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4 de junho de 2018

Yakubyogami

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer

Yakubyogami (Yakubyoo gami, japonês: 疫病 神 ou やくびょうがみ, "espírito pestilento"; também conhecidos como Ekibyō gami, Yakushin, Ekiki e Gyōyakujin) são uma classe de malignos espíritos yokais que espalham doenças infecciosas e infortúnios. Eles são espíritos sem forma, invisíveis ao olho humano, mas freqüentemente retratados nas artes como uma miríade de monstros grotescos. Nas raras ocasiões em que se permitem aparecer para os humanos, eles geralmente assumem a forma de monges ou de bruxas idosas.

Existem muitos yokais que se enquadram na classe dos Yakubyogami, como por exemplo: Amazake babā, Bake-kujira, Kaze no kami, Keukegen, Korōri, Momonjii e Yonaki babā, entre outros.

Os Yakubyogami costumam ir de um lugar para outro espalhando doenças e infortúnios por onde quer que vão. Eles podem assombrar uma única pessoa ou uma família inteira por um curto período de tempo. Após infectarem suas vítimas, eles passam a buscar um novo alvo.


Meios de proteção

Muitos métodos foram criados e utilizados ao longo do tempo como forma de se proteger dos Yakubyogami. Imagens de espíritos protetores - como Amabie, Baku, Hakutaku, Hōnengame, Jinja hime, Kotobuki, Shōki, dentre muitos outros - costumavam ser penduradas em casas com a crença de que afastariam os Yakubyogami. Talismãs budistas e xintoístas - omamori e ofuda - também eram usados ​​dessa forma. Cordas sagradas chamadas shimenawa eram amarradas em torno das árvores nas fronteiras das aldeias para impedir a entrada de espíritos malignos.

No leste do Japão, na oitava noite do segundo e décimo segundo meses no antigo calendário lunissolar, acreditava-se que dois yokais - Hitotsume kozō e Mikari baba - viajavam de casa em casa para registrar as más ações das pessoas. O relatório feito por eles seria entregue a um Yakubyogami que então descia a cada aldeia e distribuía infortúnios e doenças com base no relatório recebido. Segundo as crenças, yokais caolhos, como o Hitotsume kozō, temem objetos com muitos "olhos" - como peneiras e cestas - e, portanto, estes eram pendurados do lado de fora das casas nessas noites para assustá-los e assim evitar que relatassem qualquer coisa ao Yakubyogami.

As pessoas também tentavam apaziguar os Yakubyogami honrando-os como deuses. Ofertas de comida eram feitas regularmente por monges e oficiais do governo em um esforço para prevenir epidemias. Muitos dos festivais e celebrações populares de hoje têm suas raízes em rituais concebidos para apaziguar os Yakubyogami.


Uma lenda conta que em 1820, durante o Período Edo, um samurai conseguiu capturar um Yakubyogami enquanto este tentava entrar em sua casa. Em troca de sua liberdade, o espírito prometeu poupar todos os membros da família do samurai de doenças e infortúnios. O espírito entregou a ele um contrato por escrito onde concordava em nunca mais tentar entrar na casa do samurai novamente. Posteriormente, a história do samurai e todo o conteúdo do contrato foram amplamente divulgados nos jornais, juntamente com a orientação de usá-lo como um talismã. Em pouco tempo, casas por todo o Japão tinham sua própria cópia impressa do contrato do Yakubyogami.

Origens

Os Yakubyogami estão historicamente entre os yokais mais temidos de todos. Eles freqüentemente apareciam no folclore e na arte durante a segunda metade do século XIX, período no qual várias epidemias atingiram o Japão. No entanto, a crença de que doenças e infortúnios são causados ​​por espíritos invisíveis sempre foram parte central do folclore japonês. Antes que a teoria microbiana revolucionasse nossa compreensão das doenças infecciosas, as pessoas não tinham conhecimento de que microrganismos eram os causadores de doenças, fazendo mais sentido crer em espíritos invisíveis.

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fontes:
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