18 de outubro de 2021

Turan

۞ ADM Sleipnir

Arte de tealines

Turan ("senhora", "ama" ou "amante") era a deusa etrusca do amor, da fertilidade e da vitalidade, e também a padroeira da cidade de Vulci (Velchi em etrusco), uma das mais importantes cidades da antiga Etrúria. Considerada a equivalente etrusca das deusas Vênus e Afrodite, Turan sobrevive no folclore como Turanna, uma espécie de espírito ou fada do amor e da felicidade que ajuda os amantes. 

Nas artes, Turan era frequentemente retratada como uma jovem donzela alada, geralmente vestida com roupas e jóias suntuosas, mas sob a influência da arte helenística durante os séc. II e III d.C., passou a ser retratada nua. Imagens dela foram retratadas em cenas de banheiro de espelhos de bronze etruscos, onde por vezes aparecia ao lado de seu jovem amante Atunis (Adônis para os gregos).

Turan e Atunis em um antigo espelho etrusco

Outras figuras que costumavam aparecer em representações da deusa eram as Lasas, deidades guardiãs na antiga religião etrusca equivalentes aos Lares romanos, que acreditava-se serem sua comitiva. Turan era ainda comumente associada a pássaros como pombos, gansos e principalmente cisnes. 

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15 de outubro de 2021

Dhinnabarrada

۞ ADM Sleipnir

Arte de ABSOLUTEUNIT

Os Dhinnabarrada são uma raça de criaturas humanóides pertencentes ao folclore do povo aborígene Kamilaroi/Gamilaraay da Austrália. Eles são descritos como seres com um corpo humano, com exceção de suas pernas e pés que são de um emu (uma ave endêmica australiana, semelhante a um avestruz).

As fontes sobre essas criaturas são escassas. As poucas que os citam afirmam que eles vivem como uma tribo e que nunca se movem sozinhos de um lugar para outro, sempre reunidos em pelo menos um pequeno grupo. Também se alimentariam basicamente de larvas e utilizam bumerangues feitos com madeira extraída de árvores gidyer.

Arte de John Rozum

fonte:

  • Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane

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13 de outubro de 2021

Ikuchi

۞ ADM Sleipnir

Arte de David Aravena

Ikuchi (japonês イクチ, também chamado Ikuji ou Ayakashi) é uma espécie de yokai marinho pertencente ao folclore japonês, atestado em várias obras datadas do período Edo, como o Tankai de Sōan Tsumura e o Mimibukuro ("Compilação de Contos de Terror") de Negishi Shizumori. 

Descritos geralmente como sendo serpentes de tamanho colossal, os Ikuchi são ditos vagarem pelos mares abertos na costa do Japão, onde se enroscam em embarcações sempre que cruzam com uma. Conforme desliza seu corpo lentamente em torno da embarcação (processo que pode levar horas ou as vezes dias, devido ao seu tamanho quilométrico), um Ikuchi despeja sobre a mesma uma espécie de óleo bastante pegajoso e pesado, o qual a tripulação da embarcação precisa remover do convés e atirar no mar para que a mesma não acabe afundando.


Sob o nome de Ayakashi, um Ikuchi aparece no Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼拾遺, "Apêndice aos Cem Demônios do Presente e do Passado"), de Toriyama SekienO termo Ayakashi é mais comumente usado para criaturas sobrenaturais das águas em geral, e Toriyama parece ter usado para listar essa classe, porém o termo acabou pegando como um nome desse yokai em específico.

Representação do Ikuchi (ayakashi) no Konjaku Hyakki Shūi


fontes:


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11 de outubro de 2021

Avistamento Alien de Cussac

۞ ADM Sleipnir

O Avistamento Alien de Cussac foi um suposto avistamento extraterrestre ocorrido no dia 29 de agosto de 1967, na comuna francesa de Cussac. As testemunhas desse avistamento foram duas crianças, François Delpeuch e Anne-Marie Delpeuch, na época respectivamente com 13 e 9 anos.

De acordo com o relato das crianças à polícia, elas observavam vacas pastando em um campo, quando de repente avistaram uma nave prateada, brilhante e de forma esférica, com cerca de  4 metros e meio de diâmetro. A nave estava pousada sobre o campo, enquanto quatro pequenos seres humanoides estavam ao seu redor. Um dos seres estava curvado, aparentemente ocupado com algo no chão, e outro segurava um objeto parecido com um espelho. Os quatro seres eram completamente negros, e emitiam um brilho que fez François compará-lo ao brilho da seda. As crianças não conseguiram distinguir se a cor deles era de sua pele ou se usavam algum tipo de traje. Seus braços eram um pouco longos e finos, e não pareciam possuir mãos como as mãos humanas. Já suas pernas eram curtas e finas, e suas cabeças pareciam ter proporções normais em relação ao corpo, mas o crânio, o nariz e o queixo eram igualmente pontudos.


Em algum momento, François gritou: "Vocês vieram brincar com a gente?",e os pequenos seres, percebendo que estavam sendo observados, retornaram rapidamente para a sua nave. A esfera brilhante fez alguns movimentos circulares no chão antes de decolar em grande velocidade em direção ao céu. Assustadas e chorando, as crianças correram para casa e alertaram os adultos. Chamada ao local, a polícia notou um forte cheiro de enxofre e as marcas de grama seca onde segundo as crianças a nave havia pousado.

Onze anos após o ocorrido, o Grupo de Estudos e Informações de Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados (Geipan) investigou o local e notou que os relatos não mudaram. Além disso, a descrição feita pelos irmãos bate com depoimento de uma terceira testemunha que também viu a esfera brilhante. Entretanto, apesar de manter sigilo absoluto sobre o ocorrido, em 2007, o órgão liberou na internet esse e outros arquivos oficiais sobre relatos de OVNIS na França. O caso ocorrido em Cussac foi considerado pelo governo francês como “um dos mais surpreendentes já observados no país”.

Publicação do caso no A.P.R.O. Bulletin em 1968

fontes:
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8 de outubro de 2021

Arkan Sonney

۞ ADM Sleipnir

Arte de Emily Oinen

Arkan Sonney ("ouriço sortudo" ou "porquinho farto" na língua manesa) é uma espécie de fada pertencente ao folclore da Ilha de Man. Geralmente descrito como um ouriço de pelagem branca, o Arkan Sonney é descrito na obra "Contos de Fadas da Ilha de Man" (1951), de Dora Broome,  descrito como tendo olhos e orelhas vermelhas, e tendo a capacidade de alterar seu tamanho, mas não sua forma. Muitas vezes, artes da criatura o retratam com um par de asas.

Arkan Sonney evitam o contato com seres humanos, por isso avistá-los é tido como um bom presságio. Dizem que eles trazem boa sorte para aqueles que conseguem capturá-los; além disso, dizem também que o sortudo sempre terá uma moeda de prata em seu bolso.

Arte de Traci Shepard

fontes:

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6 de outubro de 2021

Paoxiao

 ۞ ADM Sleipnir

Paoxiao (Páo xiāo, chinês: 狍鸮) é uma criatura pertencente à mitologia chinesa, descrita no Shan Hai Jing (chinês 山海經, "Clássico das Montanhas e Mares") como sendo semelhante a uma cabra, porém possuindo um rosto e mãos humanas. Em sua boca, o Paoxiao possuí dentes semelhantes aos de um tigre, e seus olhos não estão localizados em seu rosto, mas sim atrás de suas axilas.

Dito habitar o Monte Gouwu, o Paoxiao é uma besta devoradora de homens, e para atraí-los até o seu covil reproduz sons semelhantes aos de um bebê chorando.

Arte de yuyulin

Comparações com o Taotie

O historiador Guo Pu (chinês: 郭璞; 276–324) equiparava o Paoxiao ao Taotie (chinês 饕餮) uma antiga criatura mítica pertencente aos Quatro Perigos (chinês: 四凶, Si Xiong), um grupo de 4 seres malévolos antagonistas aos Quatro Deuses Celestiais. Geralmente representado em vasos de bronze como uma cabeça sem um corpo, o Taotie representa a gula e a ganância, e seu apetite é tão grande que o fez devorar seu próprio corpo. No entanto, as características do Paoxiao diferem das decorações em vasos e esculturas antigas de bronze, que os estudiosos convencionalmente chamam de "máscaras de Taotie", o que torna a equiparação de Guo Pu questionável. 

Taotie


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4 de outubro de 2021

Vuokho

۞ ADM Sleipnir

Vuokho é um pássaro-trovão originário do folclore dos povos lapões da Finlândia e da Escandinávia. Descrito como um pássaro monstruoso e de enormes proporções, acreditava-se que o trovões eram produzidos pelo bater de suas asas. Além disso, o Vuokho é visto como uma criatura que possui grande prazer em causar dor à humanidade, o que ele faz espalhando pestes e miséria por onde quer que passe.

Cultura Popular
  • Vuokho serviu para inspiração de um criatura de mesmo nome presente no game Final Fantasy XIV - A Realm Reborn
  • Ele também aparece no game para IOS e Android Guardian Cross, mais fielmente retratado como um pássaro trovão;
  • Uma aeronave presente no jogo Warhammer 40k é batizada com o nome Vuokho;
  • O poeta Samuel Taylor Coleridge (1772-1834) escreveu sobre o Vuokho em seu poema "O Destino das Nações"
Arte de nicili

fontes:
  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklore, de Theresa Bane;
  • Imagination in Coleridge, por John Spencer Hill, Samuel Taylor Coleridge.
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1 de outubro de 2021

Maikubi

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Jonathan Hamers

Maikubi ou Mai-kubi (japonês 舞首 ou まいくび, "cabeças dançantes") é um yokai do folclore japonês, mais precisamente do folclore da cidade de Manazuru, na prefeitura de KanagawaEle é descrito como um trio de cabeças decepadas que aparecem flutuando na superfície da Baía de Sagami durante a noite. 

Segundo a lenda contada no quinto volume do  Ehon Hyaku Monogatari (絵本百物語, Livro Ilustrado de Cem Histórias), ilustrado por Takehara Shunsensai, em certa ocasião durante a era Kangen (1243-1247), três samurais chamados Kosanta, Matashige e Akugorō estiveram em Manazuru participando de um festival. Após exagerarem no saquê, os três ficaram completamente bêbados e perderam o controlem, até que começaram a discutir entre si. A discussão ficou tão séria que evoluiu ao ponto deles desembainharem suas espadas e iniciarem um combate.

Akugorō decapitou Kosanta e perseguiu Matashige enquanto este tentava fugir. Durante a perseguição, Akugorō tropeçou. Matashige aproveitou a situação para dar meia-volta e matar seu perseguidor, porém Akugorō levantou a tempo e respondeu ao ataque. Akugorō e Matashige se golpearam ao mesmo tempo decapitando um ao outro. As cabeças dos três samurais rolaram e caíram no mar. No entanto, a morte não resolveu o conflito entre eles. Suas cabeças flutuaram até a superfície do mar e começaram a se morder e cuspir fogo umas nas outras, ficando presas em um combate eterno.

Arte de Fukunaga

Os espíritos vingativos dos três samurais ainda assombram o mar ao redor de Manazuru. À noite, eles podem ser vistos dançando na superfície do mar enquanto cospem fogo uns nos outros. Os moradores de Manazuru temem a área e a chamam de tomoe ga fuchi (“as profundezas de tomoe”). Quando ondas em forma de tomoe um símbolo que se parece com uma grande vírgula - aparecem na superfície, eles evitam se aproximar das águas por medo de desastres marítimos, os quais acreditam serem causados por eles.

Cultura Popular

  • Maikubi é o nome de uma música da banda de Enka metal Onmyo-za;
  • No anime/mangá GeGeGe no Kitarō, as cabeças são individualmente conhecidas como Kaze-Kubi (風 首, lit. "cabeça de vento"), Hi-Kubi (火 首, lit. "cabeça de fogo" ) e Kaminari-Kubi (雷 首, lit. "cabeça de trovão");
  • Supõe-se que as três cabeças que aparecem no filme A Viagem de Chihiro (2001), de Hayao Miyazaki, sejam inspiradas neste yokai.
Maikubi em GeGeGe no Kitarō


fontes:


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