23 de janeiro de 2013

Yara-Ma-Yha-Who

۞ ADM Dama Gótica

Arte de Jayconian

O Yara-Ma-Yha-Who é uma criatura do folclore aborígene australiano. Ela se assemelha a um vampiro, sendo descrita como um homem pequeno e de coloração vermelha, como mais ou menos um metro de altura, possuindo uma cabeça e uma boca muito grandes, além de não possuir dentes. Suas características mais distintivas são suas mãos e pés, cujas pontas possuem ventosas iguais as de um polvo. 

Um Yara-Ma-Yha-Who habita árvores de figo, embora algumas fontes afirmem que a criatura vive em cavernas perto de uma fonte de água. E diferente de outros monstros, ele não caça sua presa para se alimentar. Em vez disso, ele espera o alimento vir ate ele.

Arte de Holly Andreu

Quando um viajante desprevenido descansa sob a sua árvore, o Yara-Ma-Yha-Who faz o seu movimento. A criatura possui uma força sobrenatural que o permite facilmente combater facilmente homens adultos. Ele cai sobre sua vítima e drena seu sangue usando as ventosas em suas mãos e pés, deixando-os fracos, raramente causando sua morte. Em seguida, começa a engatinhar sobre a sua presa na forma de um lagarto e engole a pessoa. A criatura então se levanta move e o corpo de sua vítima ainda viva para baixo em seu estômago, bebe um pouco de água, e então tira um cochilo. 

Quando o Yara-Ma-Yha-Who acorda, ele regurgita a vítima, deixando-a mais curta do que antes. A pele da vítima também ganha um tom avermelhado que não tinha antes. A criatura então procura um arbusto para dormir durante a noite. Assim vítima tem uma chance de tentar escapar. Mesmo se a criatura acordar e for atrás da presa, esta ainda terá uma boa chance de fugir, pois o Yara-Ma-Yha-Who tem uma marcha lenta. 

Mas se a presa por azar não conseguir escapar, ela será engolida inteira uma segunda vez. Ele repete este processo varias vezes. Por fim, a vítima é transformada em um Yara-Ma-Yha-Who tambem. Em algumas variações da lenda, no corpo da vítima cresce uma quantidade excessiva de cabelo durante sua transformação.


Diz-se que se o Yara-Ma-Yha-Who não conseguir libertar sua presa, o espírito da figueira entrará em seu corpo pelo ouvido, e o espírito fará um som tão alto que o próprio espírito da criatura fugirá de seu corpo, que em seguida é transformado numa forma de árvore-fungo. Fora isso, não parece haver nenhuma maneira de matar o Yara-Ma-Yha-Who. 

Segundo a lenda, o Yara-ma-yha-Who só vai cair sobre uma pessoa viva, então você poderia sobreviver a um encontro com esse monstro “fingindo-se de morto” ate o entardecer, pois a só criatura caça durante o dia. 

Dentro das tribos aborígenes, são contadas as crianças por seus pais que caso eles sejam atacados pela criatura, não devem lutar ou oferecer qualquer resistência. Dessa forma, suas chances de sobreviver ao encontro dele são muito maiores. 

A história da Yara-Ma-Yha-Who é contada às crianças para que não tentem fugir da tribo, e para assustar crianças desobedientes, assim elas nunca saem da tribo.

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Miguel

۞ ADM Lenneth

Arte de Harshanand Singh

Miguel (em hebraico: מִיכָאֵל, Micha'el ou Mîkhā'ēl; em grego: Μιχαήλ, Mikhaḗl; em latim: Michael ou Míchaël; em árabe: ميخائيل, Mīkhā'īl) é um arcanjo nas doutrinas religiosas judaicas, cristãs e islâmicas. Os católicos, anglicanos e luteranos se referem a ele como São Miguel Arcanjo ou simplesmente como São Miguel. Os ortodoxos se referem a ele como Texiarca Arcanjo Miguel ou simplesmente como Arcanjo Miguel.

Em hebraico, Miguel significa "aquele que é similar a Deus" (mi-"quem", ke-"como", El-"deus"), o que é tradicionalmente interpretado como uma pergunta retórica: "Quem é como Deus?" (em latim: Quis ut Deus?), para a qual se espera uma resposta negativa, e que implica que "ninguém" é como Deus. Assim, Miguel é reinterpretado como um símbolo de humildade perante Deus.

Na Bíblia Hebraica, Miguel é mencionado, uma vez como um "grande príncipe que defende as crianças do seu povo". A ideia de Miguel como um advogado de defesa dos judeus se tornou tão prevalente que, a despeito da proibição rabínica contra se apelar aos anjos como intermediários entre Deus e seu povo, Miguel acabou tomando um lugar importante na liturgia judaica.

Miguel lidera os exércitos de Deus contra as forças de Satã no Apocalipse, onde, durante a guerra no céu, ele o derrota. Na Epístola de Judas, Miguel é citado especificamente como "arcanjo". Os santuários cristãos em honra a Miguel começaram a aparecer no século IV, quando ele era percebido como um anjo de cura, e, com o tempo, como protetor e líder do exército de Deus contra as forças do mal. Já no século VI, a devoção a São Miguel já havia se espalhado tanto no oriente quanto no ocidente. Com o passar dos anos, as doutrinas sobre ele começaram a se diferenciar.


Citações

Na Bíblia Hebraica e, portanto, no Antigo Testamento, o profeta Daniel teve uma visão após um jejum (em Daniel 10:13-21) Miguel é citado como o protetor de Israel. O profeta se refere a Miguel como "um dos primeiros príncipes".
“Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que se levanta a favor dos filhos do teu povo”
O Livro do Apocalipse (12:7-9) descreve uma guerra no céu na qual Miguel, sendo o mais forte, derrota Satã. Após o conflito, Satã foi atirado à terra juntamente com os anjos caídos de onde eles ainda tentam "desviar o caminho da humanidade”.

Arte de Sarah Weizhen Xu

Em outro trecho, na Epístola de Judas (Judas 1:9), Miguel é referido especificamente como sendo um "arcanjo" quando ele novamente confronta Satã:
"Mas quando Miguel, o arcanjo, discutindo com o Diabo, altercava sobre o corpo de Moisés, não ousou fulminar-lhe sentença de blasfemo, mas disse: O Senhor te repreenda."
Uma referência a um "arcanjo" também aparece em I Tessalonicenses (4:16):
"Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, com voz de arcanjo e com trombeta de Deus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro."
No livro apócrifo de Enoque, Miguel é designado como o príncipe de Israel. No livro dos Jubileus, ele é retratado como o anjo que instruiu Moisés na Torá. Nos Manuscritos do Mar Morto, ele é retratado lutando contra Belial.

Guerra no céu


"Houve no céu uma guerra, pelejando Miguel e seus anjos contra o dragão. O dragão e seus anjos pelejaram, e não prevaleceram; nem o seu lugar se achou mais no céu. Foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, aquele que engana todo o mundo; sim, foi precipitado na terra, e precipitados com ele os seus anjos."
Uma grande batalha foi travada no começo dos tempos entre os anjos bons, que apoiavam Deus, e os anjos rebeldes, que apoiavam a tentativa de Satã de tomar o lugar de Deus. Acredita-se que esta grande luta aconteceu no segundo dia da criação. Quando este grupo de anjos rebeldes pecou, foi deflagrada uma guerra, com o Arcanjo Miguel no comando dos bons anjos e Satã como líder das legiões das trevas.

Houve uma grande batalha no céu entre Satã e Miguel, o anjo guerreiro do céu. O belo querubim de luz assumiu a forma de um horroroso dragão e, junto com outros anjos rebeldes, batalhavam por um novo comando no céu.

Arte de Thanh Tran

Na batalha do céu, Satã e seus anjos lutaram intensamente, mas não prevaleceram contra a força guerreira de Miguel e do seu exército. Derrotado, o lugar de Satã não mais se achou no céu. Assim, o grande dragão e os anjos rebeldes foram derrubados do céu, precipitados na terra e condenados por Deus ao inferno.

Quando Satã deixou o céu, foi dito que levasse consigo um terço dos habitantes celestiais. Havia também alguns "anjos duvidosos" que não estavam certos da posição a tomar, se deviam ficar do lado de Deus ou de Satã.

Oração de São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demônio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

Arte de Isis Sangaré
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22 de janeiro de 2013

Rokurokubi

۞ ADM Sleipnir


Rokurokubi (ろくろ首, "Mulher de Pescoço Longo") é uma espécie de yokai encontrado no folclore japonês que costumava ser humano no passado mas foi amaldiçoado com uma fantasmagórica habilidade que permite que sua cabeça flutue longe de seu corpo, com seu pescoço esticando consideravelmente, chegando a atingir enormes alturas e distâncias. Geralmente são mulheres, mas podem ser homens também. 

Essa condição é provocada por uma maldição, devido ao karma ou a quebra de conceitos budistas, e às vezes acontece por uma  manifestação sobrenatural dos desejos da pessoa. O alongamento do pescoço quase sempre acontece à noite, muitas vezes, enquanto o Rokurokubi dorme, e a cabeça flutuante pode vagar pela casa e praticar travessuras como sugar a energia vital de pessoas e animais, e lamber o óleo das lâmpadas andon. Quando a Rokurokubi assume sua forma verdadeira, é geralmente para alcoólatras, bobos da corte, pessoas dormindo, ou então, cegos; apenas para pessoas que não poderão reconhecê-la mais tarde. Podem alterar seus rostos para a aparência de um Oni (um tipo de ogro japonês), com a qual assustam ainda mais os mortais. 


Nem todas elas estão preocupadas em manter sigilo sobre sua verdadeira natureza,e deste modo costumam atacar qualquer pessoa, não se importando se irão reconhecê-la ou não, e podem ser muito assustadoras (não apenas por causa da cara de Oni): elas podem beber o sangue humano e se alimentar de sua vítima após o seu ataque. 

Há quem diga ainda que uma pessoa pode ser um Rokurokubi sem nem mesmo saber. Estas pessoas acreditam que são humanas normais, mas durante a noite se transformam de maneira inconsciente, lembrando-se apenas em sonho que esteve em lugares diferentes em uma forma diferente. 

Geralmente os Rokurokubis são mulheres sem sorte no amor, assustando e afugentando seus maridos para bem longe quando eles descobrem suas assustadoras habilidades noturnas.


fonte:

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21 de janeiro de 2013

Alicanto

۞ ADM Sleipnir

O Alicanto (ou Allicanto), na mitologia chilena, é um pássaro lendário do deserto de Atacama, possuidor de grandes asas, bico metálico curvo e pernas longas, com enormes garras. Diz a lenda que as suas asas brilham com belas cores metálicas durante a noite, e possui olhos que emitem luzes estranhas. Dizem que os Alicantos vivem em cavernas pequenas, entre colinas que contêm minerais. Eles também se alimentam de ouro e prata, e devido a essa alimentação não podem voar.

Segundo as histórias, esse pássaro vive no norte do país e o sonho de muitos mineiros é encontrá-lo, na esperança de que um dia essa fantástica criatura vai mostrar-lhes o caminho para um veio de ouro ou prata.


Qualquer mineiro que vê este pássaro recebe boa sorte e se ele for capaz de segui-lo sem ser pego, o Alicanto irá levá-lo a uma mina repleta de ouro e prata. No entanto, se for pego pelo pássaro, ele vai enganar o mineiro guiando-o a morte na queda de um penhasco. Ou em outras histórias, o abandonará num lugar completamente isolado, sem água ou comida, e só uma oração à Virgem de Punta Negra pode lhe mostrar o caminho de volta. Ainda que haja a possibilidade do pássaro guiá-lo até o tesouro, deve-se considerar o fato de que o Alicanto é uma criatura ciumenta e talvez não deseja compartilhar seu alimento com ninguém, abrindo brecha para que o mineiro seja enganado por ele.

O Alicanto não deve ser confundido com o Alicante, uma cobra de ficção mexicana que bebe o leite da mãe e impregna as mulheres, ou usa o estômago humano como um lugar de vida.


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20 de janeiro de 2013

A Fonte da Juventude

۞ ADM Dama Gótica


A lenda sobre a Fonte da Juventude nasceu há séculos, por volta de 700 a.C. , provavelmente no norte da Índia, mais especificamente como um poço hindu da juventude. Por vezes, a lenda é confundida com o mito hebraico do rio da imortalidade.  Foi preservada em velhos escritos e alcançou a Europa por meio de viajantes e mercadores.

Alexandre, o Grande, teria procurado pela fonte da juventude - ou pelo rio da imortalidade - durante sua campanha na Índia. Ele não encontrou, pois pouco tempo depois morreu de febre, aos 33 anos. A lenda foi modificada, aparecendo em quadros (Lucas Cranach, o Moço, pintou a fonte da juventude como uma piscina cheia de banhistas) e sobrevive até hoje. 


Alguns historiadores acreditam e ostentam testemunhos de que ela se encontra no oceano Ártico,e que a água da fonte concedeu seus poderes às águas do oceano Ártico. Eles supõem que a pessoa que se banhar nua em noites de lua cheia nas águas mornas da parte do Ártico mais próximo ao Pólo Norte será abençoada com a imortalidade. 

Pausânias, geógrafo e historiador grego do 2º século d.C., misturando lenda e realidade, assinala uma fonte chamada Calatos, e afirma que ela se localiza próxima a Náuplia, no Peloponeso, e completa dizendo que Hera se banhava na fonte para parecer sempre jovem e bela a Zeus, seu marido. Dizem também que era o próprio Zeus que transformava ninfas em água, tornando a água meio que sagrada, rejuvenescendo quem nela se banhasse. 

Na Idade Média, muitos reis e rainhas patrocinavam viagens para a América, pois nessa época acreditavam que este era o local onde a fonte se encontrava. Alguns acreditam que a busca pela fonte da juventude foi uma das razões de Fernando e Isabel apoiarem financeiramente às viagens de Cristóvão Colombo. O jardim do Éden também se localizaria na América, textos medievais falavam que ao lado das Portas de Entrada do Paraíso estaria a fonte de Juventas (alusão à deusa romana da juventude) e que quem provasse dela por três vezes, em jejum, ficaria livre das doenças e viveria como um jovem. 

Por isso se acreditava que a fonte da juventude estava na América, porque inicialmente eles criam que o Paraíso estava na América, se Paraíso estava aqui, bem do lado eles encontrariam a fonte abençoada. 


Havia tradições indígenas que, ligavam-se à lenda européia da fonte da juventude, situando-a na ilha de Bimini. Ponce de Leon, explorador espanhol, à frente de dois navios equipados e tripulados, partiu do porto de San German, em Porto Rico. A expedição contava com o apoio do rei Fernando, que autorizava o explorador a governar Bimini, no entanto lhe garantia poder perpétuo sobre a ilha se a encontrasse. 

Dizem que Ponce de Leon realmente encontrou a fonte da juventude na Florida, EUA. O Estado da Flórida possui cerca de 320 fontes de água pura e rica em minerais. Dessa forma é quase impossível encontrar a fonte de Ponce de Leon. A fonte da juventude é descrita de várias formas: como uma nascente ou um pequeno lago, uma parte do oceano ou como uma piscina (Lucas Cranach a descreveu assim). 

Algumas versões contam que depois de ser descoberta pelos árabes, ela foi roubada pelos bárbaros, que, por sua vez, foram amaldiçoados pelo líder da aldeia e o barco onde eles partiram afundou, levando a fonte da juventude junto com ele. Desde então algumas pessoas acreditam que a fonte, por não ser natural e conter águas muito puras, não foi atingida pelo mar e flutua pelo oceano até que um dia vai bater em alguma margem. Outros dizem que a fonte da juventude esta em pleno Oceano, em uma ilha ainda não classificada e que se alguém chegue a bebê-la será transportado ao passado. Em alguns filmes como Piratas do Caribe no final se pode ver um mapa para a fonte da juventude (no 4º filme da franquia, ela é localizada).

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Qilin

۞ ADM Sleipnir


O Qilin (do chinês 麒麟; mandarim Chí-lin) é uma das mais importantes e extraordinárias bestas mitológicas chinesas. É uma criatura encontrada em vários contos por toda a China. Embora muito documentado e sendo uma criatura mítica evidente na China, a barreira da língua torna as pesquisas sobre ele uma tarefa difícil. Além da barreira da língua, a diferenciação de ortografia também é um problema. É conhecido no Japão como Kirin e na Coréia como Kylin.

Acredita-se que ele traz prosperidade, serenidade, e prole masculina. O Qilin ocasionalmente é descrito como o "unicórnio chinês", porque às vezes é representado com um único chifre. Diz-se que o Qilin aparecerá com um sábio ou imortal, e às vezes é a montagem de um imortal.


Aparência

Na história chinesa, cada dinastia possui uma visão diferente da criatura e a aparência do Qilin mudou com cada mudança de dinastia. Durante a dinastia Ming (1368-1644), sua imagem era representada por um dragão com os cascos de boi, e possuía uma cabeça coberta por um par de chifres e chamas como ornamento. Durante a dinastia Qing (1644-1912), o Qilin era um animal muito mais fantasioso, que tinha a cabeça de um dragão, com os chifres de um cervo, escamas de peixe, cascos de boi, e uma cauda de leão. 


Características

Apesar de parecer perverso, o Qilin é geralmente tranquilo e suave, a menos que confrontado por pessoas más, quando chamas irrompem de sua boca e tornam-o extremamente feroz, situação na qual certamente ele usará seus poderes mágicos para destruir os ímpios. O Qilin é vegetariano e tem uma natureza encantadora, generosa, muito calma e caridosa e possui acima de tudo, um grande respeito a vida. 

Ele tem uma enorme compaixão pelos jovens e puros de coração, não tolerando aqueles que abusem deles. Ele nunca irá tirar a vida de um inocente, e também os protegem de qualquer ameaça, tornando um protetor implacável, cuspindo fogo entre outras habilidades que são contadas de conto pra conto. Dizem que ele possui facilidade de aprendizado da linguagem humana e também a telepatia, a qual ele usa para verificar se um humano diz a verdade ou não.

Diz-se também que ele pode andar na grama, sem perturbar uma única folha. O Qilin, segundo a lenda, também tem a capacidade de andar sobre a água e só vai aparecer em áreas governadas por líderes sábios, benéficos e virtuosos. Ele também só aparece para aqueles que tem respeito a vida tanto quanto ele tem. 

É muito dificil a aparição de um Qilin, pois ele só aparece para aqueles que tem respeito à vida o mesmo tanto quanto eles têm. Se caso alguém for capaz de dominá-lo, ele se suicida, pois não aceita ser domado.

A Dança Qilin 

A maioria das pessoas conhece ou já ouviu falar das danças do Dragão chinês e do leão, que são executadas em festivais importantes, mas poucos conhecem a Dança Qilin. Na hierarquia de danças chinesas, o Qilin é a a segunda após a do dragão em termos de tradição. Caracteriza-se por movimentos que representam explosões de energia e força e acompanham o ritmo forte do prato e do gongo para espantar os maus espíritos.É praticada somente por experientes lutadores de Kung-fu.


Mais sobre o Qilin e a cultura chinesa

O Qilin tem uma forte conotação com a fertilidade, possuindo uma ligação direta com várias deusas da fertilidade da cultura chinesa. A presença do Qilin em templos em toda a Xiamen, na China, indica que as pessoas iriam olhar para representações do Qilin para terem filhos. Na China, porém, a fertilidade tem um significado diferente do que na cultura americana. Um desejo de fertilidade na China não é apenas para o nascimento de uma criança, mas para uma criança do sexo masculino, com a boa moral e a inteligência para trazer riqueza e sucesso para a família. Portanto, o Qilin inspira bons costumes e estudiosidade. Além disso, outro destaque do Qilin na cultura chinesa é o simbolismo militar. A dinastia Qing usou o Qilin como símbolo de primeiro grau oficiais militares da Corte Imperial.



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19 de janeiro de 2013

Silfos & Sílfides

۞ ADM Sleipnir

Arte de Benni A.

Os Silfos (ou Sílfides) são, de acordo com o médico/alquimista Paracelso, um dos quatro seres elementais, os que controlam os poderes do ar. São comumente associados à fadas ou até mesmo à anjos. Estes seres possuem uma alta e sensível capacidade intelectual, com a qual inspiram a imaginação dos homens. Embora a crença mais difundida seja a de que os silfos vivem entre as nuvens e nas correntes de ar, o seu verdadeiro lar é o topo das montanhas. 

Segundo os antigos, o trabalho dos silfos é modelar os cristais de gelo, formar os flocos de neve e reunir as nuvens. Nestas tarefas, são auxiliados pelas Ondinas (os elementais da água), que complementam os compostos. Os ventos são considerados pelos antigos como os próprios espíritos do ar em ação. Os silfos são os elementais mais elevados porque seu elemento nativo é o que possui a mais elevada freqüência de vibração. Vivem centenas de anos, até mil anos, e jamais desenvolvem sinais de velhice. 

Arte de Tamara Gerasun

Características

O temperamento dos silfos é alegre, volúvel e excêntrico. Eles possuem visão, audição, olfato e outros sentidos muito apurados. Apesar de serem seres sexuados, eles não são capazes de se reproduzir (apesar de haverem controvérsias quanto a essa afirmação), e seu ambiente é de grande perfeição; o ar é o elemento mais puro dentre os 4 elementais. Eventualmente, os silfos assumem forma humana, porém, por breves períodos de tempo. O tamanho varia mas, na maioria dos casos, os espíritos do ar não são maiores que um ser humano; freqüentemente, são menores. 

Acredita-se que tanto os silfos quanto as salamandras e as ninfas têm íntima relação com os antigos oráculos; que eram deles as vozes muitas vezes vindas do céu ou das profundezas da terra. Existem relatos de que os silfos já aceitaram seres humanos em suas comunidades, permitindo que vivessem ali por algum tempo; Paracelso escreve sobre um incidente como este em uma de suas obras.

Para alguns, as musas gregas poderiam ser sílfides, que se aproximam da mente durante o sono de poetas e artistas, inspirando-os com o seu profundo conhecimento das belezas e prodígios da Natureza. 

Em termos místicos, estes seres alados são tão rápidos quanto o pensamento e trazem mensagem dos deuses. Eles representam também a liberdade espiritual. De acordo com a alquimia, os silfos apresentam a mesma forma volátil do mercúrio, ou uma forma terrena de energia lunar: nem sólida, nem totalmente fluídica.

Arte de SweetySlime


Sílfides

Sílfide é o nome designado de modo genérico as fadas do ar. A existência dessas fadas data do princípio dos tempos. Na mitologia grega já as conhecia e temiam, e as consideravam Senhoras do Ar e dos Ventos. 

A palavra "sílfide", como conhecemos atualmente, vem do latim "sylfiorum", silfo, gênio, espírito elemental do ar, e por derivação de "silfo" se criou a forma "sílfide", ninfa do ar. Como todos os elementos da natureza, a relação entre seu estado de ânimo e como se manifestam é muito direta. Enquanto são uns seres doces e delicados, outros são irritados e  responsáveis pelos ventos fortes, vendavais e furacões. 

Elas são espíritos muito belos, de pele branca e muito fina; altas e esbeltas se deslocam rapidamente sobre o ar. Apresentam um cabelo longo e solto, de cor escura, que se movem conforme as ondas do vento. Vestem-se com uma gase azul ou branca, para confundir-se com o vento. 

São elas que controlam o vento e delas dependem muitos fenômenos naturais: como o deslocamento das nuvens que provocam as chuvas e as tormentas; intervêm no movimento das águas, em maremotos; na primavera são fundamentais para a polinização, transportando pelo ar o pólen das flores e ainda com todos os fenômenos relacionados com o ar como a brisa, ciclones, etc. 

As sílfides são responsáveis pela purificação do ar e por manterem a pressão atmosférica. Esse trabalho é percebido nas mudanças alquímicas do tempo e ciclos de fotossíntese e precipitação. Esses seres são mestres, que expandem e contraem seus corpos de ar de níveis microcósmicos à macrocósmicos. Eles nos ajudam a conservar e desenvolver corpo e mente e estimulam a inspiração e a criatividade. Trabalham ainda, para elevar nossos pensamentos e inteligência, equilibrando o uso conjunto das faculdades racionais e intuitivas. Elas proporcionam rapidez mental, agilidade de idéias e tornam possível a telepatia. 

As sílfides podem ser invocadas para que nos conceda um desejo relacionado com o vento ou com o pensamento, como para agilizar negócios que envolvam papéis e trazer uma pessoa que nos interesse.

Arte de BraveSirKevin


Nas culturas ao redor do mundo

Todas as tormentas e ventos estão associados aos seres do ar, desde a mais suave brisa, generalizada como um suspiro na Ilha de Man (Irlanda), até os grandes e destrutivos poderes das Monções Árabes, causadas pelo furioso Jinn. Em diferentes relatos folclóricos, desde os desertos árabes até a América do Norte e as Ilhas Britânicas, há referências que os tornados seriam produto de uma horda de espíritos feéricos enfurecidos. 

Na Lituânia, uma fada do ar chamada Vejopatis é a mestra criadora dos ventos gelados carregados de água e neve. Na Finlândia, o antigo deus Ukko é o responsável pelos fenômenos climáticos, comandando os ventos e a chuva, as nevoas, as tempestades, os raios e os relâmpagos, tudo com um só movimento de suas gélidas mãos. Aqui na América, os espíritos dos ventos e os pontos cardeais são invocados em inúmeras práticas xamânicas. Ga-Ho, um benevolente manipulador de ventos, propicia e tranqüiliza as correntes de ar para facilitar a vida dos homens das Montanhas. 

Na mitologia grega encontramos a harpia, como a primeiras criatura alada descrita como desapiedada, cruel e violenta. Seu aspecto é horrendo e raptava pessoas e as torturava à caminho do Tártaro. As vezes era representada sobre as tumbas, apoderando-se do espírito do morto. As harpias personificavam os ventos violentos e as tempestades capazes de arrastar os homens para as mansões subterrâneas. 

A Fylgiar é uma pequena fada do ar que acompanha alguns homens durante toda a sua vida. Estas fadas aéreas, só podem ser vistas pela pessoa a qual protegem. São pertencentes a ampla mitologia nórdica e ensinam o caminho de Valhalla, o Salão dos Mortos escolhidos, onde permanecem junto de seu protegido, até que esse se sinta confortável com sua nova condição. 

Tais fadas são oriundas da Islândia, uma ilha situada no atlântico norte, entre a Noruega e a Groelândia, onde segundo dizem, cada vez que uma criança islandesa nasce e escuta-se um grasnido, ela será especial e terá durante toda a sua vida a companhia de uma fada, uma presença conhecida pelo nome de Fylgiar.

Arte de Darvete

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18 de janeiro de 2013

Kitsune

۞ ADM Sleipnir


Kitsune (japonês: 狐ou きつね, "raposa") é um tipo de raposa mágica, mais uma criatura da classe obake/bakemono (espíritos animais que se transformam em humanos, como os Bakenekos e Tanukis). No Japão, sua imagem representa inteligência, sabedoria, mas muitas vezes são associadas a seres de maldição e as vezes também, sagrados. 

Kitsunes são descritas como seres inteligentes e possuidoras de habilidades mágicas que aumentam com a sua idade e sabedoria. A cada 100 anos, recebem uma  cauda, ​​tornando-se mais poderosas, e quando atingem nove caudas (Kyuubi no Kitsune), tornam-se semi-deuses, atingindo a onisciência e quase a onipotência. Uma de suas principais habilidades é a capacidade para assumir uma forma humana - normalmente aparecem na forma de uma mulher bonita, uma jovem ou uma velha. 


Enquanto alguns contos falam sobre elas empregarem essa habilidade para enganar os outros, outras histórias costumam retratá-las como guardiães fiéis, amigas, amantes e esposas. O folclore diz que elas têm medo de cães, fugindo toda vez que verem um. Outras habilidades creditadas a elas são: possessão, habilidade de cuspir fogo, aparecer em sonhos, criar ilusões e até mesmo dobrar o tempo e espaço ou enlouquecer uma pessoa.

As Kitsunes estão também associadas à Inari, deus do arroz, da agricultura e da fertilidade, e várias esculturas de raposas de bronze podem ser vistas em todo o seu santuário.

Uma das muitas esculturas de raposa no templo de Inari em Kyoto

Tipos e formas de Kitsune conhecidas
  • Bakemono-Kitsune: É uma Kitsune má e espectral (como um fantasma), muito parecido com Reiko, Kiko e Koryo; 
  • Genko: Kitsune preta, normalmente é visto como um bom presságio; 
  • Kiko: Espírito de uma Kitsune; 
  • Kitsune-Bi: Kitsunes com o poder de invocar chamas com a boca e com sua cauda; 
  • Koryo: Kitsune Amaldiçoada; 
  • Kuko: Kitsune do elemento ar. Kukos são Kitsunes muito más, consideradas do mesmo nível do Tengu (Goblin Japonês); 
  • Kyuubi no Kitsune: São as Kitsunes que alcançaram os 900 anos e tem 9 Caudas, elas ganham a habilidade de poder ver e ouvir tudo em qualquer lugar no mundo, também adquirem sabedoria infinita (onisciência);
  • Nogitsune: Kitsunes selvagens, normalmente é usada para diferenciar entre as Boas e Más Kitsunes. Assim eles usam o termo "Kitsune", para as boas Kitsunes, aquelas que seguem e são mensageiras do deus Inari e "Nogitsune" para todas aquelas que enganam as pessoas e não seguem Inari, e são consideradas más. As Nogitsunes não são realmente más, apenas gostam de enganar as pessoas; 
  • Reiko: Fantasma de uma Kitsune. Não é uma Kitsune má, mas definitivamente é perversa; 
  • Shakko: Kitsune vermelha, podem ser consideradas tanto como Boas ou Más (Igual as "Kitsunes") 
  • Shouzaa: Espírito Seiryu, supervisor das raposas; 
  • Tenko: Kitsune celestial, são aquelas que alcançaram os 1.000 anos de idade (normalmente nessa idade as Kitsunes já possuem 9 caudas e sua pelagem muda de cor para Prata ou Dourada), mas são consideradas tão más como a Tamamo-no-Mae ou benevolentes e sábias como as mensageiras do deus Inari; 
  • Yako/Yakan: Termo geral para a palavra "Raposa" (Igual a "Kitsune").

A Hoshi-no-tama


Pinturas de Kitsunes ou de suas vítimas possuídas, apresentam uma esfera branca conhecida como Hoshi-no-tama (Esfera estelar). As histórias mostram que estas esferas incandescentes, que aparecem junto com Kitsunes-Bi, são jóias ou pérolas mágicas. Enquanto não está na forma humana ou possuindo algum humano, a Kitsune mantém a esfera na sua boca ou a carrega em sua cauda. Jóias são uma representação comum do Deus Inari, e pinturas de Kitsunes sem elas são raras.

Acredita-se que quando a Kitsune muda de forma, é o Hoshi-no-tama que carrega parte da sua magia. Outra tradição é a que a jóia representa a alma da Kitsune; a Kitsune irá morrer se ficar por um longo período separada da jóia. Aquele que obtiver a esfera poderá pedir para a Kitsune o ajudar quando necessário em troca da jóia. Um exemplo, um conto do século XII descreve um homem usando a Hoshi-no-tama de uma Kitsune em troca de sua ajuda.

"Devolva minha esfera!" - exclamou a raposa. O homem a ignorou, ela retrucou com a fala mais triste: "Está bem, você está com minha esfera, mas você não sabe como usá-la. Não será nada agradável para você. Para mim é uma perda terrível. Estou te avisando, se você não me devolvê-la, serei seu inimigo para sempre. Mas se você devolvê-la para mim, irei te proteger quando você mais precisar[...]

Mais tarde a raposa salvou a vida do homem, guiando-o para que pudesse fugir de bandidos. 


Uma das lendas mais famosas envolvendo uma Kitsune é a da Tamamo-no-mae, que você pode ler clicando aqui

fontes: 

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