3 de dezembro de 2012

Caronte

۞ ADM Sleipnir


Caronte (em grego antigo: Χάρων, transl. Kháron) é o barqueiro do submundo na mitologia grega, responsável por conduzir as almas dos recém-mortos sobre as águas dos rios Estige e Aqueronte, que separam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Ele é um dos filhos de Nix, a deusa primordial da noite e Érebo, o deus primordial da escuridão.

Caronte recebia as almas dos mortos de Hermes, que as recolhia no mundo superior e as guiava até as margens do rio Aqueronte. Caronte só transportava as almas cujos corpos tivessem sido enterrados com uma moeda (usualmente um óbolo ou danake) debaixo da língua, com a qual deveriam pagar a travessia. Aqueles que não podiam pagar a quantia, ou aqueles cujos corpos não haviam sido enterrados, tinham de vagar pelas margens do lado terrestre do Aqueronte por cem anos. Não era permitido a nenhum vivo atravessar o rio no barco de Caronte, a não ser que carregasse consigo um ramo de acácia, árvore consagrada a Perséfone, consorte do deus do submundo HadesAlém de Caronte, somente os deuses Morfeu, Hécate, Hermes e Tânatos tinham livre acesso ao mundo subterrâneo e só alguns poucos mortais se arriscaram a atravessar como Héracles, Enéias, Orfeu, Teseu e Pirítoo.




Segundo o mitólogo Thomas Bulfinch, Caronte “recebia em seu barco pessoas de todas as espécies, heróis magnânimos, jovens e virgens, tão numerosos quanto às folhas do outono ou os bandos de ave que voam para o sul quando se aproxima o inverno. Todos se aglomeravam querendo passar, ansiosos por chegarem à margem oposta, mas o severo barqueiro somente levava aqueles que escolhia, empurrando o restante para trás”.


Caronte era retratado nas artes gregas como um homem feio e barbudo, com um nariz torto, usando um chapéu cônico e uma túnica. Ele era mostrado de pé em seu barco, com a mão direita segurando um remo e recebendo com a mão esquerda uma alma trazida por Hermes. Os etruscos da Itália central identificaram-no com um de seus próprios daimones do submundo, chamado Charun. Este era retratado como uma criatura mais repulsiva, com uma pele azul-acinzentada, com dentes compridos na boca, um nariz enganchado e, por vezes, com os braços envoltos em serpentes. Seu principal atributo era um grande martelo de duas cabeças.


O estrusco Charun

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15 comentários:

  1. Obrigado por tirar duvida. a mitologia grega é sempre fascinante.

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    1. Sleipnir: De nada Flávio, a mitologia grega certamente é a minha preferida. Continue nos prestigiando com sua leitura.

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  2. Tive um TPC que era pesquisar o mito de Caronte e este site foi o melhor que encontrei. Muito bom!

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  3. Ótima oportunidade pois estou lendo "A Jangada de Pedra" de José Saramago. Gosto muito da Mitologia Grega

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  4. Parabéns pelo excelente trabalho no site.

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  5. Sou fascinado pela mitologia grega, veja meu quadro sobre poseidon no site www.antoninomuseum.com

    um abraço antonino

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  6. muito bom, acho q essas coisas realmente aconteceram, pq sou muito fascinado pela mitologia grega
    e por isso sei q isso pode ser verdade tbm por indicios da existecia de todos os deuses

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  7. Caronte certa feita navegava pelo "rio da morte" seu aspecto bizarro e sombrio, sacudia as almas a larga distância. os gemidos implorando clemência era algo de chocar o coração esplêndido de Deus. Aquela foice de cume aguçado, e a morte sobre um Canoa embalsamado com uma substância tirada dos ossos das almas que caíam em suas garras. Segundo Ederson Maia o escritor de fogo: Hukillô, um rapaz que tinha desafiado a morte ainda em sua vitalidade aqui na terra, a desafiou novamente estando ainda no rio das lavas ardentes. Hukillô disse a Caronte, que se ele conseguisse segurar uma única lágrima que caia de seus olhos, então poderia cortá-lo em três partes (castigo as almas que mais o aborreceram em vida na terra) isso foi um desafio que irritou Caronte, mas ele topou: e se deu muito mal. Em troca da aposta perdida por Caronte, Hukillô pediu para morar em seus altos negros. Isso no passar dos tempos, fez com que os dois se apaixonassem, daí então veio os desejos opostos, e a Homossexualidade se firmou nisso. Foi o primeiro casamento gay na existência. Isso ocorreu no ano 2 A.D., isso é "sensacional" mais um Top de EDERSON MAIA Inconcert Literatura.

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  8. Alguém tem um isqueiro? Preciso incendiar essa página. Afinal isso aqui é 'ferro e fogo'

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  9. Afinal não eram duas moedas colocadas sobre os olhos e não embaixo da língua o pagamento de Caronte?

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    1. Acredito que ele usou 2 referências distintas, pois em textos já li que eram 2 moedas nos olhos, mas exite textos como o do wikipédia que faz referencia a colocar moeda embaixo da lingua.

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  10. Encantada com essa historia, adoro mitologia grega.

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  11. Uma figura bem groteska

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