20 de outubro de 2017

Samudra Manthan: A Agitação do Oceano de Leite

۞ ADM Sleipnir


O Samudra Manthan ("A Agitação do Oceano de Leite") é um dos episódios mais famosos da mitologia hindu, sendo descrito em inúmeros textos, como o Mahabharata e o Ramayana, além de vários Puranas, incluindo o Bhagavata, Agni e Vishnu Purana.

Numa época remota, existia um grande asceta, o sábio Durvasa, conhecido por seu temperamento curto. Um dia, ele caminhava com uma grinalda de flores na mão, que na Índia se chama "Santanaka" para oferecê-la a Indra. Indra que vinha na posição oposta cavalgando o elefante Airavata, passou pelo sábio e ignorou-o, fazendo com que Airavata pisasse e rasgasse a grinalda de flores. Durvasa se encheu de ira e rogou uma praga em Indra:

-"O orgulho da riqueza subiu à sua cabeça, Lakshmi irá te abandonar."

Então Indra, que havia percebeu a loucura que tinha feito, curvou-se perante Durvasa e pediu o seu perdão. Durvasa disse: -"Que Vishnu o faça feliz", e partiu.

Graças a maldição de Durvasa, Lakshmi deixou Indra e desapareceu. Como Lakshmi, a deusa da prosperidade, poder e coragem, desapareceu, a vida dos Devas tornou-se miserável. Ao tomar conhecimento dessa situação, os Asuras (ou demônios) sentiram que este era o momento certo para eles lançarem um ataque contra os Devas. Liderados por Bali, os Asuras derrotaram os enfraquecidos Devas, e fugiram levando consigo um pote de barro contendo o Amrita, o néctar da imortalidade. Os Devas perseguiram os Asuras na tentativa de recuperar o Amrita, e seus líderes, Indra e Bali, se enfrentaram. Durante a batalha, quatro gotas do néctar caíram sobre a Terra, sobre quatro cidades: Prayag (Allahabad), Haridwar (Uttrakhand), Ujjain (Madhya Pradesh) e Nasik (Maharashtra)Ao final dessa luta, o pote contendo o néctar da imortalidade acabou escorregando da mão dos Asuras e caiu no oceano.

Após observar a situação, Shiva intervem e declara que os Devas e os Asuras devem trabalhar juntos para agitar o oceano, ou então seria impossível recuperar o Amrita. Assim, ambas as partes concordaram relutantemente em trabalhar em conjunto.

A agitação do oceano de leite foi um processo trabalhoso. Vishnu trouxe o Monte Mandara para ser usado como haste de agitação, mas assim que ele foi colocado no oceano, começou a afundar. Vishnu então manifestou-se na forma de uma tartaruga gigante (Kurma, seu segundo avatar) e apoiou a montanha em suas costas. Vasuki, o rei das serpentes, que habita no pescoço de Shiva, permitiu que a enrolassem ao redor do monte e a usassem como corda. Os Devas e os Asuras puxaram alternadamente o corpo de Vasuki, fazendo com que a montanha girasse e agitasse o oceano.


O veneno Halahala

A primeira coisa a surgir da agitação do oceano de leite foi um poderoso veneno chamado Halahala, (em algumas versões da história, ele escapou da boca de Vasuki conforme os Asuras e os Devas a puxavam), e como ninguém conseguia suportar os vapores venenosos emitidos pelo veneno, Devas e Asuras começaram a sucumbir devido à asfixia. Eles buscaram a ajuda de Brahma, que os conduziu a Vishnu, que por sua vez lhes disse que somente Shiva poderia ajudá-los. Então Asuras e Devas foram até o Monte Kailash e clamaram a Shiva pedindo sua ajuda. 

Ao escutar o clamor, Shiva rapidamente veio ao local, e sendo o mais resistente dos deuses, decidiu beber todo o veneno. Ao ver isso, Parvati, a consorte de Shiva, ficou alarmada e apertou o pescoço de Shiva em um esforço para impedir que o veneno descesse por sua garganta. A ação do veneno tornou o pescoço de Shiva permanentemente azul, razão pela qual ele também é referido como Neelakantha ("Aquele da garganta azul").


Os Ratnas

Após o ocorrido, os Devas e os Asuras continuaram o processo da agitação do oceano de leite. O processo de agitação do oceano de leite produziu vários seres e objetos, conhecidos como ratnas, que viriam a ser repartidos entre os Devas e Asuras. A lista de ratnas produzidos variam de purana para purana, e são ligeiramente diferentes no Ramayana e no Marabharata. Os principais são:
  • Lakshmi: a deusa da beleza e da fortuna;
  • Chandra: o deus da lua;
  • Apsarasuma classe de ninfas divinas que ficaram do lado dos Devas;
  • Varuni/Sura: a deusa do vinho, que ficou (ainda que relutantemente) do lado dos Asuras, tornando-se consorte de Varuna;
  • Kamadhenu: a vaca sagrada, capaz de realizar qualquer desejo, tomada pelos Devas.
  • Airavata: o elefante branco, tomado por Indra, líder dos Devas;
  •  Kalpavriksha: Uma árvore também capaz de conceder desejos, também tomada por por Indra;
  • Uchhaishravas: o cavalo divino de 7 cabeças, dado ao líder dos Asuras, Bali;
  • Kaustubha: a jóia mais valiosa do mundo, tomada por Vishnu;
  • Parijat: a divina árvore florida, com flores que nunca desaparecem ou se desvanecem, levada pelos Devas para Indraloka, a morada de Indra;
  •  Amrita: o néctar da imortalidade, e o objetivo principal da agitação do oceano de leite. 

A Manifestação de Vishnu como Mohini

Após muito tempo e esforço, finalmente Amrita, emergiu do oceano, sendo trazido dentro de um pote por Dhanvatari (o médico celestial, outro avatar de Vishnu). Imediatamente, teve início um combate violento entre Devas e Asuras pela posse do mesmo. Em meio a batalha, Vishnu assumiu a forma de uma bela e encantadora donzela, chamada Mohini. Ela hipnotizou os Asuras com sua beleza e os enganou dizendo que iria distribuir o Amrita entre os Asuras e Devas de forma justa.

Mohini
Os Asuras ficaram tão perdidos na beleza de Mohini que nem sequer perceberam que Mohini estava distribuindo a Amrita somente entre os Devas. Uma Asura chamado Rahuketu compreendeu o que estava acontecendo e disfarçando-se como um Deva, foi e sentou-se entre os Devas. O deus sol Surya e o deus lua Chandra notaram o disfarce do Asura e informaram a Mohini. Mohini cortou a cabeça de Rahuketu com seu disco divino, o Sudarshana Chakra, mas como o néctar já havia passado pela sua garganta, Rahuketu não morreu. A partir desse dia, sua cabeça foi chamada Rahu e o corpo foi chamado Ketu. 

Quando finalmente perceberam que haviam sido enganados, os Asuras novamente entraram em confronto com os Devas, só que desta vez, esses haviam adquirido a imortalidade ao beber do Amrita e também readquiriram sua juventude e o seu poder. Assim, os Devas derrotaram os Asuras e retomaram o controle do universo.



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18 de outubro de 2017

Modgud

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia nórdica, Modgud (nórdico antigo Móðguðr, literalmente "lutadora furiosa") é a jotunn guardiã da ponte Gjallarbrú ("ponte Gjoll"), localizada sobre o rio Gjöll ("turbulento"), e que dava acesso à Helheim, o reino da deusa HelEla permitia que a alma dos recém-mortos atravessassem a ponte em direção ao submundo, caso ela declarasse seu nome e seus negócios, e possivelmente, impedia que os mortos além do rio cruzassem a ponte de volta para as terras dos vivos.

Mitologia

No Gylfaginning, no final do capítulo 49, a morte de Balder e Nanna é descrita. Hermod, descrito como irmão de Balder nessa fonte, parte até Helheim montado em Sleipnir, o corcel de oito patas de Odin, com o intuito de trazer seu irmão de volta a vida. Para entrar em Hel, Hermod cavalga por nove noites através de "vales tão profundos e sombrios que ele não era capaz de ver nada", até finalmente chegar no rio Gjöll e a sua ponte, Gjallarbrú, guardada por Modgud. A ponte é descrita como tendo o chão coberto de ouro brilhante. 


Hermod cruza a ponte sem maiores problemas, mas ao chegar ao final dela, é abordado por Modgud. Modgud pergunta o seu nome e o que viera fazer ali, comentando que no dia anterior cinco pessoas haviam atravessado a ponte, mas a mesma ecoou menos do que com a sua passagem (por conta do cavalgar de Sleipnir). Ela também comenta que ele não possui a cor dos mortos. Hermod se identifica, explicando a ela  que estava ali a mando de Odin para recuperar seu finado irmão, e que precisava falar com Hel pessoalmente. Modgud então lhe diz que Balder seguiu "para baixo e para o Norte" em direção a Helheim, e deixa Hermod passar. Assim, Hermod foi o primeiro e único ser vivo a cruzar a ponte em direção ao mundo dos mortos e depois voltar. 


fontes:


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16 de outubro de 2017

Cavalo de Três Pés

۞ ADM Sleipnir


O Cavalo de Três Pés é um criatura folclórica da região Sudeste, descrita como um cavalo sem cabeça, dotado de um par de asas e de três pés. Ele é tido por alguns como uma das transformações do Saci.

De acordo com as histórias, ele aparece em encruzilhadas e estradas desertas durante a noite, correndo, voando e assombrando aqueles que encontra pelo caminho. Dizem que se uma pessoa pisar em suas pegadas, ela se tornará profundamente infeliz pelo resto da vida.



fonte:
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo
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13 de outubro de 2017

Qiqirn

۞ ADM Sleipnir



Qiqirn (também Qiqion, Keelut ou Ke'lets) é um espírito ctônico presente na mitologia inuíte. Ele se assemelha a  um cão enorme, desdentado e sem pêlos exceto na boca, nas patas e na ponta das orelhas e da cauda. Dizem que ele se alimenta de seres humanos e às vezes é visto como um prenúncio de morte.

Dizem que o Qiqirn costuma seguir silenciosamente os viajantes durante à noite. Uma vez sozinho e longe de sua casa, o viajante é morto e devorado por ele. A mera presença de um Qiqirn em torno dos homens ou de cães faz com que sofram convulsões, e este efeito só termina quando o Qiqirn desaparece. No entanto, o Qiqirn se assusta facilmente com os seres humanos, e foge caso gritem o seu nome.


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11 de outubro de 2017

Ronald Opus: Assassinato ou Suicídio?

۞ ADM Sleipnir


Ronald Opus é o personagem central de uma lenda urbana criada originalmente com o intuito de demonstrar complicações que podem ocorrer na investigação de um assassinato. Na história, Ronald é ao mesmo tempo a vítima e o autor de um assassinato, o que leva à dúvida sobre se o ocorrido foi realmente um crime de homicídio, ou se foi na verdade um suicídio.

A história foi originalmente contada em 1987 por Don Harper Mills, então presidente da Academia Americana de Ciências Forenses, durante um discurso num jantar. Em agosto de 1994, a história começou a se espalhar na internet como se tivesse sido um caso real, até que Don Mills desmentiu tais boatos admitindo que ele mesmo inventou a história na tentativa de "mostrar como diferentes consequências legais podem surgir a cada complicação na investigação de um homicídio".

O caso foi recontado em outras mídias, incluindo o filme Magnólia (1999) escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson, em que o protagonista se chama Sydney Barringer. Antes, em 1998, o caso foi mostrado  em um episódio do programa Homicide; também foi tema da série policial Law & Order.

O caso

A popularidade do caso permitiu com que fosse contado de diferentes maneiras. As reedições por vezes mencionam o nome de Dom Mills e datam o ocorrido em março de 1994 ou o contam como se tivesse sido noticiado pela Associated Press.

A lenda popular é contada da seguinte maneira:

Em 23 de março de 1994, o cadáver de Ronald Opus foi examinado por um médico, que concluiu que ele teria morrido de um tiro de espingarda na cabeça. A investigação até este ponto mostrou que o falecido Ronald teria pulado do topo de um prédio de dez andares para cometer suicídio. (Ele deixou uma carta de suicídio expressando seus motivos.) No entanto, enquanto ele caía, um tiro de espingarda vindo de uma janela do nono andar do prédio matou-o instantaneamente. Ademais, nem o atirador nem a vítima sabiam que no oitavo andar havia sido colocada uma rede de segurança para proteger limpadores de janela, e esta rede provavelmente impediria que Ronald concluísse seu suicídio.

Geralmente, uma pessoa que começa a agir com intenções suicidas consegue causar a própria morte no fim das contas, mesmo que o mecanismo para atingir tal objetivo possa não ser o que ela planejou. O fato de Ronald ter sido atingido por um tiro no caminho para a sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não tornaria o suicídio um homicídio, mas como o suicídio não teria sido alcançado sob nenhuma circunstância, o examinador médico sentiu que estava lidando com um homicídio.

Investigações posteriores levaram à descoberta de que o quarto no nono andar, de onde o tiro de espingarda se originou, era ocupado por um homem idoso e sua esposa. O idoso teria ameaçado sua mulher com uma espingarda durante uma briga. No meio de confusão e desespero, ele puxou o gatilho em direção a sua esposa, porém o tiro acertou Ronald, que no momento caía do prédio na sua tentativa de suicídio.


Quando uma pessoa tenta matar vítima A mas acerta vítima B, tal pessoa é responsável pela morte da vítima B. O idoso discordou desta conclusão, mas tanto ele como sua esposa garantiram que nenhum dos dois sabia que a espingarda estava carregada. Era hábito corriqueiro do homem ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada. Como o homem idoso não tinha intenção de matar ninguém, a morte de Ronald aparentava, então, um acidente. Isto é, a arma teria sido carregada acidentalmente ou sem o conhecimento do casal.

No entanto, as investigações continuaram e testemunharam que o filho do casal havia carregado a espingarda aproximadamente seis semanas antes do acidente fatal. Descobriu-se também que a mãe (a esposa idosa) havia cortado a mesada do filho, que, numa atitude vingativa e sabendo da propensão do pai a ameaçar a mãe, havia carregado a espingarda. O caso agora se torna um homicídio de Ronald Opus de autoria do filho do casal.

Só que agora vem a complicação do caso. Descobriu-se então que o filho do casal não é ninguém menos que o próprio Ronald Opus. O constante desânimo oriundo da falha em conseguir fazer com que sua mãe seja assassinada, leva-o a se jogar do décimo andar de um prédio, antes de ser atingido por um tiro vindo de uma janela do nono andar. O médico responsável pela análise concluiu então que o caso foi um suicídio.


fonte:
https://pt.wikipedia.org
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9 de outubro de 2017

Autômatos

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, os Autômatos (do grego Αυτοματων) eram estátuas metálicas animadas de homens, animais e monstros, sendo a maioria deles construídos pelo forjador divino Hefesto e alguns outros pelo artesão ateniense Dédalo.

Lista de Autômatos

Águia Caucasiana - uma águia gigantesca, enviada por Zeus ao Monte Cáucaso diariamente para se alimentar do fígado do titã Prometeu, que se encontrava aprisionado por ter entregado o fogo à humanidade. Ela foi descrita como um autômato feito de bronze por Hefesto (ou um filho de Equidna em outras versões).




Cavalos dos Cabiros (Hippoi Kabeirikoi) - quatro autômatos em forma de cavalo, feitos de bronze por Hefesto para puxar a carruagem dos Cabiros, um enigmático grupo de divindades ctônicas, ditos serem ajudantes do deus ferreiro.

Cães de Alcínoo (Khryseos e Argyreos) - Um par de cães autômatos feitos de ouro e prata por Hefesto para guardar o palácio de Alcínoo, rei dos Feácios, um mítico povo de antigos navegadores, queridos aos deuses, cujo nome ocupa um lugar de relevo na Odisséia. 

Celedones (Keledones) - autômatos cantores, feitos de ouro por Hefesto. Dizem que foram colocados no templo de Apolo em Delfos. Eles tinham a forma de belas mulheres, pássaros torcicolo ou uma combinação das duas, como se fossem Sirenas.


Donzelas Douradas (Kourai Khryseai) - belas donzelas feitas de ouro por Hefesto, a fim de auxiliá-lo em seu palácio no Monte Olimpo. São similares as Celedones feitas pelo mesmo Hefesto para o templo de Apolo em Delfos.

Touros da Cólquida (Khalkotauroi) um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Eles foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida. Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Saiba mais sobre eles AQUI.



Talos um automato gigante/estátua viva de bronze, forjado por Hefesto com a ajuda dos ciclopes, a pedido de Zeus. Em algumas versões do mito, Talos é forjado pelo inventor Dédalo. Na arte clássica, Talos foi descrito como um homem jovem e bonito, esculpido em bronze. Em outras fontes é retratado como um touro de bronze ou o último homem da raça de bronze.

Zeus presenteou-o à sua amante Europa, como seu protetor pessoal, depois de extraditá-la para a ilha de Creta. Talos recebeu a tarefa de patrulhar a ilha, circulando-a três vezes por dia, e afugentar os piratas da costa com uma saraivada de pedras ou lhes dando um abraço mortal. Saiba mais AQUI.




Tripés do Olimpo - vinte tripés com rodas de ouro e uma mente própria, forjados por Hefesto, e que tinham a capacidade de ir e voltar sozinhos ao Monte Olimpo sempre que havia uma reunião dos deuses.


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Ruby