27 de janeiro de 2020

Chamrosh

۞ ADM Sleipnir



O Chamrosh é uma criatura mitológica persa, descrito normalmente como possuindo o corpo de um cão (ou leão, conforme a fonte) e a cabeça e as asas de um pássaro, ou como um cão alado. Como seu primo mais famoso, o SimurghChamrosh vive no pico do monte Alburz, sob a árvore Haoma ou Hom, às vezes chamada de Harvisptokhm, ou "árvore de todas as sementes." Esta árvore é a fonte de todas as sementes encontradas em todo o mundo. Sempre que o Simurgh decola ou pousa em seu poleiro, as sementes da árvore caem no chão, onde o Chamrosh as reúne e depois usa suas asas para varrer as sementes até Vourukasha, o mar celeste. A partir daí as sementes seriam levadas para as nuvens, e depois choveriam sobre a Terra.

De acordo com o Avesta (livro sagrado do Zoroastrismo), ele também é encarregado da proteção da Pérsia. A cada três anos, o Chamrosh é enviado por um anjo para arrebatar invasores até o topo das montanhas, de onde os deixava cair para a morte.



Alguns relatos afirmam que o Chamrosh é o arquétipo de todos os pássaros e o governante de toda a avifauna. No entanto, é mais comum ver o Simurgh nesse papel. Como o Chamrosh é menos conhecido e tem uma forte semelhança com as primeiras representações do Simurgh, é possível que os atributos das duas criaturas tenham sido misturados. Em histórias mais recentes sobre o Simurgh, o Chamrosh é completamente removido e a função de distribuir sementes é alcançada através do bater das asas do próprio Simurgh. É possível que o Simurgh tenha herdado as habilidades e responsabilidades do Chamrosh conforme a mitologia foi se modificando, e o Chamrosh acabou caindo na obscuridade, sendo raramente visto em obras modernas.

Uma criatura com o mesmo nome, embora pareça mais com um papagaio rosa com uma cauda longa, aparece como um monstro no jogo Final Fantasy XI.

Chamrosh em Final Fantasy XI
fonte:
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

24 de janeiro de 2020

Longma

۞ ADM Sleipnir



Longma (chinês simpl: 龙马, "Dragão Cavalo") é uma criatura mítica semelhante ao Qilin, e também pertencente à mitologia chinesa. É uma espécie de cavalo alado e coberto por escamas de dragão e a sua visão segundo as lendas é o presságio de que um grande e sábio governante chegaria ao poder em breve, em particular, um dos Três Augustos ou Cinco Imperadores, as divindades do antigo norte da China. 

Muitos textos clássicos chineses fazem referências aos Longma. Taiping Yulan, uma enciclopédia compilada no século X, diz que um longma que "apareceu" em 741 foi considerado um bom presságio para o imperador Xuanzong de Tang. Shiyiji, uma coleção de histórias fantásticas compiladas pelo escritor Wang Jia no século IV, registra que o Imperador Mu de Jin "dirigia pelo mundo uma carruagem, puxada por oito dragão-cavalos alados".


A história mais famosa envolvendo a aparição de um Longma envolve Fu Xi, o primeiro dos Três Augustos. Um dia enquanto Fu Xi estava próximo as margens do Rio Amarelo, ele avistou um Longma saindo das águas do rio. Em suas costas, Fu Xi viu um padrão de linhas, os quais usou para criar os oito trigramas (ba gua),que formam a base para a filosofia do Livro das Mudanças ( I Ching ) e são considerados como a origem da caligrafia.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

22 de janeiro de 2020

Madremonte

۞ ADM Sleipnir


Arte de Daniel Velez

Madremonte (ou Madreselva, literalmente "Mãe Montanha") é uma personagem do folclore colombiano, considerada um espírito ou divindade protetora da natureza e dos animais. Possuindo poder sobre o clima e a vegetação, ela atua de forma implacável contra aqueles que invadem seus domínios para alterá-los ou destruí-los. Ela provoca tempestades e inundações, persegue caçadores, serralheiros e pescadores, amaldiçoa e lança pragas contra donos de terras que desmatam florestas e causam prejuízos a natureza. Dizem que ela também pune maridos infiéis, fazendo com que se percam na floresta.

Sua descrição varia bastante, podendo ser representada como uma uma mulher monstruosa coberta de musgos, galhos e trepadeiras e com olhos ardentes; como uma mulher jovem, bonita, elegante e alta, vestida e coroada com galhos e plantas; ou ainda, uma velha ossuda com membros longos, coberta de folhas. Costuma estar sempre rodeada por animais silvestres.



Na região de Antioquia, o mito da Madremonte tem sido relacionado à deusa Dabaibe dos povos Catio, Nutabae e Chocoe, cujo poder divino estava centrado nas florestas, rios e furacões da região de Atrato. A figura de Madremonte tem paralelos com outras deidades indígenas que protegem a natureza, como a Pachamama andina do Peru e Bolívia, as lendas de María Lionza e Capu na Venezuela e a deidade aquática Iara da região amazônica no Brasil.


Arte de Juan Calle

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

20 de janeiro de 2020

Anchimallén

۞ ADM Sleipnir


Arte de valdescristian
Anchimallén (também conhecido como Anchimayén, Auchimalgén, Auchimalguén, Anchimalguén, Anchimalwén, Anchimalhuén, Anchimaluén, Chimalguén ou Chimalen) é uma criatura mítica presente na mitologia mapuche. Ele é uma criança que morreu prematuramente, sendo reanimada a partir de seus ossos por um Calcu, um feiticeiro e necromante mapuche. Uma vez revivida, ela é alimentada com leite, sangue ou mel, sendo sua principal missão proteger e obedecer a seu dono, fazendo o bem ou o mal de acordo com os desejos daqueles que o controlam. 


Um Anchimallén é capaz de assumir qualquer forma, mas comumente assume a forma de uma esfera de fogo/luz, que durante o dia pode ser vista, mas sem nenhum brilho; durante a noite, ela passa a brilhar intensamente. Diz-se também que nos locais onde vários Anchimallén vivem, às vezes eles brigam, e durante a noite sua luta pode ser observada como duas bolas de fogo que voam a poucos metros do chão e colidem umas com as outras, soltando faíscas. 

Dizem que os Anchimallén emitem um som semelhante ao choro de um bebê recém-nascido e se alguém, atraído pelo choro, se aproxima muito dele, o Anchimallén usa a sua luz para confundir e desorientar a pessoa, deixando-a momentaneamente atordoada ou até mesmo cega. Para espantá-los, conta-se que a pessoa deve produzir ruídos metálicos, e se despir de suas roupas, caminhando completamente nu pelo território deles.

Um Anchimállen pode ser vendido a um bom preço por seu criador, e também podem ser roubados/sequestrados, sendo atraídos com mel e leite. Seu proprietário deve mante-lo sempre bem alimentado para evitar que a segunda opção ocorra. Se um feiticeiro descobre que o Anchimállen o traiu ou se voltou contra ele, o pune com a morte.



fontes:
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

17 de janeiro de 2020

Akhekhu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Kaek
Akhekhu (ou Akhekh) era uma criatura semi-divina originária da mitologia do antigo Egito, e tida como um aspecto do maligno deus Set. Seu habitat eram as terras desérticas egípcias em torno do rio Nilo. Viajantes que ouviram histórias sobre o Akhekhu trouxeram estas consigo para a Europa, onde ele ganhou um novo status lendário semelhante ao do grifo europeu. 

Akhekhu era descrito com um corpo serpentino, porém possuindo quatro pernas. Em relatos posteriores feitos na Europa, Akhekhu tinha o corpo de um antílope com a cabeça e asas de um pássaro, além de características dracônicas. Muitas vezes, ele é retratado com três uraeus em torno de sua cabeça. 

Arte de Topaz Drachen
Akhekhu aparece em um dos painéis do Monólito de Metternich, uma estela médico-mágica que faz parte da Coleção Egípcia do Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Datada da trigésima dinastia do Egito, entre 380 e 342 a.C., a estela pertence a um grupo de estelas conhecido como "Cippi de Hórus" ou "Estela de Hórus sobre crocodilos". Esse tipo de estela era usada para proteger o antigo povo egípcio de animais perigosos, como crocodilos e cobras. O Monólito de Metternich é uma das maiores e mais completas estelas desse tipo. 

Monólito de Metternich
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

15 de janeiro de 2020

Volga Svyatoslavich

۞ ADM Sleipnir

Arte de Stepan Gilev
Volga Svyatoslavich (russo: Вольга Святославич) ou Volkh Vseslavyevich (russo: Волх Всеславьевич) é um dos mais antigos bogatyri (heróis) dos épicos russos. Um poderoso mago e caçador, filho da csarevna (princesa) Martha Vseslavievna e uma serpente, que a engravidou após ela ter acidentalmente pisado nela. Seu nascimento foi saudado como o de um grande homem, pois o céu foi iluminado pela lua mais brilhante já vista, e um enorme terremoto abalou a terra e fez todos os animais da terra e do mar procurarem um esconderijo seguro.

Martha Vseslavievna e a serpente

Com apenas uma hora e meia de vida, Volga pronunciou suas primeiras palavras, dizendo à mãe para não envolvê-lo, mas para equipá-lo com uma armadura brilhante e um capacete de ouro maciço. Ele também disse a ela para lhe dar uma maça pesada de chumbo. Aos dez anos de idade, Volga já era totalmente educado e possuía muitas habilidades especiais, como a capacidade de mudar de forma à vontade. Aos doze anos, começou a reunir um exército de jovens, tarefa que levou três anos. Aos quinze anos, ele havia reunido um exército de cerca de sete mil soldados - todos da mesma idade que ele.

Pouco tempo após Volga ter reunido seu exército, chegou a Kiev um boato de que o rei da Índia estava ameaçando invadir a Rússia. Imediatamente, Volga e seu exército partiram rumo a Índia. Todas as noites, enquanto suas tropas dormiam, Volga se transformava em um lobo ou em um falcão e caçava os animais necessários para alimentar seu exército. 


Ao se aproximar da fronteira da Índia, Volga se transformou em um boi selvagem e se afastou de seu exército para examinar a terra à frente. Quando eles cruzaram a fronteira, Volga se transformou em um falcão e voou direto para o palácio do rei Saltyk, a quem ouviu conversando com sua esposa, que estava avisando-o sobre a aproximação de Volga e seu exército. Sabendo que seu avanço na Índia havia sido relatado, Volga se transformou em um furão e correu por todo o palácio, procurando os armamentos do rei. Ele roeu as cordas do arco, tirou a munição das armas de fogo e as enterrou, e arruinou o máximo que pôde encontrar. Então ele se transformou novamente em um falcão e voou de volta para onde seus homens o aguardavam.


Marchando implacavelmente pelo coração da Índia, eles finalmente chegaram às muralhas da capital. Parecia não haver entrada, mas Volga transformou a si mesmo e todo o seu exército em formigas, e eles rastejaram por pequenas brechas até estarem todos dentro da cidade. Depois de trazer seus homens de volta à sua forma humana, ele ordenou que matassem todos, exceto sete mil lindas donzelas - uma para cada uma deles. O próprio Volga foi direto para o palácio real. Lá, ele forçou o caminho para a câmara do rei Saltyk, jogou-o no ar e o esmagou no chão, quebrando seus ossos. Volga então se torna o rei, dividindo os despojos da batalha entre seus homens, que se casaram com as sete mil donzelas que haviam sido poupadas, enquanto Volga tomou para si como esposa a rainha do finado rei Saltyk.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!
Ruby