29 de dezembro de 2012

Krampus - O Demônio do Natal

۞ ADM Berserker


Krampus é um ser mitológico popular no folclore Alpino (Países que ficam perto dos Alpes; Suíça, França, Alemanha, Itália, Áustria, Eslovenia e Liechtenstein). Ele acompanha São Nicolau em suas visitas às casas das pessoas, e, enquanto Nicolau dá presentes às boas crianças, Krampus pune as más.

O nome Krampus vem de 'krampen', 'garra' em alemão antigo. Mas ele também possui outros nomes, dependendo da região, como Klaubauf, em algumas partes da Áustria, Pelzebock ou Pelznickel na Alemanha entre outros.

Sua aparência mais comum é quase a mesma que se dá aos demônios: Metade homem, metade bode, com chifres, cauda longa e uma língua enorme e comprida. Mas também ele pode ser caracterizado como um cavalheiro vestido de preto ou uma criatura muito cabeluda, dependendo da região em que se ouve sua história.




Acredita-se que o Krampus exista desde antes dos países germânicos tornarem-se cristãos, mas aparecendo sozinho nas histórias. Ele é uma figura tão forte do folclore europeu que conseguiu sobreviver à Inquisição da Igreja Católica, quando esta acusava e bania qualquer celebração que não fosse da religião. No século 17, o Krampus entrou nas festividades do Natal católico e começou a fazer companhia a São Nicolau em suas viagens.

Krampus entra nas casas procurando crianças más, que mentem, que se comportaram mal durante o ano; assim que encontra uma, ele a pune com correntes enferrujadas e depois as leva embora, colocando-as dentro de uma cesta para jogá-las em uma fogueira.


Mas e vocês, foram bons esse ano? Se não, bom... Não esperem coisa boa...


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28 de dezembro de 2012

Rochas Deslizantes de Racetrack Playa

۞ ADM Cerberus


As rochas deslizantes de Racetrack Playa são um dos fenômenos geológicos mais intrigantes que ocorrem no Vale da Morte, especialmente no lago seco chamado Racetrack Playa (algo como Planície ou praia dos Rastros). O fenômeno consiste de pedras de dimensões variáveis, algumas bastante grandes, com centenas de quilogramas de massa, que são encontradas com um rastro atrás de si marcado no solo, sem qualquer sinal associado de intervenção humana ou animal. A causa deste movimento ainda é controversa, embora várias teorias tentem explicá-lo. Ninguém jamais conseguiu filmá-las ou vê-las em movimento. Casos semelhantes são encontrados em diversos outros lagos secos (playas) da região, mas os da Racetrack Playa são os mais notáveis.

As rochas deslizantes



As rochas encontradas na área da playa se originam das colinas dolomíticas do entorno, embora algumas sejam de sienito e feldspato. São encontradas a distâncias de até milhares de metros de sua fonte, com rastros atrás de si marcados na lama seca que sugerem um movimento por tração.
Os rastros variam em extensão e direção, alguns mostram linhas quase retilíneas, ou curvas suaves, outros têm angulações abruptas e irregulares. A direção predominante é sul/sudeste - norte/nordeste, consistente com os ventos dominantes da área e sugerindo a força eólica como causa do fenômeno. A natureza dos rastros indica que o movimento se dá quando a superfície da playa está saturada de umidade, mas não profundamente inundada. São marcas efêmeras que não sobrevivem à próxima chuva, embora os rastros mais profundos possam perdurar por alguns anos.

Histórico das observações e hipóteses

Registros informais populares e estudos científicos sobre este fenômeno se multiplicaram no século XX, mas não se sabe quem primeiro o observou. O primeiro registro escrito conhecido é de McAllister and Agnew, que em 1948 publicaram um artigo no Geological Society of America’s Bulletin, sugerindo que a causa do movimento das rochas era os ventos. Outras pesquisas se seguiram, com mapeamento da área, medições e contagem dos rastros e das pedras, e de outras características geológicas. Especulou-se sobre várias causas possíveis, como tectonismo, anomalias magnéticas, correntes de água e inundações, formação de bóias de gelo em torno das pedras, e interferência humana.

A maior parte dos estudiosos aponta o vento atuando sobre uma superfície de lama fresca como a causa principal do movimento das rochas. George Stanley (1955) considerou que os ventos registrados na região são pouco potentes para mover rochas que pesam até 300 kg, e sugeriu que a formação de placas de gelo em torno das pedras poderia ser um fator auxiliar no aumento de sua superfície sem aumento significativo em seu peso, favorecendo a captação do vento e o incremento local de sua potência, bem como o deslizamento.

Bob Sharp e Dwight Carey iniciaram em 1972 um programa de monitoramento de cerca de 30 rochas movidas recentemente. Cada pedra recebeu um nome e foi observada ao longo de sete anos, objetivando testar a hipótese das placas de gelo. Foram montados cercados e estacas em torno dos espécimes selecionados, que deveriam impedir a ação do vento e detectar alterações causadas por congelamento. Contudo, as pedras se moveram da mesma forma, ignorando as proteções, permanecendo as estacas sem serem afetadas. Outras pedras selecionados em pares apresentaram movimento de apenas uma, enquanto a outra, exatamente ao lado, permaneceu imóvel. Quase todas as pedras monitoradas se moveram no período fixado, em distâncias que variaram de poucos centímetros até 262 m. Também reportaram vários movimentos na ausência de depósito volumoso de água sobre a playa, que possibilitaria a formação e deslocamento livre de uma balsa de gelo a carregar as rochas, e que alguns rastros mostram características incongruentes com a hipótese, além de haver registros de atividade em meses de verão.

Em 1995 o professor John Reid e seis estudantes da Universidade de Massachussetts estudaram o caso e encontraram várias incongruências, embora tenham conseguido provar em algumas ocorrências a efetiva colaboração do gelo no processo.

Outros pesquisadores estudando o fenômeno em 1995 detectaram a ocorrência de ventos incomumente fortes sobre a playa, que podem ser comprimidos e intensificados por causa da conformação topográfica do entorno. Notaram ainda que a zona limítrofe acima do solo onde o vento ainda é potente é de apenas 5 cm, evidenciando que pedras relativamente pequenas ainda recebem o pleno impacto dos ventos, que podem atingir a velocidade de 145 km/h durante as tempestades de inverno. Tais tempestades foram consideradas o impulso primário do movimento, enquanto que ventos mais suaves e constantes, com apenas metade da velocidade de impulso inicial, são tidos como suficientes como força propelente de maior duração e que possibilita deslocamentos longos.

Paula Messina (1988) assinala que embora haja tendência de as rochas maiores deixarem rastros mais curtos, uma regra neste sentido não é consistente com as observações, e os dados coletados mostram uma configuração bastante caótica e imprevisível. Sugere ainda que a comprovada formação de uma película de limo lubrificante por cianobactérias aumenta a viscosidade da lama e favorece o deslizamento. Diz também que o gelo, ainda que possa colaborar, não é um fator imprescindível para a movimentação, já que ocorrências foram registradas em temperaturas acima do congelamento. Uma causa sugerida para a movimentação em trajetos altamente irregulares é a captura de rochas por fortes redemoinhos de vento, chamados na região de Dust Devils.

A pesquisadora, cotejando a literatura disponível, lamenta a ausência de relações significativas entre tamanho das rochas, sua origem, sua localização, seus trajetos e as condições geológicas e atmosféricas no local, e a partir desta inconsistência entre os dados, que não indicam um mecanismo formador único, aceita a hipótese de causas múltiplas para o fenômeno, sendo cada caso produzido por fatores diferentes. Por fim conclui que o vento apenas, embora sob várias formas e condições, associado a uma superfície úmida da playa, é suficiente para a formação do fenômeno, mas admite que até que seja testemunhado visualmente uma rocha em movimento, a causa definitiva ainda deve permanecer conjetural.


 fonte:
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Hera

۞ ADM Sleipnir 


Hera (do grego: Ἥρα, transl. Hēra ou Ἥρη, transl. Hērē) é a deusa grega do casamento, das mulheres e da maternidade. Esposa e irmã de Zeus, ela foi criada pelos Titãs Oceano e Tétis. Sua equivalente na mitologia romana é a deusa Juno.

Ela é geralmente retratada como uma mulher majestosa e solene, muitas vezes coroada com os polos (uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas), Hera pode ostentar na sua mão uma romã, símbolo da fertilidade, sangue e morte, e um substituto para as cápsulas da papoula de ópio. A vaca, o escorpião, e mais tarde, o pavão eram animais relacionados a ela. Sua cidade protegida é Argos. 

Hera é conhecida por ser ciumenta e agressiva contra qualquer relação extraconjugal. Ela odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê. O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência e beleza. 


Ela é a mais excelsa das deusas, sendo representada na Ilíada como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Com Zeus teve três filhos: Hebe, Hefesto e Ares, e alguns textos incluem Ênio, Ilítia e Éris como seus filhos. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Hera intervém com muita freqüência nos assuntos humanos: na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos e aqueus e velou, igualmente, pelos argonautas, para que seu barco passasse sem perigo pelos temíveis rochedos de Cila e Caribde.

Possuía sete templos na Grécia. Mostrava apenas seus olhos aos mortais e usava uma pena do seu pássaro para marcar os locais que protegia. Hera era muito vaidosa e sempre quis ser mais bonita que Afrodite, sua maior inimiga. 

A união de Hera e Zeus 

O casamento de Hera e Zeus foi fundado em conflito e assim continuou sempre. Zeus sempre a cortejava, sem sucesso. Ele, então, usando de truques, metamorfoseou-se em um cuco desgrenhado. Hera sentindo pena do pássaro segurou-o contra o peito para aquecê-lo. Zeus, então, retomou a sua forma normal e aproveitando-se da surpresa e susto que ela tomara, a estuprou. Ela então se casou com ele para cobrir sua vergonha. 

A rebelião contra Zeus 

Uma vez, quando Zeus estava sendo arrogante e ditatorial, particularmente com os outros deuses, Hera convenceu Poseidon, Apolo e Athena a participar de uma revolta. Sua parte na revolta era dopar Zeus, tarefa na qual foi bem sucedida. Os deuses, então, colocaram Zeus para dormir em um sofá, tomando o cuidado de amarrá-lo e atá-lo a muitos nós. Isso feito, eles começaram a discutir sobre o próximo passo. No entanto a nereida Tétis tomou conhecimento desses planos e avisou a Briareu, um dos três Hecatônquiros (gigantes de cem braços e cinquenta cabeças), tio e aliado de Zeus durante a Titanomaquia. 


Ainda cheio de gratidão para com Zeus, Briareu dirigiu-se imediatamente ao Olimpo e postou-se, com toda a sutileza de eram capazes as cinquenta cabeças e os cem braços que possuía, ao lado do sobrinho, tratando rapidamente de desatar os muitos nós. Zeus saltou do sofá e pegou o seu trovão. Os deuses caíram de joelhos implorando e pedindo misericórdia. Ele agarrou Hera e pendurou-a do céu com correntes de ouro. Ela chorou de dor durante toda a noite, mas nenhum dos outros se atrevia a interferir. Ela continuou a chorar e pedir clemências a Zeus e, na manhã seguinte, ele concordou em libertá-la se ela jurasse nunca se rebelar novamente. Ela tinha pouca escolha, a não ser concordar. 

Algumas versões da história dizem que Zeus não castigou nem a esposa nem a filha. Poseidon e Apolo, como castigo, tiveram de servir o rei de Tróia, Lameodonte, e construir as muralhas da cidade  Apesar de nunca mais ter se rebelado, muitas vezes Hera ia contra os planos de Zeus e foi muitas vezes capaz de enganá-lo. 

As punições à Tirésias, Calisto e Io

Em um famoso mito, Hera foi responsável por tornar o adivinho Tirésias cego. A história diz que Zeus e Hera discutiam sobre quem gostava mais de sexo, homens ou mulheres Hera dizia que o homem é quem tem mais prazer, Zeus dizia que é a mulher. Os dois resolveram convocar Tirésias para decidir a questão, já que por ter sido transformado em mulher e ficado assim durante sete anos, tinha conhecimento sobre as particularidades dos dois sexos.

Mesmo sabendo que  qualquer que fosse seu veredito, seria punido por um dos deuses, Tirésias decidiu a questão: “se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma”. Hera considerou que com tais palavras, Tirésias havia sugerido que o homem era superior, e furiosa, o cegou. Mas Zeus, compadecido e em recompensa por Tirésias ter dado a ele a vitória, deu-lhe o dom da adivinhação, de conhecer o futuro, além do privilégio de sobreviver a sete gerações humanas e compreender a linguagem dos pássaros. 

Um dos episódios de ciúmes de Hera foi com Calisto (deusa) que por ter muita beleza conquistou seu marido, mas Hera para separar os dois a transformou em uma Ursa. Calisto ficou muito isolada de todos e também com medo da floresta por causa dos caçadores. Até que um dia ao reconhecer seu filho Arcas correu para abraçá-lo, mas Arcas já preparava sua lança por não reconhecer sua mãe. Hera vendo o que aconteceria lançou um feitiço e enviou os dois para os céus que viraram constelações, a Ursa maior e a Ursa menor. Porém, como Hera ainda tinha muita raiva de sua rival, ela pediu às divindades marinhas Tétis e Oceano para que não os deixassem descansarem em suas águas, e com isso essas duas constelações sempre ficam em círculos e nunca descem para trás das águas como as outras estrelas.


Outro episódio de ciúme de Hera foi quando Zeus, por saber que Hera estava chegando e ele estava com uma de suas amantes (Io), a transforma rapidamente em uma vaca. Hera, muito desconfiada, pede para Zeus aquela vaca de presente e Zeus não podendo negar um presente, o dá para sua esposa. Ela então coloca aquela novilha aos cuidados de Argos, um monstro de muitos olhos, que ao dormir nunca fechava todos com isso a novilha estava sempre sendo observada. Mas Zeus ao ver o sofrimento da amante pede para que Hermes mate Argos. Então, Hermes toca uma música, fazendo Argos dormir completamente, fechando todos os olhos. Após isso, Hermes arranca-lhe a cabeça. 

Triste pelo acontecimento, Hera pega todos os olhos e coloca na cauda de seu pavão, onde eles estão até hoje. A deusa continua perseguindo Io, mas Zeus promete que não terá mais nada com a amante. Hera aceita a promessa e devolve a aparência humana à Io.


Créditos especiais à ex ADM Dama Gótica, que sugeriu e revisou a matéria ♥


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27 de dezembro de 2012

The Rake

۞ ADM Berseker
  

Você já teve um pesadelo do qual não pôde se esquecer? Algo que lhe pareceu tão assustador que a simples lembrança o faz ter calafrios? Se sim, você possivelmente foi visitado por ele...o Rake (The Rake no original em inglês)

Acredita-se que boa parte das informações referentes a ele foram destruídas. Pelo pouco que se sabe sobre ele, pode-se afirmar que é algo que aparece durante a noite, invade as casas das pessoas, se senta à beira da cama e observa silenciosamente as pessoas enquanto dormem. Ele mantem total silencio e discrição enquanto observa, raramente sendo notado pela vítima, por isso é possível que as vítimas só o descubram depois de anos sendo observadas.

Existem relatos estranhos, que indicam a presença da criatura desde o século XII. No entanto cada cultura tenta defini-la a sua maneira, por isso sua forma pode varias de algo espectral até um ser de carne e osso semelhante a nós. Segundo alguns o descrevem, trata-se de uma criatura assustadora com características humanoides. Ele possui olhos completamente negros, dentes pontudos, unhas longas e escuras, é muito magro e possui uma pele cinza totalmente desprovida de pelos.

Atualmente existem vários relatos de pessoas que afirmam ter visto a criatura. O mais famoso deles ocorreu em 2003, quando a mídia do nordeste dos EUA repostava o aparecimento de uma estranha criatura humanoide alguns minutos antes de um apagão atingir toda a região. Assim como esse, muitos dos relatos são provenientes de regiões rurais norte-americanas, onde pessoas completamente aterrorizadas afirmavam ter tido a infelicidade de encontrar com essa criatura.

 

Ele não é apenas uma figura assustadora que entra sorrateiramente nas residências das pessoas durante a noite, mas ainda não há como afirmar o que ele é ou o que quer conseguir ao fazer isso. Sabe-se que ele invade os sonhos das pessoas e as consome lentamente, levando as vítimas a total loucura. Grande parte das pessoas que o descobrem tem medo de dormir e dar de cara com ele ao acordar. Geralmente acabam paranoicas e fazem tudo o que ele quiser na esperança de serem deixadas em paz.

Talvez aquela sombra no canto do seu quarto não seja apenas uma sombra e você deva pensar duas vezes antes de acender a luz, algumas vezes a verdade não deve ser revelada.

Segue a baixo o depoimento de uma de suas vítimas:

"Três anos atrás, eu tinha retornado de uma viajem até as cataratas do Niágara com minha família, para o quatro de julho. Nós estávamos todos exaustos após um longo dia dirigindo, então meu marido e eu pusemos as crianças direto para a cama.

Por volta das quatro da manhã, eu acordei achando que meu marido acordara para usar o banheiro. Nesse momento eu me levantei e o acordei no processo. Eu me desculpei e disse a ele que eu pensava que ele tinha saído da cama. Quando ele se virou para mim ele ofegou e puxou seus pés do fim da cama tão rápido que ele quase me derrubou da cama. Ele me agarrou e nada disse.

Quando meus olhos se acostumaram ao escuro eu fui capaz de ver o que causou essa reação nele. No pé da cama, sentado e nos olhando estava o que parecia um homem pelado, ou um grande cachorro sem cabelo. Seu corpo estava contorcido de um jeito perturbador e não-natural, como se ele tivesse sido atropelado ou coisa parecida. Por alguma razão eu não estava instantaneamente com medo dele, mas com pena de sua condição. A essa altura eu estava achando que nós deveríamos ajudá-lo.

Meu marido estava em posição fetal, ocasionalmente olhando para mim e depois para a criatura.

Em um movimento agitado a criatura cambaleou em volta da cama, chegando a ficar a uma distância de apenas um pé de meu marido. A criatura ficou completamente silenciosa por uns 30 segundos, olhando para meu marido. A criatura pôs sua mão em seu joelho e correu em direção ao corredor, indo em direção ao quarto das crianças. Eu gritei e corri para o interruptor, planejando pará-lo antes que ele machucasse as crianças. Quando eu cheguei ao corredor a luz do quarto era o bastante para vê-lo a uns 20 pés de distância. Ele se virou para mim e me olhou diretamente, coberto de sangue. Eu liguei a luz do corredor e vi minha filha Clara em suas presas.


A criatura descia as escadas enquanto eu e meu marido corríamos desesperadamente para salvar nossa filha, vendo que não escaparia com o peso de nossa filha, ele a deixou e fugiu. Ela estava gravemente ferida e somente falou uma vez em sua pequena vida. Ela disse “ele é o RAKE”.

Meu marido caiu no lago enquanto levava nossa filha ao hospital. Eles não sobreviveram. Como era uma cidade pequena a notícia se espalhou rapidamente. A polícia foi de grande ajuda no começo, e o jornal local ficou bastante interessado também. Entretanto a história nunca foi publicada e a TV local nunca mostrou a notícia.

Por vários meses, eu e meu filho Justin ficamos em um hotel perto da casa dos meus pais. Depois que decidir voltar para casa eu comecei a procurar respostas por mim mesma. Eu eventualmente encontrei um homem na cidade seguinte que tinha uma história parecida. Nós nos contatamos e começamos a falar sobre nossas experiências. Ele conhecia mais duas outras pessoas em nova York que tinham visto a criatura chamada de RAKE.

Foram precisos dois anos de pesquisas para conseguir uma pequena coleção de evidencias das aparições do RAKE. Nenhuma das informações nos deu nenhum detalhe relevante ou pista. Um jornal tinha um artigo envolvendo o RAKE nas 3 primeiras páginas e nunca mais mencionaram ele. O diário de um capitão não explicou nada sobre o encontro, apenas falando em suas últimas páginas que “O RAKE nos mandou ir embora”.

Nós descobrimos que a criatura visita a mesma pessoa várias vezes. Ele também se comunica mentalmente com as pessoas, incluindo a minha filha. Isso nos levou a pensar se o RAKE nos visitou alguma outra vez desde o nosso último encontro.

Eu pus um gravador do lado da minha cama e o deixei gravando enquanto eu dormia, todas as noites, por duas semanas. Eu chequei todos os sons do meu quarto todos os dias quando eu acordava. No primeiro dia da 3º semana eu pensei que tinha escutado algo diferente. O que eu encontrei foi uma voz estridente. Era o RAKE. Eu não consigo escutar aquilo tempo o bastante para descrevê-la. Eu ainda não deixei ninguém escutar a gravação. Tudo que eu sei é que eu escutei isso antes, e eu acredito que ele estava falando enquanto estava em frente de meu marido. Eu não me lembro de escutar nada na hora, mas por alguma razão, a voz no gravador automaticamente me lembra daquele momento.

Os pensamentos que devem ter passado pela mente da minha filha me fazem muito frustrada.

Eu não vi o RAKE desde que ele arruinou a minha vida, mas eu sei que ele está no meu quarto enquanto eu durmo. E eu sei e temo que uma noite eu acordarei e verei ele me observando novamente."


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26 de dezembro de 2012

Afrodite

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Sarayu Ruangvesh

Afrodite (grego: Αφροδιτη) era a deusa grega do amor, da beleza, do prazer e da procriação, equivalente a deusa romana Vênus, mas ao contrário dela, não representava somente o amor sexual, mas também as ligações afetivas que sustentam a vida social.

Afrodite era retratada nas artes gregas como uma bela mulher, muitas vezes acompanhada pelo deus alado Eros (personificação do amor). Seus atributos incluíam uma pomba, uma maçã, uma concha de vieira e um espelho. Em esculturas clássicas e afrescos, ela geralmente era retratada nua.

O Nascimento de Afrodite

De acordo com Hesíodo e sua Teogonia, após Cronos emboscar seu próprio pai, Urano, ele decepou seus orgãos genitais e em seguida os  arremessou no mar revolto. Em torno deles, formou-se uma espuma (em grego: aphros) da qual surgiu Afrodite já completamente adulta. Ainda segundo Hesíodo, assim que nasceu ela já se encontrava acompanhada de dois de seus filhos, Eros Himeros, os quais acredita-se que ela já estava esperando antes mesmo de nascer (e portanto filhos de Urano).

Arte de Genzoman

No entanto para Homero, anterior à Hesíodo, Afrodite era filha de Zeus com a titânide Dione, sem nenhuma relação direta com a tragédia de Urano.

Uma última versão de seu nascimento tem relação com uma corrente de pensamento que acredita que Afrodite é uma divindade importada da mesopotâmia (sendo baseada na deusa Astarte). Nesta versão contada pelo Pseudo-Higino em Fabulae, um ovo enorme caiu sob o rio Eufrates, e após ser rolado para a margem do mesmo por um peixe, e ser aquecido por um grupo de pombas, deu origem a Vênus (Afrodite).

Afrodite e Ares se apaixonam

Certo dia, Ares retornava do campo de batalha brandindo uma lança forte e começou a zombar da arma de Eros. Eros retrucou: "Este dardo aqui é pesado: experimente e você verá".  Ares pegou o dardo, enquanto Afrodite sorriu baixinho; e com um gemido, ele disse: "É pesado: leve-o de volta". "Fique com ele", disse Eros, e desta forma ligou Ares e Afrodite.

O Casamento com Hefesto

Hefesto, o deus ferreiro, havia sido lançado do céu por sua mãe Hera ao nascer, pois ela tinha vergonha de ter um filho aleijado. Ele foi resgatado por Tétis e Eurínome e criado em uma caverna nas margens do rio Oceano, onde se tornou um ferreiro habilidoso. Furioso com a forma como foi tratado pela própria mãe, Hefesto enviou vários presentes para o Olimpo, incluindo um trono de ouro feito especialmente para Hera. Quando a deusa se sentou neste trono, ela acabou ficando presa a ele por meio de grilhões invisíveis, de forma que nenhum dos deuses do Olimpo eram capazes de soltá-la.

Zeus procurou a ajuda dos deuses para libertar sua rainha e ofereceu a deusa Afrodite em casamento ao deus que fosse capaz de trazer Hefesto até o Olimpo. Afrodite concordou com o acordo, certa de que seu amado Ares prevaleceria. Ares invadiu a forja de Hefesto completamente armado, mas foi rechaçado pelo ferreiro divino com uma chuva de metal incandescente.

Em seguida, Dioniso se aproximou de Hefesto, e embriagando-o com vinho, sugeriu que ele poderia reivindicar Afrodite para si se libertasse sua mãe de boa vontade. Hefesto ficou satisfeito com a proposta e ascendeu ao Olimpo acompanhado de Dioniso. Lá, libertou sua mãe e casou-se com a relutante deusa do amor, para quem forjou as mais belas jóias incluindo um cinto de ouro que faz dela ainda mais irresistível para os homens. 

O adultério com o deus Ares

O descontentamento de Afrodite com seu casamento arranjado faz com que busque outras companhias masculinas, na maioria das vezes Ares.

De acordo com a Odisseia de Homero, certa vez o deus do sol Hélios flagrou Ares e Afrodite amando um ao outro secretamente na sala de Hefesto, e ele prontamente informou o incidente ao deus ferreiro. Hefesto conseguiu pegar o casal em flagrante e para tanto ele fez uma rede especial, fina e resistente como o diamante para pegar os amantes ilícitos. No momento apropriado, esta rede foi jogada e encurralou Ares e Afrodite em um abraço apaixonado. Mas Hefesto ainda não estava satisfeito com a sua vingança — ele convidou os deuses e deusas do Olimpo para verem o casal infeliz. Alguns comentaram sobre a beleza de Afrodite, outros opinaram em trocar de lugar ansiosamente com Ares, mas todos zombaram e riram dos dois. Uma vez que o casal foi solto, Ares, embaraçado, fugiu para a sua pátria, Trácia, e Afrodite, envergonhada, fugiu para o Chipre. 

Separação de Hefesto

A história de Homero sobre o adultério de Afrodite parece ter terminado com seu divórcio de Hefesto, pois na época da Guerra de Tróia, Homero descreve a deusa como a consorte de Ares e chama a noiva de Hefesto de Aglaia

Como consorte de Ares

Arte de MabyMin

Embora Afrodite seja mais conhecida como esposa de Hefesto, ela foi mais retratada com Ares, por este representar virilidade e ser seu amante ideal no imaginário clássico. Nas artes clássicas, ela era frequentemente associada a ele em cenas que vão do casamento de Peleu e Tétis, a Gigantomaquia, a Guerra de Tróia e dos deuses festejando no Olimpo.

De seus filhos, Harmonia era o produto de sua união adúltera, durante o casamento de Afrodite com Hefesto. Os outros, Anteros (ou Eros, conforme a versão), Deimos e Fobos parecem ter nascido depois.

Outros relacionamentos e filhos

Além de Hefesto e Ares, Afrodite se relacionou com outros deuses e também com mortais. Entre os deuses, teve um caso com Hermes, gerando Hermafrodito; com Poseidon, gerando Érix; com Dioniso, gerando Priapo (de acordo com Pausânias); e com Nérites (um deus menor marinho). Já Zeus (segundo a obra bizantina Suda, o pai de Priapo) tentou violentá-la mas ela conseguiu escapar dele. Por fim Zeus acabou ejaculando sobre Gaia (a terra), dessa  forma gerando os Centauros.

Entre seus amores mortais, o mais famoso foi Adônis, que era tido como seu grande amor e com quem teve Golgos Béroe, que deu nome à capital do Líbano. Anquises, príncipe de Troia, foi outro amor famoso, e algumas versões do mito dizem que Afrodite se apaixonou por ele como punição de Zeus por ela ter feito os deuses se apaixonarem por mulheres mortais. Com Anquises teve Enéias Liros, e logo depois do nascimento dos filhos, sua paixão por Anquises sumiu, embora continuasse a protegê-lo e aos seus filhos.

Entre outros amores mortais menos famosos está Faetonte, um senhor de Atenas que se tornou guarda de seu templo, a quem ela amou e com quem teve AstínooButes, um dos Argonautas, foi salvo por Afrodite, que o levou para uma ilha isolada onde fizeram amor; as vezes Érix, atributo anteriormente como filho de Poseidon, é dito ter sido fruto deste relacionamento. Há ainda uma daimonPeito, que personificava o desejo e era uma companheira constante de Afrodite. Era vista em alguns mitos como filha da deusa, entretanto, os autores desses mitos não dizem quem seria o pai de Peito com Afrodite.

O julgamento de Páris

Arte de Totemos

O julgamento de Páris foi uma competição entre as três mais belas deusas de Olimpo - Afrodite, Hera e Atenas - pelo prêmio de uma maçã dourada endereçada "À Mais Bela". A história começou com o casamento de Peleu e Tétis, ao qual todos os deuses foram convidados a comparecer, exceto Éris, a deusa da discórdia. Quando Éris apareceu nas festividades, ela foi rejeitada e em sua raiva lançou a maçã de ouro entre as deusas reunidas dirigida "à Mais Bela". Três deusas reivindicaram a maçã - Afrodite, Hera e Atenas. Zeus foi convidado a mediar a disputa, mas ele se negou e pediu a Hermes que levasse as três deusas até Páris, filho do rei Príamo de Tróia para que ele decidisse a questão.

As três deusas apareceram diante do príncipe pastor, cada uma oferecendo-lhe presentes em troca de seu favor. Hera, rainha dos deuses, prometeu a Páris que se fosse escolhida, faria dele o rei mais poderoso do mundo. Atena, deusa da sabedoria e da batalha, prometeu que se ganhasse, ele teria muita sabedoria e sempre obteria vitória nas batalhas. Já Afrodite, deusa da beleza e da sensualidade, prometeu que ele teria o amor e se casaria com a mulher, que naquela época, era a mais bela do mundo: Helena, filha de Zeus com a rainha Leda. Páris acabou optando por escolher Afrodite. O subsequente sequestro de Helena levou diretamente à Guerra de Tróia e à queda da cidade.

Participações na Guerra de Tróia 

Persuadindo Ares

No início da Guerra de Tróia, os deuses tomaram partido. Ares prometeu a sua mãe Hera e a sua irmã Atena que ficaria do lado deles e apoiaria os gregos, mas Afrodite o convenceu do contrário e ele se juntou à facção troiana.

Auxiliando Páris

No décimo ano da guerra, os gregos e troianos fazem um juramento de premiar Helena ao vencedor de um duelo. Na luta, Menelau vence Páris e o teria matado, mas Afrodite o leva para seu quarto em Tróia. A deusa então atrai uma relutante Helena de volta para sua cama, reacendendo a paixão do amante e removendo seus pensamentos de retornar a Menelau. Assim, Afrodite impede o fim da guerra e mantém sua promessa a Páris.

Ferida por Diomedes

Enéias, filho de Afrodite com Anquises, foi o mais valoroso guerreiro troiano durante Guerra de Tróia, logo depois de Heitor. Favorecido pelos deuses, em várias ocasiões foi por eles salvo, durante os combates. Em um desses combates, ele acabou sendo ferido pelo guerreiro grego Diomedes. Afrodite conseguiu salvá-lo da morte, porém acabou sendo ferida por Diomedes, que tempos depois também iria combater e ferir seu marido Ares.


Batalha entre os deuses

Após a morte de Pátroclo e o retorno de Aquiles à guerra, Zeus permitiu que os deuses voltassem ao campo de batalha para apoiar seus favoritos. As facções divinas então entraram em conflito aberto, no qual Ares e Afrodite acabaram sendo derrubados por Atena.

Protegendo o cadáver de Heitor

Após Aquiles matar Heitor e arrastar seu corpo de volta para o acampamento, Afrodite e Apolo trabalharam juntos para preservar e proteger o cadáver do herói até que o rei Príamo pudesse recuperá-lo.

Lançando uma maldição contra Aquiles

Pentesiléia, rainha das amazonas, participou da Guerra de Troia ao lado dos troianos, matando sozinha muitos dos guerreiros inimigos até confrontar e ser morta por Aquiles. Quando o herói grego se curvou diante do oponente abatido, pode contemplar sua beleza e juventude, e de repente foi tomado por um sentimento de amor por ela e também de remorso por ter tirado sua vida.

Atos finais após a Queda de Tróia

Mesmo com a proteção de Afrodite, Ares e outros, depois de 10 anos de guerra entre os aqueus e os troianos, Troia foi vencida e destruída. Como relatado no poema épico de Virgílio, Eneida, Afrodite orientou seu filho Enéias a fugir da cidade juntamente com seu pai e sua esposa, e o guiou até chegar à península itálica, onde seus descendentes construíram Roma. Afrodite, sob o nome de Vênus, passou a ser considerada a deusa guardiã de Roma.

Enéias fugindo do incêndio de Tróia, Federico Barocci, 1598

Por fim Afrodite reacendeu o amor de Menelau por Helena, uma vez que Páris, seu protegido, estava morto. Menelau a encontrou logo após o término da guerra e quando ia matá-la, Afrodite o conteve, arrancando a espada de sua mão, e usando seus poderes para acalmar seu coração e fazê-lo ver Helena como sua amada novamente.

Outros Mitos

Perseguição à Psique

Psique foi uma princesa mortal cuja extraordinária beleza atraiu a ira de Afrodite quando os homens começaram a desviar sua adoração da deusa para ela. Afrodite ordenou que seu filho Eros fizesse Psique se apaixonar pelo mais hediondo dos homens, mas o deus acabou se apaixonando por ela e a levando para seu palácio escondido. Eros escondeu sua verdadeira identidade e disse a Psique que ela nunca deveria olhar para o rosto dele. Suas irmãs ciumentas, no entanto, enganaram-na para que desobedecesse as ordens e o deus zangado a abandonou. 

Psique procurou pelo mundo por seu amor perdido até eventualmente encontrar um templo dedicado à própria  Afrodite. Lá, a deusa, que a essa altura já tinha conhecimento de que Eros havia desobedecido suas ordens, ordenou que Psique realizasse uma série de tarefas aparentemente impossíveis que culminaram em uma jornada ao submundo. Psique consegue por fim concluir todas as tarefas, e Eros vai a Zeus e suplica que ele advogue em sua causa. Zeus concede esse pedido e posteriormente consegue a concordância de Afrodite. Hermes leva Psiquê à assembleia dos deuses e ela é tornada imortal. 

Dando vida à estátua de Pigmalião

Pigmaleão era um escultor e rei da ilha de Chipre que não era casado e havia decidido viver em celibato na ilha por não concordar com o comportamento das mulheres da região. Determinado a cumprir sua promessa, Pigmaleão se dedicou ainda mais à arte de esculpir. Foi então que ele decidiu criar uma estátua que seria a representação da mulher ideal segundo a sua visão.

Após concluída, o artista ficou encantado por sua criação, crendo que esta era a melhor obra que já havia feito. O problema foi que, em meio a tanta admiração, Pigmaleão se apaixonou pela estátua, a qual deu o nome de Galatéia. Ele a tratava como se fosse de “carne e osso”: dava presentes, fazia carinho, a vestia com roupas e joias e chegou até ao ponto de se casar com ela. Porém, sua “esposa adorada” era apenas de marfim, fria e sem vida, o que o condenou a uma tristeza profunda. A deusa Afrodite sentiu pena do artista e lhe concedeu o desejo de transformar a estátua em uma mulher de carne e osso com a qual Pigmaleão casou e teve uma filha.

A morte de Hipólito

Hipólito era filho de Teseu e de Hipólita, rainha das amazonas. Ele havia herdado da mãe o gosto da caça e dos exercícios violentos. Além disso, era um adorador da deusa Ártemis e menosprezava Afrodite. Sentindo-se insultada, a deusa resolveu vingar-se de Hipólito fazendo Fedra, segunda esposa de Teseu, apaixonar-se por ele. Ao ser informado por uma serva do amor que lhe dedica a madrasta, Hipólito repele-a com veemência. Rejeitada, Fedra suicidou-se deixando uma mensagem a Teseu que acusa falsamente Hipólito de violá-la. Teseu expulsa o rapaz e invoca a punição de Poseidon, que provoca um acidente com a carruagem de Hipólito. O jovem conduzia o seu carro junto ao mar quando, assustado por um monstro marinho, os seus cavalos precipitaram-se pelas rochas causando-lhe a morte.

A ajuda e a punição à Hipomene

Hipomene era um jovem nobre que desejava se casar com Atalanta, uma donzela protegida por Ártemis e que era conhecida em todo o país por sua beleza, mas que se recusava a se casar com qualquer homem a menos que ele pudesse vencê-la em uma corrida a pé. Os homens que perdiam uma corrida para ela eram mortos por ela, sendo transpassados por uma lança.

Afrodite deu a Hipomene três maçãs de ouro do Jardim das Hespérides e o instruiu a jogá-las na frente de Atalanta enquanto corria contra ela. Hipomene obedeceu à ordem de Afrodite e Atalanta, vendo as lindas frutas douradas, abaixou-se para pegar cada uma, permitindo que Hipomene a ultrapassasse e a vencesse. Segundo Ovídio, posteriormente, Hipomene se esquece de retribuir a ajuda de Afrodite, então ela faz com que o casal fique inflamado de luxúria enquanto estavam no templo de Cibele (Réia). O casal profanou o templo fazendo sexo nele, levando Cibele a transformá-los em leões como punição. 

Culto 

O culto à Afrodite era muito popular na Grécia antiga, com vários santuários e templos espalhados por todo o país. Seus principais centros de culto na Grécia eram a cidade de Corinto, no istmo, e a ilha de Citera, na costa da Lacedemônia. Além da Grécia, a ilha de Chipre era famosa por seu culto ao mistério da deusa. Afrodite também era adorada com rituais e orações particulares.

Arte de christoskarapanos


fontes:

  • https://www.theoi.com
  • Wikipedia

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Susanoo

۞ ADM Sleipnir
Susanoo (jap: 須佐之男, "Homem Impetuoso"; também romanizado como Susano-o, Susa-no-o ou Susanowo) é o deus do mar e das tempestades no xintoísmo. Ele era uma divindade realmente indesejável para os humanos e até mesmo figurava no panteão xintoísta como um deus decididamente perturbador. Seu caráter e personalidade foram descritos no Nihongi (2º livro mais antigo sobre a história do Japão), mais nítida e claramente do que qualquer outra divindade. Susanoo era dotado de uma natureza extremamente má, da qual, com freqüência, resultavam em ações muito cruéis. O curioso, é que apesar de suas maldades, ele tinha o hábito de chorar e lamentar-se com freqüência e a sua longa barba sempre estava molhada de lágrimas. Assim como uma criança num acesso de raiva reduz um brinquedo a pedaços, Susanoo em uma ira crescente podia reduzir a pó montanhas inteiras, ocasionando a morte de muitas pessoas e animais. 

Mitologia

Susanoo foi um dos deuses nascidos quando o deus Izanagi retornou de Yomi, a terra dos mortos. Susanoo saltou do nariz de Izanagi enquanto o deus se purificava das impurezas do submundo. Sua irmã, Amaterasu, nasceu do olho esquerdo de Izanagi e seu irmão Tsukuyomi nasceu do olho direito. 


Izanagi entregou a Susanoo o governo dos mares, enquanto entregou a Amaterasu o governo do céu. Susanoo não ficou satisfeito com isso, e irritado, prometeu se juntar à sua mãe Izanami no submundo. Irritado com a ingratidão de Susanoo, Izanagi acaba banindo-o dos ceús. Porém, ir embora pacificamente iria contra a natureza tempestuosa de Susanoo. Com inveja de sua irmã, Susanoo desafiou Amaterasu para um concurso, onde quem conseguisse criar mais deuses seria o vencedor. Amaterasu pega a espada de Susanoo e a quebra em três pedaços, os quais ela come e depois cospe no chão. Uma névoa se forma, e dessa névoa surgem três deusas. Susanoo por sua vez arranca o colar de pérolas de Amaterasu e quebra cada uma delas com seus dentes, fazendo surgir cinco deuses. Susanoo se declarou o vencedor da disputa, mas Amaterasu não aceitou a decisão, pois uma vez que os cinco deuses tinham surgido de suas jóias, obviamente, ela era mais forte. 

Susanoo causou tumultos por toda a Terra, alegando que ele era o vencedor da competição. Ele inundou campos de arroz e causou grande destruição. Ele até contaminou o templo onde a colheita do arroz era realizada, defecando sobre ele. Por fim, ele esfolou um cavalo vivo, e em seguida, lançou o mesmo em uma sala onde Amaterasu estava tecendo com suas assistentes. Uma delas chegou a desmaiar diante da visão. Furiosa, Amaterasu fugiu para uma caverna escura, deixando a terra em completa escuridão. O sol não brilharia de novo até ela ser persuadida a sair de lá. 

Enquanto isso, os outros deuses ficavam cada vez mais irritados com Susanoo, e cansados de suas atitudes, finalmente o despojaram de todos os seus bens, e até mesmo de sua barba e suas unhas, e o baniram definitivamente do céu.


Outras histórias contam o que aconteceu com Susanoo após ele ser expulso do céu. Em algumas dessas histórias, Susanoo é um herói em vez de um vilão irritável ou problemático. Estas duas personalidades podem ser o resultado de diferentes tradições locais. Diz-se também que, quando ele agia de forma maligna, Susanoo seguia os desejos de sua alma perversa, chamada Ara-mi-tama; quando ele era bom, ele seguia os desejos de sua alma boa, chamada Nigi-mi-tama

Em uma lenda, Susanoo ficou zangado com Ukemochi, a deusa dos alimentos, após esta enojá-lo ao expelir comida do seu reto, nariz e boca. Ele a mata, e de seu cadáver brotam vegetais, arroz e outros grãos, trazendo estas culturas vitais para o mundo. Essa lenda em particular possui variações onde o deus Tsukuyomi toma o lugar do deus Susanoo.

A história mais famosa de Susanoo conta sobre sua terrível batalha contra a serpente-dragão Yamata-no-Orochi. Após seu banimento, Susanoo foi para a terra de Izumo, e lá encontrou um velho casal aos prantos na beira do rio Hi, juntamente com uma bela jovem. Após perguntar ao casal sobre o motivo de seu pranto, o senhor disse-lhe: “Somos divindades terrestres, e esta é minha  filha, a prodigiosa princesa Kushinada. Um dragão de oito cabeças, chamado Yamata no Orochi exige que eu dê minhas filhas a ele em sacrifício. Sete já foram devoradas e agora devo entregar a última para ele." Susanoo perguntou ao senhor se ele lhe daria Kushinada em casamento caso ele o ajudasse. Prontamente o senhor concordou. 

Com o que restava de seus poderes divinos, Susanoo transformou Kushinada em um pente, e o prendeu em seu cabelo para mantê-la segura. Depois encheu oito potes com saquê (em outra versão da história, dizem que o saquê foi previamente envenenado) e os colocou dentro de uma plataforma rodeada por uma cerca com oito aberturas. Quando Yamata-no-Orochi chegou para devorar a jovem, encontrou os barris de saquê em seu lugar. O dragão avidamente consumiu o saquê até ficar completamente bêbado e desmaiar. Assim, Yamata-no-Orochi ficou totalmente vulnerável, permitindo que Susanoo o matasse. 



Com sua espada, ele cortou cada uma das oito cabeças do dragão. Do ventre do dragão caiu o sagrado orbe da vida, o Magatama. Debaixo das escamas de sua cauda, Susanoo encontrou a espada sagrada, Kusanagi no Tsurugi, e da última cabeça cortada, rolou uma lágrima que se tornou um espelho. Susanoo deu a espada Kusanagi de presente à sua irmã Amaterasu, como um presente de reconciliação. A jóia Magatama foi deixada em Izumo, e o espelho foi dado à princesa Yata, irmã mais nova de Kushinada. Estes três objetos são hoje conhecidos como “Os Três Tesouros Sagrados do Japão” e diz-se serem preservados no Palácio Imperial de Tóquio.

O tesouro imperial japonês - Espelho de Yata, Espada de Kusanagi e o Yasakani no Magatama

Após ter derrotado o terrível dragão, Susanoo transformou o pente novamente em Kushinada - e os dois seguiram para Suga, onde celebraram seu casamento. Susanoo construiu um castelo nas nuvens, acima da região de Izumo, onde viveu com Kushinada. Eles e seus descendentes realizaram feitos titânicos de procriação. Um dos seus descendentes, por exemplo, foi o deus Okuninushi, que teve oitenta irmãos.

Na Cultura Popular 
  • No enredo do mangá Naruto, Susanoo é uma técnica utilizada pelos detentores do Mangekyou Sharingan. Usada especificamente por Uchiha Itachi, Uchiha Madara e Uchiha Sasuke. 
  • Em Ōkami, um jogo para PlayStation 2 e Wii, Susanoo é um espadachim sem talento que aparece ao lado de Amaterasu, a protagonista. 
  • Em Persona 4, um jogo do PlayStation 2 e PlayStation Vita, Susano-o é a Persona Suprema de Yosuke Hanamura, desbloqueada depois de completado o seu Social Link. 
  • No jogo God's Eater Susanoo aparece representado por um ser escorpião aragami sendo do tipo divino. 


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