantar um Kludde para longe e salvar sua vítima de uma morte horrível.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!
Ruby