14 de setembro de 2019

7 Anos de Blog!


Hoje o Portal dos Mitos completa sete anos de existência. Tem sido difícil continuar o trabalho aqui, seja por conta das dificuldades do dia a dia, seja pelo desânimo em ver o trabalho feito aqui ser pouco reconhecido e mal remunerado. Apesar de tudo, encontro sempre forças pra continuar pesquisando e trazendo o melhor conteúdo que posso. 

Obrigado a todos vocês que acompanham nosso conteúdo, em especial aqueles que o fazem desde os primórdios do blog. Eu queria fazer muito mais, mas com as dificuldades que enfrento hoje em dia e sem incentivo financeiro, é complicado. Que venham mais aniversários!


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9 de setembro de 2019

Bazaloshtsh

۞ ADM Sleipnir


Bazaloshtsh ("Lamento de Deus", também conhecida como Boialoshtsh) é uma espécie de fada/banshee pertencente ao folclore dos Vendos, um grupo étnico eslavo que habitou o leste alemão. Ela é descrita como sendo uma mulher de baixa estatura e com cabelos compridos, e vê-la é um presságio de morte. As lendas contam que ela aparece sob a janela de alguém que está prestes a morrer, onde ela se senta e chora.


fonte:
  • Encyclopedia of Spirits and Ghosts in World Mythology, de Theresa Bane.
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6 de setembro de 2019

Avistamento Alien de Vila Santina

۞ ADM Sleipnir

Arte de BenPhillips
O avistamento alien de Vila Santina foi um avistamento extraterrestre ocorrido em 14 de agosto de 1947 perto do riacho Chiarso, em Vila Santina, na Itália. Neste dia, um pintor italiano chamado Repuzzi L. Johannis encontrava-se numa área próxima ao riacho pintando a paisagem local. Era aproximadamente 9 horas da manhã quando ele percebeu a presença de um objeto discóide pousado no campo, a uns 50 metros de onde se encontrava. 

Ao lado do objeto haviam 2 seres medindo cerca de um metro de altura, vestindo macacões azuis-escuros, com punhos, cinto e colarinho vermelho de cor vermelha. Os dois possuíam um capacete cobrindo a cabeça, que deixava apenas o seus rostos descobertos.  Seus rostos tinham uma coloração marrom esverdeada, com olhos grandes e redondos. Não tinham pelos no rosto. Seu nariz era reto e comprido, com uma espécie de "V" na ponta. A boca parecia uma rachadura em forma de "V" invertido.


A princípio, o pintor achou que tratava-se de uma brincadeira de crianças e gritou em sua direção. Ao ouvir o grito, um dos seres sacou um objeto do cinto e apontou na direção da testemunha. Do objeto saiu uma rajada de vapor fina que, ao atingir Johannis, paralisou-o derrubando-o no chão. Embora fraco, Johannis conseguiu observar os seres pegarem o cavalete no qual ele pintava a paisagem. Ele também notou que as mãos dos estranhos seres continham 8 dedos, sendo 4 opostos entre si, e também que os dois estavam bastante ofegantes.

Após pegarem o cavalete, os dois seres retornaram ao objeto em forma de disco e entraram nele, que pouco tempo depois se ergueu do chão, pairou no ar e, de acordo com o relato, desapareceu.

fonte:
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4 de setembro de 2019

Snawfus

۞ ADM Sleipnir


O Snawfus é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, dita viver nas florestas dos montes Ozark. Ela é descrita como um cervo branco dotado de asas e um par de chifres enormes. Conta-se que seus chifres são os galhos vivos de uma árvore Cornus florida, e são frequentemente retratados com flores nelas, além de folhas verdes.

A criatura é dita ser capaz de saltar do chão da floresta até a copa das árvores, e pousar sob os galhos mais delgados como se fosse um esquilo. Ela também pula de galho em galho como um macaco, e conforme o faz, emite um som estranho, descrito como "halley-loo!". Durante o outono, Snawfus emite uma névoa azul de sua boca, a qual sobe em direção ao céu formando nuvens azuladas que são distintas dos montes Ozark.

Arte de pepecuack

Há quem diga que o terceiro avistamento do Snawfus é um sinal de que a morte está se aproximando. O Snawfus é, portanto, ao mesmo tempo lindamente pacífico e uma visão tremendamente perturbadora. No folclore de Ozark, o Snawfus é comumente associado a outras criaturas fantásticas da região, como o Gowrow e o Ozark Howler, mas, ao contrário das lendas tradicionais associadas a essas criaturas, as histórias sobre o Snawfus são geralmente contadas de uma forma sarcástica, indicando que sua existência não deve ser aceita como uma verdade literal. 



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2 de setembro de 2019

Carman

۞ ADM Sleipnir


Carman (também Carmun ou Carme) é uma figura ambígua da mitologia irlandesa, descrita ora como deusa, ora como heroína, associada à magia destrutiva, à devastação das colheitas e às forças hostis que ameaçam a ordem da terra. Algumas tradições a apresentam como uma guerreira e poderosa feiticeira, possivelmente uma das mais antigas governantes da Irlanda, enquanto outras a retratam como uma invasora estrangeira, vinda de Atenas, que trouxe caos e esterilidade ao território irlandês.

Segundo a mitologia, Carman chegou à Irlanda acompanhada de seus três filhos malignos, personificações de forças negativas fundamentais: Dub (“escuridão”), Dothur ou Dother (“maldade”) e Dian (“violência”). Juntos, mãe e filhos lançaram feitiços que arruinaram as colheitas e os grãos da ilha, ameaçando a subsistência do povo. Diante dessa calamidade, os Tuatha Dé Danann., o povo da deusa Danu, reuniram quatro de seus membros para combatê-la: Lugh , o deus do sol e deus das artes e ofícios (às vezes referido como um mágico nesta história); Crichinbel (também: Cridhinbheal), um satirista; Aoi Mac Ollamain, um deus da poesia, e Bé Chuille, uma poderosa druidesa, filha da deusa Flidais. 

Um a um, os Tuatha Dé Danann enviados foram fracassando, até restar Bé Chuille, que com sua magia, foi capaz de anular a magia de Carman. Seus filhos, por sua vez, foram mortos ou expulsos da Irlanda, e, ao saber do destino deles, Carman morreu de tristeza e luto. Apesar da profunda inimizade entre Carman e os Tuatha Dé Danann, sua memória não foi apagada. Pelo contrário, foi instituído em sua honra o Óenach Carman, um grande festival ritual realizado em 1º de agosto, durante o Lughnasadh (um festival pagão e celta que marca o início da temporada de colheitas), com o objetivo de apaziguar suas forças, garantir a fertilidade da terra e proteger as colheitas. O local desse festival é tradicionalmente associado ao Curragh, no condado de Kildare, ou às planícies do rio Barrow, indicando a permanência de sua ligação simbólica com a terra e o ciclo agrícola.


fontes:
  • MONAGHAN, P. Encyclopedia of goddesses and heroines. Novato, California: New World Library, 2014.
  • MONAGHAN, P. The encyclopedia of Celtic mythology and folklore. New York, N.Y.: Checkmark Books, 2008.
  • MACKILLOP, J. Dictionary of celtic mythology. [s.l.] Oxford University Press, 2004.
  • https://www.yourirish.com/folklore/carman-witch-warrior-from-athens.

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Postagem revisada e atualizada em 24/12/2025
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Ruby