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29 de abril de 2019

Áton

۞ ADM Sleipnir


Durante o reinado do faraó Amenhotep IV, Áton (o disco solar, também chamado de Aton ou Aten) foi estabelecido como o principal deus do antigo Egito, e a adoração de muitos dos deuses tradicionais foi abolida. Áton não era um novo deus, mas um aspecto obscuro de Ra, o deus sol adorado desde o Império Antigo.

Áton era o nome tradicional para o disco solar, e por isso o nome do deus é muitas vezes traduzido como "O Áton". Por exemplo, em textos dos sarcófagos do Médio Império a palavra Áton representa o disco solar, e nas Aventuras de Sinué (texto também do Reino Médio) Amenemés I é descrito subindo para o céu e unindo-se com Áton, seu criador. Durante o Império Novo, Áton foi considerado um aspecto da divindade composta Ra-Amon-Hórus. Ra representava o sol durante o dia, Amon representava o sol no submundo e Hórus representava o nascer do sol.


Amenhotep IV proclamou Áton como sendo a única divindade egípcia, levando a adoração do sol a um novo patamar. Ele também mudou seu nome para Aquenáton ("agradável Aton"), para mostrar a sua estreita relação com esta divindade. Por causa das qualidades naturalistas de algumas das obras de arte da época, alguns sugeriram que sua religião era baseada na observação científica de que a energia do sol é a fonte de toda a vida.

Em seus estágios iniciais, o Atenismo é melhor descrito como uma religião henoteísta (uma religião dedicada a um deus único, embora aceitando a existência de outros deuses), mas desenvolveu-se em um sistema proto-monoteísta. A extensão total das suas reformas religiosas não foram aparentes até ao nono ano do seu reinado. 

Além de proclamar Áton como o único deus, Aquenáton proibiu o uso de ídolos com a exceção do disco solar raiado. Ele também deixou claro que a imagem de Áton apenas representava o deus, mas que o deus transcendia a criação, e por isso não poderia ser plenamente compreendido ou representado. Este aspecto de sua fé tem uma semelhança notável com a religião cristã.

Uma série de hinos dedicados a Áton foram compostos durante o reinado de Aquenáton, alguns aparentemente pelo próprio faraó. Eles descreviam as maravilhas da natureza e saudavam o sol como senhor absoluto e universal de todas as coisas.

Arte de SouthSideChris
Em particular, o Grande Hino a Áton (gravado no túmulo de Ai, vizir de Aquenáton que se tornou faraó após Tutancâmon) tornou-se famoso, como muitos comentaristas argumentam que ecoa de perto o Salmo 104, que descreve as maravilhas da natureza e atribui poder final à Javé, o deus hebreu. Há de fato uma certa semelhança no tipo de linguagem e no conteúdo, mas aqueles que argumentam que os dois textos são os mesmos talvez exagerem um pouco.

Áton era adorado em locais expostos à luz do sol, ao invés de em templos escuros, como os velhos deuses eram. No entanto, longe de ser aberto ao povo, somente Aquenáton e sua família podiam se conectar com o deus. No Grande Hino a Áton, Aquenáton afirma: "não há ninguém que te conheça salvo teu filho Aquenáton". Talvez não surpreendentemente, escavações na cidade de Akhenaten (hoje Armarna) indicaram que as pessoas comuns não aceitaram a nova religião, mas continuaram a adorar os velhos deuses no privado.


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