2 de junho de 2013

A Gigantomaquia

۞ ADM Sleipnir


Francisco Bayeu, O Olimpo: batalha com os gigantes, 1764, Madrid, Museo del Prado.

A Gigantomaquia foi a batalha entre os deuses olímpicos e os gigantes, que sucedeu a Titanomaquia. Essa batalha muitas vezes é confundida ou misturada com a Titanomaquia, mas trata-se de um conflito posterior. Logo após Zeus e os outros deuses derrotarem os Titãs, Gaia se angustiou devido ao destino dos seus filhos, que foram aprisionados no Tártaro e ela, em busca de vingança, trouxe os terríveis Gigantes,  que nasceram através do sangue de Urano que se derramou sobre a terra no momento que foi castrado por Cronos.

Seres poderosos

Os Gigantes eram seres imensos, prodigiosamente fortes, de espessa cabeleira e barba longa, o corpo horrendo, cujas pernas tinham a forma de serpente. Dotados de força descomunal e protegidos por muitos artifícios mágicos, os Gigantes eram praticamente invencíveis. Tão logo nasceram, começaram a jogar para o céu árvores inflamadas e rochedos imensos. O Destino determinou que eles só poderiam morrer quando fossem atacados simultaneamente por um deus e um mortal. Gaia, que também soube do oráculo, procurou por uma erva medicinal para proteger sua prole de ser destruída por um mortal, mas Zeus proibiu Eos, Selene, e Hélios de brilharem, e recolheu a erva.



Sabendo do ataque planejado pelos Gigantes, Zeus, Poseidon e Hades, os três irmãos olímpicos, prepararam as suas armas para a guerra. Zeus muniu-se da égide e do seu raio, Poseidon tomou o seu tridente e Hades o capacete que o tornava invisível. Reuniram os outros deuses sob o seu comando e, afim de preencher as condições exigidas pelo Destino, Zeus enviou Atena até Héracles (Hércules), o corajoso mortal para pedir seu auxilio nessa batalha. Em Flegra, na Macedónia, onde haviam nascido, os Gigantes ergueram as suas lanças e prepararam-se para o ataque, mostrando os seus imensos corpos protegidos por armaduras. Alcioneu e Porfirião seriam os responsáveis por comandar o ataque. Neste violento confronto ter-se-iam afundado ilhas, formado montanhas e vales. 


Ajudantes

A princípio lutavam somente Zeus e Palas Atena, armados com a égide, o raio e a lança. Já que os Gigantes só podiam ser mortos por um deus com o auxílio de um mortal, Héracles passou a tomar parte no combate. Apareceu também Dionísio, armado com um bastão e tochas, e auxiliado pelos Sátiros. Aos poucos o mito se enriqueceu e surgiram outros deuses que vieram em socorro de Zeus.Também é dito que durante a guerra, Triton tocou a sua trombeta de concha (que ele mesmo havia inventado) contra os gigantes, colocando-os em fuga. E os jumentos que Sileno e os sátiros cavalgavam enquanto eles vinham para ajudar Zeus na guerra ficaram tão aterrorizados que soltaram um zurro, como os gigantes nunca tinham ouvido falar, assustando-os. 

A Batalha


Poseidon contra Polibotes
Os mitógrafos destacam nessa luta treze Gigantes, embora seu número tenha sido muito maior. Alcioneu foi morto por Héracles, auxiliado por Atena, que aconselhou o herói arrastá-lo para longe de Palene, sua cidade natal, porque, cada vez que o Gigante caía recobrava as forças, por tocar a terra, de onde havia saído. Porfírio atacou a Héracles e Hera, mas Zeus inspirou-lhe um desejo ardente por esta e enquanto o monstro tentava arrancar-lhe as vestes, Zeus o fulminou com um raio e Héracles acabou com ele a flechadas. Efialtes foi morto por uma flecha de Apolo no olho esquerdo e por uma outra de Héracles no direito. Êurito foi eliminado por Dionísio, com um golpe de bastão; Hécate acabou com Clício a golpes de tocha; Mimas foi liquidado por Hefesto, com ferro em brasa. Encélado fugiu, mas Atena jogou em cima dele a ilha de Sicília; a mesma Atena escorchou a Palas e se serviu da pele do mesmo, como uma couraça, até o fim da luta. Polibotes foi perseguido por Poseidon através das ondas do mar até a ilha de Cós. O deus, enfurecido quebrou um pedaço da ilha de Nisiro e lançou-o sobre o Gigante, esmagando-o. Hermes usando o capacete de Hades, que o tornava invisível, matou Hipólito, enquanto Ártemis liquidava Grátion. As Moîras mataram Ágrio e Toas. Zeus, com seus raios, fulminou os restantes e Héracles acabou de liquidá-los a flechadas. 

Escultura de Encélado, no Palácio de Versailles - França

A Gigantomaquia perdurou por um longo período, mas graças a ajuda de Héracles e dos demais ajudantes, os deuses olímpicos venceram os Gigantes, e consolidaram o seu poder. A constelação de Altar (Ara) é um memorial da vitória dos deuses nesta guerra. Após a Gigantomaquia, Gaia ainda tentou uma última vez acabar com os Olímpicos, enviando seu filho com o Tártaro, Tifão. Essa história você pode ler aqui.










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7 comentários:

  1. Cara muito fera o blog! Parabéns!

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  2. E o restante(Epimeteu, Perses, Oceano e Hyperion) quem matou ¿??

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    1. Othávio, esses que você citou são todos Titãs. Eles não participaram desta batalha, e sim da Titanomaquia, com exceção de Oceano, que foi neutro.

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  3. Gaia libertou os Titãs? Não sabia

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    1. Libertar ela não libertou. Ela tentou usar os gigantes para derrotar os olimpianos e assim conseguir libertar os titãs, mas no fim eles foram derrotados.

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  4. Bem que você podia ter dito a qual deus cada gigante foi destinado, não? Eu preciso saber disso.

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    1. Nicolas, você realmente leu o texto? Acho que não, pois lá menciono os 13 principais gigantes do conflito e os deuses que enfrentaram. Não se sabe o número exato de gigantes e nem o nome de todos eles, mas os conhecidos estão aí.

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