
O Moxotó é uma criatura da mitologia do povo indígena Payaku, habitante da região do Cariri, que abrange partes do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Entre as criaturas da tradição indígena brasileira, ele se destaca por lembrar um tipo de dragão, algo incomum nesse contexto. Sua figura é um dos destaques do livro Cratoãnas: Mitos indígenas do Nordeste (2024), de autoria de Yaguarê Yamã e Ikanê Adean, que reúne diversas narrativas tradicionais da região.
O nome Moxotó é interpretado por alguns como “lagarto de pedra”. O ser é descrito como um lagarto teiú de cinco metros de comprimento, que possui chifres e um único olho no meio da testa. Diferente dos dragões clássicos, o Moxotó não cospe fogo, mas utiliza uma gosma venenosa que paralisa a vítima e, por ser corrosiva, destrói seu tecido corporal. Ele também possui uma cauda com uma lâmina serrilhada e uma ponta semelhante a uma lança, usada para perfurar o peito de quem o enfrenta. Após o ataque do veneno, o Moxotó devora a vítima.
O destino do Moxotó nos dias atuais é um mistério. Enquanto uns dizem que ele desapareceu com o processo de colonização, outros afirmam que ele foi transformado em pedra pelo deus cristão ou que continua presente como uma força espiritual. Com a chegada dos portugueses, o povo Payaku passou por um processo de quase desaparecimento. Junto com isso, muitos elementos de sua cultura foram enfraquecidos, incluindo as histórias sobre o Moxotó.

fonte:
- YAGUARÊ YAMÃ; IKANÊ ADEAN. Cratoãnas - Mitos indígenas do Nordeste. Jandira, SP. Ciranda Cultural, 2024.
Moxotó, o "Dragão do Cariri"
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Engraçado como as descrições dele bate com grandes répteis monitores,os arcossauromorfos triássicos ou algum parente esquecido mas evoluiu dentro da família Teiidae.Pra mim ele me lembra uma versão do Megalania (Varanus priscus), um parente pré-histórico gigante que viveu na Austrália até cerca de 40.000 anos atrás,parente dos atuais dragões de komodo.Tenfo as mesmas características, como tamanho,saliva venenosa e grande cauda.
ResponderExcluirDe fato eu nunca imaginei que houvesse tantos dragões brasileiros, aliás, por que nunca me contaram sobre eles na escola no Dia do Folclore?
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