2 de maio de 2026

Gyeonggangjeokryong

۞ ADM Sleipnir


Gyeonggangjeokryong (coreano: 경강적룡, “dragão vermelho de Gyeonggang”) é uma dragão (yong) lendário da tradição coreana, registrado na obra Eouyadam (어우야담, "Histórias Não Oficiais de Eou"), compilada por Yu Mong-in (1559–1623) durante a dinastia Joseon. Segundo a tradição, o Gyeonggangjeokryong habita a bacia do rio Han e está associado aos mercadores da região de Gyeonggang, sendo venerado como uma divindade local.

Relato histórico

De acordo com um registro datado de maio de 1618, um navio de grande porte carregado de sal, com cerca de 10 geol (aproximadamente 30 metros) de comprimento, encontrava-se ancorado nas proximidades do distrito de Yongsan quando foi atingido por uma tempestade súbita, caracterizada por chuvas intensas e ventos violentos. Durante o fenômeno, um dragão vermelho teria emergido das águas do rio, erguendo parte do corpo acima da superfície e surgindo sobre a embarcação. Em seguida, a criatura abaixou a cabeça e submergiu novamente, permanecendo visível apenas a cauda.

A cauda do dragão é descrita como simultaneamente fina e larga, enquanto o corpo, de extensão aproximadamente duas vezes maior, alcançaria dezenas de pés. Nos dias subsequentes ao avistamento, o rio permaneceu em estado de intensa agitação, com suas águas elevando-se em massas brancas comparadas a montanhas de neve, colidindo repetidamente contra o navio até a perda completa da carga.

Após o ocorrido, os tripulantes atribuíram o desastre à negligência do proprietário da embarcação. Conforme práticas tradicionais, marinheiros realizavam orações a divindades marítimas e rituais ancestrais ao atravessar determinados pontos do rio; no entanto, o proprietário teria omitido tais ritos com o objetivo de reduzir custos. A tradição sustenta que a ausência dessas práticas poderia provocar a ira de entidades aquáticas, resultando em desastres como naufrágios e mortes. O próprio Yu Mong-in registra um antigo ditado segundo o qual “a natureza dos dragões aprecia a riqueza humana”. Para o autor, esse episódio serviria como evidência de que tal crença não era infundada.


fontes:

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