17 de setembro de 2018

Ayyappan

۞ ADM Sleipnir


Ayyappan (ou Ayyappa, também escrito como Ayappa) é uma popular divindade hindu, cultuada principalmente na cidade de Querala, no sul da Índia. Acredita-se que Ayyappan nasceu da união entre Shiva e Mohini, o avatar feminino do deus Vishnu. Ayyappan também é comumente conhecido como Manikandan, pois de acordo com a lenda de seu nascimento, seus pais amarraram um sino de ouro (mani) em volta do pescoço (kandan) logo após o seu nascimento. 



De acordo com a lenda, quando Shiva e Mohini abandonaram Ayyappan ainda bebê nas margens do rio Pampa, o rei Rajashekhara, o monarca sem filhos da cidade de Pandalam, o encontrou e o aceitou como um dom divino, adotando-o como seu próprio filho.

Porque os deuses criaram Ayyappan

Após a deusa Durga matar o rei demônio Mahishasur, sua irmã, Mahishi, partiu em busca de vingança por seu irmão. Mahishi possuía uma benção dada a ela por Brahma, que a tornava impossível de ser morta por qualquer adversário, a menos que este fosse alguém nascido dos deuses Vishnu e Shiva. 


Mahishi e Brahma

Para salvar o mundo da aniquilação, Vishnu, encarnado como Mohini, uniu-se com Shiva e, de sua união nasceu Ayyappan.

Infância de Ayyappan

Pouco tempo após o rei Rajashekhara adotar Ayyappan, seu próprio filho biológico, Raja Rajan, nasceu, e ambos foram criados como príncipes. Ayyappan era inteligente e se destacava nas artes marciais, no manejo do arco e flecha e no conhecimento de várias escrituras, além de surpreender a todos com seus poderes sobre-humanos. 



Ao completar seu treinamento principesco e seus estudos, Ayyappan ofereceu ao seu guru uma recompensa, e este ciente do poder divino de Ayyappan pediu-lhe que restaurasse a visão e a fala de seu filho. Ayyappan prontamente colocou a mão sobre o menino e o curou.

Conspiração Real Contra Ayyappan

Quando chegou a hora de nomear o herdeiro do trono, o rei Rajashekhara desejava Ayyappan, mas a rainha queria que seu próprio filho fosse o rei, e conspirou com seu médico para matar Ayyappan. Fingindo estar doente, a rainha fez seu médico pedir um remédio impossível - leite de tigresa. Uma vez que ninguém podia obté-lo sem arriscar a vida, Ayyappan se ofereceu para buscá-lo, mesmo contra a vontade de seu pai.

Durante a busca pelo leite de tigresa, Ayyappan encontrou o demônio Mahishi e o matou nas margens do rio Azhutha. Ayyappan então entrou na floresta em busca de leite de tigresa, onde encontrou Shiva. Ao seu comando, Ayyappan montou a tigresa e voltou para o palácio.



A Deificação de Ayyappan

O rei Rajashekhara já havia descoberto as maquinações da rainha contra seu filho e implorou o perdão de Ayyappan. Ayyappan partiu para sua morada celestial depois de dizer ao rei para construir um templo em Sabari, para que suas memórias pudessem ser perpetuadas na terra. Quando a construção foi concluída, Parashurama, o sexto avatar de Vishnu, esculpiu uma imagem de Ayyappan e a colocou no templo.


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14 de setembro de 2018

6 Anos de Blog!



Hoje o Portal dos Mitos completa seis anos de existência. Esse ano, por conta do meu desemprego e do falecimento de meu pai, dei uma pausa nas publicações, mas de forma nenhuma o abandonei. O Portal dos Mitos ainda tem muito a trazer e eu agradeço a cada um de vocês que ama o trabalho feito aqui. Continuem acompanhando meu blog e apoiando com seus comentários, elogios, críticas e sugestões.

Rodrigo Viany (Sleipnir)


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10 de setembro de 2018

Hadhayosh

۞ ADM Sleipnir


Hadhayosh (ou Hadhayaosh, também chamado Sarsaok) é uma criatura primordial pertencente a mitologia persa/zoroastrismo, e semelhante ao bíblico BehemothEla se assemelha a um gigantesco boi com cerca de 15 metros de altura, possuindo uma pele feita de latão polido e uma juba de chamas puras. Em sua cabeça, carrega três pares de chifres: um virado para o lado e dois curvados para frente.

De acordo com as lendas, vários Hadhayosh serviram como meio de transporte para os primeiros humanos, ajudando-os a atravessar o antigo e lendário oceano Voutukasha. Uma vez estabelecidos, os Hadhayosh começavam a viver em campos e planícies, e apesar de seu tamanho, precisavam de muito pouca comida, alimentando-se de pequenas plantas e frutos silvestres. 

Acreditava-se que uma mistura feita a partir da gordura de um Hadhayosh, juntamente com certas ervas, era capaz de fornecer a imortalidade a qualquer um que a consumisse.

Arte de Traci Shepard

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15 de agosto de 2018

Mekurabe

۞ ADM Sleipnir



Mekurabe (japonês 目競, literalmente "concurso de encarada"), alternativamente conhecido como dokuro no kai ("fenômeno dos crânios"), é um yokai formado por inúmeros crânios e cabeças cortadas que rolam pelo chão, até se unirem formando um enorme monte no formato de um crânio.

Este yokai é conhecido por aparecer diante de uma pessoa e encará-la fixamente, desaparecendo sem deixar nenhum vestígio caso a pessoa o encare de volta sem desviar seu olhar em nenhum momento. Não se sabe o que acontece com a pessoa caso ela perca essa disputa de encarada.

Mekurabe apareceu pela primeira vez em Heike monogatari, um poema épico que narra o longo conflito entre os clãs Taira e Minamoto pelo controle do Japão no final do século XII, porém só seria nomeado mais tarde por Toriyama Sekien em seu 3º livro, Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼, "Apêndice Aos Cem Demônios Do Presente e Do Passado").


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23 de julho de 2018

Guajona

۞ ADM Sleipnir


Arte de Verreauxi Aquilae

Guajona
(também conhecida como Lumia) é uma espécie de criatura vampírica pertencente ao folclore da Cantábria. Assemelha-se a uma velha bruxa de aparência esquelética e coberta por um manto negro, que deixa a mostra somente suas mãos 
enegrecidas e sarmentosas, seus pés semelhantes aos de um pássaro e seu rosto amarelado e áspero, coberto com pêlos e verrugas. Seus olhos são minúsculos e brilhantes, seu nariz é aquilino e seus lábios são finos e descoloridos. De sua boca sai um dente único, preto e enorme, semelhante a um punhal, indo até debaixo do queixo.

Conta-se que a Guajona deixa seu esconderijo somente a noite, quando se esgueira em busca de sua vítima. Ela entra nas casas sem fazer barulho, aproximando-se de crianças e jovens saudáveis enquanto dormem, e com seu único dente fura seus pescoços e bebe seu sangue, deixando-os com uma cor pálida. Seus ataques porém não são fatais, pois sua intenção não é matar sua vítima, mas apenas se alimentar. Ela também ataca adultos, mas somente se não tiver outra opção de alimento.

Arte de Todd Ulrich 
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16 de julho de 2018

Porotai

۞ ADM Sleipnir

Os Porotai são uma raça de criaturas feéricas pertencente à mitologia polinésia. São descritos como sendo seres de duas faces, com um corpo metade humano e metade petrificado. Os Porotai habitam as florestas e são invisíveis aos olhos humanos, dos quais parecem não gostar e evitam o contato. Caso seu habitat seja encontrado por um ser humano, eles se mudam para outro local.


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Ruby