13 de agosto de 2014

Peryton

۞ ADM Sleipnir


O Peryton  (ou Perytion) é uma criatura híbrida que combina as características físicas de um cervo e um pássaro. O primeiro relato verificável sobre a existência da criatura ocorre no "Livro dos Seres Imaginários" do autor Jorge Luis Borges, onde o mesmo se refere à um manuscrito medieval, supostamente perdido, como fonte. A criatura em si é completamente desconhecida em fontes clássicas da antiguidade, e a etimologia de seu nome é indetectável, sendo bem provável que o próprio Borges tenha inventado a criatura. 

De acordo com Borges, os Perytons são originários do continente perdido de Atlântida e, aparentemente, sobreviveram à sua destruição, embora pouco se saiba sobre sua ligação com o continente mítico

Características

Os Perytons são descritos como tendo a cabeça, o pescoço, as pernas e os chifres de um cervo, combinados com a plumagem, as asas e o corpo de um grande pássaro, muitas vezes uma águia ou falcão. Muitas vezes eles são retratados como cervos alados, às vezes incluindo penas em suas caudas. As suas penas eram das cores verde ou azul claro e sua pele não pode ser perfurada por qualquer arma conhecida, fazendo deles seres invulneráveis e possivelmente imortais, ou pelo menos detentores de uma vida muito longa. Suas asas poderosas permitem-lhes atingirem alturas surpreendentes. 



O mais estranho em um  Peryton é a sua sombra. que ao invés de corresponder à sua forma, é descrita como sendo a sombra de um homem. Isso levou muitos estudiosos a acreditarem que essas criaturas eram manifestações espirituais de pessoas que morreram longe de suas terras e sem a proteção de seus deuses. Outras explicações para sua origem afirmam que eles são as almas reencarnadas de assassinos, remanescentes dos atlantes que escaparam da destruição da ilha, ou espíritos vingativos de marinheiros afogados. No entanto, as três últimas teorias são certamente invenções modernas.

Embora a aparência externa de um Peryton seja de um herbívoro, conta-se que o Peryton tem um gosto voraz por carne humana. Um conto supostamente narrado por um rabino desconhecido em Fez, Marrocos,  durante o século XVI, relata que o general romano Publius Cornelius Scipio sofreu um ataque de um bando de Perytons que voavam próximos ao Estreito de Gibraltar em algum momento entre 237 e 183 a.C. , quando sua frota estava a caminho de Cartago. 

De acordo com a história relatada pelo rabino, Scipio e seus soldados foram atacados pelo bando de Perytons, que desceram sobre os navios atacando os marinheiros e rasgando-los com suas presas, cascos e chifres. Após matá-los, os Perytons chafurdavam em seu sangue. A história  afirma que ao completar este ritual macabro, a sombra do Peryton tomou a sua real forma e após isso eles voaram para longe. Felizmente para os marinheiros que sobreviveram ao massacre, o ataque foi limitado pelo fato de que cada Peryton só precisava matar um homem para se ver livre de sua maldição.

Em anos mais recentes, o Peryton se tornou mais conhecido devido à sua inclusão na primeira edição do manual de monstros do popular  jogo de RPG Dungeons and Dragons



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Ruby