25 de janeiro de 2026

Vampiros de Fogo de Fthaggua

۞ ADM Sleipnir

Os Vampiros de Fogo de Fthaggua são uma espécie alienígena fictícia pertencente aos Mitos de Cthulhu. Foram criados por Donald Wandrei para o conto The Fire Vampires (“Os Vampiros de Fogo”), publicado em 1933, e posteriormente incorporados ao universo ficcional associado à obra de H. P. Lovecraft e de outros autores do ciclo.

Descrição e comportamento

Vampiros de Fogo manifestam-se como redes estriadas de energia elétrica viva, semelhantes a relâmpagos ou chamas animadas. A maioria apresenta coloração avermelhada, com exceção de Fthaggua, que é descrito como azul. A espécie constitui, na verdade, um vasto superorganismo gestalt, no qual todos os indivíduos estão ligados a uma única consciência coletiva centrada em Fthaggua. Caso Fthaggua seja destruído, todos os Vampiros de Fogo perecem, uma vez que não passam de extensões fragmentárias da entidade central.

Os Vampiros de Fogo alimentam-se da energia vital de criaturas sencientes. O ataque ocorre de forma súbita, semelhante a um raio, fazendo com que o corpo da vítima entre em combustão quase instantânea, restando apenas ossos carbonizados. Além da força vital, essas entidades também absorvem o conhecimento e as memórias de suas vítimas. Essa capacidade lhes permite aprender idiomas, compreender culturas alienígenas e reunir informações estratégicas sobre um planeta antes de sua conquista.

Ktynga, o Cometa de Norby

Os Vampiros de Fogo habitam o cometa Ktynga, também conhecido como Cometa de Norby, em referência ao cientista Gustav Norby, seu descobridor. Ktynga é descrito como um corpo celeste ígneo, com temperatura superficial estimada em cerca de 1.100 °C, capaz de deslocar-se pelo espaço a velocidades superiores à da luz. Animado e “pilotado” pela vontade de Fthaggua e de seus servos, Ktynga funciona como um mundo móvel, permitindo à espécie viajar entre sistemas estelares.

O plot de "The Fire Vampires"

Na narrativa original de The Fire Vampires, o cientista Gustav Norby, especialista em formas de vida cósmicas, alerta a humanidade sobre a ameaça representada pelo cometa Ktynga, cuja trajetória e comportamento desafiam as leis naturais. Após sua primeira aproximação da Terra em 2321, o cometa demonstra capacidade de alterar livremente seu curso, orbitando o planeta e provocando mortes por combustão espontânea associadas a descargas elétricas.

Anos depois, Norby e seu assistente Hue identificam a presença de entidades ígneas sencientes — os Vampiros de Fogo — ligadas ao cometa. Essas criaturas passam a atacar a população mundial, enquanto o próprio Ktynga transmite uma mensagem ameaçadora em nome de Fthaggua, exigindo sacrifícios humanos periódicos sob pena de extermínio em massa. A entidade revela-se capaz de absorver não apenas a energia vital, mas também o conhecimento de suas vítimas, o que explica sua comunicação com os humanos.

Em 2339, após anos de preparação e colapso social global, Norby executa um plano baseado na descoberta de que Fthaggua constitui a consciência unificada de todos os Vampiros de Fogo. Utilizando um dispositivo que canaliza energia pura, ele consegue destruir Fthaggua, o que resulta na extinção imediata de todos os Vampiros de Fogo ligados a ele, encerrando a ameaça representada por Ktynga.

Relação com Cthugha

Os Vampiros de Fogo são frequentemente confundidos com as Criaturas Flamejantes de CthughaA identificação entre as duas espécies foi formalizada pelo autor Lin Carter, que também sugeriu que o próprio Fthaggua teria sido originado por Cthugha. Em The Horror in the Gallery ("O Horror na Galeria"), o fictício ocultista Friedrich von Junzt, autor do Unaussprechlichen Kulten, refere-se às “criaturas flamejantes, ou Vampiros de Fogo, como os chama o Necronomicon”, associando-as ao cometa Ktynga. Essa interpretação, contudo, introduz uma inconsistência cronológica, uma vez que o Cometa de Norby teria sido descoberto apenas em 2321, enquanto a obra de von Junzt data do século XIX.


fontes:
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Um comentário:

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