O Elwetritsch (também Elwedritsch ou Ilwedritsch) é um suposto pássaro mítico dito originalmente habitar a região do Palatinado, no sudoeste da Alemanha. Ele é geralmente descrito como sendo uma espécie de cruzamento entre patos, galinhas e outras aves com duendes e elfos, possuindo escamas no lugar de penas e também um par de chifres semelhantes aos de um cervo. Ao longo do tempo, artistas foram adicionando outras partes a criatura, como bicos longos e seios humanos.
Semelhante a outra criatura dita habitar as florestas alemãs (o Wolpertinger), o Elwetritsch é na verdade uma grande farsa, criada para atrair e enganar pessoas. Montavam-se caçadas noturnas, onde uma pessoa era atraída para a floresta onde o Elwetritsch supostamente habita, e instruída a esperar em uma clareira com um saco e uma lanterna, enquanto um grupo de pessoas atira para o alto com o intuito de espantar a criatura.
A luz da lanterna supostamente atrairia a criatura, que quando deixasse os arbustos e fosse em direção a esta luz, seria apanhada. Enquanto a pessoa esperava, todos voltavam para o local onde se reuniram anteriormente, para esperar até que o apanhador percebesse que foi enganado.
Os contos folclóricos do Elwetritsch foram transmitidos através da emigração para a América, e hoje em dia, festas de caça à criatura ainda existem em algumas comunidades holandesas e amish na Pensilvânia, EUA.
Meskhenet (também Mesenet, Meskhent, Mesket ou Meshkent; "local de parto") era na mitologia egípcia uma deusa do parto, uma parteira divina e protetora da casa de parto. Ela foi personificada como o tijolo de nascimento em que as antigas mulheres egípcias agachavam-se ao dar à luz. O índice de mortalidade infantil era alto no mundo antigo, e os egípcios eram pessoas muito direcionadas para a família, de modo que o nascimento de uma criança era uma época de grande celebração, mas também um momento de nervosismo para os pais. Como resultado, eles pediam auxílio a um número desconcertante de deuses, incluindo Meskhenet. Por exemplo, a faraó Hatshepsut registrou a assistência de vários deuses em seu nascimento nas paredes de seu templo mortuário em Deir-el-Bahari, incluindo Khnum, Ísis, Néftis, Bes, Taweret e Meskhenet.
No conto de Raddjedet e seus trigêmeos (também conhecido como Khufu e o mago), o nascimento das crianças foi assistido por Khnum, Ísis, Néftis e Heqet, mas foi Meskhenet quem proclamou que cada criança se tornaria faraó. Assim, Meskhenet não era simplesmente uma parteira. Ela também era uma deusa do destino, que poderia determinar o destino de uma pessoa. Isso a conecta com Shai (o deus do destino que determina a duração da vida de uma pessoa) e a Renenutet (deusa que dava aos recém-nascidos seu nome secreto).
Meskhenet tinha o poder de proteger bebês recém-nascidos e suas mães. Hatshepsut também afirmou que Meskhenet prometeu protegê-la "como Rá". Meskhenet também aparece nos salões de Ma'at (juntamente com Shai e Renenutet) onde ela era testemunha do caráter do falecido. Acredita-se que ela oferecia sua proteção desde o nascimento até a morte e além, e que ela também ajudava no renascimento simbólico do falecido na vida após a morte. Inscrições no templo de Khnum em Esna referem-se a "quatro Meskhenets" que acompanhavam Khnum e usavam magia para afastar os maus espíritos.
Meskhenet não era particularmente associada a nenhuma região ou cidade, e nenhum templo especificamente dedicado a ela foi descoberto. No entanto, ela aparece em tijolos de nascimento encontrados em todo o país e parece ter sido uma divindade popular e respeitada. Ela era associada à deusa vaca Hathor, outra deusa que era frequentemente representada nos tijolos de nascimento e era intimamente associada ao parto. Além disso, o símbolo de Meskhenet era composto de dois laços no topo de um traço vertical, que acreditava-se representar o útero de uma vaca.
Gersemi (nórdico antigo, "ornamento" ou "joia") e Hnoss (nórdico antigo, "tesouro", também grafada Hnossa, pronuncia-se “Nossa”) são figuras femininas associadas à beleza e ao valor na mitologia nórdica. Ambas são tradicionalmente apresentadas como filhas da deusa do amor e da fertilidade, Freya, e de seu esposo Odur. Hnoss é a mais conhecida das duas, sendo mencionada na Edda em Prosa (Gylfaginning, capítulo 35), compilada por Snorri Sturluson no século XIII. Lá, é dito que tudo o que é belo e precioso foi nomeado em sua homenagem, devido à sua extrema beleza. Ela também aparece em listas genealógicas no Heimskringla, também de autoria de Snorri.
Gersemi, por sua vez, é uma figura menos atestada. Seu nome aparece em algumas versões do Heimskringla e em fontes posteriores, sendo possivelmente uma duplicata literária ou variante de Hnoss. Alguns estudiosos propõem que Gersemi e Hnoss sejam o mesmo personagem sob nomes diferentes, ou então representações de aspectos distintos da própria Freya — o que explicaria suas atribuições semelhantes relacionadas à beleza, ao amor e ao valor.
fontes:
CHARLES RUSSELL COULTER; TURNER, P. Encyclopedia of ancient deities. Oxford ; Toronto: Oxford University Press, 2001.
LECOUTEUX, C. Encyclopedia of Norse and Germanic Folklore, Mythology, and Magic. [s.l.] Simon and Schuster, 2016.
Agares (também chamado Agreas ou Agaros) é de acordo com a Goetia o 2º dentre os 72 espíritos de Salomão, possuindo trinta e uma legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a demonologia, ele é um grão-duque da parte oriental do inferno. Algumas obras afirmam que antes da queda, Agares era um anjo integrante da ordem das Virtudes.
Ele é geralmente retratado na forma de um homem velho, montado em um crocodilo e carregando um falcão em cima de seu punho.
Agares é capaz de percorrer rapidamente grandes distâncias e retornar quando requisitado. Se lhe for solicitado, Agares persegue inimigos, tanto humanos quanto espirituais, e também pode recuperar fugitivos. Ele também pode ensinar ao seu conjurador todas as línguas e dialetos existentes, possuindo prazer em lhe ensinar expressões imorais.
Agares pode ainda provocar terremotos, destruir dignidades temporais e espirituais e estimular o desejo de dançar nas pessoas.
Selo de Agares
Cultura Popular
Assim como outros espíritos goetianos, Agares aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também aparece no game Final Fantasy IX, onde é retratado como um mago controlando uma gárgula.
No mangá Magi: The Labyrinth of Magic, Agares é um dos djins do personagem Kouen Ren.
Kawa-no-kami (japonês: 川の神, "deus do rio")é um deus-rio da mitologia japonesa, considerado o rei de todos os rios. Rios maiores possuem suas próprias divindades tutelares, mas todas as vias fluviais estão sob a autoridade de Kawa-no-kami.
Em tempos arcaicos, quando haviam inundação de rios, acreditava-se que era obra dos deuses dos rios e estes deviam ser apaziguados, às vezes com sacrifícios humanos. A introdução do budismo no Japão pôs fim dessa prática. Em vez de sacrifícios humanos, bonecos feitos de palha ou flores eram confeccionados e oferecidos diretamente a Kawa-no-kami. Ainda nos tempos de hoje, esse costume ainda perdura em algumas áreas do Japão.
Gierfrass (pronuncia-se guiar-firss) é uma espécie de morto-vivo vampírico oriundo do folclore germânico. De acordo com o folclore, trata-se de uma pessoa que cometeu suicídio ou que foi enterrada com alguma roupa que levasse seu nome bordado nela, e após a morte, retorna a vida como um cadáver putrefato e propagador de terríveis doenças.
O Gierfrass irá perseguir e matar todos os seus familiares e amigos, e uma vez que tenha matado todos, começará a atacar estranhos, até que seja finalmente detido.
fonte:
Encyclopedia of Vampire Mythology, de Theresa Bane.
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Tigbanua é uma espécie de buso (espírito malévolo) carniçal pertencente ao folclore filipino, mais precisamente ao folclore da tribo Bagobo. São geralmente descritos como tendo um olho só, com corpos altos e magros e pescoços longos, os quais eles podem torcer para ver o que está por trás deles. Seus cabelos estão desgrenhados e seu único olho é vermelho ou amarelo. Eles têm narizes achatados e dentes pontiagudos, seus pés são grandes demais e geralmente sua pele está coberta de lama e sujeira.
Tigbanua costumam viver em pequenos grupos, em meio as grandes florestas filipinas ou próximo de cavernas ou áreas rochosas. Algumas histórias afirmam em que eles caçam em grupos, rasgando suas vítimas com suas garras e desmembrando-as. Outras dizem que eles violam sepulturas recém-cavadas, devorando seus cadáveres e deixando apenas os ossos para trás. Apesar de serem criaturas temíveis, Tigbanua tem muito medo de cães, e tendem a manter distância deles.
O Bicho-homem é um criatura devoradora de homens do folclore brasileiro, com variações de sua lenda por todo o Brasil. Ele é geralmente descrito como sendo uma espécie de gigante, possuindo somente um olho localizado no meio da testa e uma só perna, com um pé redondo e enorme. Os dedos de suas mãos são compridos e disformes, com unhas longas e aguçadas. Dizem que ele possui um grito desesperador e angustiante, tão alto e forte que pode ser ouvido a muitas léguas de distância.
Com seu tamanho, o Bicho-homem é capaz de derrubar uma montanha apenas com seus socos, beber um rio sozinho e transportar florestas de um lugar para outro. Vive escondido em locais de muitas serras e vales, e se alimenta de viajantes perdidos, lenhadores e de outras pessoas que porventura adentram seu território.
Segundo algumas tribos indígenas, ele nunca desce até os povoados, pois se um dia isso acontecesse, seria o "fim do mundo".