Nantosuelta (ou Nantsovelta, Nataseuelta) é a deusa celta/gaulesa da água e da fertilidade, adorada em antigas áreas de Gália e britônicas. Seu nome significa "rio sinuoso " ou, alternativamente, " vale aquecido pelo sol ". Nantosuelta é a consorte de Sucellus, o deus das florestas, agricultura e bebidas alcoólicas. É possível que ele também fosse considerado um deus criador, mas isso não é confirmado. Sucellus e Nantosuelta não possuem filhos nem outras conexões familiares na mitologia gaulesa. Atributos
Um dos antigos povos gauleses, os Mediomatrici, retrataram Nantosuelta segurando um cajado com uma pequena casa ou pombal na ponta. Em uma figura de baixo-relevo, Nantosuelta segura uma pátera, ou um amplo prato ritual que era usado para beber durante um ritual, e despejando o conteúdo da pátera sobre um altar. Em um baixo-relevo inglês, Nantosuelta é mostrada segurando maçãs, em vez de uma pátera. Outros atributos incluem um pote ou uma colméia.
Na iconografia, ela é associada aos corvos, o que sugere uma ligação com os mortos ou o submundo. Baseando-se nessas associações, existe uma teoria de que sua função na cosmologia gaulesa era a de um psicopompo - um guia das almas para o submundo, semelhante aos gregos Hermes e Caronte. Uma interpretação alternativa de seu nome também apoia essa teoria, uma vez que o submundo era considerado um reino ensolarado.
Sua outra função provavelmente era a de uma deusa do lar e da lareira, da fertilidade e/ou da natureza. A casa/pombal que ela carrega indica seu status como uma deusa da lareira, e as maçãs indicam uma ligação com a fertilidade (maçãs são consideradas o fruto da vida). A conexão com as abelhas e colmeias também poderia ser uma conexão com a fertilidade, mas, certamente, uma conexão com a natureza. Primeiramente ela é considerada uma deusa do lar e da lareira, com as funções secundárias de deusa da natureza, fertilidade e de psicopompo.
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Vapula (também conhecido como Naphula ou Nephula) é, de acordo com a demonologia, um Grão-Duque do Inferno, responsável por trinta e seis legiões de demônios, e de acordo com a Goetia, o 60º espírito dentre os 72 espíritos de Salomão. Ele é geralmente retratado com a aparência de um leão com asas de águia.
Sua especialidade é tornar os homens exímios em quaisquer ofícios manuais. Ele pode ajudar em estudos, testes e exames. Pode também ajudar a pessoa a conversar de forma inteligente sobre praticamente qualquer assunto, e confere habilidades em todas as profissões manuais.
Selo de Vapula
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Yaguarogui (Yahuaróhui)é um mítico e gigantesco tigre esmeralda, presente nos mitos do povo Chiriguano, na Bolívia. De acordo com o mito, Yaguarogui passa seus dias perseguindo o sol na tentativa de devorá-lo. No entanto, sempre que ele consegue engolir o sol, ele acaba tendo que cuspi-lo, pois não pode suportar sua enorme temperatura. Esse mito é a explicação dos Chiriguani para os eclipses solares.
fonte:
Livro Indians of the Andes: Aymaras and Quechuas, de Harold Osborne
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O Simpira é um ser mitológico oriundo do folclore peruano, e tido como o senhor de Panshin nete, o "Mundo Amarelo", o lugar onde os maus espíritos vivem. Ele é geralmente retratado como um jaguar gigantesco, com um par de chifres de veado na cabeça e uma das patas dianteiras em formato de mola/espiral, que, funcionando como uma espécie de tentáculo, é utilizada para capturar os condenados e os pecadores. Aqueles capturados pelo Simpira são transformados em animais, e tornam-se parte de seu selvagem séquito infernal.
Nyame (ou Onyame, "O Iluminado") é o deus supremo e criador do universo, adorado pelas tribosAshantieAkanem Gana, no Oeste Africano.Ele é também o chefe do panteão de deuses e deusas Ashanti (conhecidos como os abosom). Tal como acontece com muitos deuses africanos, Nyame era um ser distante dos seres humanos e não se preocupava com suas atividades diárias. Em algumas tradições, Nyame foi considerado um ser do sexo masculino, em outros feminino, e em outros ainda um ser andrógino, com ambos os sexos masculino e feminino.
Nyame era parte de uma tríade, juntamente com os deuses Nyankopon e Odomankoma. Nyame representa o universo natural; Nyankopon representada seu kra, ou "poder que dá a vida"; e Odomankoma representa a força criativa que tornou o mundo visível. Nem todas as pessoas de língua Akan fazem essas distinções entre os três nomes da divindade. Aqueles que fazem distinção entre Nyame e Nyankopon identificam Nyame como o elemento do sexo feminino, simbolizado pela Lua, e Nyankopon como o elemento masculino, simbolizado pelo Sol.
Nyame possui uma consorte chamada Asase Ya, deusa da terra e do destino e eles tiveram dois filhos: Tano, deus dos rios e da guerra e Bia, deus dos animais selvagens. Em alguns mitos, Nyame aparece como o pai do malandro-herói Anansi.
Em algumas tradições, após Nyame ter criado a Terra e povoá-la com seres humanos, ele passou a viver entre eles. Em um conto, esta situação acabou quando uma mulher acertou Nyame com seu pilão enquanto ela batia grãos em uma tigela de barro. Irritado, o deus voltou para o céu. Em uma versão diferente do mito, Nyame observava um grupo de mulheres batendo grãos. Incomodadas, elas pediram para ele ir embora, mas ele permaneceu onde estava e continuou a observá-las. As mulheres então correram em sua direção e o golpearam com os seus pilões até que ele deixou a Terra e retornou ao céu.
Ensinando a humanidade a se reproduzir
De acordo com um mito, no início, as pessoas não podiam se reproduzir. Nyame enviou uma píton à Terra para ensinar as pessoas a acasalarem. Depois disso, as crianças começaram a nascer.
A origem da morte
Em um conto sobre a origem da morte, Nyame mandou um de seus servos - uma cabra - para entregar aos humanos uma mensagem. Nyame queria dizer-lhes que, embora a morte viesse para todos eles, eles não permaneceriam mortos. Eles iriam viver com Nyame nos céus. No caminho, a cabra parou para comer um pouco de grama. Irritado por este atraso, Nyame enviou uma ovelha com a mesma mensagem. Infelizmente, a ovelha transmitiu a mensagem de forma errada: ela disse às pessoas que a morte seria o fim. Quando o bode finalmente chegou, as pessoas disseram-lhe que eles haviam recebido a mensagem da ovelha. Desta forma, a morte veio a eles de forma definitiva.
Em um mito diferente, as pessoas tinham se cansado de morrer, de modo que enviaram uma ovelha para levar uma mensagem até Nyame pedindo-lhe para deixá-los continuarem a viver. Para ter certeza que a mensagem chegaria até Nyame, eles também enviaram um cão levando a mesma mensagem.
Sendo mais rápido que a ovelha - que tinha parado para comer algumas ervas - o cão chegou até Nyame primeiro. No entanto, ele entregou a mensagem errada. Ele disse a Nyame que as pessoas desejavam permanecer mortas em vez de se juntarem a Nyame nos céus. Nyame concordou com isso, e quando a ovelha chegou com a mensagem correta, Nyame não pode reverter sua decisão.
Enganado pelo próprio servo
A cabra serva de Nyame também foi responsável por frustrar os planos de Nyame com relação a seus filhos, Bia e Tano. Nyame planejava dar a Bia, seu filho favorito, as partes mais férteis e belas do país de Ashanti (hoje Gana). Tano receberia as terras costeiras áridas (hoje, a Costa do Marfim). Nyame enviou a cabra para dizer aos seus filhos para virem até ele para receber sua herança no dia seguinte. A cabra, que preferia Tano à Bia, instruiu Tano a se disfarçar como Bia e ir até Nyame de manhã bem cedo, antes de seu irmão chegar. Enganado, Nyame acabou dando a Tano os terrenos destinados a Bia. Quando Bia chegou, Nyame percebeu o que tinha acontecido, mas já era tarde demais para corrigir o erro.
Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)
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Na mitologia judaico-cristã, Abaddon (Abadon, Abbadon; grego: Apollion, Apollyon, Appolyon, hebraico: Sheol, She'ol, literalmente "lugar de destruição") é um anjo associado à a destruição e ao submundo. Em alguns livros apócrifos, é considerado uma entidade demoníaca. Abaddon também foi identificado com o anjo obscuro da morte, com um demônio do abismo e com um dos demônios da hierarquia infernal, em muitos casos designado como o próprio Satanás.
Originalmente, Abaddon era descrito como sendo um lugar e não um anjo ou demônio. Em escritos rabínicos e no Antigo Testamento, Abaddon é principalmente um lugar de destruição e um nome para uma das regiões do inferno. O termo ocorre seis vezes no Velho Testamento.Em Provérbios 15:11 e 27:20, ele é nomeado Sheol, como uma região do submundo. No Salmo 88:11, Abaddon é associado com a sepultura e o submundo. Em Jó 26: 6, Abaddon também é associado ao Sheol. Mais tarde, Jó 28:22 nomeia Abaddon e Morte juntos, o que implica em seres personificados.
No livro do Apocalipse, Abaddon é personificado como como sendo o rei das criaturas que emergem do abismo evocando o caos e destruição, da mesma forma julga-se que será uma ferramenta de Deus e não um ser maléfico (tanto que pelo caminho atira o diabo para o abismo).
"E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abaddon, e em grego Apollyon".
Devana (Dziewanna) é uma antiga deusa russo/eslava da caça e da natureza, filha dos deuses Perun e Dodola. Ela é conhecida na Polônia como Dziewona, na Sérvia como Dilwica e na Eslovênia como Debena. Ela foi mencionada pelo historiador polonês do século XV Jan Długosz em sua obra Annales Seu cronici incliti regni Poloniae ("História da Polônia").
Devana foi descrita como uma deusa virgem, eternamente bela, radiante, e totalmente inacessível aos homens. De acordo com as lendas, ela cavalga através das florestas acompanhada de seus seguidores e seus cães de caça. Cruzar o caminho da deusa e de seus seguidores significava morte quase certa, pois aqueles que o fizessem possivelmente seriam rasgados e devorados pelos seus cães de caça.
Alguns estudiosos sugeriram que Devana é uma versão da deusa romana Diana, a quem certamente ela se assemelha. Outros, que ela era originalmente um aspecto da Grande Deusa, comum a muitas culturas, e que o nome Devana foi-lhe dado apenas para proteger seu verdadeiro nome, secreto. A maioria dos estudiosos contemporâneos, no entanto, não consideram o Annales Seu cronici incliti regni Poloniae como uma fonte confiável de mitologia eslava, e têm dúvidas sobre a existência de tal divindade no panteão eslavo.
Arte de Igor Ozhiganov
fontes:
Encyclopedia of Russian and Slavic myth and legend, de Mike Dixon-Kennedy;
Wikipedia (em inglês).
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Hyrrokkin ("defumada pelo fogo") é uma gigante presente na mitologia nórdica. Ela figura em uma passagem do Gylfaginning, mais precisamente durante o funeral do deus Balder, que havia sido morto pelo irmão Hod graças a trama do astuto deus Loki. Balder e sua esposa Nanna, que havia morrido de tristeza pela morte do marido, foram colocados no barco de Balder, chamado Hringhorni, para serem cremados. Hringhorni era descrito como "o maior dos barcos", sendo tão grande e pesado que ninguém parecia capaz de lançá-lo ao mar. Os deuses então recorreram à ajuda de Hyrrokkin, que veio de Jötunheimr montada em um lobo gigante e usando serpentes como rédeas.
Após ela descer do seu lobo, Odin convocou quatro guerreiros para cuidarem do animal, porém eles não foram capazes de controlá-lo sem antes deixá-lo inconsciente. Hyrrokkin caminhou até o barco, e somente com a força de seus braços, empurrou sozinha o barco em direção a água, fazendo toda a terra tremer no processo.
Thor, o deus do trovão, ficou profundamente irritado com o fato de Hyrrokkin ter triunfado onde ele não foi capaz, e esteve a ponto de atirar seu martelo Mjöllnir para dar um fim em Hyrrokkin, mas graças a intervenção dos demais deuses, isso não ocorreu (pelo menos não naquele momento, pois seu nome aparece em uma lista dos gigantes mortos por Thor na segunda parte da Edda em prosa, Skáldskaparmál).
Hyrrokkin aparece representada na pedra "DR 284", uma das pedras do Monumento Hunnestad (em sueco: Hunnestadsmonumentet), na Suécia. Um dos satélites naturais de Saturno foi batizado com o seu nome.
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