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21 de maio de 2021

Poraquê

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jim Beckman1205

O Poraquê (cujo nome vem da língua tupi e significa "o que faz dormir" ou "que entorpece") é um peixe muito conhecido nos rios da bacia amazônica, devido as descargas elétricas que ele é capaz de liberar ao se sentir ameaçado. Segundo uma lenda do Amapá, originalmente Poraquê foi um valente guerreiro indígena, pertencente a uma tribo que vivia às margens do rio Amazonas. Conta-se que ele era um exímio caçador, e que durante as festividades de sua tribo, era quem sempre trazia a maior caça. Poraquê também ele era muito forte, destacando-se dos demais membros da aldeia.

Porém ser o melhor de sua tribo não era o bastante para Poraquê. Ele não estava satisfeito em ser o mais forte de sua tribo nem em ser o melhor caçador ou ter as melhores habilidades. Sua ambição o fazia querer ser o maior guerreiro de toda a terra, e para provar isso, Poraquê tentou dominar as forças  da natureza. Primeiro, tentou  dominar o fogo com as próprias mãos, mas sua força de nada adiantou contra ele. Em seguida, Poraquê tentou dominar os rios, porém Iara mandou contra ele a pororoca, levando-o a derrota. 

Não satisfeito por ter sido derrotado duas vezes seguida, Poraquê decidiu montar em um tufão, e em seguida, pediu ao deus trovão um de seus relâmpagos emprestado. Seu pedido foi atendido, e com o relâmpago, Poraquê fez para si uma borduna (uma arma indígena de formato variando conforme a tribo, usada para ataque, defesa e também para caça), com a qual ele poderia invocar raios. Dizem que com ela, certa vez Poraquê foi capaz de dizimar milhares de inimigos de uma tribo inimiga que atacou sua aldeia, durante uma guerra que durou vários dias. Após a feroz batalha, Poraquê percebeu que sua arma estava suja com o sangue de seus inimigos, e então decidiu lavá-la no Rio Amazonas. Enquanto ele o fazia, um dos raios caiu na água, e no mesmo instante Poraquê foi transformado em um peixe, o qual seria capaz de disparar rajadas elétricas para se proteger de ameaças.

Arte de Márcio Luiz Quedinho 

fontes:
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