22 de junho de 2026

Goin, Moin, Grabak, Grafvolludr, Ofnir e Svafnir

۞ ADM Sleipnir

Goin (nórdico antigo: Góinn), Moin (nórdico antigo: Móinn), Grabak (nórdico antigo:Grábakr), Grafvolludr (nórdico antigo: Grafvölluðr), Ofnir (nórdico antigo: Ófnir) e Svafnir (nórdico antigo: Sváfnir) são um grupo de serpentes/dragões mencionadas na tradição mitológica nórdica como habitantes das regiões inferiores da árvore cósmica Yggdrasil. Elas são citadas no poema Grímnismál, integrante da Edda Poética, onde aparecem associadas às raízes da árvore que sustenta os Nove Mundos. Apesar de sua presença nas fontes medievais, pouco se sabe sobre sua natureza ou papel individual, e a maior parte das informações disponíveis limita-se aos seus nomes.

Etimologia dos nomes

O significado exato de alguns desses nomes permanece incerto, mas os estudiosos propuseram diversas interpretações com base na etimologia do nórdico antigo. Goin pode significar "o terrestre" ou "aquele que vive no solo", enquanto Moin é frequentemente associado às ideias de "fadiga", "entorpecimento" ou "exaustão". Grabak significa literalmente "Costas Cinzentas" ou "Dorso Cinzento", provavelmente uma referência à aparência da criatura. O significado de Grafvolludr é obscuro, mas costuma ser interpretado como algo relacionado a "aquele que escava sob a planície" ou "escavador de campos". Ofnir pode ser traduzido como "o que se enrosca", "o que serpenteia" ou "o entrelaçado", um nome apropriado para uma serpente. Já Svafnir deriva de uma raiz associada ao sono, sendo geralmente interpretado como "o adormecido", "o sonolento" ou "aquele que faz adormecer". O poema também menciona Grafvitnir (nórdico antigo: Gráfvitnir), pai de Goin e Moin, cujo nome significa aproximadamente "lobo das covas" ou "lobo dos túmulos", combinando os elementos gráf ("cova", "sepultura") e vitnir ("lobo" ou uma criatura lupina sobrenatural).

Interpretações acadêmicas

A escassez de referências tornou difícil determinar se os nomes representam seres distintos ou diferentes denominações para uma mesma criatura. Alguns estudiosos sugerem que determinadas figuras da lista podem ter sido originalmente epítetos ou variantes de outras serpentes e dragões da tradição nórdica. Essa hipótese é reforçada pelo fato de que nomes como Ófnir e Sváfnir também aparecem em outras fontes associados a seres reptilianos ou dracônicos.

Papel na cosmologia nórdica

As interpretações modernas geralmente relacionam essas serpentes à degradação contínua de Yggdrasil. Na cosmologia nórdica, a árvore do mundo não é retratada como uma estrutura imutável, mas como um organismo vivo sujeito a processos permanentes de desgaste. Diversas criaturas habitam suas raízes, tronco e galhos, afetando sua integridade. Entre elas está Nidhogg, o dragão que rói uma das raízes da árvore, além de cervos que se alimentam de sua folhagem e outras criaturas que vivem em seu entorno.

Nesse contexto, as serpentes mencionadas no Grímnismál são geralmente interpretadas como representações das forças destrutivas que atuam sobre a ordem cósmica. Embora ocupem um papel secundário nas narrativas mitológicas, sua presença reforça um dos temas centrais da visão de mundo nórdica: a ideia de que todas as coisas, inclusive a própria estrutura do universo, estão sujeitas à deterioração e à destruição.

Nidhogg

fontes:

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Um comentário:

  1. Levando em consideração que jotuns podem ter formas de animais, como a própria Jörmungandr, me parece que seria bem possível que Nidhogg e esses outros dragões também fossem jotuns monstruosos, e até mesmo estivessem de alguma maneira relacionados a Jörmungandr ou Fenrir

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