
Noaengseol (coreano: 노앵설; hanja: 老鶯舌; literalmente “língua de velho rouxinol”) é um espírito presente no folclore coreano, descrito como possuindo a aparência de uma jovem menina, mas com características incomuns e poderes extraordinários. Segundo as descrições tradicionais, o Noaengseol costuma pendurar-se no teto ou esconder-se sobre vigas e pilares das casas. Sua voz é extraordinariamente clara e peculiar, semelhante ao canto de um velho rouxinol, origem de seu nome. Algumas narrativas afirmam ainda que o espírito possui a habilidade de levitar no ar.
Entre os poderes que lhe são atribuídos estão a capacidade de descobrir segredos das pessoas, perceber a culpa no coração de quem cometeu crimes e até revelar a localização de objetos perdidos. Um relato famoso afirma que o espírito teria sido visto durante a infância da sogra do erudito Seong Hyeon, durante a dinastia Joseon.
Registro no Yongjae Chonghwa
A principal narrativa envolvendo o Noaengseol aparece na coletânea “Yongjae Chonghwa”, uma obra literária do período Joseon que reúne histórias, anedotas e relatos curiosos. Segundo o relato, a sogra de Seong Hyeon, de sobrenome Jeong, cresceu na região de Yangju. Durante sua juventude, um espírito passou a habitar sua casa, possuindo uma jovem criada e permanecendo ali por vários anos. A entidade tinha a capacidade de prever fortuna e infortúnio com precisão, de modo que suas palavras quase sempre se mostravam corretas. Por esse motivo, muitas pessoas temiam o espírito, pois acreditavam que ele poderia revelar qualquer ato oculto ou comportamento errado. O espírito falava com uma voz extremamente clara, semelhante à língua de um velho rouxinol, e durante o dia dizia-se que flutuava no ar, enquanto à noite se acomodava nas vigas do teto da casa.

Em um episódio, a esposa de uma família nobre vizinha perdeu um valioso grampo de cabelo e passou a punir severamente sua criada, acreditando que ela o havia roubado. Incapaz de suportar os castigos, a criada consultou o espírito. A entidade respondeu que sabia onde o objeto estava, mas que preferia revelar apenas na presença da dona da casa. Quando a mulher veio pessoalmente perguntar, o espírito advertiu que a verdade poderia deixá-la profundamente envergonhada. Após insistentes perguntas, a entidade finalmente revelou que ela mesma havia perdido o grampo ao entrar, certa noite, em um campo de amoreiras com um vizinho, e que o objeto permanecia preso a um galho. O grampo foi encontrado exatamente no local indicado, causando grande constrangimento à mulher. Em outra ocasião, um servo da casa roubou um objeto. O espírito denunciou o culpado e indicou o quarto onde o item estava escondido. Irritado, o servo insultou a entidade chamando-a de criatura maligna. Imediatamente ele caiu no chão desmaiado e, ao recuperar a consciência, afirmou que um homem de barba roxa havia puxado seus cabelos, deixando-o incapaz de se levantar.

Com o passar do tempo, alguns membros da casa começaram a sentir desconforto com a presença do espírito. Sempre que o estadista Jeong Gu e seus irmãos visitavam a residência, a entidade fugia assustada, retornando apenas depois que eles partiam. Ao tomar conhecimento do fenômeno, Jeong Gu chamou o espírito e ordenou que retornasse à floresta, afirmando que não era apropriado que uma entidade permanecesse tanto tempo entre os humanos. O espírito respondeu que, desde sua chegada, sempre procurara trazer prosperidade à casa e jamais causara desastres, mas que obedeceria à ordem. Segundo a narrativa, a entidade partiu chorando e nunca mais voltou. A história teria sido transmitida oralmente à sogra de Seong Hyeon e posteriormente registrada na obra.

fontes:
- 노앵설. Disponível em: <https://namu.wiki/w/%EB%85%B8%EC%95%B5%EC%84%A4>;
- 우용곡 블로그 : 네이버 블로그. Disponível em: <https://blog.naver.com/dndudwp99/220748602817>;
- 화화. 노앵설. Disponível em: <https://www.postype.com/@koreanmonsterstory/post/18505574>.
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