18 de agosto de 2015

Garm

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia nórdica, Garm (do antigo nórdico Garmr, cuja etimologia/significado é desconhecido) é um gigantesco cão ou lobo associado ao submundo e as forças do caos. Pouco se sabe sobre ele, uma vez que as referências a ele são bastante escassas e vagas. As informações existentes nas fontes sobreviventes servem apenas para nos dar uma idéia geral sobre que tipo de ser Garm era considerado durante a era viking.

No Grímnismál, um dos poemas presentes na Edda Poética, Garm é dito estar para os caninos o que Odin está para os deuses e Yggdrasil para as árvores -. ou seja, Garm é o maior entre eles, o exemplar. No Völuspá, outro poema édico, Garm é mencionado como parte de um refrão que se repete ao longo do poema:

"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;"


Embora a referência a Garm no Grímnismál em nórdico antigo o chame de hundr, "cachorro", esta referência no Völuspá usa a palavra freki, "lobo". Este refrão é recitado como parte de um relato dos acontecimentos que antecederão e ocorrerão durante o Ragnarok. Um outro evento que anunciará a chegada do Ragnarok é a libertação do lobo Fenrir, que havia sido amarrado pelos deuses em um pântano remoto, para que ele fosse capaz de devorar o cosmos. A imagem de dois lobos acorrentados se soltando ao mesmo tempo dá a entender que Fenrir e Garm  possam ser a mesma figura.

Esta interpretação é apoiada pelo fato de que, durante o Ragnarok, o deus Tyr é dito ser aquele que enfrentará Garm em combate. Anteriormente, Tyr havia enganado Fenrir , convencendo-o a permitir ser preso com uma corrente inquebrável, e durante o processo Fenrir devorou a mão do deus. De acordo com a lógica, faria todo o sentido que os dois tivessem sua revanche durante o Ragnarok, o que por sua vez faz com que seja provável que o lobo contra quem Tyr lutará durante Ragnarok não seja outro senão Fenrir. 

Alguns estudiosos têm também ligado Garm ao cão sem nome da deusa Helmencionado em outro poema édico, o Baldrs Draumar. A referência a este cão no poema diz que ele late para Odin conforme o deus cavalga no submundo. 

Independentemente ou não de Garm, Fenrir, e o cão de Hel serem a mesma figura, eles certamente parecem ser um pouco mais do que multiplicações do mesmo tipo de figura: um canino associado com o submundo e as forças do caos que se libertam no fim do mundo como um presságio de sua destruição e a fim de ajudar a realizá-la. As diferenças entre estas figuras são altamente ambíguas, e, em qualquer caso, superficiais.


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Um comentário:

  1. Mano namoral amo seu blog e adoro mitologia principalmente a nordica pfv postem mais

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