7 de março de 2018

Ájax, o Grande

۞ ADM Sleipnir

Ájax (também conhecido como Aias) foi um dos grandes heróis gregos que lutaram na Guerra de TróiaEra chamado de Ájax, o Grande, para diferenciá-lo de outro Ájax, filho de Oileo, o qual era chamado de Ájax, o Menor

Ájax, o Grande, era filho de Telamon, rei de Salamina, e Peribéia, e meio-irmão de Teucro, que segundo Homero, foi um dos melhores arqueiros de todo o exército grego e também participou da Guerra de Tróia. Ájax era amigo de Héracles, que tempos antes de seu nascimento, havia pedido a Zeus para que Telamon tivesse um filho corajoso. O pedido foi aceito, e posteriormente Ájax nasceu, recebendo seu nome inspirado em uma águia (aietos) que Telamon tinha avistado antes de seu nascimento.

De acordo com a Ilíada de Homero, somente Aquiles era um guerreiro maior do que Ájax. De grande tamanho e estatura, Ájax assemelhava-se a uma torre quando ia para a batalha empunhando seu escudo. Ele era corajoso e de bom coração, mas falava muito devagar e preferia deixar os outros falarem enquanto ele lutava.

Ájax competiu com outros guerreiros gregos para ganhar a mão de Helena, uma das mais belas mulheres da época. No fim, Helena se casou com Menelau, rei de Esparta, no entanto, Ájax e seus outros ex-pretendentes prometeram ajudar a defender o casamento.

Ájax, o Grande e Ájax, o Menor, Arte de Paolo Rivera


Participação na Guerra de Tróia

Enquanto Menelau estava longe de casa, o príncipe Páris de Tróia persuadiu Helena a acompanhá-lo até Tróia. Os gregos juraram resgatá-la, e Ájax contribuiu com 12 navios e muitos homens para o exército grego enviado para combater os troianos.

Ájax provou ser um excelente guerreiro durante a guerra que se seguiu. Quando Aquiles decidiu deixar a batalha, Ájax lutou contra Heitor, campeão dos troianos. Durante seu duelo, Heitor atirou sua lança contra Ájax, atingindo os cintos que seguravam seu escudo e sua espada, mas Ájax saiu ileso. Ájax, em seguida, pegou uma pedra enorme que nenhum outro guerreiro poderia levantar e arremessou-a contra Heitor, atingindo seu escudo e derrubando-o no chão. Após a batalha, os dois heróis trocaram presentes para mostrar o seu respeito um pelo outro. Heitor deu sua espada para Ájax, e Ájax presenteou Heitor com um cinto de espada roxo.

Ájax foi um dos gregos enviados para convencer Aquiles a voltar para a batalha. Apesar de seus esforços, Aquiles se recusava a lutar, e o exército de Tróia forçou os gregos a recuar para seus navios. Durante a batalha que se seguiu, Ájax lutou bravamente e salvou a vida do herói grego Menesteu.

Quando os troianos atacaram os navios gregos, Ájax liderou a defesa usando um enorme poste para combater o inimigo. Seu enorme tamanho o fazia alvo de muitas lanças e flechas troianas. Ájax não conseguiu salvar a frota sozinho, mas o ataque troiano foi retardado pela chegada de mais tropas gregas, lideradas pelo grande amigo de Aquiles, Pátroclo. Heitor matou Pátroclo, tomou sua armadura, e os troianos pretendiam dar seu cadáver para os cães devorarem. Ájax conseguir recuperar o cadáver, e cobrindo-o com seu próprio escudo, o levou para o acampamento de Aquiles. Nos jogos fúnebres realizados em homenagem a Pátroclo, Ájax competiu em uma série de eventos, incluindo um concurso de luta contra Odisseu, que terminou em um empate.
Luta entre Ájax e Odysseus (1613) , gravura de Crispijn van de Passe

A morte de Ájax

Com o decorrer da guerra, Aquiles acaba retornando a mesma, e após uma série de eventos é morto por Páris. Ájax trouxe o corpo do grande campeão de volta para o acampamento grego e recuperou sua armadura, enquanto Odisseu lutava contra os troianos. A armadura de Aquiles levou a uma disputa entre Ájax e Odisseu. Ambos sentiam que a armadura deveria ser usada por eles, e para resolver a questão, os gregos, inspirados por Atena, decidiram fazer uma votação, onde acabaram declarando Odisseu como vencedor.

Enfurecido por esta decisão, Ájax planejou atacar sozinho as tropas inimigas naquela mesma noite. No entanto, a deusa Atena fez com que Ájax ficasse temporariamente louco e atacasse um rebanho de ovelhas, certo de que matava os adversários. Depois de recuperar sua sanidade, Ájax ficou tão envergonhado com o que havia acontecido que ele acabou se matando usando a espada que Heitor havia lhe dado. Odisseu posteriormente encontrou seu espírito no submundo e tentou apaziguá-lo, mas em vão.

A loucura de Ájax inspirou a Sófocles a tragédia Ájax Furioso (450 a.C.).




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5 de março de 2018

Ihuaivulu

۞ ADM Sleipnir


Ihuaivulu (ou Ihuaivilu) é uma criatura monstruosa da mitologia e do folclore mapuche, descrita como um imenso dragão ou serpente de sete cabeças. Seu corpo, longo e sinuoso, é recoberto por escamas vermelhas e cobreadas que brilham como metal incandescente à luz do fogo. Considerado um ser de destruição e poder incontrolável, o Ihuaivulu habita as profundezas dos vulcões, sendo responsabilizado pelas erupções que devastam vales e aldeias.

Dotado de uma respiração ardente, um Ihuaivulu é capaz de expelir labaredas pelas narinas, incinerando campos, florestas e qualquer sinal de vida ao seu redor. Sua presença está associada ao caos natural, simbolizando tanto a fúria da terra quanto os perigos ocultos no interior das montanhas.

Algumas histórias dizem que kalkus (bruxos mapuches) eram capazes de invocar um Ihuaivulu e colocá-lo na entrada das cavernas onde eles se reuniam, como seu protetor.

Registros históricos confirmam a presença dessa crença no período colonial. Em processos judiciais de 1693 e 1749, o Ihuaivulu foi citado — grafado como “iguaibylu” — no contexto de acusações de bruxaria e feitiçaria movidas contra indígenas mapuches. Tais julgamentos eram promovidos pelas autoridades coloniais espanholas, que viam nas práticas rituais dos kalkus uma ameaça à ordem social e religiosa.


fontes:

✦ Texto revisado Este artigo foi revisado e atualizado pelo Portal dos Mitos em .
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3 de março de 2018

(OFF) Doações

Olá pessoal!


Eu, Rodrigo Viany (Sleipnir), venho a vocês hoje compartilhar com vocês um pouco dos meus problemas atuais e também os do blog. Estou desempregado desde o início de fevereiro, e procurando emprego desde então, sem sucesso até o momento. Em breve vou ter dificuldades financeiras caso não o consiga. Como estou passando mais tempo em casa, tenho aproveitado para manter o blog atualizado, sempre fazendo pesquisas e pensando em formas de tornar o meu trabalho aqui rentável para mim, para me ajudar enquanto não consigo emprego. 

As propagandas que o blog exibe à tempos deixaram de dar um retorno no mínimo aceitável. Recebia uma quantia referente a publicidade de 3 em 3 meses, mas agora a previsão é que eu receba só no fim do ano, tamanha foi a queda da publicidade. Esse é um problema que não só o Portal dos Mitos, mas outros blogs estão enfrentando. Muitos blogueiros estão desistindo de seus blogs, alguns migrando pro Youtube e outros simplesmente largando tudo. Eu insisto com o Portal dos Mitos pois ele trata de um assunto que me agrada muito, e me traz satisfação. Mesmo com todos os problemas que venho enfrentando, não deixo ele parar de jeito nenhum.

Pensando em melhorar um pouco a minha situação, pelo menos até arrumar um emprego, decidi disponibilizar aqui no blog um botão de doação via pagseguro. Aqueles que puderem contribuir com qualquer quantia já estarão me dando uma grande ajuda. Ainda que eu não receba nenhuma doação, não pretendo parar com o blog, mas caso meus problemas pessoais persistam, talvez eu tenha que diminuir o número de publicações. De toda forma, conto com a ajuda daqueles que puderem ajudar.

ATUALIZAÇÃO 07/03/21: Removi o botão do pagseguro, pois agora aceitamos doações via PIX. Aqueles que puderem colaborar com o meu trabalho, basta acessar sua conta e inserir a chave: portaldosmitos@gmail.com

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2 de março de 2018

Miengu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Wolfberry Studio

Miengu (plural, singular: Jengu, também conhecidos como Maengu, singular: Liengu) são espíritos aquáticos pertencentes as crenças dos povos Sawa de Camarões, em particular os Duala e os Bakweri. A aparência dos Miengu difere de povo para povo, mas normalmente são descritos como sendo semelhantes a belas sereias com cabelos longos e um belo sorriso dentado.

Arte de Eddie Holly

De acordo com as crenças sawa, os Miengu habitam os rios e o mar, e trazem sorte e prosperidade para aqueles que os adoram. Acredita-se que também possam curar doenças e proteger contra pragas, influenciar o clima e agir como intermediários entre seus adoradores e o mundo dos espíritos. Por tal razão, o culto Jengu possui grande popularidade entre os povos Duala. Entre os Bakweri, esse culto é também uma parte importante do rito de passagem das jovens garotas para a idade adulta.


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28 de fevereiro de 2018

Zirnitra

۞ ADM Sleipnir


Zirnitra (russo: Зирнитра, literalmente "magicamente fortalecido"; também conhecido como Zir ou Rosvodiz) é um dragão negro e um deus menor da feitiçaria pertencente a mitologia vêneda, um ramo da mitologia eslava. Os vênedos eram povos eslavos ocidentais que ocupavam a costa báltica entre a cidade alemã de Kiel e o rio Vístula, na Polônia. Pouco  se sabe sobre ele, além do fato de que sua imagem foi usada em bandeiras das aldeias vênedas que lutaram contra invasores saxões.

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26 de fevereiro de 2018

Iku-Turso

۞ ADM Sleipnir

Arte de ShadeofShinon

Iku-Turso (também chamado Iku-Tursas, Iki-Tursas, Meritursas, Tursas, Turisas, dentre outros) é um gigantesco e malévolo monstro marinho da mitologia finlandesa. Sua aparência não é claramente definida; contudo, ele é descrito por meio de diversos epítetos, como partalainen ("aquele que vive à beira" ou, alternativamente, "o barbudo"), Tuonen härkä ("o boi de Tuoni"), tuhatpää ("mil cabeças") e tuhatsarvi ("mil chifres"). Geralmente, é representado como uma criatura peluda com chifres ou, em algumas interpretações, como um polvo.

Ele é mencionado diversas vezes no épico nacional finlandês, Kalevala. No segundo canto, emerge do mar e incendeia uma pilha de feno; posteriormente, um carvalho cresce a partir das cinzas e torna-se tão grande que obscurece o sol e a lua, sendo finalmente derrubado pelo herói Väinämöinen.

Mais tarde, Iku-Turso é convocado por Louhi, a senhora de Pohjola, a "Terra do Norte", para tentar impedir o roubo do artefato mágico Sampo. Väinämöinen, líder dos saqueadores, agarra uma das orelhas de Iku-Turso e, ao proferir palavras mágicas em seu ouvido, obriga-o a prometer que nunca mais emergirá à superfície do mar.

Em algumas versões do quadragésimo quinto canto do Kalevala, intitulado "O Nascimento de Nove Doenças", Iku-Turso é citado como o pai das doenças, juntamente com Loviatar, a filha cega de Tuoni, o deus da morte.



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23 de fevereiro de 2018

Tibicena

۞ ADM Sleipnir

Arte de Hobo Mango

Tibicena (também conhecida como Guacanchas) era uma criatura mitológica dos Guanches, habitantes pré-hispânicos das Ilhas Canárias. Era imaginada como um demônio ou gênio que assumia a forma de um grande cão coberto por pelos longos e pretos e dotada de olhos vermelhos. Seu habitat eram cavernas profundas dentro de montanhas, e algumas cavernas existentes nas Ilhas Canárias até hoje são conhecidas como "Cueva del Tibicena" (Caverna de Tibicena)

Arte de Maria Pechenkina

De acordo com a mitologia dos Guanches, Tibicenas eram filhos/servos de Guayota, uma divindade maligna associada a escuridão e aos vulcões. Eles deixavam suas cavernas durante a noite para caçar o gado e também seres humanos. Também atuavam como espíritos familiares e criados de bruxas.

Embora geralmente descritos como cães negros, ídolos de Tibicenas foram encontrados no formato de animais como javali ou urso e mesmo em formas hominídeas. Acredita-se que os Guanches faziam pequenos sacrifícios a esses ídolos para se protegerem das caças noturnas dos Tibicenas.

Arte de Iva Risek
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21 de fevereiro de 2018

Boraro

۞ ADM Sleipnir

Arte de Diego de la Rosa
O Boraro é uma criatura humanóide pertencente ao folclore da região amazônica colombiana. Ele é descrito como um ser extremamente alto, coberto por uma grossa pele escura e com orelhas, caninos e um pênis enormes. Semelhante ao Curupira, o Boraro possui os pés virados para trás, que o ajudam a despistar seus perseguidores.

De acordo com alguns, o Boraro também pode ser descrito como uma criatura sem dedos nos pés ou sem umbigo. Ele também não possui articulações nos joelhos, o que torna muito difícil levantar do chão caso caia ou seja derrubado.

O Boraro aterroriza os índios da bacia do rio Vaupés com seus uivos longos, que podem ser ouvidos até mesmo no fundo da selva. Se ele consegue capturar um humano, ele o enrola com os braços, apertando-o até que a sua carne se transforme em uma massa pulposa, mas sem quebrar seus ossos ou rasgar sua pele. Terminada esta etapa, ele faz um buraco na cabeça, por onde ele suga toda a polpa até que esteja completamente vazio. Então, o Boraro infla sua vítima como um balão, permitindo que ela volte para casa. A mesma, porém, acaba morrendo pelo caminho.

Arte de Diego de la Rosa

Arte de Diego de la Rosa
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