3 de março de 2017

Amakusa Shirō Tokisada

۞ ADM Sleipnir

Arte de Genzoman

Amakusa Shirō
(天 草 四郎 ?, c.1621? - 28 de fevereiro de 1638), também conhecido como Amakusa Shirō Tokisada (天草四郎 時 貞?), foi um jovem ronin líder da Rebelião de Shimabara, uma revolta de católicos romanos japoneses contra o xogunato. Eles foram derrotados e Shiro foi executado quando ainda tinha apenas 16 anos de idade, tendo sua cabeça exibida em um pique perto de Nagasaki. Desde o final do século 20, Shiro tem sido caracterizado na cultura popular como um personagem em vários mangás, animes e jogos.

Shirō nasceu em 1621, onde nos dias de hoje fica a cidade de Kami-Amakusa, na província de Kumamoto. Seu pai se chamava Masuda Jinbei, um ex-membro do clã Konishi convertido ao catolicismo (de acordo com algumas fontes, Shirō seria na verdade um filho bastardo de Toyotomi Hideyori, o filho e sucessor de Toyotomi Hideyoshi, sucessor de Oda Nobunaga e considerado o segundo "grande unificador" do Japão).

Aos 15 anos de idade, o jovem e carismático Shirō era conhecido pelos seguidores católicos japoneses como "mensageiro do céu", e os mesmos lhe atribuíam poderes milagrosos.


Após completar 16 anos, Shirō veio a se tornar o líder da Rebelião Shimabara, sendo escolhido entre outros quatro ronin que participaram da insurreição, por uma profecia atribuída a São Francisco Xavier, que foi encontrada no texto deixado por um missionário jesuíta expulso do Japão vinte e cinco anos antes, e contida em uma poesia onde se dizia que chegaria um rapaz "ame no tsukai" (em português "enviado do céu") que iria evangelizar todo o Japão.

Ao tomar conhecimento da revolta, o xogunato enviou tropas do daimiô Itakura Shigemasa que, para tentar deter a revolta, aprisionaram e torturaram a mãe e as irmãs de Shirō, que decidiu se entrincheirar dentro do Castelo Hara e combater Shigemasa com a ajuda dos camponeses católicos que o seguiam. 

Dentro do Castelo Hara haviam por volta de 40.000 pessoas, onde cerca da metade delas eram as esposas e filhos dos “soldados” que defenderam o castelo com armas leves, contra um exército regular composto por mais de 125.000 soldados comandados por Itakura Shigemasa e por Matsudaira Nobutsuna. Este último, homem de confiança do xogum Iemitsu, veio a substituir o primeiro após sua morte, que se deu durante um confronto contra os rebeldes. 


Shirō conseguiu defender-se por muito tempo, derrotando os adversários, inclusive conseguindo matar Itakura Shigemasa. Nobutsuna, seu substituto, recebeu de 
Yamada Uemonsaku, um dos rebeldes, a informação de que os suprimentos do castelo estavam no fim. Decidindo aproveitar a ajuda de seus aliados holandeses, Nobutsuna fez com que eles destruíssem com suas embarcações os muros do Castelo Hara para então invadir com seu exército e por fim a rebelião. Cansados, com fome e sem munição, Shirō e seus seguidores foram completamente derrotados. Com exceção do traidor Yamada, todos os que estavam dentro do castelo, incluindo mulheres e crianças, foram decapitados, e a cabeça de Shirō ficou exposta sobre uma estaca em Nagasaki, como advertência aos rebeldes católicos. Conta-se que as últimas palavras de Shirō foram: "Eu retornarei após 100 anos e tomarei minha vingança." 

Muitos cristãos japoneses consideram Shirō um santo, mas a Igreja Católica Romana não o canonizou. Uma estátua de Amakusa Shirō encontra-se hoje instalada no Castelo de Shimabara.


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2 de março de 2017

Portal no Youtube: Cabeça de Cuia

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1 de março de 2017

Kishi

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Kishi é um demônio de duas faces pertencente ao folclore angolano. Ele se assemelha a um humano comum, porém além de possuir um corpo e um rosto humano bastante atraente, ele possui um rosto de uma hiena na parte de trás da cabeça. O rosto de hiena possui longos dentes afiados e mandíbulas tão fortes que é impossível arrancar de sua boca qualquer coisa que ele morder. 

Os Kishi usam seu disfarce humano para atrair suas vítimas, geralmente jovens, que uma vez capturadas, são devoradas pelo rosto de hiena. 

Arte de Marisa Melton
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27 de fevereiro de 2017

Grand Bois

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Grand Bois ("Grande Lenho" em francês, também chamado Grans Bwa, Bran Bwa ou Ganga-Bois) é o Loa mestre da natureza no vodu haitiano. Ele é um espírito elemental, sintonizado com a terra e as selvas, e intimamente associado com plantas, árvores e ervas de todos os tipos. Grand Bois é o protetor de todos os animais selvagens, detém todos os segredos da medicina herbal, e é um mágico poderoso em seu próprio direito.

Grand Bois é geralmente representado como um ser meio-homem, meio-árvore, com um corpo como o tronco robusto de uma árvore, com ramos como  dedos e raízes como pés.

Ao lado de Kaifu (Carrefour) e de Baron Cimitière, forma a chamada Tríade de Magos, que representam a jornada da vida: Grand Bois representa a terra rica onde nascemos e as madeiras escuras onde tropeçamos; Maitre Carrefour representa as várias estradas e caminhos por onde passamos durante a vida, e Baron Cimitère representa o final da nossa jornada.

Kaifu (esquerda), Grand Bois (centro) e Baron Cimitère (direita) 

Embora Grand Bois possua um grande senso de humor, ele é um Petro loa (*), e como tal, 
pode ser selvagem e imprevisível, bem como perigoso. 

Culto 

Suas cores são o verde, marrom e vermelho. Seu dia sagrado são as terças-feiras. Oferendas a ele incluem: batata doce, inhame, banana verde, porco preto, cabra, rum destilado, bagas silvestres, bolotas e qualquer tipo de alimento da mata, folhas, flores, tabaco, rum, farinha de milho, bolos de amendoim e pão de mandioca.

Quando Grand Bois "baixa" em uma cerimônia, geralmente não está com fome, e prefere não ser visto. Suas oferendas são deixadas em um makout (uma espécie de saco de palha), pendurado em uma árvore próxima do corredor do templo ou no telhado do mesmo. Seus servos regularmente visitam bosques ou florestas para homenageá-lo. Árvores nos jardins de um templo são consideradas os santuários do loa, e são muitas vezes pintadas ou decoradas. Pequenas ofertas e velas acesas são freqüentemente colocadas entre as raízes.

No catolicismo, Grand Bois é sincretizado com São Sebastião.


(*): "Petro" loas são uma classe de loas, muitas vezes considerados raivosos ou demoníacos, geralmente usados em trabalhos "magia negra. Eles se originaram no Haiti, sob as duras condições da escravidão, e seu temperamento pdoe ser relacionado as condições ásperas e inimagináveis que os escravos tiveram que suportar.

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24 de fevereiro de 2017

Serápis

۞ ADM Sleipnir

Arte de Seth Fitts

Serápis
(em grego: Σέραπις ou Σάραπις; latim: Serapis) foi uma divindade sincrética criada por Ptolemeu I Sóter (fundador da dinastia ptolemaica). 
Ele era uma combinação dos deuses egípcios Osíris e Ápis (o touro sagrado de Mênfis) com aspectos dos deuses gregos Zeus (o rei dos deuses), Dionísio (o deus grego do vinho), Hélios (a personificação do sol ), Hades (o deus do submundo) e Asclépio (deus da medicina). Linguisticamente, seu nome é o resultado da fusão de Osiris e Apis, e há evidências de que um culto a Osarapis existia antes do Período Ptolemaico, mas a versão ptolemaica era uma concepção muito mais grega.

Serápis personificava a majestade divina e representava o sol, a fertilidade, a cura e a vida após a morte. Sua consorte era Ísis, originalmente a consorte de Osíris e a deusa mais popular durante o Período Ptolemaico.

Iconografia

Serápis era representado como um homem de idade madura e semblante grave, trajando vestes gregas e usando barba e longos cabelos. As imagem gregas mostram-o sentado em um trono e acompanhado do cão de 3 cabeças Cérbero.


O seu atributo é a corbelha sagrada dos mistérios, símbolo da abundância, juntamente com a serpente de Asclépio, uma vez que ele era, igualmente, um deus curandeiro.  

História

O culto a Serápis teria sido introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C., com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcia e helênica.

Ptolomeu Sóter fez diversos esforços para integrar a religião egípcia com a de seus soberanos helênicos. A política de Ptolomeu consistiu em encontrar uma divindade que conquistasse a reverência dos dois grupos étnicos do país, a despeito das maldições imprecadas pelos sacerdotes egípcios contra os deuses dos antigos soberanos estrangeiros (como o deus Seth, que foi louvado pelos hicsos). Alexandre, o Grande havia tentado usar Amon para este propósito, porém este deus era mais cultuado no Alto Egito, e não tinha tanta popularidade entre os habitantes do Baixo Egito, onde havia maior influência grega.

Os gregos tinham pouco respeito por figuras com cabeças de animais, e portanto uma estátua antropomórfica, no estilo grego, foi escolhida como ídolo, e proclamada oficialmente como equivalente o deus egípcio Ápis, extremamente popular. Foi chamado inicialmente, em egípcio, de Aser-hapi (ou seja, Osíris-Ápis), que se tornou Serápis; era tido como sendo o deus Osíris em sua totalidade, e não apenas a sua Ka (força vital).

O Serapeu

Serapeu (em latim Serapeum) era o nome dos templos dedicados ao culto de Serápis. Ptolomeu construiu o Serapeu em Alexandria como o centro de culto do novo deus, e este permaneceu sendo foco de peregrinação até ser destruído pelo Imperador Teodósio I, em torno de 389 d.C. 

Outros santuários e templos menores foram construídos ou adaptados em todo o Egito, e o culto a Serápis até mesmo se espalhou para os territórios romanos. O Serapeu em Saqqara (a casa do touro Ápis) cresceu em popularidade em meio aos gregos graças à conexão com Serápis, mas os nativos egípcios nunca adotaram realmente esta versão helenizada de Osíris.



fontes:
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23 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Mictecacihuatl

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22 de fevereiro de 2017

Nguruvilú

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Nguruvilú (também Guirivilo, Guruvilu, Ñuruvilu, Ñirivilu, Ñivivilu, Ñirivilo ou Nirivilo, do mapudungun Nguru "raposa" e filu "cobra") é uma criatura originária da mitologia mapuche. Ela é uma estranha criatura aquática, descrita como sendo espécie de raposa com um longo corpo semelhante ao de uma serpente. Ela possui garras na extremidade de sua cauda, que ela usa tanto para agarrar suas presas quanto para provocar redemoinhos.

Nguruvilus vivem em rios, e costumam atacar e matar aqueles que tentam atravessá-los a nado ou a pé. Eles fazem com que determinados pontos do rio pareçam rasos, encorajando suas vítimas a atravessá-lo a pé. Quando a vítima chega no meio do percurso, a criatura cria um redemoinho que acaba arrastando e afogando a mesma. A única maneira segura de cruzar um rio habitado por um Nguruvilu é usando um barco.


A única forma de livrar o rio de um Nguruvilu é obter a ajuda de um machi (xamã mapuche) ou de um kalku (bruxa ou feiticeiro mapuche versado em magia negra) que aceite ajudar. Para obter o auxílio de um Kalku, deve-se oferecer-lhe presentes, que devem ser entregues a ele assim que terminar o serviço. 

O Kalku ou o Machi irá realizar uma cerimônia que envolve andar a pé através do rio até chegar ao redemoinho provocado pelo Nguruvilú, onde ele mergulha. Mais tarde, ele nada até a superfície, trazendo consigo o Nguruvilú capturado com suas habilidades mágicas. Já na superfície, ele ameaçar mutilar a criatura com uma faca longa e afiada, caso ela ataque qualquer outra pessoa que tentar atravessar o rio, para no fim liberar o Nguruvilu de volta para a água.

É importante que tudo seja testemunhado por todos da área. Depois, geralmente é realizada uma grande festa é realizada e ninguém deve ter medo de atravessar o canal novamente. Os redemoinhos irão encolher e por fim desaparecem, e o rio torna-se ainda mais raso, tornando a travessia segura o suficiente até mesmo para o mais frágil idoso ou para a criança mais jovem. Acredita-se que a criatura se mude para outro lugar, provavelmente indo atormentar os povos rio abaixo.


Arte de Traci Shepard


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21 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Odin

۞ ADM Sleipnir

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