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14 de setembro de 2020

Hathor

۞ ADM Sleipnir

Arte de Yin Yuming

Hathor (egípcio: ḥwt-ḥr, também Hator, Het Herué uma das deusas mais importantes e famosas do antigo Egito. Ela era conhecida como "A Grande de Muitos Nomes", e seus títulos e atributos são tão numerosos que ela era importante em todas as áreas da vida e da morte dos antigos egípcios. Acredita-se que sua adoração foi difundida mesmo no período pré-dinástico, porque ela aparece na Paleta de Narmer. No entanto, alguns estudiosos sugerem que a deusa com cabeça de vaca retratada na paleta é na verdade Bat (uma antiga deusa vaca que foi amplamente absorvida por Hathor) ou mesmo o próprio faraó Narmer. No entanto, ela foi certamente popular no Reino Antigo, pois aparece ao lado de Bastet no templo do vale de Khafre, em Gizé. Hathor representa o Alto Egito e Bastet representa o Baixo Egito.

Hathor era originalmente uma personificação da Via Láctea, a qual era considerada o leite que brotava das úberes de uma vaca celestial (associando-a  a Nut, Bat e Mehet-Weret). Com o passar do tempo, ela absorveu os atributos de muitas outras deusas, mas também se tornou mais intimamente associada a Ísis, que até certo ponto usurpou sua posição como a deusa mais popular e poderosa do Egito. No entanto, ela permaneceu popular ao longo da história egípcia. Mais festivais foram dedicados a ela e mais crianças receberam o nome dela do que qualquer outro deus ou deusa do Egito Antigo. Sua adoração não se limitou ao Egito e à Nubia, tendo sido adorada em toda a Ásia Ocidental Semítica, Etíope, Somália e Líbia, mas era particularmente venerada na cidade de Biblos.

Deusa do Céu

Ela era uma deusa do céu, conhecida como "Senhora das Estrelas" e "Soberana das Estrelas" e ligada à estrela Sirius (e, portanto, as deusas Sopdet e Ísis). Seu aniversário era celebrado no dia em que Sirius se levantou pela primeira vez no céu (anunciando a próxima inundação). No período ptolomaico, ela era conhecida como a deusa de Hethara, o terceiro mês do calendário egípcio. Como "a Senhora do Céu", ela foi associada com Nut, Mut e a rainha. Já como a" Enfermeira Celestial", ela amamentava o faraó sob a aparência de uma vaca ou como um figo de sicômoro (porque este exala uma substância leitosa branca). 


Deusa da Fertilidade

Como "a Mãe das Mães", ela era a deusa das mulheres, da fertilidade, das crianças e do parto. Ela tinha poder sobre qualquer coisa relacionada às mulheres, desde problemas de concepção ou parto, até saúde, beleza e assuntos do coração. No entanto, ela não era adorada exclusivamente por mulheres e, ao contrário dos outros deuses e deusas, possuía sacerdotes masculinos e femininos.

Deusa da Beleza

Hathor também era a deusa da beleza e patrona das artes cosméticas. Sua oferta votiva tradicional eram dois espelhos e ela era frequentemente retratada em espelhos e paletas cosméticas. No entanto, ela não era considerada vaidosa ou superficial, mas tinha certeza de sua própria beleza e bondade, e amava coisas boas e belas. Ela era conhecida como "a amante da vida" e era vista como a personificação da alegria, amor, romance, perfume, dança, música e álcool. 


Hathor era especialmente ligada à fragrância do incenso de mirra, que era considerado muito precioso e incorporava todas as qualidades mais refinadas do sexo feminino. Hathor foi associada a turquesa, malaquita, ouro e cobre. Como "Senhora da Turquesa" e "Senhora da Malaquita", era a padroeira dos mineiros e a deusa da península do Sinai (local das famosas minas egípcias de Serabit el-Khadim)Os egípcios usavam maquiagem para os olhos feita de malaquita moída, que tinha uma função protetora (no combate a infecções oculares) atribuída a Hathor.

Associação á música, dança e a sexualidade

Ela era a padroeira dos dançarinos e estava associada à música percussiva, particularmente ao sistro (que também era um fetiche de fertilidade). Ela também foi associada ao colar Menit (que também pode ter sido um instrumento de percussão) e era frequentemente conhecida como "A Grande Menit". Muitos de seus sacerdotes eram artesãos, músicos e dançarinos que aumentavam a qualidade de vida dos egípcios e a adoravam expressando sua natureza artística. 


Hathor era a encarnação da dança e da sexualidade, possuindo o epíteto de "Mão de Deus" (uma referencia ao ato da masturbação) e "Senhora da Vulva". Um mito diz que certa vez ficou tão desanimado que se recusava a falar com alguém. Hathor então dançou diante dele expondo suas partes íntimas, o que o fez rir alto e retomar o bom humor.

Seu papel como psicopompo

Como a "Senhora do Oeste" e a "Senhora do Sicômoro do Sul", Hathor protegia e auxiliava os mortos em sua jornada final. Árvores não eram comuns no Egito Antigo, e sua sombra era bem acolhida pelos vivos e também pelos mortos. Ela às vezes era retratada servindo água para o morto usando um sicômoro (um papel anteriormente associado com Amentet que foi muitas vezes descrito como a filha de Hathor) e, segundo o mito, ela (ou Ísis) usou o leite do sicômoro para restaurar a visão de Hórus, que havia sido cegado por Seth. Por causa de seu papel em ajudar os mortos, ela costuma aparecer em sarcófagos com Nut (a primeira no topo da tampa e a outra sob a tampa).


As Sete Hatores

Hathor ocasionalmente assumia uma forma sétupla conhecida como as Sete Hatores, que eram associadas com o destino e adivinhação. Pensava-se que as Sete Hatores conheciam a duração da vida de cada criança desde o dia em que nasciam e examinavam as almas dos mortos conforme elas viajavam para a terra dos mortos. Seus sacerdotes podiam ler a fortuna de uma criança recém-nascida, e agir como oráculos para explicar os sonhos das pessoas. Pessoas viajavam por milhas para suplicar a deusa por proteção, assistência e inspiração. As Sete Hatores eram adoradas em sete cidades: Waset (Tebas), Iunu (On, Heliópolis), Afrodópolis, Sinai, Momemphis, Herakleopolis, e Keset. Elas podem ter sido ligadas às constelações Plêiades

Olho de Rá

Contudo, Hathor também era uma deusa da destruição, quando em seu papel como o Olho de Rá - defensora do deus do sol. Segundo o texto funerário chamado Livro da Vaca Celestial, Rá enviou Hathor a fim de punir os humanos, que estavam criticando e tramando contra o seu governo. Hathor se transforma na deusa leoa Sekhmet e massacra os revoltosos, porém Rá impede que ela extermine toda a humanidade. Ele ordena que cerveja seja tingida de vermelho e derramada pela terra. Sekhmet bebe toda a cerveja achando que era sangue, e acaba entrando em um estado enebriado que lhe permite retornar para a forma de Hathor. 


Associações com outros deuses

Seu marido, Hórus, o Velho, era associado ao faraó, portanto Hathor era associada à rainha. O nome dela é traduzido como "A Casa de Hórus", que se refere tanto ao céu (onde Hórus vivia como um falcão) quanto à família real. Ela teve um filho chamado Ihy (que era um deus da música e da dança) com Hórus-Behdety e os três foram adorados na cidade de Dendera (Iunet). No entanto, seus relacionamentos familiares tornaram-se cada vez mais confusos com o passar do tempo. Ela foi provavelmente e primeiramente considerada a esposa de Hórus, o Velho, e a filha de Rá, mas quando Rá e Hórus foram unidos como a divindade composta Rá-Horakty, Hathor tornou-se esposa e filha de Rá.

Isso fortaleceu sua associação com Ísis, que era mãe de Hórus, a Criança, com Osíris. Em Hermópolis (Khmunu), Thoth era o principal deus, e Hathor era considerada sua esposa e a mãe de Rá-Horakhty (uma deidade composta que fundia com Hor-akhty). Thoth já tinha uma esposa, Seshat (a deusa da leitura, escrita, arquitetura e aritmética), então Hathor absorveu seu papel, inclusive atuando como testemunha no julgamento dos mortos. Seu papel em acolher os mortos lhe rendeu um novo marido - Nehebkau (o guardião da entrada do submundo). Então, quando Rá e Amon se fundiram, Hathor passou a ser vista como a esposa de Sobek, considerado um aspecto de Amon-Ra. No entanto, Sobek também era associado a Seth, o inimigo de Hórus.

Iconografia

Hathor assumia a forma de uma mulher, um ganso, um gato, um leão, uma malaquita, uma figueira, para citar apenas alguns. No entanto, a manifestação mais famosa de Hathor é como uma vaca e, mesmo quando ela aparece como mulher, ela tem as orelhas de uma vaca ou um par de chifres elegantes. Quando ela é retratada inteiramente como vaca, ela sempre tem belos olhos pintados. Ela era frequentemente retratada em vermelho (a cor da paixão), embora sua cor sagrada seja turquesa. Também é interessante notar que apenas ela e o deus anão Bes (que também possuía um papel no parto) foram retratados de frente (e não de perfil). 

Ísis emprestou muitas de suas funções e adaptou sua iconografia, na medida em que muitas vezes é difícil ter certeza de qual das duas deusas é retratada. No entanto, as duas divindades não eram as mesmas. Ísis era, sob muitos aspectos, uma divindade mais complexa que sofreu a morte de seu marido e teve que lutar para proteger seu filho recém-nascido, de modo que compreendeu as provações e tribulações do povo e pôde se relacionar com eles. Hathor, por outro lado, era a personificação do poder e do sucesso e não experimentava dúvidas. Enquanto Ísis era misericordiosa, Hathor era decidida a perseguir seus objetivos. Quando ela assumiu a forma de Sekhmet, não teve piedade das pessoas e até se recusou a parar de matar quando recebeu ordens.


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4 comentários:

  1. Olá adoro este blog.Eu queria saber se realmente existe na cultura japonesa a historia da "mulher nada" citada no episódio 6 de inuyasha,to muito curioso e não consegui encontrar nada:( Se tiver como me ajudar ficaria muito agradecido.

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    1. Olá! A Mulher Nada (Mu-onna) é original de Inuyasha mesmo. Dentre as obras sobre yokais feitas por Toriyama Sekien e outros autores, podemos encontrar o Noppera-bō ("fantasma sem rosto") que parece ser a inspiração para ela.

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