8 de maio de 2015

Xochipilli

۞ ADM Sleipnir


Xochipilli (do nauatle Xochi "flor" e Pilli "príncipe" ou "criança", também conhecido como Macuilxochitl) era o deus asteca das flores, do prazer, do amor, da dança, da pintura, dos jogos, das festas e da criatividade. Ele também era o deus patrono dos homossexuais e dos prostitutos. Sua consorte era Mayahuel, e sua irmã gêmea era a deusa Xochiquetzal. Ixtlilton (deus asteca da saúde, medicina e dança) também era frequentemente aludido como seu irmão.

Xochipilli é uma manifestação benevolente de Piltzintecuhtli, o jovem deus do sol que era por sua vez uma manifestação de Tonatiuh, o supremo deus sol asteca. O deus era intimamente associado com o deus do milho Centeotl (um dos maridos de sua irmã), sendo por vezes referido como o "Príncipe da Flor de Milho" ou Centeotl-Xochipilli, um dos sete Senhores do Dia. Os Zapotecas o adoravam como Quiabelagayo.Devido aos seus atributos, Xochipilli era considerado um membro dos Ahuiateteo, os chamados "deuses do excesso e do prazer". Ele é o patrono do 11º dia do calendário asteca, Ozomatli (macaco). 


Culto

Xochipilli era particularmente cultuado na cidade de Xochimilco. A oferta mais comum ao deus era o milho, e durante os seus festivais, que eram realizados na estação de crescimento no início e durante Tecuilhuitontli (o 8° mês asteca), pulque (uma bebida alcoólica feita a partir da planta maguey ou agave) era consumido copiosamente. Estátuas do deus também também eram frequentemente enfeitadas com flores e borboletas. 

Durante os quatro dias que antecediam seu festival, era permitido comer somente pão de milho sem sal e somente uma vez por dia. Além disso, os homens não podiam ter relações com suas esposas. Casio o jejum sexual fosse violado, Xochipilli poderia enviar furúnculos, hemorróidas e doenças venéreas àqueles que o fizessem.


Virgens também eram sacrificados em honra de Xochipilli. Os sacrifícios ocorriam durante uma cerimônia especial, onde as pernas da vítima eram cruzadas antes de ter seu coração arrancado e oferecido ao deus. Seus corpos eram levados posteriormente para a "Casa da Névoa",  criada especificamente para estes sacrifícios. 


Uma mulher representando a deusa Xochiquetzal também era ritualmente sacrificada em sua honra. Um sacerdote, então, vestia sua pele e sentava-se em frente do templo, enquanto artesãos dançavam ao redor do sacerdote enquanto ele fingia tecer. Os artesãos se vestiriam como cães, macacos, coiotes, jaguatiricas e onças, enquanto empunhavam símbolos de seu ofício, como um pincel.

Representações

Xochipili era visto como um espírito sem forma, e muitas vezes era descrito como vermelho e sem pele. Na arte, sua representação mais famosa é uma estátua datada do tardio período pós-clássico (1450-1500 d.C.), uma obra-prima da escultura asteca, que reside agora no Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México. A estátua possui 1,2 metros de altura e mostra o deus sentado em uma plataforma do templo (ou talvez um tambor), decorada com borboletas, flores e clusters de quatro pontos que representam o sol. Xochipilli está vestindo uma máscara e está coberto de flores de plantas psicotrópicas, cogumelos alucinógenos e peles de animais. 


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