24 de maio de 2017

Min

۞ ADM Sleipnir


Min (também conhecido como Menew, Menu, Amsu) é um deus egípcio associado a fertilidade e a sexualidade. Seu culto teve origem no período pré-dinástico egípcio (por volta de 4000 a.C). Ele era representado em muitas formas diferentes, mas foi muitas vezes representado como um homem mumificado, usando uma coroa com penas, segurando seu pênis ereto com a mão esquerda e um mangual com a mão direita. Em torno de sua testa, Min usa uma fita vermelha que arrasta no chão, que muitos acreditam representar a energia sexual. Os símbolos de Min eram o touro branco, uma seta farpada, e uma alface, que os egípcios acreditavam ser afrodisíaco (o alface egípcio era alto, em linha reta, e lançava uma substância leitosa quando friccionada, características superficialmente semelhantes ao pênis).

Por ser retratado em um estilo itifálico (com um ereto falo), os cristãos rotineiramente desfiguravam seus monumentos em templos e egiptólogos vitorianos apenas fotografavam da cintura para cima, ou encontravam maneiras para cobrir o pênis saliente. No entanto, para os antigos egípcios, Min não era uma questão de escândalo - os egípcios tinham padrões muito relaxados sobre nudez: em seu clima quente, agricultores, funcionários e artistas trabalharam muitas vezes parcialmente ou completamente nus, e as crianças não usavam nenhuma roupa até atingirem a maioridade.

Associações

Min era estreitamente associado à fertilidade e à agricultura, sendo assim associado a Osíris. Nas representações de uma das festas de Min, o faraó lavra e rega o solo, enquanto Min o observa. Em outra, o Faraó colhe cerimonialmente os grãos. No entanto, Min não era apenas um deus da fertilidade, mas um padroeiro da sexualidade masculina que poderia ajudar os homens a ter filhos. Quando o faraó gerava com sucesso um herdeiro, ele era identificado com o deus. Como Min representava a virilidade masculina, não é de surpreender que era ele quem presidia o Festival de Heb Sed, no qual o faraó percorria um trajeto carregando objetos rituais para renascer e assegurar a fertilidade da terra. 


Min era geralmente considerado como sendo filho e marido da deusa do leste, Iabet. No entanto, em Gebtu (que era um local de culto de Min e Ísis), Min era considerado marido de Ísis e pai de Hórus (associando-o novamente a Osíris). Em Mênfis, ele foi associado com Ptah como o deus composto Ptah-Min. Ele também estava ligado a uma série de deusas guerreiras leoninas (em particular Sekhmet). Como resultado, o corpo de Min era as vezes representado com uma cabeça de leoa. Ele também foi associado com a deidade composta Mut-Isis-Nekhbet, conhecida como "a Grande Mãe e Senhora". Esta divindade era representada como uma deusa alada com pés leoninos, um pênis ereto e três cabeças (a cabeça de um leão usando a touca de Min, a cabeça de uma mulher usando a dupla coroa do Egito e a cabeça de um abutre usando a coroa vermelha do Baixo Egito).

Culto

Como um deus da potência sexual masculina, Min era homenageado durante os ritos de coroação do Império Novo, quando o faraó era esperado para semear a sua semente - metaforicamente usando sementes de plantas, embora alguns estudiosos acreditem que o faraó ejaculasse publicamente para provar que era sexualmente potente - e, assim, garantir a inundação anual do Nilo. No início da safra, a sua imagem era colocada fora do templo e trazida aos campos no festival da partida de Min, quando abençoava a colheita.

O culto a Min era mais forte em Coptos e Akhmim (Panópolis), onde em sua homenagem eram realizados grandes festivais celebrando seu "surgimento" com uma procissão pública e com a apresentação de ofertas. Suas outras associações incluem o deserto oriental. O arqueólogo Flinders Petrie escavou duas grandes estátuas de Min em Qift, que estão hoje no Museu Ashmolean, e são consideradas por alguns como originárias do período pré-dinástico. Apesar de não ser mencionado pelo nome, acredita-se que uma referência a "aquele cujo braço é levantado no Oriente" nos Textos das Pirâmides refere-se a Min.

Sua importância cresceu no Império Médio, quando ele se tornou ainda mais intimamente ligado com Hórus como a divindade Min-Hórus. Até o Império Novo ele também foi fundido com Amon na divindade Min-Amen-kamutef (Min-Amen - touro de sua mãe).



fontes:
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Ruby