7 de outubro de 2016

Íblis

۞ ADM Sleipnir



Íblis (árabe: إبليس, também conhecido como Shaitan, Al-Shaitaan, Ash-Shatan) é o principal demônio do islamismo, uma contraparte do Satanás judaico-cristão. Segundo o Alcorão, Iblis era um ser celestial, criado a partir do Fogo pelo próprio Alá. Ele é retratado como um ser rebelde, que durante a criação do mundo, recusou-se a se curvar diante do homem de barro, recém criado – em sua mente, o fogo do qual ele é constituído é superior ao barro por poder destruí-lo. Pela sua prepotência e desobediência, foi expulso do Éden.
“Criamo-vos e vos demos configuração, então dissemos aos anjos: Prostrais-vos ante Adão! E todos se prostraram, menos Iblis, que se recusou a ser dos prostrados. 12. Perguntou-lhe (Deus): Que foi que te impediu de prostrar-te, embora to tivéssemos ordenado? Respondeu: Sou superior a ele; a mim criaste do fogo, e a ele do barro. 13. Disse-lhe: Desce daqui (do Paraíso), porque aqui não é permitido te ensoberbeceres. Vai-te daqui, porque és um dos abjetos!”

Após sua expulsão, Íblis roga a Alá que lhe conceda imortalidade até o dia do Juízo final, tornando-se “Ash-Shatan” (Inimigo da humanidade), prometendo tentá-la até o dia final. Os diálogos entre Alá e Iblis no Alcorão demonstram que ele passa da classe celestial a classe de “Djinn”, um espírito de fogo que, embora não exerça poder sobre a humanidade, exerce influência sobre a mesma. Tal influência limita-se aos homens que se desviam das leis de Alá, os fiéis de coração sendo incorruptíveis.

Iblis é retratado o tempo todo como um ser arrogante, que decaiu através de seu orgulho. Entretanto, alguns filósofos considerados hereges o consideram como o único e verdadeiro monoteísta, já que recusou-se a curvar diante de qualquer um que não fosse o próprio Alá. Mas dentro da tradição islâmica (hadith) essa recusa não foi um ato de amor, mas de pura soberba. Iblis provoca a queda do homem, que é expulso do Éden.

Possuindo livre arbítrio, o homem é avisado para não misturar-se com Ash-Shatan através de seus atos, como heresias, idolatria, quebra das leis humanas e divinas (Haraam – ‘Pecados’) e a feitiçaria. O Alcorão deixa claro que o objetivo de Íblis é desviar o homem do caminho de Alá, do ‘Caminho Direito’; pervertendo-os a seus próprios caminhos. Possuindo o homem livre arbítrio a única escolha nessa dualidade é dele mesmo, escolher Alá ou Íblis como seu protetor. 
“Deus amaldiçoou. Ele (Ash-Shatan) disse: Juro que me apoderarei de uma parte determinada dos Teus servos, 119. A qual desviarei, fazendo-lhes falsas promessas. Ordenar-lhes-ei cercear as orelhas do gado e os incitarei a desfigurar a criação de Deus! Porém, quem tomar Satanás por protetor, em vez de Deus, Ter-se-á perdido manifestamente! “ -Al-Quran, Sura 4

Dentro dessa luta de influências, embora tido nas escrituras sagradas como ‘perdedor nato’, Íblis conseguiu algum prestígio sobre a Terra. Existiram e ainda existem tribos de nômades e civilizações isoladas espalhadas pelo oriente médio que cultuam a Ash-Shatan ao invés de Alá.
“Porém, Iblis sussurrou-lhe, dizendo: Ó Adão, queres que te indique a árvore da prosperidade e do reino eterno? 156 121. E ambos comeram (os frutos) da árvore, e suas vergonhas foram-lhes manifestadas, e puseram-se a cobrir os seus corpos com folhas de plantas do Paraíso. Adão desobedeceu ao seu Senhor e foi seduzido. 122. Mas logo o seu Senhor o elegeu, absolvendo-o e encaminhando-o. 123. Disse: Descei ambos do Paraíso! Sereis inimigos uns dos outros. Porém, logo vos chegará a Minha orientação e quem seguir a Minha orientação, jamais se desviará, nem será desventurado.” -Al-Quran, Sura 20
Assim como nos outros mitos, Íblis também concede o conhecimento ao homem, associando-se desta forma com o mito prometeico. Da mesma forma que outras escrituras sagradas, o Islã também possui uma manifestação do Caos, exilada pela “mão direita”, pelos seguidores de Deus (Alá) e uma ‘mão esquerda’, fora das leis humanas e divinas. Entretanto, o radicalismo islâmico fez com que tais grupos de adoradores se isolassem, vivendo nas sombras e nas margens da sociedade, se tornando ainda mais envoltos em mistérios, a mesmo molde dos Yézidis vítimas de violências por “idolatrarem satã”.




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