23 de agosto de 2019

Cimejes

۞ ADM Sleipnir


Arte de Daniel Kamarudin

Cimejes (também chamado Cimeies, Cimeries e Kimaris) é, de acordo com a demonologia, um marquês do inferno e possui vinte legiões de demônios sob o seu comando, além de governar sobre os espíritos que assombram a África. De acordo com a Goetia, ele é o 66º dentre os 72 espíritos de Salomão. 

Ele é geralmente representado  como um guerreiro cavalgando um cavalo negro. 


Cimejes pode ensinar ao seu invocador gramática, lógica e retórica, e também revela a localização de objetos perdidos ou de tesouros enterrados. Ele também pode conferir força de espírito e coragem, tornando homens em verdadeiros guerreiros à sua imagem e semelhança.

Selo de Cimejes


Cultura popular

Assim como outros espíritos goetianos, Cimejes aparece nas franquia de jogos Shin Megami Tensei. Um Gundam apresentado na primeira temporada do anime Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans recebe o nome Kimaris.



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21 de agosto de 2019

Cruzes

۞ ADM Sleipnir
Um dos símbolos mais antigos e mais difundidos na história, a cruz (do latim cruce) é mais conhecida como um símbolo da fé cristã. No entanto, a cruz também desempenha um papel importante em muitas outras culturas. Povos tão diferentes quanto os antigos egípcios e os modernos manifestantes pela paz adotaram-na para representar uma ideia que consideravam importante.

Em todo o mundo e através dos tempos, as pessoas têm usado cruzes para decorar artigos religiosos, como amuletos de proteção contra doenças, para trazer boa sorte, e para inúmeros outros fins. 


Existem muitas versões diferentes de cruzes, como por exemplo a cruz de Santo André (em forma de X) e a cruz Tau (em forma de T). Além disso, uma grande variedade de itens foram feitos em forma de cruz, incluindo pequenos amuletos e jóias, altares de igrejas e lápides, e decorações em bandeiras e escudos.

Entre as civilizações antigas que usavam a cruz como um símbolo religioso estão os egípcios. O ankh, ou cruz egípcia, era uma cruz tau com um círculo ou oval no topo. A parte T da cruz representava a vida ou a sabedoria, e o círculo ou oval representava a eternidade. Durante o reinado do faraó Aquenáton, o ankh tornou-se o símbolo do deus sol egípcio, e os deuses e faraós eram freqüentemente mostrados segurando a cruz. Os primeiros cristãos egípcios adotaram o ankh como um símbolo da vida eterna através do sacrifício de Cristo.


Outros povos antigos, como os fenícios e os astecas também usaram o ankh. Para os astecas, era um símbolo de conhecimento secreto, disponível apenas para alguns.

A cruz grega, com duas barras iguais que se cruzam no meio, foi adotada por muitos povos. Os assírios, babilônios, persas, todos a usaram para representar os elementos básicos - terra, água, ar e fogo - dos quais eles acreditavam que todas as coisas vivas foram criadas. Eles também marcavam artigos religiosos com o sinal da cruz. Budistas e hindus antigos seguiram uma prática similar. Além disso, a cruz grega foi encontrada em itens usados pelos druidas celtas da Grã-Bretanha e pelos astecas. Mas seu significado para esses povos ainda não foi descoberto.


Em outras culturas, a cruz grega representava as quatro direções principais (norte, sul, leste e oeste). Os índios das planícies (povos indígenas norte-americanos que vivem nas planícies e colinas na região das Grandes Planícies) colocavam a cruz dentro de um círculo para indicar as quatro principais direções dos céus. Na Bíblia, o Éden é dito ser dividido por quatro rios que formam uma cruz. Em partes da África, as pessoas acreditam que encruzilhadas são lugares onde o mundo dos vivos e dos mortos se encontram.

Suástica



A suástica é uma cruz temida e desprezada por causa de sua associação com os nazistas na Segunda Guerra Mundial. No entanto, historicamente, a suástica foi amplamente utilizada como um símbolo religioso. Para alguns povos antigos, ela era uma imagem gráfica do sol girando no universo. Para os índios americanos, ela simbolizava o movimento dos ventos e das águas. Já para os nórdicos, a suástica representava o martelo de Thor. Os primeiros cristãos usaram-na como uma cruz disfarçada em túmulos durante o tempo em que era perigoso exibir uma cruz cristã. Os hindus consideram a suástica um símbolo de boa sorte, e a usam na decoração de portas e templos. 



A Cruz Cristã

A cruz cristã é o símbolo mais importante do cristianismo. Para os cristãos, ela representa a grandeza do sacrifício de Deus e da salvação espiritual que os seres humanos obtiveram como resultado. No antigo Oriente Médio e no Mediterrâneo, a crucificação era usada principalmente como um método de execução de opositores políticos e religiosos, piratas e escravos. Os condenados eram amarrados ou pregados a uma cruz e morriam de exaustão ou insuficiência cardíaca. 


Os primeiros cristãos eram hesitantes em adotar a cruz como seu símbolo. Muitos não podiam aceitar um instrumento de morte como o símbolo de sua devoção. Além disso, até o ano 380 d.C., quando o cristianismo se tornou a religião oficial do império romano e a crucificação foi proibida, o uso aberto da cruz poderia levar a perseguição.

Os primeiros crucifixos eram vazios, enfatizando o triunfo de Cristo sobre a morte e a vida eterna disponível para a humanidade. No séc. IV, a figura de um cordeiro foi adicionada sobre ele, simbolizando Cristo. Mais tarde, a figura humana de Cristo foi retratada na cruz, enfatizando a princípio sua natureza divina, mas depois seu sofrimento humano.



A Cruz Verdadeira

Segundo a lenda, a cruz em que Jesus foi crucificado foi encontrada por Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino, durante uma peregrinação à Terra Santa. A história conta que ela encontrou três cruzes (Jesus havia sido crucificado juntamente com dois ladrões). Para determinar qual delas pertencia a Cristo, Helena ordenou que um cadáver fosse trazido e colocado em cada uma das cruzes. Após ser colocado em uma das cruzes, o cadáver voltou à vida, mostrando, assim, que aquela era a cruz de Cristo. Fragmentos dessa cruz foram depois vendidos como relíquias e honrados em igrejas por toda a Europa.

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19 de agosto de 2019

Anput

۞ ADM Sleipnir


Arte de Kristy CHE
Anput (também conhecida como Input, Inpewt e Yineput) era na mitologia egípcia a deusa que personificava o décimo sétimo nomo do Alto Egito, Cinópolis. Ela era a contraparte feminina / consorte do deus Anúbis, com quem era dita ser mãe da deusa Kebechet e possívelmente Ammit. Ela também era considerada a protetora do corpo de Osíris.

Anput foi retratada como uma mulher com um padrão coberto por um chacal, ou como um grande cão preto ou chacal. Anput foi ocasionalmente retratada como uma mulher com a cabeça de um chacal, mas essa representação era muito rara. 

Arte de Sam Aucello
Provavelmente a representação mais notável de Anput é a da tríade de Miquerinos, também conhecida como Tríade de Menkaure. Tratam-se de três grupos de estátuas de grauvaca de cerca de 90 cm cada, e encontradas em Giza, na tumba do faraó Miquerinos. Em cada uma das três estátuas, o faraó é retratado ao centro, em uma posição mais avançada, ladeado pela deusa HathorA terceira figura muda em cada estátua, homenageando os deuses cultuados em diferentes áreas do Alto Egito – governado por Miquerinos. Na região de Cinópolis, Anput é a terceira figura retratada.

Miquerinos (centro), Hathor (esquerda) e Anput (direita). Estátua localizada no Museu Egípcio do Cairo

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16 de agosto de 2019

A Ilha Escalvada (ES-Brasil)

۞ ADM Sleipnir


A Ilha Escalvada é uma área de proteção ambiental, situada a 6 milhas da costa de Guarapari, no Espírito Santo. Trata-se de um enorme rochedo com um farol e cercado por uma vasta biodiversidade de peixes. Segundo os moradores da região, a ilha é encantada, pois em determinados dias ela se metamorfoseia em barco, baleia, bolo de aniversário, castelo, navio, tartaruga, dentre outras formas. O curioso é que isto acontece durante o dia e muitos alegam já terem visto o fenômeno ocorrer.

Muitos turistas visitam a ilha para observar o fenômeno da metamorfose, que segundo os antigos, acontece desde o dia em que foi construído o farol na ilha. Dizem que lá morava uma bruxa muito bela, e com a construção do farol ela teve que deixar o local, transformando-se em um golfinho e se mudando para uma gruta submersa. Quando sopra o vento nordeste, conta a lenda que golfinhos são liderados pela bela bruxa para acompanhar e proteger mergulhadores que exploram a beleza submersa da ilha. É nesse período que acontecem as transformações na ilha.


fonte:
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14 de agosto de 2019

Serbai

۞ ADM Sleipnir

Arte de Eugene (Arteias)
Serbai (ucraniano Сербай) é a personificação da fome e da pobreza nos folclores bielorrusso e lituano. De acordo com o folclorista lituano Norbertas Vėlius (1938-1996), ele era conhecido apenas em dois distritos vizinhos: Distrito de Ignalina, na Lituânia e Distrito de Braslav, na Bielorrússia. Já o dicionário "Mitologia dos bielorrussos" extende a sua área a alguns outros distritos da região de Hrodna e Minsk.

Descrição


De acordo com o folclore, Serbai aparece e adverte aqueles que desperdiçam alimento, principalmente pão. Os povos do distrito de Braslav consideram que o meio eficiente para afastá-lo era trazer o primeiro feixe de trigo para dentro de casa assim que fosse colhido.

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12 de agosto de 2019

Kudagitsune

۞ ADM Sleipnir


Kuda-gitsune (japonês 管狐 ou くだぎつね, literalmente "raposa cachimbo" ou "raposa tubo") é uma espécie de yokai do tipo tsukimono - um espírito que pode possuir e manipular humanos. Sua lenda originou-se nas tradições xamânicas das montanhas da província de Nagano, mas se espalhou por todas as regiões montanhosas do centro e do leste do Japão. Por causa de sua diversidade, eles são conhecidos por vários outros nomes de região para região, como Izuna ou Kanko.

Kudagitsunes são descritas como sendo raposas minúsculas, magras e mágicas do tamanho de um pequeno roedor, e geralmente são encontrados a serviço de magos e adivinhos. Devido ao seu minúsculo tamanho, eles podem ser convenientemente escondidos, enfiados em uma manga ou bolso, ou transportados dentro de uma caixa de fósforos, cachimbo ou tubo de bambu.
Na natureza, kudagitsunes se comportam como outros pequenos mamíferos, como raposas, arminhos e doninhas, porém procuram se isolar, permanecendo escondidos dos humanos. Raramente um kudagitsune permite ser domesticado e levado a um lar humano, onde serve lealmente como um familiar mágico.

Famílias que possuem kudagitsunes podem prever o futuro, fazer profecias, bem como enviar seus kudagitsunes para assombrar seus inimigos (ou os inimigos de seus clientes), causando doenças e má sorte. Como resultado, essas famílias são frequentemente tratadas com desconfiança ou rejeitadas por seus vizinhos. Famílias com kudagitsunes são conhecidas por vários nomes como kuda mochi, kudaya, kudá tsukai, izuna tsukai e kudashō.


Famílias Kuda mochi são capazes de usar os poderes de um kudagitsune para adquirir quaisquer bens ou móveis que possam querer, muitas vezes tornando-se ricas e poderosas muito rapidamente. No entanto, à medida que essas famílias envelhecem, elas tendem a adquirir mais e mais kudagitsunes, e esses espíritos se reproduzem rapidamente até que haja cerca de 75 deles. Manter muitos kudagitsunes levará a família para a ruína, pois eles iram consumir sua riqueza. Ao mesmo tempo, abatê-los para manter seus números sob controle é arriscado por causa de sua poderosa magia, e dá-los a discípulos ou a outras famílias carrega seus próprios riscos.


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Ruby