29 de outubro de 2015

Camahueto

۞ ADM Sleipnir


O Camahueto é um animal fantástico oriundo da mitologia chilota. Ele é uma espécie de bezerro com um pequeno chifre dourado no meio da testa, como um unicórnioCamahuetos nascem em terra, onde vivem por cerca de duas décadas. Após esse período, eles migram para o mar, deixando um rastro de morte e destruição por onde passam. Eles destroem a paisagem e devoram todos os pássaros e animais que encontram em seu caminho para o mar. Uma vez no mar, eles naufragam embarcações e devoram qualquer humano que encontrarem.


Quando as pessoas percebem que o responsável por tamanha destruição é um Camahueto, elas buscam a ajuda de uma machi (xamã, curandeiro tradicional / líder religioso do povo mapuche). Ela irá usar algas para laçar o chifre na cabeça do camahueto, e então guiará a criatura pacificamente para a água. Em noites de lua cheia, a machi pode remover o chifre de um Camahueto, convertendo-o em um dócil bezerro. Ao enterrar esses chifres ou somente lascas dele, novos Camahuetos podem nascer.

O chifre do Camahueto é incrivelmente valioso, podendo ser usado para curar várias doenças. Machis raspam lascas do chifre e usam-no em poções que curam doenças de pele, anemia e podem tornar as pessoas idosas fortes e ativas novamente. Ele também pode curar aqueles que se tornaram impotentes. No entanto, o consumo em excesso do chifre de camahueto pode ser desastroso. Ele pode tornar as pessoas loucas ou esquizofrênicas, além de provocar outros sintomas como manchas vermelhas na pele, olhos vermelhos e convulsões.


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7 de outubro de 2015

Mansão Summerwind

۞ ADM Sleipnir


A Mansão Summerwind, anteriormente conhecida como Mansão Lamont, é uma adega agora abandonada nas margens de West Bay Lake, em Vilas County, North East Wisconsin. Ele tem a fama de ser um dos locais mais assombrados em Wisconsin. Devido ao abandono, os elementos fogo e o tempo, pouco da mansão hoje permanece de pé.

Summerwind foi originalmente construída no início do século 20 como um hotel de pesca. Em 1916 foi adquirido por Robert P. Lamont, que empregou arquitetos, Chicago Tallmadge e Watson, substancialmente remodelaram o imóvel e transformaram -no em uma mansão. Lamont ou Summerwind permaneceu remodelada por cerca de 15 anos, período em que as empregadas de Lamont disseram que a mansão era assombrada, mas ele não acreditava nelas. No entanto, ele , então, teria abandonado a propriedade de repente em meados de 1930 depois de testemunhar uma aparição na cozinha da mansão.


Depois de permanecer vago por algum tempo, a casa se tornou a residência de Arnold e Ginger Hinshaw e seus quatro filhos, que ganharam força durante a década de 1970. É a partir deste momento em diante, foram originados inúmeros relatórios de assombração na mansão . Os Hinshaws relataram uma série de estranhas ocorrências, que vão desde sombras que pareciam mover-se pelos corredores e vozes suaves que paravam quando entravam nos quartos, inexplicável problemas elétricos e mecânicos . Eles também relataram ter visto o fantasma de uma mulher não identificada que apareceu várias vezes nas proximidades da sala de jantar. Dentro dos seis meses em que eles moraram lá em Summerwind, Arnold sofreu um colapso e Ginger tentou o suicídio. Arnold foi enviado para tratamento e Ginger foi morar com seus pais em Granton, Wisconsin.

Em Junho de 1988, Summerwind foi golpeada várias vezes por relâmpagos, resultando em um incêndio que destruiu grande parte da mansão. Curiosamente, um raio atingiu a casa, não as árvores mais altas em torno dele. Hoje, somente as pilhas da casa, chaminé, fundações e degraus de pedra permanecem.


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2 de outubro de 2015

Begorotire, o Senhor da Chuva

 ۞ ADM Sleipnir

Begorotire, arte de Laura Sardinha

Begorotire é um deus da chuva, dos grãos e da abundância da tribo Caiapó. De acordo com a lenda, ele era um índio da tribo que certo dia decidiu ir embora de sua aldeia e buscar um novo local para viver, após se sentir injustiçado com a divisão de uma caça. Ele cortou o cabelo da esposa e da filha, pintou toda a família com uma tinta preta feita com jenipapo e criou a primeira borduna Caiapó (um tipo de porrete). Levando toda sua família, Begorotire subiu no topo de uma montanha, e com sua raiva, começou a gritar, levantando sua borduna. Seus gritos foram tão intensos que soaram como trovões, da ponta de sua arma irromperam raios.

Em meio ao barulho e às luzes, Begorotire subiu aos céus. Os índios assustados atiraram suas flechas, mas nada conseguiu impedir que o índio desaparecesse no firmamento. As nuvens, também assustadas, derramaram chuva. Por isso Begorotire tornou-se o homem chuva. Tempos depois, levou toda a família para o céu, onde se tornaram muito prósperos, tendo extensas e ricas plantações de vários tipos. Apesar de ter deixado sua tribo, ele não os abandona de fato, enviando uma de suas filhas dentro de uma cabaça, para levar novas sementes aos Caiapó. 

Artes de gureiduson

A filha do Senhor da Chuva é encontrada por um jovem, que a tira de dentro da cabaça, magra e com os cabelos muito longos, pelo extenso tempo que ficou presa, e a leva de volta à aldeia. A donzela entrega as sementes enviadas pelo pai e se casa com o jovem que a encontrou, passando a viver na terra. Algum tempo depois, a filha do Senhor da Chuva vai visitar seus pais e retorna trazendo toda a família de volta à tribo. Begorotire traz vários cestos cheios de bananas e diversas frutas silvestres e ensina a todos como cultivar as sementes e e cuidar das plantações.


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1 de outubro de 2015

Katawaguruma

۞ ADM Sleipnir


Katawaguruma (em japonês 片 輪車 ou か た わ ぐ る ま; literalmente "roda aleijada") é um espécie de yokai bastante similar ao Wanyudo, um yokai em forma de roda de carro de bois flamejante com uma cabeça humama presa a ela. A diferença entre os dois é que o Katawaguruma surge como uma mulher nua montada sobre a roda em chamas, queimando eternamente. Ele parece atuar da mesma maneira que o Wanyudo, rolando ao longo das estradas do Japão, ocasionalmente parando em cidades para caçar almas impuras e arrastá-las consigo para o inferno.


O Katawaguruma lança maldições poderosas em qualquer um que vê-lo, e essa maldição se espalha rapidamente através da cidade, através da partilha de notícias e fofocas sobre o yokai. Eventualmente, isso pode trazer calamidade sobre uma aldeia inteira. Apesar disso, existem relatos de que o Katawaguruma é capaz de ser misericordioso com os humanos, ao contrário do Wanyudo.



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25 de setembro de 2015

Trauco

۞ ADM Sleipnir


O Trauco (Trauko, Chauco, Thrauco ou Huelle) é uma criatura mítica semelhante a um duende ou goblin, que vive nas profundas matas da ilha de Chiloé, no sul do Chile. Ele é conhecido por seduzir e molestar mulheres, preferencialmente aquelas que ainda são virgens. 

Ele é geralmente descrito como sendo uma criatura humanóide, possuidora de baixa estatura e de uma aparência repugnante. Ele geralmente veste um chapéu e roupas feitos de vinhas. Suas pernas são deformadas, terminando em tocos simples e sem pés.  Ele caminha pelos bosques de Chiloé carregando consigo um bastão trançado chamado Pahueldún e também um pequeno machado de pedra encantado, o qual dizem ser capaz de cortar qualquer árvore com apenas três golpes.


Poderes

O Trauco é temido pelos homens de Chiloé, pois reza a lenda de que o seu olhar pode ser mortal. Além disso, ele possui um poderoso magnetismo sexual, semelhante a um Íncubo, sendo capaz de atrair todos os tipos de mulheres, desde as mais jovens até mulheres de meia-idade. As mulheres escolhidas por um Trauco certamente iram até ele, mesmo se estiverem dormindo e, incapazes de resistirem à sua atração mágica, elas terão relações sexuais com ele. Assim, o Trauco muitas vezes é utilizado como explicação para uma gravidez indesejada, principalmente a de mulheres solteiras; as pessoas assumem que o Trauco é o pai ausente, isentando assim a culpa da mulher, pois o poder do Trauco é irresistível.

Fiura

De acordo com o mito, o Trauco possui uma esposa maligna e tão feia quanto ele, chamada Fiura. Ela possui a habilidade de lançar um "feitiço de doença" contra qualquer um que rejeita seus avanços sexuais. Apesar de sua aparência, ela geralmente é irresistível para os homens e, depois de ter relações com eles, ela leva a loucura.



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22 de setembro de 2015

Huracán

۞ ADM Sleipnir


Huracán (também Hurakan Jurakan, Deus K, sign. "Uma Perna") era o deus maia dos ventos, das tempestades e do fogo, além de ser uma das divindades criadoras, participando ativamente do processo de criação do mundo e da humanidade, ao lado de Kukulcán (Quetzalcoatl para os astecas) e do deus do céu, TepeuComo seu nome indica, Huracán possuía apenas uma perna (sendo por isso representando geralmente nas artes como uma serpente), porém seus braços eram enormes, e ele criava poderosas ventanias girando-os velozmente. 


De acordo com o Popol Vuh, Huracán ficou encarregado de eliminar os homens de madeira, que haviam sido criados após os deuses terem falhado em criar uma raça capaz de louvá-los. A primeira tentativa falha foram os animais, que se expressavam por meio de sons indistinguíveis pelos deuses. A segunda tentativa, os homens feitos de barro, foram moldados com terra e água, mas no fim, além de não conseguirem pronunciar nenhuma palavra reconhecível, eram incapazes até de ficarem de pé, e por isso foram colocados na água, e vieram a se tornar as criaturas do mar. Na terceira tentativa, os deuses criaram os homens de madeira, a primeira população humana da terra. Eles eram plenamente capazes de falar, porém não falavam sobre os deuses e nem os louvavam. Por essa ofensa contra aqueles que os criaram, os homens de madeira foram destruídos por Huracán, que usou seu poder para criar uma tempestade de lava e por um fim a eles.



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21 de setembro de 2015

Ga-gorib

۞ ADM Sleipnir


Ga-gorib é um monstro temível e lendário da mitologia khoikhoi e san (Khoisan), povos indígenas do sul da África, como na Namíbia e África do Sul. Ele habita à beira de um fosso profundo e traiçoeiro, desafiando viajantes a arremessar uma pedra para derrubá-lo. A pedra, porém, ricocheteia magicamente contra o atirador, matando-o instantaneamente, e o corpo cai no abismo como presa fácil para o predador. O nome Gorib significa “o manchado” nas línguas khoisan centrais, possivelmente associado a predadores como o leopardo ou a chita. Já o elemento Ga é incerto, mas pode indicar negação, sugerindo que “Ga-gorib” seria um “não-leopardo”, uma criatura que distorce ou imita de forma antinatural as qualidades desses animais.

Ga-gorib encontra seu fim nas mãos de Heitsi-eibib, herói cultural khoikhoi, caçador astuto e figura semidivina venerada como protetor. Ao invés de aceitar o desafio fatal, Heitsi-eibib espera a oportunidade certa e acerta o monstro abaixo da orelha com precisão letal, fazendo-o tombar no próprio fosso. Em uma variante menos comum, Ga-gorib persegue Heitsi-eibib, que acaba escorregando e caindo em torno do fosso, mas escapa e empurra Ga-gorib para a morte.

Arte de William McAusland


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Postagem revisada e atualizada em 28/03/2026
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17 de setembro de 2015

Uldras

۞ ADM Sleipnir


Os Uldras são pequenos seres do folclore escandinavo, encontrados no extremo norte dos países da Escandinávia. Eles se assemelham a gnomos, mas são um pouco maiores e mais magros do que eles. A maioria possui cabelos brancos ou cinza claro, e tendem a ter a tez pálida. Eles geralmente usam roupas de cores monótonas e a maioria deles usa um chapéu cônico, longo e de cor escura. Eles se unem em grandes famílias ou tribos, e vivem em cavernas ou tocas subterrâneas .

Os Uldras tem autoridade e tutela sobre todos os grandes animais selvagens das florestas e tundras, como ursos, alces, lobos e renas. Embora prefiram permanecer no subsolo o tanto quanto for possível, eles emergem até a superfície durante o inverno para alimentar qualquer animal hibernando que esteja sob seus cuidados. Por permanecerem tanto tempo debaixo do solo, os uldras são tão sensíveis à luz do dia quanto morcegos, e por isso, quando precisam vir a superfície, o fazem durante a noite. Uma vez na superfície, eles montam nas costas de uma rena ou entre os chifres de um alce, usando sua montaria para realizar seu trabalho enquanto viajam em conforto.

Uldras tendem a serem amigáveis com os humanos, porém não gostam de ser menosprezados ou maltratados pelos mesmos. Os Lapões que vivem em território dos uldras são um povo migratório que vagueia sobre as vastas terras cobertas de neve em busca de musgo para alimentar seus rebanhos de renas. Às vezes, quando estes param em um local para montar suas tendas, eles ouvem o barulho dos uldras movendo-se no subsolo. Eles entendem isso como uma advertência dos uldras para que montem suas cabanas em um outro local, pois seu acampamento está bloqueando o acesso dos uldras à superfície. Se os Lapões não puderem seguir em frente, ou fizerem qualquer coisa que possa soar ofensivo aos uldras, estes certamente irão se vingar.

Um dos seus métodos de vingança é espalhar uma espécie de pó venenoso sobre o musgo que o rebanho de renas se alimenta. Após se alimentarem deste musgo, um grande número delas acaba morrendo, fazendo com que os nômades lapões percam seus meios de subsistência. Outras vezes, um uldra pode roubar um bebê humano e substituí-lo por um bebê uldra. Uldras bebês possuem dentes longos e afiados e rostos cobertos com cabelos pretos, de forma que a troca pode ser facilmente notada. Os meios para se recuperar de recuperar o bebé humano são semelhantes aos utilizados para recuperar crianças roubados por outros tipos de fada. Estes métodos incluem medidas drásticas como bater na criança uldra com um galho de árvore queimando até que os gritos da criança fazerem a mãe uldra voltar para buscá-lo Um método antagônico ao anterior consiste em simplesmente cuidar bem do bebê uldra , dando-lhe todo o amor e carinho possível. Acredita-se que a mãe uldra, em sinal de gratidão pelo amor demonstrado pelo seu filho, irá retornar para buscar seu próprio bebê e trazer de volta a criança humana sequestrada.

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