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fontes:
- http://biacarunchio.blogspot.com.br/
- http://mitologiagrega14.blogspot.com.br/
- https://en.wikipedia.org/wiki/Macaria
Macária
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Erlik
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Erlik (em turco antigo: 𐰀𐰼𐰠𐰃𐰚; turco moderno: Erlik Han; mongol: Erleg ou Yerleg; húngaro: Ördög, também Erlig ou Erlik Khan) é o deus da morte, das trevas e o soberano do submundo (Tamag, o inferno ou “terra profunda”) na mitologia turca e mongol. Mencionado em fontes como as lendas altaicas e khakas, Erlik julga as almas dos mortos, envia pragas e espíritos malignos (kara körmös) e pode escravizar almas se não receber sacrifícios.
Mitologia
Filho de Kayra Han (Tengri Kayra Khan), a divindade suprema do céu na cosmologia tengrista, e irmão de Ülgen, o deus associado à criação, à luz e ao mundo superior, Erlik foi banido para a nona camada inferior da terra após reivindicar um poder divino igual ao de seu pai e tentar criar um mundo próprio. Na tradição de diversos povos da Sibéria e da Ásia Central, o universo é dividido em múltiplos níveis celestes e subterrâneos; Erlik passou a governar o mais profundo deles, conhecido como Tamag, o submundo. Em uma variante altaica do mito, ele não caiu sozinho: foi lançado do céu juntamente com seus espíritos İye, entidades espirituais ou forças tutelares que podem atuar como auxiliares ou servos sobrenaturais.
Outras tradições apresentam explicações diferentes para sua queda. Em uma delas, Erlik mata Maidere (ou Maydere), um mensageiro divino enviado pelo mundo superior — frequentemente identificado com uma figura celestial ou salvadora associada às tradições turco-mongóis e, em alguns casos, relacionado a influências budistas. Em outra versão, Ülgen, seu irmão e rival, concede a Erlik ferramentas sagradas — um martelo e uma bigorna — para que ele participasse da ordem da criação. Contudo, ao perceber que Erlik as utilizava para produzir forças maléficas e espíritos destrutivos, Ülgen retira seus poderes e o expulsa para o submundo.
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Há ainda uma narrativa diferente, na qual Erlik não surge inicialmente como deus, mas como o primeiro ser humano criado. Durante a formação da Terra, ele teria escondido em sua boca parte do barro primordial usado na criação do mundo. Quando o barro começou a crescer e deformar a superfície da Terra, sua desobediência foi descoberta; como punição, ele foi transformado em Erlik e condenado a governar o reino subterrâneo.
Segundo algumas lendas, antes da interferência de Erlik os seres humanos eram imortais e não conheciam a morte. Essa condição teria mudado quando uma coruja, ave frequentemente associada ao presságio e ao mundo espiritual em tradições siberianas, invocou Erlik e o trouxe para o mundo dos homens. A partir desse momento, a morte passou a existir — embora o momento exato em que isso ocorreu teria sido ocultado por Tengri, o grande deus celeste e princípio supremo do céu na religião tengrista.
Aparência e Atributos
Erlik é descrito como um ser monstruoso com rosto e dentes de porco, corpo humano robusto de um ancião, olhos negros e longos bigodes e sobrancelhas. Em algumas tradições, ele é representado por meio de máscaras ou totens de urso.

Entre os dolganos, acredita-se que Erlik levou mamutes para o submundo, e sempre que tentam voltar à superfície, congelam até à morte como castigo. Já entre os khakas, Erlik reside em um palácio de cobre adornado com ouro. Ele é considerado responsável pela propagação de doenças e calamidades; caso não receba sacrifícios ( geralmente animais) pode escravizar as almas dos mortos.
Descendência
Erlik possui nove filhos, conhecidos como Karaoğlanlar (“meninos negros”):
Ele também possui nove filhas chamadas Karakızlar (“meninas negras”), cujos nomes não são conhecidos. Diz-se que elas seduzem xamãs para impedir que estes entrem em contato com Ülgen.

Culto e Práticas
Os xamãs conhecidos como kara kam (“xamãs negros”) negociam com Erlik para obter curas ou status no submundo. Sacrifícios são oferecidos para evitar a ação dos körmös (fantasmas ou espíritos malignos), que disputam as almas dos mortos com os emissários celestiais.
Segundo a tradição, apenas as almas más pertencem a Erlik. Tengri teria advertido: os pecadores seriam entregues a ele, enquanto os justos permaneceriam sob proteção divina. Assim, o sistema religioso tengrista não apresenta um dualismo absoluto, mas sim um equilíbrio entre forças opostas. O culto a Erlik foi registrado entre povos como os altaicos e buryats.
Curiosidades
O dinossauro Erlikosaurus andrewsi, descoberto na Mongólia e datado do período Cretáceo, foi nomeado em homenagem a Erlik. A figura da divindade também influenciou mitos regionais, como o demônio Ördög no folclore húngaro.
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