29 de abril de 2016

Macária

۞ ADM Sleipnir

Arte de Neith

Macária (ou Makaria, do grego Μακαρία, "aquela que é abençoada"), segundo a obra bizantina "Suda", é a deusa grega associada à "boa morte". Ela protegia as pessoas que morriam durante o sono, ou então que morriam rindo ou em um grande estado de alegria. O Suda a trata como filha do deus do mundo dos morto, Hades, sem mencionar o nome de sua mãe, que é comumente dita ser a deusa Perséfone.

Macária sentia grande compaixão pelos mortais, especialmente os de bom coração, que viviam uma vida justa. Esses em especial, a deusa não permitia que Tânatos, o deus da morte, levasse, indo pessoalmente buscá-los. Macária tinha a habilidade de caminhar entre os mortais sem ser vista ou percebida, a não ser pelo moribundo. Era representada como uma mulher atraente, de pele branca e cabelos negros e, junto com ela, dizem, vem um perfume de flores da primavera. Ela sempre levava o moribundo com muita gentileza, colocando-o num estado de profunda paz e tranquilidade, algumas vezes, levava-o durante um sono tranquilo. Além disso, Macária nunca abandonava as almas. Depois da morte, acompanhava os ritos funerários, caminhava ao lado do morto até o submundo e ficava com a alma durante o julgamento. Quase sempre, as almas acompanhadas por Macária eram levadas para a Ilha dos Abençoados.

Arte  de Arminy-ffy


fontes:

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27 de abril de 2016

Erlik

۞ ADM Sleipnir

Arte de Volkanyenen

Erlik (em turco antigo: 𐰀𐰼𐰠𐰃𐰚; turco moderno: Erlik Han; mongol: Erleg ou Yerleg; húngaro: Ördög, também Erlig ou Erlik Khan) é o deus da morte, das trevas e o soberano do submundo (Tamag, o inferno ou “terra profunda”) na mitologia turca e mongol. Mencionado em fontes como as lendas altaicas e khakas, Erlik julga as almas dos mortos, envia pragas e espíritos malignos (kara körmös) e pode escravizar almas se não receber sacrifícios.

Mitologia

Filho de Kayra Han (Tengri Kayra Khan), a divindade suprema do céu na cosmologia tengrista, e irmão de Ülgen, o deus associado à criação, à luz e ao mundo superior, Erlik foi banido para a nona camada inferior da terra após reivindicar um poder divino igual ao de seu pai e tentar criar um mundo próprio. Na tradição de diversos povos da Sibéria e da Ásia Central, o universo é dividido em múltiplos níveis celestes e subterrâneos; Erlik passou a governar o mais profundo deles, conhecido como Tamag, o submundo. Em uma variante altaica do mito, ele não caiu sozinho: foi lançado do céu juntamente com seus espíritos İye, entidades espirituais ou forças tutelares que podem atuar como auxiliares ou servos sobrenaturais.

Outras tradições apresentam explicações diferentes para sua queda. Em uma delas, Erlik mata Maidere (ou Maydere), um mensageiro divino enviado pelo mundo superior — frequentemente identificado com uma figura celestial ou salvadora associada às tradições turco-mongóis e, em alguns casos, relacionado a influências budistas. Em outra versão, Ülgen, seu irmão e rival, concede a Erlik ferramentas sagradas — um martelo e uma bigorna — para que ele participasse da ordem da criação. Contudo, ao perceber que Erlik as utilizava para produzir forças maléficas e espíritos destrutivos, Ülgen retira seus poderes e o expulsa para o submundo.

Arte de Mustafa Uslu

Há ainda uma narrativa diferente, na qual Erlik não surge inicialmente como deus, mas como o primeiro ser humano criado. Durante a formação da Terra, ele teria escondido em sua boca parte do barro primordial usado na criação do mundo. Quando o barro começou a crescer e deformar a superfície da Terra, sua desobediência foi descoberta; como punição, ele foi transformado em Erlik e condenado a governar o reino subterrâneo.

Segundo algumas lendas, antes da interferência de Erlik os seres humanos eram imortais e não conheciam a morte. Essa condição teria mudado quando uma coruja, ave frequentemente associada ao presságio e ao mundo espiritual em tradições siberianas, invocou Erlik e o trouxe para o mundo dos homens. A partir desse momento, a morte passou a existir — embora o momento exato em que isso ocorreu teria sido ocultado por Tengri, o grande deus celeste e princípio supremo do céu na religião tengrista.

Aparência e Atributos

Erlik é descrito como um ser monstruoso com rosto e dentes de porco, corpo humano robusto de um ancião, olhos negros e longos bigodes e sobrancelhas. Em algumas tradições, ele é representado por meio de máscaras ou totens de urso. 

Entre os dolganos, acredita-se que Erlik levou mamutes para o submundo, e sempre que tentam voltar à superfície, congelam até à morte como castigo. Já entre os khakas, Erlik reside em um palácio de cobre adornado com ouro. Ele é considerado responsável pela propagação de doenças e calamidades; caso não receba sacrifícios ( geralmente animais) pode escravizar as almas dos mortos.

Descendência 

Erlik possui nove filhos, conhecidos como Karaoğlanlar (“meninos negros”):

  • Karash Khan — associado às trevas;
  • Matyr (Matır) Khan — associado à coragem;
  • Shingay (Shyngay) Khan — associado ao caos;
  • Komur Khan — associado ao mal;
  • Badish (Badysh) Khan — associado aos desastres;
  • Yabash Khan — associado à derrota;
  • Temir Khan — associado ao ferro e à mineração;
  • Uchar Khan — associado aos informantes;
  • Kerey Khan — associado à discórdia.

Ele também possui nove filhas chamadas Karakızlar (“meninas negras”), cujos nomes não são conhecidos. Diz-se que elas seduzem xamãs para impedir que estes entrem em contato com Ülgen.

Culto e Práticas

Os xamãs conhecidos como kara kam (“xamãs negros”) negociam com Erlik para obter curas ou status no submundo. Sacrifícios são oferecidos para evitar a ação dos körmös (fantasmas ou espíritos malignos), que disputam as almas dos mortos com os emissários celestiais.

Segundo a tradição, apenas as almas más pertencem a Erlik. Tengri teria advertido: os pecadores seriam entregues a ele, enquanto os justos permaneceriam sob proteção divina. Assim, o sistema religioso tengrista não apresenta um dualismo absoluto, mas sim um equilíbrio entre forças opostas. O culto a Erlik foi registrado entre povos como os altaicos e buryats.

Curiosidades

O dinossauro Erlikosaurus andrewsi, descoberto na Mongólia e datado do período Cretáceo, foi nomeado em homenagem a Erlik. A figura da divindade também influenciou mitos regionais, como o demônio Ördög no folclore húngaro.

Arte de Yiğit Yerlikaya

fontes:


Postagem revisada e atualizada em 12/03/2026
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25 de abril de 2016

Abrahel

۞ ADM Sleipnir

Abrahel, arte de Genzoman
Abrahel é um demônio medieval, cujas características são associadas com os demônios noturnos conhecidos como súcubos. Seu nome ganhou certa popularidade quando o demonologista Remy Nicholas o descreveu em sua obra Daemonolatreiae libri tres ("Demonolatria"), publicado em Lyon no ano de 1595. Abrahel sempre toma a forma de uma mulher alta e de formas delicadas, porém não consegue ocultar completamente sua natureza demoníaca. 

Segundo uma história escrita em Demonolatria, em 1581, um homem chamado Petrone Armenterious de Dalheim, Luxemburgo, foi seduzido por Abrahel e persuadido por ela  a matar seu próprio filho. Ele ficou extremamente abalado, e em seu desespero tentou o suicído. Abrahel apareceu novamente a Petrone, prometendo ressucitar seu filho, se ele a adorasse como uma deusa. Assim Petrone o fez, e viu seu filho voltar a vida, porém com uma aparência triste. Algum tempo depois, o menino caiu fulminado no chão, e exalando um forte odor de podridão. Ele jamais havia sido ressucitado, era tudo uma ilusão criada por Abrahel.



fonte:
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22 de abril de 2016

Capcaun

۞ ADM Sleipnir


Capcaun (Căpcăun, algo como "cabeça de cão") é um temível ogro presente no folclore romeno, sendo conhecido por raptar crianças e jovens donzelas (principalmente princesas) para devorá-las. Ele costuma ser representado como um enorme e bruto ogro usando uma cabeça de cão como capuz e carregando um porrete nas mãos. Algumas vezes é descrito como tendo quatro olhos e até mesmo quatro pernas.

O termo căpcăun também significa "chefe tartar" ou "chefe turco", assim como "pagã". Alguns linguistas consideram o termo como sendo um cognato do termo turco kapkan (kaphan, kapgan), que em alguns povos turcos na era das migrações, era um rank de alta nobreza.

Arte de Alex Tilica
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20 de abril de 2016

Eikthyrnir

۞ ADM Sleipnir

Arte de Nasaych

Eikthyrnir (nórdico antigo Eikþyrnir, "carvalho espinhoso") é na mitologia nórdica um cervo que reside no topo do palácio de Odin, Valhala, juntamente com a cabra Heidrun. Lá, Eikthyrnir passa os dias mordendo as folhas da grande árvore Laerad, em torno da qual Valhala foi construída.

De acordo com o Grimnismal (cap. 26) e também com o Gylfaginning (cap. 39), gotas de um fluído sem nome pingam dos chifres de Eikthyrnir, em um volume tão grande que enchem Hvergelmir, a grande fonte de onde fluem todos os grandes rios do mundo. 


Cultura Popular
  • No anime Saint Seiya Soul of Gold, Eikthyrnir aparece como a robe divina do guerreiro deus Surt;
  • Eikthyrnir foi um boss de um evento do mobile game Seven Deadly Sins Grand Cross;
  • Eikthyrnir é um dos bosses do game Valheim;
  • Eikthyrnir batiza um dos clãs do game Northgard;
  • Possivelmente foi a inspiração para o pokémon lendário Xerneas.


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18 de abril de 2016

Bran, o Abençoado

۞ ADM Sleipnir
Bran (Brân, "corvo" em galês), o Abençoado, também conhecido como Bendigeidfran, é um gigante e rei da Grã-Bretanha na mitologia galesa. Antes de Arthur, ele era tido como o maior campeão da Grã-Bretanha, pois era um herói de proporção mítica incomparável. Bran figura em várias das Tríades Galesas, mas seu papel mais importante é na segunda parte do Mabinogion, Branwen ferch Llyr. Bran é filho do deus do mar Llyr e Penarddun, e irmão de Branwen, Manawydan, Nisien e Efnysien. 

O Casamento de Brawnen e Mathowlch

A história de Bran, como relatado no Mabinogion, começa com o casamento de sua irmã, Branwen, com Mathowlch, o grande rei da Irlanda. O casamento foi realizado nas margens da Ilha de Anglesey, e tendas gigantes foram erguidas para que fosse possível acomodar o gigante. A festa de casamento começou com bastante diversão e alegria, mas logo seria azedada pelo meio-irmão de Bran, Efnissyen, que se sentia ofendido por nunca ter sido questionado se ele consentia com o casamento.

Efnissyen descarregou sua raiva nos estábulos do rei Mathowlch, mutilando seus belos cavalos. Mathowlch, indignado e consternado por este insulto, cancelou o casamento e se preparou para voltar aos seus navios. Bran, sendo um homem de honra, rapidamente entrou em cena e arguiu para que Mathowlch permanecesse. Para remediar suas perdas, Bran ofereceu ao rei um novo cavalo em substituição a cada um ferido por Efnissyen, além de um grande cajado de prata e uma bandeja de ouro. Mathowlch, ainda consternado com o ocorrido, recusou a proposta de Bran.

Bran estava tão empenhado em resolver o conflito gerado pelo irmão que decidiu oferecer ao rei irlandês o maior tesouro de Gales: o Caldeirão do Renascimento, que poderia ser usado para reviver os mortos, em troca da capacidade de falar. Mathowlch finalmente cedeu e aceitou a generosidade de Bran. Ele levou sua noiva para casa com ele, e num intervalo de um ano, ela lhe deu um filho chamado Gwern ("Amieiro")

A Retaliação de Mathowlch



Ao contrário do que Bran acreditava, Mathowlch tinha perdoado a família de sua esposa apenas de boca. Em seu coração ele ainda nutria uma magoa pelo que foi feito aos seus cavalos, e o alvo de sua vingança seria sua esposa. Uma vez que havia dado a luz a Gwern, Branwen foi banida para a cozinha, onde foi colocada para trabalhar como uma empregada comum.

Mathowlch não era tolo o suficiente para deixar Bran tomar conhecimento da situação, e fez um grande esforço para evitar que qualquer notícia sobre sua crueldade chegasse até os ouvidos do gigante. Navios foram proibidos de viajar para a Grã-Bretanha, e os navios vindos da Grã-Bretanha passaram a ser apreendidos conforme atracavam. Esta situação obviamente, não iria se sustentar por muito tempo, mas Branwen decidiu não esperar seu irmão investigar seus navios desaparecidos. Ela acabou criando uma maneira de entrar em contato com seu irmão em segredo: treinou um jovem pássaro para levar mensagens e o enviou ao encontro de Bran. 


Sendo um gigante, não foi difícil para o pássaro localizar Bran, que tão logo recebeu a mensagem, imediatamente reuniu uma força de invasão. Ele deixou seu reino sob os cuidados de seu filho Caradoc e navegou para a Irlanda com a sua frota.Na verdade, foi apenas o exército de Bran que zarpou para ir de encontro as forças de Mathowlch. Bran era tão grande que ele simplesmente entrou no mar e caminhou ao lado de seus navios.

Enquanto isso, Mathowlch era atormentado por visões de uma floresta que aparecia no meio do mar, ladeada por uma enorme montanha. Não tendo ninguém que pudesse interpretar esta visão, ele convocou Branwen para que pudesse interpretá-la. Brawnen informou ao rei que a floresta em cima do oceano era a frota de Bran, e a montanha era o próprio Bran, que estava vindo para resgatá-la.


Uma vez informado de que Bran vinha ao seu reino, e sabendo que a derrota era certa, Mathowlch elaborou um plano para ludibriar o inimigo. Ele ordenou que fosse imediatamente construída uma casa grande o suficiente para acomodar Bran. A casa seria tão grande que iria abrigar não só o gigante, mas seu exército também. Seria a primeira casa grande o suficiente para que Bran pudesse entrar, e também primeira casa do gigante. Mathowlch estava certo de que impressionaria Bran e aplacaria sua raiva, pelo menos temporariamente.

Após o termino da construção da casa, Mathowlch preparou uma grande festa no salão da mesma. Ele esperava que Bran e seus homens ficassem totalmente bêbados, momento em que ele planejava um ataque surpresa. Nos pilares do grande salão, haviam pendurados um grande número de sacos, cada um contendo um guerreiro armado, que cairiam sobre os homens de Bran e os matariam.

A destruição da Irlanda

Ao chegar, o gigante ficou muito satisfeito com a sua nova casa, e o ardil foi bem sucedido. Já dentro dela, perguntou sobre os sacos pendurados nos pilares. Mathowlch explicou -lhe que estes eram disposições de farinha e aveia. Bran se contentou com essa explicação, porém Efnissyen, seu irmão sempre desconfiado, não tinha tanta certeza da veracidade dessa explicação, e apertou cada um dos sacos para assegurar-se de que o rei falava a verdade. Como Efnissyen era parte gigante, ele acabou apertando os sacos forte o suficiente para matar todos os guerreiros ocultos. Assim, Mathowlch foi forçado a pensar num novo plano. Antes que ele fosse capaz de fazê-lo, no entanto, Efnissyen mais uma vez criou uma confusão. Ao ser apresentado ao jovem filho de Branwen, Efnissyen lembrou-se da ofensa que foi para ele não ser consultado sobre o casamento, e em um acesso de raiva, empurrou Gwern dentro da lareira. Era o estopim para a batalha entre Bran e Mathowlch.

A batalha durou três dias e noites antes do exército de Bran sair vitorioso. A batalha durou tanto tempo devido ao caldeirão mágico que Bran tinha dado a Mathowlch, que lhe permitia ressuscitar seus homens continuamente. Para dar um fim nesse ciclo, Efnissyen escondeu-se entre os irlandeses mortos, e ao ser jogado dentro do caldeirão, dilatou o mesmo devido ao seu tamanho e o partiu em quatro pedaços. Os irlandeses foram rapidamente derrotados depois disso. Com seu ato, Efnissyen conseguiu se redimir de seus erros, porém acabou lhe custando a vida. Enquanto Bran batalhava na Irlanda, um chefe rival derrubou seu filho Caradoc e escravizou os chefes britânicos com magia negra. 

O resultado da batalha foi catastrófico. Todos os cidadãos irlandeses foram mortos, exceto cinco mulheres grávidas, e os exércitos de Bran foram reduzidos a apenas sete guerreiros, contando com Bran. Bran foi ferido com um dardo envenenado e estava fadado à morte. Já Branwen, profundamente triste por seu desconforto ter sido a ruína de todos, acabou morrendo de desgosto. 

A Cabeça Milagrosa

O moribundo Bran ordenou aos seus homens restantes que cortassem sua cabeça e retornassem com ela para a Grã-Bretanha, onde deveriam enterrá-la com o rosto voltado para o mar, num lugar chamado Colina Branca. A cabeça de Bran serviu como um poderoso talismã, protegendo a Grã-Bretanha de invasões por muitas gerações antes de ser desenterrada pelo rei Arthur, que afirmou que a partir daquele momento, a Grã-Bretanha seria protegida somente por Deus e pelo exército de Arthur.




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15 de abril de 2016

Feng Po-po

۞ ADM Sleipnir



Feng Po-po ou Feng Popo (chinês simp: 风夫人; literalmente "Senhora dos Ventos") é uma deusa chinesa dos ventos, usualmente representada substituindo Feng Bo, a forma humana masculina de Fei Lian. Não se sabe se ela substitui Fei Lian no papel de divindade dos ventos, ou se ela é mais uma forma humana do mesmo.

Feng Po-po é representada como uma mulher idosa montada em um tigre, com o qual ela percorre os céus sob um caminho feito de nuvens. Ela carrega consigo uma bolsa onde ela guarda os ventos, liberando-os conforme o necessário.



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13 de abril de 2016

Besta Ladradora

۞ ADM Sleipnir



A Besta Ladradora (também chamada de Besta Bizarra ou Beste Glatisan) é uma criatura quimérica presente nos contos legendários do Rei Arthur. Ela é o alvo de missões realizadas por cavaleiros famosos, como Rei Pellinore, Sir Palamedes, e Sir Percival.

Ela possui a cabeça e o pescoço de uma serpente, o tronco e as patas de um leopardo, a cauda de um leão e os cascos de um cervo. Ela também emite um som supostamente de seu estômago, o que é dito a soar como "trinta cães ladrando" (daí a origem de seu nome). De acordo com os antigos contos ingleses, a Besta Ladradora vaga constantemente em busca de fontes de água doce, a fim de saciar sua sede insuportável, porém, assim que ela bebe um pouco de água, a fonte da qual ela se serviu se torna venenosa para sempre.

Certa vez, o rei Arthur participava de uma caçada que já durava horas, e então ele decidiu fazer uma pausa para descansar. Ele encontrou uma fonte em meio a floresta e então deitou-se ao lado dela para dormir. Enquanto dormia, Arthur teve um sonho  perturbador, que predizia a destruição de seu reino, e, ao acordar assustado, ele viu a Besta Ladradora bebendo na fonte. Outro relato diz que a besta na verdade apareceu em seu sonho e que, quando ele acordou, notou que a água da fonte havia tornado-se negra e venenosa, com um cheiro enorme de enxofre. Em seguida, Arthur é alcançado pelo rei Pellinore, que lhe informa que a missão de sua família é caçar a besta. 


O mago Merlin revela a Arthur que a Besta Ladradora era a prole de uma mãe humana, uma princesa para ser mais exato. Esta princesa cobiçou seu próprio irmão, e acabou sendo tentada pelo Diabo, que prometeu fazer seu irmão amá-la com a condição de que ela se deitasse com ele. A princesa então, desejando ter o amor de seu irmão, deitou-se com o diabo, que por sau vez manipulou a jovem princesa fazendo-a acusar seu irmão de estupro. Ao tomar conhecimento dessa acusação, o rei jogou seu filho como comida para seus cães de caça, e fez com que a princesa assistisse a cena macabra. Antes de morrer, o jovem tona príncipe disse que sua irmã iria dar à luz uma abominação que faria os mesmos sons como a matilha de cães que estava prestes a matá-lo.


Na Demanda do Santo Graal, encontram-se diversos contos em que a besta está presente, e todos os cavaleiros tentam encontrá-la e matá-la, mas apenas Palamades consegue este feito, e fica conhecido como Palamades, O Cavaleiro da Besta.

A Besta Ladradora é muitas vezes considerada um símbolo do incesto, violência e caos que eventualmente destrói o reino de Arthur. Arthur teve um caso "acidental" com sua meia-irmã Morgause, num momento em que Arthur não sabia que os dois eram parentes. Esta união levou ao nascimento de seu filho Mordred, que seria mais tarde a ruína do reino de Arthur, Camelot.


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